História Trono De Sangue - Capítulo 15


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Categorias Austin Mahone, Becky G, Cole Sprouse
Personagens Austin Mahone, Becky G, Personagens Originais
Tags Becky G, Drama, Luta, Magia, Romance, Sobrenatural, Suspense
Visualizações 23
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo de hoje é narrado em terceira pessoa e a partir de agora haverá mais capítulos assim onde a visão principal não é a da Becky. Porém somente os capítulos dela serão em primeira pessoa.

DEEM BOAS VINDAS A AUSTIN MAHONE NA HISTORIA

Capítulo 15 - Plano B: Salvação ou Destruição


Fanfic / Fanfiction Trono De Sangue - Capítulo 15 - Plano B: Salvação ou Destruição

O lugar está completamente escuro. O homem sentado no chão frio de cimento está mortalmente com raiva de si mesmo. Raiva por ter falhado em sua missão. Raiva por não ter contribuído da forma que gostaria. Agora, ele não terá mais uma chance. Acabou.

Ele pôde ouvir seu companheiro engasgar ao seu lado quando as luzes foram acessas, fazendo com que ambos fechassem os olhos pela repentina claridade. Ele abre os olhos no exato momento que passos ressoam no ambiente, até então, silencioso.

Três homens param de frente a ele e seu colega. Quando ergue a cabeça, ele vê os dois homens da Tropa que os capturaram e o terceiro é o que eles passaram as últimas horas esperando; James Blackwell, o Príncipe.

Sua expressão é de dar medo em qualquer um. Qualquer um que não tivesse sido preparado para esse momento. Ele é alto e magro. Mas o uma homem sabe que não pode subestima-lo. Ele têm ossos fortes, habilidades inacreditáveis de luta e músculos rígidos. Além de seu poder de criar e controlar o fogo.

James Blackwell é um instrumento de morte. Criado dentro das paredes do Palácio com um único objetivo: Ser a cópia de seu pai.

Igualmente forte.

Igualmente belo.

Igualmente frio e calculista.

Igualmente manipulador.

Igualmente mortal.

- Última chance – diz o Príncipe, e sua voz soa como as geleiras da Antártida se partindo: terrivelmente fria e mortal 

O companheiro do homem ri e logo em seguida cospe nos pés do Príncipe, errando por pouco seus sapatos brilhantes. O que o faz abrir um sorriso macabro. Como um psicopata pronto para brincar com sua vítima.

- Quem... – começa ele enquanto as chamas dançam em sua mão direita. – É ... - se aproxima do homem e inclina-se para frente, chegando o rosto mais perto. – O seu... – nesse momento o homem já sentia o calor insuportável das chamas, mas se manteve firme. – Chefe? – O príncipe coloca a mão no braço do homem no exato momento que profere a última palavra e os olhos do homem se enchem de lágrimas de dor e desespero. Ele reprime os gritos até o último segundo, quando não há mais pele sob as chamas e as mesmas estão chegando em seus ossos.

- Diga! – grita o Príncipe em um tom assustador. 

Quando ele retira a mão do braço do homem, o mesmo já está quase que inconsciente. Mas acordado o suficiente para ver o príncipe andando até seu companheiro e fazendo a mesma pergunta enquanto quebrava seus ossos com as mãos em chamas.

Nada do que fizesse adiantaria. Ele nunca conseguirá o que quer. Em parte porque eles nunca iram revelar qualquer informação sobre a Guarda, e em parte porque não sabiam a resposta para aquela pergunta.

Depois de serem torturados até o limite, antes de fechar os olhos para sempre, o homem viu o Príncipe enfiar sua mão em chamas no peito do seu companheiro e arrancar seu coração. Com o mesmo queimando em sua mão enquanto sangue se mistura as chamas, ele se vira para o homem e abre um sorriso assustador antes de enfiar a mão no seu peito e arrancar seu coração.

 

 

***

 

A garota de cabelos ruivos e pele branca como a neve masca seu chiclete com um barulho irritante. Sentada na mesa, ela olha pela janela com um olhar distante. Ela está ansiosa. Austin a conhece bem o suficiente para saber. Samantha não sabe esconder seus sentimentos tão bem quanto pensa.

Do outro lado do cômodo, escorada na parede de braços cruzados e cabeça baixa está Basma. A Comandante do Esquadrão 7. Sua pele negra com manchas brancas a faz parecer um leopardo; bela e feroz.

- Tudo que nos resta agora é esperar o Comando entrar em contato – diz Basma, soltando um ar de frustração.

- Perdemos muito tempo – fala Samantha. – Não deveríamos ter plantado todas as nossas esperanças neles.

- Foi um erro – digo. – Mas os erros servem de lições. Nunca devemos fazer isso de novo.

- Não esperar que nosso pessoal cumpra sua missão? – pergunta Basma.

- Não esperar que somente eles cumpram. Temos que dividir nosso pessoal em mais de um grupo. Assim, se perdermos um não voltaremos a estaca zero novamente.

Basma havia os chamado na sala para falar sobre o Grupo Azul que haviam perdido hoje. Foram pegos pela Tropa, ela havia dito.

O Grupo Azul era formado por quatro pessoas da Guarda Noturna, encarregados de colher informações importantes sobre a Tropa; grupo de soldados sanguinários do Rei especializados em rastreamento e tortura. Usados principalmente para encontrar o inimigo e colher informações importantes antes de torturá-los até a morte.

A missão do Grupo Azul era descobrir o que a Tropa sabia sobre a Guarda Noturna e colher informações sobre a mesma. Como nomes de pessoas que possuem posições importantes dentro da Tropa. Mas infelizmente a Tropa os descobriu e os torturaram até a morte. Dois foram mortos pela Tropa e outros dois pelo Príncipe.

- Foi um erro grave de principiante, mas também um erro que nos deu vantagem. – completa Austin, sentindo seu corpo tremer e a dor e ânsia começar a se dissipar por seu corpo. Ele fecha a mão sobre a mesa apertando as unhas contra a carne com toda sua força. Tentando, inutilmente, lutar contra seu próprio organismo.

Na verdade é um teste. Um teste para descobrir até onde consegue ir. Por quanto tempo consegue aguentar. Será que aguentará por mais tempo do que da última vez? Provavelmente não! Ele sabe disso. Sabe que está criando esperança onde não existe. Mas o teste é mais do que isso; é para ter conhecido sobre seu próprio limite. Não há arma maior do que o completo conhecimento de si próprio. Ele precisa ter esse conhecimento para não fazer a escolha errada no futuro.

- Eles vão pensar que somos fracos e inexperientes. – diz Samantha, completando seu raciocínio. – Que não sabemos o que estamos fazendo.

Basma concorda com a cabeça, andando em direção a porta com toda sua elegância e maestria. Antes de sair, ela para e vira a cabeça para ambos.

- O Comando nos deu permissão para colocar em ação o plano B.

Samantha vira a cabeça num movimento rápido. Austin já sabe o que ela vai dizer antes que abra a boca. A mesma coisa que disse quando Basma anunciou o plano:

- É muito arriscado.

E a resposta de Basma é a mesma coisa de antes.

- Tudo o que fazemos é arriscado, Samantha.

Com isso ela sai da sala, deixando a porta aberta.

Agora, Austin sente o corpo inteiro tremer e a dor aumentar.

- Você sabe o quanto isso é arriscado. Não podemos confiar nela. – Insisti Samantha, olhando para ele.

- Não seja idiota! Você sabe que não temos escolha – Austin retruca, com a voz entre cortada e quase em um sussurro. – Além do mais, você assistiu o anúncio e sabe que temos chance.

Samantha cospe o chiclete e se levanta, andando até a porta. Austin começa a se levantar, mas para no meio do movimento com um gemido engasgado e cai novamente na cadeira, sem forças.

- Você deveria parar de brincar com seus limites antes que caia morto. Idiota!

- Está com medo de me perder, ruiva? – provoca Austin com um sorriso sarcástico que fracassou e se tornou uma careta contorcida de dor.

Samantha solta uma risada antes de falar.

- Você não faz ideia – suas palavras sarcásticas vêm junto com uma tosse que deixa um rastro de sangue na mão de Austin.

– Se quer morrer, pelo menos cave sua cova antes e se deite nela pra facilitar o trabalho. – diz Samantha, e antes de sair, ela o olha com olhos assassinos e completa: - E da próxima vez que me chamar de ruiva, é bom que esteja em boa forma para quando receber um soco não morrer instantaneamente.

Com isso, ela sai pela porta em um borrão de mechas ruivas. Austin pegou o frasco em seu bolso se lembrando do que ela havia o dito há um tempo atrás.

Eu não mato um moribundo incapaz de se defender. Mas se o moribundo for capaz de segurar uma faca, a coisa é diferente. Ela havia dito. A palavra covarde não se encaixa a Samantha em nenhum de seus sentidos. Ela não tem medo de nada nem ninguém e não mata ninguém que não seja capaz de se defender ou que não mereça morrer. Ela é uma pessoa correta e justa nos seus próprios padrões.

Austin engole a pílula ciente de que se não fizer isso, sofrerá um colapso em poucos minutos. Ele deita a cabeça sobre os braços, na mesa, e em um misto de dor angustiante e torpor inebriante, ele espera a pílula fazer efeito enquanto amaldiçoa profundamente o Rei e seus Guardas pelo que fizeram com ele e sua família. Se, pelo menos, ele tivesse tido o mesmo destino que eles, não seria tão ruim. Não mesmo.

Seria muito melhor do que viver na dor e angústia física e emocional constante, dependente de algo que, ao mesmo tempo, limita e concede seu tempo de vida. A única coisa que não o faz desistir é a sede. Sede de vingança. Enquanto não tiver as mãos manchadas com o sangue daqueles que têm o sangue de sua família em suas mãos, ele não irá parar.

Certa vez ele ouviu que todos nascem por alguma razão, e, por muito tempo ele duvidou disso. Mas, agora ele sabe que é verdade. Austin sabe que a razão de sua existência é vingar a família Mahone. E não irá parar até conseguir.

 

 

***

 

 

Samantha está escorada no tronco da árvore enquanto observa o treinamento dos novatos. O tempo está quente e abafado, mas sem sol. Exatamente do jeito que ela mais odeia. A sensação de estar dentro de uma estufa a deixa irritadiça, sem contar o suor escorrendo por sua têmpora. O calor misturado com a poeira faz sua pele coçar e a vontade de cortar o cabelo aumenta.

Ela termina de fazer um coque em cima da cabeça no exato momento em que Diego para ao seu lado.

- Então? – pergunta ele e Samantha revira os olhos.

- Você sabe que não posso te contar tudo o que conversamos.

- Eu não quero saber tudo. Só o que me interessa.

Ela hesita e um silêncio se instala entre os dois enquanto observam os novatos lutarem uns contra os outros.

- Acha que temos chance? – pergunta ela, quebrando o silêncio.

Samantha nunca foi de ter dúvidas ou ficar insegura sobre algo, mas é impossível não ficar insegura quando o assunto é esse. Contudo, Diego é a única pessoa que vê esse seu lado. Ela nunca ousou mostrá-lo para ninguém além dele.

- De vencer? – pergunta ele, com ela assentindo. – Temos grandes chances. A Guarda Noturna é o maior grupo rebelde que já existiu desde a Nova Era. O Rei com certeza sabe disso e é inteligente o suficiente para se preocupar. Fazer o Príncipe se casar com a vencedora da Arena foi uma boa jogada. Ele sabe que somos o centro das atenções da população no momento e um casamento Real com uma plebeia não só tira o foco da população sobre nós como lhe dá a oportunidade de nos tirar da jogada sem que percebam. Além de fazer com que a lealdade e admiração de uma parcela da população para com o Rei permaneça intacta.

- Não perca seu tempo dizendo coisas que já sei. Vá direto ao ponto.

Diego dá uma risada.

- Você nunca muda – diz ele, balançando a cabeça enquanto sorri. – Além disso tudo o Rei nos subestima. Ele considera que somos grades o suficiente para se preocupar, mas não o suficiente para o derrotar, e esse é seu ponto fraco. A brecha que podemos e vamos explorar. Nós temos chances enormes de vencer, mas também temos uma enorme desvantagem.

- A Espada – conclui Samantha. Ela, Austin e Basma já haviam discutido sobre isso. Mas Basma apenas disse que não é preocupação nossa e sim do Comando.

Diego concorda com a cabeça.

- Não tem como retirar a Espada da pedra se não tivermos um Blackwell do nosso lado. Além do fato de que os Reis e seus filhos são praticamente imortais. Não podemos feri-los sem a Espada e não somos pareôs para seu poder.

- Isso reduz nossas chances a quase zero – diz Samantha, cabisbaixa.

- Mas também existe a sorte e fé, não é mesmo? – fala Diego, tentando animá-la.

- Somente se você acreditar – retruca Samantha. – Eu não gosto de incertezas e você sabe que nenhum milagre irá acontecer.

- Qual o motivo do mal humor? O que aconteceu lá dentro?

Samantha odeia o fato de Diego conhecê-la tão bem. Na verdade parece que todo mundo aqui a conhece bem. Ou é ela quem não consegue esconder os sentimentos tão bem quanto imagina?

- Plano B. – respondeu ela e viu olhos dele se arregalarem.

- Nós vamos... – começou ele, mas logo foi interrompido por ela.

- Nós não vamos à lugar algum. Se ela aceitar, tudo acontecerá por meio de cartas ou intermediários.

- É claro que ela vai aceitar – diz Diego, repentinamente feliz.

- Você sabe o que eu penso sobre isso. – fala Samantha com a voz carregada de raiva.

- E eu já te disse que podemos confiar na Becky. Ela é minha irmã, Samantha. Eu a conheço melhor do que qualquer pessoa. Ela jamais nos trairia.

- E você sabe que eles já podem ter feito uma lavagem cerebral nela. E se não me falha a memória, você mesmo disse que ela faria tudo por sua família. Ela aceitou a proposta e agora sua família vive muito bem com a pensão. E se ela dizer que irá nos ajudar mas, ao invés disso, nos enganar e ajudar Rei? Afinal de contas, como poderíamos garantir a segurança de sua família se ela se juntar a nós e o Rei descobrir? – Diego nega freneticamente com a cabeça, prestes a interrompê-la, mas ela aumenta o tom de voz. Não o deixando falar. – Ficar ao lado do Rei lhe dá a segurança que não podemos garantir. Dificilmente alguém escolheria nosso lado, mesmo que seja o correto. As pessoas são egoístas, Diego. Ela pode ser o Cavalo de Tróia do Rei. Ela pode ser a nossa destruição. Mas parece que ninguém além de mim vê isso.

Quando termina de falar, Samantha está vermelha como uma pimenta e respirando forte.

- Ela também pode ser a nossa salvação, Samantha. Becky jamais trairia alguém dessa forma. Todos veem os riscos que corremos, mas o que podemos ganhar é maior ainda. Ela será uma fonte importante para a Guarda Noturna. Ela poderá nos dar informações que jamais conseguiríamos.

- Temos o Rafael pra isso – retruca Samantha.

- Ela tem ligação direta com o Príncipe. Rafael não.

- Não precisamos de ligação direta. Rafael está fazendo um ótimo trabalho. Ele tem ligação com alguém muito próximo do Príncipe e isso já é suficiente. Ele têm colhido ótimas informações.

- Agora imagine se tivéssemos ligação direta com ele. Seria ainda melhor. Rafael tem ligação com alguém que tem ligação com alguém próximo do Rei. A Becky tem ligação com alguém próximo do Rei. Vê a diferença?

Samantha revira os olhos e bufa de raiva.

- Se isso der merda, eu vou gritar no ouvido de cada um de vocês que eu avisei.

Com isso, ela sai de perto de Diego, irritada.

- Eu confio em você, Becky – murmura Diego, abrindo um sorriso fraco.


Notas Finais


Desculpem se encontraram algum erro, ainda não revisei.


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