História Trendy Treat Shop - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Bolo, Chef, Cozinha, Cupcake, Friendzone, Loja, Markson, Platônico
Exibições 243
Palavras 1.772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TA TAAATANTANN (PLANTAO DA GLOBO ON)

e nesse capitulo, a verdade sera dita!

não sai desse canal

Capítulo 8 - Revelação


Fanfic / Fanfiction Trendy Treat Shop - Capítulo 8 - Revelação

Eu levantei da cadeira e fui em direção ao Mark. Bambam me impediu, pra variar. Mas algo no tom de voz dele, isento de qualquer brincadeira e ironia, me fez vacilar.

- Jackie, não  – ele me puxou, me abraçando por trás – Já chega. Não vou permitir que ele te machuque outra vez.

Mark olhava pra gente, com cara de cachorro sem dono. Ele estava suado, com certeza a febre tinha voltado. Tentei me soltar do Kunpimook.

- Não vou me machucar, me solta Bambam – ele me apertou.

- Não.

- Me solta logo, caralho... – eu comecei a chorar de novo. Mark me encarava, prestes a vir me puxar, seus olhos lacrimejaram.

- Não! Não quero... te perder... – ele me sufocou com o aperto no meu peito.

Não me esforcei para entender o que ele queria dizer com aquilo. Tentei me soltar, mas ele era muito mais forte que eu.

Mark estava respirando cada vez mais descompassado. Faltava cor no seu rosto, os lábios estavam roxos. Foi quando para piorar meu desespero, o nariz dele começou a sangrar. O sangue escorria espesso, em grande quantidade.

A adrenalina subiu no meu coração. Com um pouco de força, me soltei finalmente do Bambam, que quase tropeçou quando nos separamos. Cheguei a tempo de segurar Mark, que tinha desmaiado. Cai de joelhos com ele nos meus braços, o sangue manchando meu uniforme.

- PUTA MERDA! Mark, MARK! Acorda... – sacudi Mark, bati no rosto dele. Nada. – Bambam! Liga pra ambulância – Bambam ainda estava estático, encostado na parede. Estava em choque.

- Porra Bambam, ACORDA! LIGA PRA AMBULANCIA! – nada. O sangue subiu na minha cabeça, comecei a enxergar borrado . Precisava de outra pessoa. – Jae bum. YA JAE BUM!

Ele pareceu demorar dois anos para aparecer no corredor, mas devia ser meu nevorsismo. Ele correu até nós, com o telefone. Ele gritou ajuda, ajuda, e passou nosso endereço. Eu sacudia Mark, batia no rosto dele, até a pele ficar vermelha, a cor misturada também o sangue do Mark.  Deitei a cabeça dele para tentar estancar o sangramento.

Ele não estava respirando, as vias áreas entupidas. Tentei relembrar o passo a passo para os primeiros socorros, que graças à esgrima que tive que aprender.

- Jae Bum, me ajuda aqui – deitamos o corpo do Mark no chão. Rasguei a camiseta dele de uma vez. Fiz as compressões. Uma dois três... soprei o ar na boca dele. Uma dois três.... soprei.

Repeti o ciclo. O sangue do Mark espalhado no meu rosto, nas minhas mãos. O cheiro de ferrugem me deu enjoo. Em algum momento, Jae Bum me puxou, ele falava, mas eu estava surdo. Não ouvia, mal via ao meu redor. Só conseguia enxergar Mark estirado no chão.

 

 

 

 

 

Depois, só senti o cheiro de éter. Meu corpo estava mole, estava escuro. Quando eu tinha fechado os olhos? Cadê o Mark? Gritei.

Estava numa cama de hospital. Bambam estava deitado num micro sofá, levantou no susto quando me ouviu. Senti vontade de vomitar. Ele foi mais rápido que eu e evitou que eu vomitasse em mim mesmo, levando uma bacia metálica pra perto de mim. Vomitei até doer o músculo da barriga.

Bambam me ajudou, limpando meu rosto. Eu estava muito mal. Gemi de dor, meu corpo todo estava dormente.

- Calma, calma... – ele me abraçou - Tá tudo bem, a gente tá no hospital... Eles tiveram que te sedar.

- Bam..Bambam... Cadê ele? O que aconteceu com o Mark?

Ele me encarou, os olhos cheios de lágrimas. Não. Não. Não.

- YA! CADÊ O MARK? – gritei e me debati nos braços dele.

- Calma Jackson, você dormiu quase um dia todo, vai passar mal com esse agito todo...

- ME RESPONDE, PORRA – eu apertei os antebraços dele. As lágrimas escorriam no meu rosto.

- Ele tá fazendo uns exames. Os médicos não me falaram o que ele tem.

- Por que não? Kunpimook, por favor, não me esconda as coisas – entrei em desespero – Já chega de me esconder as coisas. De mentir pra mim.

- Eu não estou mentindo, Jackie. Eu não sei o que ele tem. Não sabia que ele estava doente assim. Ele nunca me disse nada... – Bambam sentou na cama do hospital, logo se deitando do meu lado. Ele também chorou – Os médicos me disseram... que tem acordo legal para não falar nada sobre o caso dele. Caso, Jackie. Ele já é um caso aqui. Eles só podem falar caso ele venha a.. a óbito.

Puta merda. PUTA MERDA.

Os aparelhos começaram a apitar rapidamente, eu estava entrando em choque. Bambam me abraçou, entre soluços me pedia calma. Em algum momento, começou a cantar pra mim. Eu fechei os olhos com força. Respirei fundo.

Algum tempo depois, eu voltei ao normal.

- Está melhor? – Bambam se ergueu da cama.

- Estou com sede.... – ele foi buscar água na jarra sob o criado mudo. Bebi alguns goles, que desceram rasgando minha garganta.

Uma enfermeira entrou no quarto. Trocou meu soro, fez algumas perguntas. Eu já estava melhor, mas ainda teria que ficar de observação. Perguntei sobre o Mark.

- Ele esta sedado. Quando acordar, eu aviso – ela saiu, sem dar mais nenhum detalhe.

Bambam me disse que precisava voltar pra loja. JB estava ficando louco, tocando tudo sozinho. Assenti. Ele me deu outro abraço.

- Me liga, qualquer coisa que você precisar. Só me liga, ok? – assenti outra vez.

Quando ele saiu, eu dormi um pouco, ainda grogue pelo sedativo. Acordei suando frio. Estava de madrugada, ou de noite, eu tinha perdido a noção das horas. Levantei da cama, minhas pernas muito bambas. Fiz um esforço para conseguir sair andando, arrastando o soro comigo. No corredor, procurei o nome de Mark nas placas. Na segunda porta, o nome Mark Tuan me encheu de agonia.

Eu não estava preparado para vê-lo naquele estado, tão frágil. Ele também estava com um soro. Sua pele, tão branquinha, estava mais pálida que o normal. Ele tinha marcas roxas nas olheiras. O sangue tinha sumido, claro, o que me deu um pouco de alívio. Não queria ver o sangue dele nunca mais.

Eu me aproximei com cautela. Era a segunda vez que ia de encontro ao Mark e ele estava daquele jeito, tão frágil, como se fosse quebrar. Quis muito chorar, mas segurei as lágrimas.

- Ya, você gosta... de me ver dormir... ein – Mark me assustou, a voz arrastada e pausada.

-Mark! Mark! – eu deitei em cima das pernas dele. Ele estava de olhos fechados, mas sorriu. Estava acordado mesmo.

- Oi Jackson. Queria te ver, mas a luz machuca meus olhos...

Eu apertei meu rosto nas coxas dele.

- Assim você me excita, baixinho...

- Vai se fuder Mark Tuan! – eu levantei – Mark... O que você tem? Você... vai morr-morrer?

- Todos nós vamos.

-Ya, para de brincar... – eu choraminguei – Por favor... Não aguento mais ficar confuso, sem saber de nada... O que você tem?

Ele respirou fundo. Uma duas três vezes.

- Não é nada. Eu só tive outra crise, é normal, todo ano... Você que não tinha visto ainda... – ele abriu um pouco os olhos e sorriu.

- Mentira. O Bambam disse que nunca te viu assim. Caralho Mark, custa me falar a verdade, porra?

O sorriso sumiu. Mark tentou se sentar e eu o ajudei.

- Não quero que você me trate como um coitado. Se você fizer isso, eu...

- Vai me bater? Vai me agredir? – as palavras eram duras, mas eu ainda estava chateado com ele, me sentia humilhado por aquele beijo de antes.

- Eu nunca vou me perdoar pelo que fiz.Não tenho nem como te pedir desculpas, é pouco demais. Eu mesmo não aceitaria. Mas entenda, Jackie... Não sou eu.

Eu esperei ele terminar de falar. Ele ainda estava meio molega, falava tão baixo que eu mal escutava. Meu coração doía tanto que custava a respirar direito. Não queria ouvir o que ele ia dizer, mas ao mesmo tempo queria. Eu sabia que ia sofrer.

“- Ninguém sabe o que eu tenho, Jackie. Começou quando eu tinha 9 anos. Eu tenho essas crises, fico violento do nada, depois calmo, tenho febre e muito sono. As crises vem e vão com o tempo. Já fiz todo tipo de exame. Nenhum médico sabe me dizer o que tenho. Tomo antidepressivos, mas eles só retardam as crises. E quando elas vêm, são muito piores. Consegui diminuir para uma vez no ano, esse desmaio. Mas as febres, o sono, tremedeiras, dor no estômago... São tantas dores que você sabe, tenho um estoque de remédios. Minha mãe não aguentou e se mudou pra Tailândia. Ela disse para a família que queria me ensinar a me virar sozinho, nunca contou que eu sou doente. Por isso o Bambam não sabe. O que ele sabe é... que sou agressivo as vezes. Que maltrato algumas pessoas. Mas ele me ama, por ser meu primo, eu acho. Não sei...”

- Mark... por que você escondeu isso? E se você passar mal sozinho? – eu não conseguia acreditar no que tinha escutado. Não sentia meus braços e pernas. Era muito dolorido saber a verdade.

- Eu nunca liguei pra isso, Jackson Wang. Na verdade, eu queria passar mal sozinho. Quem sabe eu não morria logo e acabava com tudo isso... mas tudo mudou, tem 6 meses que eu não quero mais ficar sozinho. Tem 6 meses que preciso de você... Você entende agora?

Sim. Sim eu entendia. Mas não entendia.

- Não sei se entendo...

- Não quero morrer, Jackson. Quero tentar viver o mais normal que puder. Quero tentar, por sua causa. Não posso morrer sem saber como é ter você... te amar. Sinto muito, eu te disse, você não me merece, eu sou um doente e nem mesmo sei o que tenho. Mas quando eu vejo seu sorriso, sua felicidade em assar bolinhos, sua dedicação... Eu quero acreditar que tenho um futuro, como qualquer um. Quero viver, quero sentir e...

Eu não consegui mais me segurar. Eu o interrompi. Beijei a boca  de Mark Tuan. Ela estava seca e amarga. Lambi seus lábios. Ele me deu passagem, apertando minhas mãos. Eu o beijei com calma, carinho, quente. Como eu sempre sonhei que faria. Nossas cabeças dançavam conforme o beijo. Davamos selinhos  rápidos quando precisávamos respirar, logo voltando ao beijo mais movimentado. Ele dava risadas, eu também. Beijei e beijei Mark, como se 6 meses pudessem ser compensados.

- Queria fazer isso no rio Han, com flores e fogos, mas não posso segurar mais – ele segurou meu rosto entre suas mãos. Me deu um selinho – Eu te amo, Wang Ka Yee.

Derreti como algodão doce na boca dele, aquelas palavras aquecendo meu coração.

 


Notas Finais


TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TA TAAATANTANN (PLANTAO DA GLOBO OFF)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...