História Treze é Demais! - Capítulo 31


Escrita por: ~ e ~lavignizer

Exibições 916
Palavras 7.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


e aí amoras (não me matem)!
enfim, desculpem a pequena demora, ontem foi dia das crianças e foi um dia corrido porque meus pais sempre querem esquecer que o ano a gente não se vê normalmente e passar o dia todo ao meu lado e ao do meu irmão e também... eu acidentalmente quebrei meu celular e fiquei incomunicável com qualquer ser pensante pelo dia todo...
foi horrível
eu voltei! o capítulo não ficou lá tão grande porque eu tive um pequeno bloqueio nele, mas ficou divertido... e desafio vocês a dizerem todos os personagens que estão na capa! kkkkk
então amoras... vou pegar esse tempinho aqui para agradecer a vocês por todo o retorno que estão nos dando. eu e a Lari estão extremamente feliz que Treze esteja realmente agradando vocês e que já tenhamos tantas visualizações e tudo mais, afinal, a história é para vocês mesmo. estamos realmente feliz que estejam gostando de todo o nosso trabalho, formamos uma bela dupla né? enfim, muito obrigada, sério. amamos vocês
enfim, estão todos prontos? sentados?
então tudo bem
enjoy it, amoras ^^

Capítulo 31 - How I Love You


Fanfic / Fanfiction Treze é Demais! - Capítulo 31 - How I Love You

Sua respiração estava acelerada, tão rápida quanto seu coração em seu peito. Tudo ao seu redor era quase que um borrão e ela não sabia como agir, muito menos onde encontrar sua voz. Os olhos que adorava, a encarando ansiosos a sua frente, tudo que ela conseguia fazer era abrir e fechar sua boca, ainda sem saber como responder.

Ela não sabia como agir, tudo o que queria era poder gritar, mas parecia que suas cordas vocais não estavam mais funcionando. Sabe aquele momento que você apenas precisa fazer algo, mas todos seus músculos travam? É como ficar preso em si mesmo enquanto sua alma grita, mas seu corpo não tem capacidade de fazer coisa alguma.

- Ash...? – a voz temerosa de Vitor a chamou, fazendo com que sua linha de raciocínio se perdesse momentaneamente e ela sorrisse de maneira fraca. – Por favor, fale alguma coisa... – a súplica do garoto a fez rir e se divertir ainda mais com sua careta raivosa ocasionada por sua risada.

Ashley suspirou, dando de ombros e viu quando, lentamente, o moreno engoliu em seco ao encará-la. Ele parecia que ia surtar a qualquer instante e isso só tornava as coisas ainda mais divertidas.

Que Vitor a perdoasse, mas sua expressão de pânico era extremamente hilária.

- Bem... – começou com a voz um pouco falha por estar contendo sua risada e se forçando a fazer uma careta tristonha. – Vitor... – o garoto arregalou os olhos a sua frente pelo seu tom de voz fazendo com que a gargalhada que prendia com tanta força escapasse e ela logo se lançasse nos braços daquele estúpido. – Mama vai nos matar e vai me trancar em uma torre para sempre, e talvez ela te castre também, mas... Sim! – exclamou entre risadas pendurada no pescoço do moreno que sorriu de forma aliviada enquanto ria também. – Sim, idiota. Mil vezes sim.

Vitor suspirou de forma aliviada, ele parecia simplesmente mais leve ao escutar sua resposta o que fazia com que ela quisesse rir até mais. O moreno riu, suspirando e deixando um beijo suave sobre a têmpora de Ashley olhando em seguida para a vista de cima da roda gigante. Era tudo tão lindo visto lá de cima...

- Eu achei que... – o garoto suspirou entre uma risada nervosa. – Achei que não ia aceitar.

Ashley negou com a cabeça, tudo em seu corpo se sentindo extremamente mais leve e calmo. Toda sua preocupação com o que tinha acontecido no último dia sendo deixada de lado, porque afinal de contas, Vitor confiava sim nela. Vitor se importava com ela, ele a queria por perto e estava disposto a fazer coisas melhores... E a razão era ela.

- Eu nunca diria não... – a loira sorriu de maneira doce e suspirou, franzindo o cenho em seguida quando seus olhos pararam no cenário abaixo de seus pés e pode observar toda a bagunça que aquilo estava se tornando. – Oh não.

- O que foi? Eu fiz algo errado?! – Vitor arregalou os olhos em desespero fazendo com que a garota risse de seu desespero por alguns segundos.

- Não, idiota – negou com a cabeça e apontou para algum lugar abaixo deles. – Parece que alguém soltou os porcos.

Vitor franziu o cenho, olhando para baixo e rindo em seguida ao ver toda aquela bagunça.

- Talvez a gente tenha que dar adeus aos nossos celulares...

- O que?!

- E aos notebooks... Aos carros, a faculdade...

Ashley soltou um grito agudo que o fez gargalhar de forma alta pelo desespero aparente da garota. A loira esfregou as mãos no rosto e suspirou fazendo uma careta.

- Eu vou matar aqueles pirralhos!

[...]

Luke, Emma e Draco riram. Mesmo que por dentro sentissem um pouco de medo, todo aquele caos lhes parecia extremamente hilário. As expressões assustadas e os gritos, todas aquelas coisas voando para os ares.

Sinceramente, seria impossível que eles não quebrassem pelo menos alguma coisa.

Ou talvez o festival inteiro.

Tudo bem, aquilo talvez não fosse nem um pouco sensato e olhando agora, estavam ferrados. E tudo bem, já estavam tão acostumados a toda aquela vida que continuaria hilário da mesma forma.

- Caras... – Luke chamou de repente, a risada sumindo de repente e os olhos castanhos se arregalando de forma espantosa.

- Que foi, bro? Parece que está vendo um fantasma – Draco riu da expressão do melhor amigo que o olhou enquanto engolia em seco e Emma arregalou seus olhos cessando sua risada de repente.

- Eu não sei o fantasma, mas a tia Laur tem quase a cor de um e a cara da minha mãe está me assustando muito mais que um demônio! – o Hamilton-Hansen exclamou apontando para algum lugar a frente deles fazendo com que os dois Cabello-Jauregui’s pulassem em seus lugares completamente apavorados.

- Mas que droga, a gente devia ter vazado daqui – Emma murmurou fazendo uma careta e engolindo em seco ao observar o olhar assassino no rosto de sua mommy. – O que a gente faz agora? Estamos fodidos! Caras, eu preciso do meu celular!

- Eu sou muito jovem para morrer... – Draco resmungou fazendo uma careta enquanto negava com a cabeça.

- A gente corre! – Luke exclamou os assustando, começando a correr em seguida e logo sendo acompanhado por seus primos que por mais confusos que estivessem, seguiram seu plano suicida.

- Correr por quê? Estamos ferrados do mesmo jeito! – Emma gritou ao driblar uma criança que estava no seu caminho. Ela sinceramente não gostava de corridas ou qualquer coisa que envolvesse esforço físico, não lhe era agradável.

- Em, só corre – Draco murmurou ofegante. – Isso faz a mama se acalmar um pouco antes de ir atrás da gente porque ela não gosta de correr.

- A mommy vai matar a gente... – Emma lamentou negando com a cabeça e fazendo Luke gargalhar, por mais nervoso que estivesse.

- Cara, eu vou perder minhas bolas – o Hamilton-Hansen resmungou com uma careta no rosto. – A mommy vai me colocar de castigo até a faculdade e a mama vai quebrar meu skate na minha cabeça.

O garoto gritou de repente ao ter sua gola puxada para trás e arregalou os olhos ao olhar para Normani que o encarava de maneira séria, sentindo seus primos se afastarem lentamente um pouco mais atrás ao observar o olhar assustador que a mulher os lançava.

- O skate talvez não, mas a sua cabeça – Normani murmurou com a expressão mais assustadora em seu rosto avistada pelo seu filho caçula em toda sua vida que engoliu em seco outra vez, lentamente.

- Não... Não foi a gente, o portão abriu sozinho – Draco gaguejou miseravelmente quando percebeu que seu melhor amigo parecia incapacitado de responder algo coerente no momento.

Emma resmungou algo incoerente, batendo seu rosto contra sua mão com uma careta. Negou lentamente com a cabeça e soube no segundo que sentiu sua mommy se aproximar que ela estava ferrada até o fim de sua vida.

[...]

Banff Springs Hotel – Alberta, Canadá – 07:00.

Louis e Benjamin gargalharam ao abrir a porta e darem de cara com um Luke e uma Emma emburrados acompanhados de Tom. Os dois mais novos reviraram os olhos pelas risadas dos mais velhos e empurram os dois na porta para longe, adentrando o local e se lançando no primeiro lugar confortável que avistaram.

- Curtindo o castigo, pirralhos? – Ben perguntou de maneira provocante recebendo logo em seguida o dedo do meio de Emma e Luke apontados em seu rosto.

Eles estavam de castigo, logicamente. E para a completa felicidade deles, ainda possuíam seus celulares intactos e não vendidos. Porém, a partir daquele momento, estavam trancados no quarto de Draco, Benjamin e Louis por dois dias inteiros só podendo sair para as refeições e nunca para alguma atividade de lazer. Depois de duas horas de sermões de Lauren Jauregui e Normani Hamilton-Hansen, que eram indiscutivelmente apoiadas por Camila e Dinah, ter Calgary inteira disposta a eles e não poderem a apreciar (ainda por cima sem seus celulares) era ainda pior que qualquer coisa.

- Ninguém mandou ter todo esse fogo no cu – Tom debochou, se jogando em seguida no colo de Louis e causando uma careta no rosto de Benjamin. – Bom dia, LouLou!

- Bom dia – o moreno riu, deixando um beijo na bochecha do mais novo que o olhou com a aquela carinha típica de Tom Hamilton-Hansen de olhos brilhantes.

- Esperem eu sair, caras – Benjamin reclamou fazendo com que seu irmão mais velho risse. – Hey pirralhos, acordem o Draco e aproveitem esse castigo! Foi até que bem leve.

- Vai se foder! – a voz de Luke e Emma soaram de dentro do quarto fazendo com que o loiro gargalhasse antes de sair correndo para longe dali dando um pequeno aceno na direção de Tom e Louis.

- Que merda...? – Draco resmungou coçando seus olhos e aparecendo na frente deles completamente enrolando em um cobertor gigante, vestindo apenas uma cueca.

- Eu não sou obrigada... – Emma resmungou revirando os olhos e virando seu rosto para o lado contrário a do seu irmão.

- Se divirtam, garotos! Nos vemos lá embaixo se decidirem se juntar a nós no café da manhã – Louis sorriu de forma grande, formando ruguinhas ao redor de seus olhos de forma adorável e fazendo com que Tom o abraçasse ainda mais apertado. – Boa sorte!

Emma resmungou, bufando irritada e deixando seu corpo cair completamente no sofá e sentindo Luke deitar sobre ela. Ela quis por alguns segundos chutar e socar seu primo para longe, mas apenas ficou quieta e gemeu em agonia.

Ela não sabia se conseguiria sobreviver a dois dias inteiros presa naquele quarto com aqueles manés.

- Eu quero morrer... – gemeu contra a almofada, sentindo vontade de chorar e fez um bico em seus lábios. Os dois garotos mais velhos na porta apenas riram de sua expressão enquanto fechavam a porta e gritavam alguma despedida que Emma não deu a mínima atenção. Não se passaram mais que alguns segundos, e a garota se sentou no sofá de repente, fazendo Luke cair sobre suas coxas. – Tudo bem, a TV é minha. Vocês podem fazer qualquer que seja a coisa que vocês gostem de fazer bem longe de mim. Acho que conseguimos sobreviver sem nos matar por dois dias.

- O que? – Luke perguntou de forma confusa e indignada enquanto tinha seu corpo empurrado para longe pela garota mais nova, observando em seguida ela se deitar confortavelmente no sofá do quarto e ligar a televisão. – Ela tá zoando minha cara, Drac?

Draco apenas riu, deixando seu cobertor cair no chão para em seguida se lançar sobre o corpo de Emma que gritou de forma assustada.

- Saí de mim! Que nojo! – a garota exclamou enquanto estapeava o irmão que apenas riu antes de começar a fazer cocegas em sua barriga. – AH! SAÍ!

- ATAQUE À PIRRALHA! – gritou fazendo uma expressão séria e Luke gargalhou em seguida antes de se lançar outra vez sobre o sofá, ajudando o melhor amigo em seu “ataque mortal” contra Emma.

- TV para todos! – o Hamilton-Hansen gritou também entre gargalhadas e o controle já tinha voado para bem longe das mãos de Emma sem que eles ao menos percebessem, apenas estavam se divertindo fazendo aquilo e se esqueceram do por quê.

- Vão... se... ferrar! – Emma gargalhou, ofegante em meio as risadas tentando empurrar os dois garotos para longe de si entre tapas e pontapés.

[...]

- Vocês devem estar se perguntando por que as reuni aqui hoje – Benjamin murmurou, limpando sua boca depois de mais uma garfada em sua panqueca e cruzando seus braços sobre a mesa que dividia o café da manhã com Rose e Ashley.

- Ah, você estava aqui o tempo todo? – Rosalie perguntou de maneira debochada, sem desviar seus olhos das páginas mágicas do primeiro livro de Harry Potter, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Muito mais que apenas um livro, o livro de colecionador que havia orgulhosamente ganhado de Vitor.

- Rosalie, seja mais educada. Ainda são sete da manhã – Ashley murmurou, por mais que seus olhos também não estivessem focados em Ben e sim no anel sobre seu dedo anelar. Tão brilhante... – Diga, Ben... O que é tão importante para me tirar da cama tão cedo?

Benjamin revirou os olhos pela petulância de suas irmãs e bufou. Ele, na verdade, estava surtando por dentro e sabia que – infelizmente – aquelas garotas eram as únicas que poderiam o ajudar naquele momento. Muito mais que isso, elas poderiam o ajudar a construir o momento perfeito.

Ele precisava delas.

Por mais que Rose e Ashley conseguissem ser extremamente irritantes quando queriam.

Elas eram suas irmãs, certo? Então, elas o ajudariam. É o que irmãos fazem.

(Certo?).

- Eu preciso da ajuda de vocês duas...

Assim que sua voz saiu – um pouco mais baixo que o normal – para dizer aquilo para as duas garotas a sua frente, o livro de Rose foi lentamente abaixado e o anel de Ashley deixou de ser importante apenas para que suas irmãs pudessem olhar bem em seu rosto.

E rir dele.

- Da nossa... – Rose respirou fundo, tentando controlar sua risada. – Nossa... Ajuda? Você?

- Por favor... – Ashley gargalhou com vontade, jogando sua cabeça para trás. – Nós?!

- Vocês são minhas irmãs gêmeas! – Ben exclamou de forma indignada, mesmo que isso só fizesse o riso das duas loiras a sua frente aumentar ainda mais. – Eu deveria ter pedido ajuda para a Savannah e a Avril... – murmurou consigo mesmo, negando com a cabeça entre as mãos. – Até o Lou seria mais útil!

- Não nos culpe, por favor – Rose disse de maneira divertida, colocando uma mão sobre a boca e tentando ficar séria. – Isso é apenas hilário demais.

- Você nunca precisa da nossa ajuda, Ben – Ashley debochou, estalando a língua enquanto cessava sua risada. – E sermos apenas gêmeos nem é uma justificava que faz sentido!

- Eu vou embora daqui... – o garoto revirou os olhos, se levantando de seu lugar e logo sendo puxado para ele outra vez por Rose.

- Não, pode sentar aí. Começou, agora termina – Ashley cruzou seus braços sob seu peito e o encarou de olhos estreitos. – Pode nos contar, o que você quer conosco? Não vamos rir, certo Rose?

A garota deu de ombros como se aquilo não fosse nada demais e assentiu ao encarar o irmão que permanecia de olhos estreitos em sua direção.

- A gente tenta. Se for muito idiota, batemos em você.

Benjamin revirou os olhos, por mais que já esperasse aquele comportamento das irmãs. Deveria estar pronto para isso.

- Okay, eu já conversei com a mama e ela até me deu algumas ideias de flores e de umas coisas bem legais... Tem até poemas se eu quiser... – Ben começou, engolindo em seco em seguida e abaixando seu olhar de forma envergonhada. Rose e Ashley se encararam de forma atenta, por mais que soubessem no fundo o que toda aquela enrolação significava. – Eu quero pedir a Lex em namoro.

Rose respirou fundo e Ashley o encarou com seus olhos claros de maneira estreita. O garoto fechou os olhos, suspirando e aguardando as gargalhadas. Pensando se deveria pedir ajuda para Savannah agora ou depois de comprar as flores.

- A gente bate nele agora ou depois de ajudar ele? – a voz de Rose o fez abrir os olhos imediatamente e sorrir de forma idiota na direção das irmãs que ainda se encaravam de forma pensativa.

- Depois, eu tenho algumas ideias e temos que começar isso bem cedo. Vai ser o melhor pedido de namoro do mundo! – Ashley exclamou, juntando suas mãos e seus dois irmãos por alguns segundos tiveram medo do brilho em seu olhar.

Soava quase que assassino.

Benjamin não se importou naquele momento, ele quase quis gritar daquela forma fina que Ashley fazia quando via alguma coisa que ela gostava na promoção, mas se conteve. Ao invés disso, ele apenas levantou da cadeira da forma mais elegante que conseguiu e fez uma expressão séria.

- Então suponho que deveríamos partir agora, senhoritas – murmurou com uma voz engraçada e fez uma careta quando seu ouvido latejou ao ouvir Ashley gritar, pulando de sua cadeira em seguida puxando Rose consigo.

- Espera... Minhas panquecas... – Rose murmurou com uma careta em seu rosto a medida que seus irmãos a puxavam para longe dali, a fazendo gemer em desgosto. – Já estou me arrependendo disso...

[...]

Era como se o mundo estivesse pulando ou então um pequeno furacão tenha entrado no seu quarto e agora quisesse quebrar a cama. Ela não sabia muito bem como discernir tudo aquilo, mas bem, considerando suas opções, ela dormia no mesmo quarto que quatro furacões.

Sua cabeça estava doendo um pouco, ainda tinha noção que deveria ser bem cedo, mas seus filhos pareciam ter algum tipo de pilha por dentro e nunca estavam cansados na hora em que queria dormir.

Ela passara a noite conversando com Camila sobre assuntos que nem mesmo se importava, eles nem ao menos faziam sentido, ela apenas queria escutar a voz da latina e por isso, nesse exato momento, sentia sua pálpebras pesadas e só queria continuar dormindo.

- Tyler... – resmungou inconscientemente tentando agarrar as perninhas que faziam toda aquela bagunça e escutou uma risadinha diferente da voz divertida de seu pequeno e principal furacão. Abriu apenas um olho, espiando por entre os travesseiros e pode ver pezinhos e perninhas pequenas completamente descobertos enquanto o causador de tudo aquilo parecia usar apenas uma blusa de desenhos e uma cueca do Bob Esponja. – Tommy!

Sua risada contagiou o pequeno que caiu sobre sua barriga e logo seus olhinhos estavam presos sobre os seus de uma maneira que quase chegava a assustar.

Tommy fez uma careta desviando o olhar, seu rostinho parecendo concentrado em algo enquanto ele olhava para o lado.

- Di... a – o garotinho murmurou de maneira cuidadosa, voltando seu olhar para ela e fazendo com que um sorriso enorme surgisse em seu rosto. – Mom!

- Oh bebê... – Lauren murmurou de maneira boba, se inclinando para frente e deixando inúmeros beijos sobre o rosto de seu garotinho que não conseguiu frear sua gargalhada. – Bom dia!

Tommy sorriu, daquela forma inocente e apaixonante que ele sorria quando lhe olhava. Lauren se sentia sempre tão incrível por vê-lo sorrir. Talvez a falta de palavras de seu filho fosse apenas para encontrar o momento certo. Palavras são importantes demais para dizê-las simplesmente de qualquer maneira.

- Mom – o pequeno chamou fazendo uma carinha séria antes de entregar um pequeno papel amarelo e dobrado em suas mãos. Ela mordeu de leve seu lábio inferior, ainda mais por já saber o que aquilo significava e porque Camila parecia ter estranhamente desaparecido nesse momento.

- Hm, cadê a mama, ein bebê? – perguntou enquanto abria a folha e Tommy apenas balançou seus ombrinhos, como se não tivesse mesmo noção de onde estivesse Camila naquele momento.

Lauren riu, negando com a cabeça e finalmente se pôs a ler atentamente as palavras escritas de maneira desleixada e apressada sobre a folha entre seus dedos.

Como te amo?

Amor, não posso te falar

Pois esses números não sou capaz contar.

 

Como te amo?

Querida, olhe para a água do mar

Tente explicar a imensidão do céu

Por você, é impossível medir meu amar.

 

Como te amo?

Eu nunca saberei como dizer

Palavras parecem tolas para descrever

A forma como amo você.

 

Como te amo?

Ainda estou a aprender

Amo-te com toda força que minha alma pode ter

Amo-te o mais profunda que posso ser

Amo-te o que nunca poderei dizer

Amo-te da forma mais pura para encontrar.

 

Como te amo?

Querida, pergunte as estrelas do mar

E as águas do céu

Pois eu nunca saberei como te falar.

- Quem quer panqueca? – a voz animada de Camila entrou pelo quarto enquanto ela, Olivia, Chris, Tyler e Harry empurravam um carrinho com o café da manhã em sua direção na cama, sorrindo ao lhe ver acordada. – Hey Lo, o Tommy te acordou? Eu fui buscar a Oli e o Chris no quarto das meninas e então resolvi pedir o café... Lo?

A voz da latina pareceu diminuir alguns oitavos ao observar sua expressão, ela ficou de repente séria ao lhe ver séria. Por mais que Lauren quisesse se jogar nos braços daquela mulher e chorar como um bebê porque aquela era uma das coisas mais lindas que havia visto, o máximo que fez foi fechar sua expressão.

- Mommy, tá tudo bem? – Olivia perguntou de maneira preocupada enquanto caminhava até a cama e se sentava ao seu lado, a hispânica assentiu para a filha que sorriu facilmente.

- Foi tudo ideia da mama! – Tyler e Harry exclamaram juntos, de repente em pânico, fazendo com que Camila abrisse sua boca em indignação e Lauren gargalhasse de maneira gostosa.

- Calem a boca, anões – Camila resmungou deixando um tapa fraco na nuca de seus dois filhos e causando uma pequena risada em Chris um pouco mais atrás. – Bom dia, rainha. Aconteceu alguma coisa? Olha, se ainda for sobre os garotos, eu já conferi e eles estão no quarto do Draco e até parecem bem alegres, os outros saíram para ajudar o Ben em alguma coisa. – a latina respirou fundo, tomando fôlego e fazendo uma careta enciumada em seguida. – E o Lou deve estar se agarrando em algum lugar com o...

- Camila. – Lauren chamou rindo de toda a afobação da latina que parecia se perder em suas próprias palavras. – Deixe o Louis, ele já está bem grandinho.

A latina resmungou alguma coisa que não fez o menor sentido que fez com que seus filhos rissem de sua expressão raivosa. Até mesmo a própria mulher riu, negando com a cabeça em seguida e voltando seus olhos para Lauren.

- Está tudo bem...? – perguntou de maneira temerosa, deixando o carrinho de lado e caminhando até a cama, se sentando na beirada dela e apoiando sua mão sobre a coxa da morena. – Ainda está com sono? Fomos dormir bem tarde ontem... Se quiser eu posso ficar com as crianças um pouco e deixar você dormir mais, mas logo aviso que não por muito tempo porque às vezes eles me deixam louca e posso ser facilmente presa enquanto eles destroem o...

Lauren não pode evitar sorrir em adoração quando viu que a latina estava se perdendo outra vez de todo o foco, falando sem parar em uma cara demonstração de nervosismo e preocupação. A hispânica mordeu de leve seu lábio inferior, percebendo que Camila nem ao menos olhava para ela enquanto falava, deixou Tommy de lado e se inclinou na cama, engatinhando na direção da outra mulher lentamente, pegando seu rosto a fazendo se calar e em seguida colando seus lábios delicadamente.

Beijar Camila nunca perderia toda aquela mágica, por mais tempo que tivessem passado juntas. Sempre sentiria aquele frio característico na barriga e toda aquela explosão de sentimentos em seu corpo nunca cessaria.

Beijar Camila era como ir ao céu e ao inferno em questões de segundos. Era como se todo o mundo sumisse naqueles pequenos minutos fazendo com que tudo se resumisse a elas. Era como se sua alma estivesse finalmente completa, como se suas células se unissem a cada célula da latina e as duas formassem apenas uma.

Beijar Camila era como voltar no tempo, ao princípio de tudo em cima daquele prédio que era o favorito de Camila, mas se tornara em pouco tempo o seu também. Era simplesmente como ser a Lauren, jovem de novo, sem preocupações e sem nada. Apenas a Lauren que era da Camila.

- Mom! – Tommy exclamou de repente chamando a atenção da mais velha enquanto puxava com força seu moletom, tentando a afastar de Camila o máximo que suas mãozinhas conseguiam. – No!

Lauren gargalhou, se separando de Camila e encarando o filho caçula que tinha um bico enorme nos lábios e uma carinha brava. A hispânica negou com a cabeça, se abaixando apenas para pegar o garotinho no colo outra vez e o encher de beijos.

- Ma! – o garotinho exclamou balançando as perninhas e os bracinhos como se pedisse socorro. “Ma” era como Camila era chamada, era indiscutivelmente adorável na opinião da latina, por mais que fosse apenas um sílaba.

- Tommy não gosta das mamães juntas? – Olivia perguntou confusa e ganhando a atenção das adultas de repente. – Mas é tão bonito!

- O que é bonito, Oli? – Harry perguntou de maneira curiosa ao se aproximar da irmã, apoiando seus bracinhos sobre a cama.

- A mommy e mama se beijando, é bonito Hazz! – a pequena exclamou sorrindo docemente e Camila se derreteu um pouquinho antes de engasgar com o ar e arregalar seus olhos.

- Não é bonito, filha! – a latina disse de maneira afobada fazendo Lauren rir outra vez de sua expressão desesperada. – Você só faz depois que encontra sua pessoa e por obrigação! É muito nojento!

- Mas a Ash disse que é bom beijar... – a garotinha murmurou outra vez com uma carinha de confusão adorável e Camila prendeu sua respiração arregalando seus olhos em seguida.

- Eu vou deixar sua irmã de castigo até ela terminar a faculdade!

- Camila!

A latina bufou, inflando suas narinas e com seu rosto completamente vermelho. Lauren apenas sorriu, negando com a cabeça e a puxando pela mão para se sentar ao seu lado na cama.

- Vamos tomar o café da manhã... Tyler, Chris, venham aqui também – sorriu na direção dos filhos e os pequenos correram em sua direção, pulando em cima de Camila no segundo seguinte fazendo com que a expressão emburrada sumisse de seu rosto dando lugar a um sorriso.

- Eu posso comer panquecas, mommy? – Chris perguntou de maneira adorável e Lauren acariciou seus cabelos delicadamente com um sorriso em seus lábios.

- Claro que sim, meu amor – a hispânica disse de maneira doce e Chris sorriu animado. – Só pegue uma para você rápido antes que sua mama acabe com todas.

-Hey! – Camila exclamou de maneira indignada, com sua boca ainda cheia de panqueca o que apenas fez com que seus filhos e Lauren rissem de sua cara. – Estão mesmo muito boas...

[...]

Vitor franziu o cenho ao olhar por todo o restaurante do hotel após acordar naquela manhã congelante e descer correndo naquela direção – após um banho quente e com roupas mais quentes ainda, claro. Porém, aonde quer que seus olhos fossem, não havia nem um sinal de Ashley.

Na verdade, não havia nenhum sinal de alguém da sua família que não fosse Lexa tomando café da manhã com suas mães e uma cara emburrada no rosto.

- Oras, onde estão todos? – perguntou ao se sentar ao lado de sua irmã gêmea e receber um sorriso doce de sua mommy e uma expressão irritada de Dinah por roubar seus bacons.

- Se pegar alguma coisa minha outra vez eu quebro sua mão, abusado – a polinésia resmungou negando com a cabeça e pegando um gole de seu suco. – Só está interessado na barbie Cabello-Jauregui, nem ao menos me engane.

- Bom dia para você também, mama – o garoto cumprimentou acenando com a cabeça e um sorriso no rosto. – Bom dia mommy, Lex.

- Bom dia, querido – Normani sorriu e Vitor sorriu de volta em sua direção. – Seu irmão saiu com Louis e Luke está no quarto de Draco junto com Emma, enquanto aos outros, eu realmente não sei.

Vitor conteve sua risada ao lembrar do irmão mais velho que estava em um castigo dentro de outro castigo, admitia que o que eles haviam feito era de fato hilário, mas era ainda mais hilário que eles haviam se ferrado.

- Nos abandonaram aqui... – Lexa resmungou com um pequeno bico em seus lábios fazendo o irmão rir. – Benjamin e as meninas desapareceram quando eu desci, por mais que Rose tivesse me pedido ontem para acordar cedo e as encontrar. Porém, estamos sem celular, o que significa que não posso perguntar a ela onde estão.

- Nem ao menos nos olhe com essa cara, filha – Normani disse de maneira divertida e Lexa revirou os olhos, irritada. – Sabem porque estão sem seus celulares e continuarão assim por um bom tempo, nem adianta reclamar.

- Mas, mommy...

- Não, Lexa – Normani murmurou séria e a garota desistiu, cruzando seus braços e bufando. – Por que você e o Vitor não ficam um pouco juntos? São tão distantes e separados que às vezes nem parecem que pertencem a mesma família e ainda mais são gêmeos. Não veem seus primos? Eles são muito mais unidos para tudo. Tanto que os deixaram aí e saíram para fazer algo.

- Ouch, não seja tão má, mom – Vitor resmungou formando um bico em seus lábios e Dinah o acertou com um pedaço de bacon seu. – Aí, mas não era para eu ficar longe da sua comida?

- Mas eu ainda posso jogar ela em você – a mulher deu de ombros fazendo com que o garota franzisse o cenho em confusão. – Você e a Lex podem mesmo passar um dia juntos, unirem laços e isso aí. Você é um péssimo irmão já que não a protegeu daquele projeto de Cabello.

- Dinah!

A polinésia revirou os olhos quando Normani a deu um tapa fraco no braço e bufou, sabia que talvez Benjamin não fosse lá uma má pessoa, mas Lexa ainda era sua princesinha.

- Mas eu realmente acho que a gente deveria ter ameaçado mais ele com o sabre de luz, Moni – resmungou de maneira infantil e a mulher ao seu lado apenas riu, negando com a cabeça.

- Que tal uma maratona de filme no meu quarto? – Vitor perguntou sussurrando, se inclinando na direção de Lexa com um sorriso. – Está muito frio lá fora e teremos o quarto todo sem interrupções porque o Tom e o Luke não vão para lá mesmo. E ainda tem o serviço de quarto, podemos ferrar com a conta da mama.

A morena ao seu lado o encarou com um sorriso sapeca no rosto e os olhos claros brilhando em empolgação.

- Parece uma boa ideia.

Vitor assentiu, pegando sua mão e levantando da mesa com um sorriso no rosto.

- Vamos seguir o conselho de vocês e passar um dia juntos – o adolescente disse com uma pose séria, atraindo a atenção de suas mães que arquearam as sobrancelhas parecendo surpresas. – Vamos estar no meu quarto qualquer coisa, porém não nos chamem. E se o Tom aparecer com o Louis, ele não pode entrar.

- Okay... – Normani murmurou para o nada já que no segundo seguinte seus filhos saiam correndo em direção ao elevador parecendo animados, a mulher encarou sua esposa ao seu lado que apenas deu de ombros e depois sorriu de maneira sapeca.

- Pelo menos temos o quarto só para nós...

[...]

Flores pareciam sempre iguais para ela observadas por cima e de uma maneira um pouco tola. Não que pudesse ser culpada, ela apenas não se importava completamente em saber o significado de cada uma delas. Por mais que fosse bastante útil olhando agora, ela poderia dar uma flor para alguém mandando ele se ferrar e mesmo assim a pessoa a adoraria.

- Do que está rindo? – a voz de Savannah perguntou divertida atrás dela e apenas deu de ombros, olhando para a variedade de cores e espécies a sua frente com os olhos brilhando.

- Flores podem dizer tanta coisa... – Avril murmurou, um sorriso um pouco diabólico desenhando seus lábios o que fez com que a morena atrás de si gargalhasse com vontade.

- Que mente perversa a sua – a morena acusou e a outra apenas deu de ombros perante isso.

- Por que mesmo nos metemos sempre nessas coisas de ajudar os outros em pedidos? – a loira que perguntou dessa vez, se virando na direção da mais nova e a agarrando pela cintura deixando seus rostos extremamente perto.

- Acho que é uma espécie de karma, mas tudo bem... É a nossa família – Savannah respondeu de maneira doce, o que fez com que Avril apenas sorrisse ainda maior em sua direção. A mais velha pode apenas sorrir em adoração na direção da garota, deixando um pequeno e delicado beijo na ponta de seu nariz.

- E por que sempre flores? – Avril tornou a perguntar quando a namorada (e era tão bom o quanto aquilo soava para ela) se afastou de si para voltar a encarar as flores.

- Essa eu nem ao menos sei responder – a mais nova murmurou dando de ombros e sorrindo. – Elas parecem todas iguais para mim... Você lembra quais ele pediu?

- Sim! – a loira exclamou orgulhosamente, se movendo em meio à floricultura como se procurasse uma flor em específico. Assim que a achou, se aproximou de Savannah outra vez estendendo uma delicada tulipa vermelha em sua direção. – Amor verdadeiro e eterno. – murmurou o significado encarando fixamente os olhos da mais nova que sentiu suas bochechas queimarem diante de tamanha intensidade, mas logo teve seu contato quebrado quando Avril voltou a se mover pelo lugar retornando em segundos. – Orquídea branca, amor puro. – recitou outra vez com um sorriso torto nos lábios. Ela se inclinou um pouco por sobre Savannah, apenas para que pudesse alcançar outra flor. – Clássica rosa vermelha, tão brega... Amor e paixão. – suspirou, cheirando a flor antes de oferecê-la a Savannah para segurá-la junto as outras flores. – Rosa amarela, amizade... Já que a história de Ben e Lexa começou em meio a uma amizade, mas se quer saber... Também quer dizer segundas intenções, malícia. – pegou a flor um pouco mais atrás e riu. – Por fim, cravo vermelho... Amor vivo, admiração.

- São significados lindos – Savannah sorriu envergonhada ao pegar a última flor e Avril apenas deu de ombros.

- A mama me ensinou um pouco sobre eles e o Ben me disse também, acho que vai ser bastante legal tudo isso.

A morena mais nova assentiu com a cabeça, suspirando de leve e sentindo os diversos cheiros que as flores em suas mãos possuíam.

- Tenho certeza que irá, tomara que ela diga sim.

- Ela vai dizer, a Lexa é doida pelo nosso irmão – Avril riu, negando com a cabeça e dando de ombros antes de se inclinar outra vez em direção de outra flor e se virar na direção de Savannah. – Crisântemo vermelho, eu te amo.

- Eu achei que as flores haviam acabado... – Savannah murmurou com as bochechas em chama e a outra apenas sorriu.

- Elas acabaram – mordeu de leve seu lábio inferior antes de se inclinar na direção da garota e colar seus lábios aos dela.

[...]

Louis sorriu de leve, sentindo suas bochechas corarem ao andar pelo enorme shopping de Calgary de mãos dadas com Tom. O garoto de cabelos coloridos queria apenas andar, fugindo de todas aquelas pessoas e não queria realmente que eles caíssem no plano de Benjamin.

- É quase seu aniversário, Lou – Tom murmurou com uma voz suave ganhando a atenção de Louis no mesmo segundo que sorriu de leve, assentindo.

- É quase Natal, Tom. – corrigiu por mais que o de cabelos coloridos não se importasse muito com isso.

- Papai Noel já trouxe meu presente – o Hamilton-Hansen disse com um sorriso sapeca em seus lábios que fez com que Louis revirasse os olhos rindo, mesmo que suas bochechas estivessem extremamente coradas.

- Você sabe... Eu nunca fiquei com nenhum cara antes – engoliu em seco de maneira receosa e Tom apenas assentiu, olhando para ele com os olhos brilhando e sorrindo.

- Você sabe... Eu gosto de você desde sempre, eu não me importo em ser paciente – sorriu de lado e pela primeira vez na vida Louis pode observar a forma adorável com que as bochechas de Tom ficaram vermelhinhas. Em toda a sua vida, ele nunca vira aquele garoto corar.

- Oh meu Deus... Você está vermelho – murmurou em diversão e observou como Tom soltou sua mão, irritado enquanto formava uma careta irritada no rosto. – Tom!

- Não estou vermelho – resmungou, cruzando seus braços e Louis riu, se aproximando dele e o abraçando pela cintura, sem se importar se estavam em público ou não. Ele tinha certo medo sim de tudo aquilo, mas estava tudo bem, era Tom.

- Você fica lindo vermelho... – sorriu de lado e Tom riu, revirando os olhos outra vez e o abraçando de volta.

Tom, por dentro, agradecia profundamente por Louis não se importar em demonstrar todo aquele afeto em público – ele mesmo sabia o quanto as pessoas poderiam ser más por causa disso – e o estar abraçando tão apertado daquela maneira naquele momento. Era tão... bom.

[...]

Lexa bufou irritada, olhando para o teto do quarto de Vitor com uma careta extremamente irritada em seu rosto. Não havia visto Benjamin no hotel durante todo o dia e estava realmente furiosa por isso. Não que ela fosse grudenta, realmente não era, mas queria ter passado pelo menos algumas horas de seu tempo com aquele paspalho e não havia nem sinal dele em todo o lugar.

Quando aquele... Bem, quando ele aparecesse, ele estaria ferrado.

Ela e Vitor já deveriam ter visto pelo menos cinco filmes diferentes com histórias completamente distintas – não que seu irmão gêmeo soubesse o significado daquela palavra – e mesmo assim não havia nem ao menos sinal de Ben ou qualquer um de seus irmãos.

Cabello-Jauregui’s (e Tom) juntos em um prol comum não deveria ser uma coisa boa...

Do outro lado da porta e com uma careta no rosto enquanto encarava Savannah, os pensamentos de Avril nem eram assim tão diferentes do da pequena Hamilton-Hansen. A loira só conseguia pensar que esganaria seu irmão mais novo assim que o visse por a meter naquele plano estúpido.

Já não bastava ter que ajudar sua mama, agora tinha que ajudar Ben também?

Savannah apenas revirou os olhos pela irritação da garota e se virou, batendo na porta e ouvindo os barulhos em seguida dentro do quarto, algum xingamento de Vitor e logo a porta era aberta por uma Lexa com os cabelos um pouco desarrumados e um pouco afobada.

- Olha, existe algum Cabello-Jauregui no hotel, Vitor! – exclamou para o irmão que estava estirado no chão do quarto, já que quando levantara da cama acabara derrubando tudo consigo, inclusive o garoto.

- É a Ash? – Vitor perguntou de volta fazendo com que ela revirasse os olhos e lhe mostrasse o dedo do meio. – Então não é a Ash?

- Onde estavam? – se virou na direção das garotas em sua porta que apenas sorriam para ela de maneira divertida. – E cadê os outros?

- Benjamin mandou encomenda – Avril murmurou de maneira debochada antes de estender uma delicada rosa amarela em sua direção a fazendo franzir o cenho.

- Se aquele... idiota acha que eu vou pegar leve por ele ter sumido o dia inteiro por uma flor, ele está...

- Significa amizade – Savannah a interrompeu antes que ela concretizasse seu plano de como degolaria Benjamin. – Porque de acordo com ele, foi através da amizade de vocês que tudo começou.

- Oh.

A exclamação saiu por seus lábios, acompanhada de um sorriso bobo, enquanto seu coração batia descompensado em seu peito pelas pequenas palavras ditas e ela se derretia um pouco por dentro.

- Que gay – Vitor murmurou parado em pé atrás de si e Lexa apenas revirou os olhos, dando uma cotovelada na barriga do irmão. – Ouch, Lex.

- E uma rosa vermelha – Avril disse fazendo uma careta em seu rosto ao estender a flor na direção de sua prima. – Que significa... – a loira fechou sua expressão, se virando na direção de Savannah que sorria divertida. – Eu tenho mesmo que dizer isso?

- Sim – a morena confirmou e Avril praguejou algumas mil vezes e se voltou outra vez para Lexa.

- É a flor mais brega e comum do universo, mas até que tem um significado bonitinho – a loira resmungou fazendo com Lexa gargalhasse em seguida. – Significa amor e paixão, e segundo o paspalho do meu irmão, isso é tudo e muito mais do que ele tem por você.

- Que... fofo – Lexa murmurou com suas bochechas vermelhas e ajeitando seus óculos em seu rosto.

- Ele está te esperando lá fora, Lex – Savannah revelou fazendo com que o pequeno sorriso de canto no rosto da garota se transformasse em um sorriso enorme enquanto ela corria em direção ao elevador apertando o botão, ansiosa.

- Calma Lex, o Ben não vai fugir – Vitor disse ao seu lado, rindo, e a garota apenas engoliu em seco o encarando com seus olhos brilhando. – Jesus, fique calma.

- Eu vou morrer até o elevador chegar...

- É mais provável morrermos dentro do elevador... – o moreno murmurou outra vez fazendo com que a garota revirasse os olhos, mas sorrisse quando as portas do elevador finalmente se abriram.

- Você vem também? – perguntou ao irmão gêmeo que apenas sorriu.

- Claro, a Ash com certeza está lá e além do mais... Eu quero muito ver isso.

[...]

Benjamin estava pulando em seu lugar em ansiedade, o frio nem ao menos o incomodava tanto. Ele apenas queria que sua garota ultrapassasse logo aquela porta e fizesse seu coração bater como louco como ela sempre fazia.

- Por que mesmo eu tenho que usar essa roupa? – perguntou na direção de Ashley enquanto puxava sua gravata de maneira desconfortável, era como se ela estivesse o sufocando.

- Porque é fofo – sua irmã respondeu sentada sobre Rose que estava jogada nas escadas do hotel. Segundo Ashley, não queria molhar ou sujar sua roupa e Rose... Bem, Rose não ligava.

- Ela tá demorando... – murmurou impaciente e Rose revirou os olhos virando a página de seu livro outra vez.

- São muitos andares até aqui, aquiete-se – resmungou de volta, por mais que não estivesse olhando diretamente para seu irmão.

- Vocês acham que vai dar certo? – o garoto tornou a falar fazendo com que Rose fechasse seu livro com força e fechasse seus olhos, irritada.

- Cala a boca, Ben – as vozes de Ashley e Rosalie se uniram para dizer fazendo com que Benjamin se sentisse ligeiramente ofendido.

- Claro que vai dar certo, fique calmo – Ashley murmurou deitando sua cabeça sobre o ombro de Rose que agora encarava seu irmão mortalmente.

Benjamin apenas bufou, revirando os olhos e voltando a se mexer inquieto em seu lugar enquanto esperava Lexa. Estava tão ansioso que achava que ele poderia explodir a qualquer momento.

- Olá... – a voz doce murmurou fazendo com que ele parasse de olhar seus sapatos e erguesse seu olhar rapidamente, dando de cara com Lexa com uma carinha confusa que ele julgou adorável. – O que você está vestindo? – a garota perguntou de maneira divertida, um sorriso em seu rosto antes de mudar de repente para uma careta. – E onde diabos estava o dia inteiro?

- Olá... – Ben murmurou de volta, agradecendo aos céus por não ter gaguejado. – Tudo bem, eu posso explicar tudo, não se irrite comigo, okay? – perguntou calmamente e observou a forma como ela assentiu ainda com os olhos estreitos e de como Vitor riu de sua cara mais atrás. – Lex, eu sou apaixonado por você desde os meus sete anos, da época que eu ainda nem entendia direito o que era amar e só queria brincar com você todos os dias e dormir na sua casa. – revelou mordendo de leve seu lábio inferior, se aproximando da garota e tirando de suas costas as poucas flores que possuía em mãos. – Com onze anos, eu finalmente me toquei disso quando disse para mim que aquele garotinho da sétima série era bonito e eu taquei meu estojo “sem querer” na cara dele no dia seguinte. E eu queria passar todos os dias que virão com você, me divertir ao seu lado e te fazer sorrir... Meu Deus! Quando você sorri! O mundo inteiro para só para te ver sorrir, Lex. Você é a garota mais linda que eu conheço e eu pareço viver em uma casa de supermodelos, você é a estrela mais linda que eu já vi. E sua risada... Quando você ri parece que tem milhares de borboletas africanas habitando em meu estômago. – Benjamin sorriu de leve, sentindo suas bochechas ficarem ainda mais vermelhas. – E eu tenho essas flores em minhas mãos. Orquídea branca porque eu te amo da forma mais pura que eu achei que nunca amaria alguém, tulipas vermelhas porque eu te amo te forma verdadeira e eu não acho que isso se pode acabar. Cravo vermelho porque eu te respeito, eu te admiro, você é a pintura mais linda que eu já vi em toda minha vida e meu amor por você é vivo e nunca morrerá... E eu tenho essas flores em minhas mãos, Lex – repetiu outra vez, sentindo seu coração bater tão forte que parecia tampar seus ouvidos. – E eu preciso saber se você vai as deixar morrer ou as deixar crescer. Você aceita namorar comigo?

Por alguns segundos, houve apenas silêncio. Os óculos de Lexa parecia embaçado pelas pequenas lágrimas que escaparam, sua voz parecia ter sumido e ela não sabia como agir. Não sabia onde estava e nem ao menos o que fazer, apenas sabia que Ben estava ali a sua frente e estava a pedindo em namoro.

De repente, toda a raiva que sentiu por ele sumir durante todo o dia se dissipou. Toda aquela vontade que tinha de bater nele por isso mudando para a vontade de bater nele mais ainda porque ele era tão fofo!

- Meu Deus... – a morena Hamilton-Hansen murmurou não sabendo o que dizer, mas sorrindo de leve na direção do garoto antes de puxá-lo pela gravata e o beijar com fervor. – Lógico que sim, bobo! Sim!

- Isso foi quase fofo... – Rose disse entre risadas ao observar os dois abraçados e Benjamin ter que se virar de alguma forma para poder colocar o delicado anel prateado no dedo de Lexa.

- Isso foi tão gay – Vitor exclamou rindo da mesma forma que ela, enquanto puxava Ashley para fora de seu colo e a loira quase gritava para agradecê-lo.

- Estou pensando... – uma voz que não deveria soar, de repente soou fazendo com que todo o corpo de Ben travasse em seu lugar e ele prendesse sua respiração ao encarar Dinah parada na entrada do hotel com uma expressão nada boa. – Eu devo te matar enforcado com essa gravata ou todas essas flores na sua garganta?


Notas Finais


eita
como estamos? todos bem?
o que acharam?
enfim, focus on me agora. parem de sofrer e voltem aqui rapidinho, como vocês sabem (ou não sabem porque tem memória curta), além do aniversário do Louis, o aniversário do Chris também está se aproximando na fic... vai ser uma festa a fantasia, que interessante...
MUHAHAHAAHA
vamos lançar um pequeno desafio/game para vocês... espero que estejam lendo isso. eu tenho duas perguntas nas mãos e eu tenho um prêmio também, então se preparem.
primeira pergunta: qual será a famosa fantasia que camren, norminah ou ally usarão nessa tão sonhada festa? não precisa acertar as cinco, apenas uma das três opções que eu dei
segunda pergunta: quem imaginam que será o próximo e esperado personagem a desencalhar na fic? hm? essa é legal
e o prêmio, bem, a vencedora (ou vencedor, vai saber) terá seu momento de glória dentro da fanfic. YEAH! ISSO MESMO! VOCÊS VÃO ENTRAR NO UNIVERSO DE TREZE. e muito melhor que isso... terão a oportunidade de ficar com a Rose durante o capítulo (por mais que eu esteja enciumada pela minha filha, tudo bem né) e eu bem sei que vocês são loucos por ela kkkk
vão tentar a sorte?
enfim, boa sorte a todos e isso é tudo!
até mais amoras, o próximo é com a pequena... beijinhos e eu amo vocês!
xoxo


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