História Treze é Demais! - Capítulo 35


Escrita por: ~ e ~lavignizer

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Palavras 6.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO, MEUS FILHOOOOTES!!!
Que saudades, hein?! Nossa... Então, eu não sei exatamente como explicar a demora pra sair esse capítulo porque ele é da Ray, mas devo dizer que as últimas semanas foram bastante apertadas e corridas pra nós. Com o Enem, o colégio e tal... enfim, estamos aqui agora, ok?
Se preparem para os tombos porque esse capítulo está tão amorzinho que minhas bochechas doem de tanto sorrir, mesmo a babaca da Ray dizendo que não ficou bom, (xinguem ela por isso). Mentira, xinguem o meu bebê não.
Bom, preparados?
Enjoy ^-^

Capítulo 35 - She


Fanfic / Fanfiction Treze é Demais! - Capítulo 35 - She

Era uma explosão de cores no céu. Vermelho, azul, amarelo... Como um espetáculo, cheio de barulho e luz, cheio de alma e vida. Sempre fora fascinada por cores, na verdade, por tudo em sua opinião que era bonito. Tudo que compunha algo próprio e formava sua arte.

Porém, a maior arte de todas e a obra mais linda que já havia visto em toda sua vida, estava ali, repousada bem ao seu lado com a respiração calma e lenta. As duas estrelas que chamava de olhos fechados enquanto um sorriso desenhava em seus lábios.

Aquela era a obra prima mais linda que ela um dia poderia ver e tocar.

Bem ali, ao seu lado.

- Pare de me encarar... – o sussurro fraco e rouco de Lauren a assustou um pouco e a fez rir.

- Eu não estou te encarando. – Camila mordeu seu lábio inferior, por mais que seus olhos ainda não tivessem se desgrudado do corpo jogado ao seu lado na cama.

- Estou com você a mais tempo que posso me lembrar. Eu reconheço quando seu olhar está sobre mim, Camz – Lauren riu e negou com a cabeça enquanto a latina soltava uma risadinha baixa por causa disso.

- E quando ele não está, amor? – a voz de Camila soou baixa, seus dedos deslizando pela pele nua de Lauren e parando em suas costas com delicadeza. Um sorriso brincava em seus lábios e aquele sentimento bom de estar com Lauren preenchia seu coração.

Ela poderia passar dias naquela mesma posição, apenas admirando a morena deitada ao seu lado. Nunca se cansaria de observá-la, nunca acharia algo mais bonito do que aquela expressão de calmaria com um pequeno sorriso nos lábios enquanto todo seu cabelo estava jogado de forma desajeitada sobre o travesseiro.

Poderia se passar anos, mas a mesma sensação sempre estaria ali. E não importa o que acontecesse a partir de agora, não deixaria aquela mulher ir outra vez... Ela passaria anos reconquistando e reconquistando Lauren, apenas para que não a perdesse.

Faria mil poemas, mas nem mesmo eles poderiam expressar todos os sentimentos de quando estava na presença daquela mulher. Não importa quantas histórias sua vida contasse ou quantas coisas pudesse escrever, seu caminho sempre estaria ligado a Lauren desde o dia que a derrubou no chão naquele corredor e se interligou com ela para sempre.

- Pare... – Lauren riu, abrindo seus olhos e hipnotizando um pouco mais a mulher ao seu lado na cama com o brilho presente ali. – Nunca vou me acostumar com isso.

- Com o que?

- Com a cara de idiota que você me olha – sorriu, gargalhando em seguida enquanto a latina abria sua boca em completa indignação perante sua fala.

- Oras... – sua expressão se fechou, por mais que fosse difícil controlar o riso que agora queria escapar pelos seus lábios. Estreitou seus olhos em uma careta irritada enquanto subia sobre o corpo de Lauren, apoiando cada uma de suas mãos ao lado de sua cabeça. – Você está muito atrevida.

- Eu só disse verdades, baby.

- Abusada, eu deveria te mostrar quem é a idiota aqui – sussurrou inclinando seu corpo para frente e Lauren mordeu de leve seu lábio inferior ao encarar o infinito dos castanhos nos olhos de Camila.

- Você é a idiota aqui – murmurou de volta, seu peito subindo em uma respiração falsamente calma. Sentia-se como uma droga de adolescente apaixonada outra vez, era como estar vivendo toda a história delas outra vez só que ainda de forma mais intensa e com mais crianças. Era simplesmente como se apaixonar outra vez por Camila todos os dias, mas a cada dia um pouco mais.

- Lauren...

- HEY NINFAS, EU ESTOU ENTRANDO E SUA FILHA ESTÁ COMIGO! – a voz de Dinah gritou de algum lugar do quarto fazendo com que Camila arregalasse os olhos caindo acidentalmente no chão quando tentou sair de cima de Lauren que revirava os olhos puxando o lençol para tampar seu corpo por completo enquanto gemia em frustração.

Dinah era uma filha da puta.

- Mama, pelo amor de Deus, minhas tias não são ninfas – Vitor resmungou com uma careta de nojo enquanto Camila se levantava para correr até o banheiro, antes que eles invadissem de uma vez o quarto, com uma expressão emburrada.

- Fala isso porque não fez a faculdade com elas... – a polinésia murmurou sabiamente fazendo Avril arregalar os olhos e fazer sons de vômito em seguida.

- Dinah, vai se ferrar! – Dinah gargalhou ao ouvir a voz abafada de Camila que revirava os olhos. – Por que você sempre surge nessas horas? Você tem uma espécie de radar?

- OH MEU DEUS! VOCÊS REALMENTE ESTAVAM TRANSANDO?!

[...]

Alguns minutos antes.

Olhou ao seu redor e não conseguiu frear o seu pequeno sorriso, afinal, aquela bagunça toda era sua família. Seus sobrinhos, seus filhos, seus amigos. Todos aqueles faziam tanta parte de si como ela mesma, era sua família.

Sabe aquela sensação boa que tudo o que queria, você conseguiu? É como uma paz interior ou um sentimento de satisfação, tudo o que você podia fazer está feito e agora só resta... se divertir.

Espere só um segundo.

Dinah cortou seus pensamentos na mesma hora, olhando ao seu redor como uma louca e estreitando seus olhos enquanto um sorriso malicioso surgia no canto dos seus lábios. Cada canto do salão foi analisado antes que ela finalmente percebesse que o que queria encontrar, não estava ali de forma alguma.

- Hey, pirralha – chamou por Rose que passou correndo a sua frente e logo recebeu sobre si o olhar claro e confuso de sua afilhada. – Cadê suas mães?

- Elas devem estar ali... – a garota se virou para apontar para algum lugar atrás de si e fez uma careta confusa quando não viu suas mães onde deveriam estar em sua mente. – Eu não sei.

- Não estão lá fora vendo os fogos? – perguntou outra vez e a loirinha deu de ombros como se não se importasse muito bem com aquele assunto.

- Sei lá, acho que não – respondeu simplesmente antes de sair andando para longe dali parando de repente no meio do caminho. – Espera, e os pirralhos?

Dinah olhou para o cenário ao seu redor e se recordou com pesar da cena que presenciara alguns dias atrás de um quarto de hotel inteiramente alagado e seus filhos cobertos de espuma de sabão.

- Se aquelas duas não aparecerem agora eu subo para o quarto e arrasto-as pelos cabelos até aqui! – a polinésia exclamou em puro desespero fazendo com que Rose risse, acenando para ela e finalmente se afastando, mas não antes de gritar algo em sua direção.

- BOA SORTE, DINDA!

Dois minutos depois, Dinah realmente subiu até o quarto de Camila e Lauren, arrastando consigo Vitor e Avril – porque Normani obviamente a mandou deixar as melhores amigas em paz, Shawn era um completo trouxa e Lex ainda era sua garotinha para ser traumatizada dessa forma.

Avril, por alguns segundos, apenas desejou que sua memória fosse apagada com água sanitária assim que entrou naquele lugar.

[...]

Rose gemeu em frustração e fez um som de nojo ao estar ao lado de Benjamin e Lexa e Louis e Tom. Nem mesmo por todos os seus pecados, por aquela vez que sem querer arrancou a cabeça da barbie de Ashley quando tinha cinco anos e jogou na privada, ou então daquela vez que riu de quando Benjamin deu de cara com a porta do seu quarto, ou quem sabe daquela vez que pisou no carrinho de Harry sem querer e colocou a culpa em Vitor... Não, nem por todos seus pecados, ela não merecia aquilo.

- Pelo amor de Deus, não troquem saliva perto de mim – fez uma careta de nojo quando Ben e Lexa começaram a se beijar e ao seu lado os outros dois gargalhavam. – Que nojento! Olha só aqui Benjamin Phillip, essa garota é minha melhor amiga e eu ainda a vejo como um bolinho, pare de poluir meu bebê na minha frente!

- Own, você sabe ser doce – Louis debochou da irmã mais nova que apenas revirou os olhos, se virando e mostrando seus dois dedos do meio no mesmo instante. – Oh, eu falei cedo demais então. É a mesma Rô de sempre.

- Nossa, vão se foder.

Tom olhou para Louis no mesmo instante, seus dedos percorrendo seus cabelos tingidos e com seu lábio inferior preso entre seus dedos.

- Vamos, babe? Estou totalmente a sua disposição – o Hamilton-Hansen sussurrou e os olhos de Rose se arregalaram em horror enquanto Benjamin e Lexa que riam agora.

- Oh meu Deus, que nojo! – a loira exclamou se levantando rapidamente de entre eles. – Aproveitem e façam um ménage, mas longe de mim! Meu Deus, ew!

- Olhando assim até parece que é santa – Lexa provocou e Rose revirou seus olhos antes de fazer um sinal ofensivo na direção de sua melhor amiga.

- Vocês vão para o inferno, estou avisando. Ash! – gritou por sua irmã que passava por perto antes de correr na direção da mesma e se jogar sobre a outra loira que arregalou seus olhos em surpresa. – Sabe que te amo, né?

- O que você quer, Rosalie?

- Me proteja daqueles impuros! Benjamin troca saliva com nossa melhor amiga, Ash... Meu Deus, que horror!

Mais atrás, quase morrendo de falta de ar estavam Benjamin, Louis, Lexa e Tom em uma risada alta e estrondosa.

[...]

Para a pequena Olivia, o natal era simplesmente muito mais que presentes e doces ou muita comida. Muito mais que apenas ou fogos de artifício ou brincadeiras.

Ao ver suas mamães passando empurradas por Dinah de dentro do elevador, ela sabia disso.

Fazia algum tempo em que não tinha um natal como aquele, com sua mama junto de sua mommy sem precisar sair correndo para o hospital para salvar pessoas – e ela sabia que salvar pessoas era importante e mama era mais ou menos como uma super-heroína como a Mulher Maravilha, mas salvar sua família também era importante.

Por mais que estivesse feliz, sua cabecinha ainda dava um pequeno nó ao pensar que eles não iam ficar no Canadá para sempre. E se não iam...

- Mama – sua voz chamou assim que Camila estava perto o suficiente e como sempre, quando a encarou, os olhos da latina brilharam um sorriso brotou em sua face enquanto a latina se abaixava para ficar sentada ao seu lado.

- O que foi, meu amor? Aconteceu algo? – sussurrou se inclinando na direção da filha com um sorriso ainda pintado em seus lábios.

Olivia sempre seria sua princesinha, por mais velha que fosse – e não que suas outras filhas não fossem, elas também eram, mas a forma doce de Oli sempre seria encantadora e a faria protegê-la de tudo. Pensar que perdera um pouco parte do crescimento dela fazia com que ficasse devastada, mas estaria lá a todo o momento para seus filhos agora.

- Não... – a pequena negou puxando o dedo de Camila mais para perto e a chamando para brincar com ela em sua mais nova casa de bonecas.

- Quer ficar com a mama só? – perguntou com um sorriso doce, olhando para Lauren que estava em pé alguns passos distantes.

- Uhum, eu quero ter ficado com você antes de ter que sair.

Camila ficou confusa no mesmo instante, seu corpo se aproximando do de Olivia para a colocar sobre seu colo e observar com atenção a expressão da pequena enquanto observava seu brinquedo.

- O que quer dizer com isso, querida? – perguntou de forma delicada, pegando a mãozinha pequena entre as suas e fazendo com que a filha se virasse para encará-la. Oli fez uma carinha triste, sua cabecinha se encostando no peito de Camila que a encarou ainda mais temerosa.

- Para salvar pessoas, como sempre faz... – a pequena sussurrou brincando com os dedos da mão de Camila que arregalou seus olhos surpresa, sentindo seu peito pesar e sua garganta formar um pequeno bolo que a impedia de falar. – É importante.

- Oh bebê... – murmurou abraçando sua filha enquanto sentia vontade de chorar.

- Não vai, mama!

Aquilo deveria doer tanto? Ela achava que talvez sim.

- Está tudo bem, eu não vou sair do seu lado hoje, okay? – sussurrou no ouvido de sua filha da maneira mais calma que conseguiu enquanto acariciava lentamente suas costas. – As únicas pessoas que terei por perto por muito tempo será vocês. Não se preocupe, meu amor... A mama está aqui.

Olivia fez um bico gigante olhando para Camila que apenas sorriu, pincelando levemente seu nariz no da pequena que abriu um sorriso grande em seguida.

- Tudo bem, mama!

- Quer vir brincar comigo, a mommy e seus irmãos agora, então? – tentou se levantar, sem sucesso já que Olivia continuava grudada em seu pescoço não a dando escapatória.

Como que quisesse fugir.

- Depois você conta história para eu, o Ty, o Hazz e o Tommy dormir? – a garotinha perguntou com um biquinho nos lábios que derreteu Camila por inteiro no mesmo instante. – Suas histórias são as melhores, mama!

- Eu posso fazer tudo o que você quiser, minha princesinha...

Olivia sorriu com seus olhinhos fechados e a língua entre os dentes, assentindo a cabeça como se realmente apreciasse muito aquela ideia. Camila as vezes achava injusto, toda vez que olhava para aquela pequena garotinha, a forma como ela se parecia com Lauren mesmo sendo ela a ter carregado a pequena por nove meses.

Não importava muito mesmo.

Suas garotas eram lindas.

- Vem, vamos brincar com os garotos – Lauren sorriu ao tirar a filha do colo da latina que sorriu também, se levantando do chão e pegando Olivia de volta do colo da ex-esposa. – Prometo ficar de olho nela, Oli. Não vai sair do nosso lado em momento nenhum.

- Como se eu quisesse sair perto da minha rainha e da minha princesa, por favor.

- Você é muito galante – Lauren sussurrou para a latina que gargalhou, dando de ombros.

- Olhe para você, eu deveria ser... – Camila riu, deixando um beijo estalado na bochecha da morena que apenas riu por mais que sentisse que suas bochechas talvez explodissem em algum momento.

[...]

Lentamente vou traçando seus traços...

Sei que nunca farei obra mais bela que essa.

Finja que meus dedos são os pincéis,

minha boca será a tinta

e lentamente vou formando galáxias em sua pele.

 

Agora tome suas mãos...

Ponha ao redor de mim

Lentamente irei te guiar...

Você sabe onde deve ir.

 

Seu rosto está próximo ao meu

Seus lábios me tocam

E é como mágica as pinturas que vamos criando...

     lentamente,

                nas paredes de nossas almas.

 

Então, posso entrar em sua casa?

Serei cuidadosa, amada.

E com amor e lentidão

Me derramarei com você,

        deixando minha marca

no mais profundo do meu ser.

Camila deveria ser considerada uma caixinha de surpresas. Ela sempre a surpreenderia quando não estava esperando, para princípio de conversa, ela nem ao menos sabia que a latina poderia escrever tão bem e com tamanha emoção. Saber que tudo aquilo era dela – os poemas e a latina também – fazia com que tudo parecesse ainda mais mágico.

Ela poderia ser uma escritora maravilhosa, porém, de alguma maneira não era.

Mordeu de leve seu lábio inferior quando o pensamento correu por sua mente se fixando. Tinha receio da resposta que ganharia se perguntasse sobre isso.

- Hm, gostosa... – a latina ao seu lado resmungou enterrando o rosto em seu pescoço, deixando leves beijos naquela região e sorrindo ao ver pequenas marcas que havia deixada na noite passada. – Está tão ruim assim? Eu achei que mandei bem, mas se você acha... – as mãos de Camila passearam pelo seu corpo, apertando sua cintura com força e suspirando. – Podemos tentar de novo.

Lauren riu deixando o papel de lado e encarando a mulher grudada em seu corpo, sabia que apesar do tom brincalhão, Camila estava realmente insegura com isso.

- Eu te amo, panaca. Está... – a morena riu de leve, lembrando das palavras presentes naquela folha de papel e sorrindo de maneira torta. – Incrível. Estou tentando achar uma palavra melhor, mas ela não está lá.

- Hm, eu aceito essa por enquanto – Camila riu de leve, levantando seu rosto apenas para a dar um selinho rápido. – Bom dia.

- Bom dia... Onde estão as crianças? – sua sobrancelha se arqueou quando percebeu o estranho silêncio pelo quarto. – Não me diga que mataram alguém.

- Provavelmente o Justin já que o mesmo veio até aqui para sequestrar nossos filhos... – a latina sussurrou brincando com uma mecha do cabelo de Lauren e uma voz tranquila. – Ok, talvez eu tenha que ter ameaçado um pouco ele para isso com um ou dois bisturis.

- Eu preciso esconder aquelas coisas de você outra vez.

- Ah, querida... – Camila gargalhou, se inclinando sobre o corpo da outra e tocando levemente seus lábios com os seus próprios. – Eu posso matar alguém com ou sem eles, são apenas um benefício que causa mais dor... Eu era ótima em química na adolescência.

- Camila! – Lauren exclamou incrédula e a latina apenas riu outra vez, negando com a cabeça e a beijando.

- Eu estou brincando... – murmurou enquanto a hispânica invertia suas posições arqueando uma sobrancelha ao estar um pouco afastada de seu rosto. – Ou talvez não, depende muito.

- Você é tão psicopata as vezes que quase me assusta.

Camila revirou os olhos, dando de ombros como se não tivesse culpa.

- Você nunca reclamou antes... – resmungou dando língua para a mulher que riu de maneira rouca inclinando seu corpo para frente outra vez.

- Você pode me matar... – o sussurro foi dado sobre os lábios de Camila, finalizando com uma mordida em seu maxilar que a fez acelerar sua respiração.

- Não seria da forma ruim, amor.

Lauren revirou os olhos por causa das palavras da latina, rindo baixinho e arrumando seu cabelo para que não caísse sobre seu rosto antes de encarar fixamente o mar de castanho bem a sua frente com receio.

Camila suspirou, sabia que ela queria falar algo. Poderia ler Lauren facilmente como lia um livro, era tão simples saber quando ela queria dizer algo ou quando estava sentindo algo, passara metade de sua vida ao lado daquela incrível mulher e passaria ainda mais.

Lauren era sua alma gêmea, ela poderia ler sua mente com mais facilidade do que a mulher a sua frente lia seus poemas.

- Você quer me dizer algo – murmurou subindo suas mãos delicadamente pelas costas da hispânica que resmungou algo inteligível que a fez rir.

- Odeio quando sabe o que estou pensando – Lauren riu, por mais que de maneira nervosa e suspirou em seguida mexendo em seu cabelo.

Camila se sentou sobre a cama no mesmo instante, ainda com a morena sobre seu colo e sorriu, acariciando de leve sua bochecha observando-a fechar os olhos e deitar sobre sua mão.

- Eu te conheço, querida – sussurrou com delicadeza. – Diga o que quer, podemos falar sobre tudo.

- Baby... – começou com a voz manhosa, seus olhos se abrindo e encarando fixamente os de Camila fazendo com que a latina quase perdesse por completo o ar de seus pulmões. – Você escreve tão bem. É a melhor contadora de histórias segundo os nossos filhos. Sua imaginação é tão incrível e mágica... Mas mesmo assim você foi médica.

Camila mordeu de leve seu lábio inferior, olhando um pouco acima do ombro de Lauren ao perceber aonde aquela conversa levaria, mas sorriu de leve em seguida.

- Segundo meus pais, eu nunca seria uma escritora boa o suficiente. Era o meu sonho, eu amo escrever porque vem muito mais que apenas de dentro, é uma parte de mim – deu de ombros e encostou sua cabeça no ombro da morena que no mesmo segundo passou a acariciar seus cabelos de maneira gentil. – Eles queriam que eu tivesse um trabalho de verdade e os orgulhasse, já que eu só fazia merdas. Eles disseram tantas vezes que eu não faria sucesso e que eu era um fracasso que por um tempo eu acreditei que minhas palavras eram mesmo insuficientes. Não tocavam, não eram boas. Que eu não tinha o dom, sabe? Então eu passei a estudar muito e deixar para lá, passei na faculdade de medicina e segui a vida que eles queriam, queria que pela primeira vez eles tivessem orgulho de mim em algo... Mas aí eu me assumi e eles não poderiam suportar tamanha desgraça como filha... Você sabe dessa parte da história já que estava lá.

Lauren fechou os olhos, respirando uma e outra vez o mais fundo que podia enquanto tentava se controlar o máximo possível.

- Seus pais não te mereciam, amor – a hispânica suspirou, uma pequena careta em seu rosto e Camila riu de leve, tirando seu rosto de seu ombro e a encarando fixamente. Seus olhos estavam brilhando em pequenas lágrimas que ela não deixava sair e tinha um leve sorriso no rosto, como se realmente não se importasse.

- Eles foram bons pais quando eu era uma criança, sabe? Eram até legais quando não tinha os castigos... Mas eu não ligo muito, linda – murmurou acariciando de leve a pele descoberta das coxas de Lauren que riu. – Se não tivessem me feito estudar medicina, eu nunca iria te conhecer, não teríamos essa família incrível... Então, eu os agradeço um pouco.

- Mas eles destruíram seus sonhos, amor – a morena fez um bico nos lábios adorável na opinião da latina.

- Meu sonho é você e nossa família... – sussurrou delicadamente e com um sorriso nos lábios. – E o melhor dele, é que é real.

- Você seria uma ótima escritora, eu compraria todos os seus livros.

Camila gargalhou perante sua fala e Lauren apenas sorriu de maneira sapeca.

- Você não conta, gostosa.

- E por que não?

- Porque você é minha... – parou no meio da sua frase e franziu o cenho ao perceber que Lauren não era mais sua esposa ou qualquer coisa. Resmungou alguma coisa que não fez sentido e fez uma careta. – Porque você é minha, isso.

A hispânica sorriu, segurando seu rosto entre suas mãos e deixando um beijo delicado sobre sua testa em seguida.

- Pense a respeito disso e faça o que achar o certo, você realmente seria uma escritora brilhante.

- Você diz isso só porque me ama, não é? – a latina sorriu de maneira divertida e Lauren revirou os olhos.

- Quem disse que te amo? – fez um som de deboche com os lábios. – Digo isso porque é verdade e... – riu e deixou um selinho rápido sobre os lábios da latina em seguida que riu também. – E porque eu te amo também.

[...]

- Ah, só mais dois dias nessa maravilha! – Luke exclamou abraçando a mesa do restaurante e fazendo com que Emma, Draco e Vitor sentado com ele rissem de sua façanha. – Vou sentir saudades até dessa mesa...

- Percebemos, otário – Emma riu do amigo e o chutou por baixo da mesa. – Agora pare, já chega de mico. Daqui a pouco a mommy aparece. A tia Ally já até mesmo foi lá socorrer ele, coitado.

- Provavelmente logo levando em conta que quem está cuidando das crianças são o Justin e a Ariana – Vitor resmungou olhando na direção da mesa onde o cantor estava com seus irmãos e a pediatra, rindo levemente dos olhos arregalados do loiro. – Ela tem que vir logo antes que eles matem ele.

- Yeah, a Ari leva jeito, mas o Jus pode... – Draco continuou, sendo interrompido quando Ashley apareceu ao seu lado, as mãos apoiadas em seus ombros e um sorriso divertido no rosto.

- Acidentalmente matar as crianças? – a loira perguntou arqueando uma sobrancelha em ironia.

- Na real, eu estava preocupada com ele – o garoto murmurou, olhando para cima para que pudesse encarar a irmã que logo estava rindo no segundo seguinte. – Acha que se algo acontecer, o que ele perde primeiro, o pinto ou a cabeça?

- Eu realmente não quero saber o que o Tyler é capaz de fazer perto de uma faca... – Luke resmungou negando com sua cabeça com uma expressão de dor em seu rosto.

Em seguida, os cinco adolescentes se encararam por alguns minutos, as expressões em uma profunda careta de dor enquanto seus pensamentos pareciam ser os mesmos.

- Ouch.

 [...]

Benjamin bocejou sonolento, estavam em uma sala de cinema onde algum filme que ele não fazia a mínima ideia era projetado na enorme tela. Lexa estava grudada em seu corpo, mas estava atenta demais ao filme para sequer ligar para sua existência e ao seu lado ele podia ouvir o barulho das línguas de Tom e Louis se tocando.

Jesus.

Ele odiava encontros duplos.

- Eu realmente achei que esse um filme bastante interessante – Lexa exclamava animada ao saírem da sala após o término do filme. – E era bem divertido também. Foi realmente um bom filme, o que achou Lou?

- Ele estava mais ocupado com a bunda do Tom, amor – Ben murmurou olhando ao seu redor sem nem ao menos se dar conta de suas palavras, fazendo com que Tom gargalhasse, Louis corasse fortemente e Lexa lhe desse um tapa forte em seu braço. – Ouch! O que?!

- Não os constranja – a morena resmungou revirando os olhos e Benjamin fez um bico enorme em seus lábios ao encarar a namorada.

- Mas eles fazem isso a toda hora comigo, babe! – o garoto loiro exclamou de maneira indignada e sua namorada pode apenas rir.

- A gente pode né cunhadinho – Tom murmurou de maneira provocante, bagunçando os cabelos extremamente arrumados de Benjamin que revirou os olhos tentando concertar aquela bagunça em seguida.

- Ridículos.

- Então... O que fazemos agora? – Louis perguntou de maneira confusa, olhando ao redor no enorme shopping e se perguntando a onde poderiam ir agora.

- Estou morta de fome, por favor, vamos comer algo – Lexa murmurou, arregalando seus olhos como que para enfatizar suas palavras o que fez os três garotos consigo gargalharem. – Nós podemos ir ao McDonald’s ou... – olhou ao redor como se procurasse algo. – Ou na direção em que a Avril e a Savannah estão indo que é o Subway.

- Por que as pessoas gostam de serem saudáveis? – Tom negou com a cabeça fazendo uma careta de desgosto e Louis e Benjamin riram se olhando em cumplicidade.

- Se você convive com a mommy, se torna um hábito.

Ben riu perante a fala do irmão mais velho, apressando um pouco seus passos para alcançar suas irmãs quando parou de repente.

- Gente... – o garoto começou de olhos arregalados. – Por que minhas irmãs estão de mãos dadas e rindo uma para a outra? Por que... Oh meu Deus, elas vão se beijar?

Lexa, Tom e Louis fizeram uma careta no mesmo segundo perante ao surto do garoto e pararam um pouco mais atrás se encarando.

Puta merda, haviam esquecido de contar ao Benjamin.

 

- Então... Vocês duas namoram... – Ben murmurou encarando fixamente Savannah e Avril do outro lado da mesa que tinham um olhar de tédio em sua direção. – E a mommy sabe, quase todo mundo sabia na verdade... Menos eu e a mama.

- A mama provavelmente vai surtar muito – Louis negou com a cabeça rindo de leve e encarando suas irmãs com um sorriso tranquilizador nos lábios. – Mas vocês são os bebês dela, ela faria qualquer coisa por nós e nos protegeria acima de tudo, ela vai aceitar e ainda vai querer guardar vocês dentro de um potinho com furos na tampa.

Savannah riu da fala do irmão mais velho enquanto Avril apenas sorria brincando com seus dedos por cima da mesa.

- Elas são tão fofas, eu tenho vontade de morrer – Tom resmungou com suas mãos em seu rosto e fazendo Lexa rir ao seu lado.

- E só eu não sabia?! – Benjamin voltou a exclamar de maneira indignada e os olhares se voltaram imediatamente em sua direção de forma tediosa. – Por que sempre eu, pessoal? Parece que não confiam em mim!

- Você é um panaca e babacão, mas confiamos em você, Ben – Avril murmurou rindo de leve perante a face emburrada do irmão. – Mas você sempre foi tão certinho, não sei... Não sabíamos que iria aceitar.

Savannah assentiu, concordando com a fala da mais velha e encostando a cabeça em seu ombro com um olhar um pouco tristonho. Benjamin mordeu de leve seu lábio inferior, tentado a falar também que elas eram o casal mais fofo que já havia visto.

- Mas vocês são minhas irmãs e eu amo vocês... – o loiro começou lentamente. – E olhe a forma que fomos criados, garotas... Mommy e mama nos ensinaram desde pequenos que amor é amor, não importa sua forma e porquê. Amor é amor e não há nada de estranho ou pecaminoso. Se vocês se amam, não há nada de errado nisso. É amor, certo? É amor.

- Own, babe – Lexa murmurou de maneira doce, abraçando seu namorado de lado e deixando e leve beijo estalado em sua bochecha direita enquanto sorria.

- Own, babe – Tom murmurou também, abraçando o outro lado do corpo de Ben e deixando também um beijo esse sua bochecha fazendo com que o garoto ficasse com suas bochechas em um tom vermelho berrante e todos os outros presentes na mesa começarem a rir.

- Você já tem o seu Cabello-Jauregui, pode deixar o meu em paz, por favor? – Lexa revirou os olhos rindo, empurrando seu irmão mais velho para longe de Benjamin que ficava ainda mais vermelho se possível.

- Então... Isso é um encontro triplo agora? – Ben perguntou inocentemente e Avril e Savannah gargalharam de maneira divertida em seguida.

- Sair outra vez com esses dois, não! – Avril riu de maneira inacreditável.

- Já tivemos uma ótima experiência, Benjamin – Savannah negou com a cabeça, sorrindo para ele.

Ben olhou para Tom e Louis ao seu lado. Seu irmão mais velho estava um tanto quanto corado e olhando mortalmente na direção de suas irmãs enquanto Tom apenas olhava em sua direção piscando seus olhos repetidas vezes em uma falsa expressão adorável e angelical.

O Cabello-Jauregui mais novo na mesa assentiu lentamente com a cabeça, compreendendo a fala das irmãs e as encarando em seguida.

- Eu não as culpo... – murmurou fazendo uma careta fazendo com que toda a mesa explodisse em uma gargalhada outra vez.

[...]

- Não! – Emma gritou se agarrando a porta do seu quarto que outrora dividira com Rose e Ashley que tentavam a puxar para fora do mesmo com toda sua força. – Eu não quero ir! Para que a realidade? Eu amo o Canadá!

- Emma... Nós temos que voltar – Rose resmungou revirando os olhos de maneira irritada, cutucando as costelas da irmã com os dedos e fazendo com que ela soltasse uma leve risadinha se desconcentrando em agarrar a porta podendo assim ser puxada para fora do quarto. – Foram só férias, acabaram. Realidade agora.

- Não seja tão dura com ela, vai fazer sua irmã chorar – Camila gargalhou um pouco mais atrás delas, chegando de repente e assustando suas filhas. – Já estão prontas? Já estão vindo buscar suas malas, esqueceram de algo?

- Não, mama. Pegamos tudo – Ash murmurou se aproximando da mãe e a dando um abraço apertado. – Mas eu também não quero ir.

- Nem eu, bebê. Acho que é a magia do Canadá, talvez algum dia nós voltamos aqui – sorriu na direção da garota que fez um pequeno bico nos lábios, mas assentiu em concordância.

- Temos que ir, a realidade é dura, mas nos chama – a latina murmurou para suas filha que fizeram caretas em perfeita sincronia fazendo com que uma risada escapasse por seus lábios. – Todos estão nos esperando lá embaixo, deem adeus, precisamos ir.

- Não seja tão dura, vai nos fazer chorar – Ash resmungou fazendo com que a mais velha risse e acariciasse seus cabelos antes de arregalar os olhos ao ter seu corpo abraçado pelas suas outras duas filhas de forma forte. – Wow, o que é isso? Nós podemos voltar ano que vem, princesas. Se acalmem.

As garotas riram pela fala da mulher e cada uma deixou um beijo em sua bochecha surpreendendo a latina mais uma vez.

- Amamos você, mama. Obrigada por voltar.

Mais tarde, quando o jatinho de Justin ganhou asas pelo céu, Camila olhou para toda cidade abaixo deles e agradeceu a Deus mentalmente por todas as coisas que haviam acontecido assim que pisou naquele país.

Parecia que o lugar era mesmo mágico, mas impressionantemente – e sorriu ao constatar isso assim que Lauren se acomodou em seu ombro e Tommy em seu peito – a magia estava indo embora juntamente com eles em direção a Miami.

[...]

Eu não te culpo.

Eu não te culpo, eu não te odeio, na verdade, eu te perdoo. Você não fez por mal, achava que era o certo. Indiretamente, tudo aquilo me formou.

Você foi bom de uma forma ruim, eu te agradeço por isso.

- Eu não te culpo, pai – Camila murmurou sentada sobre a grama do cemitério de Miami, de frente para a lápide onde o nome de Alejandro Cabello estava gravado. “Amado pai e marido”. – Todas as palavras que me disse, todas elas. Sempre doíam, mas eu não ligava porque você sabia o que era melhor para mim, né? – sua voz saiu embargada e ela abraçou suas pernas olhando para a delicada tulipa branca que havia colocado sobre o túmulo. Perdão. – E eu te amo da mesma forma, eu nunca te odiei. Eu tentei por vários anos, eu te culpei. Você me fez passar por tantas coisas para virar suas costas para mim justo no momento que mais queria seu amor... Mas eu não te odeio de toda forma. – fungou levemente e sorriu. – O nome da minha esposa... ex-esposa, na verdade. O nome dela é Lauren, eu vou me casar com ela mais uma vez – sorriu de leve observando mais atrás o sol se pôr em toda sua glória. – O nome do meu primeiro filho, você até mesmo o viu uma vez, ele se chama Louis. Ele é adorável e é tão doce, é um bom rapaz. Minha filha se chama Avril, ela se parece um pouco comigo na adolescência, é forte... Tão especial. Depois veio a Savannah, ela é a garota mais doce que você poderia ter conhecido, a mamãe iria amá-la. Rose, Ashley e Benjamin são os gêmeos, eles são tão opostos e me dão tanto trabalho, se parecem tanto comigo! A Ash é a garota mais linda que eu já vi, o Ben é tão esperto e tímido e a Rô é quase uma cópia minha. O Draco é meu pequeno, apesar de que agora ele está bem maior que eu... Sempre terei orgulho dele – sorriu para o nada e suspirou. – E tem a Emma, ela está naquela fase difícil, mas está tão esperta e maravilhosa. Tem a Olivia, minha princesinha, você iria amá-la... Mas vai me dar tanto trabalho quando crescer, preciso de armas. O Chris é genial, mas ele tem um pouco de insegurança, ele é tão especial, papa. Tyler... Meu pestinha, agora eu entendo o trabalho que passavam comigo quando tinha a idade dele! O Hazz é um amor, é tão fofo... E tem o meu caçula, o Tommy, ele está falando somente agora e eu só quero apertá-lo sempre. Queria que conhecesse minha família para perceber o grande presente que Deus me deu, papa. E foi Deus mesmo, porque eu não achava que um milagre assim aconteceria comigo... No fim, eu só vim aqui para te agradecer mesmo – se levantou e bateu para longe do corpo a sujeira em sua calça branca. Lauren a mataria assim que visse aquilo. – Se não fosse por você, eu nunca chegaria aqui. Você me incentivou as muitas coisas, me fez perceber que desistir era coisa de estúpidos mesmo que tenha me feito deixar meus sonhos para trás... Me fez entrar naquela faculdade de medicina e conhecer o amor da minha vida. Você foi tudo, menos um bom pai, mas ao mesmo tempo me deu as melhores coisas que poderia, então eu te agradeço por isso. E eu te amo e sempre irei amar, ainda é meu pai de toda forma. Sem você, eu não estaria aqui nesse momento dizendo obrigada, aonde quer que esteja, espero que ouça isso. Obrigada, papa.

A latina sorriu, olhando para o nada e limpando as lágrimas que caiam de seus olhos. Seu peito estava tão leve que sentia que poderia sair flutuando. Estava feliz.

Sentiu seu celular vibrar em seu bolso e sorriu ao ver a foto de Lauren brilhar em sua tela, atendendo logo em seguida.

- Mama – a voz de Hazz soou pelos seus ouvidos e a fez sorrir de leve. – A mommy quer saber... Não, a mommy está morrendo... – a voz do pequeno ficou confusa enquanto ele parecia estar distraindo. – Ela está dizendo não... Alguém vai cortar a cabeça dela!

Gargalhou, ouvindo alguns barulhos do outro lado da linha e sorrindo enquanto caminhava em direção ao seu carro.

- Camila – Lauren falou calmamente do outro lado da linha. – O Hazz quer saber se vai vir jantar aqui está noite.

- Quem? – a voz de Harry soou abafada e confusa ao fundo.

Camila gargalhou, negando com cabeça, entrando dentro do seu carro e ligando o motor.

- Eu já estou indo para aí, me esperem – sorriu de leve, saindo do estacionamento e sentindo aquele sentimento de felicidade em seu peito aumentar ainda mais. – E Lo?

- Hm?

Lauren parecia ansiosa, o que fazia com que Camila quisesse rir um pouco.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.


Notas Finais


Então, como estamos?
Confesso, estou meio chorosa porque sentirei saudades do Canadá, mas tudo bem. Daqui pra frente os tombos só ficarão maiores, então eu aconselho vocês a cavarem suas covas e construírem seus ninhos com as gordices que vocês gostam (eu provavelmente colocaria muitos potes de açaí e sorvete de limão, ah, e a minha coberta também), sério, vocês vão precisar! Hahaha'
Não nos responsabilizamos por danos u.u (amamos vocês).
Já falei demais... Nos vemos na próxima quarta, babies. Se cuidem e tenham bons sonhos, porque né, está na hora de bebês dormirem.
Mommy ama vocês <3


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