História Trilogia Aventuras 03: FAMS - A Aventura Continua - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Afa, Brasil, Ceará, Enoquiano, Evento, Fams, Magia, Nordeste, Sobral
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eita, estamos chegando no décimo capítulo. A história caminhou bastante, ein. Mas ela ja´está perto de acabar, possivelmente mais uns cinco capítulos até que termine. Estejam atentos, pois nessa reta final as batalhas serão ainda mais intensas, assim como no capítulo de hoje. Espero que gostem.

Capítulo 11 - Capítulo 10: A batalha dos rivais continua!


Fanfic / Fanfiction Trilogia Aventuras 03: FAMS - A Aventura Continua - Capítulo 11 - Capítulo 10: A batalha dos rivais continua!

CAPÍTULO 10

A BATALHA DOS RIVAIS CONTINUA!

RENNY FAZ UMA GRANDE REVELAÇÃO.

Um trovão rugiu quando os punhos velozes de Renny se chocaram contra os de Luiz, criando uma pressão tão esmagadora que uma cratera se abriu no chão, toda a área do hall do Centro de Convenções tremendo por conta do impacto. Os olhos dos dois seres sobrenaturais se cruzaram por um instante, e um novo estrondo começou, quando Luiz deu um chute lateral, e Renny se defendeu, usando um dos braços.

— Você é forte. Isso é bom... — parabenizou Luiz, vendo a resistência do adversário sério que continuava a lhe intimidar com os olhos azuis e o rosto de uma fera selvagem.

Um turbilhão de golpes começaram a serem trocados pelos dois, e cada soco, cada chute ou qualquer outro ataque, abriam novas protuberâncias no chão ou até mesmo nas paredes. Os impactos poderosos espalhavam ventania, tremores de terra, e pedras saltitavam pelo local — o que tornava os arredores perigosos para qualquer um que estivesse ali próximo. Todavia já não havia ninguém por perto para contemplar o feito, já que os espectros mataram todos os espectadores do FAMS e os membros do Time Ren que lutavam ali perto, aproveitaram a ausência da barreira, levando suas batalhas para locais mais abertos, onde poderiam se mover e exercer suas habilidades com maior liberdade.

“Booomm!!!” Uma nova explosão levantou pedaços gigantescos do solo, quando Luiz deu um leve salto e atacou com a ponta do calcanhar, mas Renny recuou a tempo do impacto, sabendo que aquele nível de força empregado não seria possível de se bloquear, sem que algum dano fosse sofrido. O herói desviou o olhar brevemente do inimigo quando viu um grande bloco de pedra voar e atingir a bolha rosada flutuante acima do chafariz, e neste momento, ele sentiu uma breve esperança de que seria o próprio Luiz quem destruiria o núcleo das almas do Grande Ritual, porém o pequeno pensamento feliz foi em vão, quando a rocha se chocou e se esmigalhou quase que inteiramente, bloqueada por um escudo elétrico invisível que repelia e destruía tudo que o tocasse.

“Humpf, era bom demais pra ser verdade” pensou Renny, sabendo também que levaria tempo até que ele mesmo conseguisse ultrapassar a barreira; e com Luiz em sua cola, seria meio que impossível no momento.

— Pra onde pensa que está olhando!? — Luiz avançou novamente, suas asas negras batendo em voo rasante, uma massa de trevas pairando sobre uma das mãos.

Renny desviou de novo, novamente focado, mas a pequena distração quase lhe tirara a vida, quando a massa de energia no punho passou raspando pela sua blusa regata branca, abrindo um pequeno rasgo antes da energia sibilar pelo ar, criando uma onda cinética que abriu uma enorme fenda na parede atrás do palco principal do FAMS.

“Droga, Sauron vai chegar em breve. Eu ainda não decidi se devo ou não contar aquilo para o Luiz.”

O tempo corria e Renny começava a ficar impaciente e incerto sobre como proceder. Suas viagens no tempo e as conversas com Galadriel, antes do espírito dela regressar para Valinor, tinham lhe dado excelentes planos, e todos eles até aquele momento tinham funcionado. Entretanto ainda havia mais outra coisa a se fazer... havia algo que Renny sabia a respeito de Sauron, que Luiz desconhecia... mas infelizmente o herói ainda não sabia se aquilo seria útil ou só pioraria as coisas. E isso o deixava ainda mais indeciso e frustrado.

— O que houve? Amarelou? — O sarcasmo de Luiz era evidente, mas ele ainda estava empolgado, totalmente envolvido pelo calor da batalha, por finalmente ter a chance de enfrentar alguém a sua altura.

Renny o viu avançando de novo — os punhos cobertos de trevas —, então decidiu ignorar mais um pouco suas ideias confusas, e rugiu como uma fera enlouquecida, suas grandes presas pontiagudas se destacando na face animalesca, depois avançou como um foguete, o solo explodindo sobre os seus pés a cada passada.

Uma nova explosão de som, poeira e blocos de pedra voadoras começou, quando as duas entidades místicas se chocaram em um primeiro instantes, depois dezenas de novas explosões cinéticas irromperam assim que um turbilhão de novos socos e chutes começaram a ser trocados mais uma vez. E a batalha prosseguiu ainda mais feroz do que antes.

☯ ☯ ☯

Milena Furtado, a cavaleira superforte, aterrissou cambaleando no chão quando Anna se transformou em um grande tiranossauro dentro da sala e a atingiu com força, jogando-a no alto junto com os pedaços arrancados da parede.

A cosplayer estava tão furiosa e decepcionado, que ignorou quase que totalmente quando Luiz matara o clone de Renny a sangue frio. Ela avançou novamente contra a espectro, sua mandíbula repleta de dentes pontiagudos pronta para estraçalhar a inimiga. Mas Milena não temeu o novo avanço. Ela aguardou imóvel a chegada do novo ataque, e quando uma aura negra surgiu ao redor de seu corpo, duplicando sua atual força, ela levantou as mãos e imobilizou a mandíbula da criatura, segurando uma das presas inferiores e uma das superiores. Entretanto, mesmo com o Contrato da Alma ativado, Milena ainda tinha certa dificuldade em conter o avanço de Anna — o que não significava que o jogo estava perdido. Com mais um pouco de esforço, Milena conseguiu sobrepujar a força do tiranossauro, fazendo-o ceder enquanto os dois dentes que eram segurados pela cavaleira começavam a trincar.

Vendo que estava perdendo o cabo de guerra, Anna decidiu ir mais além, e usou toda a sua criatividade como cosplayer de Mutano para se transformar numa fera capaz de superar um tiranossauro em força e tamanho, mesmo que aquilo a deixasse quase espremida dentro do Centro de Convenções. Ela mentalizou a criatura em sua mente, pensando em sua fisionomia, em cada detalhe de seu corpo escamoso, e então usou seu poder, e a metamorfose começou, seu corpo basicamente dobrando de tamanho, asas surgindo em suas costas, chifres brotando em sua cabeça e as escamas blindadas de um tom vermelho-alaranjado cobrindo seu corpo. A cavaleira não conseguiu mais segurar a adversária pelos dentes conforme a mudança acontecia, então se afastou assim que a fera começou a crescer, ganhando altitude, a cabeça esbarrando e destruindo parte do teto, ultrapassando-o parcialmente.

Quando a transformação terminou, Anna esticou as grandes asas de morcego e revelou sua forma suprema como um dragão; e foi então que algo mais além de sua nova forma a impressionou: não havia mais barreira lacrando o Centro de Convenções. Ela sabia disso, porque sua cabeça atravessava o teto. E quando a mensagem telepática do verdadeiro Renny invadiu sua mente, tudo ficou esclarecido.

Determinada a evitar o futuro trágico ao qual o mundo estava destinado a seguir, ela abaixou seu pescoço comprido para poder ver a cavaleira que a encarava friamente (talvez pensando em como lidar com sua nova transformação), e usou sua cauda comprida para capturar a inimiga, enrolando-a como uma serpente quando captura a presa. De imediato, tão logo Milena fora envolvida, Anna agiu, saltando e ultrapassando o telhado, que caiu lá dentro em pedaços, e ela bateu suas asas, meio desequilibrada a principio, pela falta de costume, mas se adaptando a cada novo segundo que ganhava altitude pelos céus. 

Subitamente, Anna urrou quando sentiu uma dor terrível lhe invadir a cauda, bem no local onde Milena deveria estar. A cosplayer então moveu sua cabeça para baixo, vendo o que havia acontecido, quando notou que uma pequena parte de sua cauda estava estraçalhada, e a cavaleira — cuja aura negra estava mais intensa do que nunca — agora caía, livre do aprisionamento.

Não demorou muito para Anna sacar que Milena havia utilizado sua superforça para rasgar uma parte da cauda que a aprisionava, deixando claro que capturá-la era totalmente impossível. Ciente disso, a cosplayer declinou seu gigantesco corpo de dragão e avançou em pleno ar contra a espectro, tomando todo o cuidado possível para que a inimiga não tivesse a chance de atacá-la, já que havia provado ser capaz de destruir até as escamas blindadas de sua cauda. As asas se dobraram enquanto Anna mergulhava, cada vez mais perto da cavaleira — e cada vez mais perto do chão —; porém Milena estava ciente de sua aproximação e estava preparada, tão logo o ataque feroz dela chegasse. Logo, mais um metro foi vencido, depois mais outro, e mais outro, e Anna já estava quase em cima da cavaleira, quando sua mandíbula se abriu e ela falou com uma voz grossa de dragão:

— Desculpe por isso, Milena.

E uma rajada de fogo azul irrompeu de sua garganta, incinerando a cavaleira.

☯ ☯ ☯

Tão logo Josiele viu a morte de Renny, ou a chegada do outro Renny — o verdadeiro —, ela limpou suas lágrimas e ficou de pé, tentando entender o que estava acontecendo. Ela tentou acelerar o processo de regeneração de seu machucado, enquanto via que Kevin continuava ocupado com o cavaleiro, sem perceber nada do que estava acontecendo. A batalha dos dois parecia caminhar empatada, mas sua breve análise fora mais do que suficiente para ela ter certeza de que Lucas ainda era superior ao Super Sayajin 2.

De repente, veio à mensagem telepática do novo sujeito com o rosto de Renny, dominando a mente da garota e lhe esclarecendo a maioria das pontas soltas que a deixavam confusa, também fortalecendo sua determinação e a deixando ciente de como deveria proceder. Ela olhou para o alto, vendo quando Kevin forçou o espectro a ficar mais próximo do telhado, então ele disparou uma grande esfera de energia dourada contra ele, lançando-o para fora do Centro de Convenções através da explosão; depois ele a olhou de relance, seu rosto sério, assentindo, e voou para fora do lugar.

Pelo rápido olhar do amigo, Josiele entendeu que ele também recebera a mensagem do verdadeiro Renny, e faria todo o possível para vencer Lucas. Mas e ela? Como ela poderia ajudar?

Josiele viu a batalha estrondosa entre Renny e Luiz começar, e então se afastou, buscando algum lugar seguro para se esconder, e pensar... Ela viu de longe a bolha de energia rosada acima do chafariz, ciente de que todo o plano de Luiz se concentrava ali. Mas ela também estava ciente de não possuía o poder necessário para romper a proteção que existia ao redor da bolha (pois definitivamente haveria uma proteção!), e com seu corpo ainda machucado e Luiz tão perto, obviamente ela só iria morrer, ou no mínimo, atrapalhar a batalha de Renny.

A garota olhou ao redor, vendo o local inteiramente vazio — por exceção dela, de Renny e Luiz. Todos os amigos que lutavam ali perto haviam saído, levado suas batalhas para longe; até mesmo Anna, transformada em dragão alguns segundos antes, arrastou Milena para fora dali. E Josiele continuava indecisa se devia ou não arriscar uma tentativa de destruir a bolha.

“Aaaaaaaah!”

Subitamente um grito de dor distante ecoou pelos ouvidos da garota, vindo... do céu.

“Kevin!” Um baque pesado soou no teto, e ela sabia que era Kevin, que seu amigo corria perigo. E ela continuava parada ali, como uma idiota imprestável, mesmo após ver as cenas do futuro na mensagem telepática. “Merda! Acorda pra vida, sua idiota!” Josiele encarou o teto com seriedade e inflamou as chamas ao redor de seu corpo. O ferimento na barriga lançou-lhe brevemente uma pontada de dor, avisando-a para não fazer nada perigoso, mas ela o ignorou, quando as chamas ficaram mais fortes e seus pés incendiaram-se como um foguete, levando-a para cima — levando-a para ajudar seu grande amigo.

“Aguenta aí, Kevin, eu tô chegando!”

☯ ☯ ☯

Tão logo a mensagem ecoou em seus ouvidos, Karen comemorou, agradecida internamente por seu pedido ter sido realizado. Com cautela, mas veloz, ela correu até os portões de ferro perto dos banheiros e lançou seu gelo. As grades foram congeladas e se partiram, tão logo ela as tocara, e em instantes, ela estava do lado de fora, em um espaço aberto, cheio de viaturas da polícia — cheio de gente.

— Ah, não! — Karen viu a multidão cada vez maior de curiosos, e temeu pela segurança das pessoas. Havia muitos civis na área, a maioria assistindo de longe quando os membros do Time Ren e os cavaleiros saíram para fora do Centro de Convenções.

— Ei, moçinha, aonde pensa que vai? Parada aí! — gritou um policial, barrando seu caminho. Mais quatro vinham até ela com olhares que, ela percebeu, pareciam culpá-la por toda a atrocidade que havia acontecido ali.

Karen parou, olhando para os homens que aos poucos a encurralavam, mais guardas vindo ao seu encontro (provavelmente suspeitando que ela fosse perigosa, pelo que fizera ao portão do lugar), e ela olhou para trás, vendo que Lucas Dixon havia sumido.

— O quê!? Onde ele foi? — Karen olhou pelos arredores, buscando a presença do inimigo. 

— Parada aí, não vou deixar você sair até me dizer o que está acontecendo aqui — disse o mesmo guarda, segurando seu braço com brutalidade tão logo ela dera um passo.

Os guardas a cercavam, todos a mirando com ódio e incredulidade, mas ela tentou se desprender, sem saber como dizer para que eles que era a moçinha da história. Então, subitamente, gelo negro irrompeu do chão, cobrindo os policiais ao redor dela em grandes blocos cristalinos, que os envolveram completamente. Karen se desprendeu da mão do homem que a segurava tão logo o gelo começou a cobri-lo também, e ela usou sua própria magia congelante sobre os pés, fazendo uma pilastra grossa levantá-la para cima, fugindo, assim, do perigo que quase a congelara também.

Do alto, Karen encontrou Lucas Dixon sentado sobre uma das viaturas dos policiais, encarando-a enquanto o gelo negro terminava de fazer o serviço, congelando as pessoas — tanto policiais quanto civis curiosos — que gemiam ao serem devorados pelos blocos gelados e cancerígenos.

Karen o encarou com raiva, vendo a frieza com a qual o cavaleiro matava suas vitimas, e sua raiva aumentou ainda mais quando ele juntou o dedo indicador e o polegar e os estalou, fazendo todas as estatuas de gelo negro explodirem, espalhando pedaços de membros congelados pelo chão.

— Como... como você pôde fazer isso! — A exclamação furiosa de Karen a fez ranger os dentes de pura raiva. Determinada a acabar com o impiedoso inimigo, ela agiu, invocando uma magia proibida que apenas ela conhecia: — Glacies Spiritus, et congelat animam meam!

Vento gelado soprou ao redor da garota de braços erguidos e olhos fechados, então a pilastra que a erguia no alto se partiu e a envolveu. O gelo branco cobriu o corpo dela por inteiro como um casulo, modelando-se enquanto mais blocos surgiam instantaneamente em outros pontos, até que a garota virasse um grande e redondo bloco de gelo flutuante no ar.

Lucas se levantou ao sentir o poder da garota crescer ainda mais dentro da esfera gelada. Sabendo que a verdadeira batalha entre os dois estava prestes a começar, ele ativou o Contrato da Alma, ampliando seus poderes também. Uma aura azul marinho acendeu ao redor de seu corpo e uma névoa fria e negra começou a surgir ao redor, misturando-se a névoa branca que vinha de onde a garota estava.

Então veio a explosão...

A esfera de gelo branco se desintegrou, lançando grande blocos de gelo para todo lado, e Karen surgiu, aterrissando no chão com sua aparência modificada: seu corpo estava coberto por uma armadura branca de gelo super resistente, desenhada com delicadeza e perfeição assim como a espada longa que ela empunhava; seus cabelos castanhos tornaram-se de um branco brilhante e puro; e sua pele alva emitia uma leve luminosidade colorida, como a aurora boreal. Com os poderes renovados, ela levou sua atenção ao espectro, também fortalecido, e o encarou com olhos azul-piscina fluorescentes, antes de dizer:

— E aí, pronto pra apanhar?

Os dois continuaram se olhando por um tempo — as sirenes de novas viaturas da policia se aproximando —, então blocos de gelo, negro e branco, surgiram ao redor dos dois quando eles avançaram um contra o outro, recomeçando a batalha. 

☯ ☯ ☯

O palco principal do FAMS explodiu, espalhando aço e madeira pelos arredores, quando Luiz lançara uma rajada condensada de trevas em formato de dragão contra Renny, que desviara tão depressa quanto o ataque arrasador. Luiz bateu suas asas, desviando ainda dos projeteis do palco que voavam, enquanto projetava uma lança negra de dois metros para atacar o adversário.

Renny não desviou, nem hesitou quando o inimigo veio ao seu encontro, a ponta da lança negra pronta para perfurá-lo. Ele simplesmente balançou um de seus braços de baixo para cima, e uma grande coluna de fogo esverdeado irrompeu do chão, a menos de um metro da chegada do inimigo. Mas Luiz não se queimou, graças a uma súbita freada no meio do ar, esticando as pernas para frente e batendo as asas com ainda mais força. Então, inesperadamente, a parede de fogo ondulou e avançou contra Luiz, com apenas um comando de Renny, e Luiz recuou depressa, sentindo um pouco de dor quando as chamas encostaram em seu corpo, no entanto, não machucando o seu corpo e sim sua alma.

Luiz subiu para o alto, vendo Renny emergindo em meio às chamas espirituais, totalmente ileso, e corria com um grande e largo espadão de fogo esverdeado em sua mão. O olhar dos dois se encontrou por um instante, e então veio o grito de guerra, quando lança e espadão se chocaram em pleno ar, explodindo.

Os dois foram arremessados para pontos contrários tão logo a onda de impacto os envolveu, mas Luiz foi quem mais conseguiu recuperar seu equilíbrio, graças às suas asas. O anjo caído viu seu adversário aterrissando no chão, mas ainda sendo arrastado pelo impulso, tentando frear falhamente com os pés, então, sem perca de tempo, ele bateu suas asas e avançou outra vez, recriando agora a espada de trevas que usara para matar o clone substituto do rival.

O demônio de aproximou, e Renny viu sua chance quando o deslizamento pelo chão ficou mais lento, conforme ele se aproximava outra vez da estrutura destruída do palco do FAMS. Ele esticou os dedos e suas garras brilharam com fogo e luz, então, quando Luiz ficou mais perto, ele rasgou o ar com a energia reunida nas garras, uma mão indo para a direita e outra para a esquerda, de cima para baixo, formando um grande X brilhante, que avançou até o alvo. Luiz, por outro lado, não se intimidou, usando sua espada negra contra o X voador, o destruindo de imediato, luz e fumaça se espalhando ao seu redor.

— Te peguei! — gritou Renny, surgindo rapidamente no meio da fumaça com as garras novamente energizadas, atingindo Luiz com um novo e poderoso ataque em formato de X.

Luiz despencou em alta velocidade — rasgando o próprio ar, que trovejou em resposta — e ele atingiu a parede da sala onde ficava a Área de K-Pop, do outro lado do hall, atravessando as paredes e a sala, e saindo em outro local que não pôde ver ao ser soterrado pelos blocos de cimento e tijolos que caíram sobre ele.

“É a minha chance!” pensou Renny, despencando do alto e correndo até a grande bolha rosada e ondulante que ficava acima do chafariz.

Com suas garras energizadas, Renny atacou a bolha, porém seu ataque foi detido por um escudo invisível que lhe lançou descargas elétricas, fazendo-o cair no chão, tremendo e xingando. Mas ele não desistiu, sabendo que seu tempo era curto, e que seu último ataque contra Luiz, passara bem longe de tê-lo matado ou deixado-o inconsciente. Com um esforço pequeno, ele se levantou novamente, apontando suas duas mãos para onde deveria estar o escudo, e lançou uma rajada concentrada e poderosa das chamas espirituais.

— Vamos ver você resistir a isso. — Renny estava confiante de que seu ataque surtiria efeito, já que as chamas espirituais eram um poder típico das kitsunes do folclore japonês, e diferente das chamas normais, elas não queimavam objetos ou seres físicos, elas queimavam e destruíam coisas espirituais, como almas e até mesmo magia (o que era o caso do escudo, já que era feito de magia).

As chamas envolveram os arredores do chafariz com facilidade, e em resposta, ouviu-se o sibilar dos relâmpagos surgindo, tentando afastar seu agressor, mas um minuto se passou, depois mais outro, e nada mudou — o escudo não foi destruído.

— Que merda! — Renny olhou para o lado, vendo os escombros onde Luiz havia se chocado, ainda calmos. Ele sabia que estava correndo contra o tempo, quando resolveu tomar a única decisão cabível. — Bem, se você não quer colaborar, escudinho, então o negocio vai ser na marra mesmo. — Renny projetou energia sobre as garras, e com um novo rugido animal (deixando suas presas a mostra), ele avançou.

As garras penetraram o escudo invisível, e as correntes elétricas surgiram em resposta, atingindo Renny por todo o corpo. Mas ele não recuou, aguentando a dor enquanto forçava ainda mais a sua passagem pela barreira. Logo, mais relâmpagos foram surgindo enquanto lentamente as garras trincavam a barreira invisível, e mesmo em meio a dor, que deixava seu corpo dormente e fazia sua visão escurecer, Renny comemorou. Com um último e decisivo esforço, ele empurrou suas garras energizadas, e a barreira explodiu, lançando luz e cacos de energia invisível em decomposição por toda parte.

— Agora... agora só falta o núcleo... — Renny estava caído de costas no chão, encarando com dor, quase inconsciente, a chance de salvar o mundo todo do terrível destino predestinado que ele vira. Com esforço, ele rastejou, se aproximando da esfera ondulante, depois engatinhando. — Só mais um pouco e...

“Boomm!” Um pedaço do chão ao seu lado explodiu, e Renny rolou. Quando abriu seus olhos, viu Luiz se aproximando, sorridente.

— Ah, então esse tempo todo era por isso que você estava se segurando em nossa batalha. — Ele encarou o Núcleo das Almas com indiferença, enquanto usava sua magia para erguer uma nova barreira em torno do chafariz. — Infelizmente, não posso deixar que você destrua isto.

— Não faça isso, Luiz. Não ajude Sauron. Você não faz ideia do que ele realmente planeja fazer. —Com um esforço tremendo, Renny conseguiu ficar de pé e encarar o inimigo que terminava de fechar o Núcleo das Almas dentro de uma nova barreira invisível.

— Ora, ora, quem diria, então você sabe sobre a existência dele. — A expressão de Luiz era de divertimento. — Como soube? Ah, deve ter sido a tal da Galadriel que te contou tudo, né. Como ela está? Ela veio hoje? Tenho contas a acertar com ela também. Por causa da intromissão daquela vadia no AFA, em 2015, eu não consegui te matar, nem vencer seus amiguinhos chatos.

Renny o analisou com cuidado, vendo que o vilão parecia estar novamente com a guarda baixa enquanto conversava e ria, olhando distraidamente para os lados. Havia uma boa chance de pegá-lo de surpresa agora, mas ele não arriscou, não enquanto os danos em seu corpo se curassem mais um pouco através de seu metabolismo regenerativo mágico — uma façanha somente possível devido ao fato dele ser uma criatura mágica como Luiz.

— Você pode brincar agora, Luiz. Mas vai se arrepender muito caro por confiar tanto assim em Sauron. Ele não é quem parece ser. Sauron esconde algo de você. — De repente, Renny decidiu arriscar, e revelar sua grande cartada, algo que até então, ele não sabia se seria benéfico ou não, em seus planos.

— Do que você está falando? — questionou Luiz, sua atenção totalmente voltada para Renny. — Sauron não esconde nada de mim. Se estiver se referindo ao passado dele, ele já abriu o jogo comigo, tanto sobre sua vida na Terra Média, quanto em Sobral há alguns anos, quando reencarnou como humano e lutou com aquela loira metida.

— Não me refiro a isso — Renny disse secamente. — Estou falando sobre como ele pretende usar seus poderes no futuro. Sauron vai trair você.

Ao ouvir aquilo, Luiz gargalhou tanto, que até lagrimas surgiram no seu rosto — como se tivesse ouvido a melhor piada de todos os tempos.

— Está de brincadeira, né? Isso... foi uma piada muito boa!

— Eu não tenho motivos para joguetes, Luiz. Não nesta forma. Depois que morri e fui ressuscitado no AFA, meu senso de humor desapareceu totalmente depois que me tornei uma criatura mágica. Você, entre todos, deveria ter notado isso mais do que ninguém.

Luiz enxugou as lágrimas, engasgando ao ver o rosto sério e sem graças de Renny, que falava meio que rosnando, por conta dos dentes expostos, em sua transformação parcial. A aparência dele lembrava muito a dos garotos lobos da série Teen Wolf, quando transformados, mas Luiz ignorou rapidamente a observação, quando falou:

— Entendo, as kitsunes não têm senso de humor, não é? Bem, não importa... De qualquer modo, eu ainda não acredito em suas palavras. Se acha que você vai me colocar contra Sauron com seus blefes, não vai funcionar.

— Eu não estou blefando. Não tenho porque perder meu tempo com isso. O fato é que Sauron pretende recriar o Um Anel para reassumir seu título como Senhor do Escuro, e você, com seus poderes, será um empecilho para ele. Sauron não gosta de dividir seu reino e seu título com subalternos, Luiz, e você vai descobrir isso muito em breve da pior forma possível.

“Subalterno.” Luiz repetiu em sua mente, com raiva da palavra, com raiva de Renny também.

— Bobagem, isso... isso é mentira sua. Está tentando me confundir. 

O vilão tentava mostrar sua confiança na aliança com Sauron, mas no fundo ele estava hesitante, sabendo que Renny tinha razão em grande parte. Sauron era muito sério, misterioso e manipulador. Tinha sempre algo na voz e nas palavras dele que pareciam hipnotizar a pessoa. E o fato de ser uma criatura antiga, cheia de mistérios, só confirmava mais as palavras de Renny. Mesmo assim, Luiz ignorou as possibilidades, pensando que talvez fosse isso o que seu inimigo queria: confundi-lo. — E você não tem provas para comprovar isso, tem? Não pode comprovar coisas que ainda nem aconteceram com pura especulação.

— Na verdade, eu tenho.

Luiz estremeceu com as palavras, baixando totalmente sua guarda, o que deu a Renny a chance perfeita para avançar.

Mas Renny não atacou. Ele ficou cara a cara com Luiz e colocou suas duas mãos sobre as bochechas pálidas dele, enquanto o encarava com seus brilhantes olhos azul-elétricos.

— Veja a verdade com seus próprios olhos, Luiz — sussurrou Renny calmamente, deixando sua magia agir, deixando sua mente se conectar a dele.

Quieto e atento, Luiz apenas assistiu enquanto a mesma mensagem telepática, que Renny enviara momentos atrás para o Time Ren, era exibida na mente do vilão, só que com mais detalhes.

Com os olhos arregalados, Luiz assistiu tudo pacientemente. E ficou horrorizado.

O grande segredo de Sauron é revelado para Luiz!

Que decisões ele tomará após descobrir seu próprio destino?


Notas Finais


Bom, sobre o próximo capítulo, ele deve ser postado excepcionalmente no domingo da outra semana (não nesse agora). Maaaaas, há uma pequena possibilidade de termos uma pausa na semana que vem ou de ser atrasado mais alguns dias, isso por motivos pessoais meus. De qualquer maneira, estejam atentos ao domingo da semana que vem.


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