História Trouble - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo
Tags Haikyuu, Kenma Kozume, Kuroken, Kuroo Tetsurou
Visualizações 66
Palavras 978
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - "Oh, you make me feel so weak..."


"Você sangraria por mim, Kuroo?"; as palavras escorregaram pelos lábios rachados de Kenma, infiltrando o quarto com algum som diferente de respirações pesadas e cansadas. As paredes pareceram absorver a pergunta e o silêncio que seguiu-se foi como se as mesmas tivessem apagado a questão. 

Os dedos calejados e cobertos de machucados de Kuroo moveram-se e tocaram a ponta do dedo mindinho do loiro, que logo enlaçou o mesmo no do maior, como se estivessem fazendo uma promessa muda. 

"Você lamberia meus lábios como se precisasse de mim e me sentaria em um sofá com os dedos na minha boca?"; outra pergunta engolida pelas paredes, mas que teve sua resposta quando o menor direcionou os olhos para o mais velho, que apesar de continuar com os olhos fechados, esboçou um sorriso malicioso. 

"Você está com medo.", o timbre já conhecido por Kenma adentrou seu coração e ele corou, envergonhado pelo maior saber o ler tão bem. "Você não consegue esconder nada de mim, Kenma. Aliás, sei que está corando sem nem te ver."

Kenma quis dizer como achava que Kuroo ficava extremamente descolado e legal enquanto o lia como um livro aberto, mas dessa vez, as palavras ficaram entaladas em sua garganta. 

O loiro virou-se para a janela, observando o sol se pôr. O quarto continuou em silêncio até um estalo parecido com um beijo arrepiou os pelos da nuca de Kenma, fazendo-o fechar os olhos para a sensação calorosa que viria em seguida: os dedos de Kuroo em sua bochecha. 

Kuroo tinha desenvolvido essa mania de beijar as juntas de seus dedos todas as vezes que tocava as bochechas de Kenma. O loiro não perguntava o porquê. Sabia que não entenderia, então apenas apreciava o carinho e o calor espalhar por seu corpo com o toque delicado.

"Você realmente parece um gatinho.", Kuroo riu quando Kenma afagou seu rosto em seus dedos com os olhos fechados. 

O maior agora estava com os olhos abertos e focados no namorado. Não conseguia o ver perfeitamente por conta da pouca luz, mas sabia que o mais novo estava tão bonito como em qualquer outro dia. Porque, para Kuroo, Kenma nunca estaria feio ou esquisito, como costumavam o chamar. Kenma sempre seria a coisa mais bonita que o moreno já tivera a felicidade de colocar os olhos. 

"Tetsurou."; Kenma sussurrou, colocando as mãos sobre as do namorado. Seus olhos dourados encheram-se de lágrimas enquanto chegava para a frente e encostava seus lábios em um beijo molhado e lento. 

Assim que os lábios se separaram, Kuroo sorriu de canto e levantou-se. 

Kenma continuou na cama, com os joelhos dobrados, observando enquanto Kuroo ia até a varanda e acendia um cigarro. 

O cheiro tóxico encheu os pulmões de Kenma. Apesar de não gostar do hábito do amado, gostava do cheiro, assim como gostava do gosto doce que ficava na língua de Kuroo pelo sabor ser de cereja. 

No fundo, o sol estava quase totalmente posto. A brisa da noite começava a chegar lentamente, trazendo o cheiro do cigarro mais ainda para dentro do cômodo. 

"Kuroo. Você mentiria pra mim? Colocaria uma faca em seu coração e esperaria morrer por mim?" 

"Você me prenderia em uma parede? Imploraria ou rastejaria?"; Kuroo respondeu com uma pergunta, fazendo Kenma olhar para seus braços finos e cheios de cicatrizes. "Eu não sei do que você está com medo, Kenma, mas lembre-se que prometi ser seu."

"Promessas são quebradas todos os dias.", o tom dolorido de Kenma fez Kuroo tragar o cigarro novamente e olhar para o horizonte. 

"Eu disse que ficaria com você até o momento que você me quisesse. Disse que causaríamos encrenca juntos. Disse que te amaria até meus pulmões adoecerem."; disse Kuroo com a voz forte e decidida. 

O maior apagou o cigarro e voltou-se para a cama, onde segurou as mãos de Kenma. Segurou com tanta força que parecia que se as soltasse, cairia em um abismo. 

Dessa vez, Kenma levantou-se. Foi até o canto do quarto e se encostou na parede. Lágrimas desceram por seu rosto enquanto o mesmo colocava a mão sobre o coração, apertando forte, como se aquilo fosse fazer a dor passar. 

Olhou para Kuroo em sua cama e suspirou. Os olhos do amado estavam novamente na janela. Às vezes, Kenma se indagava se Kuroo não preferiria estar lá fora. 

Apertou forte as mãos e lembrou-se do que Shouyou tinha dito. Que Kuroo era uma ameaça. Um monstro. Algo ruim que estava bem ali, sentado em sua cama. 

Kenma tinha sua mente no lugar. Ou ele pensava que tinha. 

Correu para os braços do maior e o beijou com vontade. 

Enquanto provava pela última vez aquele gosto adocicado, se questionava se Kuroo conseguia sentir a despedida em sua língua. 

"Não me esqueça."; pediu o loiro, agarrando a camisa do moreno, deixando as lágrimas escorrer. 

"Eu não te deixaria nem mesmo se você quisesse."; respondeu o moreno, afagando as costas do menor. 

"Acenda um cigarro, Kuroo, e incendeie minha mente hoje."

Kuroo sorriu e roubou-lhe um beijo. O gosto de despedida ainda estava ali, porém, Kenma sentia na ponta da língua do maior, a sensação de problema e prazer. 

Deixou-se levar naquela noite. Seu corpo parecia no paraíso. Sua mente estava em estupor. Kenma nunca estivera tão feliz em toda sua vida. Finalmente, estava preparado para o ato final. 

Breaking News: O filho do grande jogador de vôlei, Kozume, foi encontrado morto em seu quarto. O garoto estivera internado em uma clínica de reabilitação por um ano, e tinha acabado de voltar para casa. Os médicos disseram que o menino sofria com sintomas graves de esquizofrenia, porém, que o atleta não acreditava em seu atestado, tirando-o do tratamento necessário. Kozume Kenma morreu com apenas 17 anos. Em seu quarto, um bilhete escrito: "Não me esqueça, Kuroo.", foi encontrado. Seria Kuroo uma pessoa real ou um fruto da imaginação do garoto? 



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