História Trilhos da Vida - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ambição, Destino, Drama, Família, Romance
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Palavras 2.142
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Primeiros momentos


Abril de 1990
Durante o dia, os pais de Artur, aproveitavam o fim de tarde num belo campo de uma pacata cidade, onde lentamente e de forma serena o vento balançava as copas das árvores. Havia um lago ali perto, crianças banhavam - se e alegres brincavam ao lado dos próprios pais e de outras pessoas da família.
Carina observava ao lado do marido todo aquele movimento, a alegria dos pais ao verem seus filhos curtirem o momento ao lado de irmãos e primos, mas também pensava, em sua mente retratava como seria sua vida após o nascimento de seu primeiro filho, estava na reta final da gravidez, não podia se esforçar, sentia que logo teria em seus braços o primogênito tão esperado.
Ao voltar para casa, Carina começou a sentir fortes dores, de imediato achou que chegara a hora de seu filho nascer. Tony, marido de Carina, desviou - se da rota e encaminhou - se ao hospital junto à esposa. 
No hospital, Carina foi dirigida emergencialmente ao centro cirúrgico, os procedimentos foram feitos, o bebê nasceu em perfeito estado. A mãe, satisfeita e feliz com o nascimento de seu filho, pegou-o em seus braços e começou a chorar, de emoção, pois pela primeira vez estava olhando para o rosto de seu bebê, e sem pensar muito balbuciou um nome:
- Artur! Nosso filho será Artur.
Tony, também emocionado, apenas concordou com as palavras da mulher e à abraçou, em um minuto de euforia.
**********
Uma semana depois, Carina e Tony começavam a aprender a lidar com um novo indivíduo em casa, uma rotina diferente. As noites não eram as mesmas, o choro agudo da criança interrompia constantemente o sono dos pais, que não se incomodavam, afinal a alegria por poder cuidar de um bebê era maior.
**********
A prefeitura da cidade estava organizando uma festa, seria algo grandioso. O parque central começava a ganhar cores e bandeiras festivas, balões encantavam o lugar. O evento começaria no próximo dia, a população torcia para que não houvesse chuva, mas para eles, um calor escaldante também não ajudaria. 
Um circo, junto à um parque de diversões se instalava para que as crianças que frequentassem a festa também se entretivessem. O aquecimento festivo acontecia, alguns homens vestidos de palhaço, outros em pernas de pau, mulheres na corda bamba e também realizando acrobacias, tudo isso fazia parte do ensaio, para que o espetáculo acontecesse da melhor forma possível.
Os funcionários da prefeitura limpavam a praça, cortavam a grama e terminavam os enfeites. Já era quase noite quando um carro de som passou rodeando o lugar e anunciando: 
" Venham para a 1° grande festa da cidade do ano! Teremos diversas atrações: Shows, músicas, circo e muita diversão. Traga seu filho ou filha e alegre - se com a gente! É amanhã, Sábado, a partir das 8:00h da manhã".
Os pais de Artur viviam perto da praça, e durante todo o dia presenciaram a movimentação para organização da praça central. Durante o jantar, em sua casa, comentavam:
-A prefeitura está realizando um bom trabalho esse ano nessa organização, não acha Carina?
- Concordo plenamente, mas acho que eles estão muito adiantados em relação a data dessa festa, o carnaval mal passou.
- Mas não há nada de ruim nisso, afinal teremos um momento para curtir em família.
- Não acho que seja uma boa ideia, o Artur mal nasceu, talvez não iremos nos divertir tanto assim.
- Claro que vamos, a vida é feita de momentos, devemos aproveita - los.
- Pensando por esse lado você está certo, mas pretendo não ficar muito.
- Moramos quase ao lado da praça central, se não sentir - se bem, voltamos.
- Tudo bem, sendo assim, vou com todo o prazer.
- OK.
- Vamos terminar o jantar antes que a comida esfrie?
- Por que não? - Tony riu -. 
Logo após o término do jantar, o bebê começou a chorar. Carina lhe amamentou e colocou para dormir, após resolveu deitar - se e Tony, entediado, decidiu fazer o mesmo que a esposa.
**********
Tony acordou cedo, a mulher já havia acordado e estava amamentando seu filho. Eram 7 horas da manhã, o dia estava tranquilo, o sol não dava indícios de que iria aparecer, ou se aparecesse não seria como um dia de verão, mas sim, um dia onde a cor predominante é o cinza, tanto no céu, quanto no horizonte.
Após amamentar Artur, Carina pôs a mesa para o café da manhã e perguntou:
-

- Querido, que horas iremos para a festa?
- Não sei, mais tarde talvez. Os sons ainda nem começaram.
- Verdade. Vamos então aproveitar o resto de silêncio que nos resta.
- Será por pouco tempo.
Após uns 30 minutos, os sons começaram a invadir o ambiente, ainda estavam testando, mas mesmo assim, em polvorosa, os moradores já sabiam que em instantes a festa da praça começaria.
Após o último teste, o locutor, anunciou a abertura da festa, que ocorreu com fogos de artifícios e uma grande quantidade de fumaça aromatizada:
" Está aberta a partir de agora, a nossa primeira grande festa da cidade desse ano. Tragam sua família, venham vizinhos, cheguem mais, temos atrações para todas as idades. Para as crianças o circo e o parque de diversões estarão abertos durante todo o evento, mas cautela, algumas atividades têm idade e tamanho recomendados. Os adultos podem curtir os shows ao longo do dia e demais atividades. Tomem cuidados com as crianças. Bebidas alcoólicas serão vendidas, mas não exagerem. Com atitudes positivas, nenhum problema será ocasionado. Aproveite o dia! "
Muitas pessoas já se encontravam presentes na praça central, esperando pelo início do evento, e ao término da fala do locutor, logo depois do silêncio houve a gritaria dos indivíduos, alegres.
**********
Já passava de 10h da manhã, Tony chamou sua esposa para irem à festa, mas Carina discordou:
- Agora não meu bem, mesmo que o dia esteja cinza, o calor está aparente nesse horário. Se quiser dar uma volta para ver como está, pode ir, mas eu irei apenas depois das 16h.
- Mas amor, já será muito tarde.
- Essa festa vai até altas horas da madrugada de amanhã, pense bem, se formos agora teremos de voltar mais cedo, já se formos mais tarde prometo que ficaremos por um bom tempo lá.
- Então está bem, inclusive alguns amigos meus estarão lá só mais tarde, assim fico conversando um pouco.
- Isso, quem sabe eu não encontre alguma amiga também. Você poderia comprar algo lá para o almoço? Estou um tanto quanto cansada.
- Claro, deixarei para ir um pouco mais tarde então, agora não deve ter nada pronto. O que acha de ouvirmos rádio?
- Ótimo, é sempre bom divertir com música e ouvir as notícias do dia.
**********
Carina e Tony haviam acabado de almoçar, Artur já estava amamentado e aparentemente o clima ameno estava presente. Carina decidiu então trocar de roupa, estava maltrapilha devido aos serviços de casa, e pediu para Tony trocar o bebê, pois mais tarde iriam passear pela festa da praça. 
Tony antes de trocar Artur perguntou, porém em tom afirmativo:
- Melhor agasalhar bem nosso filho, não?
- Com certeza, está ventando, e pelo jeito vai ventar mais.
- Você sabe onde está aquela roupinha fechada que o Artur ganhou assim que nasceu? 
- Homens... nunca sabem nada! Está na cômoda, 2ª gaveta.
- Obrigado, e sobre nós homens nunca sabermos de nada, creio que você esteja errada.
- Melhor nem discutir. Vou tomar um curto banho, depois se quiser eu fico de olho em nosso filho para você fazer o mesmo.
- Tudo bem, pode ir. Enquanto isso eu tento me virar trocando o bebê.
- "Olha lá hein", lembre - se que cada peça de roupa tem seu lugar, a meia por exemplo vai nos pés.
- E eu não sei? Vá para seu banho logo antes que fique me aloprando mais, aquela vez foi apenas um deslize.
- Sei, sei.
Carina ficou pouco tempo no banho, assim que saiu trocou - se de roupa e passou a cuidar de Artur enquanto Tony entrou no banheiro e de lá gritou:
- Amor, irei fazer a barba!
Carina apenas ouviu e pôs se a arrumar a bolsa do bebê. Colocou mais agasalhos caso ficassem até mais a noite na praça e alguns outros acessórios.
Logo após de sair do banheiro, Tony se prontificou a ficar arrumado, e perguntou para a esposa se a mesma estava pronta para saírem. Ela respondeu que sim. Acenderam algumas luzes por segurança para demonstrar que a casa não estava vazia, pois mesmo que o lugar não fosse perigoso, estava cercado de pessoas, e saíram.
Ao chegarem na praça foram andar pela festa, passaram por barracas, das quais eram diversas (de doces, salgados, brincadeiras, entre outras) e também pelo circo e o parque de diversões, que estavam pouco movimentados naquele momento, perto das 17 horas.
Na bilheteria do circo, havia um espetáculo marcado para 18h, Carina então, decidiu comprar ingressos para ela e seu marido contemplarem o circo, que no cartaz anunciava ser um dos melhores do país. Tony não gostou muito da ideia, mas concordou em assistir. 
**********
O relógio marcava quase 20h, Carina estava disposta a ir embora, mas Tony preferia ficar, quando encontraram Íris e Carlos com a filha Camila, um casal de amigos que morava num bairro distante da praça, porém que sempre tiveram uma ótima relação com Carina e Tony. Carina optou por ficar mais para poder conversar com os amigos que não os viam a um bom tempo. Chamaram o casal para uma barraca que dispunha de mesas e cadeiras para os clientes, sentaram - se e rapidamente uma atendente apareceu perguntando se desejavam algo. Pediram alguns petiscos, e cerveja apenas para Tony e Carlos, afinal, as esposas dos dois estavam amamentando. Enquanto o pedido não chegava à mesa, os casais ficaram conversando:
- Íris, soube que estava grávida, mas quando que essa belezinha nasceu? Ah, me esqueci de perguntar, qual o nome? - Perguntou Carina -.
- Camila, nasceu em janeiro.
- Mas e o de vocês? Artur o nome né? Vejo que ainda é bem novinho. - Disse Carlos -.
- Nasceu no fim do mês passado, Abril. - Respondeu Carina -.
- Nossa, e já trouxeram ele para uma festa movimentada? Me desculpe, não quero ser intrometida, mas é que quando a nossa filha nasceu fiquei muito tempo dentro de casa, esperando ela "firmar". - Comentou Íris ao ouvir a resposta da amiga -.
- É que eu não vi problema nisso, acho que está sendo até bom, porque estava sem sair de casa desde que o Artur nasceu, o Tony que estava fazendo tudo fora de casa para mim.
- Quê? Eu? O que tem?
- Como é desatento você, em querido?
- É que estou conversando com o Carlos, não estava prestando muita atenção na conversa de vocês.
O pedido chegou, os casais continuaram conversando enquanto comiam os petiscos e bebiam, quando Íris disse:
- O que acham de darmos uma volta, sentamos num banco talvez, acho que temos mais a conversar né? Faz tanto tempo que não vejo vocês.
- Eu topo, deixa só eu pagar a conta.
- Não precisa pagar sozinho Carlos, eu ajudo!
- Tudo bem então Tony, é até bom, estou gastando muito com a bebê e creio que você também.
- Sim... estou. Mas é um bom gasto.
- Eu vou, mas já, já vou para a casa, estou cansada e está bem frio para o Artur. - Falou Carina, preocupada com a saúde do filho-.
- Tudo bem, não precisamos ficar muito, só o suficiente. Apesar de que agora podemos conversar quando quisermos. 
- Como assim Íris?
- É que ainda não contei para vocês Carina, mas nos mudamos para aqui.
- Que legal! Qual casa? É perto da praça mesmo? - Questionou Tony animado -.
- Sim, sabe aquela casa que estavam mudando a pintura?
- Sei sim Carlos, uma que era amarela?
- Isso Carina, essa mesmo. Então, é essa. Nos mudamos faz 2 dias. Mas nem saímos de casa porque nossa casa estava um caos por conta da mudança.
- Poderiam ter pedido nossa ajuda Íris.
- Nós até pensamos, mas não sabíamos se vocês ainda estavam por aqui, e nem lembrávamos a casa em que vocês moram.
- Entendo. Mas é ótimo saber disso. 
Pagaram a conta e foram andar pelas barracas, até que pararam e sentaram - se em frente ao pequeno parque de diversões, onde Íris comentou:
- Quantas crianças brincando né? 
Ao ouvir, Carina respondeu após pensar um pouco:
- Sim. Muitas mesmo! 
- Você está pensativa Carina, o que há? - Indagou Íris -.
- Eu? Nada não. Só estava imaginando nossos filhos daqui alguns anos, nessa mesma festa...



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