História Treze é Demais! - Capítulo 35


Escrita por: ~ e ~lavignizer

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Palavras 13.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus filhotes!
Já podem preparar os coletes, os colchões no chão, os planos de saúde e os Samu...
Prepararam? Podemos seguir? Hahaha'
Então, ok... Não me responsabilizo lol
Boa leitura ^-^

Capítulo 35 - All I Want For Christmas Is You


Fanfic / Fanfiction Treze é Demais! - Capítulo 35 - All I Want For Christmas Is You

“Todo mundo se esquece que essa tal felicidade... Tá na paz, no amor e na simplicidade”.

Os pequenos flocos de neve caíam graciosamente e se encaixavam pelas ruas, se empoleiravam pelas vidraças das janelas e salpicavam pelos picos das árvores e montanhas, transmitindo uma paz imensa através de sua cor branquinha e maciez aparente, como se estivessem abraçando toda a cidade de uma só vez. Luzes coloridas e pinheiros cobertos por enfeites extravagantes se uniam aos sinos que ressoavam junto as músicas dos corais nas ruas. Cada pequeno detalhe se integrava a um todo, deixando tudo ainda mais mágico do que já era por si só. O dia mais especial do ano havia chego, trazendo consigo toda a paz e harmonia que cada ser humano precisa em seus corações. Para alguns poderia até soar exagero ou até mesmo bobagem, mas para aquelas famílias era um dia mais do que importante. Eles compreendiam o real significado daquela data e o quão especial era, principalmente por estarem em família. As pessoas que sempre se apoiavam e que lutavam uns pelos outros durante todo o ano, muitas vezes suportando tempestades que nem mesmo Zeus era capaz de cessar. Acordar em uma manhã de natal para eles era como respirar o ar mais puro existente no mundo... Como se tivessem anjos sobrevoando em seus corações e curando suas feridas com seu canto. Era o dia em que eles sorriam sem precisar de um motivo, apenas por estarem gratos por suas vidas e pela família que tinham. O dia em que tinham tanto a comemorar e agradecer pelas bênçãos em suas vidas, por tudo o que conquistaram no ano, por terem saúde, por serem unidos acima de tudo e serem tão amados. Eram ricos de sabedoria, amor e felicidade. No caso de um certo Cabello-Jauregui, aquele era um dia especial em dose dupla.

- MOM, MOM, MOM! – A vozinha infantil ressoava em seus ouvidos de forma afobada, a despertando de um sono gostoso. Ela com certeza esganaria quem quer que tivesse a coragem de lhe acordar sem a sua permissão, se esse alguém não fosse um de seus pequenos. – Acorda mommy, é véspera de natal!

Olivia saltitava sobre o colchão freneticamente, sendo acompanhada por Harry, Tyler e Chris. Camila que se mantinha firmemente agarrada à hispânica e com o seu rosto escondido entre seus fios negros, resmungou algo incoerente e apenas apertou ainda mais forte a mulher em seus braços.

- Você também mama, ACORDA! – Tyler insistiu, pulando sobre seus joelhos e chacoalhando a enorme coberta que escondia as suas mães. – É VÉSPERA DE NATAL!

- E O ANIVERSÁRIO DO LOU! – Chris completou, ajudando o irmão a puxar a coberta de uma só vez.

Lauren choramingou baixinho ao sentir o ar frio tocar a sua pele, tratando de se aconchegar com mais precisão na latina, apertando a perna que mantinha em volta da cintura da mulher e escondendo o rosto em seu pescoço rapidamente, ocasionando um resmungo de Camila que teve de sair de seu esconderijo nos cabelos da hispânica.

- ACODA, ACODA! – Harry exclamava, rindo alto com a bagunça que faziam sobre o colchão. – QUELO VÊ O PAPAI NOEL, MAMÃES!

- EU TAMBÉM! – Olivia, Chris e Tyler falaram em uníssono, ocasionando risadas nas duas mulheres.

A hispânica voltou a se remexer, dessa vez para levantar minimamente o seu rosto até ter o da latina a centímetros de distância. Abriu suas pálpebras lentamente até se acostumar com a claridade, sorrindo ao notar que Camila ainda mantinha as suas fechadas, ressonando como um verdadeiro anjo.

- Você sabe que eles não vão parar, Camz – murmurou, roçando delicadamente seus narizes e ouvindo um suspiro escapar da boca da latina no momento em que suas orbes castanhas a fitaram. – Bom dia, meu amor – sussurrou sobre seus lábios.

Camila imediatamente sorriu de uma forma que deixava suas bochechas cheias, sequer se lembrando do sono que sentia anteriormente. Não se lembraria nem do seu próprio nome... Não quando tinha a hispânica lhe chamando de “meu amor”. Quem precisava saber o seu nome, não é mesmo? O amor de Lauren já bastava.

- Bom dia, rainha – sussurrou de volta, colando seus lábios aos da mulher com carinho e demoradamente, apenas para que pudesse apreciar a textura e o encaixe perfeito que tinham.

- No, no! – Se separaram ao ouvirem a vozinha de Tommy lhes repreendendo, notando como o pequeno se balançava no colo de Ariana que estava de pé do outro lado do quarto. – Pa... Pai... Ne... el!

- Você quis dizer Papai Noel, bebê? – Lauren riu de seu jeito atrapalhado, notando-o assentir rapidamente. – Okay. Nós já vamos, apressadinhos! – Negou com a cabeça, voltando a olhar para a latina ao seu lado. – Vou me arrumar rapidinho e vou ir chamar os outros pra irmos dar os parabéns ao Lou – informou, suspirando profundamente em seguida. – Eu nem acredito que o nosso bebê está fazendo vinte anos... Como isso foi acontecer?!

- Claro que não – Camila negou com uma cara emburrada, deixando-a confusa. – Ontem mesmo ele estava nos meus ombros brincando de aviãozinho, você está mentindo pra mim, Lo!

- Bem que eu queria – a hispânica riu, levando a mão até a nuca da latina e fazendo-a fechar os olhos com o carinho que começou a fazer naquela região. – Mas hoje ele já brinca de outras coisas, baby.

- Que...? – A latina resmungou atordoada com os carinhos que recebia, arregalando os olhos logo em seguida ao se dar conta do que a mulher havia sugerido. – Lauren Michelle! – A hispânica gargalhou alto com sua fala indignada. – Deus... Eu vou fechar os meus olhos e fingir que eu não acabei de ouvir uma barbaridade dessas e que o meu Boobear ainda bate nos meus joelhos!

- Tarde demais – Lauren murmurou, se aproximando até grudar suas testas e sem parar com o carinho nos cabelos da latina. – Tente não piscar da próxima vez – sussurrou como se fosse o segredo mais valioso do mundo, provocando um sorriso de canto nos lábios de Camila. Sem resistir, a hispânica lhe plantou um beijo estalado em sua boca antes que se levantasse. – Vamos lá, meus amores – se dirigiu aos filhos assim que se desenroscou de Camila e se sentou sobre o colchão, notando como todos já estavam devidamente arrumados e com toucas de natal em suas cabeças. – Vocês já estão prontos... Uau, estou impressionada!

- A tia Ari ajudou a gente – Chris confidenciou.

- É mesmo?- Lauren sorriu ao beijar as bochechas do filho, que coraram imediatamente. – Muito obrigada por isso, Ariana – agradeceu à pediatra, se direcionando para Olivia, Harry, Tyler e por último Tommy, lhes beijando e apertando em seus braços.

- Por nada, Laur. Eu amo esses pequenos – Ariana respondeu, sorrindo com a interação da mulher com os filhos e as risadas compartilhadas. – Posso jogar água na Mila também se você quiser – sugeriu, arqueando uma sobrancelha de forma maldosa na direção da latina que voltava a se agarrar ao travesseiro de Lauren.

- Você faria esse favor? – Lauren à questionou divertidamente.

- Será um prazer! – Ariana riu diabólica.

- Hey, podem parando! – Camila se virou na cama no mesmo instante, levantando as mãos em frente ao seu corpo em forma de defesa. – Isso é um complô, por acaso?

- Sim! – Ambas responderam, deixando-a boquiaberta.

- Abusadas... – resmungou, revirando os olhos ao se espreguiçar. – Já estou levantando, suas chatas.

- Ótimo – a hispânica concluiu, bagunçando levemente os cabelinhos castanhos de Tommy que riu e a empurrou com as mãozinhas pequenas. – Vou me arrumar... Se comportem se quiserem ver o Papai Noel! – Ameaçou antes de se encaminhar para o banheiro.

- NÓS VAMOS VER O PAPAI NOEL-EL, NÓS VAMOS VER O PAPAI NOEL-EL...! – Começaram a cantar e pular sobre Camila, a obrigando a comemorar com eles.

[...]

Seus passos ecoavam por todo o quarto, junto aos gritos e gargalhadas descontroladas que escapavam por entre seus lábios. Seus cabelos completamente desgrenhados e roupas amassadas, coisa que elas pouco se importavam. Seus pulmões já ardiam pela falta de ar ocasionada pela corrida e por todas as risadas, mas Savannah não queria parar de jeito nenhum. Se ela parasse a mais velha a alcançaria, e aí ela estaria ferrada. Tudo isso porque Avril não acordava por nada e Savannah se viu tentada a fazer uma brincadeira com a namorada, usando uma pequena pena para fazer cócegas em seu rosto, o que acabou fazendo com que a loira acordasse assustada com o seu próprio tapa.

- Sabe que não pode fugir de mim pra sempre, né? – Avril falou ofegante, fitando a namorada que se encontrava do outro lado da cama, buscando uma brecha para escapar sem ser pega.

- Sabe que eu não tenho culpa se você dorme que nem pedra, né? – Savannah respondeu no mesmo tom, rindo da cara de indignada que Avril fazia.

- Argh, eu vou acabar com você! – A loira rosnou entredentes, avançando sobre a cama mesmo com fúria em direção da morena.

Savannah soltou um grito e gargalhou, se lançando para o lado ao tempo de desviar dos braços da namorada, mas não adiantou muita coisa. Avril saltou da cama rapidamente e a agarrou pela cintura, a levantando no ar e a jogando sobre o colchão com violência, se acomodando sobre as suas coxas para que não tivesse como a garota fugir.

- Pede desculpas! – Exigiu, encarando-a vitoriosa com os braços cruzados sobre o peito.

- Não – a morena negou, rindo de sua pose.

- Ah não? – Sorriu torto, vendo-a negar com a cabeça. – Vamos ver se não!

No segundo seguinte as gargalhadas de Savannah ecoaram altas por todo o cômodo. A morena se contorcia de forma agoniada sob Avril, que fazia cócegas incessantemente em suas costelas, rindo junto com a namorada.

- Pa-Para! – Pedia, tentando se livrar das mãos da loira, sem sucesso. – Amor, po-por fa-favor!

- Só vou parar quando se desculpar – Avril lhe respondeu, sorrindo e se controlando para não agarrar a morena com tanta fofura.

- Tá bom, eu peço, para! – Savannah respirava com dificuldades, mantendo as mãos sobre o estômago e puxando o ar com mais calma assim que a loira cessou as cócegas. – Me desculpa se você não queria acordar e eu tive que te fazer se bater pra isso – gargalhou alto com a sua própria fala, sentindo as bochechas doloridas de tanto rir naquele início do dia.

- Está achando engraçado? – A morena abriu a boca para responder, mas engoliu em seco no momento em que Avril prendeu seus pulsos ao lado de sua cabeça e se inclinou até roçar seus lábios perigosamente. – Hm...? – Provocou, puxando o lábio inferior da namorada entredentes e o soltando de forma lenta, somente para chupa-lo para dentro de sua boca em seguida. – Cadê as risadas agora?

- Você... Não sabe brincar, Abbey – Savannah acusou, sentindo o coração martelar na caixa torácica com toda a proximidade e aqueles arrepios não tão incômodos percorrendo todo o seu corpo. – Quem estava rindo? – Falou cínica, ocasionando uma risada baixa em Avril. Com isso a morena acabou conseguindo soltar um de seus pulsos e não demorou em levar a sua mão até o rosto da loira, ajeitando uma mecha de seu cabelo que lhe caía sobre o rosto atrás de sua orelha. – Vem cá... – murmurou baixinho, puxando o rosto da loira até que pudesse ter seus lábios colados.

Avril apoiou suas mãos nas laterais da cintura da mais nova, retribuindo o beijo com todo aquele sentimento que lhe pulsava nas veias. Seus lábios se acariciavam com calma e delicadeza, se provando aos poucos em uma dança ritmada. Sentiam como se estivessem flutuando na mais alta nuvem e ao mesmo tempo mergulhando no mais profundo oceano... Ambas agora entendiam aquela frase como nunca. Se conectavam de uma forma tão intensa que o mundo à volta parecia parar de girar, deixando-as perdidas naquela bolha quente e reconfortante. Tão concentradas que mal notaram quando a porta do quarto fora aberta...

- AVRIL RAMONA E SAVANNAH EMILY!

Seus corações pareciam que saltariam de suas gargantas e seus sangues gelaram tanto quanto a neve que caía lá fora. Avril foi parar ao lado de Savannah no colchão, ambas com os olhos saltados nas órbitas e ofegantes, se desesperando ainda mais ao notarem os pares de esmeraldas tão conhecidos lhes fitando de uma forma indecifrável. Lauren se encontrava estática na porta, mas não tão em pânico quanto suas filhas, apenas atordoada e subitamente perdida.

- Mo-mommy... Nã-não... – Savannah gaguejou com a voz falha, suas mãos tremendo de uma forma que nunca haviam tremido antes. – Nós... nã-não...

- Nós podemos explicar – Avril tomou a frente, engolindo em seco e tentando se manter firme pela namorada. – Não é nada do que a senhora está pensando!

- Você acha que eu tenho cara de idiota, Ramona? – Lauren falou entredentes, lhe fuzilando com os olhos e lhe calando no mesmo momento. – Eu vi com os meus próprios olhos! Vai dizer agora que eu estou ficando cega?!

- Não, mas nã-não é bem assim – lhe respondeu amedrontada, segurando na mão de Savannah no momento em que ouviu um soluço escapando da boca da morena. Lauren observou atentamente aquele movimento. – Nós podemos explicar.

A hispânica suspirou pesadamente, vendo Savannah levar uma mão à boca e se desmanchar em lágrimas agonizadas que pareciam não querer cessar tão cedo. Avril jamais conseguiria se manter longe enquanto a sua garota estivesse em um estado como aquele, então não demorou em toma-la entre seus braços e lhe abraçar da forma mais protetora possível. Os olhos claros da loira já continham uma vermelhidão conhecida, não só por estar com o coração partido de ver Savannah chorando daquela forma, por também estar sendo corroída em cada terminação nervosa pelo medo que lhes consumia naquele momento.

Não era para ser daquele jeito. Não fora assim que haviam planejado.

As coisas fugiram completamente do controle e elas já não tinham mais ideia alguma de como seria a reação da mais velha. Uma coisa era elas sentarem para conversar e explicar toda a situação, com calma e em cada detalhe... outra coisa era elas serem pegas aos beijos pela mãe em pleno amasso. Com certeza não era uma situação confortável para nenhuma das mulheres ali presentes.

- Eu... Eu já sabia – Lauren confessou baixinho, fechando os olhos durante alguns segundos.

- Como? – Avril questionou, atordoada.

A hispânica respirou fundo e caminhou até a cama, se sentando de frente para as filhas.

- Eu sempre fui muito observadora e vocês são minhas filhas, o que torna isso pior. Digamos que eu sei reconhecer um amor verdadeiro quando ele de fato existe – as garotas se encontravam totalmente atônitas diante da fala da hispânica, sem saber exatamente como deveriam agir. – Vocês sempre tiveram esse brilho diferente nos olhos quando se olham, desde quando eram pequenas – as lágrimas agora corriam livres pelas bochechas das garotas, da mesma forma que Lauren não pôde segurar as suas próprias ao observa-las juntas, tão assustadas, mas sem se soltarem um segundo. O momento que ela tanto temera havia chegado e ela precisava confortar suas garotinhas. – Meus instintos maternos e principalmente, de mulher, me gritavam todo o tempo que cedo ou tarde vocês acabariam descobrindo esse sentimento e se entregariam a ele. Mas uma parte de mim, eu confesso, rezava pra que isso nunca acontecesse.

- Você quer dizer que... – Savannah murmurou sobre os soluços, apertando a mão de Avril com força o suficiente para que doesse. No entanto, a loira jamais demonstraria dor em um momento como aquele. – Você vai nos... vai nos...

- Eu não vou deserdar vocês, se é isso que está pensando – Lauren lhes tranquilizou ao notar a dificuldade e o pânico da filha em formular aquela pergunta, ouvindo os suspiros de alívio ressoar de suas bocas. – Eu não queria que acontecesse porque eu não quero que sofram – a hispânica fungou, esticando suas mãos para segurar nas das filhas que continuavam entrelaçadas. – Vocês são o meu bem mais precioso e eu daria a minha vida pra que não tivessem que passar por nenhum tipo de sofrimento, pra que jamais fossem expostas e apedrejadas.

- Por que diz isso? – Avril quem perguntou, sentindo a garganta arranhar no processo.

- Porque não vai ser nada fácil, meus amores – Lauren acariciou as costas de suas mãos, tentando passar o conforto que ela mesma estava precisando. – As pessoas são cruéis e não aceitam nada que fuja do padrão da sociedade, mesmo que seja o sentimento mais puro e lindo que existe na terra. Elas são cegas pelo preconceito ao ponto de fazerem o que for para ferirem quem foge de seus costumes, não se importando com o dano que irão causar. E eu tenho medo do que possam fazer contra vocês – confidenciou, sentindo o peito apertar fortemente com a possibilidade. – Mas jamais serei fria o suficiente pra separar vocês ou obriga-las a deixar de se gostar, não enquanto estiverem bem juntas.

- Sua opinião e a da mama são as únicas que importam pra nós, mom – Avril lhe disse, enxugando uma lágrima de seu olho direito. – Poderemos suportar o que for, contanto que possamos correr pro seu colo depois.

- Vocês sempre poderão correr para o meu colo, haja o que houver – lhes assegurou, sorrindo reconfortante e provocando sorrisos aliviados nas filhas, que se abraçaram fortemente em seguida. – Mas antes de qualquer coisa eu preciso perguntar... Vocês sabem o que estão fazendo? Se amam de verdade e são felizes juntas?

- Eu amo a Abbey mais que tudo no mundo, mom. Mais do que eu poderei amar alguém um dia, tenho certeza – Savannah respondeu firmemente, olhando para a namorada com um sorriso no cantinho dos lábios. – E ela me faz feliz como ninguém.

- Você sabe que é recíproco e que estamos sendo sinceras – Avril completou, notando Lauren sorrir fraco e assentir com a cabeça. – Temos absoluta certeza do que estamos fazendo e do que queremos... Eu quero a Sav do meu lado até as outras vidas. E enfrentarei o que for preciso por ela.

- Céus... – a hispânica riu, deixando-as confusas. – Vocês me lembram muito eu e sua mama... são situações diferentes, mas ao mesmo tempo iguais. Nos amávamos acima de tudo, mas nem todo mundo aprovava isso, entendem? – Ambas assentiram em compreensão e a hispânica sorriu com o olhar perdido, tendo as lembranças daquela época lhe invadindo a mente. – Foi muito difícil, mas tínhamos uma a outra e isso bastava. Vocês terão o nosso apoio incondicional pra tudo e tenho certeza que se sairão melhor que nós – Lauren esticou os braços, indicando para que se acomodassem naquele espaço e as garotas não demoraram em atender seu pedido mudo, se aconchegando no colo de sua mommy como faziam quando eram crianças. – Eu não vou mentir pra Camila, então vocês precisam contar pra ela o quanto antes, ok? Ela provavelmente vai desmaiar e depois gritar, xingar pra todos os lados e ter aquele surto que vocês já conhecem bem – ambas arregalaram seus olhos e engoliram a saliva duramente, causando uma risada na hispânica. – Mas não se preocupem... Logo que o surto acabar ela vai querer esconder vocês em um pote e colocar milhares de guardas em volta, somente pra que ninguém chegue perto e possa machucar vocês. Ela irá apoiá-las assim como eu... vocês não têm o que temer. Nós as amamos demais, meus bebês!

- Meu Deus... Nem acredito que isso acabou de acontecer. Eu estava com tanto medo! – Savannah disparou a falar, apertando o rosto contra o pescoço da hispânica que lhe acariciava os cabelos castanhos. – Eu te amo, mommy!

- Mesmo nos chamando de bebês... – Avril falou entre caretas, sendo repreendida por Savannah, o que fez com que Lauren gargalhasse. – Okay, mesmo assim... Eu amo muito você, mommy. Muito! Obrigada por nos aceitar... Eu não sei nem como agradecer por ter uma mãe tão maravilhosa. Mama também não fica atrás, sei que irá nos apoiar depois do surto – riu.

- Não tem que agradecer minha filha, é o meu papel como mãe amar vocês pelo que são e cuidar pra que se levantem a cada queda. Jamais as julgaria por sua escolha de amar, pelo amor de Deus... Eu me orgulho tanto de vocês! – Lhes puxou para seus braços novamente, depositando um beijo na testa de cada uma e mantendo aquele abraço durante um tempo. – Eu adoraria ficar aqui com vocês durante um bom tempo, mas combinamos de acordar seu irmão pra cantar parabéns. Já estamos atrasadas, então sequem essas lágrimas e levantem essas bundas – bateu palmas ao se afastar e apressa-las, ouvindo-as rirem com seu ato.

Ambas as garotas fizeram o que a mãe pediu, lhe beijando as bochechas ao mesmo tempo e a deixando suspirando feito boba ali no colchão. A mais velha temia por tudo o que suas filhas estavam sujeitas a passarem, mas também estava feliz somente por saber o quanto as duas estavam felizes. Tudo o que ela mais queria era que os seus filhos fossem felizes, e lutaria com unhas e dentes para garantir isso. Seja com quem for.

[...]

- HAPPY BIRTHDAY TO YOU, HAPPY BIRTHDAY TO YOU...

Louis gargalhou ao ter o seu quarto invadido por toda a sua família. Seu cobertor foi arrancado de seu corpo e logo suas bochechas estavam sendo babadas, mas quem pensou que se tratava das crianças está muito enganado, era apenas Tom. No entanto, os pequenos adoraram aquela ideia e logo trataram de pular sobre o irmão mais velho, acompanhando o rapaz de cabelos descoloridos na bagunça.

- Gente, vocês não precisavam fazer isso – o Cabello-Jauregui mais velho disse, se ajeitando na cama e sorrindo para a imagem de cada membro de sua família.

Todos tinham chapéus sobre suas cabeças e Avril carregava um bolo com as velas acesas em suas mãos.

- Não é todos os dias que o nosso Loulou cria asas e vira uma linda borboleta, maninho – a loira comentou provocativa, ocasionando risadas em todos.

- Sua irmã tem razão, você está fazendo vinte aninhos meu amor, isso não é qualquer coisa – Lauren tomou a frente, trazendo Camila consigo por ter suas mãos entrelaçadas. – Claro que precisávamos vir!

- Vai começar a choradeira... – Dinah cantarolou entediada, recebendo um tapa estalado de Normani em seu braço. – Ai Moni, não precisava usar essa violência... Eu tenho sentimentos, sabia?

- Oh, não parece – a mulata riu, se inclinando para depositar um beijo casto em sua bochecha.

- Faça um pedido, querido – Camila o incentivou, acenando para que ele assoprasse as velas do bolo.

Louis rolou os olhos por cada rosto naquele quarto, para em seguida se inclinar sobre o bolo e assoprar as velas, sorrindo ao ouvir palmas ressoarem após seu ato.

- Espero que tenha usado muito bem o seu pedido – Rose comentou, se aproximando sorrateiramente de Avril e passando o indicador sobre o glacê do bolo, o lambendo e piscando cúmplice para a irmã. – Porque o bolo... – inclinou a cabeça levemente para o lado e o garoto franziu o cenho, sendo surpreendido em seguida pela meleca do bolo que se chocou contra o seu rosto. – FELIZ ANIVERSÁRIO, LOULOU!

As duas se inclinaram na direção do irmão e começaram a espalhar ainda mais a meleca entre risadas, puxando Tom que já fugia para longe e o sujando também. Ashley saltou imediatamente para trás de Vitor, evitando ao máximo que dessem a sua falta naquela guerra de bolo que se iniciava, não queria sujar a sua roupa. Vitor por outro lado acabou recebendo pedaços do bolo em seu rosto, mas o Hamilton-Hansen apenas ria e tentava proteger a namorada dos ataques.

- Quanto desperdício de comida – Emma negou com a cabeça ao observar a bagunça que seus irmãos faziam por ali. – Não poderíamos ter comido um pouco primeiro?

- Come aí, Em! – Draco exclamou ao espalmar sua mão coberta de bolo no rosto da garota, deixando-a boquiaberta por um momento.

- Huum... Até que está gostoso – a garota murmurou ao lamber os lábios melecados. – Experimenta, bro! – Passou a mão por seu próprio rosto e ameaçou sujar Luke, que saiu correndo no mesmo segundo.

- Quem teve a ideia brilhante de deixar a Avril trazer o bolo? – Ally questionou ao desviar de um pedaço voador, que acabou atingindo Shawn. – Desculpa, amor – sorriu sem graça, notando-o negar com a cabeça.

- Eu deveria ter imagino que impedir Dinah de trazer não adiantaria de nada – Camila murmurou pensativa.

- Claro que não, elas são cúmplices, Camz! – Lauren acusou, negando com a cabeça ao vê-la lhe sorrir amarelo. – Odeio quando eles brincam com comida.

- Deixa de ser estraga prazeres, fantasminha camarada – a polinésia se aproximou e enlaçou o pescoço da hispânica com seu braço. – Aniversário sem bolo na cara não é aniversário! – Lauren revirou os olhos, empurrando-a para longe.

- OW, CHEGA, PAREM COM ISSO! – A hispânica vociferou alto o suficiente para que seus filhos e sobrinhos parassem seus movimentos. – Crianças, vão se limpar porque o Papai Noel não gosta de crianças sujas e levadas – falou aos pequenos que não hesitaram em correrem para o banheiro mais próximo. – E vocês, limpem toda essa sujeira! – Indicou para os mais velhos.

- Mas eu também quero ver o Papai Noel, mom! – Emma protestou, cruzando os braços sobre o peito.

- Não acha que já está bem grandinha pra querer visitar o Papai Noel, Luna? – Benjamin questionou risonho, negando com a cabeça.

- E daí, babaca? – A garota retrucou.

- É a síndrome do Peter Pan... Eu também quero ir – Avril comentou, terminando de lamber seus dedos. – Vou ver se o velho me arruma uns doces – deu de ombros e Emma logo concordou com sua fala. – Vamos, Sav? – Chamou a morena que encarava a quantidade de doces em suas mãos com uma careta.

- Você vai passar mal, sabia? – Savannah a repreendeu, chamando a atenção de Lauren do outro lado.

- Teimosa igual a mãe – a hispânica negou com a cabeça, revirando os olhos em seguida ao notar que Avril sequer se abalou, continuando a lamber seus dedos. – Falando nisso, onde Camila se meteu? – Franziu o cenho ao dar falta da latina que a pouco estava ao seu lado.

- Se não foi em você, como poderemos saber? – Dinah disse irônica, rindo ao notar as bochechas da hispânica ruborizarem. – Ah, como não suspeitamos? Olha ela ali... – a polinésia apontou para a cama de Louis onde Camila raspava o resto de bolo que havia no prato que repousava no colo do garoto completamente sujo do doce. – Chancho, larga isso aí e vamos ver o Papai Noel também, seja uma boa mocinha! – Puxou-a pelas mãos, forçando-a a se levantar da cama entre resmungos.

- Mas eu quero o bolo, Chee – a latina choramingou, tentando se soltar da mais alta, sem sucesso. – E eu não preciso ver o Papai Noel, já tenho tudo o que preciso bem aqui – olhou para Lauren e depois para os filhos que ainda estavam ali.

- Mas nossos filhos ainda querem ver ele, então vai se limpar vai... – Lauren lhe disse, disfarçando um sorriso bobo ao se afastar para buscar Tommy com Ariana e Justin. – Vocês têm 10 minutos! – Anunciou alto o suficiente para que todos os seus filhos ouvissem.

[...]

A noite havia chego, trazendo consigo todo aquele clima mágico com ainda mais força. Dinah, Shawn e Camila já haviam reservado um salão em especial no hotel para aquele dia, antes mesmo de viajarem. Estava tudo perfeitamente organizado, na medida do possível é claro, afinal com tantas crianças e adolescentes é quase impossível de se manter tudo em ordem. Mas ainda assim, todos estavam colaborando. Apenas Ally que ficou um pouco chateada por não poder cozinhar a ceia, mas teve de admitir que os cozinheiros do hotel capricharam.

- Sabem que hora é agora? – Camila questionou de repente, logo após comerem, com um sorriso sapeca na direção de seus bebês. – HORA DOS PRESENTES!

- EBA!!! – Exclamaram, correndo todos ao mesmo tempo na direção do pinheiro que havia na sala.

- A hora que o meu bolso mais chora também... – a latina murmurou, atônita ao observar toda a correria.

Lauren gargalhou alto ao notar que até mesmo Dinah saíra correndo em direção dos presentes.

- Por eles vale a pena, Camz – a hispânica lhe disse, entrelaçando seus dedos e passando a guia-las calmamente para a sala.

- Você tem toda a razão – Camila sorriu encantada para a mulher ao seu lado, direcionando aquele mesmo olhar brilhoso para os filhos. – CHINA, NÃO ABRE ISSO AQUI NÃO! – Arregalou seus olhos ao notar Dinah com o embrulho de presente que ela e Lauren haviam comprado para ela e Normani.

- Por que eu não abriria o MEU presente? – A polinésia cruzou os braços sobre o peito, emburrada.

- Porque eu pretendo manter meus filhos inocentes! – A latina rebateu, da mesma forma.

- E você iria traumatiza-los – Lauren completou, prendendo uma risada.

- Mas foram vocês que compraram! – Dinah contestou, franzindo o cenho pensativamente em seguida. – Oh, Mani e eu ganhamos brinquedinhos novos? – Sorriu sugestiva.

- Senhor, perdoe essas almas... – Ally murmurou, olhando rapidamente para cima. – Nem ouse abrir esse negócio aqui, Dinah!

- Posso ver depois, Dinda? – Rose pediu, sorrindo maliciosa e deixando uma certa latina de boca aberta.

- Claro, meu amor – a polinésia murmurou, ainda intrigada com o embrulho.

- Lauren, ME SEGURA! – Camila ameaçou avançar, mas rapidamente foi barrada pela hispânica. – ROSALIE ISABELLA!

- Aí mama, que mau humor – a garota resmungou ao sair dali.

- Bem feito – Dinah cantarolou provocativa. – Ninguém mandou me dar um presente desses bem aqui.

- Lo, eu vou acabar com ela – a latina falou entredentes, fuzilando Dinah com os olhos.

- Calma baby – Lauren pediu, acariciando levemente seu braço. – Que tal irmos dar os presentes dos mais velhos? – Sugeriu e Camila mesmo emburrada acabou aceitando.

Caminharam até onde seu filho mais velho estava abraçado com Tom, ambos rindo de alguma coisa que diziam.

- Filho? – A hispânica chamou, ganhando a atenção dos garotos. – Viemos entregar o seu presente.

- Sabe que não me importo com essas coisas, mommy – Louis lhe respondeu, negando com a cabeça.

- Bom, já que ele não se importa mesmo... Mais dinheiro no meu bolso – Camila deu de ombros, se preparando para dar meia volta.

- Camila! – Lauren a repreendeu, ouvindo as risadas dos garotos.

- Mas ele mesmo disse qu-

- Dá logo o presente do menino, Karla – a hispânica lhe interrompeu, fazendo-a engolir em seco e revirar os olhos, para em seguida retirar um par de chaves do bolso. – Já tínhamos comprado antes da viagem... É de aniversário e de natal, e não se preocupe, você merece filho – o assegurou, sorrindo de forma orgulhosa para o moreno. – Mesmo me tirando do sério com aqueles atrasos! – Negou com a cabeça.

- Nós obviamente não poderíamos trazê-lo pra cá, mas ele está te esperando em Miami – Camila explicou, lhe estendendo a chave com um pequeno chaveiro em forma de bola de futebol.

- Vocês... Vocês estão me dando um carro? – Louis arregalou os olhos, segurando o chaveiro hesitante.

- Já estava na hora né, garoto – Camila riu de sua reação.

- Só tenta não bate-lo na primeira semana – Lauren instruiu, trocando o sorriso por uma expressão séria. – Muito menos invente de dirigir depois de beber com seus amigos ou andar por aí sem cinto!

- Lolo, ele é mais responsável que eu – Camila sorriu sem dentes.

- Verdade – a hispânica concordou, rindo em seguida. – Mas não custa nada lembrar!

- Eu nem sei o que dizer – Louis murmurou, ainda atordoado ao fitar suas mães. Lauren negou com a cabeça e abriu os braços para que ele lhe abraçasse, e assim ele fez... abraçando ambas as mulheres de uma vez. – Muito obrigado! – Agradeceu, apertando-as com mais força, o que era uma cena engraçada levando em conta que ele já estava maior que as duas. – Eu amo vocês!

- Também te amamos, bebê – Lauren suspirou, beijando-o na bochecha e rindo ao sentir sua barba lhe fazer cócegas. – Agora nós vamos deixar vocês aproveitarem a noite – se afastou do abraço e sorriu para o sobrinho que apenas observava a cena. – Juízo vocês dois!

- Sabe que eu sou o rapaz mais ajuizado que você conhece, dinda Laur – Tom falou cinicamente, fazendo-a gargalhar alto.

- Imagina se não fosse – negou com a cabeça, lançando beijos no ar para os dois e puxando Camila pela mão para longe dali.

- Que... Espera Lauren, por que nós vamos deixar eles sozinhos? – A latina protestou, olhando para trás e dando de cara com os dois envolvidos em um beijo. Escancarou a boca com a cena. – Ah não, vamos voltar... Não pode uma coisa dessas!

- Camila, olha o mico – Lauren murmurou, sem cessar o aperto na mão da latina. – Eles são um casal, e casais precisam de privacidade!

- Mas é o meu bebê! – Camila choramingou, formando um bico em seus lábios.

- Seu bebê cresceu – a hispânica suspirou – Desmancha esse bico vai... – pediu, se inclinando para beija-la rapidamente e vendo um sorriso surgir em seus lábios. – Assim que eu gosto.

- Tudo bem – a latina se rendeu, abraçando a hispânica de lado ao caminharem. – Ele precisa aproveitar enquanto não tem treze filhos pra cuidar, né? Porque depois disso fica difícil ter privacidade – suspirou tristemente, arrancando uma risada da mulher.

- Ainda podemos dar o nosso jeitinho – Lauren lhe piscou com um olho, sorrindo ao deixa-la estancada em seu lugar e caminhar até onde Savannah e Avril estavam, ajudando os pequenos a desembrulharem seus presentes.

- O que ela quis dizer com isso? – Camila murmurou consigo mesma, arregalando os olhos logo em seguida. – Lauren, espera! – Acelerou os passos, alcançando a hispânica ofegante. – Isso não se faz, sabia? – Sussurrou sobre seu ouvido, assustando-a levemente.

- Não sei do que está falando – mordeu o lábio para conter a risada, pigarreando em seguida para chamar a atenção de Avril e Savannah. – Meninas, os seus presentes! – Acenou para que Camila os buscasse, notando-a bufar frustrada.

- Aqui está – Camila estendeu as duas caixinhas pretas de veludo para as meninas.

Savannah soltou um gritinho e se lançou contra sua mama no momento em que abriu a caixinha, se deparando com um colar de prata que continha a palavra “cheer”.

- Eita – a latina gargalhou, passando os braços pela cintura da filha e retribuindo seu abraço. – É pra te dar sorte com toda essa coisa de líder de torcida!

- Eu amei mama, obrigada! – Savannah lhe aplicou um beijo estalado na bochecha, sorrindo o mais largo que seus lábios suportavam.

- Deixa que eu coloco – Camila se ofereceu, pegando a peça da mão da filha e se aproximando para encaixar o colar em seu pescoço.

- Caralho! – Avril exclamou ao lado em seguida, causando risadas em todas. – É lindo, mommy! – Seus olhos brilhavam para o colar que continha um pingente de guitarra.

- Tem mais... – Lauren disse misteriosa.

- Mais?! – Os olhos da loira saltaram em suas órbitas, causando uma risada na hispânica e nas duas ao lado.

- Sim – Lauren confirmou, fazendo o mesmo que Camila ao se aproximar para encaixar o colar no pescoço de Avril. – Você tem talento de sobra e não quero que o desperdice – explicou, deixando-a ainda mais curiosa. – Assim que voltarmos para Miami eu quero que faça um teste no estúdio.

- Mas mom, dessa forma não seria justo! – Protestou prontamente.

- E quem disse que eu vou me envolver nisso? – Lauren a questionou e ela franziu o cenho, confusa. – Um amigo meu fará o seu teste, então o mérito será todo seu – a hispânica achava que sua filha poderia desmaiar a qualquer momento se ficasse ainda mais pálida do que já era. – Eu também não quero que entre pra esse mundo ainda, porque prefiro que aproveite tudo o que tem que aproveitar na sua idade. Por isso se você passar no teste, vai estagiar comigo. Não vamos te lançar no mundo da música ainda, mas vai poder trabalhar diretamente com isso e aprender um pouco antes de tudo.

- E-eu... nã-não sei – Avril engoliu em seco, sentindo o coração lhe subir a garganta.

- Como não sabe, Ramona? – Savannah se intrometeu, fitando-a com descrença. – Esse é o seu sonho desde garotinha!

- Mas e se... e se... – começou a gaguejar, incapaz de completar a frase, mas Savannah sabia muito bem o que ela estava pensando.

- Ela aceita, mommy – a morena respondeu por ela, fazendo-a arregalar ainda mais os olhos.

- Escuta filha, eu trabalho com isso a anos... – Lauren se aproximou, segurando nas mãos da loira e olhando-a de forma significativa. – Mesmo sendo sua mãe, eu jamais te chamaria se não soubesse que você realmente tem talento e capacidade pra se dar bem nesse ramo. Sabe que a música é uma das coisas mais importantes pra mim.

- Sua mãe tem razão, Abbey – Camila completou, abraçada a Savannah enquanto ambas olhavam para a garota. – Todos pudemos ver o quanto você é talentosa... Não aceito um não como resposta! Você precisa agarrar as oportunidades que a vida te dá, querida. Acho que eu já te ensinei isso, não? – Avril gargalhou alto ao se lembrar do episódio em que Camila lhe fizera correr durante longos minutos atrás dela apenas para que ganhasse a sua guitarra.

- Okay, tudo bem... – suspirou profundamente. – Eu aceito!

As três comemoraram e partiram para abraça-la, deixando-a totalmente sem graça. Logo em seguida, Lauren e Camila se afastaram para continuarem a entregar os presentes dos outros. Benjamin ganhara um frasco novo de seu perfume favorito, Ashley um colar com um pingente de estrela encrustado com algumas pedrinhas delicadas, Draco um skate novo e Emma uma réplica perfeita da tiara de princesa que Anne Hathaway usara no filme “O diário da princesa”. A mulher era uma de suas atrizes favoritas, o que causou um enorme surto na pequena Cabello-Jauregui. Já as crianças, como sempre foram lotadas de brinquedos e jogos.

- Deixa que a mommy te ajuda, meu amor – Lauren se juntou as crianças no tapete, alcançando as peças do novo castelo da Barbie de Olivia.

- Mom, eu acho que o Papai Noel se enganou esse ano – a pequena comentou distraída.

- Por que acha isso, filha? – Questionou, confusa.

- Porque eu pedi pra ele que a nossa família pudesse ficar junta pra sempre, e você e a mama já voltaram – explicou, fazendo com que todos a volta se calassem para prestar atenção em sua fala. – Ele me deu presente a mais! Eu só queria as minhas mamães juntas outra vez! – As exclamações foram unanimes, da mesma forma que todos se derretiam com a garotinha.

- Oh meu bebê... – Camila se aproximou completamente emocionada, se sentando ao lado da filha e da hispânica. – Você merece todos os presentes do mundo e tenho certeza que o Papai Noel também sabe disso, não foi um engano.

- Além disso, sua mama e eu não vamos mais nos separar – Lauren completou, acariciando os cabelos da filha.

- Vocês prometem? – Seus olhinhos brilharam para suas mães em sua frente.

- Claro que prometemos, meu anjo – a hispânica assentiu com a cabeça, sorrindo com a doçura da filha.

- De dedinho? – Olivia estreitou os olhos, levantando seus dedos mindinhos.

Camila gargalhou, contagiando Lauren.

- De dedinho! – Confirmou, enlaçando seu dedo ao da filha.

Lauren não demorou em fazer o mesmo, para em seguida puxar a pequena garota para o seu colo, deixando-a entre ela e Camila, dessa forma ambas puderam encher suas bochechas de beijos.

- Confesso, eu já estava me preparando pra ter que escolher com qual das duas passar o natal – Rose disse, comprimindo os lábios ao lembrar de seus pensamentos.

- Vira essa boca pra lá, garota! – Ashley a repreendeu entre uma careta. – Isso seria pior que escolher entre Louis Vuitton e Chanel... Ou seja, um pesadelo!

Gargalhadas ressoaram com o comentário da loira e ela deu de ombros, apenas se aconchegando melhor no abraço de Vitor.

- Sabem o que está faltando? – Ally questionou com um sorriso de orelha a orelha e Shawn riu, já imaginando o que seria. – Uma música natalina!

- EU TOCO O PIANO! – Justin bradou, se levantando do sofá em um pulo e correndo até o instrumento localizado em um canto da sala.

Depois de uma longa discussão para decidir que música eles cantariam, o loiro logo começou a dedilhar as teclas do piano.

- I don't want a lot for Christmas, There is just one thing I need/Eu não quero muito neste natal, só tem uma coisa que eu quero – Normani começou cantando, sorrindo animada ao balançar levemente sua cabeça de um lado para o outro.

- I don't care about the presents underneath the Christmas tree/Eu não me importo com os presentes embaixo da árvore de natal – Lauren continuou, fechando os olhos por alguns segundos em concentração, mal notando que seus filhos lhe encaravam admirados, da mesma forma que a latina ao seu lado.

- I just want you for my own, more than you could ever know/Eu só te quero pra mim, mais do que você pode imaginar – Ally cantou, roçando seu nariz carinhosamente ao de Anne no processo.

- Make my wish come true.../Faça com que o meu desejo se realize... – Camila continuou, rindo ao agitar as mãozinhas de Tommy que já se apossava de seu colo, batendo palminhas animadas.

- All I want for christmas is you/Tudo o que eu quero neste natal é você – Dinah quem completou dessa vez.

Justin então aumentou a velocidade em que seus dedos dedilhavam no piano, agitando as crianças que acabaram por deixar os brinquedos de lado por algum tempo. Todos então começaram a cantar juntos, sendo contagiados pelo clima bom que se instalava, e não somente uma única música, como várias que se seguiram.

Camila observava toda a sua família mais afastada, com um sorriso e brilho nos olhos que poderiam ser notados a quilômetros. Durante muito tempo a latina não soube como era um verdadeiro natal, como era ter uma família alegre e unida se reunindo para cear... Até conhecer Lauren. Seus pensamentos foram todos direcionados à hispânica, como sempre.

- Hey, gostosa – chamou a atenção da mulher que anteriormente cantava enquanto brincava com os pequenos no tapete. – Vem comigo rapidinho? – Estendeu uma de suas mãos.

Lauren olhou para os filhos por um momento, apenas para se certificar que eles estavam perfeitamente distraídos antes de aceitar a mão da latina. Camila a guiou até uma pequena varanda que havia ali, puxando-a de encontro ao seu corpo e se apoiando no batente, recostando seu queixo no topo da cabeça da hispânica. Lauren sorria contra a pele do pescoço da latina, aproveitando aquele momento de tranquilidade a sós com a mulher de sua vida.

- Não me trouxe aqui atoa, não é? – Perguntou baixinho, infiltrando suas mãos pela abertura do casaco da latina para que esquentassem. – Não que eu esteja reclamando – Camila riu.

- Te trouxe aqui porque você também precisa receber o seu presente, rainha – confidenciou.

- Só não te bato porque eu também comprei um pra você – a hispânica confessou, mordendo o lábio nervosamente. – Mas eu vou primeiro... – se afastou do abraço, levando a sua mão até o bolso do seu casaco e retirando uma pequena caixinha de veludo de lá. Camila a observava curiosa, para em seguida sorrir do jeito nervoso da mulher ao abrir a caixinha. Lá dentro continha uma espécie de gargantilha, com um pingente do sol e uma pequena pedra da cor vermelha-púrpura que Camila não soube identificar. – Você é apaixonada pelos significados das flores e eu pelos dos cristais... Esta é uma Alexandrita, ela vai te trazer saúde, proteção, sorte... e amor.

- Ela é linda – a latina suspirou, pegando a gargantilha em suas mãos.

- Eu estava pensando em quando voltarmos pra Miami... Querendo ou não a nossa rotina voltará a ser a mesma. Você voltará para o hospital e eu para o estúdio, além de termos que cuidar de tudo em casa. Não teremos praticamente nenhum tempo juntas... Então pensei que você pudesse me ter contigo em todos os momentos e segura-lo sempre que sentir saudades - Lauren suspirou tristemente, tentando se livrar dos pensamentos ruins. - Olhe atrás do sol... – Instruiu, ainda com o lábio entredentes em nervosismo.

Camila fez o que lhe foi dito, girando a peça em seus dedos e notando pequenas palavras gravadas ali em uma letra cursiva.

“This love is ours”.

“Esse amor é nosso”.

Sentiu seus olhos encherem com a menção da música que elas sempre consideraram como a “delas”, algo que começou bem lá no começo do namoro.

- É perfeito – sussurrou, tentando em vão conter a lágrima que ameaçava correr por sua bochecha. – Hey, deixe um pouco pra mim – falou, se referindo ao lábio da hispânica preso entredentes, se aproximando e segurando delicadamente em seu queixo para que pudesse lhe beijar. Lauren logo sentiu a pontinha da língua quente de Camila tocar seu lábio inferior, deslizando provocativamente pelo local, apenas na tentativa de “amenizar” a pressão que Lauren exercia nele. A hispânica então entreabriu seus lábios, recebendo-a de bom grado e suspirando sobre sua boca. – Hum... Espera – Camila interrompeu o beijo em um estalo, fazendo-a bufar frustrada. – É a minha vez!

- Tudo bem – suspirou pesadamente.

- Coloca pra mim primeiro? – A latina pediu, estendendo o colar em sua direção.

Lauren segurou a peça e carinhosamente afastou os cabelos da mulher para seu ombro esquerdo, ajeitando-o ali e encaixando o feche. Após colocá-lo ela depositou um beijo demorado sobre a curvatura do pescoço da latina, sorrindo de lado ao notar sua pele se arrepiar com o toque.  

- Está vendo aquela estrela bem ali...? – Camila questionou assim que ela se afastou e se postou ao seu lado, apontando para uma estrela em específico. Lauren assentiu com a cabeça, fitando o pontinho brilhoso que enfeitava o céu escuro. – O nome dela é Lauren.

- O que? – As sobrancelhas de Lauren se ergueram em surpresa e seus lábios se entreabriram em descrença. – Camila, eu não acredito!

- Eu sempre disse que te daria uma estrela – a latina sorriu ao observar a estrela em questão, tendo consciência de que seus olhos verdes favoritos estavam cravados em si. – Bom, finalmente estou cumprindo a minha promessa. E em dose dupla.

- O que quer dizer? – Questionou, confusa.

- Veja, aquela outra ali... – apontou para a outra extremidade do céu, a estrela que lhes parecia mais brilhar por ali. – Se chama Camren – riu da expressão que a hispânica fez assim que ela pronunciou essas palavras. – Você por si só já poderia iluminar uma cidade inteira, mas acredito que juntas poderíamos iluminar o mundo e guiar todos os amantes perdidos que só terão as estrelas como testemunhas de seu amor.

Lauren estava... literalmente, sem palavras.

- Aqui – a latina retirou uma folha de papel dobrada de seu bolso, estendendo para a hispânica. – Os documentos que provam isso.

Ela não precisava de provas, mas ler aquele papel fez com que as coisas ficassem ainda mais surreais. Camila era surreal... E ela agora poderia ver o que a latina seria capaz de fazer. Via também que ela guardava cada pequeno detalhe em sua memória, cada segredo confidenciado em noites de insônia, cada desejo e sonho confessado. Era mais do que ela poderia imaginar. Eram tantas emoções que ela não sabia como poderiam estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, e nem como cabiam tudo em seu corpo.

Ela amava aquela mulher... Oh, ela a amava com tudo de si.

Diante de tantas emoções e palavras que Camila havia tomado dela com aquele gesto, ela só poderia dizer uma única coisa. Aquela mesma frase que parecera ser a única capaz de traduzir tudo o que pensava antes de beija-la pela primeira vez. E Lauren sabia que não seria a última vez que a usaria.

- Você é incrível, Camz – sussurrou atordoada e Camila virou o rosto para olha-la, aquele mesmo sorriso bobo pintando em seus lábios e dançando feito o mais lindo balé diante de seus olhos. Ela foi incapaz de conter o seu próprio sorriso com aquela imagem, assim como não poderia encontrar outra forma de selar aquele momento, senão com um beijo. Sua mão foi diretamente para a bochecha da latina enquanto a outra segurava em seu pescoço, puxando-a em sua direção. Seus lábios se tocaram lentamente e com calma a princípio, de forma que puderam sentir suas respirações se misturando e se tornando uma só. Em seguida, a hispânica teve a iniciativa de pincelar o lábio inferior da latina com a língua, deslizando-a calmamente para dentro de sua boca e passando a explorar cada cantinho já conhecido. Aquilo jamais perderia a graça, pois era sempre como a primeira vez. Clichê, eu sei... Mas a mais pura verdade. Sempre que seus lábios se chocavam, aquela corrente elétrica corria por suas veias como se fosse sangue e as mesmas borboletas sobrevoavam em seus estômagos, incansáveis. O calor confortável, os arrepios e a paz de estar em casa... O amor. – Camz... – um baixo gemido escapou da boca de Lauren no momento em que sentiu sua língua ser sugada pelos lábios carnudos de sua latina, exatamente no mesmo instante em que os dedos de Camila cravaram em sua cintura com pressão o suficiente para fazê-la estremecer. Ah, Camila simplesmente sabia o seu ponto exato... Tinha a pegada perfeita para fazê-la perder o controle. – Eu não aguento mais... – seu sussurro se perdeu entre os lábios da mulher, que foram devidamente mordiscados e arranhados por seus dentes, assim como os fios castanhos que ela repuxara no processo. Seu corpo fervia internamente e arrepiava em cada centímetro, mas além disso, seu coração palpitando forte e fiel em seu peito, conectado aos desejos mais profundos e insanos de sua alma, lhe dava a certeza de que sim... Ela estava finalmente pronta para se entregar outra vez. De corpo e alma. – Eu preciso de você.

- Eu estou aqui – Camila franziu a testa ao cola-la na da hispânica, sentindo suas respirações ofegantes se chocarem a cada segundo.

- Não desse jeito.

Lauren acariciou seu maxilar com o polegar, abrindo os olhos para que através deles pudesse fazer com que a latina entendesse. E Camila demorou alguns segundos, mas logo reconheceu o tom de verde musgo familiar que seus olhos se tornavam quando demonstravam desejo.

- Oh – Exclamou assim que compreendeu, arregalando os olhos. – Agora?

- Uhum... – a hispânica correu a pontinha de seu nariz pela pele exposta do pescoço da latina, torturando com mordidas lentas, onde ela sugava sua pele e a arrastava com seus dentes, passando a língua para aliviar e assoprando apenas para causar aquela reação... Lábio inferior mordido com força e olhos pressionados, uma tentativa inútil de conter um gemido preso na garganta que era fielmente denunciado pelos arrepios ocasionados em sua pele bronzeada. – Tudo o que eu quero neste natal é você. Imediatamente. Irrevogavelmente. Agora.

- Ma-mas... – Camila gaguejou, apertando os dedos na cintura de Lauren ao sentir seus lábios alcançarem o começo de sua orelha. – As cri-crianças... Elas... Oh... Merda – ofegou ao ter seu lóbulo mordiscado e chupado pelos lábios que tiravam seus pés do chão.

- Elas estão com os nossos amigos – a hispânica trilhou um caminho pelo seu maxilar, depositando beijos molhados no processo. – E eles nem vão nos ver. Além do mais, tenho certeza que não vão se importar... – roçou seus lábios perigosamente, sentindo o corpo de Camila contrair contra o seu. – É capaz de eles organizarem uma festa pra comemorar.

- Mas...

- Shiu, babe – Lauren a calou com um beijo ávido, voraz e preciso ao ponto de fazer seus olhos rolarem nas órbitas e obrigarem suas pálpebras a se fecharem. – Vamos.

Tão rápido quanto começou o beijo ela o encerrou, deixando Camila completamente indignada e frustrada. Com a mesma velocidade, ela entrelaçou seus dedos e a arrastou para fora da varanda sorrateiramente. Notaram que todos ainda cantavam e riam, sendo que as crianças continuavam entretidas e com Ariana, Savannah, Avril, Tom e Louis brincando com eles. Lauren sorriu diante da cena e passou a guiar Camila até a porta de saída, sentindo a adrenalina correr por seu corpo de uma forma maravilhosa. Gargalharam alto assim que se viram no corredor do hotel, sem sequer terem sido percebidas.

- Eu tinha esquecido o quanto você é louca – Camila comentou, ainda entre risadas ao observar Lauren apertar impacientemente o botão do elevador.

- Você adora que eu seja assim – a hispânica sorriu de lado ao ouvir o apito do elevador chegando no andar em que estavam, notando a latina concordar com a cabeça. – E você realmente ainda não viu nada.

Logo após a sua fala, ela agarrou nas golas do casaco da latina e a arrastou para dentro do elevador, prensando-a contra a parede metálica. Os olhos de Camila saltaram nas órbitas, mas ela não teve tempo de sequer questionar. No segundo seguinte seus lábios estavam sendo devorados pela hispânica, que ainda por cima mantinha seus dedos entrelaçados em seus cabelos, ditando o ritmo voraz do beijo e a arrepiando dos pés à cabeça. A latina sorriu maliciosa com a atitude da hispânica, girando seus corpos no mesmo instante e invertendo as posições. Sua mão espalmou na coxa descoberta de Lauren e a elevou na altura de sua cintura, apertando-a da forma que quis desde o momento em que a viu vestida daquele jeito. O beijo foi se intensificando e tomando proporções inexplicáveis, os toques apenas levando-as ainda mais para um precipício sem volta. Com o oxigênio ficando escasso, Camila desprendeu seus lábios em um estalo e os guiou para o pescoço alvo, alternando entre beijos, chupadas e mordidas, insaciáveis. Lauren sentia a mão da latina deslizar pela pele de sua coxa, a arranhando por toda a extensão e enviando vibrações para cada terminação nervosa em seu corpo. Então Camila subiu seus lábios até o ouvido da hispânica, soltando pequenas lufadas de ar ali por não conseguir conter totalmente a sua respiração.

- Gostosa – sua voz rouca pelo tesão ecoou maravilhosamente nos ouvidos da hispânica, levando-a a gemer baixo.

Camila tinha plena noção do que aquela palavra causava em Lauren e a pronunciava de propósito... Mas pior mesmo era quando ela o fazia inocentemente em um ato já natural, o que deixava a hispânica ainda mais excitada e se sentindo uma ninfomaníaca viciada em sexo ao pensar nessas coisas quando a mulher estava apenas sendo fofa.

Dessa forma as mãos de Lauren criaram vida própria e migraram para a sua segunda parte favorita do corpo da latina... Sua bunda, extraordinariamente grande e gostosa de apertar. A primeira parte favorita era a sua boca e a terceira sua barriga, lugares em que Lauren tinha uma tara inexplicável e quase insana.

Sentiu os lábios da latina alcançarem o seu busto descoberto pelo decote e arqueou suas costas contra a parede do elevador, segurando com força em seus cabelos e a pressionando contra seu corpo, ansiando pelo momento em que sua boca alcançaria o lugar que ela mais desejava naquele momento. Com a mão de Camila pressionando a sua coxa, subindo e descendo, junto aos beijos e lambidas que eram deslizados perigosamente até o vale entre seus seios, ela tinha certeza absoluta que seu corpo entraria em combustão a qualquer momento.

Seus desejos eram tantos, malucos e desesperados, tanto que ela mal sabia o que deveria fazer primeiro. Ao tempo em que queria ser tomada pela latina, também queria tê-la para si de todas as formas possíveis. Camila se sentia do mesmo jeito... Ansiando por cada toque, cada beijo, cada gemido e cada junção. Sendo assim, não demorou muito para que Lauren voltasse a inverter as posições, indo um pouco mais além ao segurar firmemente na cintura fina da latina e a levantar em seu colo, obrigando-a a prender suas pernas em volta de seu quadril. Suas mãos subiram direto pelas coxas da latina e se prenderam em suas nádegas, sustentando o seu corpo. Seus lábios se atacaram mais uma vez e as unhas de Camila arrastaram pela pele pálida das costas de Lauren, deixando suas finas e avermelhadas marcas por onde passavam. O lábio inferior da latina foi mordido e ferozmente sugado, soltado de forma lenta até que se soltasse por conta própria do aperto da hispânica, exatamente no momento em que as portas do elevador voltaram a se abrir.

Como se o universo inteiro estivesse conspirando a favor das duas, o corredor estava vazio e a porta de seu quarto não estava muito longe. Lauren cambaleou com a latina em seu colo para fora do elevador, esbarrando em algumas das paredes pelo caminho para que pudesse voltar a beija-la, até que se viu obrigada a coloca-la no chão para que pudesse abrir a porta. Suas mãos tremulavam ao buscar pelo cartão que destrancava a porta e Camila não estava ajudando nem um pouco ao abraça-la por trás, afastar seus cabelos e chupar seu ponto de pulso. As mãos da latina corriam por sua barriga e seus lábios se arrastavam por todo o seu pescoço até o seu ombro, beijando languidamente cada pequeno pedaço de pele que sua boca alcançava.

Depois de longos segundos de tentativas falhas, Lauren conseguiu abrir a porta. Camila a empurrou para dentro logo em seguida, fechando a porta com o pé e colocando-a sentada sobre a cômoda que havia bem ao lado. Lauren gargalhou de seu desespero, mas a risada foi substituída pelo gemido que cortou a sua garganta no momento em que as mãos da latina subiram arranhando suas coxas e pousaram em sua intimidade sobre a calcinha, apertando com a mão espalmada, para em seguida iniciar uma massagem circular frenética. A hispânica se encontrava igualmente desesperada pelo clímax e mais do que nunca queria pedir que Camila continuasse, mas também tinha noção de que deveriam ir com um pouco mais de calma. Depois de tanto tempo... Além do frenesi, ela queria aproveitar cada segundo com a latina.

- Hum... Calma – pediu baixo, ofegando com as investidas da latina. – Amor, espera.

E somente com essa fala ela conseguiu parar Camila, que lhe sorria daquela forma que deixava suas bochechas cheias e os olhos brilhosos.

- Não precisamos de tanta pressa... – enroscou seus braços em volta do pescoço da latina, roçando seus narizes e lábios no processo. – Eu quero te sentir... Com calma... Por completo.

Camila assentiu ao compreender, cobrindo as bochechas da hispânica com suas mãos e depositando um longo selinho em seus lábios, entrelaçando os dedos da mulher aos seus e a puxando delicadamente para o chão. As duas caminharam devagar até o centro do quarto com suas mãos entrelaçadas e os olhos cravados uns nos outros, um mar de chocolate se misturando ao oceano... E então Lauren se perguntou “O que você vê?”. Ao tempo em que o pensamento de Camila era “Queria poder ler sua mente”. Sem desconectar seus olhos, a hispânica caminhou até o abajur no criado mudo ao lado da cama, o desligando. Naquele momento só lhes restou a luz da lua para guia-las, em um clima perfeito para ambas. A luz prateada invadia o quarto pela janela, onde podiam ver a neve ainda caindo lá fora. A hispânica chegou mais perto, desejando o calor que somente sua latina tinha. Sua mão foi direto para o laço vermelho que continha em seus cabelos, laço esse que Camila havia colocado junto a Olivia quando estavam se arrumando para que ficassem iguais. Seus dedos desataram o laço e o deixaram cair ao chão, ajeitando em seguida a mecha de cabelo que caiu sobre o seu rosto. Seu polegar percorreu o maxilar da latina com um carinho surreal, alcançando seus lábios e os contornando delicadamente. Sentiu quando os lábios de Camila se esticaram sob seus dedos, beirando aquele sorriso que deixava Lauren de pernas bambas.

- Put your arms around me, baby – sussurrou sobre os lábios da latina.

Ela não precisaria nem pedir duas vezes... Os braços de Camila já rodeavam a sua cintura enquanto uma das mãos da latina se encarregavam de retirar o gorro branco de sua cabeça, esse que estava torto depois de tantos amassos. Seus lábios voltaram a se chocar e se acariciar com aquela paixão insaciável que pulsava em seus peitos, guiando-as calmamente pelo caminho até a cama, deixando o casaco da hispânica em seu percurso. Assim que os joelhos de Camila encostaram na madeira de cama, porém, Lauren desfez o beijo e se afastou minimamente, o suficiente para que pudesse segurar na barra de seu vestido e o passar por sua cabeça, o jogando para qualquer canto do quarto. Os olhos de Camila queimaram sobre a pele de Lauren coberta apenas pela lingerie roxa, e ela engoliu em seco com a visão. A hispânica então voltou a se aproximar, segurando na barra do vestido da latina e dando a ele o mesmo destino do seu. Seus olhares se percorriam em cada centímetro, regravando cada detalhe de seus corpos, cada pequena marquinha, cada curva... Suas imperfeições as tornavam absolutamente perfeitas aos seus olhos. Perfeitas uma para a outra. E elas se apaixonaram mais uma vez naquele momento.

- Meu Deus... Como eu senti falta desse corpo latino – Lauren confessou, empurrando Camila levemente pelos ombros até senta-la na cama. – Você não faz ideia – passou suas pernas uma de cada lado da cintura da latina, recebendo prontamente suas mãos sobre a mesma.

- Eu também senti, minha gostosa – Camila arrastou devagar suas unhas pela base das costas da hispânica, fazendo-a estremecer com seu ato misturado as palavras. – Senti falta de nós duas... Muita.

- Não há mesmo nada como nós – Lauren completou, apoiando as mãos no pescoço da latina e se inclinando para beija-la.

Mesmo querendo rir ao imaginar que Justin enfartaria se soubesse que ela estava citando uma música dele em um momento íntimo com a latina, tudo o que ela tinha consciência era daqueles lábios macios lhe beijando, aquelas mãos delicadas lhe tocando e aquela língua quente sugando a sua do começo ao fim. Seus corpos ferviam com um simples beijo e os suspiros se misturavam com suas respirações ofegantes, molhando seus centros de forma rápida. As mãos de Camila não demoraram a subirem pelas costas de Lauren, alcançando o fecho de seu sutiã e o abrindo, deixando-o cair em algum lugar que não lhe importava nem um pouco. Lauren gemeu entre o beijo, mordendo o lábio inferior da latina para contê-lo, assim que essa deslizou sua mão pelo seu seio esquerdo, o apertando em uma massagem lenta. Seu polegar circulou o bico rígido e em seguida seus dedos passaram a provoca-lo, deixando a hispânica mais excitada do que já estava. Foi aí que Lauren interrompeu de vez o beijo, forçando Camila a deitar de um jeito mais confortável na cama e se inclinando sobre o seu corpo. Apoiou os braços dos lados da cabeça da latina e passou a se movimentar lentamente sobre o seu colo, esfregando seus sexos mesmo que por cima dos tecidos das calcinhas, levando ambas a gemer com o contato.

- Chupa – posicionou o bico de seu seio sobre a boca da latina, que logo o circulou com a língua para em seguida suga-lo com força para dentro de sua boca. – Isso... Assim... – tombou a cabeça para trás e fechou os olhos, se concentrando nos movimentos que seu corpo fazia e nas sugadas de Camila em seu seio. – Sua boca é tão gostosa, Cabello.

Camila ofegou com as palavras e a visão divina que estava tendo, arrastando seus dentes devagar sobre o mamilo da hispânica, o lambendo em seguida e o chupando de forma sedenta como se fosse o pirulito mais saboroso do mundo. Suas mãos apoiadas uma em cada nádega da mulher para ajuda-la nos movimentos sobre o seu corpo, que somente aumentavam. Ela alternava entre os dois seios, sugando-os de forma ávida. Em alguns momentos, eles acabavam escapando de sua boca em estalinhos eróticos completamente gostosos e excitantes devido aos movimentos rápidos que Lauren fazia, mas ela logo tratava de abocanha-los de novo. A hispânica mordia o lábio e se sentia cada vez mais molhada, adorando o fato de Camila estar mamando em seus seios como se fosse um bebê faminto. Mas logo a latina se viu impaciente, enganchando os dedos pela calcinha da hispânica e a puxando para baixo. Queria senti-la inteiramente... Pele na pele.

- Tira... – Pediu, se sentando com Lauren em seu colo, segurando em sua nuca e guiando seus lábios para o seu pescoço. – Eu preciso te sentir – mordiscou a pontinha de sua orelha, arrepiando-a.

Lauren se pôs de joelhos e enquanto Camila voltava a se deliciar com seus seios, ela desajeitadamente retirou sua calcinha e voltou a se ajeitar no colo da latina, de forma que o seu joelho pressionou contra seu centro úmido, fazendo-a soltar o seu mamilo para gemer. A hispânica iniciou uma massagem na nuca da latina, puxando-a de encontro aos seus lábios e beijando-a intensamente. Com suas línguas se encontrando e se entrelaçando, alternando entre chupadas e mordidas nos lábios, Lauren segurou em uma das mãos de Camila que repousava em sua bunda e a guiou até a sua intimidade, obrigando a latina a estimula-la. Gemeu arrastado ao sentir Camila pressionar o seu clitóris entre os dedos, passando a rodeá-lo lentamente. A hispânica segurou nos ombros da latina e rebolou contra seus dedos, forçando o ar pelo nariz para não ter que parar de beija-la. Lauren estava tão molhada que Camila deslizou facilmente seus dedos para dentro, empurrando-os com força, tirando-os e os colocando de volta com ainda mais precisão, alcançando pontos extremamente sensíveis.

- Oh... Porra, i-isso... – gemeu ao desgrudar seus lábios e apoiar a testa sobre o ombro da latina. – Ma-mais rápido.

Camila acelerou a velocidade em que seus dedos entravam e saiam, usando a sua mão que estava sobre a cintura de Lauren como apoio para puxa-la cada vez mais forte contra eles. Ambas ofegavam e gemiam contra suas peles, sentindo como seus corações batiam tanto que temiam que eles furassem seu peito e saltassem para fora. Lauren tinha sua pele vibrando feito brasa a cada vez que Camila a tocava, empurrando-a para a beira do penhasco cada vez mais rápido. Era como se eletrochoques percorressem cada uma de suas células e pressionassem contra o seu ventre, causando uma cócega deliciosa que a tirava de órbita. Camila sentia seus dedos melarem pelo líquido da hispânica, fazendo com que sua boca salivasse com a vontade de prova-la. Entre um gemido, a latina girou seus corpos e a colocou deitada na cama, se enfiando entre suas pernas e caindo de boca em seu sexo.

- Oooh... Camila – Lauren gemeu arrastado ao sentir aqueles lábios deliciosamente carnudos cobrindo seu clitóris e o sugando com força, para rodeá-lo com sua língua em seguida. – Isso, amor... Me chupa e me fode... Oh, droga... Assim... – Camila a chupava e metia seus dedos com ainda mais vontade depois de sua fala, mantendo a sua mão livre sobre o joelho da hispânica para impedi-la de fechar as pernas em um impulso. Resolvendo o problema, Lauren abraçou o seu pescoço com as pernas e segurou em seus cabelos, ditando o ritmo que desejava. A língua da latina percorria o seu clitóris de baixo para cima, de um lado para o outro, em círculos, e o sugava de uma forma que fazia Lauren se agarrar aos lençóis da cama e arquear as costas. Equilibrando com os dois dedos que escorregavam pela entrada estreita e molhada da hispânica, giravam e cutucavam os seus pontos mais sensíveis, não demorou muito para que Lauren começasse a sofrer espasmos. – Ca-Camz, eu vo-vou... – anunciou, sendo incapaz de completar a sua frase ao sentir uma corrente elétrica cortar a sua espinha, explodindo em um orgasmo devastador e delicioso, jorrando o seu líquido nos dedos e lábios da latina.

Camila sentiu seus dedos serem mastigados pelas paredes internas de Lauren e diminuiu seus movimentos, encarando a imagem da mulher a sua frente. Bochechas coradas, lábios entreabertos, cabelos espalhados pelo lençol e o peito subindo e descendo com a respiração ruidosa. Sorriu ao escalar o seu corpo, depositando um beijo sobre seus lábios rosados.

- Minha... – Lauren falou com a voz falha, respirando com dificuldades. – Minha vez!

A latina soltou um gritinho ao sentir seu corpo se chocar contra o colchão, gargalhando em seguida. Lauren acariciou as laterais de seu corpo e se inclinou para beijar a sua testa, suas bochechas, seu nariz e por último seus lábios. Suas mãos seguraram firmemente na cintura da latina enquanto as de Camila se perdiam entre seus cabelos, vez ou outra alisando as suas costas. Os lábios da hispânica se desgrudaram dos da latina e com a ponta da língua ela trilhou um caminho pelo seu maxilar, até alcançar seu lóbulo e o mordiscar lentamente. Roçou seus lábios pelo pescoço de Camila e desceu... marcando-o com um caminho de beijos molhados, sugadas lentas e mordidas provocativas. Sua mão esquerda subiu pelo braço direito da latina, arrepiando a sua pele no processo, e alcançou a alça de seu sutiã. Devagar, ela foi descendo a alça e beijando cada centímetro de pele que era liberta. Passou para o outro lado e repetiu o processo, aspirando o cheiro maravilhoso que exalava da pele da mulher. Queria senti-la em cada pedaço, calmamente. Assim que se livrou do sutiã da latina, a sua língua correu por entre seus seios e deslizou tortuosamente pelo mamilo direito. Repetiu o ato no esquerdo, para em seguida prendê-lo entredentes e o circular com a língua. Usou a sua mão para brincar com o mamilo livre, alternando entre os dois, com sugadas frenéticas e pequenas mordidas. Camila suspirou e mordeu o lábio inferior, entrelaçando seus dedos nos cabelos da hispânica e enlaçando as pernas em sua cintura. Seu movimento fez com que seus corpos se chocassem bruscamente, causando gemidos em ambas. Lauren amava os seios de Camila desde sempre, eram tão macios e delicados, pequenos, e ela adorava isso, pois cabiam perfeitamente em suas mãos e boca. Demorou algum tempo ali até se sentir satisfeita, para em seguida deslizar o seu nariz pela pele da latina e arrastar seus dentes no processo, alcançando a sua barriga e se perdendo ali por alguns segundos. Desenhou no local, como se a sua língua fosse um pincel e a barriga de Camila a sua tela. Deixou pequenas marcas vermelhas de seus chupões por ali, até chegar onde a latina mais queria. Segurou nas laterais do tecido de sua calcinha e olhando o tempo todo em seus olhos, ela a deslizou para baixo, mordendo parte do tecido sensualmente.

- Dios mio... – Camila sussurrou, entreabrindo os lábios com a visão que estava tendo. – Me vas a matar, cariño.

Lauren sentiu seu centro se umedecer ainda mais com aquela voz ligeiramente rouca ressoando em espanhol, terminando de retirar a peça de roupa do seu corpo com rapidez. Suas mãos alisaram as coxas da latina, abrindo-as e a expondo de uma forma que fez sua boca salivar. Deslizou o seu polegar superficialmente pelo clitóris inchado da latina, o circulando em seguida e ouvindo-a gemer com o seu ato.

- Sólo con el placer... – lhe respondeu no mesmo tom, afundando a sua língua na latina logo depois.

- Oh... – Camila gemeu, arqueando o quadril na direção da boca da hispânica. – Vai, gostosa – a incentivou, rebolando lentamente.

Lauren grunhiu com aquela frase, tirando a sua boca do sexo da latina e ouvindo os seus resmungos de frustração. A hispânica a obrigou a se virar de costas e se sentou sobre a sua bunda, chocando seu sexo encharcado contra a pele da latina e seus resmungos deram lugar à suspiros pesados. As mãos de Lauren deslizaram pelas laterais do corpo de Camila, pela sua barriga e por último alcançou seus seios, os massageando de forma lenta e tortuosa. Inclinou o seu corpo e Camila pôde sentir os lábios da mulher lhe beijando as costas e mordiscando a sua pele, assim como sentia os mamilos da hispânica roçando pela base de suas costas e começo de sua bunda. Lauren desceu as suas mãos até a cintura e cravou as unhas ali por alguns segundos, se sentando dessa vez sobre as coxas da latina para que pudesse massagear suas nádegas. Indo além, ela passou a morder e chupar cada uma, ocasionando vibrações por todo o corpo de Camila. A latina se manteve com o rosto escondido em seus braços no colchão o tempo todo, sentindo sua intimidade gotejar cada vez mais e se concentrando para aguentar aquela tortura... Até que Lauren a fez virar bruscamente mais uma vez, só que agora de lado. Sua perna direita foi elevada e um dos braços da hispânica passaram por debaixo de sua cintura, acariciando a sua barriga sorrateiramente. Lauren então encaixou o seu rosto na curva de seu pescoço, beijando a sua nuca e subindo até sua orelha.

- Sua vez de gemer bem gostoso pra mim, baby – murmurou baixinho, sentindo o corpo de Camila estremecer em seus braços.

Em seguida, ela deslizou seus dedos pelas dobras molhadas do sexo da latina, ouvindo-a suspirar. Sem querer tortura-la mais, ela lhe penetrou dois dedos, surpreendendo-a. Camila pensava que Lauren iria amar tortura-la até que ela lhe pedisse com todas as palavras para que lhe fodesse, mas acabou choramingando em êxtase ao senti-la entrar e sair com tamanha precisão. Os dedos da hispânica produziam um vai e vem fundo e lento, combinando com as sugadas que Camila recebia em seu pescoço. A latina apoiou a cabeça contra o ombro da hispânica e fechou os olhos, aproveitando todas aquelas sensações que lhe invadiam e se entregando de bandeja para a mulher de sua vida.  

- E ainda diz que eu sou a gostosa... – Lauren murmurou sobre o seu ouvido, lhe sugando o lóbulo.

- Você é – Camila respondeu com a voz falha, apertando o lençol entre seus dedos como apoio. – Ma-mais forte... – a hispânica atendeu o seu pedido, aplicando mais pressão em suas investidas e mais que isso, começando e masturba-la com a outra mão. – Isso, Lauren... Ohh... – gemeu manhosamente, causando reboliços no estômago da hispânica.

A latina virou o rosto para o lado e mordeu o travesseiro, em uma tentativa de extravasar tudo o que estava sentindo. Sua mão direita arranhando o braço de Lauren, causando certo ardor sobre a pele da hispânica, mas a mesma somente se excitava ainda mais com aquilo. Sentia os dedos de Lauren tocando o fundo de seu sexo e esfregando em suas paredes molhadas, junto aos movimentos circulares em seu clitóris que lhe faziam ver estrelas. Podia jurar que via até mesmo a Camren e a Lauren no teto do quarto, piscando junto da lua.

- Eu quero te chupar – a hispânica confessou ao sentir seus braços começarem a adormecer pela posição, então retirou seus dedos da latina, ouvindo-a choramingar em descrença. – Vem... Senta no meu rosto – com aquele pedido os olhos de Camila se iluminaram e o sorriso que beirou seus lábios era quase sádico.

Seu corpo fervia como o inferno e ela sabia que a hispânica lhe faria flutuar nas nuvens, para depois joga-la com força de volta para o inferno. Eram sensações completamente opostas e fortes, que se completavam de uma forma perfeita.

Lauren se arrastou até a parte de cima do colchão e Camila engatinhou por cima do seu corpo, colocando uma perna de cada lado da cabeça da hispânica e segurando fortemente na cabeceira da cama. Mesmo com a pouca iluminação do quarto, a hispânica pôde ver o quanto a intimidade da latina brilhava e escorria de excitação. O cheiro forte que exalava de Camila a inebriava... aquele cheiro que tanto a enchia de tesão.

- Ooh... – o gemido rouco da latina ressoou pelo quarto assim que Lauren a lambeu de baixo para cima, circulando o seu clitóris lentamente. – Dios... Lauren... – se contorcia sobre os lábios da hispânica, jogando a cabeça para trás no processo.

Lauren segurou em suas nádegas para apoia-la e então a abocanhou de vez, afundando a sua língua na entrada da latina. Ela enfiava e tirava, puxando o corpo magro cada vez mais contra sua boca. Os dedos de Camila chegavam a ficar sem cor com a força em que ela segurava na cabeceira da cama, assim como o seu lábio que ela mantinha preso entredentes. Em determinado momento, Lauren deixou a sua língua parada e ela não demorou muito para entender. Com aquele musculo molhado dentro dela, Camila começou a rebolar por conta própria. Subindo e descendo, girando seus quadris e ditando o ritmo que bem queria. Assim que cansou, Lauren retirou a língua dali de dentro e a subiu até o seu clitóris. Cobriu-o com os seus lábios e o sugou... Uma... Duas... Três... Diversas vezes seguidas. Rápido... Forte... De uma forma que os gemidos de Camila ficavam presos em sua garganta e seus olhos reviravam nas órbitas.

- Ohh... Yo me voy... me voy... – gemia com a voz falha, perdida em seus próprios delírios.

Lauren sabia que Camila usava o espanhol em dois momentos... Quando estava muito brava ou quando estava em um patamar além de tesão. Seu próprio corpo tremia em êxtase quando a ouvia, era simplesmente uma das coisas que Lauren mais amava. Dessa forma, a hispânica sabia que com apenas um pouco a latina viria para ela. Portanto, tratou de afundar a sua língua mais uma vez na entrada de Camila e levou seus dedos até o seu clitóris, o estimulando com rapidez. Depois de três investidas, a visão da latina ficou turva e seu corpo convulsionou sobre o rosto de Lauren que a observava fascinada. Camila tinha a boca entreaberta e os olhos fechados, os cabelos desgrenhados e a respiração ofegante.

Lauren tinha uma visão privilegiada.

Assim que pôde respirar com um pouco mais de calma, Camila passou a mão pela testa e jogou os cabelos para trás, abrindo os olhos em seguida. Observou a hispânica limpando os cantos dos lábios avermelhados onde havia respingado de seu gozo e quase gemeu com a imagem, notando-a passar a língua por cada cantinho. Notou também que a mulher se encontrava desconfortável com a excitação entre suas pernas... a conhecia perfeitamente bem para saber disso. Então uma ideia acendeu em sua mente, fazendo-a descer o seu corpo para baixo e encaixa-lo ao de Lauren.

- Oh... Baby, vo-você nã-

- Fica quieta, Lo – lhe calou com um beijo, ao mesmo tempo em que deixava o seu corpo colar por completo ao da hispânica.

Gemeram ao sentirem seus sexos encharcados em contato. Suas mãos se buscaram dentre os lençóis e seus dedos se entrelaçaram dos lados da cabeça da hispânica, da mesma forma que suas línguas se abraçavam em uma dança lenta em suas bocas. Camila deu início aos movimentos, lentos, mas fortes e precisos o suficiente para que seus corpos estremecessem.

Daquela forma, seus corpos se moldavam e se uniam como se fossem um só. As peles se tocando, batimentos cardíacos sincronizando e respirações se misturando. Os dedos apertados, pernas encaixadas e testas coladas... Elas exalavam paixão. Cada pequeno movimento que produziam era carregado de sentimento, do mais puro e avassalador. Daquele que as tirava de órbita e causava furacões em seus estômagos. Era intenso... Insano... E incrível.

Elas estavam se amando... E tinham a certeza de que naquele momento as suas almas se reencontravam e se completavam.

Com toda a intensidade dos sentimentos e a facilidade em que seus sexos deslizavam um sobre o outro devido a lubrificação extrema de ambas, chocando seus clitóris em uma massagem deliciosa... Não demorou muito para que mais um orgasmo as devastasse. Seus ventres se contraíram e seus líquidos se misturaram, melando parte do lençol. Camila deixou com que o seu corpo, exausto, caísse sobre o de Lauren que se encontrava igualmente ofegante. Mesmo suadas, quentes e com as respirações aceleradas, a latina abraçou a cintura da hispânica com a sua perna e Lauren levou a sua mão até a nuca de Camila, embrenhando os dedos pelos seus cabelos e começando um carinho gostoso que fazia suas pálpebras vacilarem.

- Isso foi incrível – comentou baixinho, roçando seus narizes delicadamente. – Eu te amo tanto, Camz... Mais que todas as estrelas naquele céu.

- Isso deve ser bastante... – a latina brincou, acariciando as costas da mulher preguiçosamente com as pontas dos dedos. – Mas duvido que chegue perto do quanto eu te amo.

Antes que Lauren pudesse lhe responder e iniciar uma discussão boba, sons estrondosos de fogos de artifício invadiram a bolha que as envolvia. Através da janela, a neve se misturava à colorida e brilhosa explosão dos fogos. Sorrisos genuínos pintaram em seus lábios e naquele momento seus olhos brilhavam tanto quanto os fogos do lado de fora, ou qualquer estrela existente.

Testas coladas... Carinhos trocados... Narizes e lábios se tocando superficialmente...

- Feliz natal, Camz.

- Feliz natal, Lolo. 


Notas Finais


Hey, estão todos vivos...?
Bom, eu realmente espero que tenham gostado! Estava bem insegura em escrever esse capítulo porque não queria decepcionar suas expectativas, então... Espero que tenham curtido! Se não curtiram, mil perdões.
Provavelmente estamos nos últimos momentos no Canadá, então aproveitem.
É isso... Próximo capítulo é com a minha soulmate babypoke, vulgo Ray.
Nos vemos em breve babies!
Love ya <3


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