História Troubled - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 70
Palavras 1.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigada a todos pelo apoio no primeiro capitulo, espero que gostem do segundo <3

Capítulo 2 - Inconsciente


Fanfic / Fanfiction Troubled - Capítulo 2 - Inconsciente

      Ela não sabia mais para onde estava indo, de qualquer forma não fazia diferença. Seus olhos estavam turvos a fazendo ziguezaguear pela rua movimentada. As lágrimas escorriam rosto afora, seus olhos vermelhos como se houvesse fumado várias pedras de crack. Só que dessa vez não era isso, era um sentimento novo pra ela, o qual nunca teve coragem de assumir.
      Ouve uma buzina perto, aparentemente vinda do seu lado esquerdo , que ignora como se fosse somente uma mosca chata em seu ouvido. O skate grita com a intensidade que aquela pobre garota o impulsiona, só se perguntando o que foi aquilo que tinha acabado de ver, aquela cena que nunca pensou vivenciar, ou pior, se abalar.
      O telefone toca alto só que é ignorado com sucesso. Não queria falar com ninguém, não havia o porquê.
      Aquele som que lhe era tão familiar agora passava como mais um insignificante barulho do cotidiano. Sua cabeça girava, sentindo uma pressão descomunal.
      Todos dizem que a vida passa pelos seus olhos quando esta à beira da morte. Que você é capaz de sentir tudo aquilo que se fez mais presente em certos momentos,que tudo aquilo que um dia importou pra você, volta para que possa revivê-los uma última vez. E aquele farol surgindo em meio a todos aqueles pensamentos conturbados, bem, Annie pode sentir tudo isso.
      Buzina. Luz. Pessoas gritando. Um baque ensurdecedor. Tudo a sua volta girava. Meu skate, aonde esta meu skate? Alguem se dirigia a ela. Rostos. Muitos rostos. Pessoas perguntando se ela esta bem. O que deve ter acontecido?
    — Eu estou bem. — respondia a todas aquelas pessoas. Sua perna. Não conseguia senti-la.
    — Vamos levá-la ao hospital. — Fala alguém que ela não consegue reconhecer.
      Tudo começa a ficar preto. As vozes já não são tão nítidas, seus olhos se fecham aos poucos. Uma sirene. Pessoas desesperadas. Tudo parecia tão distante, pareciam vir de outro mundo, de outra realidade. Escuro. Somente sombras, e tudo se apaga.

                                                 X.X.X

      Cores. Tudo roda como se dançassem a sua frente. Pessoas. Aquele seria Jake? Não podia, ele estava com aquela garota, aquela menina esnobe que atendeu a porta. Aquela menina que desgraçou tudo que ainda tinha de sã. Aquela garota de olhos mel e cabelos loiros que soavam tão atraentes como seu corpo escultural e sua pele impecavelmente branca.
      Tubos, muitos tubos. Uma agulha penetrava seu braço a causando aflição. Cheque se tudo esta funcionando.
      Com dificuldade move um dos braços, logo após o outro. Tenta mover as pernas só que somente uma delas corresponde ao comando. O que houve? Desespera-se recobrando a sanidade e a visão. Olha em volta e vê Jake dormindo numa das cadeiras daquele quarto estranho. Tudo era intediantemente branco. Suas vestes eram brancas. As cadeiras também. Aquilo era visivelmente o hospital da cidade. O tão aclamado Janys Drumor. Sua estrutura que abrangia uma área enorme da cidade, faziam com que todos elogiassem aquele lugar. Mas logo ela estar ali?
      Ao olhar para o lado se depara com Jake a observando, seu coração dispara ao lembrar daquela cena e sua cabeça começa a latejar.
    — Annie… — Sussura o amigo, se aproximando de seu leito. — Você finalmente acordou. — Este segura na mão dela que a puxa violentamente a afastando. — Annie…
    — Você estava com aquela garota. Eu vi, ela vestia suas roupas. Como pôde?
   — Annie,isso já passou. Faz muito tempo. — Ele já não conseguia mais segurar, as lágrimas escorriam rosto afora. Seus olhos avermelhados estavam focados em Annie, que não sabia o porquê daquilo.
    — Mentira. Calúnia. Isso foi ontem. — Esta já estava exaltada e sua cabeça latejava a cada palavra. Seus olhos vagavam de um canto ao outro parando em Jake que estava diferente do que ela lembrava.
    — Annie, você sofreu um acidente a um mês, entrou em coma induzido. Os médicos não acreditavam que fosse sobreviver.
      Seu olhar foca em Jake sem saber se ele estava falando a verdade. Como poderia? Ontem mesmo ela o tinha pegado com aquela… Foi ontem, não foi? Ela já não sabia. Seus olhos se enxem de lágrimas escorrendo pelo seu rosto arredondado. Tenta se firmar naquela cama de hospital mais sua mão escorrega a deixando cair. Seus soluços,  agora altos o suficiente para que qualquer um que também estivesse ali ouvir, soam como o som de uma triste realidade. Ela perdera um mês de sua vida, em coma, em algum plano distante e desconhecido, as pessoas a qual amava… Quais eram seus nomes mesmo ? Ela não recordava. Ela não recordava!
   — Jake, qual o nome da minha melhor amiga? — Se dirige a ele com olhar confuso. — Eu nao me lembro.
      Seus pais,bem… Eram, eram... Quem eram mesmo? Por que não conseguia se lembrar? Sua cabeça doía como se um elefante a tivesse pisoteado.
    — Kath, você não se lembra?
      Seu olhar confuso e preocupado lhe diz que isso era algo que ela precisava saber. Mas não lembrava.
   — Não…Eu só me lembro de você... Daquela loira,luzes, várias luzes, pessoas falando e logo após tudo negro .
      Alguém desconhecido para Annie adentra o quarto. Ela observa a mulher que aparenta seus quarenta anos, de pele jovem e cabelos pretos. Os olhos parecem familiares.
    — Annie!  — A mulher a abraça sorrindo. — Filha…
       Annie corresponde ao abraço sem jeito:
   — Ma...Mãe?  — Olha confusa para a mulher .
    — Sim,filha. Sou eu, não se lembra? — A mulher a encara confusa, não entendendo a situação.     — Jake, chame o médico, agora.
   — Não, eu não me lembro. — Seus olhos observam tudo em volta ainda confusa. Sua mente parecia bloqueada, não conseguia lembra-se de nada, o seu nome…Era Annie certo?
      Um homem barbudo e alto adentra o quarto vestindo um jaleco branco. Todos ali presentes o observam com rostos preocupados:
  — Minha jovem, pelo que o garoto me contou, ela não se lembra de muitas coisas.
   — Sim...
   — Teremos que fazer exames para podermos diagnosticá-lá. Mas não se preocupe, tudo há de melhorar. Agora peço que saiam para que ela descanse. — O medico sorri, se retirando da sala. Quem sabe ele não está certo? Tudo há de melhorar… Tudo.
  — Volto assim que puder filha. Esta beija a testa de Annie e uma lágrima escorre em seu rosto. O semblante da mulher se entristece,  retirando-se de cabeça baixa. Jake se aproxima de Annie timidamente assim que ficam sozinhos :
    — Você um dia vai me perdoar?
    — Não sou eu quem tenho que te perdoar. Encontre a sua redenção interior, então estará pronto pra ser perdoado.
      O garoto se retira deixando a porta aberta. Silêncio total.

                                                             X.X.X

      Annie acorda num sobressalto. Um barulho forte veio de algum lugar, a assustando. Ao olhar para a porta se depara com uma pessoa a qual nunca havia visto, mas que lhe parecia tão familiar. Seu coração dispara num ritmo descompassado, sua respiração acelera. Aquela pele negra, ela a desejava. Quem seria aquele homem que a observava? Aquele olhar... Os olhos. Grandes olhos negros.


Notas Finais


Você é capaz de perdoar?


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