História Trendy Treat Shop - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 299
Palavras 1.771
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu preciso parar de me enfiar em novos fandoms, pq é cada ideia de fanfic que me aparece hahahah

as always, boa leitura! o/

Capítulo 1 - Ingrediente mágico


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 1 - Ingrediente mágico

Eu não era perfeito. Nem um ser humano era. Mas aquele homem...

Eu era normal, tinha boas referências e andava de cabeça baixa, sem querer incomodar ninguém. A maioria das pessoas não prestava atenção em mim.

Eu estava de intercâmbio na Coréia, em um curso de Culinária. Fazia um estágio na Trendy Treat Stop, a melhor doceria de Hongdae. Eu tinha que cruzar a cidade todos os dias para ir trabalhar, mas eu não me importava.

Ver meu chefe, Mark Tuan, era como um vício para mim.

Quando eu o vi pela primeira vez, durante a entrevista para o estágio, eu não tinha percebido o quanto ele era bonito. Os fios claros tingidos, o sorriso aberto com dentes brancos, a boca de lábios  fartos, sua pele alva. Não percebi porque estava muito nervoso e poucas vezes olhei diretamente para ele. Que erro terrível. Qualquer segundo a mais para notar aquele ser era precioso demais.

Eu direcionei meu olhar para seu uniforme de chef branco, manchado de várias cores. Era uma tentativa de diminuir os tremores que dominavam meu corpo. Ele me disse que estava tentando uma receita nova para um cupcake, mas não conseguia combinar um sabor incrível com a decoração que ele deveria ter. Minha missão, para ser aprovado no processo seletivo, seria cozinhar o bolinho perfeito.

— Eu tenho uma receita de cupcake que fará você esquecer da decoração simplista que ele infelizmente tem — eu disse, em uma das raras vezes que o encarei firme — Não sou muito bom com enfeites, mas sim com o sabor — eu vi que ele me achou pretensioso mesmo que eu tentasse parecer honesto. Porém, graças àquela receita que eu tinha conseguido meu intercâmbio.

Meu bolinho era realmente bom. Admito.

— Você se importa em me mostrar se é capaz? Agora? — Mark não esperou minha resposta, fora retórico. Ele já tinha se levantado, caminhando em direção às portas duplas, que davam acesso à cozinha. Eu estava mais nervoso ainda, ao encarar a perspetiva de cozinhar para um possível chefe. Além disso, eu entraria pela primeira vez naquele lugar, que todos os dias eu sonhava em trabalhar, desde que cheguei na Coreia do Sul.

Segui atrás de Mark Tuan. Notei suas costas largas e seu andar. O vento que era formado por seu deslocamento tinha um cheiro de frutas vermelhas, baunilha e madeira velha. Era inebriante.

Quando eu entrei, tive uma visão ainda mais linda.

Se o ambiente para os clientes era fofo, decorado com cores bebê e artigos antigos, a cozinha era profissionalmente impecável. Todos os aparelhos revestidos de aço inox, modernos, alguns eu nem conhecia. Tão limpos que o reflexo da luz doía nas vistas.

Eu fiquei estático. Encarava tudo com olhos de criança em loja de brinquedos. Dedilhei a beira do forno industrial, imaginando quantos bolinhos eu poderia assar ali. Meus pequenos pedaços de felicidade.

— O que você precisa para a receita? — era uma pergunta capciosa. Ele queria que eu dissesse meus ingredientes, mas eu não era tão inocente quanto parecia.

— Negativo. Eu posso buscar sozinho, basta que me mostre onde fica a dispensa — eu sentia o ar eletrizar à minha volta, arrepiando os pelos da minha nuca. Ouvi uma risada curta e rouca vindo dele. A tensão aumentou, por mais que eu achasse impossível.

— Esperto. Tudo bem, eu posso te dar liberdade para trabalhar sozinho, coisa que nunca fiz. Mas o que eu ganho com isso? 

Eu estava no processo de relembrar como adaptar a receita para o forno industrial, quando fui pego de surpresa pela presença dele, logo ao meu lado. De alguma forma, ele ativava algum tipo de personalidade que eu não tinha. Um pouco agressiva, sedutora.

— A receita, é claro — eu me virei, para encarar o fundo de seus olhos escuros. Eu tinha que demonstrar firmeza.

— E se eu não gostar?

Eu ri, mas por dentro estava gritando.

— Se fosse não gostar, pode ficar com a receita e melhorar o que estiver errado. Mas saiba que é uma possibilidade remota.

— Jackson, certo? Então, é um acordo – ele estendeu a mão para mim, com um sorriso tão aberto que senti minhas pernas virarem gelatinas. Notei como seus dedos eram bonitos, mesmo com aquelas manchas de farinha e corante. Aliás, era isso que as deixavam bonitas, todas as manchas de comida combinando com suas veias esverdeadas e inchadas.

 

◎○● TT Shop ●○◎

 

— Jackson! — ele me chamou, um berro curto mas preciso — Quero outra fornada de Creamies — Mark entrou com pressa na cozinha, me dando ordens sem nem ao menos parar e notar que eu estava com as mãos atoladas numa pia de louça suja. Ele foi direto para o escritório. Eu respirei fundo e parei de lavar as louças, pedindo para outra colega me cobrir. 

Ele me tratou com um trapo o dia todo, estava nitidamente muito nervoso. Eu tinha que dar um desconto. Tinha muitas pessoas, muitas mesmo, esperando do lado de fora da loja. Dentro, estava um inferno.

Mark provavelmente tinha ido respirar um pouco no escritório. Ele não gostava de lidar com gente. Eu coloquei a massa nas formas e acionei o cronômetro do meu celular em 20 minutos. Voltei para a bancada principal, para bater a cobertura. Era a última fornads possível, o ingrediente principal tinha acabado. Isso não seria fácil de dizer para Mark.

Fiz um cupcake de teste e, enquanto os outros descansavam na bancada, eu fui até o escritório. Mark estava deitado no pequeno sofá azul, uma das pernas sobrando para fora. Ele tinha os olhos fechados, mas eu sabia que não estava dormindo, a respiração estava muito acelerada.

— Sunbae, tenho uma má notícia... — me aproximei do sofá, apertando com uma das mãos o meu toque blanche, descontando nele todo o stress que sentia.

— Mais uma? — Mark bufou e virou as costas para mim. Estava cada vez mais difícil colocar outra carga negativa sobre ele, ainda mais vendo aquelas costas tão lindas e a linha dura de seus ombros.

Isso porque era sábado. Nenhuma loja estava aberta para vender essência de canela. Domingo, a Trendy Treat também abria, seria péssimo que não fosse possível vender meus bolinhos. Era a segunda vez na semana que os meus Creamies davam sold out.

— Deixa eu adivinhar... A sua essência mágica acabou — ele se levantou de uma vez, seus olhos vermelhos pareciam querer arrancar pedaços da minha cara. Eu concordei mudo, minha voz presa na garganta, com medo de ser ouvido. Mark me intimidava demais.

 — Puta que o pariu, você só pode estar brincando — ele me encarou, vi o tanto que sua alma parecia triste. Eu estava em agonia com aquela cena. Mark tinha olheiras profundas, o cabelo estava desgrenhado e o canto da boca tremia. Ainda assim, aquela cena estava me dando umas sensações estranhas.

Puta merda.

— Si-sinto muito, é a última fornada — eu estendi o cupcake de teste, para que ele aprovasse a última batelada de Creamies da semana.

Senti um formigamento na pele quando nossos dedos relaram, naqueles microsegundos que ele levou para pegar o cupcake da minha mão. Eu tinha que me controlar, tinha que me controlar, tinha que me controlar...

Eu não sabia como tinha chegado a esse ponto. A terra tremia sob meus pés, eu sentia o meu equilíbrio esvair. Era demais, não conseguia lidar com aquilo.

Ele comeu o cupcake com uma única mordida, deixando o canto direto da boca coberto de creme. Ele sempre fazia isso, comer de um jeito infantil, por isso eu já tinha de antemão um lenço. Entreguei para ele.

Seus dedos relaram nos meus outra vez. O choque elétrico não foi nenhum pouco inesperado. Eu sabia que precisava daqueles toques para sobreviver. Um toque era poderoso demais. Mas mesmo tão perto de mim, ainda não era suficiente. Senti meu estômago revirar de ansiedade.

— Sua vez de avisar para aquelas escandalosas que seu creminho acabou — eu entendi então que a fornada tinha sido aprovada. Com uma leva curvatura, eu me retirei do escritório.

Era sempre assim, ele nunca me elogiava diretamente. Eu tive que aprender a ler nas entrelinhas, entender que no fundo ele era uma pessoa boa e gentil. Se ele estava arruinado daquele jeito, era por não poder atender a todos os clientes. Se ele me tratava daquele jeito, era porque eu era o responsável por seu sucesso e sua ruína. Eu entendia. Mas uma vez, pelo menos uma vez, queria me sentir fora daquela berlinda.

Eu sonhava com Mark chamando meu nome, mesmo sem nenhuma demonstração de amor e aceitação da parte dele, ele invadia meus pensamentos até mesmo no meu sono. Eu tinha que ser forte, tinha que continuar negando qualquer vontade de me enfiar entre as pernas dele e agarrar seus lábios com os meus. Ou isso, ou enlouquecer de vez e arriscar tudo.

Depois de pedir para as pessoas comprarem outros bolinhos e doces, avisando que o Creamie tinha acabado voltei a lavar a louça. Alguns colegas me deram tapinhas nas costas, felizes com meu desempenho. Até Bambam veio do caixa me dar os parabéns, dizendo que era o melhor final de mês que ele tinha visto na história do TT Shop.

Eu me sentia feliz, mas incompleto. A única pessoa de quem eu queria receber aqueles carinhos estava se remoendo nos fundos da loja. Ele tinha conseguido me transformar em um zumbi. Eu vivia pelo trabalho, corria atrás de seu reconhecimento, voltava para casa para treinar mais e chegava mais cedo no outro dia, ansioso para o ver.

 

◎○● TT Shop ●○◎

 

Os outros estavam se preparando para fechar a loja, enquanto eu terminava de organizar a bancada. Mark estava isolado há duas horas, aquilo já estava me deixando irritado. Era infantil demais largar a própria loja desse jeito.

Foi então que, de tanto pensar nele, ele finalmente apareceu na cozinha. Eu estava de costas, mas ouvi o barulho da porta e senti sua presença atrás de mim. Os funcionários se despediam dele e saiam pelos fundos. Eu sempre ficava além do expediente, pois Mark era um dos meus orientadores no projeto de fim de curso. Eu ficava para esperar sua tutoria.

Eu sabia que ia morrer, metaforicamente, quando Mark decidisse ser mais íntimo comigo. Mas não esperava que fosse naquele dia, ainda mais porque ele estava de péssimo humor.

Mark se aproximou de mim e fez um carinho na minha nuca, passeando com os dedos na base do meu cabelo. Apenas isso e eu senti meu coração bater errado.

— Você foi bem hoje, Jackson — sua mão desceu na minha espinha e ele completou o gesto dando tapinhas leves no músculo da minha lombar.

Os planetas pararam de girar. Minhas pernas viraram água. Mark Tuan estava me tocando. Estava me elogiando. 

 

 

 

 

 


Notas Finais


não é fofo esse Mark putinho da vida/elogiando no final? aushaushaushuash


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