História Tree Babies - Capítulo 3


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara Danvers, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 100
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Bananas são do mal e Teletubbies também!


— Winn! — Kara praticamente gritou quando chegou em casa e se deparou com os dois homens da sua vida jogados no sofá cobertos de doce e assistindo Teletubbies.

— Máh — Louis disse correndo para os braços da loira assim que a viu passar pela porta. Na hora Kara largou sua bolsa e seus e tomou o pequeno nos braços.

— Hey Kara — o moreno a recepcionou com um sorriso.

— "Hey Kara"? — repetiu com impaciência — Eu vim correndo da escola porque você disse que ia trabalhar mais cedo e quando chego você está estirado no sofá em uma espécie de chiqueiro de açúcar e ainda por cima assistindo Teletubbies — falou extremamente irritada. — Oi meu amor, como foi sua manhã? — perguntou a Louis usando um tom de voz amável, o completo oposto de como se dirigiu a Winn.

— Eu menti — disse o garoto se levantando e batendo nas roupas para tirar o resto dos doces nos quais ele estava se afogando até minutos atrás. — Meu turno só começa daqui a duas horas — contou com um sorriso.

Kara só não voou em cima do garoto porque Lou estava em seu coloco.

— Máh, Tito Winn me deixou comer vários doces — contou o pequeno.

— Ele deixou foi? — falou em falsa alegria. — Então o tio Winn deixou você comer um montão de doces, mentiu para mim e ainda estava assistindo Teletubbies, coisa que eu disse que não pode se fazer nessa casa, certo tito Winn? — falou de forma lentamente e com uma falsa alegria macabra.

— Eu posso explicar — falou na defensiva e levantando as mãos em sinal de rendição. — Primeiramente eu só queria que ele se sentisse bem, levando em consideração que dia é hoje.

— E com se sentir bem você quer dizer "o deixar comer quantos doces quiser e depois não almoçar"? — a loira interrompeu com mau-humor.

— Basicamente — o rapaz respondeu sorrindo sem se dar ao trabalho de negar as acusações. — Depois, se eu tivesse lhe dito que só iria trabalhar mais tarde, você chegaria aqui uma hora atrasada e então teríamos um problema de fato.

— Idiota — resmungou, mesmo sabendo que era verdade.

— E por último e nem um pouco importante você tem que superar sua aversão aos Teletubbies, eles são umas graças e o Lou gosta — por fim terminou suas explicações.

Desde criança Kara não gostava muito dos Teletubbies. Ela não sabe dizer o porquê, mas aquelas ratazanas gigantes e psicodélicas lhe davam nos nervos.

— Winn você é a última pessoa que pode falar qualquer coisa — disse irritada — você tem medo de bananas!

— Bananas são do mal! — gritou.

— Teletubbies também! — retrucou no mesmo tom.

Por um instante eles se encararam em fúria, por apenas um momento a sala foi preenchida com uma tensão silenciosa que parecia só deixa-los mais irritados um com o outro. Mas tudo foi jogado por terra quando Louis começou a rir o que levou os dois "adultos" a rirem também. Aquele havia sido apenas mais uma das inúmeras discussões extremamente idiotas dos dois que tinha terminado da mesma forma que todas as outras: com deliciosas risadas.

Desde que Kara e Winn se conheceram não passará um dia sem que um gritasse com o outro por alguma frivolidade (embora uma das partes sempre achasse que fosse um assunto de suma importância); eles gritavam tanto um com o outro que muitos se questionavam como ainda eram amigos, porém ambos tinham a certeza de que eram os gritos que os mantinham unidos.

Certa vez quando a loira questionou o rapaz sobre isso ele respondera sua pergunta com outra e um grande sorriso: "que graça tem gritar sozinho?" Por essas e muitas outras que Kara amava o amigo como se ama um irmão.

— Tudo bem, bananas são do mal — se rendeu.

— E chega de Teletubbies — Winn nem gostava do programa, só fazia isso para irritar (assim como Kara fazia ao colocar Bananas de Pijamas para o Louis assistir quando o moreno estava por perto) —, trégua?

— Trégua — concordou sorrindo.

[...]

— Ah, senhorita Grant? — Lena chamou timidamente.

Cat estava sozinha em sua sala de aula, concentrada em seus afazeres de educadora e encarando o desafio que era corrigir a prova de certos alunos. Vagarosamente a mulher voltou sua atenção para a morena que estava parada a porta como um vampiro que está à espera de um convite para entrar.

— Senhorita Luther, em que posso ajudar-te? — questionou a professora repousando sua caneta vermelha na mesma.

— É Luthor, senhora — a garota corrigiu, era o seu primeiro dia e ninguém havia lhe informado ainda que Cat Grant nunca acerta o nome de um aluno (a não ser que ele esteja enrascado).

— Vou tentar me lembrar da próxima vez — mentiu. A loira de cabelos medianos sabia o nome de cada um de seus alunos, porém ela fazia um esforço para pronuncia-los de forma errônea apenas para lembrá-los que ela era a autoridade em vigor. Enquanto estivessem em sua sala, nada estava acima da mulher. E todos pareciam entender o recado (ao menos ao alcance de seus olhos azuis). — Agora, você veio aqui apenas para me corrigir ou tinha algo para me dizer?

— Ah, certo. Eu queria perguntar se a senhora viu a Kiera — Lena não tivera a chance de ter uma conversa descente com sua parceira de projeto. Depois que havia sido decido que fariam o trabalho juntas, elas marcaram de se encontrar no pátio durante o intervalo, entretanto Kara não apareceu. Lena a procurou, entretanto a garota parecia ter evaporado.

— Kiera? — a mulher se fez de desentendida. — Oh, a Danvers. Bem, considerando que ela chegou atrasada é bem provável que já tenha ido — informou.

— Isso não faz muito sentido, não? Se você chega atrasada não deveria ficar mais tempo? — pensou alto.

— Talvez — Cat comentou sem muito entusiasmo. — Ou talvez ela tenha um excelente motivo tanto para chegar atrasado quanto para sair mais cedo — aquelas palavras fizeram a mais jovem sentir-se culpada.

— Desculpa — pediu baixo. — A senhora tem razão, ela provavelmente tem um bom motivo para isso e não é da minha conta — Lena era tímida e por consequência não era muito confiante, porém em contrapartida a garota tinha a mania de pensar em voz alta, o que muitas vezes a deixa em uma situação desconfortável. — Se a senhora me der licença, vou parar de incomodar e voltar para minha caverna.

— Como? — embora nunca fosse admitir, Grant achou a nova aluna intrigante.

Ao mesmo tempo em que parecia frágil e acanhada, ela dizia coisas que fazia toda essa fachada casta vir a baixo e mostrava que talvez de inocente a morena não tivesse nada. Era como se Lena Luthor fosse duas pessoas completamente diferentes — aquela que está na superfície e é mostrada ao mundo, e aquela que tem medo de emergir. Na concepção de Cat, a jovem Luthor ainda se provaria um grande enigma.

— Nada não, só estava pensando alto — riu envergonhada. — Até amanhã senhorita Grant — despediu-se.

— Ei Luther, espera — a professora chamou quando ela já estava saindo. Cat escreveu alguns números em um pedaço de papel e o estendeu em direção à garota. — Esse é o número da Danvers, caso o que tenha a falar com ela não posso esperar.

— Obrigada senhorita Grant — disse pegando o pequeno pedaço de papel.

A sala da senhorita Grant ficava bem ao lado da principal saída do colégio. Por isso ao olhar pela janela era possível ver quem ia ou vinham. E graças a isso Lena pode ver o momento exato em que um porsche prateado estacionou em frente ao colégio. De dentro dele saiu um rapaz alto, magro e com cachos meio alaranjados — que não pareciam muito naturais.

— Eu tenho que ir — anunciou a Luthor saindo correndo.

Pela janela Cat pode ver sua mais nova e estranha aluna correr para os braços do recém-chegado. Era uma cena fofa, mas isso só até a garota começar a bater no rapaz com sua mochila. Ato que fez a professara soltar uma pequena risada, seus alunos realmente eram seres esquisitos.

Do lado de fora do prédio o garoto ruivo tentava inutilmente se defender dos golpes da morena que estava muito irritada.

— Tess para com isso — pediu. — Desse jeito você vai me matar.

— Parar? Você devia ter me avisado que chegaria hoje — brigou a menor.

Lena havia acabado de se mudar para a cidade com seus pais e seu irmão Lex supostamente só deveria chegar no próximo mês. Entretanto ali estava ele apanhando de sua irmã caçula, de novo.

— Eu quis fazer uma surpresa para minha irmã favorita — se defendeu sorrindo.

— Sou sua única irmã — retrucou. — E você sabe que eu odeio surpresas.

Lena não detestava supressas em si, a garota odiava mentiras; e toda se sustenta em uma mentira — ou em uma omissão.

— Bom se você não gostou eu posso entrar no carro e voltar para Nova Iorque — disse dando de ombros. — Eu só passei três dias dirigindo por metade do país, não foi nada demais — se fez de coitado. Lex deu a volta no carro e como se realmente fosse embora, porém antes de entrar no veiculo continuou. — Eu só estava com saudades da minha amada irmã, sabe? Queria ver aqueles lindos olhos verdes de que tanto senti falta. Também queria que ela viesse correndo em minha direção e me desse um mega abraço como fazia quando era menor, mas não! Ela só me agrediu e brigou comigo. Então se ela não me quer aqui, vou entrar nesse carro e me jogar da primeira ponte que encontrar. Adeus Lutessa Lena Luthor, tenha uma boa vida — ele entrou no porsche e arrancou.

Lena estava se segurando para não rir. Lex sempre fora muito dramático, não é à toa que era um ator de teatro — e um dos bons. Ele também era muito apegado à irmã caçula e por isso quando seus pais anunciaram que iriam para o outro lado do país ele largou sua companhia teatral enfiou o que conseguiu na mala do carro e cruzou a nação para ficar com a menor — menos que isso significasse que teria de ceder as investidas do pai e finalmente trabalhar com ele na empresa da família.

— Já acabou com o drama? — Lena perguntou fingindo indiferença quando o irmão voltou a estacionar o carro em frente à escola menos de três minutos após ter feito sua “saída pela direita”.

— O drama nunca acaba — disse altivo. — Mas nesse caso já acabei sim — riu.

Baka aniki — a garota falou sorrindo entrando no carro.

— Você tem que parar de me insultar em japonês — o rapaz reclamou saindo com o carro. — É difícil ficar com raiva de você quando fica tão fofinha falando japonês — comentou sorrindo.

— Pode deixar que irei te chamar de idiota em seu idioma nativo a partir de agora.

O trajeto até a residência Luthor foi recheado de com risos e péssimas piadas. Perto do irmão Lena se tornava outra pessoa. Ela sorria mais, fala mais e irradiava um brilho próprio. Com Lex a garota era uma pessoa completamente diferente do que se mostrava ser com o resto do mundo. Ele não a amedrontava, não a reprimia; deixava que expressasse suas ideias e opiniões sem tentar desconcertar seus ideais, ele deixava que Lena fosse Lena — ou melhor, Tess.

— Cheguei — avisou à morena.

— Como foi à escola querida? — sua mãe perguntou. Ela e o marido estavam no sofá verificando dezenas de papeis da empresa.

— Foi bem, já tenho até um grande projeto pela frente — Lena contou. — Mas a minha parceira desapareceu na hora do intervalo.

— Família linda, eu cheguei — o Luthor anunciou fazendo estardalhaço.

— Que bom Lena — disse a mulher sorrindo para filha e ignorando completamente o filho.

— Mas a minha parceira desapareceu na hora do intervalo — continuou a garota.

— Mas você nem tiveram a chance de conversar? — desta vez foi o pai quem perguntou.

— Não — falou jogando ao lado da manhã no sofá. — Mas minha professora me deu o número dela ‘caso o que tivéssemos que conversar fosse inadiável’ — Lena fez uma péssima imitação da senhorita Grant.

— Ei será que podem parar de me ignorar? — Lex tentou chamar a atenção dos adultos.

— Lex querido, percebemos que você chegou — Lillian se dirigiu ao garoto com falsa indiferença.

— E ninguém liga — comentou o pai.

— E se você não percebeu, os adultos estão tentando conversar — completou a irmã.

— Ignorado, diminuído e insultado pela própria família — disse com voz sofrida. — Oh trauma.

— Ninguém aqui te insultou idiota — Lena ressaltou sorrindo.

— É ninguém te insultou idiota — disseram os pais em uníssono.

Todos ficaram em silêncio por um tempo até que não aguentaram e caíram na gargalhada. Embora tivessem alguns problemas, no final os Luthors eram uma família feliz e unida — principalmente na hora de atacar Lex.

O dia correu normal na casa de Lena. Mesmo com a mudança sua rotina continuava a mesma. Ela ainda tinha as mesmas aulas após a escola, apenas havia ganhado novos professores. E o jantar ainda era servido na mesma hora, tudo naquele lugar — e na vida daquelas pessoas — corria como as engrenagens de um relógio, até mesmo Lex. Talvez tudo fosse pragmático demais, no entanto era a única forma de vida que Lena conhecia e ela não via nada contra uma rotina.

No fim da noite, quando já tinha terminado todas as suas tarefas, Lena deitou na cama com o celular em uma mão e o pedaço de papel com o número de Kiera na outra. Ela estava decidindo se mandava ou não uma mensagem para a garota.

Após muita reflexão a de olhos verdes achou melhor não enviar mensagem alguma. A loira podia não gostar da invasão, elas mal haviam trocado três palavras e nem tinha sido a garota que dera seu número a Lena. Por fim a morena deixou isso de lado e foi dormir o que tivesse de falar com a Danvers poderia esperar até a manhã seguinte — mesmo que por algum motivo a Luthor quisesse falar com ela urgentemente sobre nada em particular; ela apenas queria falar com a garota dos olhos azuis.

 

 


Notas Finais


Como podem ter percebido essa fic até o momento tem se mostrado uma espécie de 'alivio cômico', podem culpar a quantidade absurda de anime shoujo que assisto ou aquela parte de minha alma que é toda arco-íris e ursinhos carinhos e sai por ai cantando Winx. Pretendo fazer algo mais sério mais para frente, contudo, por enquanto eu vou aproveitar essa pegada mais leve da fic.

Se eu fosse comparar isso aqui a algo/alguém no momento seria ao Sunohara (personagem do meu anime favorito, Clannad) que é um completo paspalho na maior parte do tempo, mas que também é um grande personagem e sabe que tem hora para brincar e hora para ser sério. Espero que estejam gostando, por eu estou gostando de escrever, é bom fugir de toda melancolia de minha mente e fazer coisas extremamente idiotas às vezes.

Bem é só isso, até o próximo capítulo.


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