História Troca de Destinos - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail
Personagens Angel, Aquarius, Aries, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Charlie, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Knightwalker, Erza Scarlet, Freed Justine, Gajeel Redfox, Gildartz, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Lector, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Metalicana, Midnight, Mirajane Strauss, Mystogan, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Ophiuchus, Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Ren Akatsuki, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Scorpio, Sherry Blendy, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Erza Scarlett, Gajeel Redfox, Gale, Gralu, Gray Fullbuster, Gruvia, Igneel, Jellal Fernandez, Jerza, Juvia Lockser, Levy Mcgarden, Lucy Heartfilia, Nalu, Natsu Dragnel, Rogue, Stincy, Sting, Wendy Marvel
Visualizações 82
Palavras 2.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá
Se você aguentou aquele longo prólogo até enfim chegarmos aqui, espero que tenha valido a pena.
Como nesse capítulo é que as coisas começam à andar, espero que gostem kkk
Boa leitura, pessoal.

Capítulo 5 - Uma Decepção e Uma Manhã Esquisita


Fanfic / Fanfiction Troca de Destinos - Capítulo 5 - Uma Decepção e Uma Manhã Esquisita

Em um galpão escondido em meio à prédios pequenos e bares de terceira categoria em um bairro do subúrbio, encontrava-se grupos de jovens animados, em frente ao local. Uma fila que seguia desde a pequena porta de entrada do galpão até o final da rua, repleta de jovens, ansiosos, animados, empolgados.

O show promocional de uma banda famosa no exterior, estava ali, fazendo um show especial para poucos, por puro marketing. Não importando o motivo, todos se viam ansiosos demais pra se conterem em apenas um lugar, indo de lado à outro.

Dois homens grandes, usando roupas casuais, guardavam cada um, um lado da porta, enquanto um menor, de terno, camisa vermelha e um peito cabeludo à mostra vistoriava a compra dos ingressos, que eram feitos pela internet, em grupos restritos.

A noite estava quente e abafada e, embora fosse dez da noite, o movimento naquela rua era muito maior que em qualquer outra rua da cidade.


- E vocês aí. – disse o homem de peito cabeludo, ao avistar que os próximos seriam um trio. Um rapaz de cabelos rosas, espetado para todos os lados, outro de cabelos pretos, e um suposto membro de gangue ou motoqueiro, devido ao tamanho e quantidade absurda de piercings e tatuagens espalhadas pelo rosto e braços musculosos. Os três mostraram suas identidades, junto dos ingressos. – Atlas Flame... – ele olhou para o rosado. – Dezenove, hein...- seu olhar caiu sobre o moreno. – Yuka Suzuki... Dezenove também... – e enfim olhou para o maior. – Yuri Dreyar... Vinte e dois. – falou. – Certo, podem entrar. Tome conta das suas crianças, meu chapa. – ele deu dois tapinhas no ombro do gigante, que seguia na frente, seguido pelo rosado e pelo moreno, que riam e empolgavam-se cada vez mais com o show.

Entre despachadas e passes livres, o homem ficou surpreso quando um grupo de beldades desceu de um carro bem à sua frente e sem se importarem com a fila, foram em sua direção, ignorando a reclamação dos jovens que esperavam à meia hora naquela noite fria para terem seus lugares roubados por um grupo de riquinhas.

- Podemos entrar?- sorriu uma loira, com um olhar malicioso e a ruiva riu, a beliscando.

- Não seja apressada, loirinha. – disse a ruiva, com os melhores pares de pernas que aquele homem já havia visto até o momento, mesmo estando cobertas por um jeans justo, podia-se ver que era longas e torneadas.

A ruiva retirou várias identidades da bolsa e estendeu ao homem, e uma albina lhe entregou os ingressos. Ele demorou-se à conferir. Não por ser procedimento padrão. Apenas queria descaradamente analisar aquelas figuras à sua frente.

Todas com corpos cheios de curvas, uma cintura fina, rostos bonitos. Uma, usava shorts e camiseta com o emblema da banda que tocaria ali. Outra, um vestido que ia além dos joelhos e rasteirinha, mas mesmo assim, suas curvas podiam ser tão visíveis quanto água e óleo. Outra, de saia de cintura alta e uma camiseta branca, com saltos e jaqueta. Já outra, apenas um macacão e camiseta. Mesmo assim, não deixava de ser bonita. Ele tinha diante de si cinco beldades, com belos rostos e corpos atraentes.

- Se terminou de nos despir, poderia nos entregar logo nossas identidades? O show vai começar e tenho certeza de que nossa produção não foi pra você. – disse a loira, o pegando de surpresa, o constrangendo. Ele devolveu as identidades de forma atrapalhada e deu passagem para as cinco, que seguiram a loira, entre risos e o famoso “Fala sério”. Ele respirou fundo e olhou pros seguranças.

- Se essa loira caísse em minhas mãos, essa arrogância não iria servir de nada. – riu ele, ajeitando o colarinho da camisa. Os seguranças se olharam e sacudiram levemente a cabeça em sinal negativo. 



Dentro do galpão, um palco no fundo estava cercado de enormes caixas de som e equipamentos. Luzes que se alternavam entre vermelho, azul, branco e verde, o cheiro de álcool e cigarro. Conversas paralelas de lado à outro, todos com enorme expectativa, espalhados pelas mesas, indo até o balcão no lado esquerdo do galpão para ocupar as mãos com algo.

Quando deu o horário do show e nada de começar, todos começaram à ficar impacientes.

Natsu e Gray ocupavam uma mesa, completamente entediados, bebendo o que devia ser a terceira ou quarta cerveja de cada.

- Acho que é furada. – disse Gray, alto, tentando se fazer ouvir em meio à confusão de vozes que se seguia por todo o lugar.

- Também acho. – exclamou o rosado, vendo Gajeel do outro lado do galpão, aos amassos com uma loira. – Pelo menos alguém está se divertindo. – riu, apontando com a garrafa de cerveja pro gigante e o moreno olhou, antes de soltar um riso baixo.

- Como ele consegue fazer isso sem sentir como se tivesse traindo a cubo de gelo?- perguntou o moreno, indignado.

- Talvez devêssemos seguir o exemplo do nosso “sensei”. – ironizou o rosado, se pondo de pé. – A gente se vê por aí. – completou, antes de sair andando. O moreno riu, suspirou, bebericou de sua cerveja e olhou pra frente. Antes que levasse a cerveja à boca outra vez, seus olhos travaram em uma figura deslumbrante, usando um vestido azul escuro, alguns metros de onde estava. Ela conversava animada com a ruiva, e seu queixo caiu.

- Elas... Elas estão aqui... – balbuciou, perplexo.

Enquanto abria espaço por entre as pessoas, um grupo subiu ao palco e todos vibraram, esperando ser a famosa e aguardada banda. Natsu olhou para o palco, já procurando sua antiga paixonite, até que reparou que não era a Oracion Seis no palco. Um rapaz magrelo cheio de piercings e o cabelo do Justin Bieber preto estava à frente, com o microfone.

- E aí, galera!- disse ele, enquanto outros seres vestidos como ele se ajustavam com seus devidos instrumentos. – Nós somos Fairy Darck e estamos aqui pra trazer um som diferente pra vocês!- gritou ao microfone. Todos ali estavam confusos, inclusive Natsu, mas o Justin Emo não deu tempo pra questionamentos.

Um solo de guitarra, e muita gritaria depois, muitos se viam deixando o local, enquanto outros resolviam não desperdiçar o ingresso e aproveitar o show da banda fajuta.

Natsu bufou, em pura decepção, quando resolveu afundar-se na bebida. O dinheiro de sua comida foi dada pra ver uma banda emo fazendo scream e estourando tímpanos no processo

- Puta sacanagem, velho!- gritou a garota do seu lado. – Angel nem vai vir e eu enganei meu pai à toa?- disse, indignada

- O dinheiro da minha comida foi embora na esperança de conhecer a mulher mais linda do mundo. – disse Natsu e a garota o encarou. Ele sorriu e a fitou também, até sentir seu coração falhar uma batida ao perceber com quem falava. Usava um short preto e uma camiseta com o emblema da banda. Ela segurava um copo de plástico e parecia um pouco bêbada. Mesmo assim, era ela..

- Nos enganaram por essa porcaria aí. – disse, próximo do ouvido dele, em um tom alto. - Deixa eu adivinhar: também é de menor, não é?

- A-a maioria aqui é. – disse ele, nervoso. Em meio à tantos cheiros, sons, o calor infernal que se encontrava aquele lugar e a gritaria ritmada que seguia no palco, o único cheiro que ele conseguia captar por completo, era o perfume adocicado que ela usava. Apenas sua voz próxima de sua nuca fazia seu corpo arrepiar-se de tão maneira e sentir o calor das mãos dela ao tocarem e alisarem por seu peito vez ou outra, era quase um sonho que jamais pensou que se realizaria. Mas ela estava ali. Lucy estava na sua frente, quase bêbada, usando o emblema da sua banda favorita. – Mesmo que queiramos o reembolso ou um processo, no fim, eles ganham, já que eram pra maiores de dezoito...

- Sacanagem!- ela gritou, rindo em seguida. – Eu queria ver minha musa...

- Eu também... Angel não concordaria em se apresentar aqui. Eu devia ter pensado nisso mais cedo...

- Então também curte a Angel?- ela perguntou, rindo mais. Definitivamente estava um pouco alta.

- Eu... Era apaixonado por ela. – riu ele, sentindo o coração martelando no peito. Isso estava mesmo acontecendo? Ele estava mesmo conversando com a garota dos seus sonhos no suposto local do show da sua banda favorita? E o melhor de tudo, falando sobre sua cantora favorita? – Angel é... Como um último raio de esperança na fossa que é minha vida. Pelo menos era o que eu pensava quando pequeno.

- Eu também!- ela disse, rindo. – Quer beber comigo, estranho amigo que gosta da mesma musa que eu e que acho que se seguir bem o roteiro, acabaremos nos tornando melhores amigos?

O certo seria recusar. Levá-la pra fora e mandá-la pra casa em um táxi. Mas ele se sentia irritado demais pra pensar no certo ou errado. Havia gasto seu salário naquele show, iria se mudar no dia seguinte, sua poupança já era pra garantir o aluguel dos próximos seis meses e a sola do seu único tênis havia enfim desistido dele. Nesse exato momento, usava um de seu amigo, que era apertando em seu pé, a cerveja ficava quente com tanto calor e a gritaria que discorria no palco fazia sua cabeça latejar.

- já que insiste... - disse, dando de ombros e viu o sorriso dela se alargar mais ainda.


Um soco foi dado, uma cadeira arremessada e uma confusão se iniciara no galpão, mas logo foi acalmada com a ajuda dos seguranças.

Naquele momento, ambos decepcionados e irritados com aquela farsa de show, já nem mesmo se encontravam no galpão.





Lucy:


Acordei sentindo um gosto estanho na minha boca. A vontade de abrir meus olhos e ver onde eu me encontrava era nula. Meu corpo parecia pesar, assim como meus olhos. Senti um corpo pequeno aninhado ao meu, junto de um calor gostoso. Levy provavelmente está me abraçando, como sempre.

Abri os olhos lentamente, tentando me acostumar com a claridade daquele quarto. A primeira coisa que vi, foram fios dourados, em frente ao meu rosto.

Franzi o cenho e olhei ao redor. Esse não é o quarto da Mira. Me apoiei nos cotovelos e olhei pra baixo. Uma garota dormia sobre meu peito. Pisquei algumas vezes... Está... Faltando alguma coisa...

- Mas o q... – eu ia dizendo até estranhar minha própria voz. Levei a mão até a garganta, toquei meu pescoço e vi que minha mão era enorme... Tirei a garota de cima de mim sem acordá-la e continuei encarando meu corpo.

Se minha cabeça não doesse tanto e a luz não ferisse meus olhos, eu estaria com minha mente cem por cento trabalhando.

Peitos.

Notei que algo faltava. Tateei pelo meu peito, sentindo algo duro. Tateei meu abdômen e ao invés de sentir minha barriga macia e lisinha, senti músculos. Olhei para o meio das minhas pernas. 

Tem... Alguma coisa ali...

Ergui a coberta só um pouco e o que eu temi estar ali, realmente estava.

Gritei, apavorada, mas parei ao ouvir minha própria voz. Não é a minha. Me levantei da cama e corri pra porta mais próxima, mas assim que abri, me vi de frente pra um corredor. Uma camareira que passava soltou um grito fino ao me ver, mas encarou meu peito. Vi seus olhos seguirem pra baixo, até que ela sorriu, tornando à me fitar nos olhos e dando uma piscadela pra mim.

Bati a porta na cara daquela pervertida e corri pra outra porta que tinha no quarto, e dessa vez, me vi em um banheiro.

Parei diante do espelho e me encarei. Cabelos rosas, caninos afiados demais, nariz reto, olhos castanhos esverdeados...

- MAS QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO?!- gritei, apavorada, quando uma figura, completamente nua apareceu na porta. Seu rosto inchado de sono, seus olhos fechados, no qual um ainda esfregava com a mão, e o bocejo que ela deu foi o suficiente pra eu entender que ainda está mais dormindo do que acordada.

- Que sono... – murmurou, andando até o meu lado. Ligou a torneira da pia, lavou o rosto, mas parou de repente e se levantou, ainda de olhos fechados. – Hmmm...?- tocou nos próprios seios. – Pesados... – murmurou, os apertando. Trinquei a mandíbula, quando de repente ela abriu os olhos e encarou o espelho. – Isso é real demais pra ser um sonho... Né?- disse, com os olhos arregalados, antes de me encarar. - Olha... Eu sabia que estava em boa forma... Mas... Isso é bizarro... – disse, me fitando de cima a baixo.

Meu rosto, minha voz, meus cabelos, meu corpo, meus seios que ela ainda continua apertando.

- Para com isso. – falei, tentando conter o que quer que seja que se formou no meu peito. Não é raiva. No momento estou mais... Assustada do que confusa. Principalmente porque alguma coisa estranha está acontecendo com aquela coisa estranha entre minhas pernas. Não sou burra. Sei que é um pinto. Mas não nasci com um e não sei lidar com isso. Me enrolei em uma toalha e tentei controlar a coisa e a vontade de atacar meu próprio corpo, antes de respirar fundo e tentar me acalmar. – Não fique apertando meus... Seios.

- Okay. – deu de ombros, voltando pro quarto. – De todo jeito é um sonho. – bocejou de novo e franzi o cenho, a seguindo. Ela deitou na cama e se enrolou nos lençóis. – Um longo... Bizarro... E estranho... Sonho. – disse ela.

Seria mesmo um sonho?

Primeiro, me ocupei de vestir algo. Uma cueca preta e um jeans. Me sentei na beirada da cama, olhando para a parede. Um sonho.

Um longo... E bizarro sonho...

Logo eu vou acordar.

Meu corpo havia voltado à dormir e parecia estar completamente à vontade, quando de repente, se sentou, encarando a parede. Tocou meus seios outra vez, em seguida, minha barriga, e não desceu mais.

- ... Isso... Não é um sonho... Não é?- perguntou, com os olhos arregalados. - O QUE DIABOS É ISSO!- apontou pra mim.

- COMO VOU SABER!- gritei, tão confusa quanto... Ele. - E AGORA?! Vou viver como homem pelo resto da vida? Não vou mais poder sair na rua com esse rosto...

-... E meu trabalho, a escola e aquele trato estúpido e... Ai meu Deus e agora?!- ele dizia, quando parou de repente. - Espera. 

- Esperar?! Eu sou um homem agora! Eu nunca mais vou... Você sabe o que isso significa?! Significa que minha vida está arruina... - o estalo que ouvi, seguido do meu rosto virando junto devido ao impacto e a ardência na minha bochecha. - Porque...?- murmurei, confusa.

- Eu sempre quis fazer isso. - falou, bufando. - E... Se nenhum de nós dois acordou depois dessa... Significa...

- Que... Não é um sonho. - concluí, sentindo meu rosto doer mais ainda. 

Ah... Minha vida está arruinada...


Notas Finais


Espero que tenham gostado kkkk
Lucy bebendo como nunca, uma banda fajuta e um show falso, uma briga aconteceu. Quem seria o causador dela?
Espero que tenham tostado desse capítulo e até o próximo.


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