História Trauma - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Suícidio
Visualizações 5
Palavras 1.341
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


antes de você ler a minha fic eu gostaria de dizer que eu não apoio suicidio, morrer não significa se libertar, normalmente significa que você passa o peso da sua consciência pra consciência de outra pessoa, como um amigo proximo ou um familiar, viver as vezes é dificil mas tambem vale muito a pena, boa leitura e sinto muito se não gostar ok ?

Capítulo 1 - Capítulo unico


Escuridão é tudo que eu vejo, vários sons estranhos me deixam irritado constantemente, as vozes simplesmente não me deixam em paz
 - Estou em casa

- amor você não pode continuar fazendo isso comigo – sinto tristeza profunda nas palavras da moça – todos os dias você me deixa sozinha com nosso filho e sai pra beber com aqueles seus amigos – lagrimas começam a se formar em baixo dos olhos da garota que tinha em volta de 20 anos – eu não posso cuidar de um filho sozinha

- cale a boca... eu já sou um adulto, eu sei muito bem me cuidar

 A moça começa a chorar

-se você é um adulto então aja como um, não deixe os outros cuidarem das suas responsabilidades sozinhos

 O homem avança na mulher e a joga ao chão, ele segura uma garrafa quase vazia de cerveja barata.

- eu já mandei você calar a boca

 Eu não posso fazer nada... enquanto essa pobre garota é atacada por um homem... não... por um monstro, ele quebra a garrafa no chão ao lado da cabeça da moça, ela treme de medo enquanto ele aponta a garrafa para ela, o filho dela, que tinha apenas um ano começa a chorar desesperado.

- faça silencio bebe desprezível

O choro só piora

- para, ele é seu filho também... pode bater em mim se quiser... mas deixa ele em paz por favor

O homem sorri com malicia e se aproxima da mulher, um forte cheiro de álcool exala de sua boca

- talvez se eu machucar seu querido filho você finalmente perceba quem faz as exigências aqui

Ele se levanta e a mulher segura o braço dele, que rapidamente se vira e segura ela pelos cabelos

- você realmente não entende, você não vale nada ... eu te dou uma ultima chance, saia daqui com seu filho inútil e nunca mais venha encher meu saco

Ela chora cada vez mais, cai de joelhos em frente a ele

- não ... você não esta em condições de morar sozinho, você ... deveria parar de beber, isso não faz bem pra você, isso muda você ... não é mais a mesma pessoa que eu conhecia ...

- você também mudou, você era obediente e educada, mas agora ... você é uma vadia irritante que nunca cala a boca, sai do meu pé

O homem a chuta com força, ela bate com a cabeça na no canto da mesa de jantar e desmaia,ele só se levanta e vai pra cama

Eu acordo com um susto e escuto uma voz que me acalma imediatamente

- teve um pesadelo amor ?

- tive sim ... mas eu estou bem agora

Me viro e não vejo ninguém ao meu lado na cama, recobro consciência de minha situação, aquilo já havia passado a muito tempo, mas mesmo assim eu ainda não conseguia me perdoar, mesmo que agora eu nem me lembre exatamente o que eu fiz, isso não é um problema de verdade, eu vou me lembrar daquela cena em grandes detalhes no final deste mesmo dia mas por enquanto eu posso ter um pouco de paz.

Depois do incidente eu fui diagnosticado com alguns problemas bem sérios de controle de raiva e alcoolismo, estou tendo que visitar o psicólogo uma ou duas vezes por semana, além de tomar uma quantidade enorme de remédios em forma de pílulas e capsulas.

O psicólogo sempre me diz que isso não é culpa minha, que eu estava fora de mim, mas é obvio que nem ele acredita nisso, talvez seja só impressão mas eu sinto ele me olhando com desgosto toda vez que viro os olhos, nas ruas é ainda pior, as pessoas viram o olhar logo depois de me ver, algumas vezes até sussurram algo para um amigo, eu odeio a minha vida, meu passado não pode ser apagado, aquela pobre garota nunca irá voltar e eu nunca vou poder criar o meu filho por motivos óbvios, mas eu acho que é melhor assim, eu não iria querer estragar ainda mais a vida dele ou de qualquer outra pessoa.

Depois de pensar pelo que pareceram horas mesmo sendo somente alguns minutos, me preparo para sair de casa, a mesma casa daquela época, mas agora destruída, os vestígios do meu pecado já se foram a muito tempo e talvez ela até me perdoasse se me visse agora ... isso é ridículo, como alguém poderia perdoar alguém como eu ? ela sempre acreditou em mim e só agora que eu estou sozinho eu posso perceber como era bom ter algum apoio ... qualquer tipo de apoio, a solidão me deixa louco, não louco do jeito que eu era, antes eu sentia um fogo dentro de mim, as vezes este fogo se descontrolava mas pelo menos estava lá, agora eu só sinto um vazio enorme dentro do meu peito, eu gostaria muito de poder voltar no tempo e me impedir de machuca-la, mas isso não seria suficiente, eu continuaria bebendo e destruindo a minha família de dentro pra fora até que o dano fosse irreparável.

Eu abro a porta de casa e sigo meu caminho para o psicólogo, já que eu já tinha começado o dia me sentindo um lixo eu precisava falar com alguém, mesmo que fosse alguém que só me atura porque esta sendo pago para cuidar de mim.

Mantenho a cabeça baixa durante grande parte do caminho, quando levanto é só para ver alguém desviar o olhar na hora, até que eu escuto a mesma voz que escutei de manhã, era baixa mas mesmo assim eu escutava claramente

- agora esta tudo bem ... eu não sofro mais

Eu me viro e sigo a voz, sem ver nada, recebo olhares de confusão e medo enquanto corro em direção a voz, talvez eles pensem que eu finalmente perdi o controle e estava procurando minha próxima vitima, mas eu não me importo mais com eles, tudo o que importa é ela ...

Sigo a voz até uma ponte que passa por cima de um rio raso

- você ainda sofre, mas não precisa mais sofrer ... venha, eu te perdoo

Entre eu e a voz agora só existe a ponte, talvez eu deva realmente acabar com esse sofrimento todo e ir de encontro a ela, eu nunca mereci continuar com a minha vida e provavelmente nunca serei um bom membro da sociedade, então não faz diferença nenhuma

Eu me atiro da ponte, sinto um impacto repentino e a agua fria batendo no meu corpo junto com varias pedras, eu sinto muita dor mas ela logo vai embora, o frio também se vai depois de um tempo, eu escuto gritos, que também desaparecem, eu sinto um calor e uma luz, eu os sigo e vejo uma linda mulher de branco com os braços abertos e um sorriso acolhedor,escuto uma sirene alta e sinto um impacto forte na minha cabeça tudo fica preto

... aonde eu estou ?

- cheque a visão do paciente

Vejo uma luz forte nos meus olhos e os fecho imediatamente

- visão esta normal doutor e eu acho que ele esta acordado

- senhor, você esta se sentindo bem ?

- eu acho que sim ... só sinto minha cabeça doendo um pouco

- você bateu a cabeça muito forte, um acidente trágico com certeza

- que acidente ?

- então você não se lembra ? do que você se lembra ?

- ... eu não sei ... não lembro de muita coisa ... eu lembro de gritos e uma sirene e só isso

- não lembra de nada antes disso ?

- acho que não

- eu acredito que o senhor tenha perdido a memoria por causa da batida forte na cabeça, mas ainda não tem como ter certeza, você acabou de passar por uma situação difícil é normal demorar pra se lembrar, nós vamos te deixar sozinho para descansar agora

Três homens de jaleco branco se retiram da sala e eu fico sozinho com meus pensamentos, eu espero que eu consiga me lembrar de alguma coisa logo...


Notas Finais


eu não sabia muito bem como terminar a estoria, mas eu fiz o possivel e fiquei satisfeito com o resultado geral da fic


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