História Triplets - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Intersexualidade, Lauren Jauregui
Exibições 1.736
Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo e a postura da Camila são extremamente importantes. Prometo que mais tarde vocês vão entender o porque... Obrigada pela leitura e espero que estejam gostando da estória. xoxo

Capítulo 16 - Am(D)or


LAUREN POV

Depois da nossa conversa reconfortante, Camila voltou para o seu quarto para ficar com os trigêmeos e o restante da sua família. Imaginar a cena dela com eles fez meu coração doer um pouco. Na situação em que eu estava, tudo o que eu queria era a presença da minha família comigo, mas eu sabia que eles estavam fazendo o melhor dentro de suas condições. Chris e Taylor sempre passavam no quarto para verificar como eu estava. Meus pais, além de trabalharem no hospital, tinham uma clínica particular, de modo que tempo livre era algo raro em suas rotinas. Eu sabia que se pudesse, minha mãe passaria o tempo todo ao meu lado, brigando comigo por ter feito o que fiz, mas dando carinho e me cuidando. Meu pai... bem, meu pai é meu pai, ele nunca foi de ser muito caloroso comigo da forma como era com Chris e Taylor. Ainda assim, eu sentia falta dele, o que é estranho. Como posso sentir falta de algo que nunca tive? Minha relação com Michael sempre foi de cobranças rígidas e pouco afeto. Talvez fosse a situação, eu estava fragilizada no momento e minha mente sempre tentava me jogar para o abismo.

No meio de todo aquele caos, eu percebi que a pessoa que mais me conhecia era a que menos tinha estado comigo nos últimos tempos. Mesmo depois de tantos anos, Camila ainda conseguia saber como eu me sentia apenas por me olhar nos olhos. Compreender isso fez com que eu levasse um soco da verdade bem forte no meio da cara: eu era solitária. Mesmo rodeada de pessoas, nenhuma delas era capaz de me enxergar. Eles apenas me viam, entende? Ninguém me conhecia o suficiente para perceber que eu estava travando uma luta comigo mesma na minha cabeça depois dos últimos dias. Todos aceitavam a máscara da Lauren que não perde a piada mesmo estando toda arrebentada. Menos Camila.

E aí veio o segundo soco da verdade, muito mais forte que o primeiro: eu não tinha a superado. Os sentimentos que eu tinha pela latina só estavam adormecidos em mim, esperando para entrarem em combustão novamente.  Mas o cenário agora era totalmente diferente e eu sentia um medo incontrolável, um medo que nunca senti antes. Agora, Camila era mãe de três filhos. Muito tempo havia passado, eu nem ao menos sabia se ela tinha outra pessoa especial em sua vida. E ainda tinha Hanna, minha namorada... E de quem eu não senti falta nesses últimos dois dias.

Lembra quando eu disse que hoje, com 29 anos, estava vivendo meu melhor momento? Besteira! Só agora eu percebi como estava me enganando. De repente, todo o meu dinheiro e o império que construí não importavam, porque eles não eram suficientes. Ter um relacionamento apenas porque Hanna era uma agradável companhia e nos dávamos bem não era o suficiente, além de ser errado. Eu nunca me dei conta de que talvez ela esteja de cabeça no nosso namoro, enquanto eu apenas estou confortável. Os bens materiais não eram suficientes, as viagens que eu já fiz não eram suficientes... Sabe o que seria suficiente? Amor.

Terceiro soco da verdade, o golpe de misericórdia: o amor crescia em mim, mas eu não era capaz de senti-lo.

***

Despertei do meu cochilo quando escutei vozes dentro do quarto.

Lo! Lern! Loren! – Abri os olhos e encontrei os trigêmeos em pé na beirada da cama, tentando me abraçar de forma delicada e chamando meu nome ao mesmo tempo, cada um do seu jeito.

— Ei, anjinhos. Que surpresa boa! Como vocês estão?

— Crianças, sem pular em cima de Lauren. – Ouvi Camila falar enquanto fechava a porta atrás de si.

— Estamos bem, Lo... Mas, o que aconteceu com seu rosto? – Alycia perguntou fazendo careta. 

— Eu precisei ajudar uma pessoa muito especial para mim e acabei com esses machucados. Nada demais, logo, logo estarei novinha em folha.

— Eles parecem doer muito. Está doendo muito? – Noah perguntou curioso. Percebi Lucca ficar desconfortável, então resolvi que era melhor desviar o foco.

— Vocês parecem animados. Estão indo embora?

— Siiiiiiiiiiim! – Noah tomou a frente. – Mamá e Lucca receberam alta hoje. Estamos indo agora para casa. Mamá disse que você estava aqui e resolvemos dar um oi antes de ir.

— Isso é ótimo! E o que vocês vão fazer quando chegarem lá?

— Jogar videogame, com certeza. – Disse Noah.

— Não, eu quero brincar com tinta. Vamos encher vários balões com tinta e jogar pela casa. – Disse Lucca.

— Não vão, não! – Camila repreendeu.

— Nada disso, eu quero assistir filme. – Disse Alycia.

E então os três começaram a discutir para decidir qual ideia adotar. Olhei de soslaio para Camila, que encarava a interação dos três com os olhos transbordando amor.

— Por que vocês não fazem as três coisas? Vocês podem jogar videogame, brincar com tinta e depois assistir filme. Todos saem ganhando.

— É que o legal é ser o primeiro a decidir, Loren. Como você fazia quando queria fazer coisas diferentes das de Chris? – Lucca perguntou.

— Quem é Chris, Lern?

— Chris é meu irmão, Noah. O médico que estava cuidando de Lucca, sabe?

— Ah, o cara das piadas ruins? – Segurei o riso com a fala de Alycia. Chris ficaria muito bravo se descobrisse que suas piadas não agradavam nem a crianças de 8 anos.

— O próprio. Peço desculpas em nome dele, Chris um dia se dará conta de que não se dá bem como comediante... Enfim, quando queríamos fazer coisas diferentes, eu, ele e Taylor, minha outra irmã, decidíamos pelo mais velho.

— Mas isso não funciona para nós, Lo. Nós somos trigêmeos. – Alycia disse.

— Mas vocês não nasceram todos ao mesmo tempo... nasceram? Quer dizer, não tem como vocês terem passado po-

— Por Deus, Lauren! – Camila interrompeu um pouco desesperada. – Foi cesariana, não tinha como ser de outra forma...

— O que é cesariana? – Lucca perguntou.

— Mamá explica para você depois, ta bom?

— Eu procuro na internet e te conto, Lu.

— Nem pensar! Você precisa parar de procurar tudo na internet, Noah. Nem tudo o que está nela é verdade.

— Ela não mentiu quando disse que o Papai Noel não era real. – Noah retrucou. Percebendo que Camila ficaria louca com os três falando sem parar, resolvi intervir.

— Espera... O Papai Noel não é real? – Fiz a minha melhor cara de tristeza. Os três congelaram na minha frente. Começaram a se entreolhar e olhar para Camila, como se esperando uma salvação.

— Bem... O espírito natalino é real. – Alycia foi a primeira a tentar.

— Estranho... Quem é que deixa presentes embaixo da minha árvore de Natal então? – As expressões deles eram a coisa mais fofa do mundo.

— Você ganha presentes até hoje, Loren? – Lucca perguntou surpreso.

— Ué, ganho. No Natal do ano passado eu ganhei uma moto.

— Uma moto? MAMÁ EU QUERO UMA MOTO TAMBÉM. — Noah gritou.

— Como é que coube uma moto embaixo da sua árvore de Natal, Lo? – Alycia perguntou desconfiada.

Camila me olhou como se dissesse, “você não é páreo para eles, desista!”, e eu apenas sorri em resposta. Aqueles três realmente eram figuras únicas. Camila definitivamente era uma pessoa sortuda.

— Você pode andar na minha, Noah. – Respondi já esperando o ataque da latina.

— Só nos seus sonhos. A única moto que Noah vai andar, é a de brinquedo.

— Mamá! – Noah disse corando. Adorável, totalmente adorável.

— Loren, – Lucca chamou enquanto encarava a tela do meu celular – Uma tal de Hanna disse que vocês estão terminadas. O que isso quer dizer? – Perguntou franzindo o cenho e me entregando o celular. 

— Lucca! Isso é invasão de privacidade e muito feio. Peça desculpas, por favor! – Camila havia ficado muito desconcertada.

— Ei, ta tudo bem, Camila. Eu deixei meu celular com ele e pedi para que me contasse caso alguém ligasse ou mandasse mensagem. – Menti para aliviar o lado de Lucca.

— Ótima tentativa, Lauren, mas você não vai tirá-lo dessa.

— Eu só queria saber o que isso quer dizer... – Lucca sussurrou baixinho. O rosto de Camila estava vermelho de vergonha.

— Hanna é minha namorada, Lu. Ou pelo menos era, depois dessa mensagem eu não sei como estamos, vamos precisar conversar. Mas, ela quis dizer que nosso relacionamento está terminado, entendeu?

— Ohh! Sinto muito, Loren!

— Você não parece triste, Lern. Por que você não está triste? Você não gostava dela? – Noah me bombardeou com perguntas.

— Ok, vocês já falaram demais por hoje. Esperem a mamá lá fora junto da tia Sofia, preciso falar um minuto com Lauren. – Camila interveio.

— Lo, quando você receber alta, você promete que vai lá em casa para brincar com a gente? – Alycia pediu. Eu não sabia o que responder, porque não sabia se Camila me queria próxima de seus filhos. Não querendo verbalizar uma promessa que talvez não pudesse cumprir, apenas assenti fraco com a cabeça. Foi o suficiente para os três sorrirem na minha direção e então saírem do quarto.

— Desculpe-me por isso. Você sabe que eu nunca tive filtro e sempre falei a primeira coisa que viesse na minha cabeça. Acho que os três pegaram muito dessa característica de mim...

— Não se preocupe, Camila. Eles são adoráveis! – Queria completar com um “assim como você”, mas me segurei.

— Se sente melhor? – Perguntou.

— Sim, totalmente.

— Mentirosa! – Rebateu enquanto seus dedos tocavam os machucados do meu rosto. Sorri fraco para sua constatação. – Mas você vai ficar, ta bom? Pode acreditar...

— Espero que sim... E Camila?

— Não... Não é um bom momento agora, Laur. Tem muita coisa acontecendo comigo e com você. – Suspirei fundo. – Sempre que você quiser ver os trigêmeos, é bem-vinda em minha casa. Eles adoram você e eu vejo como vocês se fazem bem. Mas eu e você... É melhor apenas resgatarmos a amizade que se perdeu nesses anos.

— Como você faz isso? Eu nem ao menos disse nada...

— Quem escreveu que os olhos são a janela da alma certamente o fez quando encarou essas suas órbitas verdes, Laur... Eu preciso ir agora. Vou deixar meu número de celular e endereço com Taylor. Quando você quiser ver as crianças ou apenas ter alguém para conversar, sabe onde procurar. Se cuida, ta bom? – Disse deixando um beijo na minha testa e saindo do quarto logo em seguida.

Dói. Dói porque eu ainda me sinto conectada com cada pedacinho de Camila, não importa o quão distante uma da outra tenhamos ido. No fim, deixa-la ir foi o mesmo que ter encontrado o amor. Percebe? As coisas deveriam ser simples, mas nós temos o incrível dom de complicar tudo. Às vezes você quebra o que você ama, e às vezes o que você ama, quebra você.


Notas Finais


Que tal uma maratona?


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