História Triplets - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Intersexualidade, Lauren Jauregui
Exibições 1.356
Palavras 2.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Wooooooow, mais de 180 favoritos na minha ficzinha? Vocês são incríveis, prometo que vou responder todo mundo que está deixando comentários e espalhando "Triplets" por aí. Demorei com esse capítulo porque queria escrever um reencontro a altura. Acho que ficou bom... Me digam vocês. O próximo cap é Camila indo procurar Lauren para agradecê-la. Será que posto hoje ainda?

E vocês viram que eu mudei a capa da fic? Percebi que a antiga eram bebês. Agora está real, com os trigêmeos nos seus 8 anos de idade.

Boa leitura, xoxo

Capítulo 14 - Pequenos milagres


POV CAMILA

Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que quando dorme, o mundo pode cair que eu não estou nem aí. Quer dizer, isso quando eu não tinha filhos. Depois dos trigêmeos, a única coisa que era capaz de me tirar do meu sono era o choro deles. Ou o riso deles. Ou a voz deles sussurrando no meu ouvido que estavam com medo pois tiveram um pesadelo no meio da noite. Ou até mesmo quando eles acordavam muito cedo e eu ainda estava dormindo, então eles decidiam me acordar. Qualquer coisa que envolvesse meus filhos era capaz de me tirar do mais profundo estado de inércia. Sempre foi assim, até Lucca sumir.

No começo, eu só consegui dormir por causa dos medicamentos. Depois, qualquer pequeno barulho era capaz de me despertar. Aliás, meus pesadelos faziam isso muito bem durante toda tentativa de descanso. E em todos eles, era sempre a mesma coisa: eu perdia algo de Lucca, ele dizia que eu era culpada e depois que não era real. Eu só queria que toda aquela situação fosse um grande pesadelo. Eu só queria acordar daquilo e encontrar meus bebês em casa, saudáveis e seguros. Tem coisa pior do que viver dentro de um pesadelo? Não era um sonho lúcido, não era uma experiência dessas que todo mundo tem pelo menos uma vez na vida quando dorme. Era real, era a vida real e era dolorosamente real. Não importa quantas vezes eu fechasse ou abrisse os olhos, o famoso bicho papão que mora dentro do armário não me abandonava.  

— Que foi? – Resmunguei assim que senti alguém me chacoalhar pelos ombros. Estava com os olhos fechados em mais uma tentativa falha de dormir.

— Olá, Camila. Dormiu bem?

— Nara? O que aconteceu? Por que você está aqui? São... – Olhei para o relógio – 5:45 da manhã.

— A noite no hospital foi uma loucura, Camila. Desculpa te acordar, mas é que vamos precisar te transferir para outro quarto. Você pode me acompanhar?

— Tudo bem, eu não estava dormindo de toda forma. Posso sim, mas preciso arrumar minhas coisas primeiro. Você pode me dar um tempinho?  

— Não se preocupe, vou mandar um enfermeiro vir aqui recolher suas coisas. Vamos!

— Bom... Ok né.

Não discutiria com Nara, então apenas a acompanhei. Quando chegamos ao quarto, antes de abrir a porta, a enfermeira disse:

— Seu pequeno milagre está aqui.

— Meu pequeno milagre? Do que voc – Parei de falar assim que olhei para dentro do quarto e vi Lucca sentado na cama, conversando com um médico.

Aquilo era real? Meu filho, meu Lucca, ele realmente estava ali na minha frente? Isso seria mais um dos meus pesadelos? Eu me aproximaria de Lucca e quando fosse toma-lo em meus braços, ele sumiria? Por que diabos eu estou travada no batente da porta?

— Mamá! Mamá! Eu senti muuuito a sua falta. – Lucca gritou quando me viu parada na entrada do quarto e correu na minha direção. Meus joelhos dobraram e eu fui ao chão. Abri os braços para abraçar meu filho e ter a certeza de que aquilo estava acontecendo.

As lágrimas desciam descontroladamente pelo meu rosto e eu não conseguia verbalizar absolutamente nada. Abracei Lucca forte, muito forte. Ele rodou suas pernas na minha cintura e seus braços agarravam meu pescoço como se sua vida dependesse disso. Não sei quantos minutos ficamos daquele jeito, abraçados, apenas sentindo o calor e a segurança do corpo um do outro. Eu queria olha-lo, queria ter mais uma prova de que meu filho estava ali, na minha frente. Segurei em seus ombros e o afastei um pouco para poder observá-lo. Passei a mão pelos seus cabelos negros ondulados, rodei com a ponta dos dedos os seus olhinhos e percebi que ele estava chorando. Limpei suas lágrimas e enchi sua bochecha de beijos. Fiz o contorno do seu nariz e sua boca, desci para seu braço e entrelacei sua mãozinha na minha. Segurei-a contra meu peito e encostei nossas testas, colocando a outra mão em sua nuca e fazendo um carinho ali.

— Cariño, você não sabe como eu senti sua falta. Meu... Nossa... Será que você pode perdoar a mamá? Eu sinto muito não ter sido capaz de proteger você. Eu deveria... deveria... – Nenhuma palavra seria capaz de decifrar tudo o que eu sentia naquele instante – Eu te amo tanto, Lucca, tanto. Você e seus irmãos são minha vida e eu seria capaz de fazer qualquer coisa para vê-los bem. – As lágrimas continuaram a descer, do meu rosto e do rostinho do meu filho. – Amor, por que você está chorando?

— Eu tive medo, mamá. Tive medo que nunca mais fosse ver você, ou Noah ou Alycia. E também o vovô e a vovó, tia Sofia, tia Normani e tia Dinah. Eu não sabia o que estava acontecendo, só sabia que estava na casa de um homem mau e que nenhum de vocês estava lá. Mas não é por isso que eu estou chorando. – Disse esfregando os olhinhos. – Não é por medo, não agora. Estou chorando porque você está aqui e eu estou te abraçando. Eu também senti muuuuuito a sua falta, mamá. E você não precisa pedir desculpas, você não teve culpa. Você promete para mim que sabe que não teve culpa? – Lucca voltou a me abraçar forte. – Eu amo você muito, muito mesmo. E amo Noah e Lysh também e nenhum de vocês são culpados, tudo bem?

Não respondi, mais uma vez naquela madrugada, não precisávamos de palavras. Apenas deixei que Lucca enterrasse sua cabeça no meu pescoço e o abracei forte, querendo mais uma vez sentir cada pedacinho do seu corpo nas minhas mãos.

Não há felicidade tão absoluta como aquela que vem com os primeiros momentos de uma grande alegria. Ter Lucca nos meus braços era uma grande alegria. Era como um dia ensolarado, era como o sabor do meu sorvete preferido, era como o jardim mais florido na primavera, era como escutar minha música preferida pela primeira vez quando descobri que aquela era minha música preferida. Eram todos os momentos bons da minha vida, juntos, e ainda assim não era suficiente. Não tinha como ser.

— Desculpa interromper o momento, mas preciso conversar com sua mamãe, campeão. Que tal você se sentar ali um pouquinho, eu prometo que será coisa rápida. – Levantei os olhos e percebi que o médico que fazia o pedido era Chris Jauregui.

— Eu não vou largar minha mamá. – Lucca respondeu simplesmente.

— E eu não vou soltar meu filho. – Completei.

— É importante, Camila. Eu juro que é.

— Não, nesse momento não existe coisa mais importante do que estar com Lucca.

— Certo. – Chris suspirou pesado. – Mas eu preciso conversar com você o mais rápido possível, Camila.

Apenas assenti de leve, enquanto ia em direção a cama com Lucca aninhado em mim. Nos deitamos e eu puxei Lucca para cima de mim. Com uma mão eu mexia em seus cabelos e com a outra fazia um carinho nas suas costas. Percebi que seus olhinhos teimavam em fechar, mas que Lucca se esforçava para não dormir.

— Durma, meu amor. Eu estou aqui e não vou te soltar.

— É que... estou com medo, mamá. Os pesadelos são muito assustadores. Eu não quero... eu...

Cariño, eu estou aqui. Nada vai te acontecer, nenhum pesadelo vai te pegar enquanto você estiver nos meus braços, ta bom? É uma promessa, filho.

— Quando eu acordar, Noah e Lysh estarão aqui? – Lucca perguntou com a voz muito baixa.

— Estarão sim, cariño. Vou pedir daqui a pouco para uma das enfermeiras ligar para nossa casa. Agora, descanse um pouco.

Lucca não respondeu, apenas se deixou levar e finalmente dormiu. Naquela hora, com meu filho nos meus braços, eu o apertei ainda mais forte e olhei para cima, agradecendo aos céus por ele ter voltado. Nem todos os obrigadas do mundo seriam capazes de transmitir o alivio e o amor do meu coração.

***

 — Faz tempo que ele está dormindo? – Chris perguntou assim que entrou no quarto.

— Acho que faz umas três horas.

— Podemos conversar agora? Eu prometo não tomar muito do seu tempo.

— Claro.

Percebi então que ainda não tinha me dado conta de que talvez, Lucca pudesse ter sido... Inferno, eu nem ao menos perguntei para Chris mais cedo se tudo estava bem com meu filho e agora, lembrando da sua urgência em falar comigo, eu me recordei do caso e de como os meninos eram encontrados. Droga, droga, droga, aquilo não podia estar acontecendo! A minha inquietação deve ter me entregado para Chris, porque no momento seguinte ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado da cama.  

— Não é nada disso que você está pensando – Acalmou-me. — Lucca não foi abusado.

Foi inevitável, mais uma vez naquele dia, não segurar as lágrimas. Eu não consigo nem imaginar como é lidar com esse tipo de situação.

— Fizemos os exames e seu filho estava apenas um pouco desidratado. Além da desidratação, a única coisa fora do normal era um machucado que encontramos no fim das suas costas. É a marca da fivela de um cinto. – Engoli em seco e levantei a blusa do meu filho para olhar seu machucado. Senti minha garganta fechar ao avistar a marca em alto relevo, um pouco roxeada. Fechei os punhos desejando poder socar a cara do imbecil que fez aquilo. – Lucca me disse que no primeiro dia de cárcere, ele teve uma crise de pânico e, para tentar controla-lo, o criminoso deu uma cintada em suas costas. Eu ainda não consegui conversar muito com ele, na verdade, é preferível que um psicólogo faça isso, mas ele me disse que não tinha sido a primeira vez que sentia aquela inquietação, certo?

— Sim. Na verdade, a uns anos atrás, ele teve uma crise de ansiedade antes de um jogo amistoso de futebol americano. Para ajudar, fez terapia durante seis meses e eu evitei que ele participasse de competições. Lucca é um tanto agitado...

— Compreendo... Bem, ele vai precisar de acompanhamento psicológico novamente. Uma situação como essas pode deixar muitos traumas. Além disso, você sabe que a polícia vai querer falar com ele, certo?

— Mas nem pensar! Eu não vou submeter Lucca a um questionário que vai fazê-lo se lembrar pelo que passou. Isso é desumano, Chris!

— Camila, eu sei que é difícil, mas é totalmente necessário. E você estará o tempo todo com ele, os policiais nem podem entrevistar uma criança sem a presença de um responsável. Sei que o processo de lembranças é doloroso, mas não era apenas Lucca que estava preso na casa do abusador. Outros seis garotos passaram por isso e Lucca foi um dos três que sobreviveu. Os meninos que morreram, assim como suas famílias, merecem que o criminoso fique trancafiado pelo resto da vida na prisão. Para isso, o depoimento de Lucca será importante.

— Eu não acredito que vocês vão fazer isso, puta merda! Meu filho só vai depor caso esteja confortável para isso. No momento em que eu perceber que Lucca começou a se agitar, eu não vou pensar duas vezes antes de retira-lo da delegacia. Deviam haver métodos melhores para ajudar no julgamento, que não envolvessem crianças que acabaram de passar por um evento traumático.

— Eu sei e sinto muito por isso. – Chris disse dando um leve aperto na minha mão.

— Agora que me dei conta de que não sei como foi que encontraram e resgataram Lucca e os outros meninos. Como a polícia descobriu?

— Bem... Não foi a polícia. – Chris disse e percebi pelo seu olhar que ele queria me esconder alguma coisa.

— E foi quem então? Os grupos de busca? Meus pais me disseram que eles rodaram por todas as áreas mais afastadas de Miami e não encontraram nada.

— Não foi o grupo de buscas também...

— Quem, Chris? Que mania chata de não ir direto ao ponto!

— Foi Lauren, Camila.

Paralisei. Lauren? Lauren, minha ex-namorada? Como raios... Oh Meu Deus, será que ela estava bem?

— Lauren? Lauren Jauregui? A sua irmã? Como... como... ela está bem?

— Eu não tive tempo de conversar direito com ela também. Minha irmã apenas disse que juntou algumas peças depois de uma conversa que teve com você e conseguiu encontrar a casa do abusador.

— Minha nossa! E ela está bem? Não me diga que ela foi para lá sozinha... – O rapaz parecia pensar em como me responder. – Chris? Lauren está bem?

— Depende do que você considera bem. Ela chegou aqui bastante machucada, com o rosto todo arrebentado. Seu filho inclusive não queria larga-la nem por decreto. Eu nem sabia que Lauren tinha jeito com crianças, ela nunca pareceu muito interessada em nenhuma... Os médicos que cuidaram dela me disseram que minha irmã ganhou na loteria, já que não quebrou nenhum osso ou teve hemorragia interna. Então... Para um saco de pancadas, ela chegou muito bem. Para um ser humano, nem tanto.

— Eu não acredito que você faz piadas até num momento como esses. Você é um idiota, Chris. – O rapaz apenas sorriu fraco em resposta. – Ela está aqui? Eu quero... eu quero vê-la...

— Está sim, mas está dormindo por causa dos remédios, portanto, não pode receber visitas. – Respondeu enquanto olhava para o relógio. – Meu plantão vai acabar daqui quarenta minutos, preciso checar mais dois pacientes ainda. Caso precise de alguma coisa, basta apertar a campainha. E Camila... – Não foi necessário completar a frase, consegui entender seu pedido apenas pelo seu olhar.

— Eu sei, Chris... Eu sei.

***

Já tinha informado minha família sobre o resgate de Lucca. Quase fiquei surda quando contei que meu bebê estava bem e que queria ver todo mundo, principalmente Noah e Alycia. A gritaria do outro lado do celular foi insana. Dinah me disse que apenas iria fazer alguma coisa para as crianças comerem, já que estávamos perto do horário de almoço, e viria imediatamente para o hospital.  

Enquanto esperava, fiquei olhando para Lucca, que estava deitado no sofá do quarto, todo torto, brincando com algum jogo no celular que descobri pertencer a Lauren.

— Lucca, senta direito, amor. Você vai ficar com dor nas costas se continuar nessa posição.

Quando terminei meu aviso, a porta do quarto se abriu num estrondo e duas crianças serelepes entraram correndo.

— Luuuuuccaaa! – Noah e Alycia disseram em uníssono e se jogaram em cima de Lucca.

— Lu, eu senti tanto a sua falta. Eu nunca mais vou tirar meus olhos de você, nunca, nunquinha. Eu te amo do tamanho do espaço! – Alycia falou enquanto permanecia agarrada em Lucca.

— Eu também senti sua falta, Lysh, e eu te amo do tamanho do céu até o infinito. Você sabe que o que aconteceu não foi sua culpa, né? – Lucca perguntou se afastando e segurando o rosto da irmã entre suas mãozinhas.

— Não sei, Lu... Eu estava sentindo coisas estranhas, acho que nossa ligação de irmãos tentou me dizer que algo estava errado, mas eu não conseguia entender o que aqueles incômodos significavam. Desculpa, eu deveria saber...

— Não, Lysh, não tinha como. Por favor, promete que você não vai se culpar mais? – Alycia fechou os olhos e assentiu.

— E você, No, eu também senti muuuito a sua falta. Eu recebi o recado da concha mágica, sabia? Eu estava... tendo uma crise. – Lucca disse cabisbaixo. – Uma parecida com aquela que tive antes do meu jogo de futebol americano, só que pior. Consegui me concentrar e me acalmar quando recebi sua mensagem, então, obrigada, irmãozinho. – Deu um soquinho no ombro de Noah e então o puxou para um abraço, junto com Alycia.

— Eu não devia ter corrido tão rápido, Lu. Desculpa... Eu te amo muito e não consigo nem dizer como estou feliz por você ter voltado. Você sabe, os três mosqueteiros não podem continuar suas missões com algum deles faltando. Eu, você e Lysh...

— Não, não tem porque pedir desculpas. Nenhum de vocês têm. Eu não quero que vocês se sintam mal por algo que não fizeram, ta bom? Como aquela vez que eu quebrei a cafeteira da mamá com minha bola de futebol americano e coloquei a culpa em você. Aquilo foi errado... Eu também estou feliz por estar de volta, por um momento... Eu pensei que... que não fosse conseguir. – Notei que sua respiração começou a acelerar. Antes que pudesse me aproximar para acalma-lo, Noah e Alycia o fizeram.

— Segura nossa mão, Lu. – Os trigêmeos fizeram uma pequena roda no meio do quarto. – O que você sente? – Alycia perguntou.

— Eu não sei... é desesperador.

— Não, não sobre isso. Sobre nós. Nós estamos aqui, vê? Eu e Noah, com você. Segurando sua mão. O que você sente? – Lucca abaixou a cabeça e sorriu fraco.

— Eu sinto... amor. Segurança. Confiança. – Sua respiração voltou a se normalizar.

— Então, toda vez que você sentir que o ar está faltando, lembre-se de mim e de Alycia. E de nossas mãos segurando as suas. Porque ainda que não estejamos um do ladinho do outro, nós estaremos juntos. Aqui – Noah apontou para o coração de Lucca. – Sempre estaremos aqui, certo? Segurando sua mão, não importa o que aconteça.

Lucca assentiu e puxou os dois para um abraço. Pude ouvi-lo sussurrar baixinho no ouvido de Alycia e Noah um “eu amo vocês”. Aquela cena me emocionou profundamente. Às vezes é difícil acreditar que aquelas pessoas preciosas são meus filhos. Alguma coisa de bom eu devo ter feito na minha vida para merecê-los.

— Onde você encontrou essas crianças, Mila? Elas não são reais. O que você fez? – Dinah perguntou olhando para a cena dos três agarrados.

— Essa é a pergunta que vale ouro, Dinah... Eu não fiz nada, eles são maravilhosos por conta própria.

— Que isso, mamá, claro que fez! Você nos ensinou sobre o amor. – Noah respondeu me dando um sorriso carinhoso. Aproximei-me deles e os abracei forte. Meus pequenos milagres...  

— Vocês são minha vida, cariños. Eu amo vocês sempre e para sempre. Esse aqui é o melhor lugar do mundo...

— O hospital? – Lucca perguntou confuso. Ri fraco para sua pergunta.

— Não, meu amor. Aqui, no abraço e carinho de vocês. É o melhor lugar do mundo. 



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