História Três Corações - Capítulo 40


Escrita por: ~ e ~Pixel_Aizawa

Postado
Categorias One Piece
Personagens Donquixote Doflamingo, Donquixote Rosinante "Corazón", Viola
Tags Corazon, Donquixote Corazon, Donquixote Doflamingo, Donquixote Rocinante, One Piece, Piratas Donquixote, Viola, Violet
Visualizações 26
Palavras 2.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Josei, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Um Procurando Pelo Outro (I)


“E a notícia começou a correr pelos jornais. Perdidos por mares desconhecidos, navegavam mais uma leva de prisioneiros fugitivos e perigosos de Impel Down.”

 

E Dressrosa entrava em estado de alerta novamente. Viola olhava séria e perdida para aquela notícia que tomava a primeira página inteira. Novamente, Impel Down não conseguia manter presos seus mais notórios e perigosos prisioneiros. Doflamingo era um dos fugitivos.

– Não se preocupe, minha filha! Nossa segurança é muito mais forte agora, e logo a Marinha vai pegá-lo... não tem como permanecer muito tempo por aí sozinho.

– Mas ele não está sozinho! Ele fugiu com muitos prisioneiros... e creio que ele vai se vingar...

– Não terá sucesso, eu lhe garanto! – disse Riku, apoiando a mão sobre o ombro da filha.

– Papai... eu... nunca havia lhe explicado nada desde aquele dia... – Viola comentou, querendo confessar coisas que jamais pode falar ao pai enquanto estava envolvida com Doflamingo...

********************

Violet estava decidida em ver o pai secretamente e contar como estavam as coisas. Deixou todos se distraírem e entrou pelos corredores onde se encontravam os prisioneiros que gladiavam. Viu seu velho pai desgastado, abatido e triste. Viola apertou os lábios para não chorar alto e foi até ele. Chegou perto da grade, em frente a ele, que estava de cabeça baixa.

– Papai...

Riku abriu os olhos. Olhou para quem a chamava, conhecia aquela voz. Olhou sua filha, mais madura e mais bela. Seus olhos lacrimejaram.

– Minha Viola... você sobreviveu... – ele se levantou com dificuldade, indo até ela.

– Papai... desde que fui forçada a trabalhar para eles, não pude ver mais o senhor... vim escondida... preciso muito vê-lo...

– Como eu amaldiçoo essa grade! –  ele pegou nas mãos da filha, choroso que nem ela – e Scarlet? Minha netinha? Como estão?

Violet caiu em choros, com a cabeça encostada na grade. Ela apertou as mãos do pai.

– Viola... – pronunciou Riku.

– ...não soube mais delas... – ela não quis falar a verdade. Diamante havia lhe dito que matou as duas e ela achava que isso era verdade – sem saber que a sobrinha ainda estava viva e perdida por aí.

– Entendo... um dia vou reencontrá-las, como reencontrei você... – ele beijou as mãos da filha. Choravam juntos. Alguns prisioneiros olhavam para os dois ali.

– Violet! – uma voz bradou da porta onde estavam os dois.

Pai e filha olharam para onde vinha a voz. Doflamingo ficou furioso ao ver aquilo. Riku ficou irritado em reencontrar aquele homem.

– Seu desgraçado! – Riku exclamou.

– Doflamingo... preciso explicar que...

– Venha já aqui, Violet! – ele foi até ela e puxou-a pelo braço.

Riku segurou firme uma das mãos da filha.

– Deixa minha filha em paz, seu miserável! – exclamou o velho.

– Solta minha mulher agora mesmo! – disse o loiro, mais calmo porém zangado.

– O quê? – Riku ficou incrédulo ao ouvir aquilo.

Doflamingo conseguiu puxar a morena para si e ainda disse umas coisas para ele.

– Quero que saiba de uma coisa... ela agora é uma de nós... e minha! – ele olhou para Violet – fez muito mal em vir para cá, Violet! – ele a chamava agora pelo nome que ela adotou ao entrar para o bando. – ...vamos embora daqui agora!

– Desculpa... por favor. – pediu Violet.

– Em casa resolveremos isso!

Ele a arrastou dali e Riku apenas observava sem poder reagir. Com um soco dado na grade, Riku desabou em um choro intenso. Doflamingo arrastou a morena até seu palácio, aproveitando que os outros estavam lá.

*********************

– Então... foi isso? – Riku escutou toda a verdade envolvendo Viola e Doflamingo pela voz da filha, que contou tudo calmamente.

– Sim... eu... quase que fui esposa dele. Mas... não fui forçada em nada! Os outros não viam nosso relacionamento com bons olhos, mas... eu mesma acabei me envolvendo com ele. Mas ele era muito leal ao seu bando... e por mais que me amasse, não aceitou aquele nosso encontro secreto, papai.

– Eu até te entendo... você estava confusa, perdida, carente... – o velho rei a abraçou – e que não tinha mais uma família ali para te apoiar... – falava entre soluços. Viola também começou a chorar baixinho – você estava sem saída... e eu jamais a julgaria por amá-lo, embora não suportasse esse homem como meu genro!

– Que bom que não me julgou antes, e nem agora! – a filha agradeceu.

– Mas... você ainda... o ama? – o pai olhou-a intrigado.

– Não... não o amo mais. Ele não era para mim.

– Mas... falando nisso, – o rei foi adicionando outro assunto referente ao estado civil da filha – você deveria pensar mesmo em um marido.

– Pai! – disse ela, num tom de incomodada.

– Oras! Eu não viverei para sempre e você agora é a herdeira oficial do meu trono. Precisará de um filho, ou filha... digo filha porque sua mãe e a família dela só sabiam gerar mulheres! – comentou em tom de brincadeira – Mas todas elas são mais valiosas que minha própria vida!

– Queria que a Rebeca não tivesse fugido de sua missão. – referiu-se a herança do reino.

– Mas ela sabe o que é melhor para ela, e ela está com o pai que tanto ama!

– Verdade. Até melhor mesmo que esteja com ele, embora sintamos saudades...

.....................

Aimi estava lendo o jornal, boquiaberta. Pondo o papel em cima da mesa, continuava boquiaberta, sem saber se ria ou chorava. Doflamingo havia fugido com muitos prisioneiros de Impel Down. Ele... estaria atrás dela? Será que ele poderia futuramente reencontrá-la?

Mas... como?

Ele jamais chegaria ali em Dressrosa, visto que a segurança lá era mais forte e tinham aliança com os piratas do Chapéu de Palha, mais os aliados de Luffy. E toda a Marinha estaria que nem loca atrás dele.

Grávida de cinco meses de um filho dele, a ruiva sentiu uma expectativa tão boa dentro de si que sentiu a barriga fervilhar. Era como se a criança estivesse comemorando também uma possível chance de ver o então pai. Mostrou para suas duas amigas o jornal, que ficaram surpresas.

– O Jovem Mestre... digo, Doflamingo, está livre?!

– Foragido, Sora. – corrigiu a mais velha.

– Sim, mas... isso já é uma boa chance de...

– Aham, e você acha que ele vai pisar os pés facilmente aqui?! – disse Emi, com as mãos na cintura.

– Er... não tão fácil... mas quem sabe ele não quer buscar Aimi?

– Mas ela vai sair daqui? Grávida então?

– ...mas ela gostaria que o pai conhecesse o filho, não é? – perguntou para a ruiva.

– ...queria, mas entendo que ele não pisará tão fácil por essas bandas.

– Exatamente, Aimi! – confirmou a loira – seria outra guerra que teríamos que lidar com! E não queremos que Aimi se arrisque novamente e ainda por cima grávida!

– Entendo... – disse Sora, com o polegar na boca.

– Meninas... lembrei-me de algo.

– Do que, Aimi? – as duas perguntaram juntas.

– A Violet... digo, a Princesa Viola...

– Que tem ela? – perguntou Sora.

– Ela é uma vidente... talvez... se eu pudesse falar com ela novamente... eu poderia perguntar se ela poderia ter uma visão de que poderia acontecer!

– Ela é uma vidente?! – perguntou Sora.

– Bom, pelo menos era o que falavam no castelo. Que tinha poderes para ver o que nossos olhos não veem. Algo assim! E que ela adivinhava o que outros tramavam ou planejavam. Mas... adivinhar futuro, ela pode? – respondeu Emi.

– Não sei, mas posso perguntar para ela. Vamos até o castelo?

As duas se olharam, como se estivesse analisando. Combinaram então que no dia seguinte iriam até o castelo, esperassem que pudessem ser aceitas lá dentro como antes.

Novamente durante o sono noturno, a mesma pessoa. Sua memoria havia se fixado naquele perfil. Eram imagens agradáveis de ver, e parecia que aquela mulher estava com ela, bem próxima.

– Não se preocupe... Doflamingo vai conhecer a criança. – a mulher no sonho lhe dizia.

– E você sabe onde está Doflamingo?! – Aimi perguntou desesperada para ela antes que a imagem desta fosse embora, mas novamente uma das duas companheiras a despertavam.

– Aimi! Está falando enquanto dorme?! – sacudia Sora, gentilmente.

– Sora... você não sabe... essa mulher... – Aimi falava descontrolada, enquanto acordava aos poucos.

– Que mulher?! Você estava sonhando profundamente... vem, hora de levantar! Vamos tomar um chá?

Após o almoço daquele dia, ambas dirigiram-se a uma longa jornada até o palácio real. Inicialmente, ambas foram barradas ao serem reconhecidas por um dos antigos soldados que guardavam a entrada do palácio.

– Vocês trabalhavam para aquele Doflamingo maldito! Não vão entrar aqui!

– Mas não temos nada com esse homem que nos escravizava! E graças aos céus! – Emi deu essa desculpa para amansar o soldado nervoso.

– Mas não sinto cheiro de confiança em vocês!

– Obviamente, não usamos esse perfume! Eu, por exemplo, uso fragrância de sândalo. – ironizou Sora.

– Por favor, Sora... não o provoque! – pediu Aimi.

– Afinal, o que querem aqui? Trabalho? Venham amanha de manhã!

– Na verdade... procuro pela Princesa Viola. – Aimi entrou na frente das outras duas e disse a verdade.

O soldado olhou a ruiva de cima para baixo.

– O que uma plebeia como você poderia querer de decente com a Alteza?

– É assunto entre mulheres!

– Eu... eu sinto. Perderam viagem! Se quiserem, venham amanhã se estão procurando trabalho no castelo... ah, e se... estão procurando serem concubinas deste rei, aviso que perderão mais tempo com esse homem que está broxa...

– Esperem! – uma voz feminina e firme ecoou em tom de ordem.

– Prin...princesa Viola! – o soldado e os outros curvaram diante dela. Este que havia feito o comentário debochado sobre o rei estava sem graça diante da bela mulher que estava ali.

– Conheço essa menina... deixe-a que entre!

– C-Claro...

Viola recebeu as três, abraçando Aimi com certa intimidade (pois ambas já se conheciam). A morena levou as três até seu quarto, procurando não ser notava pelo pai ou por outro serviçal dentro do castelo.

– Aimi... acertei seu nome?

– Sim, Vossa Alteza.

– Aqui pode me chamar de Viola. – disse esta com um sorriso no rosto.

– Tudo bem, se a princesa assim quiser, eu farei.

– E então? O que desejam e no que posso ajuda-las?

– Bem... lembro-me que falavam sobre sua habilidade de vidência.

– Er... sim, mas... o que tem?

– Você tem habilidade de ver o futuro?

– Ah! – Viola ajeitou a mecha do cabelo que caía na testa para trás – Mas o futuro eu não vejo... somente o presente. Tem algo que gostaria de saber sobre esse momento, alguma coisa referente a sua família?

– Não, exatamente... eu... queria saber o que Doflamingo faz neste momento.

Viola ficou séria por um momento, aparentando preocupação. Aimi notou a mudança nos traços da outra e abaixou brevemente a cabeça, também com certa timidez.

– É que ouvimos falar que ele fugiu de Impel Down e está solto novamente pelo mundo. – disse Emi.

– Ficamos preocupadas... – completou Sora.

Então Violet notou o volume da barriga da ruiva. Algo passou pela sua cabeça como que uma flecha disparada. Será que...?

– Aimi... seja sincera comigo, para que eu possa te ajudar efetivamente. – Viola levantou o rosto da outra pelo queixo – você está grávida, certo?

– Sim...

– E... o filho é dele?

– ...sim. – respondeu pouco encabulada.

– Vocês... sabiam disso também? – Viola se dirigiu as outras duas.

– Sim, e cuidamos dela desde quando ela entrou no grupo das concubinas do Jovem Mestre. – explicou Emi.

– Mas ele a amava, assim como ela o ama! – detalhou Sora.

– Sora! Não precisa de tantos detalhes! – repreendeu a ex-concubina mais velha.

– Não, tudo bem... – Aimi “perdoou” a amiga, falando com o sorriso no rosto.

– Entendo... mas... sabe que ele é uma ameaça para esse país! E que não poderá mais pisar aqui!

– Sei, sim... mas... eu queria saber muito se ele está bem, queria falar do filho dele, sei que ele jamais se enfureceria com isso!

Viola contemplava o semblante esperançoso da jovem ruiva.

– E se ele quisesse, eu sairia daqui para viver com ele onde ele desejasse! – afirmou a outra.

– Mas... sabe que a vida que ele leva é... agitada, para assumir uma família de forma tão pacata, Aimi. Sabemos o tipo de pirata que é esse Doflamingo.

Aimi se incomodou por dentro ao ouvir Doffy ser chamado de pirata, mas nem expressou isso em qualquer gesto ou olhar.

– Mas... minha habilidade tem um limite... se ele estiver muito mais longe que imaginamos, não poderei ver como ele está.

– Não tem problema! Já sou grata por tudo!

“Aquela menininha...” Viola se lembrou da primeira vez que a encontrou, perdida entre a multidão que queria ver o então novo rei de Dressrosa.

– Farei isso agora mesmo!

– Obrigado, princesa! – Aimi a abraçou, fazendo a outra sorrir.

Após isso, Viola foi até a janela e respirou fundo. Usou sua habilidade da Giro Giro no Mi (a “Fruta da Clarividência”) e olhou por toda a área em volta do país. Há quanto tempo não observava essas bandas! Admirava a beleza das rochas que cercavam Dressrosa e a bela paisagem das florestas em torno. Mas voltou a observar além do seu limite. Nenhum sinal de vida. O mar calmo e tranquilo novamente. As ilhas vizinhas entre nuvens. Nada de diferente.

E ela queria que essa paz continuasse assim. Mas... e se Doflamingo estiver planejando vingança e voltar a circular por aquelas áreas? E ele sabe que aquela ex-concubina esperava um filho dele? Pelo que havia dito Aimi, não. Mas e se ele a quisesse recuperá-la apenas? Ele era sim, uma ameaça para aquela terra... a morena sentia apenas pena da ruiva, que carregaria consigo um filho sem pai presente (embora vivo e perigoso).

– Nenhum sinal... vou insistir mais. – disse Viola, querendo ultrapassar seus limites e enxergar além do que podia ver com sua habilidade.

Aimi estava com as três sentadas na enorme cama da princesa. Ambas observavam Viola usando sua habilidade.

– Não era à toa que Doflamingo gostava dela. – comentou Emi somente papa as outras duas. Ela já era concubina quando os dois tinham um relacionamento ali e se lembrava de alguns fatos.

Aimi então começou a lembrar da mulher que aparecia em seus sonhos e se identificou com Viola. Entendeu naquele momento que era seu inconsciente querendo procura-la para ajuda-la, a saber, por onde andaria Doflamingo. Mas ainda assim, era pouco diferente a imagem da mulher que aparecia da Viola.

– Eu sinto... mas nada vejo em torno dessas bandas... – disse Viola, voltando para as três.

– Mas se você vir Doflamingo aproximando-se, não deixa de se comunicar comigo, por favor! – Aimi pediu gentilmente.

Viola aceitou o pedido e deu para ela um den den mushi. Era por onde ambas se comunicariam. Resolveu proteger Aimi de qualquer jeito, principalmente quando esta revelou que havia perdido a mãe e o irmão havia embora de casa ao saber da gravidez dela.

– A vida não tem sido fácil para mim, mas sigo com esperança. Afinal, é ela que nos move entre os galhos e espinhos da vida. – disse Aimi, despedindo-se dela.

– Sei bem como é... por isso te entendo. Vamos manter contato a partir de agora. – abraçou-a novamente e a deixou partir.

.....................

Spider Miles.

Aquele lugar cheio de recordações boas e ruins.

E mais uma vez, ele estava lá. Bem oculto naquele capuz preto para não ser reconhecido. Depois de mais de 16 anos, aquele lugar ainda era a mesma melancolia. Um lugar abandonado, frio, cheio de fábricas inativas que ainda poluíam o ambiente.

E depois de 16 anos, lá estava ele, diante da mulher que descansava em paz junto a filha dela e daquele homem que recusava pensar como o irmão biológico que era.

– Melissa... há quanto tempo não nos vemos... – disse o loiro, baixinho.

A lápide, desgastada e coberta de neve. A pequena foto dela em seu centro. A criatura dócil e sensível que foi capaz de amolecer um coração que era movido por ódio e decepções. Nem mesmo as lembranças dos últimos momentos o deixavam chateado. A dor estava cicatrizada. Não que incomodasse o fato dela estar ali enterrada, em vez de viva e com sua filha também vivia (já teria seus 16 anos e poderia ser tão bela como a mãe).

– Bem que eu queria sua vida de volta... e a da minha “filha” também. – era como se referia quem, na verdade, era sobrinha – Mas você não era uma criatura desse mundo infernal... você era um anjo com uma missão na terra. –  ele esfregou o nariz antes de continuar, não porque estava prestes a chorar e sim, por causa do ar que estava deixando-o quase sem respirar. Mas estava sim, um pouco emocionado diante daquele lugar o qual jurou nunca mais pisar ali – Como pude ser tão egoísta em ter te abandonado nesse lugar tão pútrido?! – ele passou os dedos em cima da pequena foto na lápide, limpando-a e podendo ver os belos olhos amendoados da cor de mel.

De repente, o frio trouxe dores nas partes onde havia sofrido por golpes e cortes causados pelas torturas naquela prisão infernal, fazendo com que ele colocasse a mão em direção as costelas. Mas aquilo ainda doía menos que a saudade. Ainda mais a saudade que tinha de Aimi. Temia por dentro em saber que ela estivesse morta. Mas ele tinha que saber como ela estava, viva ou não. Se estivesse viva, pensava em trazê-la consigo. Como? Não sabia. Mas algum jeito ele daria... não queria ficar mais longe de alguém que amava.

Ele resolveu passar ali para “ver como Melissa estava” antes de retornar para Dressrosa. Seria uma viagem longa se quisesse se aproximar daquela terra que já fora de seus antepassados. E um caminho difícil de percorrer.

De repente, uma ideia louca passou pela sua cabeça. Uma ideia simples, mas visto que seria complicado em executá-la com tranquilidade. Não poderia tomar o impulso de seguir pelos mares sem informações necessárias (principalmente as que ele queria). E assim resolveu fazer...

Despedindo-se da falecida (ex) amada colocando uma rosa branca meio murcha, o loiro encapuzado saiu dali. Já era de noite e as ruas estavam ainda mais vazias e bucólicas que de manhã e tarde. Em um local público onde haviam den den mushis disponíveis para qualquer um que quisesse usar, Doffy usou um deles para fazer o que estava planejando.

Um “trote” poderia fazê-lo aproximar-se de Dressrosa. Ele esperava que o den den mushi da pessoa para quem ligava ainda fosse o mesmo quando era rei de Dressrosa.



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