História Três dias e uma Semana - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Dwayne Johnson, Fic Original, Futebol Americano, The Rock, Time Feminino
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Palavras 1.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Esporte, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - A resposta


Fanfic / Fanfiction Três dias e uma Semana - Capítulo 6 - A resposta

Mário tinha quinze anos quando ingressou no ensino médio, era um rapaz bonito do tipo que as meninas nunca diriam “não”, com a mesma idade o rapazola perdeu a virgindade com uma líder de torcida, esta tinha uma profunda amizade com a sua vice, Charlene. Ambas estavam no último ano quando decidiram levar o jovem Mário para uma festa na qual só havia veteranos, o rapaz bebeu como se fosse o seu último dia de vida e quando a festa acabou, Bela, a líder de torcida que o levou pra cama, fugiu antes que o garoto acordasse e percebesse que havia tido relações com a garota mais desejada da escola. Contudo, semanas se passaram depois da festa, Bela faltava aos ensaios das líderes de torcida, vivia pálida e enjoada. Bela estava grávida e essa novidade arruinaria o seu ingresso à universidade de direito, sua mãe aconselhou o aborto, mas tal opção foi banida. Oito meses depois Bela deu a luz à Sheila e Keila, o corpo magro e frágil da torcedora não resistiu ao parto e em seu leito de morte, fez Charlene prometer que cuidaria das meninas e que em hipótese alguma Mário poderia saber que tem duas filhas. 
-Ele tem um futuro brilhante na medicina, não quero atrasa-lo com essa responsabilidade.

No mesmo dia, Bela falecera, Charlene ingressou na universidade cursando história, se formou e começou a ensinar em um colégio perto de sua casa, mas a quarterback viu que as gêmeas estavam carentes de atenção materna e que deixá-las em creches ou com babás, as faria mal em longo prazo, Charlene largou o emprego e passou a apostar em jogos de futebol americano, ganhando quantias de dinheiro que a sustentavam.

Quando Sheila e Keila estavam com oito anos, Mário, por fortuito, se mudou para a mesma rua que a Charlene morava, o rapaz não era o mesmo, não havia se formado em medicina e quando reconheceu a sua nova vizinha, saíram para contar as novidades de suas vidas. Charlene contou sobre as filhas que adotara de um orfanato e da sua sorte com apostas, contou que investiu em seu físico para jogos com homens que a subestimavam e assim sustentava as gêmeas. Já Mário, para a preocupação de Charlene, não havia se tornado médico, Bela tinha um namorado e ao descobrir que foi traído por um calouro, foi tomar satisfações, Mário quando voltava para casa depois de um dia cansativo de aula, foi encurralado pelo time da escola e sem explicação o espancaram até deixá-lo inconsciente, Mário teve sequelas permanentes e nunca mais teve sanidade mental para cursar qualquer faculdade, aposentou-se e até hoje vive do dinheiro da aposentadoria.

Xx

-Bela gostava dele, a intenção dela foi realmente tirar a virgindade do Mário, ela dizia que ele era bonito demais para ser um nerd rejeitado. –Alegava Charlene cabisbaixa. –Ele me ajuda com as meninas, sabe?  O que ele ganha da aposentadoria não é muito, mas é o suficiente pra uma família de quatro não passar fome e ter as suas contas de água, gás e luz pagas. 
-Então... –Iniciou Mia, fanha. –Ele é birutinha desse jeito por causa da agressão? –Charlene balançou a cabeça verticalmente. 
-Você realmente não sente nada por ele? –Perguntou Blanca. 
-Pra falar a verdade, sim, mas eu não quero que ele se preocupe demais comigo, ele é muito paterno e presente. Com as minhas rejeições ele mantém um limite, entende? 
-Claro.

Um som agudo começava a tocar, era uma notificação no celular da Blanca, era a sua tão esperada resposta. 
-PUTA MERDA, ELE RESPONDEU! –Exclamou a latina dando saltinhos. 
-Para de pular e lê logo essa porra. –Retorquiu Mia, terminando de beber o seu coquetel de vitaminas. 
-Querida Santiago, desculpe pela demora, estava viajando a trabalho e só vi o seu email hoje quando cheguei a minha casa. O seu pai me falou muito sobre você e sobre a sua admiração por esportes agressivos, você é o tipo de mulher que é uma em um milhão...
-Ele tá afim de você, Blanca. –Comentou Mia, irônica. 
-Cala a boca Mia. –Retorquiu Blanca, risonha. –Bom, procedendo. 
... Li e reli o seu email com muita calma, a ideia de montar um time feminino de futebol é bastante inovador, geralmente as ligas fazem isso por si só, nunca ouvi falar sobre um time independente, mas pelo que eu entendi, você quer uma associação da NFL apenas para a divulgação e cobertura dos jogos. Penso então que isso meio que já ocorreria se seu time for realmente bom, treine as suas garotas e marquem um dia para conversarmos sobre o assunto pessoalmente. Atenciosamente, Dicken Johnson.

-Fiquei até molhada. –Alegou Mia, com as bochechas rubras e um sorriso maroto. 
-Francamente Mia. –As três riram, porém logo cessaram pra digerirem o que acabaram de ler. 
-Não temos nem um décimo do time. –Comentou Blanca. 
-Se ele souber que somos apenas duas treinadoras, uma quarterback e um entregador de água, achará que somos uma fraude. –Alegou Charlene. 

Logo a porta da cozinha se abria e surgia um Mário acompanhado de quatro mulheres. 
-Sejam bem vindas meninas, aqui é o lar das Amazonas. Charlene, Mia e Blanca, essas são a Jane... –Uma japonesa reverenciava, ela tinha o dobro do tamanho de Mário. -...Brenda.... –Agora uma loira estonteante de pernas longas e ombros largos dava um passo à frente. -...Mayara. –Uma negra de cabelo raspado e olhos verdes, saldava com a mão e com um sorriso carismático. -... e por fim, Natália. 
-Olá meninas, sou ótima em bloqueio, tenho um irmão de dois metros de altura e pesa cem quilos, eu o derrubo fácil. –Apresentou-se jubilosa. 
-Mas Mário, onde você achou as outras duas? –Perguntou Blanca. 
–No mercado, estavam comprando proteínas, as ouvi falarem sobre uns malas que as proibiram de jogar no campinho do bairro e propus uma ideia de vingança. –Respondeu relaxado. 
-Brilhante. –Exaltou Charlene. 
-Eu sei benzinho, eu disse que você ainda teria orgulho de mim. –Alegou jubiloso. 
-Então essa é a sua namorada, a quarterback? –Perguntou Natália. 
-Não é não. –Respondeu Jane. –Ele só é gamado nela. 
-Procedendo... –Retrucou Mário, envergonhado. -...Por sorte a nossa, Mayara e Natália conhecem a Brenda e a Jane.
-A Jane e a Brenda são nossas rivais nos jogos que fazíamos uma vez por semana antes de sermos proibidas de usar o campinho. –Explicou Natália. 
-Campinho é só apelido, o campo tem as cem jardas sem nenhum centímetro a menos. –Retorquiu Jane. 
-Ótimo, temos cinco jogadoras, duas defensivas e três ofensivas, se conseguirmos mais seis, podemos desafiar os idiotas que as proibiram de usar o campinho e podemos usá-lo para treinar e mandar um vídeo para o Dicken Johnson. –Propôs Blanca, empolgada. –Só que pra isso vocês duas têm que passar para o ataque. 
-Mas se não começarmos com a posse de bola? –Perguntou Mayara. 
-A Lene é boa com jogos de sorte, ela é a quarterback, ela escolhe o lado da moeda. –Respondeu encarando a Charlene que respondeu com um sorriso confiante. 
-E se perdermos a bola? –Perguntou novamente. 
-Não vamos perdê-la, eles são apenas homens egocêntricos, vão iniciar o jogo achando que vão nos vencer, depois quando verem que a coisa é séria vão se desesperar e em nenhum momento vamos perder a bola.

 



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