História Trouble Town - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias League Of Legends
Personagens Caitlyn, Ekko, Jinx, Vi
Tags Ekkoxjinx, Piltover, Vixcaitlyn, Zaun
Exibições 37
Palavras 4.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Neste capitulo apresento um de meus brotps
Midesgurpa gente eu ia postar esse capitulo meio dia mas eu tive que ficar copiando caderno de matematica para salvar nota
ser de artisticas é dificil (artisticas é diferente de humanas taligado)
aiai gente eu amo mt esse capítulo espero que vcs amem também
bjao

Capítulo 4 - Turistas por toda parte.


Fanfic / Fanfiction Trouble Town - Capítulo 4 - Turistas por toda parte.

Jinx mordeu a maçã, frustrada.

Você realmente achou que ele não iria tentar fugir depois do que você fez? Você é um desastre com as pessoas, não é mesmo?” Fishbones riu maldosamente para ela.

Ela respirou fundo e sentou-se de frente ao espelho, ignorando a arma para pentear seus longos cabelos azuis. Fazer seu cabelo todos os dias era uma tarefa demorada, mas era algo que ela gostava de fazer, pois ao menos era simples.

Me ignorar não é uma boa ideia. Você sabe disso... por que diabos você acendeu trilhões de velas? Acender a luz é muito mais prático, dã! Ah, não, espere... você estava tentando criar um clima? Pois é, você falhou miseravelmente. Ele fugiu e te deixou uma maçã.” a bazuca continuou.

— Fishbones, deixe de ser tapado — Jinx fez uma careta. — Eu não estava tentando criar um clima, eu só não queria deixar a porta à vista dele. E é, eu sei, eu falhei. E por que você se importa? Não é como se nós fôssemos ser amigos novamente. Nossas vidas não tem nada a ver.

Olhe se até aquela mãozuda horrível tem amigos, não é como se você não tivesse chances.Quer dizer, você tem um cabelo legal, as pessoas até poderiam gostar de você, mas você é doida. Que pena, não? Se você seguisse meus conselhos, tudo estaria melhor...

— Você é a arma, eu sou a criminosa. Eu mando em você, não o contrário — a garota sorriu sarcasticamente enquanto mexia em seu cabelo. — E olhe, você viu o que a Vi fez com a gente, não? Olhe onde viemos parar... já é trabalhoso me vingar dela, imagine ter o trabalho dobrado com o Ekko... é coisa demais para mim.

Toda vez que se mantinha pensando demais em Vi, uma raiva infernal possuía Jinx. O tipo de raiva que fazia você chorar, e então ficar com mais raiva por estar chorando. Ninguém que as visse duelando hoje em dia pensaria que quando eram duas criancinhas prometeram que seriam irmãs para sempre.

Jinx bateu a mão na mesa ao ver que estava deixando a melancolia entrar em sua mente.

 “Está pensando nela de novo.” Fishbones disse, duro. “Você não pode fazer isso. Não te traz nada de bom. Vamos lá, ache alguma coisa para se distrair! Você comprou tinta rosa, não? Pinte alguns prédios, as pessoas vão achar engraçado. Também já faz um tempo desde que vemos um clássico cartaz de procurado falso...

Hm, vocês já terminaram a conversa sentimental? Eu sei de algumas leis que estão pedindo para serem infringidas...” Pow-Pow intrometeu-se. “Se você está triste, faça algo que te faz feliz, tipo demolir prédios! Você é uma criminosa em fuga, não tem tempo pra ficar chorando por causa daquela sapatão.”

— Eu ainda não terminei de planejar as coisas — Jinx resmungou. Fazer os crimes incríveis que ela fazia levava tempo. A maioria das coisas era calculada até mesmo se desse errado, pois ela simplesmente não podia ser pega.

E o que está fazendo aí sentada?” a metralhadora quis saber.

A garota revirou os olhos, agora empenhada em não fazer nada do que elas sugeriram. Terminou de enrolar seu cabelo para seu melhor disfarce, colocou suas lentes azuis — por algum motivo todos os piltovenses pareciam ter olhos azuis — e as roupas engomadas, junto de sua bolsa e foi subindo até o chão, a porta ficava em meio à arbustos e árvores, na ponta de uma praça nada pavimentada da parte menos afortunada de Piltover.

Ela pensava no que iria fazer hoje, seguindo o plano de não seguir as ordens das armas. Ela pegou em seu bolso uma pequena lista de afazeres, estava completamente rabiscada, parecia um plano mirabolante sobre explosivos melhores. A imagem de enormes explosões coloridas veio à sua cabeça e lhe agradou muito. Talvez alguns fogos de artifício, também!

Ela logo pegou o bonde para o centro, indo ver o mapa da cidade que indicaria onde ficavam os laboratórios. Não era prático, mas ela vivia perdendo seus mapas.

Obviamente, não seria fácil entrar lá e roubar, mas ela precisava de algo para começar. A viagem ao menos era rápida, e logo ela estava na concentração de gente engomadinha. Ela misturou-se na multidão e procurou os centros de turismo que lhe dariam um mapa e a tentariam convencer a andar numa bicicleta bonita.

Jinx não conseguia sentir-se segura saindo daquele jeito. Ekko sabia de seu disfarce e seu esconderijo. Talvez ele tivesse contado para Vi e era só uma questão de tempo até alguém a confrontar na rua ou estarem esperando-a dentro de sua casa. Sequestrá-lo foi uma ideia estúpida que ela teve por impulso. Quer dizer, ela o viu e quis acertar sua arma na cabeça dele.

 Seu disfarce era bom, mas se alguém levantasse um pouco a manga de sua blusa, estaria tudo acabado. Ela adorava suas tatuagens, mas eram características demais. Sempre que via Vi, Caitlyn ou Jayce na rua, ia para o outro lado, imaginando que eles já haviam decorado as feições de seu rosto. Ela só carregava a pequena arma de choque em sua bolsa e não conseguiria correr muito com aqueles sapatos. Se eles viessem para um ataque, ela já seria abatida.

Em pouco tempo lá, ela já avistara cinco cartazes com o rosto dela estampado — deles, dois eram dos falsificados engraçados que ela mesma havia feito — e então decidiu que não iria até a banca de turismo, pois havia um desses bem ao lado. Jinx continuou a andar, tendo a corriqueira sensação de que todos a encaravam, mesmo que soubesse que não. Sempre que via um chapéu roxo ou cabelos cor-de-rosa ela virava à outra direção.

Parecia suspeito uma garota pálida e magrela andando em círculo no meio da multidão de empresários, com os olhos arregalados e a respiração ofegante? Talvez fosse apenas paranoia. Quer dizer, um homem tentou lhe dar um panfleto e ela deu um pulo para trás.

Se suas armas estivessem com ela, fariam questão de rir dela e dizer o quanto ela era patética. Se fazia de criminosa invencível mas tinha medo de andar na rua. Qualquer um que não fosse ela estaria rindo, mas ela sabia que estava sendo observada.

Seu mal estar começou a ficar pior, ela estava suando frio. Tudo o que ela precisava era voltar para seu refúgio, onde ninguém ficasse a olhando estranho se ela começasse a surtar. Seu instinto foi encolher-se e sair andando rapidamente sem encarar ninguém. Tal coisa falhou, pois ela esbarrou com alguém e caiu, sentindo todo o seu corpo gelar com o susto.

Ela chutou a pessoa que caiu por cima dela e tomou um impulso para longe, então levantando-se. Foi impossível evitar uma risada quando viu que era Ekko grunhindo no chão com as mãos em suas partes baixas.

— Nada de voltar no tempo, você precisa sentir a dor — ela cruzou os braços, ainda nervosa pelo susto. Por mais algum tempo, ele ficou sendo dramático no chão, até que ela o ajudou a levantar.

— Eu não sei nem o que dizer para você — ele respondeu em tom severo enquanto limpava sua calça.

— Ninguém está pedindo para você falar — Jinx lembrou-se que estava brava com ele e retomou sua pose. — Você fugiu e isso foi muito rude da sua parte.

— Bem, foi muito rude da sua parte me sequestrar ontem e me chutar hoje — Ekko lhe lançou um sorriso sarcástico. — Por que está brava? Queria um beijinho de boa noite?

— Não me faça vomitar — ela fez uma careta. — E só para constar, eu gosto mais de tangerinas do que de maçãs. E aquilo foi horrível, qual é.

— Você precisa ser mais saudável, está bem magrinha — o garoto lhe deu uma cotovelada de leve. — Talvez tomar um sol... — ele fez menção de tirar o sobretudo dela, que se afastou com um pulo. Sim, ela estava morrendo de calor, mas não tiraria seu casaco.

Minhas tatuagens, Ekko — ela sussurrou, segurando os próprios braços. — Você consegue imaginar se algum deles visse?

— Eu tinha esquecido disso, sinto muito — com um meio-sorriso, ele colocou o braço em volta dela. — E então, pessoa que certamente não é a Jinx, como é seu nome?

— Freya? — Jinx disse o primeiro nome que lhe veio a cabeça, pois não havia realmente pensado em desenvolver seu disfarce. — Nascida e criada em Piltover.

— Hm, é um bonito nome... — ele lhe lançou um sorriso bobo. — Olhe, eu não sou muito fã de pilties, mas vou te dar uma chance... quer sair para tomar um cafezinho, Freya?

— Você se acha, não é mesmo? Não gosto de café, também — ela respondeu. Jinx sentia-se menos como se estivesse surtando, pois agora, se alguém a descobrisse, ao menos Ekko a ajudaria a escapar. Ou era o que ela esperava...

— Você tem planos para essa tarde? — ele quis saber, levando-a para longe da multidão.

— Bem, eu estava afim de conhecer melhor o laboratório hextech — ela não revelaria suas intenções, pois as explosões cor de rosa ainda a deixavam eufórica. — E não era para você estar numa faculdade ou algo assim? Até onde eu sei, nerds vão para a faculdade.

— No outono estarei. Sabe, por causa da minha invenção, tenho muitas oportunidades, preciso de mais um tempo para escolher e aprimorar — ele olhou para sua própria mão, de certa forma se gabando. Jinx não se via tendo uma vida normal daquelas, de ficar em uma escola entediante enquanto todos te diziam o que fazer e você ficava horas sentado. — E você, quais são seus planos para o futuro?

— Eu acho que vou colocar um piercing na orelha. Eu poderia pintar a delegacia de polícia de rosa neon, ia ser engraçado... — ela teve uma imagem de Vi e Caitlyn chegando para trabalhar e sendo cegadas pelo rosa, algo tão incrível que a fez rir.

— Tsc, tsc.Você não nega que é procurada por recoloração não autorizada de propriedade, não é mesmo? — Ekko arrancou um dos cartazes de procurado da parede e o analisou. Jinx olhou para a direção oposta, vendo se alguém prestava atenção neles, mas todos pareciam concentrados em suas próprias vidas.

Jinx já havia decorado o que estava escrito no cartaz de procurado oficial. Ela era acusada de assassinato, agressão gratuita, perturbação da paz, indecência pública, assassinato de novo, recoloração não autorizada de propriedade, imitação ofensiva de uma oficial de polícia, detonação imprudente de explosivos, destruir a paz, roubo realmente insignificante, portar armas de tamanho exorbitante, mais alguns assassinatos, incitação de histeria em massa, tirar sarro da paz, atravessar a rua fora da faixa e falsificar cartazes de procurado.

— Realmente, atravessar fora da faixa é imperdoável! Como você pôde fazer isso? — Ekko lhe lançou um olhar indignado e começou a rir. — Ah, o que indecência pública quer dizer? O que é considerado um roubo realmente insignificante?

— Boatos de que minhas roupas normais são indecentes — Jinx revirou os olhos. Ela adorava suas roupas, não importando se alguém achava que estavam vendo demais. — Eu roubei uma caixa de papelão rasgada de uma criança chata barulhenta e fiquei rindo da cara dela. Heh, foi um bom dia.

— E o que você fez com a caixa de papelão rasgada?

— Joguei fora, o que eu ia fazer com aquilo? —  ela deu de ombros. Jinx segurou o braço de Ekko que estava em volta dela para o conduzir de volta a multidão, pois ela ainda precisava de um mapa.

Ela teria de admitir que, tirando a multidão que andava de um lado para o outro, o centro de Piltover era legal. Era um tanto retrô, haviam pessoas tocando sanfona, feiras, cafés e pessoas sorridentes saindo de lojas com suas roupas pomposas.

— O que vamos fazer, mesmo? — Ekko quis saber, vendo que ela estava ocupada olhando a paisagem.

— Ah, agora você vai pegar um mapa para mim, ali com aquele cara do turismo — Jinx apontou a banca com um homem que parecia estressado, mesmo que sorrisse. Ekko bufou, lhe lançando um olhar torto. — O que? Eu não posso ficar mostrando a minha cara por aí. Não quer que eu vá presa, não? — ela lhe lançou um olhar inocente e então ele foi pegar o mapa.

Ele voltou rápido e lhe entregou o mapa. Ela sorriu e o abriu, tentando achar o que precisava.

— Muito bem, aqui está, Academia Yordle de Ciência e Progresso — Jinx apontou o lugar no mapa e Ekko a encarou, um pouco desconfiada. — É uma vergonha que eles deixem todo o trabalho para os yordles... pelo menos os zaunitas fazem à mão, não é mesmo? Eles fizeram umas coisas bem legais. Roubei a arma de choque de lá.

— O que você vai fazer? — Ekko parecia desaprovar.

— Eu vou apreciar os yordles, eles são fofinhos. Se não quiser vir comigo, tudo bem — ela deu de ombros, indiferente. Ela simplesmente não precisava que ele tentasse a impedir.

— Por que eu sinto que se eu não for com você algo horrível vai acontecer? — ele suspirou.

— Oh, que gracinha... você acha que pode me impedir — Jinx segurou as bochechas dele com um sorriso maldoso. — Relaxa, eu não vou roubar nada ainda. Preciso conhecer o lugar e saber como entrar lá. Preciso de um plano. Você acha que meus crimes incríveis saem do nada? Não, todos eles são bem planejados.

— Jinx, o gênio do crime — Ekko ironizou, desfazendo o aperto que ela fazia em suas bochechas.

— Que? Quem é Jinx? Meu nome é Freya — ela sorriu e lhe lançou uma piscadela. — Ah, e se não der certo, podemos invadir o laboratório de Jayce. Acho que você iria gostar.

— Eu não invadiria o laboratório dele, só explodiria tudo — Ekko falou baixo, como se não quisesse admitir isso.

— Parece que o bom e velho Ekko não está morto, então — ela mordeu o lábio inferior, lançando-lhe um olhar maldoso.

— Nunca fui um anjo, certo? — ele suspirou, sorrindo de leve.

De um instante que ele estava a encarando calmamente, mudou seu foco para algo ao longe, havia uma criança brincando na varanda de um prédio até que alto, ela escorregou e caiu à tempo de Ekko a pegar em seus braços.

Logo uma senhora aliviada veio correndo, abraçou Ekko e pegou a criança em seus braços. Ela sorriu e disse algo para ele, e as pessoas em volta também começaram a falar com ele, provavelmente o recompensando por tal ato. Jinx revirou os olhos, esperando aquela palhaçada acabar. Ele sempre teve um fraco por crianças em apuros.

Após alguns minutos, ele saiu de lá sorridente e voltou para ela. Jinx o encarou, um tanto desconfortável, mas sem exatamente saber o que tanto lhe desagradava em Ekko bancar o herói. Ele havia ganhado um bolinho e estava comendo-o.

— Voltar no tempo é trapaça — ela resmungou. Ekko deu uma risada e lhe entregou uma rosa que ele obviamente ganhou por ser um heroizinho. Mesmo que ela estivesse involuntariamente sorrindo, ela achou aquilo muito brega. — Hm, isso está muito estranho. Normalmente você vem com uma cantada horrível.

— É, eu tentei seis vezes e deu errado. Hora de tentar outras coisas — ele deu de ombros.

— Bom garoto — Jinx deu uma risada. Para que mais nenhuma ação heroica viesse da parte dele, a garota tratou-se de conduzi-lo até o ponto do bonde.

Ela juntou sua mão à dele, achando que seria divertido assustá-lo ao pular em um bonde em movimento — as coisas eram assim em Piltover, haviam os bondes expresso e o bonde para velhos e crianças, que parava nos pontos e tudo mais. Eram muito sem graça — e sorriu maliciosamente imaginando ele quase enfartar.  Ekko corou de leve e apertou um pouco a mão dela, totalmente inconsciente do plano.

Para seu infortúnio, ela viu a xerife Caitlyn ao longe, parecendo procurar alguém, e então, ao olhar na direção dela, sorriu e seguiu seu caminho até ela. Jinx sentiu seu coração acelerar e ela apertou a mão de Ekko.

— Ekko, é a chapeleira — ela sussurrou nervosamente, virando o rosto. Ela chegava cada vez mais perto.

— Ela estaria correndo e gritando se tivesse te reconhecido, relaxa — ele deu dois tapinhas em seu chapéu. — É um disfarce incrível, apenas aja naturalmente e ela nem irá te notar, boneca.

Jinx não soube bem o que ele quis dizer com agir naturalmente, mas ela andou um pouco para trás, soltando-se da mão de Ekko e tornando-se uma estátua de lado para a xerife, andando lentamente para longe. Seu maior instinto era correr, mas algo dizia que Ekko iria resolver as coisas.

— Ei, moleque... Elko, não? — a xerife disse, parando de frente a ele. O garoto a corrigiu, tirando o ‘L’ de seu nome. — Ah, Ekko, então, desculpe. Eu necessito que você vá a delegacia mais tarde.

— Ah não, você quer me prender por ajudar alguém de novo? — Ekko fez uma careta.

— Não, eu quero ajudar você. Sabe, eu vejo um grande potencial em você, garoto. E eu nunca estou errada sobre essas coisas. Você me lembra de Vi, quando eu a encontrei. Olhe onde ela chegou hoje! Ela...

— ... é uma vendida que esqueceu dos seus amigos? Não quero ser que nem ela, muito obrigado, senhora — Ekko respondeu duramente. Jinx sentiu-se um tanto orgulhosa da resposta, como se ele estivesse a defendendo ou algo assim.

— Este problema você resolve com ela, como eu já te recomendei antes — Caitlyn redarguiu no mesmo tom de voz. — Bem, você não pode negar que pular de ladra que morava nas ruas para uma policial renomada é algo. Eu quero saber como você fez aquilo — ela falou baixo, provavelmente referindo-se ao salvamento da criança. — Você pode tornar-se um herói, Ekko.

— Eu fico muito feliz que você tenha notado meu potencial, mas eu tenho meus próprios caminhos e confio neles — por algum motivo, ele estava sendo gentil com a chapeleira.

— Eu acho que você deveria ao menos ouvir o que eu tenho para falar. Tenho certeza de que será de seu interesse e benefício.

A chapeleira nunca iria saber o que Ekko responderia, pois Jinx viu o bonde chegando e segurou o pulso do rapaz, deixando a outra mão pronta para agarrar a barra do bonde, e assim que a pegou, Ekko gritou e foi puxado. Assim que ela jogou-se para dentro, tratou de puxar o garoto que parecia traumatizado. Ela perdeu seu chapéu por isso, mas valeu a pena, pela expressão no rosto dele. Tinha a mão em seu coração, os olhos arregalados e a boca entreaberta.

— Você devia ver a sua cara... — ela suspirou,  tentando parar de rir.

— Eu tenho a impressão de que você está tentando me matar lentamente — ele ofegou enquanto se sentava, ainda um tanto chocado.

— Se os pilties conseguem fazer isso todo dia, você também consegue — Jinx lhe deu um soco amigável no braço.

— Nós também vamos sair pulando? — ele quis saber.

— Sim. Mas não se preocupe, eles avisam — ela apontou para o sinal que diziam que eles estavam próximos ao zoológico. Após um sino, várias pessoas simplesmente pularam para fora. Ekko encarava as aberturas do bonde, indignado. — As pessoas não ligam de saltar de veículos em movimento quando estão com pressa.

Pilties são tão estranhos — o rapaz murmurou.

O cabelo de Jinx estava começando a se desfazer, era possível ver poucas mechas longas de cabelo caíndo sob suas costas. Ela não estava usando chapéu e estava dando sua famosa risada estridente. Um garoto loiro a encarava, um tanto desconfiado.

— Por que você usa um cachecol com uma regata? — Jinx tirou o cachecol dele e enrolou em sua cabeça como se fosse um lenço.

— Legal, agora você parece uma freira — ele a encarou com um sorriso bobo.

— Você não vai ir falar com a chapeleira, né? — a garota mudou de assunto, usando a voz mais suave.

— Parece uma boa barganha, o que eu tenho a perder? — o rapaz deu de ombros, parecendo realmente não se importar muito com isso. Ela realmente tinha problemas com Ekko indo tomar chá com a xerife e sua namorada.

— O seu tempo! Ela vai fazer lavagem cerebral em você, que nem ela fez com a Vi! — Jinx sacudiu os ombros dele. Ekko lhe lançou um sorriso calmo que lhe deu vontade de agredi-lo.

— Não vou deixar isso acontecer, boneca. Sou um viajante do tempo — ele lhe lançou uma piscadela.

— Se você virar um piltie eu vou te fuzilar com minhas três armas ao mesmo tempo — a garota rosnou, cruzando os braços. — E depois eu vou te explodir e mandar os pedaços do seu corpo por aí com fogos de artifício.

— Você é tão gentil — ele riu.

— Acha que eu estou brincando? — Jinx lançou o melhor olhar assassino que tinha.

— Tá, eu prometo que nunca vou virar um piltie, X — ele colocou uma mão no peito e outra no ar, como um juramento sério. — Feliz?

Jinx soltou um suspiro conformado e ficou em silêncio. O mesmo garoto ainda a encarava desconfiado e ela o encarou de volta com um sorriso desafiador. Ela duvidava que ele iria dizer algo sem o medo de ser fuzilado.

Ela segurou Ekko pelo pulso e o puxou para fora novamente. Ela caiu agachada e ele de joelhos que provavelmente estavam ralados. Desta vez, ela segurou a risada e o ajudou a se levantar.

— Você não é muito ágil para um viajante do tempo.

— O que você sabe sobre viajantes do tempo? — ele resmungou.

Jinx o pegou pelo pulso novamente e o guiou até a Academia Yordle de Ciência e Progresso. Era um espaço aberto com uma biblioteca pública dentre os pequenos prédios espalhados pelo espaço. Haviam alguns abertos a visitação, como se fossem um museu ou algo assim, a parte acadêmica, onde haviam estudantes humanos e yordles por aí e os laboratórios que eram estritamente fechados.

— Caramba, eles são tão pequenininhos — Ekko encarou dois yordles que conversavam sobre física quântica. Yordles detestavam Zaun, então era a primeira vez que ambos viam as criaturas ao vivo.

— Vamos procurar plantas e mapas antes que eu me perca na fofura deles — Jinx também os encarava. — Tão peludinhos...

Eles andaram até a biblioteca, que obviamente tinha uma sessão reservada apenas para informações sobre a academia. Meia-hora se foi enquanto eles procuravam, até que um barulho de explosão foi ouvido e uma enorme fumaça verde em formato de cogumelo foi vista ao lado deles. Ekko arregalou os olhos, encarando Jinx, que, como sempre, ficava eufórica ao ver explosões.

— Você fez isso? — Ekko quis saber, parecendo levemente irritado.

— A melhor parte é que eu não fiz! — Jinx deu um pulinho ao ver mais outra explosão. As pessoas começavam a correr e gritar.

Ela apenas sorria, na esperança de que houvesse mais alguém que amasse explosivos. Parecia que um yordle estava carregando suas bombas para fora e tropeçou numa pedra.

— Ziggs, o que nós conversamos sobre hexplosivos? — um yordle amarelo cabeçudo perguntou, parecendo furioso.

— Mas eu estava levando para fora... — o yordle no meio das explosões cautelosamente segurava outra bomba em suas mãos. Parecia constrangido com a situação. Ele foi coçar a cabeça e trocar a bomba de mão, mas então ela caiu no chão e mais uma explosão enorme surgiu. Jinx deu um gritinho.

— Isso é tããão legaaal! — ela deu um pulinho.

— Tudo bem, você quer conhecer o yordle dos explosivos, só fique um pouco mais longe, se não você vai morrer — Ekko delicadamente a pegou pelos ombros e foi puxando para trás.

— Ele desenhou caveirinhas nas bombas dele... isso é tão eu... — ela suspirou. — Ele é tão fofinho... eu preciso ser a mãe dele...

— Eu acho que você está apaixonada — Ekko a encarou, não parecendo compartilhar da euforia dela.

— Por favor, limpe essa bagunça antes que você atrapalhe as pesquisas de alguém — o yordle cabeçudo continuou, logo voltando para dentro do laboratório.

— Tudo bem, Heimer! — Ziggs sorriu para ele enquanto olhava para a grama que pegava fogo.

— Com licença, foi você que fez esses explosivos ? — Jinx correu até ele com um sorriso infantil. Era daquele tipo de explosivo que ela precisava!

— E-eu sinto muito, já vou limpar... — ele parecia pensar que iria levar mais uma bronca e começou a tentar apagar o fogo com seus pés.

— Eles são demais! Sério, eu nunca vi uma explosão tão colorida! — ela falava de maneira rápida e animada.

— Jura? Você gostou? — o yordle tinha um sorriso enorme.

Enquanto Jinx e Ziggs sorriam um para o outro, Ekko revirou os olhos.


Notas Finais


Ai gente eu acho muito complicado escrever no ponto de vista de doente mental, tipo, eu queria fazer a Jinx muito mais insana do que isso, mas daí fica difícil conectar com a realidade e talz mas dá pro gasto né nom
fishbones é aquela tia chata que te pergunta sobre os namoradinho na ceia de natal
ai gente eles sao tao lindinhos quero morrer
a verdade é que eu amo a caitlyn
jinx e ziggs é meu brotp sim sao lindos demais explodindo tudo
deixem aqui uma vela para o ekko segurar
adeus


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