História Trendy Treat Shop - Capítulo 6


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 227
Palavras 2.081
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOCÊS ME MATAM COM ESSES COMENTÁRIOS. MUITO OBRIGADA GENTE.
DE PRESENTE, capítulo gigante proces auahahahaua
E MAIS, VOU ATUALIZAR AS CAPAS DESSA FIC PQ SIM PQ APRENDI UM APP PRA ME AJUDAR HABAUAHAUA Q TAL ESSA CAPA, boa ne?

ALGUÉM DESATIVA MEU CAPS LOCK

BJUNDAS

Capítulo 6 - Pânico


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 6 - Pânico

Quando desci no ponto de ônibus, em frente ao TT Shop, minhas pernas tremiam como se eu estivesse em corda bamba. E era como se estivesse mesmo. Tomar a decisão de me declarar para Mark e convencer por um beijo que ele também me amava era muito arriscado.

Mas tenho certeza que ninguém aqui aguenta mais me ver lamentar, não é mesmo?

Entrei pela porta dos fundos e fui direto para o vestiário, colocar o uniforme. Alisei o tecido branco, buscando estar impecável. Higienizei minhas mãos e entrei na cozinha.

- Ah! Finalmente chegou! - era JB, um dos meus colegas de cozinha - Não tô podendo mais lidar com o chefe. Toma - ele me entregou uma lista de mercadorias.

Ah, checar dispensa. Que ótimo.

- Boa tarde pra você também, JB - peguei a lista rabiscada. Não dava pra entender nada. Precisava imprimir outra. Ou seja, tinha que ir no escritório. Ou seja, ver o Mark. Ou seja, cerveja.

Respirei fundo. Contei até 100 e de volta. Olhei meu reflexo no aço inox do forno. Que nervoso.

Fui até os fundos da loja. Bati na porta. Uma. Duas. Três vezes. Sem resposta. Abri a porta devagar.

- Licença, sunbae - eu olhei pela fresta da porta. Mark estava dormindo no sofá. Sem a camisa do unforme, que estava estendido na mesa para não amassar.

MINHA NOSSA SENHORA DAS TORTAS DE LIMÃO.

Eu não estava preparado. Não mesmo. Não importava o quanto eu tivesse sonhado com o corpo dele. Era melhor que todas as expetativas. Era bem torneado. A pele tão branca que brilhava na luz do sol que vinha da janela.

Os mamilos rosados, o tom combinando com seus lábios, entreabertos. Ele estava no mais alto dos sonos, completamente entregue ao descanso. Os braços, um sob a cintura. Outro sob a cabeça, dando uma visão privilegiada de sua axila. Pasmem, até a axila era bonita.

Eu devo ter ficado uns bons segundos parado no batente, olhando para aquele semi Deus descansando no sofá. Voltei ao normal, precisava trabalhar. Mas como eu ia ligar aquela impressora barulhenta? Não podia acordar o Mark.

Foi então que quando me aproximei, percebi a fina camada de suor em seu peito. Na testa, escorria aos litros. Não evitei colocar a mão. Ele estava muito febril.

Sentei no pequeno espaço livre no sofá.

- Mark... Mark... - eu tentei acordar o corpo inerte, balançando seu ombro. Aliás, que ombro.

Mas ele só gemia.

- Hm... Hm... Frio - ele encolheu os braços e aninhou a cabeça na minha perna.

- É sério Mark, você esta com febre. O que aconteceu? - ele abriu um dos olhos, o suficiente para me dar um ataque cardíaco.

- Oi Jackson - ele sorriu e apertou o rosto nas minhas coxas - Estou bem. Não é nada.

Nada? Enfiar a cara nas minhas pernas não é nada? A vá.

- Sei. Então vou ali pegar um remédio mesmo assim, tá? - eu me estiquei até o criado mudo, procurando algum antitermico. Mark tinha tantos remédios, sempre com dores de cabeça.

Servi um copo de água da moringa que ficava sob o cômodo. Ajudei Mark a levantar a cabeça e coloquei o remédio nos lábios dele. Senti a ponta da língua dele relar nos meus dedos. Não tive tempo para processar esse toque com meu lado safado. Meu lado preocupado falava mais alto.

Peguei meu lenço e sequei um pouco do suor no rosto dele. Ele fechou os olhos, sorrindo, parecia bastante agradecido pelo alívio.

- Cheirinho de Jackson...

Graças a nossa senhora do amaciante eu tinha lenços limpos e cheirosos. Mark se revirou no sofá, vi as marcas que a costura do tecido tinha feito nas suas costas. Ele estava deitado tinha muito tempo.

- Tem quantas horas que você está deitado assim? – eu esfreguei as mãos nas costas marcadas dele, tentando alivar os hematomas.

-Hum, desde que voltei pra casa depois da balada? – ele tossiu, a garganta fez um som seco.

- Ya, Mark! Por que não foi no médico? – eu procurei meu telefone nos bolsos, só depois me tocando que deixava-o sempre no meu armário. – Vou pedir pro Bambam chamar um taxi e...

Ele segurou meu punho, sem muita força. Eu paralisei apenas por ter sentido seu toque quente.

- Estou bem, Jackson Wang. É só uma febre, cara. Não precisa dar uma de mãe – ele forçou um sorriso pra mim. Não estava acreditando muito, se bem que a febre era bem leve mesmo.

- Não precisa ser grosso também né... – soltei meu pulso da mão dele, com uma força desnecessária frente a um quase doente.

- Achei que você já tivesse se acostumado comigo... – ele me encarou como se eu fosse uma coca cola gelada num dia de calor – Só sou assim quando sinto que tenho liberdade com a outra pessoa.

Gelei, gelei, gelei. O rolo compressor que eu tinha falado terminou de me atropelar. Que porra de febre era aquela que estava fazendo do Mark um cara simpático? Por que ele sempre precisava estar alterado, seja doente ou bêbado, para resolver que era meu amigo?

- Olha, acho melhor você descansar mais um pouco. Vou imprimir uma nota fiscal nova, checar o depósito e volto com um sanduíche, combinado? – eu deixei meu lenço na mão dele, ele concordou com a cabeça e fechou os olhos. Suspiramos ao mesmo tempo, ele cansado, eu nervoso.

- Não quero sanduíche. Quero um Creamie... – ele queria meu bolinho. Eu não estava nada bem.

- Ok, apenas descanse... – eu procurei um lençol na pequena cômoda atrás da mesa do escritório. Cobri o corpo mole de Mark. Ele já dormia profundamente, roncando baixinho.

Liguei o computador e imprimi a nota fisca novamente. Saí da sala de fininho, mesmo sabendo que ele dormia como pedra. Estava mesmo exausto, senti um soco na boca do estômago quando o vi daquele jeito, tão frágil.

Fui até o caixa falar com o Bambam. Ele estava de fones de ouvido, quase rebolando ao som de alguma música de girl group, que eu apostava que era TWICE. Puxei um dos fones.

- Ya! Você não viu que seu primo tá doente, lá dentro?

- Me conta uma novidade. Ele tá sempre dormindo – o anão de jardim estava testando meus limites, e não eram nem 15h ainda.

- Bambam, eu disse doente. Febril. Pra que inimigos se existe você de primo né? – ele me deu um soco no ombro.

- Tá preocupado demais com quem não te quer... Que tal ir lá dentro e botar a suas mãos lindas para trabalhar? Logo logo aquelas meninas chegam da escola e você vai rodar se não tiver creminho seu pra servir... – ele sempre com aquela risada irônica. Eu comecei a duvidar se éramos amigos mesmo.

- Tampinha, você não é meu chefe. E vê se dá próxima vez cuida do seu primo, já que eu não estou autorizado a chegar perto dele...

- Não está mesmo! – ele me deu a língua. Pigmeu safado, eu ia dar na cara dele qualquer hora dessas – Mas de mim pode, tá? – olha a audácia desse viado. Puta que me pariu.

- Aish – saí do salão principal da loja, voltando para a dispensa. Poucas caixas tinham chegado, a maior parte eram ingredientes para os meus bolinhos. Eu confesso que me dava um pânico pensar que tinha influenciado tanto com uma receita que inventei numa tarde tediosa de domingo.

Terminei de guardar os potes e sacos de farinha. A cozinha estava sob controle, alguns cozinheiros estavam até de papo furado, enquanto esperavam uma fornada de bolos sair. Segunda feira era um bom dia na loja, o clima era gostoso de trabalhar.

Falando em gostoso, lembrei de Mark. Preparei um sanduíche leve e um copo de leite. Eu era mesmo um fofo, pode falar.

Quando entrei no escritório, Mark estava sentado, com o laptop no colo. Ainda sem camisa, para meu total desespero.

- Você está se sentindo melhor?

Ele não tirou os olhos da tela azul.

- Sim, obrigado por perguntar – ele esticou a mão, e mesmo querendo a comida que eu tinha nas mãos, ele ainda não me encarava. Entreguei o sanduíche, meio a contra gosto, coloquei o copo de leite no criado mudo – Como está o estoque?

- Conferido. Precisamos acelerar a entrega de geleias de frutas vermelhas, 5 dias de atraso é demais – o fornecedor era muito enrolado, puta merda.

- Podemos segurar até que dia? – ele digitava furiosamente. Ainda não me olhava.

- Talvez até quarta-feira.

- Vá até o mercado no fim da rua. Compre 3 caixas de cerejas, morangos e framboesas. Vou te dar a receita para uma geleia. Quero repor duas semanas de estoque, a receita dá para exatos 14 dias. Entendeu? – arrogante demais. O velho Mark estava de volta.

- Sim. Não posso errar a mão, ou você dá a mão na minha cara – dei uma risada. Ele finalmente me encarou. Sério. Senti medo, muito.

- Eu tô com cara pra piadinhas, Wang? – ele fechou a tampa do notebook com fúria. Largou –o no sofá de qualquer maneira. Veio agressivo para cima de mim. Fui recuando a cada passo que ele dava, até bater as costas na porta. Não era uma cena sexy. Eu realmente estava com medo. Ele estava muito puto. Eu não sabia porque, ele só podia ser bipolar.

- Jackson, eu estava mesmo fora de mim esses dias? Porque se isso lhe deu alguma ideia errada, eu posso até pedir desculpas por isso. Mas vamos deixar tudo bem claro, sim?

Minha boca estava seca. Eu não conseguia nem piscar.

- Eu sou seu chef. Tenho 15 anos de experiência. Você é meu estagiário, só isso. Eu posso muito bem te demitir, se eu o quiser – ele colocou a mão direita no batente da porta. O movimento foi tão brusco que achei que ele ia me bater, de verdade. O vento bateu forte no meu rosto – Entendeu?

Puta merda.

- Eu perguntei se você entendeu. Ficou surdo além de inocente?

Eu baixei os olhos, segurando o choro. Não posso chorar, não posso chorar, não posso chorar...

- Jackson Wang! – ele berrou, não tão alto, mas como estava tão perto de mim, senti sua voz vibrar dentro de mim. Eu queria muito chorar, sair correndo, pular da ponte. O que diabos estava acontecendo com ele?

- Eu... Eu... – eu estava gaguejando, as palavras presas em um nó na minha garganta. Mordi o lábio inferior, tentando aliviar minha tensão.

- Não morda os lábios – ele beliscou minha boca, forçando meu lábio para fora. Foi um gesto agressivo, senti minha pele arder – Me responda agora... Você entendeu? Entendeu sua posição aqui?

Eu tentei balançar a cabeça, que sim, mas meu cérebro tinha bugado completamente. Meu Deus, o que eu faço? O que está acontecendo? Cadê o Mark fofo e carinhoso? Por que ele estava me olhando tão bravo, como um animal prestes a atacar? Eu estava muito nervoso, cagando de medo.

Mordi a boca de novo. Foi involuntário, era um reflexo do meu corpo.

- Cacete, Jackson... Eu te avisei...

Ele forçou o rosto mais perto ainda de mim. E me beijou.

Com fúria. Os dentes quase rasgando a pele dos meus lábios, forçando o acesso para sua língua. Eu cedi. Derretido. Ele lambeu minha boca, minha língua, mordeu meus lábios.

- Só eu vou morder essa boca tentadora, entendeu? – ele disse, com meu lábio preso entre os dentes. Mordeu forte. Gemi forte.

Fiz que sim com a cabeça. Eu era puro instinto. Não pensava em nada, a mente oca.

Ele voltou a atacar meus lábios, lambendo ainda mais, lambia cada pedaço de carne que sua língua encontrava. Ele me beijava, eu apenas recebia, inerte. Logo um pouco de mistura de salivas escorreu. Ele não parou, nem quando fiquei sem ar. Tentei empurrar seu peito, mas ele me prensou ainda mais na porta. Nossos membros se chocaram. Ele estava muito duro, doeu um pouco a força feita contra o meu próprio pau, que ainda estava indeciso.

Era lúxuria completa. Eu respirava pelo nariz, quando dava. Mark estava cada vez mais afoito. Abri os olhos. Ele estava ficando roxo, a respiração lhe faltava cada vez mais. Por fim, ele me soltou e se afastou. Bufando. Como um bicho.

Eu estava na mesma, mas acuado. Depois fui notar a ponta branca dos meus dedos, de tanto se forçarem contra a madeira da porta. Perdi um pouco a sensibilidade neles. Mark não tirava os olhos de mim. Eu ainda sentia medo dele.


Notas Finais


E ai hauahauaha
saiu o beijo maaaan
N me batam


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