História Trilhas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Jang Doyoon, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi"
Tags Hoshi, Hozi, Soonhoon, Woozi
Exibições 85
Palavras 4.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁAAAAAAR

Atrasei um pouquinho mas aqui vos trago o capitulo 5 que sério, eu amei escrever.

VOCÊS ESTÃO LIGADOS QUE O COMEVOLTA DO SEVENTEEN TA CHEGANDO, NÉ? E como eu estou? EU TÔ MORRENDO. ELES VÃO VOLTAR COM UM CONCEITO DARK PQPPPPPPPPPP

Mais ansiosa que eu só eu mesma, né?

Vocês vão no show do BTS?

AAAAAAAAAH, EU VOU

Enfim, chega de enrolar

ATENÇÃO: ESSE CAP TA BEM PESADO

Enjoy ~

Capítulo 5 - 5. Pain


 

 

5. Pain

 

— Eu vou ver se minha mãe precisa de alguma coisa. — levantou Jihoon, de supetão, estragando o clima ali instalado. Soonyoung ajeitou a gola da camiseta pólo branca, fitando o baixinho.

— Tem algum problema se eu tomar um banho? — indagou ao mais novo que apontou para um corredor próximo a cozinha. Parecia que ali tinha um banheiro. Ao fazer isso, bagunçou os cabelos cor de mel e deixou o local, e também um Hoshi confuso no sofá da sala.

O maior se levantou após alguns segundos imerso em pensamentos banais e foi até seu trailer, na intenção de pegar toalha e peças de roupa.

Mas cá entre nós, o que merdas foi aquilo? Quer dizer, por um minuto Lee Jihoon nem parecia agressivo. E, mesmo recusando-se a confessar, Soonyoung sentiu-se arrepiado.

Com um suspiro brando, ele voltou ao interior da casa e dirigiu passos largos até o banheiro, tentando não pensar na cena vivida por ele e pelo colega.

Despiu-se, colocando as roupas num cabide atrás da porta e entrou no chuveiro, aproveitando as sensações que a água quente lhe proporcionava.

(...)

— Jeonghan, se acalme. Sou eu, Seung... — foi interrompido pelo de cabelos mais longos, que recuava alguns passos para trás.

— Eu sei quem você é! Vai embora agora!

Seungcheol viu as mãos de Jeonghan serem levantadas até as têmporas. Por que o rapaz estava tão assustado ao vê-lo? Bem, o porteiro do lugar já se levantava, com o intuito franco de pedir a retirada de Seungcheol, mas este foi mais rápido.

Puxou o ar para dentro dos pulmões, tomando posse de uma respiração profunda e, após isso, seguiu rumo ao menor em passos largos, tocando-o pelos ombros. Jeonghan se assustou, levantando seu olhar a Cheol. Segundos, longos segundos se passaram e os olhares cruzavam-se de forma intensa. As maçãs dos rostos de ambos tomaram um tom avermelhado até que Jeonghan se pronunciou baixinho.

— C-Cheol... — foi um sussurro fraco e sôfrego. O de cabelos negros emanava confusão.

— Sim, sou...

— Jeonghan! — uma voz firme e estrondosa soou pelo lugar, interrompendo a fala de Seungcheol e causando um arrepio na espinha de Han.

O mais feminino teve os olhos esbugalhados enquanto fios de seu cabelo grudavam no rosto, visivelmente bagunçados. Mordeu o lábio inferior tentando controlar a própria respiração, fazendo Choi não notar sua mudança repetina de expressão.

Realmente, ele não notou. Não hoje, mas quem sabe um dia. O maior olhou para trás, por cima do ombro, tendo a visão da figura de Doyoon. Sorriu sem mostrar os dentes e acenou. O citado caminhou sem pressa até os dois, enquanto o porteiro apenas assistia. Pobre homem. Parecia mais confuso a cada segundo. Mesmo assim, estava pronto para chamar os seguranças. Para Seungcheol, claro. Doyoon era de casa.

— O que você fez com o Hannie? — questionou Doyoon olhando diretamente para o afeminado. Cheol desfez o sorriso e encarou o homem sem entender.

— Mas... Do que você está falando? — indagou fitando Jeonghan com atenção, tinha algo errado? Bom, era difícil saber. Afinal, o menino estava de cabeça baixa, os fios negros cobriam seu rosto.

— Não vê como ele está assustado com você aqui? — esbravejou o que acabara de chegar. Bem, era verdade, Yoon parecia assustado desde que viu Choi, mas o citado por último podia jurar que o rapaz havia se acalmado.

— Mas eu jurava que ele estava mais calmo... — o maior apontou para o de maiores madeixas com sua mão estendida. Doyoon bufou e caminhou em passos largos até Seungcheol, segurando seu pulso com determinada força.

— Acha mesmo que ele está mais calmo, Seungcheol? Acha mesmo!? — sua voz, embargada pela ira, soou como um trovão pelo corredor, fazendo com que Han abraçasse a si mesmo com força.

— O que deu em você? — não havia medo na voz de Cheol, na verdade, a calmaria sempre presente em seu tom estava se esvaindo.

— Eu é quem pergunto o que deu em você pra brotar no condomínio do meu namorado! — gritou, soltando o pulso alheio sem delicadeza, fazendo o corpo do mais velho desequilibrar. Seungcheol teve que dar um passo para o lado para impedir uma possível queda.

— Namorado? — fitou Jeonghan com a face em total surpresa, mas não demorou muito para levar um bruto empurrão, caindo ao chão sem nem tempo de reação.

— É, Seungcheol, meu namorado! — enunciou com imensa ironia, um sorrisinho maroto de canto que logo foi substituído por uma expressão de puro desprezo. — Ou ele ainda não tinha te dito? — fitou Jeonghan da forma mais fria e profunda que podia. O menor abaixou a cabeça no mesmo instante.

Seungcheol permaneceu em total silêncio, olhando para o nada. Como assim o Yoon estava realmente namorando? Bem, quando Choi o questionou sobre dar uma chance a Doyoon ele tinha certeza que a resposta seria "não". Então... Por quê?

O maior ainda estava no chão pensando sobre isso até que notou que havia sido jogado no solo pelo de cabelos negros. Levantou-se cambaleante, indo em direção ao homem com uma expressão nada agradável. Cerrou os punhos com força, cuspindo em seguida.

— Pouco me importa se ele é seu namorado ou sua vadia. — respondeu-o num tom de total frieza. — O que me importa é que imundo nenhum vai simplesmente me jogar no chão e não levar porrada. — com o vocabulário altamente estendido, o rapaz ameaçou. Seungcheol até parecia calmo por fora, mas seu jeito amigável sumia em um piscar de olhos ao ser provocado. Doyoon deu um passo para trás fitando o porteiro que logo entendeu o recado e chamou os seguranças. Convenhamos, o cara, que estava bem assustado, devia ter acionado a segurança do local logo no início da confusão, hm? — Escroto! — gritou, antes de guiar o punho fechado para o rosto de Doyoon.

— Seungcheol, para! — foi Jeonghan, após tanto tempo calado, abrindo a boca apenas para tentar findar a confusão. Mas é óbvio que foi em vão. O rosto livre de imperfeições do namorado foi atingido em cheio, ficando roxo na hora. O sangue escorria pelo canto da boca e Jeonghan ficou ainda mais desesperado.

Cheol deu um passo para frente e preparou seus pés para chutar o do meio, que encontrava-se caído ao chão, quando foi surpreendido por um revólver na cabeça e algemas nos pulsos, arregalando levemente os olhos.

— Mas quem diabos é você? — questionou um dos seguranças com desdém. Suspirou. — Bom, não importa. Você vai responder sobre isso na delegacia. — fitou Doyoon que segurava o rosto atingido, gemendo baixo de dor. — Senhor Doyoon?

— Sim, é ele mesmo. — o outro segurança respondeu, forçando a arma contra a cabeça de Cheol, que passava a suar frio. Olhou em volta. — Jeonghan? — bufou. — Vamos levar todos vocês pra delegacia. — encarou Choi agora, com nojo no olhar. — Agora você ficou covardezinho, né? — riu alto. — Vocês tem muito o que conversar com o delegado.

(...)

Hoshi já estava vestido há algum tempo, e estava sentado no sofá da sala dando uma olhada em sua carteira. Ah, estava tudo tão monótono, não? Fazia tempo que ele não tomava um chopp ou coisa do tipo, queria dar uma animada em si mesmo. Pegou o aparelho celular do bolso e pesquisou algum barzinho na cidade onde estava usando seus dados móveis. Após alguns segundos de pesquisa, uma localização lhe foi dada. Dez minutos a pé da casa de Jihoon e ele daria de cara com um boteco bem arrumado ao norte. Sorriu vitorioso, era disso que precisava.

Saiu sem dar avisos, afinal, Jihoon não iria se importar em saber sobre seu paradeiro. Além disso, o trailer ficaria lá, o pequeno não pensaria que o colega estaria indo embora.

Seus passos eram curtos porém rápidos, estava ansioso para botar uns goles de álcool goela abaixo. E, se ele se lembrava bem, nunca esteve num boteco de esquina onde encontrava aquela breja gelada com uma porção de fritas, era tudo sempre muito chique em seus vinte anos.

Ah, ali estava. Devia admitir que era mais bonito do que imaginava, mas o som alto e pessoas simples e sorridentes lhe confirmavam o tipo de lugar que o estabelecimento era: o barzinho que Soonyoung sempre quis visitar.

Sentou-se numa cadeira vazia, no balcão, e pediu um chopp para o garçom que sorriu com o novo cliente.

— Novo pela cidade, rapaz? — perguntou o homem, atendendo ao pedido de Soonyoung. Uma caneca grande da melhor cervejinha.

— É, tô de passagem. — sorriu, bebericando a bebida com gosto. Bom, era diferente de tudo que tinha experimentado. — Uau, isso é bom!

— Nunca tinha colocado uma cerveja na boca, amigo? — com uma sobrancelha arqueada, o outro perguntou, causando risos aos dois.

— Na verdade, não. Sempre tomei drinks mais caros, minha família é bem nariz empinado.

— Então é playboyzinho?

— O quê? Não. — sorriu, bebendo mais um pouco com gosto. Fitou o rapaz que possuía um sorriso canino bem maroto. — Por isso eu vim pra cá seguir minha vida.

— Mora sozinho? — questionou, limpando o balcão que tinha vestígios de bebida. — Opa! — virou-se para atender outro cliente. — Qual o pedido, amigão? — encarou Soonyoung de soslaio, como se dissesse que logo conversavam.

— É, quase isso. — respondeu após o novo amigo ter atendido o cliente. Terminou de beber sua cerveja lentamente. — Isso realmente é muito bom. Quero mais uma. — pediu, estendendo a caneca para o rapaz.

— Cuidado pra não ficar bêbado, senhor...? — com a frase em aberto, o garçom esperava uma resposta do menor com um sorriso de canto enquanto preparava a bebida.

— Soonyoung. — apoiou o cotovelo na mesa, também sorrindo. — E eu não vou, não se preocupe. Sei me controlar.

— Mingyu. — disse seu nome mesmo sem o outro tê-lo perguntado. Colocou a cerveja em frente à Hoshi e voltou a limpar o balcão. O assunto fluía entre eles de modo espontâneo e Soonyoung foi se soltando, grato por ter ido àquele lugar.

Uma, duas, três doses da cerveja e conversa cá e lá. Estava divertido, Hoshi nunca havia bebido tanto. Seria uma pena se Kwon fosse tão fraco para álcool.

(...)

— Então foi uma briga passional? — o delegado massageou as têmporas, levemente irritado por ter sido interrompido de seu café com rosquinhas.

— Não exatamente, é que esse cara é um pouco demente! — o rapaz Seungcheol apontou diretamente para Doyoon, já sem paciência.

— Eu sou demente? — o rapaz ironizou, revirando os olhos. — Olha como você me deixou, porra!

— Hey, sem palavrões na minha sala! — ordenou a autoridade presente, respirando fundo. Ele precisava manter a calma. — Quero que me expliquem a história direito. — os olhos negros e foscos encontraram os cansados de Jeonghan, e um balançar de cabeça foi o pedido silencioso para que o rapaz começasse.

Yoon engoliu seco. A pressão instalada em suas costas era deveras intensa. Olhou ao redor da sala balançando as pernas em nervosismo. Estava sentado num banco de couro, pouco atrás de Seungcheol e Doyoon. Aquela sala tinhar ar condicionado? Um mormaço parecia invadir o local, transpirando o corpo de Jeonghan. Por que tudo aquilo estava acontecendo? Levou uma mecha de cabelo para trás da orelha, tomando coragem para inventar alguma mentira.

Calma. Era só não desviar o olhar e usar um tom de voz firme. Era só disso que precisava para dar seu depoimento.

— E-Eu... — tom trêmulo. Tom que denunciava o medo e o nervosismo do rapaz. Antes de continuar a falar, olhou para Doyoon. Este estava sentado ao lado de Cheol numa cadeira estofada, de frente para a mesa do delegado. Jeonghan não podia ver a face do namorado, mas óbvio, não podia deixar de defendê-lo por motivos óbvios.

Isso não significava que ele não queria defender Cheol. Fechou os olhos, segurando ambos os joelhos. A cabeça estava um tanto baixa, ele parecia querer pensar. Precisava reunir coragem, nunca havia passado por uma situação assim. Lembrou-se de algo que poderia ajudar.

— Senhor Yoon, será que pode ser mais rápido? — o delegado questionou já impaciente, batucando uma caneta na mesa.

— Desculpe-me, senhor. — respondeu suavemente, olhando para um ponto qualquer na sala. O olhar estava tão vazio, o brilho parecia ter esvaído. — Seungcheol acabou se estressando ao saber que estava namorando com Doyoon. Ele acabou partindo pra agressão e foi então que os seguranças chegaram.

— Doyoon deu motivos? Ou ao menos reagiu?

Segundos longos que pareciam uma eternidade para os envolvidos se passaram. A resposta de Han tardou a surgir. Mas surgiu.

— Não.

Choque. Era essa a expressão do rosto de Choi quando encarou Jeonghan ao ouvir aquelas palavras. Ele não esperava, não, nem em outra vida que o afeminado seria capaz de entregá-lo com tanta frieza. Ou melhor, não esperava que Jeonghan mentisse ao dizer que Doyoon não deu motivos.

Um suspiro indecifrável foi ouvido. O delegado soltava a caneta na mesa e acenou para um policial entrar. Apontou diretamente para Seungcheol.

— Levem para uma cela. Ele só sai depois de passar pelo juiz. — ordenou.

— O quê? — os olhos de Cheol se arregalaram e um frio na barriga lhe percorreu. — Espera! Espera, como assim? O que o Jeonghan disse é mentira! — ele exclamou, já entrando em desespero. O delegado revirou os olhos.

— A menos que você tenha como pagar fiança, você fica aqui. — o homem respondeu com total frieza, fitando Doyoon. — Quer que nossa equipe te leve a um hospital, filho? — questionou para o citado, que negou sorrindo.

— E-Eu não tenho, mas o meu pai tem! — a voz do de cabelos amêndoas quase gritou e o delegado o encarou curioso.

— Ligaremos para seu pai. Mas você não sairá da cela até ele chegar. — levantou-se com as mãos atrás das costas. — Os outros dois podem se retirar.

(...)

— Soonyoung, você já não está falando coisa com coisa. — anunciou Mingyu saindo do bar, seu expediente tinha findado. — Sério, você chapou. Tu gastou muito dinheiro com bebida.

— Eu não tô bêbado, cara. — riu alto, exagerado, colocando as mãos num muro ao lado do bar. — Eu só tô felizão.

— Você tá muito bêbado. — comentou o maior surpreendido pelo quão fraco para bebida o menino era. Ele até tentou impedi-lo de beber, mas não podia fazer muita coisa. Soonyoung era cliente e Mingyu tinha que atendê-lo.

— Sabe, Gyu. — o menor abraçou o rapaz, assustando-o. Cara, o que Kwon tava fazendo? — Eu tava pensando. Você gosta de alguém?

Mas que porra tava acontecendo ali? Mingyu olhou confuso para Soonyoung e riu baixo em seguida.

— Não, eu não gosto de ninguém. — empurrou o novo amigo de leve, sem machucá-lo. — E eu não fico com caras bêbados, sinto muito. — riu de novo, mostrando os caninos.

— O que você faria... — a voz saiu embargada enquanto ele ria de alguma coisa sem sentido. — Se tivesse tido um bom momento com alguém e quisesse conhecer ela mais ou pouco? Você já chegaria beijando, e pá?

— Bem, eu acho que eu chamaria essa pessoa pra sair. — o maior disse, passando a mão pelos cabelos rebeldes. Estava começando a ficar curioso. — Essa pessoa não sou eu, não, né?

— Acho que o Jihoon recusaria um convite meu. Ele não é aquele cara de sair. — a gargalhada alta logo se tornou num choro falso melancólico, que deu início a risos divertidos do amigo mais novo. — Ah, Gyu, por que você ta rindo?

— Como você sabe? — arqueou uma sobrancelha, maroto. — Você sequer pediu. — tocou-lhe o ombro. Eles se encontravam num beco atrás do bar. — Vamos lá, é só tentar.

Hoshi pareceu pensar um pouco, inexpressivo. Nem parecia Kwon Soonyoung. Mas logo ele sorriu e estalou os dedos vitorioso.

— Porra, Mingyu! — abraçou-lhe, todo dramático. Chegava a chorar. — Ah, você é o melhor amigo do mundo. — mas hein? Independente, Mingyu retribuiu o abraço sorridente.

— Então você vai chamá-lo?

— Puff. Claro que vou!

— Ótimo! — se dirigiu a uma lambreta bastante hipster encostada na parede. Colocou o capacete e ligou o veículo, já sentado nele. — Sobe aí, Kwon, vou te levar até a casa do Jihoon.

— Ah, caralho! — exclamou sorrindo largo, subindo na motoca e abraçando o maior por tras. — Ué, mas como você conhece o Jihoon?

— Todo mundo conhece o Jihoon, Soonyoung. — deu de ombros sorrindo de canto, dando partida no veículo.

(...)

A porta da cela foi aberta algumas horas depois daquela confusão, já estava anoitecendo na verdade. Seungcheol levantou-se rapidamente e a figura de seu pai estava presente, com uma expressão fria e desprezível.

— Vai pro carro. — ordenou ao filho e fitou o delegado encarregado pelo caso. — Peço que da próxima vez não me ligue. Deixe-o apodrecer na cadeia.

A autoridade apenas assentiu positivamente, deixando o homem se retirar com o filho.

Senhor Choi bufou alto ao abrir a porta do singelo veículo, e sentou-se bruscamente.

— Pai, me desculpa. — pediu de cabeça baixa, demonstrando humildade e respeito.

— Desculpa... — o homem disse em tom irônico, baixo, ligando o carro. — Você vai preso e tem a coragem de me pedir desculpas? — encarou o filho. Um olhar tão perturbador e odioso, Coups sequer teve audácia de fitá-lo. — Seungcheol, olha pra mim. — ordenou em tom firme, o filho não tardou a obedecer.

Um estrondo. Um estrondo soou ao rosto do menino ser abruptamente virado para o lado após um forte tapa vindo de seu pai. Os cabelos sedosos do menino foram puxados com força e lágrimas já começavam a se formar nos cantos dos olhos.

— Engula o choro. — mais uma ordem dada pelo mais velho, que soltou os cabelos do filho e colocou a mão no volante. — Quando chegarmos em casa, vamos nos entender.

(...)

Desceu da moto do amigo todo animado. O clima desértico daquele fim de tarde não o incomodava, e muito menos o barulho do caminhão de lixo passando. Estava confiante, radiante, em seu melhor estado.

— Boa sorte, Kwon. — desejou Kim Mingyu, mostrando seus tão belos caninos.

— Mas é claro que eu vou ter sorte! — gritou, dando pulinhos animados no mesmo lugar. — Vamo que vamo.

— Vai na fé! — Mingyu retribuiu o tom animado, porém com uma gota. Soonyoung acenou e abriu o portão da frente que só estava encostado. Mingyu se perguntou como o menino sabia da possibilidade de entrar facilmente na residência, mas nada falou. Apenas deu partida na moto, sorrindo.

Um Soonyoung saltitante andava pelo pequeno caminho de pedras que o levava até a porta de entrada, e a abriu cantarolando alguma música empolgante. O som da TV antiga ligada o atraiu e ele caminhou até onde foi guiado. O quarto de Lee Jihoon.

Entrou sem bater na porta e assustou o pequeno que, sem nenhum pingo de delicadeza, lançou-lhe o travesseiro.

— Você não sabe bater, não, cacete? — perguntou totalmente bolado pela invasão de privacidade do "desconhecido". O interessante foi que Soonyoung não se sentiu nenhum pouco ofendido.

— Jihoon, eu tenho uma coisa muito emocionante pra te dizer. — ele se aproximou.

— Vai se mudar, é? — a voz de desinteresse do pequeno era tão explícita que ele achava esquisito o fato de Soonyoung não se importar.

— Não! — exclamou sorrindo, formando um belo eye smile em seu rosto. A sua respiração chocou-se contra o rosto alheio que arregalou os olhos no mesmo instante.

— Soonyoung, você bebeu?

— Você quer sair comigo, Jihoon?

— O quê?

Com o cenho franzido e a boca entreaberta, Jihoon encarou o mais velho perplexo, pasmo. E Soonyoung? Bem, este sorria como um retardado para o pigmeu.

A surpresa foi ainda maior quando Kwon ajoelhou-se e segurou a mão do garoto, rindo alto, chamativo. Fitou os olhos pequeninhos e negros, notou um rubor nas maçãs alheias. Aquilo era fofo demais.

— Ah, Jihoon, você é fofo!

E ele só admitia isso por não estar nada sóbrio.

— Soonyoung, para com isso, na boa. — o pequeno pediu, desviando o olhar. Seu tom de voz era de reprovação, mas no fundo estava se sentindo... Quente?

— Jihoonie, você quer jantar comigo mais tarde? — o convite foi feito. Woozi puxou sua mão e segurou o pulso, encarando Kwon ainda pasmo.

— Você tá muito louco. — balançou a cabeça negativamente, se dirigindo para a porta do quarto em passos largos. Porém, o maior não tardou a levantar-se e correr até a porta, impedindo a passagem de Jihoon.

— E-Eu não tô louco, eu só tô feliz. — sorriu animado, mas logo seu rosto tomou uma expressão preocupada. — Você... Você não quer sair comigo?

— Claro que não, perdeu a sanidade? — os olhos pequenos foram revirados, e uma tentativa de empurrar Hoshi para passar foi falha. Bufou, cruzando os braços. — Me deixa passar.

— N-Não, espera. Por que você não quer sair comigo? — questionou novamente, sentindo um frio na barriga incômodo tomar-lhe por completo.

— Porque não. Agora da pra sair da frente? — as mãos pequenininhas de Jihoon seguraram um dos lados da cintura alheia, empurrando-o. Mas Jihoon era fraquinho, não teve efeito.

— Por favor, sai comigo...

— Não. Porra, Soonyoung. — fitou os olhos 10:10 do rapaz que estavam marejados e colocou ambas as mãos no próprio rosto. — Você tá bêbado, cara!

— É claro que não, me deixa explicar. — o mais alto saiu de frente da porta e segurou as mãos de Jihoon num ato desesperado. — Por favor...

— Me solta! — o outro exclamou, puxando as mãos e indo até a porta. Virou o corpo para encarar o rapaz, antes de balançar a cabeça negativamente e sair o lugar, deixando para trás um Soonyoung desolado.

(...)

— Você vai direto pro seu quarto, vamos resolver esse assunto. — senhor Choi ordenou num tom sombrio, que arrepiava o filho até o último fio de cabelo. O portão da garagem foi fechado e Cheol desceu do carro, trêmulo. — Muito bonito um marmanjo de quase vinte e dois anos apanhar pro pai, muito bonito.

— Pai, por favor, me perdoa. — o menor tentou pedir, mas levou outro tapa em seu rosto. Este foi tão forte que o fez cair no chão.

— Quer saber, Seungcheol. Não precisa mais ir pro seu quarto. — o homem acendeu a luz do ambiente e colocou a mão na fivela de seu cinto. — Quero você só de cueca, virado pra parede. — essas falas fizeram o rapaz tremer dos pés à cabeça. Ele passou uns segundos processando a informação, até ser empurrado bruscamente pra parede. — Então você não quer me obedecer? Espera aí. — a irá em seu pai era tão intensa que ele começava a fazer coisas sem pensar. Olhou a sua volta e achou duas cordas em sua caixa de ferramentas. Pegou as duas e se dirigiu ao filho novamente. — Estende os pulsos.

— Pai, o que você vai fazer? — as lágrimas já caíam antes mesmo de sentir as dores físicas. Ele tremia e respirava de modo ofegante. Sentiu suas mãos serem puxadas bruscamente. — Por favor, não...

O homem amarrou ambas as cordas no pulso do mais novo, amarrando as outras duas pontas no corrimão da escada que os levavam para fora da garagem. Este ato deixava Seungcheol totalmente vulnerável, visto que estava preso e de costas.

Senhor Choi mexia na caixa de ferramentas em busca de algo, e o filho temia o que estava por vir. Meu Deus, será que seu pai o mataria?

Sentiu suas vestes serem cortadas brutalmente pelo pai, e quando deu por si, estava nu, de joelhos no chão da garagem.

— Pai, pelo amor de Deus! — ele exclamou, chorando desesperado. O medo tomava conta de seu corpo profundamente.

Um estalo e um grito. Esses sons ecoaram pela garagem quando Seungcheol sentiu a dor do couro da cinta chocando-se contra suas costas. Ele se cortorceu.

Mais uma, duas, dez cintadas fortes em suas costas e nádegas, o rapaz gritando e tentando a todo custo solta-se das cordas, mas era simplesmente em vão.

Ele sentia algo quente escorrer. Ainda não tinha entendido, mas as agressões cortaram suas costas o fazendo sangrar.

Chorava, implorava misericórdia, se rebatia e puxava os pulsos, consequentemente machucando-os também.

— P-Pelo amor de Deus, pai, para! — ele gritou rouco e gaguejante, sentindo seus cabelos serem puxados com força pelo mais velho. Seu corpo fazia um arco invertido e tremia ainda mais.

— Parar? — a voz baixa e calma do homem no pé do ouvido de Cheol fez o mesmo se desesperar ainda mais. — Só vou parar quando o meu filho parar de ser um vagabundo. — sussurrou de novo, afastando-se e levantando a cinta novamente. — Entendeu. Choi. Seungcheol? — os dentes cerrados e a forma pausada de falar indicavam que senhor Choi já havia perdido o juízo.

Seungcheol chegou a urinar em total desespero naquela noite. Seu pai só parou de batê-lo quando as costas alheias já estavam vermelhas em sangue, que escorria até pingar no chão. Um último tapa na cara foi desferido no rosto do mais novo que estava quase desmaiando.

— Você vai dormir aí essa noite. Eu não quero um piu, entendeu? — o senhor, já suado, pronunciou e colocou o cinto novamente, olhando seu filho uma última vez antes de subir as escadas. — Você nunca mais vai pensar em ser um vagabundo.

Seungcheol estava deitado sobre o chão, de bruços, nu. Seus braços estavam levantados na diagonal, sendo sustentados apenas pelos pulsos que estavam presos às cordas. O rapaz soluçava de tanto chorar, suas costas doíam mais do que qualquer outra coisa. A luz da garagem foi desligada, o frio que o local emanava estremeciam o menino.

Cheol achou que fosse morrer.

(...)

Soonyoung estava no seu trailer. Era quase madrugada, estava quase na hora de Jihoon sair para trabalhar. O maior já estava sóbrio, lembrava-se de tudo que havia feito.

A xícara quente de chá tocava-lhe a boca. Ele bebericava a bebida pensando no que havia feito e se deveria tentar mais uma vez.

Puff, bobagem. Jihoon já havia negado uma vez, era meio óbvio que não aceitaria. Ainda mais depois de tê-lo visto bêbado, insano, num momento de fraqueza. O pequeno deveria estar sentindo nojo.

Bom, era melhor assim. Ele se precipitou ao achar que sentia algo, afinal, foi só um abraço, certo?

Errado.

Viu o pequeno abrir a porta e olhar pra lua minguante que enfeitava o céu naquele início de madrugada. Jihoon sorriu de forma sincera.

Soonyoung arregalou os olhos e sentiu uma batida falhar em seu peito.

Seu corpo, foi quase que no automático saindo do trailer. O pequeno se assustou de leve e já ia começar a xingar.

Mas não o fez.

— Jihoon, me desculpe pelo meu mal comportamento, eu não deveria ter chapado. — o mais velho pediu, visivelmente arrependido, porém sério.

— Tudo bem, eu preciso trabalhar, agora. — fechou os olhos, andando pelo caminho de pedras lentamente.

— E-Espera! — chamou, gago e corado. Fitou o pequeno da cabeça aos pés e aguardou até que ele se virasse para continuar. — Jihoon, você... Você quer sair comigo?

Jihoon foi demonstrar emoção após quase um minuto inexpressivo.

E sua face era completamente surpresa.


Notas Finais


ENTÃO, VOCÊS CURTIRAM?

Vejo vocês em breve <3


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