História Trendy Treat Shop - Capítulo 4


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 240
Palavras 1.289
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


capítulo dedicado às flores lindas que comentaram na fic:

~narusasulovefuu

~UnicornianaUnic

~k_junia

suas lindas <3

Capítulo 4 - Arrependimento


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 4 - Arrependimento

Lá pelas altas horas da madrugada, depois de Bambam beijar uns 4 caras, eu me cansei daquela balada. Parei de beber e aí meu grau passou. O que me fudeu de vez, já que comecei a me arrepender de muita coisa. Principalmente, ter beijado um cara que vomitou no bar. Ainda o beijei na frente do Mark.

Que audácia toda foi aquela?

Mark estava na nossa rodinha de dança, mas não tinha dirigido mais a palavra a mim. O que eu achei péssimo, eu queria muito conversar com ele. Explicar que eu não era daquele jeito. Mas como eu ia fazer isso sem parecer patético era uma missão para Jeová.

Eu me afastei do grupinho e me joguei em um sofá de canto vermelho que tinha lá, entre dois casais que estavam praticamente tendo um filho. Bebi o resto da minha água e joguei a garrafa no chão. Bem rebelde mesmo. Bambam era uma das pessoas que estava se relando do meu lado, eu acabei por perceber. Eu achei engraçado ver aquele fogo em um corpo minúsculo como aquele.

Bambam se separou do corpo embaixo dele e enxotou o carinha, que foi atrás de outro corpo pra roçar, com certeza. Eu achei ótimo, precisava conversar de vez com aquele noivo de bolo.

– Bambam, qual é a do Mark? – eu perguntei, sentindo minha voz vacilar, porque ao mesmo tempo, eu não queria saber a resposta.

– Aish, supera Gaga. O Mark não é pra você... – ele encarou o vazio –... Ele não é pra ninguém.

Eu odiava quando aquele lenhador de bonsai falava por enigmas. Por que ele simplesmente não falava logo sobre os esqueletos que Mark escondia no armário? Ele matou alguém? Alguém sem matou por ele? Ele era um putão da rua? Ele estava esperando o amor da vida dele enquanto testava todos os candidatos? O que diabos ele tinha feito? Ah, aquele rolo estava me matando tinha 6 meses. Eu não aguentava mais.

– Ya, chega! Seu mergulhador de aquário! O que o Mark fez de tão horrível assim que eu não posso estar apaixonado por ele?

Bambam olhou para Mark, que nos encarava curioso. Será que a orelha dele estava coçando? Ele percebeu que a gente falava dele?

– Olha Jackie, é complicado. O Mark que deveria te contar... – Mark estava se aproximando de nós, como se fosse atraído cada vez que seu nome era falado. Bambam limpou os lábios com as costas da mão e se levantou.

Eles trocaram algumas palavras. Mark estava impassível. Bambam esbravejava com todos os seus 50 centímetros. Ele chegou a empurrar o maior, que apenas aceitava as agressões. Mas que caralhos esses dois tinham?

Levantei do sofá, pretendendo pagar a comanda e ir pra casa. Eu iria aproveitar meu domingo de folga para ver meus doramas e comer pipoca. Já tinhda dado de balada, beber, Bambam e Mark Tuan.

Er, de Mark Tuan não, nunca chega de Mark Tuan.

◎○● TT Shop ●○◎

 

Eu mandei mensagem para o piloto de autorama, enquanto esperava do lado de fora por um táxi. A temperatura estava consideravelmente mais baixa do que eu esperava. Eu senti meus pelos arrepiarem. Não passava nenhum táxi por alí.

Eu queria um corpo quentinho para dormir abraçado naquela noite. Um bem fofinho, branquinho, forte, que atendesse pelo nome de...

– E aí Jackson, não quer sua camisinha de volta? - ...Mark Tuan.

Satanás operava na minha vida, era só pensar no maldito que ele brotava do inferno só pra me atormentar.

– Não quer voltar e terminar de fofocar com o Bambam sobre mim? – eu ia me desvencilhar do abraço que ele dava no meu ombro, mas era tão quentinho e estava tão frio, que eu decidi ficar quieto.

– Não, já acabamos de falar de você – ele foi sincero e me deu um sorriso, os dentes brancos brilhando na rua escura.

Eu pensei em como eu era inevitável eu ter me apaixonado por ele. Tudo na minha vida conspirou para aquilo acontecer. Era como se o Universo só existisse para me fazer ter uma queda enorme por Mark.

– Ah é, falar o que de mim? – eu devolvi o sorriso e cutuquei as costelas dele. Ele deu um pulo, mas não me soltou, apenas me apertou ainda mais.

– Se-gre-do – ele pausou cada sílaba, batendo a ponta do dedo indicador nos meus lábios.

Era a primeira vez que ele tocava minha boca. E não era com sua própria boca, infelizmente.

Pô Jesus, manda ajuda aí, me tira dessa fossa cara.

– Aish... – eu forcei nossa separação, ao sentir meu celular vibrar. Peguei o celular do bolso para ver a mensagem que tinha chegado.

Bambam tinha virado especialista em empatar as coisas, vou te contar.

Eu: To indo pra casa.

Chaveiro: Ok, mas vai sozinho.

Eu: O Mark tá aqui.

Chaveiro: JACKSON WANG, VOCÊ VAI ME PROMETER QUE VAI PRA CASA SOZINHO.

Aquele ciúmes do Bambam estava passando dos limites. Eu nem tava pensando em ir embora com o Mark, afinal de contas, ele ainda era meu chefe inatingível. Mas depois de ler aquela mensagem, eu quis ir embora com ele, só para desafiar o pigmeu.

Mentira, era porque eu queria mesmo.

– Eu nunca perguntei onde você mora... – Mark estava me matando aos poucos. As bochechas estavam vermelhas, pelo frio que fazia.

– Eu moro em Nowon-gu... – cocei a cabeça, meio envergonhado. Era longe. Não dava pra gente dividir taxi, porque Mark morava em Gangnam, claro.

– Você tem certeza que consegue pagar um taxia até lá? – e o filho da puta ainda me chamando de pobre, indiretamente. Ele era  a típica pessoa de Gangnam mesmo, puta merda.

Decidi não ficar por baixo.

– Com o salário que você me paga, fica difícil mesmo – e não era mentira. Eu era apenas um estagiário, mesmo que o salário fosse bom, ainda tinha meu curso para pagar, aluguel, comida... Eu vivia com a corda no pescoço.

– Eu vou te dar participação nos lucros da venda dos Creamies, é claro. Um dia – Mark mudou a postura, ficando com uma expressão profissional no olhar. No meio da rua, cheia de baladas e gente bêbada – Só preciso de mais tempo.

– Tempo? Como assim? – já percebeu que confusão é o nome do meio do Mark né? O meu também,  ao que tudo indicava.

– Um dia eu te conto, Wang – aqueles primos Tuan se mereciam mesmo, de verdade. Um mais chato que o outro.

Eu não podia ser culpado por estar tão envolvido com Mark Tuan. Ele me atraia, com todos aqueles mistérios e frases soltas, os carinhos raramente dados no meu pescoço, os elogios mal interpretados quando eu cozinhava bem. Era desejo. Ou era amor? Eu já nem sabia mais, só sabia que aquele sentimento estava abusando de mim, me esgotando.

Mark conseguiu chamar atenção de um táxi. Ele foi jogando alguns milhares de wons no colo do motorista, até dizer:

– Leve esse rapaz para mim, por favor. – ele praticamente me jogou no banco de trás – Essa corrida é na conta do Trendy Treat. Vá com segurança, Jackson. Nos vemos segunda-feira – e desse jeito, Mark Tuan me enxotou pra casa, antes mesmo que eu pudesse propor um after party com ele.

Eu fui para casa, observando o rio Han e as luzes dos postes. Eu era culpado por estar me sentindo tão na bosta. Eu que nutria sentimentos malucos pelo meu próprio chefe. Aquela noite toda foi uma sucessão de erros toscos.

Mas de alguma forma, nas vezes que Mark me abraçou, quando ele segurou meu rosto, quando deu sorrisos gratuitos, eu senti que ele sabia que me tinha nas mãos, que tinha me ganhado. Era só ele me chamar, só dar o primeiro passo e eu iria junto. Infelizmente, a realdade naquele fim de noite foi muito diferente do que eu queria e tinha planejado.

 



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