História Travels - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cyberpunk, Futuro, Revolução, Utopia
Exibições 7
Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mecha, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eae galeris
Tentei não demorar pra postar este capitulo pra nao esquecer como a historia ta correndo e nao me perder na linha do tempo.
Enfim...
Espero que gostem do capitulo :3 vlw flw

Capítulo 2 - Apenas ferro velho



O trajeto de Alexandre consistia em: 2 quilômetros andando pelo (enorme) centro comercial de Delta Da Paz; 3 quilômetros avançando pelo centro urbanizado (o ponto que Alexandre mais odiava, uma vez que praticamente toda a tecnologia emcontrava-se concentrada naquele meio); mais 1 quilômetro andando por uma parte da periferia, apenas para faltar mais 1 quilômetro para chegar no ponto em que a tecnologia era mais escassa, e o transporte utilizado na região seria o convencional ônibus.
Alexandre desconfiava da tecnologia, mas não absolutamente toda a tecnologia que foi inventada desde 1980. Ele odeia o avanço que se deu na Revolução Robótica, em 2061, exatamente um ano antes de estourar a 3ª Guerra Mundial. Depois de poucos anos estudando as causas da 3GM, Alexandre compreendeu que, toda a história de que essa guerra apenas sucedeu-se devido a esse avanço, e não por disputas de poder, como seria ensinado nas escolas e colégios.
A casa do garoto era realmente mais simples até do que a periferia: uma casa de tijolos (o que era bem raro já pelos anos de 2045), com alguns meios autossustentáveis, informática e robótica ultrapassada, acumulada por vários anos por Alexandre.
A mãe do rapaz já não suportava o filho falando tanto que os dispositivos criados desde 2061 eram perigosos e inconfiáveis. Já não suportava mais que ele fosse tão incansável em desvendar o que essas máquinas escondiam. 
Mas precisava aceitar. Não apenas por ser seu filho, mas para o próprio bem dele.
- Mãe, estou em casa.
- Chegou mais cedo hoje ou é impressão? 
- Não fiquei "vasculhando lixo", como você costuma dizer. - o rapaz riu - Eu só decidi vir mais rápido para descansar um pouco.
- Como foi na prova de hoje?
- O de sempre. Vou para o quarto.
- Não deveria comer algo?
Antes de responder qualquer coisa, Alexandre se trancou no quarto e se jogou no chão, exausto. "É, talvez caminhar tanto assim sob o sol seja ruim para a saúde" pensou. Mas simplesmente não podia confiar nos dispositivos. E iria descobrir o que eles escondiam.
* * *
- Por que eu sempre aceito me meter nessas enrascadas contigo?! - questionou Matheus, com visível ira na fala e ajudando Alexandre a pular a cerca do cemitério de robôs.
- Porque você é meu amigo, companheiro, irmão e um pau-pra-toda-obra. - este falava calmamente - Me ergue mais, já tô quase subindo.
- Eu já estou esticado, caralho! - cada vez mais irritado.
- Ah ta.
Com um pequeno impulso que o Augusto deu a si mesmo, empurrando a mão do Do Santo pra longe, conseguiu subir a cerca, mas caindo do outro lado da altura de 2,5 metros da cerca.
- Eu avisei que você ia acabar se machucando de novo, porra!
- Eu tô de boa cara. Agora pula aí.
- Como você espera que eu faça isso sem a mão de um companheiro, amigo e pau-pra-toda-obra? - disse Matheus com certo sarcasmo.
- Você já tem tudo isso, é só vir. - Alexandre riu e pôs-se a andar, deixando o amigo por si.
O cemitério de robôs, ao contrário do que muitos dizian, era consideravelmente parecido com um cemitério normal: algumas peças de tronco de robôs humanoides serviam de lápides para o lixo eletrônico que de encontrava em valas de tamanhos variados e folhadas com chumbo. Alguns "túmulos" estavam marcados com frases que remetiam a lembranças que os antigos donos teriam de seus "queridos companheiros". Aquele lugar era quase nojento para Alexandre.
- Obrigado pela ajuda... - reclamava Matheus. - Eu só rasguei a camiseta.
- Estando inteiro, está tudo bem.
Os dois andaram pelo cemitério à procura de alguma coisa que ainda pudesse estar inteira. 
Vala vai, vala vem, os garotos passaram quase uma hora andando apenas para encontrar restos de braços, pernas, cabeças robóticas e algumas placas de computador velhas. Até que encontraram então, o que parecia ser um robô auxiliar de medicina em praticamente perfeitas condições.
- Ora... Que sorte! - disse o Augusto.
- Sorte? - o amigo questionou. - "Apenas" uma hora para encontrar isso. Melhor que esse meu esforço valha de alguma coisa.
Alexandre se dirigiu até o robô. Deveria ter 1.75 de altura, e a aparência estava ótima, com exceção de manchas de lama e o que parecia ser urina de cães nas partes mais inferiores da máquina. Provavelmente também era feito de obênio, o que explicaria a boa conservação mesmo em exposição à agentes degradantes.
O rapaz virou o robô de costas para si, abriu suas costas, que pelo jeito já estavam desparafusadas, para então ver algo um tanto curioso: a caixa de supervisão não estava ali.
Caixa de supervisão é uma peça que fica na região onde seria o "coração" de máquinas com inteligência artificial. É ela que dá ao controlador a possibilidade de entender tudo o que acontece com aquele dispositivo, ficando assim informado caso houvesse um erro de programação ou de controle. Essa peça foi criada em 2071, no inicio da ascensão das colônias, como medida de precaução e segurança às pessoas.
- É Matheus, você vai dar na minha cara agora.
- Ótimo. Eu te avisei que isso não daria em nada.
Por um momento, um dos dedos do robô se moveu. Alexandre, no entanto, não percebera e continuava vasculhando o interior do mesmo, procurando ainda por algo que pudesse ser útil. Acabou por encontrar uma peça de forma cilíndrica, com um interruptor e vários e vários fios ligados à mesma. No instante em que moveu a peça de lugar, a máquina se virou com um bisturi em sua mão esquerda, visando atingir o alvo: Alexandre. O rapaz, no entanto, desviou-se por reflexo, mas caindo para trás no processo.
- Alex! - gritou Matheus com o susto, tentando ajudar o amigo empurrando, em vão, a máquina que o ameaçava.
O ser metálico avançou contra o rapaz caído no chão, ainda com o objetivo de cortar seu corpo. Em resposta, Alex agarrou uma pedra no chão e atirou-a contra a cabeça do robô, com mira nada certeira. Eis então, que a máquina ficou sobre o rapaz, mas este segurou os braços robóticos do mesmo, tentando ainda salvar sua pele. Ouvia a voz artificial sussurrando palavras e frases como "seguir diretriz" e "exterminar a todos".
Estranhamente, a máquina se desativou após alguns segundos debatendo-se para fincar o bisturi no peito de Alex. Atrás desta, Matheus segurava a estranha peça cilíndrica com os fios quebrados.
- Okay... - este arfava com o susto. - O quê aconteceu agora?
 


Notas Finais


Por hoje vai ser isso u3u dei só algumas explicações básicas e rolou apenas um evento, mas garanto que vou tentar fragmentar menos a história.
Até o próximo o/


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