História Trendy Treat Shop - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 256
Palavras 1.112
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GENTE OBRIGADA PELOS FAVS HAHAHAHA
ADOREI <3

Capítulo 2 - Folga


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 2 - Folga

◎○● TT Shop ●○◎

Antes que eu pudesse me virar, antes mesmo que eu pudesse programar meu cérebro pra elaborar uma reação àquele gesto, Mark já tinha saído da cozinha. Senti uma pontada aguda no fundo do estômago. Parecia que eu tinha perdido na loteria, por um número. Não tinha palavra no dicionário para descrever minha cara.

Aquele homem mexia com todos os meus nervos.

Fui até o vestiário, depois de um banho rápido. Precisava trocar meu uniforme suado por uma roupa mais leve. Encontrei com Bambam e outros colegas de trabalho, combinando de sair. A desvantagem de trabalhar em Hongdae e fazer hora extra era essa: eu não saia pra balada. Nunca.

— Ya, Jackson! Estamos combinando de ir no Club Vera — Bambam já estava sem uniforme e pronto para sair noite a fora. Olhei no relógio, nem eram 23 horas ainda. 

O Club Vera era um dos mais baratos e divertidos do bairro. Eu sempre ouvia os relatos dos meus colegas, sobre as músicas que tocavam e as pessoas que eles pegavam também, é claro.

Só ouvia relatos, eu nunca tinha ido e morria de vontade de ir. Estava na seca a mais tempo que era vivo.

— Aish, Bambam... Tenho que ficar hoje de novo — eu me sentia mal de rejeitar todas aquelas saídas em grupo, porque elas acabavam me isolando deles. Eu não tinha muitos amigos em Seoul; na verdade, Bambam era o único.

— Aigoo, Jackie. Você trabalha demais para um mero estagiário. Se a justiça do trabalho vem aqui... — ele estava passando corretivo e base. Bambam era muito metrosexual, não tinha lógica — E também, você nunca saiu com a gente. Hoje é um dia especial, você deu sold out.

Eu tirei a camiseta branca, manchada de cremes, farinhas e corantes. Olhei no espelho interno do meu armário e me senti derrotado. Eu tinha um porte físico decente, não era nem muito malhado, nem muito magrelo. Mas não era isso que tinha me abalado. 

Meu rosto estava completamente arruinado. Eu tinha olheiras, marcas de rugas e estresse na testa. Minhas pálpebras estavam inchadas e meu olhar ficava meio zumbi. A minha barba já estava despontando.

Eu precisava de um trato. Como eu esperava que alguém fosse me desejar parecendo uma tripa atropelada?

— É, eu queria mesmo comemorar — eu passei um lenço de limpeza facial no rosto, sentindo alívio quando a refrescância diminui minha temperatura. Aparentemente, eu também era metrosexual demais para um homem. Mas só um pouco.

— Então pode ir.

Eu já disse que aquele homem me dava umas coisas. Sua voz entrou na minha alma antes mesmo que meu cérebro registrasse sua presença no vestiário. Todos fizeram uma leve curvatura pela presença do chefe, mas ele fez um sinal com as mãos, dispensando aquele gesto. Sempre dizia que se sentia 50 anos mais velho.

Eu ainda ia desejar esse homem, mesmo velho.

— Sun-sunbae — eu me curvei também, mas foi esquisito, já que fiz por último. E estava desnudo da cintura pra cima. E estava ansioso para vê-lo novamente.

Caralho Jackson, se controle.

— Sério, Markiepoo? — Bambam chamou o primo pelo apelido, passou o braço no ombro dele — Ele merece uma noite divertida, não acha? Ele trabalha duro demais por você. Você não o merece... Como estagiário — ele deu uma piscada e uma gargalhada.

Eu juro que queria pular no pescoço daquele mecânico de Hot Weels, meia-foda, pouca sombra e arrancar os dentes um por um. Mas só fechei os punhos e me virei para o meu armário, procurando uma camiseta limpa.

— Sim, você tem razão — Mark concordou, arrancando mais risos do goleiro de totó – Todos merecemos um descanso. Decidi que não vamos abrir amanhã.

Urros e batidas nos armários, Mark tinha soltado os animais de dentro de seus funcionários. Eu estava em choque. Nunca tinha ouvido falar em um dia que a TT Shop não abrisse. Vesti uma camiseta preta depois de passar desodorante. 

Eu estava sentindo certa dificuldade, digamos enorme, de encarar Mark. Enrolei o quanto pude, voltado para o meu armário. Peguei meu boné e o coloquei com a aba para trás. Eu não sabia mais o que fazer, queria ter um dos cremes do Bambam para enrolar mais ainda por ali, mas não tinha me sobrado nada para vestir ou passar.

Satanás tinha decidido me atormentar aquele dia, só podia. Ele decidiu mandar sua tentação-mor para perto de mim. Mark também tinha tomado banho, seu cheiro invadiu minhas narinas. Ele tinha trocado o uniforme, estava com uma calça jeans branca e uma camiseta estampada. Até com essas roupas simples, ele continuava irresistível.

— Vamos todos comemorar. Pago uma rodada de bebidas — Mark disse. Apertou meu ombro e deixou a mão lá, como se fosse natural. Ele sorriu para meu reflexo no espelho. Eu tentei sorrir de volta, mas minha imagem era lamentável comparada com a dele. Parecia mesmo uma tripa atropelada.

Mark riu e piscou pra mim.

Jesus, se você está me vendo aí de cima, me socorre porque não to bem.


 ◎○● TT Shop ●○◎


Os outros saíram na frente, junto com Mark. Eu fiquei para trás com Bambam, que disse que ia me ajudar a dar um trato no meu rosto.

— Você não pega nem resfriado com essa cara de pastel velho — ele passou vários cremes e coisas marrons na minha cara, até um lápis de olho, para realçar meu olhar.

— E quem disse que eu quero pegar alguém? — eu retruquei, afastando o pintor de rodapé. Já tinha dado de maquiagem, mais um pouco e eu virava um idol.

— Ah é, não é alguém, é o... — eu tampei a boca dele, mais rápido que o Bolt correndo.

— Ya! Cala a boca! — eu dei uns murros no peito dele, olhando em volta pra ver se alguém estava por perto pra ouvir nossa conversa.

— Ai ai! - ele gemeu, fingindo sentir dor, porque eu não estava nem perto de descontar minha raiva nele — É a primeira vez que eu apanho por dizer a verdade.

— Dizer a verdade é o caralho. Já te perguntei mil vezes sobre... — eu comecei a sussurrar — sobre seu primo e você sempre se esquiva.

Bambam me deu seu olhar piedoso.

— Esquece o Mark, Jackie.

Toda vez que o assunto "Mark Tuan" surgia entre nós, era desse jeito. Ele nunca me dava nenhuma esperança, nem um sinal. Eles eram primos, Bambam devia saber alguma coisa que eu não sabia, mas ele nunca falava, nada.

Nós saímos da loja, encontrando o resto do pessoal do lado de fora. Estava frio, o inverno chegava arrastado. 

 



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