História .trem bala - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Drabble, Introversão, Reflexão, Songfic, Triste
Visualizações 20
Palavras 2.461
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Droubble, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ó eu de novo SHGDFHASGFH to tendo um surto de inspiração então estou aproveitando para terminar tudo o que ando escrevendo durante esses meses.
Para quem não me conhece, prazer! Sou a Amenda, menos conhecida como Blowmevic, ou subversivo pros públicos. Nunca escrevi muita coisa de exo.. Na verdade a única drabble que escrevi eu deletei, porque, bem, ora, não sei. Era uma discussão que não daria em nada.
Aqui estou com mais uma songfic, essa é inspirada na versão remix de Trem Bala, feita por Vintage Culture.. deixarei o link nas notas finais. É uma crônica, pois sou cronista, então espero que gostem desse formato. Me perdoem qualquer coisa. yay!

Capítulo 1 - Epifania significa...


Fanfic / Fanfiction .trem bala - Capítulo 1 - Epifania significa...

As baladas são lugares desalmados. As pessoas, feito formigas ou vacas, se mexem em conjunto e de acordo com uma melodia boa, que não tem pudor, mas que também não significa nada.

Eles não querem ter que refletir, eles querem rebolar a bunda. Entendo isso, entendo que o mundo é péssimo para ser sério até de madrugada. Que é chato querer dançar e ter alguém parado ali, feito eu, pensando na existência, enquanto poderia estar bêbado e dançando. Mas há algo - não escolhi ser assim, alguém que tira filosofias no meio da batida eletrônica.

Mesmo assim, sou um incômodo.

Eu, Kim Jongin, sou a parte da multidão que infelizmente está ciente do que está fazendo. Estou vendo os olhares aqui e acolá, sentindo a vontade de aprovação de algumas pessoas.

No entanto, sei que não há nada aqui para mim. Sei que longe daqui, em algum lugar, existe alguém com que eu possa divagar sobre... Arroz.

Às vezes só queria alguém para conversar. Que entendesse a linguagem que falo - pois, você sabe, analogias precisam de alguém que entende o significado delas.

Me sentia perdido no meio dos meus amigos que só sabem falar dos outros e ainda mais daquele povo que se arrumava para a festa, mas, caso visse algum colega de trabalho na qual conversa todos os dias, faria questão de ignorá-lo. É tudo em volta disso, atuação. Nesses lugares procuram tornarem-se outras pessoas, outras personalidades se moldam sob as luzes coloridas e arrisco dizer que as festas são nada mais nem menos do que refúgios de solidões. O som das boates é o de vazios colidindo, estes fazem um barulho quando há muito movimento. É o grito da alma.

Eu odiava estar ali. Os corpos se mexendo, os lábios, o suor. Não que eu não amasse tais fatores unidos! Amo, sim, mas achei péssimo não estar entretido. Estar pensando era o problema. Queria jamais analisar a sociedade e me entristecer... Ah! Queria eu ser burro para ser feliz, longe das concepções sobre o presente e futuro! E o apego ao passando servindo de referência para minhas desilusões.

Perder as estribeiras seria ótimo agora. Fitei os meus amigos: Todos eles envolvidos pelos seus respectivos vazios, que batiam uns nos outros e reproduziam aquele mesmo som de desespero. Dançavam separadamente mantendo a sintonia com o ritmo, sorrindo uns para os outros. Soavam felizes e distraídos da realidade entediante. Do nada, pensei que eles mereciam as melhores coisas. Eu estava sendo sincero: Não deveriam ter momentos tristes em suas vidas. Alguns deles até pareciam serem feitos para festas, aproveitando o máximo que era oferecido. Outros, no entanto, tentavam se integrar junto ao copo, mas não com tanta naturalidade.

Eu, mero espectador, amava aquele bando de imbecis fora e dentro da festa, jamais os abandonaria mesmo tendo pensamentos completamente opostos sobre a vida.

Feliz ou infelizmente, me desfoquei do meu umbigo enquanto me deslocava para a área de fumantes, que na verdade era a sacada do prédio onde acontecia o evento. Perto da grade, no canto, bem lá no canto, eu vi um homem. De súbito, tudo nele me fez perder o tempo. Justo eu, que costumava cronometrar os segundos para ir embora logo.

O homem? Bem, ele tinha uma aura incompreensível. O cabelo disforme e a barba crescendo por fazer denotavam que ele... Estava nem aí para esses padrões estéticos de merda, ou apenas não teve tempo de se ajeitar. Talvez nem quisesse estar ali, como eu, ou quisesse companhia. Talvez apenas o open bar o houvesse atraído para aquele enfadonho circo de paixões.

Ao fita-lo, eu quase vi uma sombra se projetando, como uma nuvem em cima de sua cabeça.

- Oi. – falei, aparecendo de repente. Queria conhece-lo. E, se quer saber, eu não era de jogar fora. Meus cabelos rosa e minha pele morena me deixavam resplandecente nas roupas alegres e ajeitadas por Baekhyun.

- É comigo? – disse, os enormes olhos me encararam com descaso.

Ri baixo. – Acho que sim.

Ele tragueou seu cigarro. – Oi.

Não quis falar nada, quis apenas admirá-lo. Notei que ele era mais velho que eu quando vi seus detalhes. Quanto? Vinte e sete, trinta? Eu tinha apenas dezenove e nenhum futuro. Porém, senti que ele era alguém com quem valia a pena deixar pra lá esse lance de idades.

- Quais são seus planos ‘pro ano que vem?  - perguntei, no meio da fumaça éramos apenas dois imbecis e eu era um doido perguntando coisas sem nexo. Ele tossiu um pouco antes de sorrir amargo e responder:

- Viver o presente já é desesperador.

- Tu acha?

- Sempre.

Ele não parecia alguém que esperava telefonemas ou ia a um bar. Tampouco se preocupava com saldos bancários e trânsito parado. Os dias não tem separação, são sempre o mesmo. Sorrisos trazem menos prejuízo (para o coração) do que horas no emprego.

É isso?

Senti algo dar uma pontada no meu peito. Não é amor, é fantasia. Há medo?

- Porque está aqui? – comecei de novo

- Ora, não posso me distrair da vida cotidiana? – retrucou, jogando a bituca longe e dando um gole em sua bebida. Ele não estava bêbado.

- Você não está distraído. – ri, seus olhos se focaram em mim de uma forma intensa. Me senti levado para as profundezas do mar, imerso na ignorância de uma quase-morte, onde descobriria o sentido da vida.  Era assim que o amor funcionava? Eu o amava? No meio de tanto silêncio, era difícil descobrir. Havia tantas perguntas que eu fazia para mim mesmo e que jamais poderia responder.

A festa ainda estava a todo vapor em volta de nós.

- Você está me distraindo, garoto. – parece que não fui o único que reparou em idades

- Nem sou tão novo.

Epifania significa... Um renascimento filosófico. Um susto no meio do barulho.

O homem se aproximou de mim muito calmamente, a força de sua energia me dominava, era pesada, como se nada desse certo e fosse melhor viver apenas hoje. Os dedos gelados cheirando a tabaco pentearam o meu cabelo. Aquela face cansada e desleixada concentrou-se nele por um tempo, denotando preocupação com o mesmo. Ajeitando-o. Como se aquela mera perfeição pudesse arrumar o mundo todo.

Essas coisas pequenas e bobas me afetavam muito. Ele pareceu notar e riu um pouco da minha euforia, antes de seus lábios se encontrarem com os meus. Nos envolvemos de forma tão intensa quanto nossa recente conversa, pareceu que nada mais havia em volta de nós, apenas as mãos firmes até demais contra o meu corpo. A sensação de ser tomado por alguém mais forte, mesmo que mais baixo, de me permitir ser dominado por um enigma que ninguém quer resolver.

A sua barba roçava no meu rosto de vez em quando, eu grunhia baixo e o abraçava mais, agarrando-o. Prendendo-o. Ele suspirava baixo e contido apenas porque não queria se render. Eu não iria soltá-lo.

Desse modo, saímos aos beijos da festa. Na verdade, nem sei como nos mexemos até estar fora de lá, ou como passamos pelos meus amigos sem sermos interrompidos. Eu atacava-o com a mesma fome que ele vinha para mim, me concentrando em suas expressões e grunhidos. Céus, o toque de seus lábios era a coisa mais feroz e suave que já havia tocado.

Porque estávamos fazendo isso? O ponto não era discutir sobre a vida humana? Porque eu sentia como se estivesse num carro há mil por hora?

Talvez eu estivesse. Dentro de nossas próprias cabeças às vezes perdemos a noção do que fazemos, onde estamos e com quem estamos. No meu caso, eu sabia que estava com os lábios colados e sendo mordidos por um homem dentro de um táxi que, não por acaso, estava há mil por hora.

Paramos num bairro classe-média cheio de prédios chiques. Olhei para ele com confusão antes d’ele me dizer:

- Não é questão de ter posses, mas sim de aproveitar essas posses. Lutei muito pra conseguir essa casa, acredite.

Entramos no apartamento novamente aos beijos. Parei de reparar em riquezas quando vi o rosto dele me encarando daquela forma faminta.

Ele me deitou no seu sofá cama, me prometendo uma foda daquelas. Eu me cansei de apenas beijar os seus lábios e parti para seu maxilar, seu pescoço, sua clavícula. Ele gemia abafado e apertava meu ombro enquanto me perdia na sua pele clara e tão linda. Adaptei-me no seu colo quando me trouxe para si e desviei de seus lábios por tê-los usado demais. Me fiz intenso e calmo quando ele disse ‘relaxe’ e entrou fundo dentro de mim, o que me rendeu minutos de puro silêncio, pois fiquei sem ar.

- Está tudo bem? ‘Tá doendo? – sussurrou no meu ouvido, eu estava agarrado nele tão forte que pensei estar machucando. Ainda não conseguia falar muito bem e ele ainda não tinha começado a se mover.

- Que pergunta imbecil de se fazer – ri, enquanto alisava suas costas e respirava fundo. – Vamos lá...

Retirou-se e voltou duas vezes mais forte. O som que saiu dos meus lábios foi uma mistura de prazer e ódio, mas não é como se os movimentos tivessem parado de qualquer forma. Na verdade, ele continuou firmemente, me lambuzando um pouco com seu pré-gozo e com sua própria saliva que ele tirava da boca e passava na minha entrada hora ou outra. Estávamos enroscados um no outro, ele me dava beijos no pescoço e dividíamos o calor entre nós. A cidade continuava borbulhando ao nosso redor e foi quando notei a grande janela industrial que tinha ali, brilhava em tons de laranja e amarelo por causa das luzes exteriores. Como se antes eu tivesse tido a oportunidade de notar janelas.

O ritmo se tornou mais acelerado conforme eu gemia mais no seu ouvido. Depois de ir tão rápido, ele parava e se afundava de uma forma que me fazia morder seu pescoço. Às vezes nossos narizes se cruzavam, ele me dava um beijinho e bagunçava o meu cabelo para voltar ao ritmo anterior. Era tão carinhoso e tão sensual ao mesmo tempo.

Deitei e puxei ele comigo na posição de sempre, em que o ativo fica por cima. Fez questão afastar seu tórax de mim apenas para ver seu membro entrando e saindo mais devagar. Apertou minha perna pra baixo para ir mais forte, retirou-se duma vez e voltou para se enroscar comigo de novo, me envolvendo por inteiro com os seus braços até cansar.

Depois ele me virou de lado, puxando meu cabelo para trás e metendo sem dó...

Bem, do resto eu não lembro direito.

Esfriamos, enfim. Deitamos. Ele tocou a minha pele com uma delicadeza que era tão estranha.

- Aliás, qual o seu nome? – eu disse, ele arqueou a sobrancelha em resposta.

- Nomes são injustos porque não os escolhemos...

- Gah, pare com isso, são seis da manhã – resmunguei, enquanto ele me trazia uma caneca com algo que cheirava a soju – G-gomawo.

- Se for pra me chamar por um nome, me chame de Kyungsoo.

Eu não conseguiria ir embora sem perguntar: - Afinal, qual a tua idade?

- Oh, você parecia não ligar para isso a olho nu.

- É só uma curiosidade...

- Trinta e dois.

Quando o sol nasceu, o rosto finalmente ganhou um nome que era tão belo quanto a pessoa. E uma idade também, mas ela nem significava nada.

Espreguicei-me e disse para ele que tinha que ir embora. Larguei a caneca pela metade e me vesti.

As baladas podem ser lugares em que se acham tesouros.

Foi assim que conheci Do Kyungsoo e vi nele a maioria das belezas da vida, unidas com minhas próprias ideias. Ele não cortava minha linha de pensamento, ele acrescentava.

Dormimos juntos e transamos por dois meses. Demorou tanto porque não nos víamos sempre, era periódico, nada era muito marcado ou com compromisso sério. Ele abastecia meu vicio pela conversa que eu não podia ter com mais ninguém, me mostrava livros que eu nunca tinha pensado em ler e, com toda certeza, me mostrou que listas como qual seu nome, idade, altura e peso são meras classificações sociais. Não são nada para sua vida em essência.

No entanto, não ficamos apaixonados um pelo outro. A gente nem podia fazer uma coisa dessas. Seria faltar com o respeito com o que tínhamos; que era, basicamente, transa com reflexão. O que é bem engraçado de se dizer.

Kyungsoo poderia ter sido o amor da minha vida. Mas não era.

Certo dia, Do não me procurou mais. Isso durou semanas.

Determinado a perder um tempo no meio das multidões, analisando a sociedade e consequentemente me decepcionando com a mesma, fui para a estação de metrô.

Chegando perto do terminal, vi um homem. Um homem que tinha uma aura negra em volta de si, uma coisa incompreensível. Este mesmo homem me olhou e deu um pequeno sorriso. A barba finalmente estava feita.

- Jongin, quero te dizer um negócio – falou quando cheguei ao seu lado, colocando o cigarro entre os lábios e dando a mínima para o resto das pessoas – A gente tem que aprender a conviver com várias pessoas e morar em vários corações, pra ter experiência e para nunca estar sozinho, entende? Quando te conheci você estava se sentindo sozinho. Espero que hoje você não se sinta mais.

Olhei para ele surpreso. O fato de ele dizer uma coisa dessas só poderia significar uma coisa.

Kyungsoo iria embora para sempre. Não precisava dizer mais nada, já tinha aceitado a ideia. Ele nunca havia estado comigo de verdade. Beijei a testa dele em reação, rindo baixo e tentando evitar agir como um garotinho.

O metrô chegou e abriu as portas.

- Huh, é como tu dizia, a vida é trem bala... – disse, enquanto entrava no transporte e sentia minha alma esvaziar.

Ele me olhou por alguns segundos antes de rir de verdade, me dando as costas e sumindo no meio das pessoas. Eu não iria procura-lo, era o momento, existirão outras boas pessoas com quem eu aprenderei.

Na aglomeração humana, solidões se esbarram sem ninguém perceber. Eu vou encontrar outras solidões como a minha, e tornar isso algo novo. Quem sabe eu o encontre, não é mesmo?

Procure solidões como as suas. Note as diferenças entre as pessoas com quem convive, faça questão de ser especial para as pessoas no momento em que está vivendo com elas, pois esse momento não existirá de novo e talvez seja tarde demais. Colecione pessoas que gostam de você enquanto você pode, mostre para elas que muda com o tempo e se adapte ao que elas precisam de você. Vá aos lugares e tente ver o máximo de coisas para ter boas memórias, não olhe o relógio. Não olhe números;; olhe pelas janelas, meu amigo.

A vida é trem bala, parceiro!

 

 


Notas Finais


eu poderia ter explorado BEM MAIS a música, talvez eu possa fazer mais capítulos só que de Jongin com outros membros, mas isso fica mais pra frente... Por enquanto é isso, brothers, témais! <3

https://www.youtube.com/watch?v=h_hlnE3EO1I


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