História Três Noitadas - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção, Erik Durm
Personagens America Singer
Tags America Singer, Cinderela
Visualizações 93
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii, voltei !!!! Obrigada pelas motivações em relação às provas, foram muito importantes para mim <3 <3 <3

Capítulo para vocês...

Capítulo 9 - Chapter Nine


Fanfic / Fanfiction Três Noitadas - Capítulo 9 - Chapter Nine

O meu pequeno desentendimento com Marco chegou aos ouvidos de meus pais e irmãos rapidamente tão quanto uma piscada de olho. Não é comum brigarmos, somos carne e unha, mas às vezes rola aquele desentendimento básico. Claro que o próprio Marco contou a eles, é comum ele fazer isso porque é um jeito de pedir desculpas.

- América, ele só disse isso porque todas vão fazer isso — minha mãe justifica.

- Exato. Ele não deveria me julgar com base nas atitudes das meninas. Ele está errado. — retruco secando a louça — É justo eu dizer que você é uma péssima cozinheira porque meu pai não sabe cozinhar? 

Essa comparação foi suficiente para acabar com os argumentos dela. Não, não se julga um cara porque o irmão dele é um babaca. 

- Não — ela diz baixo — Converse com ele, é o melhor a se fazer.

- Farei o possível para entender o lado dele, fique tranquila, sou justa — asseguro fazendo uma leve provocação.

- Seja mesmo. Marco está na sala e quer conversar com você — minha mãe informa.

Seco minhas mãos em um pano surrado, respiro fundo e vou para a sala.

- Deixaremos vocês a sós — meu pai diz. Todos vão para seus quartos.

O clima tenso, nenhum dos dois sabia o que fazer ou como começar, bem, pelo menos eu não sabia. 

Marco se levanta do sofá e me abraça. Fico sem reação por uns momentos, mas depois retribuo o gesto.

- Você já veio fofocar pra minha mãe o que aconteceu, né? — pergunto — O mesmo Marco chorão de sempre.

Marco quando era pequeno sempre corria para seus pais para contar as coisas, eles sempre sabiam de tudo porque Marco era e é tipo aquele atleta do passado, o Usain Bolt, em relação a fofocas.

- Precisava esclarecer as coisas e me desculpar pelas besteiras ditas — ele diz, após nos separarmos.

Nós dois estamos rindo. É sempre assim, após as brigas idiotas, nós nos acabamos de rir.

- Ok, agora se desculpe comigo — digo, séria.

- Minha ruiva, eu nunca quis te ofender. — segura minhas mãos e as beija — Eu não deveria ter dito aquilo, é que fico inconformado com a audácia das meninas de irem ao baile apenas para conquistar o principe. Eu descontei em você e não era sua culpa.

Como todas as vezes que ele faz algo de errado, eu o perdôo. Faço isso porque é impossível viver guardando rancor, viver sem conversar com Marco. Por mais grande a besteira que ele fizesse ou falasse, eu continuaria ali, ao seu lado.

- Tudo bem, eu te entendo, mas tente se controlar, nem todo mundo vai te entender como eu te entendi — falo, abraçando seu corpo magro.

Por cima de seu ombro pude ver meus pais e meus irmãos sorrindo. Todos diziam que Marco e eu parecíamos namorados porque somos praticamente grudados, amigos e leal um ao outro, mas eu não consigo entender de onde vem esta história já que pra mim toda amizade deveria ser assim.

- Bem, agora eu tenho que ir — Marco beija minha testa. — Minha ruiva.

- Marco, fique mais um pouco e coma com a gente, você é da família — minha mãe pede — Não tente negar, você não está em posição de escolha.

- Aceito — Marco sorri.

Ele vivia na minha casa, antigamente era muito comum ele dormir aqui, hoje em dia já é um pouco mais difícil. 

Eu escutava sobre as paixonites que ele tinha, nunca vi ele ficar com ninguém. Ele escutava sobre minhas frustrações e até sobre meus motivos para ter raiva do mundo.

Ele é a amizade que eu não quero deixar ser apenas uma lembrança, quero que ele nunca seja um quadro pendurado no fundo da minha memória, pra mim, Marco deveria ser presente e futuro.

Após ele ter ido embora, me deitei na cama e imaginei como seria se ele começasse a namorar, acho que eu não suportaria ver meu melhor amigo namorando, é leve escutar sobre quem ele gosta agora ver os dois juntos, isso sim é pesado.

Eu tenho a impressão que todos que começam a namorar se afastam das amizades apenas para ficar com seus companheiros. Não gostaria de me tornar aquela amiga esquecida por causa de uma namorada.

Quem escutará meus pensamentos? Quem me confortará se algo der errado? 

Sim, de algum modo ele se tornou meu porto seguro, meu amigo é uma parte importante de minha vida e sem ele, provavelmente, eu terei uma grande parte faltando, aquele pedaço que fará uma enorme falta.

A vida de Marco é tão difícil quanto a minha e é por isso que eu me identifico tanto com ele.

 

 

A vida dá uma rasteira em todo mundo, e não foi diferente com algumas garotas. Na praça ouvi uma conversa que o baile teria duas cores específicas que não poderão entrar, roxo escuro e azul bebê.

Praticamente todas vestiriam vestidos com essas cores, são as mais comuns neste caso.

Algumas se queixavam da decisão pois faltavam exatos cinco dias para a festa e até conseguir um novo tecido de outra cor, costurar e fazer os ajustes demoram cerca de seis dias. Além de tudo há pessoas que não têm condições de comprar outro vestido, eu mesma não tenho, sei o quanto foi difícil para minha mãe comprar aquele tecido, o quanto ela perdeu o tempo dela. Mas ela pensou bem, verde claro combina comigo e com uma festa assim porque ninguém lembra do verde, todos pensam em cores mais memoráveis como o azul e o roxo, mas se esquecem do verde claro que também não deixa de ser uma grande memória.

As garotas que eu conhecia e eram um mais afortunadas que eu, sequer se importaram.

Não existe escolas particulares aqui, todos são obrigados a estudarem mesmo colégio, menos a nobreza pois eles são ensinados para governar e nós, para obedecer. Muitas meninas que eram ricas, também tinham o nariz empinado, mas outras tinham a alma tão pura que eu duvidava que o dinheiro realmente mudava uma pessoa.

Passei por perrengues na minha escola, um deles foi quando um garoto disse que as escolas deveriam ter divisões para que eles, ricos, não tivessem que conviver com gente como eu e outras pessoas, ele gritou sua raiva. 

 

 - Sabe, eu não gosto de olhar para suas roupas surradas e nem para sua cara que demonstra fome — um loiro, Richard Bank, fala, junto com seu grupinho — Vocês gostam de serem humilhados, não é?

Todos olhavam para mim, para Marco, para Kim e para Cody. Os pobres e oprimidos, ninguém escutaria nossa voz se gritassemos porque estão todos rindo, gargalhando de nosso sofrimento. O ensino médio não é a melhor coisa do mundo. Ser o que somos não é a melhor coisa do mundo.

- PODERIAM DIVIDIR ESSA ESCOLA E NOS POUPAR DE VERMOS ESSES LIXOS HUMANOS — Richard sugere — Nojentos.

Nós somos os lixos? São eles que estão mexendo com pessoas quietas. Os nojentos são eles.

Ficamos calados, apenas escutávamos as risadas daqueles que são maiores que a gente por duas ou três Camadas.

Até que me cansei e levantei da mesa e sai do refeitório com Kim, Marco e Cody em meu encalço.

- Ratos nojentos — pude escutar uma garota dizer.

Deus, eu não pedi por isso, eu jamais pedi por isso, então por que eu passo por isso quase todo dia?

 

Enfim, esquecerei aos poucos este passado, eu perdoei aquele pessoal, aprendi algumas coisas com eles e uma delas foi: não humilhe os outros, isso é coisa de babaca. 

Minha mãe fez a melhor escolha de cor. Verde claro.

 


Notas Finais


Bebês, amei os comentários do último capítulo <3


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