História Três Chances ou O Terceiro em Discórdia - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda
Exibições 69
Palavras 3.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pessoas, eu havia postado o mesmo capítulo (o capítulo Vinte e Um) duas vezes seguidas!
Desculpem-me pelo erro!
Já está corrigido; o capítulo Vinte, que havia ficado de fora, foi já devidamente postado. Aconselho a quem não o leu, que regresse para lê-lo, pois algumas coisas não serão devidamente compreendidas sem ele.
No mais...
Boa leitura!

Capítulo 22 - Capítulo Vinte e Dois


- Então... Se compreendi bem... Samuel tirou sua vida, senhor Heitor? - disse Carl.

- Sim. Mas eu não o culpo. Como eu disse, foi merecido...

- Não, Heitor. Pare de pensar assim. Eu não quero mais que essa história continue girando em torno de quem tem a maior culpa! Tudo isso passou! Vamos nos ater ao que importa mais... Agora, tivemos a oportunidade de conversarmos sobre o que houve... Tivemos a chance de nos entendermos... E isso, definitivamente, não é algo que acontece para todos. - Isolda falou, demonstrando muita firmeza em cada palavra.

- Definitivamente, não é. - frisou Carl.

- Eu perdoei você... Sebastian também... Não há porque carregar uma culpa que não deve lhe pertencer. - Isolda falava com gentileza, fazendo delicadas carícias no rosto do soldado.

Heitor, tocado não só pelas palavras de Isolda, mas, principalmente, pela forma como ela as proferia, sorriu genuinamente. Sentia-se, de fato mais leve.

- É bom, não é mesmo? - Shun perguntou, com um sorriso generoso.

- O quê? - perguntou Heitor, sem entender.

- Essa sensação de leveza que você está sentindo agora. Consigo ver estampado no seu rosto. É o que eu estou sentindo também. Essa maravilhosa sensação de se ver livre de um fardo que nem sabíamos que carregávamos, de fato... - Shun finalizou sua explicação muito sorridente.

- É verdade... - Heitor respondeu em um suspiro.

Isolda então segurou a mão de Heitor na sua, com mais intensidade:

- Eu amo você, Heitor. Isso é tudo o que importa. Eu amo você e, pelo visto, continuarei amando por toda a eternidade...

O soldado experimentou, pela primeira vez, a sensação de ouvir essas palavras sem, realmente, sentir culpa por elas. E a sensação foi deveras agradável. Era uma felicidade tão intensa que, não cabendo dentro de si, exigiu transbordar de Heitor, que trouxe Isolda para si, permitindo que seu amor, há tanto tempo confinado, desaguasse em um beijo tão saudoso quanto apaixonado na jovem morena.

O beijo cresceu e, quando pareceu atingir o seu ápice, os dois corpos caíram sobre o sofá, desfalecidos.

Os presentes na sala não ficaram realmente surpresos. Isso, de certa forma, era já esperado. A história de Heitor e Isolda tinha chegado ao fim, ao que tudo indicava.Restava saber o que ocorreria agora...

Não foi preciso esperar muito. Pouco depois de perderem os sentidos, os dois corpos voltaram a se mover, lentamente e ao mesmo tempo.

Os olhos de Hyoga foram os primeiros a se abrir. Piscaram devagar, situando-se. Quando o loiro viu Ikki à sua frente, pareceu ter certeza de onde se encontrava.

O irmão de Shun não demorou para fazer o mesmo. Os olhos escuros foram se abrindo, para logo se encontrarem com os olhos claros do Cisne. Nesse mesmo instante, Ikki abriu um bonito sorriso.

Reconheceram-se imediatamente.

- Hyoga...

- Olá, Ikki.

- Ah, finalmente! Os dois estão de volta! - falou Seiya, tão aliviado que nem se preocupou em esconder isso.

Ikki também não estava interessado em esconder seu alívio, depois de tanta tensão. Abraçou Hyoga vigorosamente:

- Eu tive tanto medo de perder você, russo... Por favor, não desapareça mais assim...

- Me desculpe, Ikki. Não foi um ato consciente, de fato. Mesmo assim, eu sinto muito...

Os dois permaneceram envolvidos nesse abraço por algum tempo, como se precisassem sentir um ao outro, fisicamente. Porém, quando estavam enfim se afastando, Hyoga falou, com uma expressão séria:

- De qualquer forma, você ficou bem acompanhado enquanto estive fora. Heitor foi uma excelente companhia para você durante a minha ausência...

Ikki, de imediato, ficou corado. O moreno olhou para Carl, que nada disse, e voltou a olhar para o loiro, demonstrando algum leve desespero:

- Hyoga, eu... Eu sinto muito! Eu nem sei como explicar... Eu nem sei o que explicar! Não foi lógico, foi simplesmente uma atração... Atração inexplicável... Eu amo você, de todo coração, de corpo e alma... Então não sei como eu pude... Eu ainda não entendo o que fiz... E...

- Ei, calma! - Hyoga começou a rir, desfazendo por completo a expressão de seriedade que havia se instalado em seu rosto - Desculpe-me, Ikki! Eu não estava falando sério! Você não precisa se explicar sobre o ocorrido!

- Não...? - o moreno pareceu incrédulo - Mas... Você sabe o que aconteceu, para dizer que não devo explicações?

- Na verdade, sei sim. Sei muito bem. É estranho, mas dessa vez eu pude ver tudo. Desde a revelação de Helena, até tudo o que Heitor vivenciou enquanto esteve aqui, no meu lugar... Eu assisti a tudo, como se estivesse presenciando tudo, mas de uma perspectiva externa. Não sei por que agora foi diferente, mas imagino que tenha a ver com a intensidade dos relatos, de tudo o que se passou...

- É verdade... Eu também pude testemunhar a conversa entre Isolda e Heitor. Como se eu fosse mero espectador, mas também pude ver tudo, como se estivesse aqui. - acrescentou Ikki.

- O senhor Hyoga está correto. - Carl atalhou - A intensidade dessas revelações, que eram de grande interesse para vocês, impediu que se afastassem e entrassem em uma zona de inconsciência profunda, como aconteceu antes. Em vez disso, vocês tiveram consciência de tudo o que se passava por aqui, embora não estivessem no controle da situação, por assim dizer.

- Exato... Então, eu vi tudo o que se passou entre você e Heitor, Ikki. - Hyoga finalizou, com um sorriso de canto.

- O... O que se passou entre eles? - Seiya perguntou, curioso. Imediatamente, Shiryu e Saori, cada um de um lado, acotovelou o cavaleiro de Pégaso, indicando que a pergunta era muito inadequada.

- E você não se importa...? - Ikki indagou, ainda incerto.

- Não, porque isso me dá liberdade para ter algo com Ian, se ele aparecer por aqui também. - agora o tom de voz de Hyoga era brincalhão.

- Hyoga, eu estou falando sério... - respondeu o moreno, um pouco amuado.

- Desculpe-me, Ikki. É que você não precisa mesmo se chatear por isso. O Heitor é tão parte de mim que é até difícil explicar... Sei exatamente o que ele sente... aliás, como ele se sentiu em relação a você... Quero dizer... ele sou eu, e o sentimento foi o mesmo... - Hyoga riu um pouco - Eu fico até feliz em saber que causo a mesma sensação em você, independente de como eu estiver.

- Então você sabe como Heitor se sentiu naquela... hora? - Ikki agora usava um tom mais significativo.

- Sei exatamente como ele se sentiu. - Hyoga retribuiu com um olhar sugestivo.

- Hum. Bom saber. - Ikki revidou, com um sorriso charmoso.

- Bem... Acho então que conseguimos fechar essa história da melhor maneira, não é mesmo? - Shiryu resolveu falar, porque Ikki e Hyoga pareciam não se importar mais tanto com a presença dos outros, em meio a essa conversa cheia de segundas intenções.

- Concordo. - Saori reforçou - Afinal, a história de Isolda e Heitor terminou bem, todos os mal-entendidos foram desfeitos...

- Quanto a isso... Eu não tenho certeza. - Hyoga voltou-se para os amigos, agora com uma expressão de alguma preocupação - A história de Helena e Ian... Essa ainda está cheia de lacunas...

- Sim, mas... Você quer mesmo ir atrás disso, Hyoga? - Ikki levou sua mão ao braço do loiro - A história deles já foi um carma vivido e, agora, resolvido na vida do Heitor e da Isolda. Então, acho que não cabe mais a nós dois angustiarmos um passado tão antigo... Você não acha...?

O loiro pareceu ponderar as palavras do moreno. Os olhos claros do Cisne voltavam-se para dentro de si, como se buscassem enxergar a própria alma. Por fim, um sorriso suave se desenhou no rosto do russo:

- Acho que você tem razão. Talvez, seja melhor deixar para trás. Helena não deseja mesmo regressar... Creio que seja bom respeitar a vontade dela...

- E eu acho que você merece esse descanso, Hyoga. - Shun finalmente se pronunciou.

O cavaleiro de Cisne olhou visivelmente emocionado para o irmão de Ikki.

- Eu ainda estou me acostumando a tudo o que se passou... Preciso ainda assentar algumas novas sensações que foram despertadas em mim, tanto como Sebastian quanto como Seth...

Ikki olhou para seu irmão, desejando dizer tanto a ele, mas sem conseguir encontrar as palavras.

- A única coisa que eu posso afirmar... É que é realmente uma sensação maravilhosa a de me sentir plenamente feliz por vocês dois... Meu irmão e meu melhor amigo...  - um lindo sorriso se abriu ainda mais na face do cavaleiro de Andrômeda - Eu realmente desejo que sejam muito felizes, do fundo do meu coração. Agora eu sei que a tristeza que antes eu amargava no peito era proveniente de uma relação mal resolvida com Heitor, em meu passado como Sebastian... E isso faz toda a diferença... - relatou Shun, de uma tal forma que seu semblante demonstrava a serenidade que ele sentia - Por mais que tenha sido uma loucura tudo isso que aconteceu aqui... Fico feliz que tenha acontecido. Como a Isolda disse... não é todo dia que temos a chance de resolver o problema de uma vida passada...

- Eu também penso que não seja necessário ir mais além do que já fomos. - Carl foi enfático - Até porque, eu já consegui reunir material suficiente para compreender boa parte do que vocês viveram... Acredito que agora sou capaz de preencher as lacunas que ainda existem nessa história.

- Seria ótimo se pudesse compartilhar o que descobriu conosco, senhor Carl. - falou Shiryu.

- Decerto que sim.

- Beleza! É muito bom quando conseguimos chegar ao fim de uma história, com um final feliz, em que todos estão bem! Melhor ainda se pudermos comemorar comendo alguma coisa, porque eu não sei vocês, mas estou morrendo de fome!! - bradou Seiya, animado.

- Na verdade, eu estou com muita sede. - disse Hyoga.

- Eu também. Parece que sempre ficamos com muita sede depois dessas "viagens"... - complementou Ikki.

- Vamos até a cozinha. - pontuou Saori, com a voz de quem também se sentia mais aliviada - Lá, eu peço a Tatsumi para nos fazer um delicioso lanche, com umas bebidas bem refrescantes para vocês... E Carl poderá nos contar todas as conclusões a que ele conseguiu chegar. - a reencarnação de Athena finalizou com um gesto, para que todos a seguissem para fora da grande sala de estar.

- Opa! Demorou! - Seiya apressou o passo, sendo seguido por Shiryu.

- Estou bem curioso para entender melhor tudo isso. - falou Shun, com sua doçura usual.

- Há muito a ser dito, senhor Carl? - indagou Hyoga, enquanto caminhava para fora da sala ao lado de Ikki - Ou são apenas alguns detalhes sobre tudo o que se passou?

- São detalhes, mas acredito que muito pertinentes. Por exemplo... Não estranharam o fato de cada um de vocês ter se recordado, inicialmente, apenas de um passado?

- É, eu confesso que essa era uma questão que me deixava intrigado... - respondeu Ikki.

-  Acredito que descobri o porquê disso. Talvez, eu não esteja inteiramente certo, mas a única forma de averiguar se minhas conjecturas estão mesmo corretas, seria com vocês dois embarcando em uma nova viagem ao passado, o que não é viável no momento.

- O senhor deve estar bastante cansado de nos enviar nessas viagens... - alegou o loiro.

- Na verdade, não. Como eu já disse antes, tudo isso é fruto da energia de vocês. As viagens ocorreram porque o desejo de compreender esse passado era tão grande, que a energia fluía com intensidade o suficiente. Sendo bem sincero, eu nem tive muito o que direcionar. Vocês sabiam muito bem para onde desejavam ir. Eu fui basicamente um observador nessa história toda... praticamente não precisei fazer coisa alguma.

- É claro que fez! Sem você, estaríamos apenas na fase dos sonhos ainda! - aludiu Ikki.

- Não creio... - Carl disse tranquilamente, ajeitando os óculos sobre o nariz - Seus sonhos já estavam evoluindo... Vocês já começavam a sonhar acordados... Para começarem a fazer essas viagens no tempo, não faltava muito. E isso teria ocorrido naturalmente, em um processo que era controlado exclusivamente por vocês. A única contribuição que eu ofereci foi de colocá-los nisso um pouco antes do tempo em que tudo eventualmente aconteceria. Agora, no entanto, eu nem precisaria ensiná-los a respirar e se concentrar adequadamente, a fim de entrarem em contato com toda essa energia. Ela flui livremente entre vocês agora. Se assim desejassem, bastaria que se dessem as mãos e mentalizassem sua vontade de regressar a tal época. Vocês já são donos de poder para tanto.

- Está dizendo que eles podem ficar indo e voltando quando quiserem agora? - Shun perguntou, preocupado.

- Em realidade... creio que, se eles realizassem mais uma viagem, seria certamente para a época de Ian e Helena. Como todos bem perceberam, a história de Isolda e Heitor foi resolvida; não há energia de fato direcionada para lá. Essas energias dependem de sensações; e sentimentos não se controlam. Vocês todos agora já se sentem mais leves em relação ao passado de Heitor, Isolda e Sebastian. Acho que, mesmo que quisessem, não conseguiriam regressar para lá. A história de Ian, Helena e Seth, no entanto, mantém algumas pendências e seus sentimentos em relação a eles estão aquietados, mas não menos intensos.

- Então... eu corro o risco de ir parar lá, sem querer? - indagou Hyoga, um pouco nervoso. O loiro tinha consciência de que, embora estivesse tranquilo em relação à sua vida como Heitor, nem tudo estava bem quanto ao seu passado como Helena. E, embora sua vida mais recente fosse a de Heitor, o loiro não conseguia se sentir inteiramente em paz, sendo ainda afetado pelo passado mais distante, que, em tese, não deveria atingi-lo tanto.

- Não, não se preocupe quanto a isso, senhor Hyoga. Para uma viagem dessas, é necessário o conjunto de energias proveniente de, pelo menos, duas pessoas. Você sozinho não conseguiria ir a lugar algum. - pontuou Carl.

- Entendo... Isso quer dizer que Ikki necessariamente teria de estar em contato comigo, desejando ir para esse passado... - refletiu Hyoga.

- Não somente o senhor Ikki. Agora que o senhor Shun também está consciente desse passado, se ele assim desejasse, poderia dar a mão a você e os dois seguiriam assim para essa outra época. - disse Carl, atravessando a porta da sala de estar e chegando ao corredor que os levaria à cozinha, seguido de perto de Hyoga.

- Que bom saber disso. - a voz de Simon, que estava à espreita no corredor, chamou imediatamente a atenção de todos.

Entretanto, o editor-chefe foi rápido o bastante, evitando que qualquer um pudesse reagir antes que ele agisse:

- Eu sei que você ainda quer entender algumas coisas, tanto quanto eu! - Simon disse, ao agarrar na mão de Hyoga, com seus olhos castanhos agressivos fuzilando os olhos azuis do loiro - Então nós vamos voltar a essa maldita época e entender o que foi que aconteceu, afinal! - Simon praticamente gritava, tamanha sua exaltação.

Hyoga, apesar do susto, sentiu uma energia muito forte fluindo desse contato com Simon. E, embora não quisesse admitir para os outros, ele realmente desejava saber o que havia acontecido em sua vida como Helena.

Essa lacuna, Hyoga sentia, era talvez a mais importante a ser preenchida. E por mais que Carl lhes explicasse suas conjecturas, nada poderia se equiparar a ter o conhecimento de fato do que se passou.

Por esses motivos, não foi necessário mais que o simples contato entre Simon e Hyoga se travar, para que os dois caíssem na mesma hora ao chão, desfalecidos.

- Hyoga!!! - quando Ikki conseguiu alcançar o loiro, já era tarde - Hyoga!! Acorde, por favor!!! - o moreno gritava, desesperado - Vamos, Hyoga! Você disse que não iria mais me deixar assim!!! - o Fênix sacudia o Cisne, em vão.

- Senhor Ikki, sinto muito. Mas não adianta. Hyoga agora está longe... Assim como seu amigo editor-chefe.

- ELE NÃO É MEU AMIGO!!! MALDITO!!! - Ikki gritou, enfurecido - O que ele quer?? Por que fez isso com Hyoga??

- Irmão... acalme-se. - Shun se colocou ao lado do moreno - Segundo Carl, nós já sabemos para onde eles foram... Agora, devem estar no passado de Ian, Helena, Sebastian...

- E Samantha. - Ikki se recordou - Quando Ian e Helena estiveram aqui, eles reconheceram Samantha em Simon... - o moreno bufou.

- Exato. E o senhor Simon deve estar muito confuso, pois assim como o jovem Andrômeda, ele deve ter começado a descobrir coisas sobre seu passado...

- Por isso ele saiu daqui tão alterado naquela hora! - disse Seiya.

- E por isso ele regressou. Deve ter se sentido muito confuso com todas as descobertas feitas e não compreendidas. - acrescentou Shiryu.

- Mas e agora? O que ele está querendo fazer? - indagou Saori, novamente preocupada por seus cavaleiros.

- Só tem uma forma de descobrir. - Shun, estendendo a mão para seu irmão, olhou para ele com uma nítida sugestão nos grandes olhos verdes - Vamos, irmão...?

 

OOOoooOOOoooOOOoooOOOooo

 

- Ai... minha cabeça... - o homem de cabelos encaracolados abria os olhos devagar. Sentia o corpo deitado sobre uma relva macia. Abriu os olhos castanhos e logo viu a imagem de Hyoga, em pé, com os braços cruzados, encarando-o com uma expressão de poucos-amigos - Essa viagem que vocês fazem deixa a gente meio zonzo, não é?

- Só porque é a sua primeira vez e você ainda não se acostumou. - Hyoga respondeu com frieza, enquanto olhava analítico para Simon - Você é um idiota mesmo, não é?

- Não me considero um. - Simon respondeu, irônico, enquanto se levantava e olhava ao redor. Era noite, mas a lua cheia iluminava bem o local. Estavam em um bonito campo, próximos de um belo jardim de rosas vermelhas. Um pouco mais distante, via-se um imponente castelo - Então é isso... Esse é o nosso passado. Eu me lembro... - dizia, olhando ao redor.

- Você não tinha o direito de me trazer aqui contra a minha vontade! - bradou Hyoga, nervoso.

- Você não escutou o que o velhinho lá disse? Não teríamos vindo aqui se não fosse da sua vontade também! Você pode não querer admitir em voz alta, mas você desejava retornar a esse passado para entender tudo o que ocorreu, tanto quanto eu!

Hyoga engoliu em seco. Simon tinha razão. Ele queria entender essa última parte; sua vida como Helena tinha um grande peso nessa história... e ele precisava descobri-la.

Contudo, ele não desejava fazer essa investigação ao lado de Simon:

- Pode até ser. Como Carl disse, eu não controlo minha energia. E, de fato, ela estava bem canalizada para essa época; isso eu não posso negar. Mas eu, com certeza, não pretendo ficar aqui com você, buscando o que preciso descobrir.

- Ah, é? E o que você pode fazer quanto a isso? - Simon olhou cinicamente para Hyoga.

- Eu já conheço algumas manhas neste lugar. E sei, por exemplo, que basta eu desejar, que posso ir para onde quiser aqui. E, no momento... Eu quero ir para bem longe de você. - dito isso, Hyoga desapareceu da vista de Simon.

O editor-chefe não gostou disso. Bufou nervoso e gritou:

- Seu estúpido! Você pode até querer fugir de mim enquanto estivermos aqui... Mas lembre-se de que, para realizarmos a viagem de volta, teremos de estar juntos! O velhinho deixou claro; precisamos da energia de pelo menos duas pessoas, que estejam em contato físico, para regressarmos!!

Simon gritou para o nada. Não houve resposta ao seu apelo.

O homem de cabelos encaracolados decidiu então fazer o teste. Segundo Hyoga, era só desejar que ele poderia ir para onde quisesse nesse passado? Então, fechou os olhos castanhos e desejou ir aonde estivesse sua vida passada nessa época.

Desejou estar onde Samantha estivesse.

E assim, em um piscar de olhos, desapareceu também desse campo de flores.

Minutos depois, dois novos viajantes do tempo apareciam nesse mesmo lugar...

Tão logo recobraram a consciência, levantaram-se, olhando tudo ao redor.

- Estamos no lugar certo, Ikki? - perguntou Shun, olhando curioso para o ambiente que os cercava.

- Sim. - o moreno respondeu, olhando para o castelo adiante.

- Tem ideia de onde possamos encontrar o Hyoga?

- Tenho. E é melhor irmos logo. Pelo que começo a me recordar... Essa não será uma noite muito boa. - Ikki disse e tomou o irmão pela mão, a fim de irem para o castelo. Não tinham tempo a perder...

Um importante baile estava prestes a começar.

 

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Continua...

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Notas Finais


A história finalmente se aproxima do seu final!!!

Beijos a todos que estiverem acompanhando!
Obrigada por lerem e comentarem; é isso que sempre ajudou essa fic a não morrer!!!

Lua Prateada.


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