História Treze é Demais! - Capítulo 33


Escrita por: ~ e ~lavignizer

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Palavras 9.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus filhotes!
Para aqueles que ficaram acordados esperando pela att, eu peço perdão pela demora. Eu apenas nunca posso dar 100% de certeza da hora que vou postar, é muito imprevisível. E eu realmente pensei que não teria muito o que dizer nesse capítulo, mas como sempre eu cai do cavalo. As ideias foram surgindo, as palavras... E quando eu percebi já estava nas 9k e eu já havia completamente mergulhado nesse universo.
Isso sempre acontece com 13.
Enfim, espero que mesmo assim, vocês curtam o capítulo e tirem o melhor dele!
Boa leitura ^-^

Capítulo 33 - Happy New Year


Fanfic / Fanfiction Treze é Demais! - Capítulo 33 - Happy New Year

Voltar para uma rotina nem sempre é animador. Ainda mais se colocarmos em conta o quanto isso pode ser monótono e vazio, o que muitas vezes nos deixa cansados, desencorajados e entediados. No entanto, se pararmos para pensar, a vida perderia toda a graça e o sentido se fosse vivida em uma festa eterna. Não sei dizer no que vocês acreditam e nem dar certeza de nada, mas gosto de pensar que as nossas vidas foram criadas com um propósito. Porque as nossas almas não estão tão evoluídas ainda. E quando atingirmos certo patamar de amadurecimento, sim, teremos o privilégio de aproveitar o paraíso com tudo o que temos direito como mérito de nossos feitos. Isso torna as coisas menos duras e afasta boa parte do medo que temos do desconhecido. Assim, cada mínimo passo que dermos terá a sua importância e nos deixará cada vez mais próximos das tão sonhadas férias eternas, por mais difíceis e complicadas que possam ser. Da mesma forma que o nosso lar sempre será o nosso lugar favorito e a nossa rotina aquilo que nos faz sentir útil para o mundo. Sem esquecer do fato de que o nosso lar é feito pelas pessoas que amamos e nos fazem sentir bem, sem elas nada disso existiria e muito menos suportaríamos toda a pressão em que somos sujeitos. Não importando se a sua casa é uma mansão no bairro mais luxuoso da cidade ou uma barraquinha sob a ponte... Só o que vale mesmo são as pessoas que verdadeiramente fazem parte da sua vida e que te aceitam como é, se empenhando no que quer que seja somente para te ver sorrindo. Essas sim são a sua família e constroem o seu lar. E o amor é o mais importante e essencial, seja em sua forma fraternal ou não. E se você não teve o privilégio de conseguir isso em sua casa, não se preocupe. Existe hora para tudo. O tempo e a vida os fará entender, além do fato de que sempre existirá alguém para suprir essa necessidade enquanto eles não forem sábios o suficiente para compreenderem. O aprendizado é lento, mas a vista é estonteante de tão bela.

Se ame. Se aceite. Se cerque de amor. Espalhe o amor. Viva. Sorria. Arrisque. Sem medo de ser feliz. É a sua vida. E tudo se encaixa quando nos esforçamos para isso, por mais impossível que possa parecer.

Não se esqueçam: a tempestade é necessária para que o Sol volte a brilhar.

 

As batidas ressoavam durante longos minutos pelo ambiente freneticamente irritantes. Seus dedos produziam o mesmo som na bancada de mármore da cozinha, podendo ser comparado à alguma fanfarra desafinada. Seus olhos corriam de um lado para o outro com seus movimentos, assim como as palavras que escapavam por sua boca sem pausa.

Camila simplesmente não conseguia parar quieta.

Já era hiperativa normalmente, com a notícia que havia recebido naquela manhã então... Estava à caminho de ter uma arritmia.

- Você não podia ter feito isso, Lauren! – Bradou.

- E por que não, Karla? – A hispânica lhe perguntou calmamente, concentrada em cortar os vegetais para a sua tão amada salada. – Eles são a minha família!

- Exato! – Camila exclamou de olhos arregalados. – Tem ideia de quantos pedaços eles irão me fatiar?!

- Você está sendo uma boba com esse drama todo, Camz – Lauren negou com a cabeça. – Até parece que eles não foram os seus sogros durante todos esses anos... Além do mais, sempre passamos o Reveillon juntos. É tradição da família!

- Mas antes eu não havia sido uma completa babaca com vocês – a latina pontuou. – E se eu já soava frio antes, agora eu infarto de vez!

- Não diga besteiras, Karla Camila – a hispânica se virou enfurecida em sua direção, com a faca ainda entre os dedos. – Anda, bata na madeira!

- Mas, Lo...

- Bate logo na porra da madeira, Camila! – Lauren vociferou impaciente e a latina revirou os olhos ao bater com seu pinho sobre a mesa. – Três vezes!

- Satisfeita? – Desdenhou após cumprir o que lhe foi dito.

- Muito – falou firme, se virando de volta para o seu repolho roxo. – Agora escute, pode ser que eles te deem algum sermão no início. Mas eles te adoram, baby. Não precisa ter medo.

- É impossível não ter, mas eu vou tentar – suspirou pesadamente. – Talvez eu me enfie em uma daquelas gavetas com o Tommy antes que eles cheguem.

- Camila! – Lauren rui, observando o seu caçula sentado no tapete da sala com a sua roupa de dragão, revirando todas as gavetas de uma cômoda que havia ali.

- Sério, eu não sei de onde esse menino tirou essa ideia! – Camila sorriu levemente da forma desastrosa em que o pequeno cambaleava a cada gaveta que ele virava de cabeça para baixo.

- Do DNA, é claro! – Uma voz diferente (mas conhecida) invadiu o local, fazendo com que Lauren sorrisse e Camila ficasse tão pálida quanto papel. – Lauren sempre foi uma criança muito tranquila, pra ela tudo estava bom e poderia dormir em qualquer canto se tivesse a chupeta e seu cobertor. As únicas artes que ela aprontava era querer fuçar em tudo, nas gavetas, nos armários...

- Mama! – A hispânica resmungou, amarrando a cara.

Camila gargalhou, até pousar os seus olhos sobre Clara Jauregui esplendorosamente parada no meio da sala.

- VOVÓ!!! – Os gritos soaram junto ao som de passos apressados, salvando a latina por alguns instantes.

- Eu era apenas uma criança criativa e sonhadora – Lauren resmungou para si mesma, sendo ouvida apenas pela latina.

Camila sorriu e deu a volta no balcão, enlaçando os seus braços pelo pescoço da hispânica e apoiando a cabeça em seu ombro, abraçando-a por trás.

- Aposto que você era adorável, gostosa – falou convicta, lhe beijando o maxilar em seguida e ocasionando um sorriso em seus lábios junto ao rubor em suas bochechas.

Ela simplesmente amava o fato de que mesmo depois de tantos anos, ainda era capaz de fazer Lauren corar com tão pouco.

- PRESENTES?! – Foram atraídas pelo grito eufórico das crianças, se virando em sua direção.

Michael Jauregui, com a ajuda de Taylor e Clara, traziam sacolas e mais sacolas com embrulhos de presentes. Os olhos dos treze netos brilhavam tanto quanto os pisca-piscas na árvore dos Cabello-Jauregui’s. Não demorou muito para que a sala fosse coberta por papeis de embrulho e enfeites junto das vozes animadas que agradeciam incessantemente.

- Presentes, papa? Mama, sério? – Lauren os questionou, indignada. – Quantas vezes terei que dizer pra não mima-los? Tudo o que eles ganham é por mérito. E já basta Camila pra fazer todas as vontades deles.

- Hey! – A latina protestou. – Eu não tenho culpa se eles são irresistíveis como a mãe – beirou o lábio em um bico.

Lauren revirou os olhos e abriu um sorriso em seguida, puxando a latina para que se apoiasse em seu corpo e iniciando um carinho suave em sua barriga sobre a blusa.

- Deixa de ser chata, Michelle – Clara rolou os olhos, fazendo a morena bufar. – São só presentes de natal, já que você não teve a sensibilidade de lembrar da sua família em um feriado tão sagrado e não pudemos entrega-los no dia.

- Para de fazer drama, dona Clara – Lauren riu ao negar com a cabeça. – Passamos a maioria dos feriados juntos e sempre que podemos nós vamos visita-los, apenas precisávamos de um tempo pra nós.

- Viu só, querida? – Mike se pronunciou. – Não precisa dar chilique, elas estão bem. Deixa a menina – Lauren sorriu ao ouvir a fala do pai. – Sem falar que por causa daquela viagem eu não precisei cansar a minha beleza caçando Camila por cada canto dessa cidade.  

A latina engoliu em seco com os olhos saltados nas órbitas e foi dando passos atrapalhados para trás, acabando por derrubar alguns objetos pelo caminho. Gargalhadas estrondosas ressoaram pelo ambiente, deixando Camila vermelha feito uma pimenta. Até mesmo os Jauregui’s riam. Mike particularmente sempre amou botar medo na latina e fazer piadinhas para zombar de suas reações afobadas. Para a alegria do homem, a latina sempre caía em seus papos.

- Nunca vi a mama tão assustada, a não ser quando a mommy fica brava – Louis comentou divertido, brincando com a sua nova filmadora entre as mãos.

- Deve ser um dom dos Jauregui – Rose deu de ombros, praticamente babando nos livros em suas mãos. Por mais que tivesse ganho uma boa coleção de suas mães no natal, livros nunca era demais.

- Com certeza é um dom dos Jauregui – Savannah comentou entre um riso, lançando um olhar para Avril e Emma no sofá.

- E então, não vai abraçar a sua mãe? – Clara disse a Lauren, forçando uma expressão tristonha. – Largue Camila um pouco! Já passa todos os dias com ela, parece até que nasceram grudadas – negou com a cabeça.

- Só você mesmo, mama – a hispânica riu, indo abraçar a mais velha. – Estava com saudades das suas maluquices.

- Quem vê pensa que não é minha filha e não tem o mesmo gênio que o meu – Clara resmungou, causando mais uma risada alta na morena.

- Exatamente, a culpa é sua – acusou.

- Abusada mesmo – a mais velha se afastou com um sorriso divertido em seu rosto. – Tá é precisando de uns puxões de orelha já!

- Fala sério, mãe – Lauren zombou, se afastando e abrindo os braços para a irmã mais nova que conversava animadamente com Ashley. – TayTay! – Exclamou sorridente, mas a garota sequer a olhou, entretida demais no assunto que estava tendo. – Ô pirralha ridícula, ficou surda?!

Taylor riu, finalmente a notando. A loira correu para os braços da hispânica, esmagando-a entre seus braços.

- Como eu senti falta das suas chatices, unibear! – A mais nova confessou, sorrindo abertamente.

- Também senti falta das suas palhaçadas, tiger – Lauren lhe respondeu meio abafado contra os peitos da loira. Queria saber quando foi que eles cresceram tanto. – Mas vai acabar me deixando sem ar desse jeito!

Taylor se afastou rindo, ainda mais ao ver a hispânica com uma mão sobre o peito.

- E eu? Não ganho abraço? – Mike questionou, se fazendo de ofendido.

- Claro que sim, Sr. Jauregui – Lauren lhe respondeu, indo direto para seus braços.

A hispânica se acomodou na enorme barriga do homem (que lhe lembrava algo como um pufe macio e confortável) e apoiou a cabeça sobre o seu peito, sentindo-o beijar sobre o topo de sua cabeça.

- Você já começou a preparar o almoço, filha? – Clara perguntou, sorrindo ao observar o marido com a filha mais velha.

- Estava cortando a salada... – murmurou, rolando os olhos.

- Então eu vou te ajudar porque senão esse almoço não saí – a mulher anunciou, se aproximando para puxar a hispânica pelo braço. – Te conheço muito bem, Lauren. É mais enrolada que seu pai pra arrumar o carro!

- Eu vou ignorar esse comentário – o homem negou com a cabeça. – Até porque ainda tem presentes pros pequenos lá no quintal e eu tenho mais o que fazer.

Após a sua fala foi unânime, todos os mais novos saíram em disparada pela porta de vidro que dava acesso à área de lazer.

- Meu Deus, eu vou fechar os meus olhos e fingir que não estou vendo – Lauren murmurou, olhando para cima. – E saibam que vocês cuidarão de toda a zona que eles fizerem!

 - Somos visitas, não pode fazer isso – Clara deu de ombros. – E já cuidamos de todas as suas bagunças até você sair de casa – Lauren revirou os olhos, sabendo que provavelmente nunca na sua vida a mais velha deixaria de lhe lembrar desse tipo de coisa. – Agora vamos que eu vou te ajudar a fazer aquele frango que você gosta, mas Camila não pode ficar aqui.

- E por que não? – A latina franziu o cenho, confusa.

- Porque queremos que o almoço saía e não que os bombeiros venham nos fazer uma visita! – a mais velha falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o que no caso de Camila era mesmo.

- Isso é um absurdo, eu posso muito bem cozinhar! – A latina protestou, boquiaberta com a quantidade de risadas que soaram após o comentário de Clara.

- Desculpa amor, mas não pode não – Lauren cobriu a boca com a mão para não demonstrar o quanto queria rir.

- Queremos continuar vivos, mama – Avril acrescentou. – Deixa a mommy e a vovó cozinharem, por favor.

- Se eu pedisse uma pizza você não iria reclamar... – Camila resmungou, cruzando os braços sobre o peito.

- Mas não é você quem faz a pizza né! – Avril riu.

- Imagine se fosse, a pizzaria iria falir – Rose completou. – Mas você é uma excelente médica, mama! – Sorriu sem dentes.

- Estão todos contra mim, é isso? – Falou, incrédula. – Okay, também estou de mal de vocês.

- Own, Camz – Lauren se aproximou para puxa-la pela cintura, vendo-a virar o rosto para o lado contrário por pura birra. – Nós resolvemos tudo por aqui, não se preocupa. Você também nem gosta de cozinhar e alguém tem que olhar as crianças!

- Pelo barulho que estão fazendo lá fora... É melhor a senhora se apressar, mama – Benjamin se pronunciou pela primeira vez, com um olhar assustado.

- Oh não, eles vão destruir tudo e depois vai sobrar pra mim – a latina choramingou.

- Eu te ajudo – Mike sugeriu, com um sorriso diabólico em seus lábios. – Assim podemos ter uma conversinha e botar o assunto em dia.

- Eu acho que nã-

- Ah, que isso! – O homem abanou o ar. – Não vai ser incômodo nenhum, Cabello.

Michael caminhou até onde ela estava e passou um de seus braços pelo seu pescoço, obrigando-a a caminhar com ele na direção da saída.

- Mas, Lo... – falou, virando o rosto assustado para fitar Lauren e murmurar um “me salva” por sobre os ombros.

- Se divirta, baby! – A hispânica lhe deu um tchauzinho, se segurando para não gargalhar.

- Bom, eu vou aproveitar os meus sobrinhos – Taylor disse, apertando a bochecha de Tommy em seu colo.

- Você precisa me contar como foi em Londres e como são os ingleses! – Ashley praticamente saltitou sobre suas pernas de tanta empolgação, enlaçando o seu braço no braço livre de Taylor.

- Deixa o Vitor saber dessa sua curiosidade, maninha – Rose ameaçou, arqueando a sobrancelha.

- Se você abrir essa boca eu taco fogo em todos os seus livros – a gêmea lhe mostrou a língua e saiu arrastando a tia para o andar de cima.

- Se fodeu dessa vez, Rô – Draco repousou uma mão sobre o ombro da irmã em forma de consolo, apenas para receber um tapa em seguida.

- Cala essa boca, otário – a loira resmungou, bufando com tanta audácia de seus irmãos. – Eu vou subir pra ler... Me chamem quando estiver pronto! – Avisou, se aproximando da mãe e da avó. – Estava com saudades, vó – beijou-lhe a bochecha antes de se dirigir para as escadas.

- E nós vamos buscar o Tom e a Lexa – Louis informou, dando um tapinha no ombro de Benjamin. – Não demoramos, mom.

- Tomem cuidado e não esqueçam de usar o cinto! – Lauren instruiu.

- E não mexam nesses celulares na rua, pelo amor de Deus – Clara completou, gesticulando nervosamente. – Vocês têm mania de andarem por aí com os olhos grudados nesses aparelhos e nem imaginam os perigos que existem!

- Pode deixar, abuela – Benjamin assentiu, se aproximando para beijar a vó e a mãe. – Não se preocupem.

- Logo voltamos! – Louis as tranquilizou, imitando os movimentos do irmão.

O mais velho empurrou Benjamin para a porta porque se dependesse do garoto ele ficaria ali até meia noite arrumando o cabelo, e Louis estava se corroendo de saudades do Hamilton-Hansen mais velho.

- Ahm, Avril e eu vamos... – Savannah começou, sendo impedida pela loira logo em seguida.

- Vamos para o nosso quarto – Avril se levantou com um sorriso cínico no rosto, entrelaçando os dedos aos de Savannah e a arrastando sorrateiramente para as escadas. – Estudar!

- Mas vocês nem voltaram de férias ainda, meninas – Clara franziu o cenho, sem entender.

- Por isso mesmo vó, queremos voltar com tudo – Avril lhe respondeu, subindo os degraus apressadamente e não dando nenhuma brecha para que Savannah dissesse algo que estragasse os seus planos.

- Nossa, essas sim puxaram Camila – Clara murmurou orgulhosa, com o olhar ainda perdido nas escadas. – Se tivessem puxado você, minha filha... Só iriam querer saber de música e cama.

- Oh, você nem faz ideia do quanto elas me puxaram – Lauren sorriu de lado, negando com a cabeça dos pensamentos bobos que lhe invadiam. – Mais do que deveriam – sussurrou para si mesma.

Emma que era a única que ainda estava ali, mordeu o lábio para não rir, mas foi praticamente uma missão impossível.

- E você, querida? – Clara lhe direcionou a palavra e a garota arregalou os olhos, parando de rir rapidamente. – Não vai com seus irmãos fazer algo mais divertido?

- Eu prefiro ficar vendo você e a mommy cozinhar, abuelita – Emma deu de ombros, se sentando em um dos bancos da bancada. – Assim posso provar primeiro quando estiver pronto e não tenho que aturar aqueles chatos me perturbando.

- São seus irmãos, Luna. Deixa de marra! – Lauren a repreendeu. – Já tínhamos conversado sobre isso... Duvido que ficar aqui comigo e com a sua vó seja mais divertido que fazer algo com eles.

- Eu sei, mom – a garota suspirou derrotada. – Mas eu realmente senti falta da vovó e gosto de passar algum tempo com vocês!

- Deixe a menina, Laur – Clara lhe disse, acariciando a bochecha da neta. – Não há mal nenhum nisso, também podemos nos divertir aqui.

- Argh, tudo bem – a hispânica assentiu, desistindo de tentar. – Se você quer mesmo... Fique então. Mas não vai ficar parada!

- Sem problemas, mom. É só me dizer o que fazer! – Sorriu animada, se postando de pé.

- Descasque as batatas então – Lauren instruiu, pegando o saco onde elas estavam e colocando sobre o balcão. – Mas não use faca, pegue o descascador pra não se machucar.

A garota assentiu e correu até as gavetas em busca do descascador, conectando os seus fones no seu celular e os colocando nos ouvidos ao iniciar a sua tarefa.

- Então, como estão as coisas com Camila? – Clara questionou a Lauren assim que ambas se colocaram para fazer o almoço, ouvindo a mais nova resmungar, pois já sabia que sua mãe lhe faria um questionário completo. – Pensei que tivesse parado de ser trouxa, minha filha.

- Isso aí eu sempre vou ser, mas só por ela – a hispânica deu de ombros. – Durante todo o tempo em que ficamos no Canadá Camila fez de tudo pra se redimir, mama – suspirou ao se lembrar de todos os poemas que havia recebido da latina. – Ela até cantou pra mim!

- Não brinca? – A mais velha escancarou a boca, surpresa. – Camila sequer abria a boca em casa, e agora está me dizendo que ela cantou?!

- Acredite se quiser, mas cantou – Lauren sorriu orgulhosa. – E você sabe a quanto tempo ela não fazia isso... Na verdade, eu nem consigo me lembrar qual havia sido a última vez.

- Então, presumo que isso seja bom – Clara concluiu. – As crianças parecem muito felizes também.

- Muito bom – a morena afirmou. – Ela só estava passando por uma fase difícil e não soube como sair sozinha, sabe como Camila dificilmente percebe as coisas. Quando viu, já está feito – revirou os olhos com isso, pois era uma das coisas que mais lhe dava nos nervos na latina. – Mesmo que tenha sido a pior época da minha vida, eu sinto que ela está arrependida e disposta de verdade a fazer com que tudo dê certo dessa vez. Eu também errei, em não insistir para ajudá-la quando ela mais precisou de mim. Mas não importa, não vou mais deixar ela sair de perto. Nunca mais.

- Você está certa... Não tem jeito, quando o nosso coração escolhe alguém, dificilmente ele aceita um outro ocupando o seu lugar – Clara disse, pensativa. – E todos merecemos uma segunda chance, não é? Temos que saber perdoar.

Lauren murmurou em concordância, concentrada no que estava fazendo e mal notando o sorriso sugestivo que surgiu nos lábios da mais velha no segundo seguinte.

- E o sexo?

- MAMA! – Lauren arregalou os olhos, por pouco não cortando o seu dedo com a faca.

- O quê? Nós nunca tivemos esse tipo de frescura, sempre falamos de tudo – a mais velha falou, mal notando como a hispânica tinha as bochechas em chamas e desejava arduamente que um buraco se abrisse para que ela se escondesse. – E sexo de reconciliação é o melhor, em disparada.

- Mas a Emma está aqui! – Protestou. - Por favor mama, toma jeito.

- Oras, aquele negócio está tão alto que ela não deve nem saber em que país está! – Clara riu alto, olhando para a neta balançando a cabeça no ritmo da música que ressoava em seus fones e concentrada no que estava fazendo. – Anda Michelle, eu quero saber! – Resmungou, agoniada com a demora.

- Você não vai sossegar enquanto eu não falar nada né? – Bufou.

- O que você acha? – Clara rolou os olhos, impaciente.

- Okay... Foi incrível, provavelmente uma das melhores noites que tivemos. Satisfeita? – Levou uma mão a testa, negando com a cabeça.

- Na verdade, não. Sério que só vai me dizer isso? – Clara murmurou, desanimada. – Relaxe filha, eu já lhe ensinei que as melhores coisas da vida é morder, chupar e dar. Não tem porque se envergonhar, todos nós fazemos isso!

- Senhor, eu não acredito que estou ouvindo isso... – Lauren choramingou, escondendo o rosto entre as mãos e ouvindo a gargalhada de Clara ecoar.

- Eu sempre quis saber como vocês se satisfazem dessa forma – a mais velha se encostou na pia, olhando-a de um jeito estranho. – Eu sei que as mulheres são mil vezes mais carinhosas que os homens, mas sério, vocês não sentem falta de algo?

- Ai mãe, diz isso porque você nunca esteve com uma mulher antes! – Lauren negou com a cabeça, rindo.

- Quem disse que não? – Clara arqueou a sobrancelha.

A hispânica começou a tossir como se tivesse arames em sua garganta, os olhos saltando nas órbitas de uma forma assustadora.

- O... O que... Vo-Você...

- Sim – a mais velha confirmou, rindo da cara de espanto da morena. – Seu pai e eu uma vez conhecemos uma-

- NÃO! – Lauren exclamou alto, se afastando com as mãos sobre os ouvidos. – Pelo amor de Deus, não! Eu não quero ouvir isso... puta merda!

- Ah, para de exagerar. Não é nada demais – Clara lhe tranquilizou. – Eu me lembro que ela era muito sexy e sabia bem onde me tocar, não estou dizendo que não foi bom, mas foi melhor com seu pai.

- Calma, eu estou tentando processar essa informação... – a hispânica tinha uma mão sobre o peito enquanto caminhava para se servir de um copo d’água, atordoada com as imagens horríveis que passavam em sua mente. – Por que nunca me disse que você... – gesticulou atrapalhada.

- Que eu sou bi?

- Você é?! – Os olhos claros de Lauren voltaram a se arregalar com a informação e ela afastou a boca do copo para não correr o risco de se engasgar outra vez.

- Eu sinceramente acho que não existe uma mulher cem por cento hétero, mas com tanta merda que têm nesse mundo... Poucas tem a coragem que você e Camila tiveram – a mais velha sorriu orgulhosa para a filha, não escondendo nem um pouco o quanto a admirava. – Eu também não me importaria em me relacionar com uma mulher, mas como eu disse, seu pai foi o melhor – riu, sendo acompanhada dessa vez.

- Ah mãe, acho que foi o melhor porque ele é o amor da sua vida – a hispânica disse, tendo toda a atenção da mãe sobre si. – Você poderia passar uma noite com a Gisele Bundchen e ele continuaria sendo o melhor.

- Mas se eu esbarrasse com a Gisele, uh... – a mais velha se abanou, fazendo com que Lauren gargalhasse. – Está rindo de quê? É a Gisele!

- Eu sei, é que não estou acostumada com você falando assim de uma mulher – parou de rir, com as bochechas coradas pela intensidade das risadas. – Mas sério mama, assim como o papa é pra senhora, Camila é o meu amor e ela me satisfaz como ninguém. Nenhuma outra pessoa conseguiria me fazer sentir como ela faz, seja homem ou mulher.

- Tem razão, minha filha – concordou. – Quando se tem o amor envolvido tudo se torna mais prazeroso e intenso, é sempre melhor. Não tem jeito, mas... Me diz, ela te jogou na parede e te pegou de jeito? Você mordeu aquela bunda enorme, né? Porque eu faria isso!

- Mama! – Lauren a repreendeu mais uma vez. – Está falando da minha garota, sabia? Minha! – Protestou, sendo completamente ignorada pela mais velha que continuava a enchendo de perguntas. Para o seu alívio, no minuto seguinte Allyson adentrava na casa com Shawn logo atrás e Anne em seu colo. – Allyluia! – Exclamou eufórica, correndo para abraçar a loira. – Amiga, não sabe o quanto eu estava com saudades!

- Está dizendo isso só porque eu te salvei da sua mãe, né? – Ally murmurou, rindo baixo.

- Me conhece tão bem! – Lauren repousou as mãos sobre as bochechas ao se afastar, os olhos quase brilhando sobre Ally.

- Oh meu Deus, como essa menina cresceu! – Clara exclamou ao pousar seus olhos sobre Anne. – Está cada dia mais parecida com você, Ally – sorriu para a pequena nos braços de Shawn.

- Sorte dela, não é mesmo? – Lauren provocou o moreno, gargalhando de sua expressão de ofendido. – Sabe que eu te amo Shawn, mesmo com suas cuecas do Batman.

- Ele usa cuecas do Batman? – Clara questionou, boquiaberta.

- Ahm... Eu acho que é melhor eu... – ele murmurou sem jeito, seu rosto tão vermelho quanto um tomate maduro.

- Camila está lá fora com papa olhando as crianças – Lauren o informou, vendo-o respirar aliviado.

- Ah! – Clara disse quando ele já estava na porta com Anne. – Diga ao Michael pra vir buscar as carnes, já estão temperadas.

Shawn assentiu e não demorou mais nem um segundo ali.

- Ele usa mesmo cuecas do Batman? – Clara questionou Ally.

- Bom, Lauren ainda usa pantufas do Scooby-Doo e Camila ama ela, então o que eu posso dizer? – A baixinha deu de ombros, sorrindo debochada.

- Há há, você é tão engraçada, Allyson! – Lauren revirou os olhos. – Esqueceu de citar que você ainda usa o seu pijama da Hello Kitty. Pobre Shawn...!

- Vocês duas me matam de vergonha – Clara riu, implicando. – Talvez eu deva leva-las em um Sex Shop!

- O QUÊ?! – Ambas exclamaram, aterrorizadas.

A mais velha riu alto, se apoiando em Emma que sequer piscava.

- NÃO PRECISAM MAIS CHORAR, A RAINHA JÁ CHEGOU! – O grito de Dinah ecoou por toda a casa.

- Ela realmente tem o dom pra chegar nessas horas – Lauren murmurou e Ally acenou em concordância. – É impressionante!

- Oh, aí está o casal que mais me dá orgulho! – Clara falou, correndo para abraçar Dinah e Normani. – Vocês deveriam ser mais espertas como elas...

- Mama, se eu fosse como elas os seus netos estariam todos largados no meio da rua – Lauren disse, ocasionando uma gargalhada alta em Ally.

- O que quis dizer com isso, lagartixa albina? – Normani lhe questionou ao cruzar os braços.

- Que eu me trancaria o dia e a noite inteira no quarto com Camila e traumatizaria os meus filhos ao ponto de eles preferirem ficar na casa de alguém. No caso dos filhos de vocês, na minha, é claro – esclareceu e Dinah murmurou em concordância, recebendo um beliscão de Normani. – E também, a casa ficaria de pernas pro ar!

- Você quem ficaria de pernas pro ar, branquela! – Dinah pontuou, fazendo com que as gargalhadas voltassem a ecoar.

- Está dizendo que é assim que você fica quando Normani te joga na cama? – Lauren arqueou a sobrancelha. – Toda aberta?

- Olha, depende d-

- NÃO! – A hispânica arregalou seus olhos no mesmo instante. – Eu não quero saber disso, não diga nada!

- Pois eu quero – Clara se intrometeu, recebendo um sorriso enorme de Dinah que a abraçou forte, tirando os seus pés do chão. – Mas depois, agora você vai lá pra fora com Camila, Mike, Shawn e o resto da trupe porque temos um almoço pra terminar e como eu disse à Camila, não queremos uma visita dos bombeiros!

- Eu vou levar isso como um elogio... – Dinah murmurou ao se dirigir para a porta de vidro e parando bruscamente antes de entrar. – Espera aí, Benjamin não chegou com a minha princesa ainda?! Eu vou capar aquele moleque!

- Amor, esqueceu que eles disseram que iriam tomar um sorvete antes? – Normani lhe lembrou, negando com a cabeça. – Logo eles estão aqui.

- Sei bem o sorvete que o Tom quer chupar... – a polinésia sorriu maliciosa. – Mas espero que a minha garotinha chegue do jeitinho que ela saiu, ou um Cabello-Jauregui será assassinado hoje.

- Deixa de resmungar Scooby, parece até uma velha, credo! – Lauren lhe repreendeu. – Vai logo ver se meus filhos ainda estão vivos.

- E você pede isso justo pra Dinah? – Ally questionou.

- Verdade, com ela, Camila e meu pai no mesmo ambiente com certeza vai dar merda – a hispânica concordou. – Mas espero que o Shawn faça algo.

- Todas esperamos – Ally suspirou. – Bom, eu vou começar a preparar a sobremesa! – Bateu palmas, animada.

- Vou te ajudar – Normani sorriu da mesma forma.

As duas saíram entre conversas e discussões até a cozinha, tentando decidir qual deveriam fazer primeiro. Lauren e Clara seguiram o mesmo rumo, mas sendo barradas antes que pudessem continuar o que faziam.

- Mommy, abuela, eu terminei! – Emma informou sorrindo largo ao apontar para as batatas na tigela já completamente descascadas. – O que eu faço agora?

- Vá brincar, querida – Clara lhe disse.

- Vovó, eu já sou bem grandinha pra ficar brincando por aí! – Protestou, cruzando os braços.

- Oh, faça alguma coisa com seus amigos então – sugeriu.

- Mas... E-eles... Eles de-devem es-estar com a fa-família – gaguejou, ficando subitamente nervosa. Ao notar como ela parecia suspeita, pigarreio e recobrou a sua postura. – Não vou ficar perturbando os meus amigos justo hoje, né? Além disso, eu não me importo em ajudar, acho até legal.

Lauren a analisou milimetricamente, sabendo que com certeza havia algo de errado em sua fala. Resolveu deixar essa dúvida para depois, afinal, Emma estava coberta de razão. Era um dia em família.

- Tudo bem, então vá ficar de olho nos seus irmãos – pediu, fazendo careta ao ouvir a gritaria que vinha lá de fora. – Não confio muito naqueles quatro cuidando deles.

Emma assentiu e caminhou calmamente para fora, recolocando os fones nos ouvidos. Lauren a observou até que a garota sumiu de sua vista, martelando em sua cabeça o que poderia estar acontecendo. No entanto, a entrada de seu pai a tirou de seus pensamentos.

- Vim buscar as carnes – Mike informou, sorrindo largo ao se aproximar da cozinha. – Está a maior loucura lá fora, estou até soando!

- Ah, eu posso imaginar... – Lauren murmurou, arqueando uma sobrancelha de forma ameaçadora. – Me diz que você não matou a Camz de susto, pai.

- Que nada minha filha, a única coisa que eu fiz foi contar que agora eu ando com o enferrujadinho em baixo do banco do carro. Preciso estar preparado, não é? Nunca se sabe... – comentou cinicamente.

A hispânica arregalou seus olhos no mesmo instante ao se lembrar que “enferrujadinho” era o nome que o seu pai havia carinhosamente dado ao seu revolver. Não que ele saísse por aí portando armas ilegais, apenas mantinha aquela coisa para assustar bandidos que tentassem lhe assaltar.

- Papa! – O repreendeu, ouvindo-o gargalhar. – Meu Deus, Camila deve estar tremendo até agora... Espero que você reverta isso, Sr. Jauregui! Não quero ficar viúva antes de casar de novo... – murmurou, pensativa.

- Relaxa, Laur – falou calmamente, cantarolando ao se afastar em direção da porta. – Eu só precisava que ela soubesse que se tentasse te magoar novamente, não iria ficar por isso mesmo. Mas você sabe como eu adoro aquela garota... Mil vezes melhor que aqueles feiosos que você namorava!

- Isso foi quando eu tinha quinze anos, papa! – Protestou. – E eles não eram feios... Só eram babacas. Mas quem se importa? Faz tanto tempo que eu não lembro nem os nomes deles.

- Pois eu ainda sou assombrado diariamente com aquele show de horrores!

- Eu desisto – Lauren revirou os olhos, jogando as mãos para o alto. – Já pra fora! – O empurrou para o quintal, bufando ao ouvi-lo rindo.

Lauren voltou para os seus afazeres, tentando ao máximo ignorar as piadinhas nada discretas de sua mãe e fazer com que Ally e Normani não destruíssem nada com suas discussões.

Assim que terminaram, pediram para que Benjamin e Louis (que já haviam voltado) irem chamar os irmãos no andar de cima. As mulheres aproveitaram os mais novos e levaram todas as panelas, pratos e talheres para o lado de fora.

Lauren se viu parada na varanda, apenas observando o que acontecia ali fora. Camila estava abaixada e estrategicamente escondida atrás de um dos pilares, com o dedo indicador sob os lábios pedindo para que Tyler ficasse quieto e não denunciasse os seus esconderijos. Dinah era quem contava, com os braços apoiados na parede do quartinho onde guardavam as coisas da piscina. Todas as crianças riam baixo, escondidas. Do outro lado Mike e Shawn cuidavam das carnes, enquanto as mulheres com a ajuda dos mais novos arrumavam a mesa.

- PRONTOS OU NÃO, AQUI VOU EU! – Dinah anunciou, exageradamente alto.

De um a um, ela foi descobrindo as crianças pois essas não conseguiam ficar sem rir. No caso de Harry e Tyler, as pequenas pedrinhas que eles jogavam em suas costas lhes denunciaram. Os gritos ressoavam ao tempo em que eles corriam desesperados, na expectativa de se salvarem.

Até que ela encontrou Camila.

A latina gritou e correu para a grama, sendo seguida fielmente por uma Dinah eufórica. Ambas gargalhavam enquanto brincavam daquele pega-pega bobo, perigosamente em volta da piscina. Lauren abriu a boca para avisa-las de que aquela não era uma boa ideia, mas era tarde demais.

Dinah escorregou na beirada e Camila se aproveitou para empurra-la, mas o que a latina não contava era que a polinésia iria agarra-la pelo braço. Resultado: as duas submersas.

- Eu não acredito nisso, Dinah! – Camila gritou, indignada ao subir na superfície.

- Quem mandou dar uma de esperta? – Dinah gargalhou alto, jogando uma boa quantidade de água contra o rosto da latina. – Se eu me fodo você se fode junto, trouxa!

- PISCINA! – Tyler gritou, correndo sem ao menos ouvir Lauren lhe chamando.

O garoto pulou na parte rasa da piscina, sendo seguido por Harry, Olivia e Chris.

- Eu. Vou. Matar. Vocês! – Lauren falou entredentes, fechando os olhos e respirando fundo.

As crianças na piscina tiveram seus olhos arregalados, assim como os de Dinah e Camila naquele momento. Olivia não querendo dar sorte ao azar, nadou o mais rápido que pôde até a sua mama e grudou em suas costas feito um filhote de coala.

- Ah, então a mocinha está achando que Camila vai te livrar? – Lauren falou irônica, negando com a cabeça ao vê-la escondendo o rosto nas costas da latina. – Desculpa meu amor, a culpa não é mesmo sua, é dessas estúpidas aí! – Apontou para Camila e Dinah que se entreolharam como se dissessem “Corre!”. – Vocês vão dar banho neles e se alguém ficar doente, eu juro que faço vocês passarem vinte e quatro horas cuidando deles e aguentando os choros!

- Não podemos ficar, nem um pouquinho? – Chris tentou cautelosamente, posicionando o seu dedo indicador e o polegar para enfatizar o que dizia.

- Poderiam se tivessem me ouvido antes de pular aí – cruzou os braços sobre o peito, tentando se acalmar. – Agora eu quero todo mundo fora, tomado banho e sentado ali naquela mesa pra almoçar! E eu ainda estou pensando se vocês merecem sobremesa...

- O QUÊ?! – Chris gritou, nadando habilmente para a escada e sendo seguido pelos irmãos.

- Por favor mommy, a sobremesa não! – Tyler juntou as mãos em frente ao corpo, suplicando e tentando fazer os seus dentes pararem de bater uns contra os outros.

- Dicupa, mom! – Harry inteirou, imitando o gesto do irmão.

- Nunca mais vamos te ignorar, a gente promete, né? – Oli falou, gesticulando entre os irmãos que assentiram freneticamente. – Mas não deixa a gente sem sobremesa, mommy! – Um bico gigante se apossava de seus lábios.

- Eu vou pensar – Lauren disse, sem amolecer sua postura. – Agora fiquem quietos que eu vou ir buscar toalhas. Nem se atrevam a entrar em casa desse jeito!

A hispânica se virou e entrou o mais rápido que pode dentro de casa, voltando com os braços carregados de toalhas. Enrolou cada um em uma toalha e em seguida direcionou o olhar para Camila e Dinah ainda dentro da piscina, cochichando.

- Isso serve pra vocês também – falou, chamando a atenção delas. – Eu não quero nem olhar pra você pra não ter que arrastar a sua cara no asfalto, Jane! Mas tenho certeza que a Mani fará isso pra mim.

- Ah, eu com certeza vou! – A morena vociferou de onde estava, sentada a mesa com o resto do pessoal. – A sua sorte é que essa comida está gostosa demais, mas deixa só eu terminar – estreitou os olhos e a polinésia engoliu em seco.

As duas mulheres saíram cabisbaixas da piscina, com aquelas expressões de vítimas em seus rostos. Lauren jogou uma toalha em Dinah e em seguida abriu a última para Camila, passando por seus ombros e esfregando levemente na intenção de esquenta-la mais rápido. A latina sorriu sem dentes, começando a tremer pelo frio.

- Eu odeio você, idiota! – Lauren revirou os olhos, bufando. Camila forçou um bico tristonho em seus lábios, derretendo a hispânica facilmente. – Argh... Eu odeio quando você faz merda e depois vem toda fofa com essa carinha linda pra me deixar com vontade de te beijar e não de te encher de tapas!

- Desculpa, Lo – murmurou, mordendo o lábio nervosamente. – Não foi por querer, a gente só estava brincando.

- Eu sei – a hispânica suspirou. – Só toma mais cuidado, ok? Não quero ninguém machucado ou doente – a latina assentiu e Lauren a puxou para os seus braços, pegando a toalha para que pudesse secar seus cabelos carinhosamente. – Suba e tome um banho quente com os pequenos, depois desçam pra comer antes que esfrie.

Camila assentiu e se inclinou para grudar seus lábios gelados nos da hispânica, correndo e gritando seus filhos para que entrassem logo. Lauren riu e negou com a cabeça, pensando que as vezes achava que tinha quatorze filhos e não treze.

[...]

A noite havia chego e o cenário agora era outro. Como segundo a tradição da família Jauregui, todos estavam perfeitamente vestidos de branco e acomodados no luau organizado na praia. Havia fogueira, baldes de gelo com bebidas, mesas lotadas de comidas e pessoas dançando com a música alta por cada centímetro de areia. As crianças, é claro, brincavam na areia. Os adolescentes estavam misturados entre seus amigos do colégio e os mais velhos em frente as mesas, conversando. E no caso de Dinah e Camila, comendo. Taylor não havia largado Tommy desde que chegara, porque a loira havia passado um longo tempo fora do país e era muito apegada com o pequeno. Mas teve de disputa-lo com Ariana, assim que a pediatria chegou. Justin e Ariana chegaram atrasados por causa de suas agendas lotadas, mas nem pensaram em furar com eles em um dia tão especial.

- Ok, eu sobrevivi aos seus pais e agora eu estou aturando uma praia por você... – Camila pontuou, sorrindo pretenciosa ao se aproximar de Lauren. – Acho que eu mereço, no mínimo, muitos beijos!

- Ah, você acha? – Lauren sorriu ao arquear a sobrancelha, mordendo o lábio em seguida. – Hmm, não sei... Talvez você esteja sendo uma boa garota.

- Duh, é claro que eu estou sendo uma boa garota! Eu sou uma boa garota! E além disso eu odeio praias, me mataria se tivesse que vir em uma, mas-

A latina disparou a falar, fazendo com que Lauren risse de seu jeito. As risadas, no entanto, morreram nos lábios de Camila, que foram gloriosamente sugados pelos da hispânica.

- Lo... Os se-seus pa-pais! – A latina gaguejou ao se afastar, atordoada. – Seu pai va-vai me encher de ti-tiro... Aqui nã-não!

Lauren rolou os olhos, se lembrando das diversas vezes em que seu pai lhe pediu para não beijar ninguém em sua frente. Era trauma demais para o pobre Michael Jauregui. Contudo, ele já deveria ter se acostumado com isso. Apenas Camila que não deixava de temer.

- Cala a boca, Cabello! – Ordenou, embrenhando seus dedos entre os cabelos da latina e apertando firmemente em sua cintura, a puxando para que voltasse a beija-la.

Camila arfou sobre seus lábios, abraçando o seu tronco e a apertando mais contra si. Uma mão em sua bochecha e a outra nas suas costas, entreabrindo os lábios para que Lauren explorasse o local como bem entendesse. A hispânica sorriu entre o beijo, repuxando seus cabelos ao sugar a sua língua. Camila estava totalmente rendida e entorpecida, de forma que Lauren pode distribuir selinhos, mordidas, chupadas... Até que o ar se esvaísse por completo e seus lábios formigassem.

Se afastaram minimamente e Lauren sorriu ao passar o seu polegar pelos lábios avermelhados e inchados da latina, a abraçando pelos ombros em seguida e afundando o rosto em seu pescoço para beijar uma de suas partes favoritas de Camila, deixando a pele arrepiada.

- Oh, continuem! – Lauren levantou o rosto ao ouvir a voz de sua mãe dizer, daquela forma exaltada que demonstrava que o álcool já estava iniciando seus efeitos no organismo da mais velha. – Eu estava achando lindo!

- Meu Deus, eu não acredito que fizemos isso na frente dos seus pais, Lauren – a latina resmungou, imitando os movimentos da hispânica e se escondendo em seu pescoço.

- Ah, bobagem norinha! – Clara acenou com a mão, como se não fosse nada. – Do jeito que o Michael está, é direto pro cemitério... – Camila arregalou os olhos com a fala da mulher, se agarrando com toda a força que podia em Lauren e ouvindo-a gemer de dor. – Não tem nem necrotério, olhou pra cara dele e morreu... De álcool!

Lauren e Clara gargalharam alto, ainda mais quando Mike começou a fazer uma de suas dancinhas esquisitas com uma garrafa de champanhe na mão.

- Olhe bem e vê se aprende como faz, Cabello! – O homem lhe disse, gesticulando entre eles e começando um de seus passos. – É assim que se arrasa na pista, as gatinhas ficam tudo doidas!

- Como é? – Clara e Lauren disseram ao mesmo tempo.

- Ele quis dizer que as gatinhas ficam doidas, mas só vocês podem ter, não é Mike? – Camila sorriu amarelo, cutucando o homem que ria alto.

- Então você aprendeu? – Lhe questionou. – Faz aí, quero ver se pegou o gingado!

- O quê? – A latina exclamou apavorada, olhando suplicante para Lauren que nesse momento já tinha a sua atenção focada em outra coisa.

- Falando em álcool... – murmurou ao observar Avril, Rose e Ashley no meio de uma rodinha de adolescentes virando um shot de bebida atrás do outro. – Eu vou resolver isso. Cuida deles, Camz.

- Mas, Lo...

Camila ainda tentou, se sentindo ser arrastada por Michael e Clara para dançar enquanto Lauren se afastava e a largava ali.

Maravilha. Choramingou.

 

- Vocês perderam a noção? – Lauren vociferou ao adentrar a rodinha, causando murmúrios descontentes dos jovens que já estavam mais para lá do que para cá. – Pensei que fossem mais espertas que isso!

- Qual é mãe, é ano novo – Ashley resmungou, rolando os olhos ao ser puxada para longe dali com suas irmãs. – Só estamos nos divertindo!

- Então esse é o conceito de diversão que vocês têm? – A hispânica cruzou os braços sobre o peito e fuzilou uma por uma com os olhos. – Eu nunca proibi vocês de nada porque sei que isso só piora e que vocês precisam cair sozinhas de vez em quando pra aprenderem, mas parece que quebrar a cara uma vez não foi o suficiente né? – Mirou o olhar para Avril que direcionou o seu para o chão, se sentindo envergonhada por estar causando essa decepção em sua mãe. – Agora você fica com vergonha? – Lauren riu irônica. – Já se esqueceu de todas as merdas que aconteceram com você por causa de bebidas e companhias erradas?

- Não, mom – murmurou, suspirando pesadamente. – Eles só nos chamaram e eu pensei que não faria mal se bebêssemos um pouco.

- Claro que pensou... – Lauren levou uma mão sobre a testa, rindo sarcástica. – E você? – Se virou para Rose. – Pensei que pelo menos você soubesse os estragos que o álcool faz no nosso organismo!

- E-eu... – gaguejou.

- Você esqueceu? – A hispânica lhe questionou, irônica. – Pois eu vou ajudar a se lembrar e talvez assim vocês entendam de uma vez por todas que se eu pego no pé e falo pra não fazerem, é porque eu me preocupo e só quero o bem de vocês! Por que caralhos a sua própria mãe iria dizer algo pro seu mal? Por que EU faria isso? – Aumentou o tom de voz, passando a mão nervosamente pelos cabelos enquanto falava. – Eu já tive a idade de vocês e eu sei muito bem como é querer se sentir aceita, andar com a galera popular e ser “descolada”- fez aspas com os dedos. – Também sei como o álcool pode parecer um bom aliado pra esquecer das coisas, se soltar e tocar o foda-se pra tudo. Mas adivinhem? Ele é exatamente como a maçã envenenada da Branca de Neve! Atrativo e convincente... Mas que acaba te matando em algum momento! Ele é traiçoeiro... Invade a sua corrente sanguínea e destrói tudo pelo seu caminho, deixando o seu coração sobrecarregado e fazendo com que ele se canse cada vez mais. Aos poucos e sorrateiramente ele vai ficando mais forte, matando de forma lenta e tortuosa as células em seu corpo. Vai chegar um momento em que ele vai bater tanto em seus cérebros, que você vai começar a esquecer das coisas e ter dificuldades pra aprender outras – Rosalie arregalou seus olhos com essa frase, se sentindo uma completa estúpida. – Seus músculos serão afetados e vocês terão problemas em manter os seus corpos nutridos, assim como seus nervos serão atingidos. Com o tempo, o seu coração já não dará mais conta de bombear o sangue de tanto que o seu organismo vai pedir pela substancia. Com isso, irá faltar sangue em alguns órgãos cruciais em seu corpo. Seu fígado é quem mais vai sofrer, não conseguindo dar conta de suas tarefas. Você terá fraqueza, dor, e seus músculos não aguentarão fazer coisas simples como subir e descer alguns degraus! – Lauren parou para pegar fôlego, fitando as expressões assustadas nos rostos de suas filhas e sabendo que aquela fosse talvez a única forma de fazê-las compreender o quão grave o consumo de álcool pode ser. – E não adianta vocês dizerem “é só hoje”, “não vai fazer mal”, “eu não vou viciar”, “posso parar quando eu quiser”, porque não, não é tão simples assim. Você bebe uma vez, mesmo sendo ruim e força mais um pouco, se acostumando com o quanto ele queima suas gargantas. Depois de uns três goles você já não sente, não se importa. No outro dia te chamam de novo e você pensa que não tem problema, que é só um pouco. E com isso você vai indo e sem perceber que é ele quem está te comandando e que já não consegue mais ir pra uma festa sem ingeri-lo. Você vai colocar em sua cabeça que não tem nada demais nisso e que todo mundo faz em algum momento, mas os incidentes começarão a acontecer. As quedas, batidas, sexo impensado e sem proteção, brigas, brincadeiras abusivas e caminhos perigosos que você não terá mais tanta capacidade pra raciocinar sobre. Fará as coisas sem ao menos saber o que está fazendo e sequer se lembrará, porque aos poucos a sua memória vai falhando. Coloquem em suas cabeças de uma vez por todas: vocês não precisam de uma merda que só vai te foder pra se divertirem! Qual será a porra da diferença se você não beber? Continuará saudável e fora de risco? Mas não será mais tão legal quanto antes? Me poupem dessas merdas! Tenho certeza absoluta que vocês têm capacidade o suficiente pra bem mais que isso, pra não precisarem de álcool pra serem alguém, pra se divertir com amigos de verdade e sem precisar provar nada ou se matar por isso! Deem valor as suas saúdes, seus sonhos, sua família e todo o futuro que vocês têm pela frente. Por favor entendam, vocês não precisam disso!

Lauren respirava com dificuldades agora, seus olhos brilhando com a umidade que eventualmente surgira ali sem que ela ao menos percebesse. Estava tão nervosa e agoniada, que soltou tudo e mais um pouco, sem conseguir se dar conta do estado em que se encontrava. Ou em como as suas filhas estavam assustadas e perdidas, seus olhos amedrontados e banhados pelas mesmas lágrimas. Estavam decepcionadas consigo mesmas, mas ainda um pouco confusas sobre como o mundo poderia ser traiçoeiro com suas armadilhas legalizadas. Lauren não podia culpa-las, eram apenas garotas. Estavam iniciando a vida ainda e a sua função ali era justamente instruí-las para que seguissem o caminho certo. Aquele que não acabaria com suas vidas ou as machucariam.

Nem sempre a vida seria justa ou confiável. Muitas vezes elas se sentiriam perdidas, sem uma solução viável. Nesses momentos elas não poderiam se deixar afundar. Porque se deixassem, nada teria sentido e seus esforços teriam sido em vão.

- Desculpa – pediram ao mesmo tempo.

- Eu sinto muito, mommy – Ashley que estava com uma mão sobre a boca para conter um soluço, se jogou nos braços da mãe, se sentindo idiota com tudo o que já havia feito nessas festas da escola. – Deus, eu me sinto tão burra e estúpida! – Confessou, abraçando-a com força, como se isso fosse aliviar o seu coração de todo o peso que sentia.

- Se tem alguém burra aqui sou eu... – Avril riu irônica, virando o rosto para o lado na intenção de não deixar transparecer o quanto aquilo havia a afetado. – Consegui ser trouxa o suficiente por duas vezes seguidas.

- Estão falando o que? – Rose interveio, com a voz carregada de raiva. – Eu estudo todas as porras dos dias pra quê? Pra na primeira oportunidade esquecer completamente de uma das coisas mais óbvias e botar tudo a perder!

- Meninas, eu realmente fico feliz em saber que estão percebendo o quão ruim isso pode ser e entendendo finalmente tudo o que eu quis dizer – Lauren admitiu, acariciando os cabelos dourados de Ashley que lhe parecia tão frágil naquele momento. Era apenas uma garota afinal, extrovertida e ingênua. Mas sensível. – Mas também não quero que fiquem se xingando dessa forma, vocês são só garotas! Têm uma vida inteira pela frente e errarão muitas vezes ainda. O importante é entenderem, terem essa consciência e não se deixarem corromper mais. Não serão menos felizes por isso, é claro que não! – Suspirou profundamente. – E Camila e eu sempre estaremos aqui pra lembra-las disso e pra ama-las acima de tudo. Basta nos chamarem pra conversar sempre que sentirem que estão prestes a fazer mais uma merda. Não hesitem, é sério. Agora venham... – abriu os braços, indicando para as outras duas se juntarem ao abraço. Ambas se aproximaram, sem hesitar, abraçando a mãe e a irmã. – Eu amo tanto vocês, minhas princesas!

- Também te amamos, mom – Ashley murmurou ainda escondida no pescoço da mais velha. – Perdoa a gente por isso?

- Claro que sim... Só me prometam que pensarão em tudo o que eu disse – elas assentiram e Lauren beijou a testa de cada uma. – Agora vão aproveitar mais um pouco porque daqui a pouco da meia noite – se afastou, esfregando o rosto. – Eu também preciso salvar Camila dos seus avós, ela deve estar prestes a sair correndo – riram disso, ainda mais ao fitarem a expressão de quem pede por socorro que Camila mantinha do outro lado. – Se cuidem.

E assim a hispânica saiu dali, deixando as garotas perdidas em seus próprios pensamentos. Não demorou muito para que Ashley saísse correndo atrás de Vitor e se jogasse em seus braços, o abraçando como se nunca mais fosse ter a chance de fazer isso de novo. Avril seguiu o exemplo da irmã e segurou na mão de Savannah, a arrastando para o mais longe possível de todas aquelas pessoas e se escondendo atrás de uma grande pedra. A loira se apoiou ali e puxou a morena para o seu corpo, abraçando-a e lhe beijando a bochecha e os lábios durante todo o tempo em que passaram ali conversando sobre tudo e nada. Rosalie se sentou na areia em frente ao mar, fitando aquela abundância de água em uma escuridão total e se fazendo perguntas pelas quais ela já deveria ter feito. Não muito longe dali, alguém fazia o mesmo que a loirinha. Os pensamentos perdidamente parecidos e suplicantes.

- Meu Deus, finalmente! – Camila exclamou alto o suficiente para assustar a hispânica, correndo para arrasta-la pela mão para qualquer lugar longe de seus pais. – Eu achei que me deixaria sofrendo ali a noite inteira!

- Deixa de ser dramática, Camz – Lauren riu, negando com a cabeça. – Você bem que estava se divertindo dançando ali com eles, nem tente me enrolar!

- Ok, eu confesso, não foi tão ruim... Mas eu já estava morrendo de saudades suas, Lo!

- Oh, babe – a hispânica segurou em cada lado de seu rosto, a enchendo de selinhos. – É bem difícil ficar longe de você também, sabia?

- Sabia – respondeu de forma convencida, rindo ao sentir um tapa fraco em seu ombro. – E como foi com as meninas?

- Acho que elas entenderam... Espero – suspirou, roçando o nariz na bochecha da latina. – Eu meio que surtei e falei um monólogo inteiro, sem filtros.

- Uau, ainda bem que foi você – Camila admitiu. – Eu teria surtado e trancado elas no porão de casa – Lauren gargalhou com isso. – Sério, eu não saberia lidar tão bem com esse tipo de coisa. Ainda bem que eu tenho você, sou tão sortuda por isso.

Lauren sorriu, beijando-lhe os lábios como resposta. Jamais teria palavras o suficiente para expressar tudo o que Camila lhe fazia sentir, sempre seria obrigada a demonstrar com ações.

- Puta que pariu, ainda bem que eu achei vocês! – Se afastaram bruscamente ao ouvirem a voz afobada de Ariana ressoar ao lado. – Desculpem interromper, é que eu estou prestes a ter um colapso!

- O que houve, Ari? – Camila questionou, limpando o canto da boca e abraçando Lauren de lado. – Você está pálida... Está passando mal?

- Quase isso – a pediatria assentiu com os olhos saltados nas órbitas. – É que falta dez minutos pra meia noite e o Justin sequer chegou perto de mim ainda e eu não sei o que fazer!

- Oh, é só isso? – Lauren revirou os olhos, entediada. – Ele está com frescura por causa da fama dele, não quer te expor e nem te machucar com tudo o que pode acontecer. Por isso ele acha que é melhor ficar longe, mas é pura babaquice daquele idiota! – Bufou ao se lembrar da conversa por telefone que havia tido com o melhor amigo, onde ele desabafava exatamente isso. – Ele está mais de quatro por você que a cachorra da Dinah!

- Então... o que eu faço? – Perguntou, piscando várias vezes como se estivesse saindo de algum transe.

- Enfia a língua na boca dele né! – Lauren a chacoalhou pelos ombros. – Anda, vai até ele e não dê nem tempo de ele respirar!

- Essa tática nunca falha – Camila completou, rindo contra o ombro da hispânica.

- É, eu... Eu acho que... acho que vocês tem razão – Ariana murmurou consigo mesma. – Eu vou lá e vou beijar ele e se ele falar algo... Eu beijo mais!

- Isso aí Grande pequena, mostra quem é que manda! – Camila zombou, mal sendo notada pela amiga que já se afastava a passos largos atrás do loiro.

- Céus, você é terrível! – Lauren gargalhou.

- Ah, só eu né? – Camila arqueou a sobrancelha. – Você nem disse tudo aquilo pra ela sair logo daqui e deixar a gente se pegar em paz, né?

- Imagina... Eu sou uma mulher tão pura e decente! – Murmurou cínica, voltando a puxar Camila pela nuca para beija-la com mais intensidade que antes.

Os minutos passaram como segundos e a praia foi coberta por fogos, coloridos e brilhosos. Os amantes sob as estrelas se beijaram com todo o amor que continham, respeitando a tradição de Ano Novo. Sejam eles expostos, escondidos, ou até mesmo aqueles ainda não descobertos.

- HAPPY NEW YEAR!!!

Uma nova fase se iniciava. Um novo começo. Cheio de possibilidades e armadilhas. Claro que estrategicamente implantadas pelo destino que gerenciava cada novo passo que eles dariam dali para a frente.

Tudo estava prestes a acontecer. 


Notas Finais


E então, como estamos?
Quero me desculpar aqui se tiver algum erro (não corrigi ainda) ou se ficou confuso em alguma parte, mas acredito que tudo o que colocamos sentimento fica melhor. E esse capítulo em especial, teve muito disso. Espero que tenham gostado e que eu tenha alcançado as expectativas. Não fazem ideia do quão importante vocês são pra mim e do peso dessa história na minha vida! Então... como eu disse lá em cima, tirem o melhor disso.
Bom, o próximo é com a minha garota. Nos vemos em breve, babies!
Love ya <3


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