História Trilha dos Girassóis - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Vocaloid
Personagens Gakupo Kamui, Gumi Megpoid, Kaito, Len Kagamine, Luka Megurine, Meiko, Miku Hatsune
Tags Clichê, Comedia, Fantasia, Ficção, Gablychan, Hatsune Miku, Kaito, Mikaito, Miku, Miku X Kaito, Romance, Shion Kaito, Troca De Corpos
Visualizações 71
Palavras 2.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aii! Ufa! Segundo capítulo da Semana Especial Mikaito! X3
Espero que gostem! <3

BOA LEITURA! :3

Capítulo 4 - Trilha dos girassóis (parte 2)


Fanfic / Fanfiction Trilha dos Girassóis - Capítulo 4 - Trilha dos girassóis (parte 2)

4.  TRILHA DOS GIRASSÓIS – PARTE 2

 

Pela manhã...

— Vamos lá, Miku-chan! Seja mais fofa, a câmera ama você! — Gumi, a fotógrafa, incentivava, tirando várias fotos da garota, que estava um pouco dura diante das lentes. Vendo que o trabalho estava horrível, Gumi suspira, cessando a sessão de fotografias. — Hatsune, você precisa relaxar! Daqui a pouco, a chuva vai voltar, precisamos dessas fotos.

Miku a fita com uma expressão tímida e medrosa ao mesmo tempo, vendo que em volta da equipe, câmera, luzes e refletores os jogadores do time de Kaito a assistiam, berrando elogios que a garota preferia não ouvir. Tantos olhares masculinos a deixavam louca de nervoso. “Não consigo trabalhar assim”, ela pensou sem olhar para os rapazes.

— D-Desculpa, Megpoid-san — Miku diz, envergonhada.

Gumi bufa, coçando a nuca com certa impaciência enquanto olhava as fotos que tinha tirado até então. Ruins. Muito ruins. Isso fez com que a expressão da fotógrafa ficasse ainda mais indignada.

— Gumi — Luka toca no ombro da mulher, chamando sua atenção. Gumi olha para ela com uma feição neutra, mas que mesmo assim mostrava seu estresse. — Lembra que eu te disse que a Miku-chan tem um probleminha? — a Megurine cochichou para que Miku não a escutasse; a modelo estava ocupada, sendo maquiada por alguém da equipe de Megpoid.

“MIKU-CHAN! SUA FOFA!” — a fotógrafa desvia o olhar para os jogadores (após ouvir o berro de Len) que estavam atrás da equipe, vendo a raiz do problema.

— Medo de caras, né? — Gumi pergunta, mordiscando o palito do pirulito que estava entre seus lábios tingidos de roxo.

Gumi desvia de Luka e vai até a equipe, passando por ela e chegando até onde estavam todos aqueles jovens. Não era muito ligada em basquete, por isso que nem mesmo os conhecia; para ela era só um bando de moleques chatos. Não estava ligando para a presença deles, mas se estava atrapalhando o trabalho dela, aí sim conseguia perturbá-la.

Os sete homens olham para ela, neutros. Len a reparou bem, assim como Gakupo; afinal, Gumi era uma mulher bem bonita. Dona de olhos e cabelos repicados cor esmeralda, corpo cheio de curvas e roupas cheias de estilo.

Ela ainda mordiscava o palito do doce, para não deixar a raiva levá-la.  

— Será que vocês podem se mandar? — pediu com uma feição doce, mas o tom da voz já tinha grosseria o suficiente. — A Miku-chan não fica bem com tanta atenção. Ela agradece o carinho, mas o barulho está nos desconcentrando.

— O-Ok — todos respondem em uníssono, fixados na beleza da fotógrafa. Aos poucos foram saindo da área do campo de girassóis.

Um pouco de longe, Len olha para trás, reparando mais uma vez em Gumi; ela pedia para Miku se posicionar para iniciar uma outra sessão de fotos. O olhar do jogador desce até a bunda da mulher, tirando um sorriso bobo dele. Gakupo para de caminhar, notando que o amigo estava ficando para trás e volta até ele.

— O que você está olhando, cara? — ele pergunta.

— Essa repórter faz meu tipo, para caramba! — Len comenta, fazendo Gakupo revirar os olhos. Sempre que encontrava uma mulher bonita, o loiro dizia a mesma coisa.

— Sei, sei. Igual a Miku-chan, Yowane-san, Akita-san e mais uma porrada de mulher, não é? — Gakupo pergunta com um tom irônico.

— Ah, elas foram só para elogiar — Len ri, coçando o queixo.

— Admite que você é só um tarado.

Kaito os assistia, sentado no degrau dos fundos da pousada, a sessão de fotos estava acontecendo mais à frente. Não tinha nada melhor para fazer, mas ele também optou por não seguir os colegas (Len e Gakupo); Al tinha dito que ele ajudaria em coisas da viagem, mas o treinador parecia não estar mais na pousada. “Deve ter ido ver a gasolina do ônibus, talvez”, pensou o Shion, tentando arrumar uma justificativa para o sumiço do mais velho.

Mais uma vez, os olhos dele vão no campo de girassóis. Mas ele não o olhava por achá-lo só bonito; o Shion não sabia o porquê, mas algo naquele campo o chamava. Dava uma estranha vontade de ficar entre as flores. Só de chegar ali, sua mente foi ocupada por girassóis. “Isso é muito curioso”, ele pensou. Nunca na vida tinha sido ligado às flores.

— Oi! — assustou-se com a voz de Luka, que se aproximava e acabou sentando ao lado dele. Kaito rapidamente tirou os olhos das flores, fixando nos olhos azuis da Megurine.

— Ah, e aí, Luka?

— Está aqui a passeio com o pessoal do time, né? Não parece muito animado.

— Digamos que eu não vim por querer.

— Hum — a Megurine arranhou com a garganta, vendo que o Shion mostrava uma expressão chateada e um tanto quanto entediada. — Entendo.

— E a garota? — Kaito trocou de assunto.

— A Miku-chan? — Luka perguntou empolgada, porque queria que ele tocasse no assunto. — Bem, continua a mesma. Agora mesmo não estava conseguindo trabalhar, porque seus amigos ficaram rodeando-a.

Kaito dá uma risada.

— Eles gostam dela.

— De certa forma, era isso que ela queria: ser uma modelo famosa. Ela só não esperava que seu público seria masculino — Luka dá risada ao dizer. — Acho que se soubesse, nem estaria aqui.

— Você fez um bom trabalho com ela.

A Megurine sorri, negando com a cabeça.

— Eu, nada. Miku-chan conseguiu sozinha... Ela tem uma determinação admirável!

Kaito fita a garota mais uma vez, ela fazia uma pose para a câmera, sorrindo docemente enquanto segurava o vestido branco com uma mão e o chapéu de praia com a outra. Os girassóis em volta davam à imagem um toque rural único. Só com aquela conversa com a Megurine, o Shion pôde perceber novamente: Miku realmente é dona de uma beleza sem igual.

— Para que ela está tirando fotos agora?

— Ah! Pintou a oportunidade dela realizar um desejo próprio: sair na capa da revista Lollipop — Luka fitava Kaito, que estava atento ao trabalho da Hatsune. — Cem fotos. Mas julgando como conheço essa fotógrafa... Com certeza serão mais de quinhentas. Ela é bem perfeccionista.

— Wow... Deve ser um saco posar o tempo inteiro!

— Bem, para pessoas normais, talvez sim, mas modelos com a cabeça da Miku vivem apenas para as câmeras — Luka finalmente olha a garota, que no momento ganhava mais uma bronca da Megpoid. — É sério, Kaito...

O tom da conversa de repente fica sério; notando isso, Kaito olha para Luka.

Ela continua:

— Se quiser pensar na minha proposta. Sei que você está solteiro mesmo, ser namoradeiro nunca foi o seu forte — brinca a rosada, com um sorriso provocativo.

Kaito ri.

— Você já conversou com ela sobre isso? — perguntou e a Megurine estatelou. “É mesmo, ainda tem a Miku”, pensou ela. — Sem falar que eu tenho os jogos, às vezes eu viajo pelo Japão, também temos uma viagem para o exterior marcada se passarmos do campeonato.

Luka passa a mão pelo ombro do Shion, isso o faz encará-la enquanto ela se levantava com um sorriso derrotado. A Megurine sabia que não podia forçar a barra, de fato Kaito era um homem muito ocupado. “Seria bom se tudo pudesse dar certo”, ela pensou, olhando para o sorriso da Hatsune de longe.

A agente só queria tentar fazê-la se acostumar com a presença de um homem.

— Olha — Kaito cortou o silêncio —, se é tão importante para você... — Luka olha para Kaito, surpresa. — Não quero namorá-la! Mas posso tentar me aproximar e... Conversar. Sabe, tentar uma amizade. Estamos todos juntos nessa pousada, afinal de contas.  

Luka pega as mãos de Kaito, animada:

— Obrigada, Kai-kun!

— ...Kai-kun? — ele dizia enquanto ela balançava suas mãos para cima e para baixo.

— Você é o meu herói! — Luka o solta e se despede, indo para algum canto da pousada e deixando o Shion sozinho e meio confuso sobre o que tinha acabado de acontecer.

[...]

Finalmente a Megpoid encerra a sessão por aquele dia. Miku estava exausta, já que a fotógrafa só tinha permitido uns dez minutos para almoçar em quase dez horas de trabalho; se não estivesse anoitecendo, com certeza ela continuaria a tirar fotos e mais fotos. Uma assistente entregou à Hatsune uma toalha branca – para a modelo secar o suor – e uma garrafa de água. Miku a recebeu com um sorriso gentil.

Ela bufa, encarando a equipe de Gumi recolher os equipamentos aos poucos para dentro da pousada. Enquanto isso, secava um pouco do rosto com cuidado para não acabar sujando a toalha de maquiagem.

No momento em que estava bebendo alguns goles da garrafa d’água:

— Hatsune-san, oi! — cuspiu a água por ouvir a voz masculina, virando-se e dando de cara com o sorriso sem graça de Kaito. — C-Como vai?

Miku dá uns dois passos para o lado:

— M-Muito bem — ela não olhava nos olhos do jogador e sim para frente.

Vendo essa situação, Kaito respira fundo, enchendo as bochechas de ar. “Droga, eu esqueci que eu sou ruim para puxar assunto”, lembrou-se e novamente seus olhos esbarraram com o campo de girassóis.

— É-É um belo campo, né?

— S-Sim...

— Eu não sei o porquê, mas desde que cheguei aqui, senti como se esse campo me convidasse para entrar — os olhos do jogador notam algo curioso, que não tinha visto antes. O campo tinha uma entrada, e bem na frente, uma plaquinha com um aviso. Ele anda até a mesma, segurando-a. — O que é isso? “Trilha dos Girassóis: siga por essa trilha, e algo estranho pode acontecer” — leu em voz alta e Miku estranhou, olhando para a placa, mas não para ele. — Com certeza isso foi uma brincadeira de alguma criança, não é?

Miku, novamente, estranhou; ela teve essa sensação de sentir como se o campo a chamasse. E quando se aproximava dele, era como se esse desejo aumentasse mais. Acreditou fortemente que era saudade, já que morava no interior antes de ser modelo. Quando os olhos de Kaito desviaram da placa e fitaram a Hatsune, ela tomou um susto, voltando a olhar para o chão.

— Olha... Não precisa ter medo de mim.

— Quem te disse que eu tenho medo?! — Miku perguntou de maneira grosseira, olhando para o chão. — Eu só não gosto de conversar com estranhos!

Vendo a grosseria da garota que Kaito torna sua expressão irritada.

— Deixa de ser criança! — Miku treme os ombros por notar que o Shion se aproximava irritado (pelos passos pesados em sua direção). — Com essa atitude, está preocupando todos à sua volta!

Irritada, Miku olha para ele com intuito de respondê-lo, mas ao encará-lo tão de perto, ela berra e cai sentada no chão, cobrindo os olhos com as mãos. Kaito se desespera por um minuto, sem saber o que fazer.

— N-Não se aproxime de mim!!! — Miku berrava com as mãos na frente dos olhos.

Luka veio correndo de dentro da pousada, junto com Gumi, que assistiam de dentro da casinha. Meiko também estava vendo de longe, e foi no momento em que tentou interromper que o problema começou. As três pararam, encarando Kaito e Miku, que ainda estava no chão.

— M-Miku — Luka chamou-a, mas a Hatsune estava tão assustada que nem mesmo a olhou. Gumi suspira, se aproximando da garota e olhando para o Shion com uma cara feia, que mostrava bem sua raiva, apesar de Kaito não ter feito nada.

Meiko correu na direção de Kaito, abraçando seu braço como de costume.

— Kaito, o que houve?

Ele continuou olhando para Miku.

Gumi abaixou-se com um olhar penoso para a modelo.

E ao colocar a mão levemente sobre o ombro dela:

— Vamos entrar-

NÃO ENCOSTA EM MIM!!! — Miku berrou, segurando as laterais da cabeça e se afastando bruscamente de Gumi, que tomou um grande susto com a atitude da garota.

— Eu, hein! Que maluca — Meiko diz com um tom esnobe, rindo da Hatsune.

Miku ofegava, sem rumo, virando a cabeça e olhando para Luka, Gumi, Meiko e Kaito. A Megurine tentou se aproximar, mas desesperada a Hatsune corre, entrando no campo de girassóis e deixando todos meio atordoados, principalmente Kaito, já que ele tinha lido o aviso antes. Luka berrou por ela, mas só pôde ouvir os passos se afastando e se afastando.

— Miku-

— Espera! — no momento em que Luka ia entrar no campo, Kaito a segurou pelo braço. — Eu vou — nesse mesmo momento, um relâmpago soou e pouco depois uma chuva forte começou a cair.

— Mas se ela te ver, vai ficar mais desesperada!

— Vai ficar tudo bem! Se ficarmos protegendo ela sempre, o medo não vai passar — Luka, que já estava toda molhada pela chuva, cede, abaixando a cabeça. — Agora entrem, vão acabar pegando um resfriado — o Shion mandou, olhando para as três (Meiko, Gumi e Luka) e correndo para dentro da pequena trilha.

— Kaito! — Meiko repreendeu, achando aquela atitude ridícula. Afinal, porque ele entraria num lugar daqueles por uma pessoa que mal conhecia direito?

Porém, o jogador não voltou, deixando a líder de torcida indignada.

[...]

O Shion parou depois de correr um pouco, olhando para os lados.

Não via Miku em nenhum lugar.

— HATSUNE-SAN! — quando chamou a garota, outro relâmpago soou e a chuva parecia cair ainda mais forte. — HATSUNE-SAN!!! VAMOS! A LUKA ESTÁ PREOCUPADA! — vendo que nem mesmo ouvia passos, Kaito rosnou. — Droga!

Já estava todo molhado e sentindo frio, mas não teve coragem de retornar para a pousada sem a garota, afinal, ele não deveria ter concordado com aquele plano estúpido sem ser um especialista no assunto. Não era apenas um capricho, a Hatsune tinha um medo que ela não conseguia controlar. “Como ela faz no dia a dia?”, Kaito se perguntou mentalmente. Claramente, ela tinha que resolver negócios com homens.

— HATSU-

Cessou o berro quando viu uma luz branca, seguido de um grito fino.

— HATSUNE!!!

Berrou e correu mais adentro do campo, abrindo caminho nos girassóis sem se preocupar com as flores. Parou quando viu Miku deitada em posição fetal e uma mulher velha parada à sua frente; logo Kaito deduziu o óbvio: aquela senhora tinha feito algo para a modelo.

Com uma expressão de raiva, pulou na frente da Miku:

— O QUE VOCÊ FEZ COM ELA?! — berrou.

Eu sabia que uma hora ou outra vocês iam ignorar o meu aviso — a mulher velha (vestida em trapos velhos) falou com uma voz sombria, com um sorriso sádico na face.

— ...Aviso? Do que está falando?! — Kaito perguntou, ainda irritado e talvez meio confuso. — Que aviso?

Rapidamente, se lembrou, pasmo:

Siga por essa trilha, e algo estranho pode acontecer.

— Hum — Miku estava acordando do breve desmaio, vendo isso, Kaito abaixa e a segura pelos ombros. Miku arregala o olhar — KYAAAAAAA! — e berra, afastando o maior, que cai para trás.

— Precisamos sair daqui, Hatsune! — ele berra.

— N-Não, sai! Não me machuque! — disse com a voz falhando, com os joelhos próximos do abdômen e cobrindo os olhos com as mãos.

Kaito olhou para a mulher velha:

— Vamos embora agora!

Porém, ela somente continuou mostrando a ele aquele mesmo sorriso sádico.

Kaito não viu muito, apenas uma luz branca forte que o atrapalhou de ver quando estava para se aproximar da Hatsune novamente. De repente, sentiu como se não estivesse mais em pé, abriu os olhos de leve e viu seu próprio corpo caindo desmaiado à sua frente. Quando tentou exclamar algo para aquela loucura, perdeu as forças e, assim como o outro muito parecido com ele, desmaiou. 


Notas Finais


hULhUL Quem tava esperando "Casa dos Loucos"... Preparem-se! ¬u¬ <3
KISSUZÃO!!! *3*


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