História Trendy Treat Shop - Capítulo 7


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 238
Palavras 891
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mas um cap, curtinho, pq to no meio de uma aula auhauahauauau
Vcs estão gostando? Me deem feedback, adoro!

Bjos

Capítulo 7 - Torto


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 7 - Torto

Quando eu era mais novo, antes de decidir ser cozinheiro, meus pais tinham me obrigado a ser atleta. Esgrima. Eu treinava 8h por dia, ainda ia para a escola de noite. Não tinha vida social. Sofria de muitas dores.

Mas quando a dor não me deixava dormir, no meio da madrugada, cozinhava. Pães de cevada, bolos, tortas. Era libertador. Eu esquecia das dores, do sofrimento.

Quando eu decidi sair de casa, a Coréia do Sul foi a escolha mais óbvia. Eu tive que estudar o idioma, enquanto um pão assava. Tomava banho ouvindo aulas gravadas. Viciei em doramas.

Quando completei 18 anos, eu falei para os meus pais que ia sair da China. Minha mãe chorou. Meu pai me bateu, a única vez que tinha levantado a mão para mim. Doeu muito. Mas era meu sonho.

Quando Mark terminou de forçar seu beijo, eu quis voltar pra China. Eu nunca tinha vacilado, nunca arrependi de mudar de país para aprender a cozinhar profissionalmente e gerir um negócio.

Eu passei as costas das mãos no rosto, tentando limpar todo resquício daquele beijo agressivo. Ajeitei meu uniforme, alguns botões tinham soltado.

Mark estava parado como um poste. Suas pupilas estavam dilatadas, ele olhava a esmo. Ignorei-o. Fui até a gaveta da mesinha, pegar o cartão corporativo para comprar as frutas vermelhas. Graças a minha santa eu tinha uma desculpa pra sair dali.

Passei reto por Bambam no corredor, mas ele veio atrás de mim.

- Ya, Jackson! - ele segurou meu braço, me impedindo de continuar - Você tem que assar os... - me virei para encará-lo.

Bambam arregalou os olhos, provavelmente olhando a situação da minha boca.

- Filho da puta - ele olhou em direção ao escritório do Mark - Viado, cachorro, filho de chocadeira, cretino. O que ele fez com você? - ele passou os dedos nos meus lábios rachados. Ardeu como fogo. O calor da dor subiu direto para os meus olhos. Eu comecei a chorar.

- Me deixa Bambam. Preciso comprar frutas vermelhas... - eu soluçava. Ele me sentou em uma cadeira largada no corredor.

- YA, JB! VAI LÁ NO SEU HAN COMPRAR UM PEDIDO DE FRUTAS VERMELHAS - ele gritou, muito. Mas era meu trabalho, eu tentei levantar - Fica sentado aí, porra.

Bambam me forçou pra baixo. Chorei mais ainda por causa do gesto agressivo. Eu estava muito sensível.

JB resmungou e xingou quando saiu da cozinha, mas ao ver a cena ridícula em que eu me encontrava, ficou mudo. Eu parecia uma garotinha histérica. Murmurou um "cacete" baixinho, quando eu entreguei o cartão, tremendo.

- Eu te falei, mais de mil vezes, para ficar longe daquele imbecil. Mas você me escutou? TU É SURDO PORRA? MASOQUISTA? Puta que me pariu, Jackie. Quedo dar na sua cara!

Eu gritei.

- Não, por favor. Não me bate - eu cobri o rosto. Era uma sensação horrível. Eu queria minha cama, na China. Odiei aquele lugar, aquele cheiro, aquele país, odiei...

...Aquele homem perfeito.

- Não vou. Mas quero, muito. Você é muito teimoso. Eu te avisei, caralho. Eu disse que ele não te merece. Ele machuca as pessoas... - ele afagou meus cabelos e soltou o aperto que meus braços faziam na minha cabeça. Apoiou meu rosto na sua cintura, de pé, e me abraçou.

Eu chorei mais um pouco, ao ser consolado pelo corpo quentinho dele. Fechei os olhos e me imaginei na China, no colo da minha mãe.

- Eu... eu não fiz nada, Bambs. Ele me... atacou... ele...

- Ssh, sei bem o que ele fez. Ele é assim, Jackie. Completo maluco. Uma boa pessoa, mas surtado demais. Foi sempre assim...

- Não! - eu não queria aceitar. Mark sempre foi correto comigo, correto até demais. Sempre evitava me dar mais intimidade do que para qualquer outro funcionário. Ele estava estressado apenas, tanto que ficou doente. Era a febre. Era minha audácia de invadir o espaço dele - A culpa foi minha...

- Sua culpa é o meu pau gigante. Olha sua cara, ele foi um animal - ele me mostrou o telefone, a câmera da frente do celular mostrando meu rosto. Meus lábios estavam inchados, a borda vermelha, quase em carne viva.

- Eu quis beijar ele, Bambam - admiti. Em parte, eu estava gostando do beijo. Os lábios dele eram firmes, eu me senti desejado. Meu problema maior foi ver a reação dele. Ele não estava me beijando porque gostava de mim. Era por ter ódio. Era um castigo, mas não um castigo de daddy. Foi péssimo. Eu chorava por ter sido rejeitado, mesmo tendo sido beijado. Contraditório, meu nome em chinês.

- Você achou que queria. É a seca. Tu precisa de outra balada. Conheço uma que tem hoje lá na...

- Não, Bambam. Eu preciso do Mark.

- Porra tu ta de sacanagem. Tá maluco viado? Ele vai acabar te matando... - ele bateu na minha cabeça.

Eu sequei o choro. Na manga do uniforme mesmo.

- Não estou maluco. Eu vou ajudar ele, Bambam. Eu preciso dele. E o Mark também precisa de mim.

Mark apareceu no corredor. Ele também tinha chorado. Estava respirando com dificuldade.

- Ele tá certo, Bambam. Eu preciso dele.

Eu encarei o Príncipe Torto chamado Mark Tuan. Ele era cheio de defeitos. Mas ele era meu. Mesmo que ele ainda não soubesse disso.



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