História Troubled Teens - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Venom_Girl

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens D.O, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Mark, Rap Monster, Suga, Tao, V, Youngjae
Tags 2jae, Jikook, Kaisoo, Markson, Namjin, Problemas, Taegi, Taeyoonseok, Taoris, Terror, Vhope, Yoonseok
Visualizações 16
Palavras 2.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Repostando porque deu erro de formatação, ahaha ❤️😂
Bom, espero que gostem e deem suas opiniões nos comentários, beijos, mamãe ama vocês ❤️❤️❤️

Capítulo 3 - Capítulo 2- O Corpo na Floresta.


Sua cabeça latejava, como se pequenos demonios estivessem fazendo uma obra em seu cérebro, com marteladas intermináveis durante todas as manhãs. Mas como quem mora ao lado de uma obra inacabada do governo, o platinado acostumou-se com as dores, que já haviam se tornado distrativas de certa forma, desviando sua mente de pensamentos impertinentes e a guiando até um próximo gole do conteúdo agridoce queimando em sua garganta de forma tão satisfatória. Min Yoongi levantou-se com a preguiça costumeira e xingou ao sentir a pele descoberta do pé contra o chão gelado, em seguida esbarrando no frasco de vidro recém acabado da noite anterior, com seu tão amado álcool ainda fazendo presença no aroma que ao invés de deixa-lo tonto, o fazia sorrir.

Yoongi amava essa sensação, a de acordar e perceber que nem um sonho perturbador havia perturbado sua mente durante o sono, pelo menos que se lembrasse, tudo graças as pequenas garrafas com conteúdo entorpecente que conseguia em qualquer vendinha em que o caixa fosse velho e caduco o suficiente para não encher o saco com perguntas como o porque de tantas garrafas, quando seria a festa ou se tinha idade para comprar tais coisas. “Tamanho não é documento, mané”, foi o que recebeu o último enxerido que tentou se meter entre Yoongi e seu botão de escape da vida real, onde uma voz irritante e enjoada proferia palavras ainda mais irritantes e sem sentido pela casa grande, como se mandasse naquela droga toda como a rainha da China. O Min revirou seus olhos antes de virar pela primeira vez naquele dia uma garrafa do Whisky de qualidade duvidosa do mercadinho da esquina. Tão cedo e já tinha sua paz perturbada por destruidoras de lares com as cordas vocais potentes o suficiente para que quisesse ficar surdo.

Foi ao banheiro e tomou um banho quente. Sempre achou ridículo quem achava que banhos gelados resolveriam algo, para ele tudo, com exceção da bebida, deveria ser quente. Em chamas. Confortante e prazeroso, assim eram todas as coisas quentes que o corpo humano poderia experimentar e que pessoalmente, Yoongi não gostava de se privar. Hoseok costumava o irritar dizendo que o motivo de tudo isso, era sua cabeça quente e irritadinha, que atraia ainda mais chamas para si. Não é como se o platinado amasse ser chamado assim e comparado com uma tocha ambulante, mas considerava matematicamente impossível se enfurecer com Jung Hoseok.

As higienes já feitas, o Min se forçou a descer as escadas da casa grande que dividia com os irmãos, a madrasta e o pai, mesmo esse último não aparecendo nem sequer no Natal para dar um olá. Tinha de conter toda sua raiva quando o cheiro de mingau de aveia queimado vindo da cozinha invadia seus sentidos, junto da voz irritada de Yang Mi, a madrasta, tentando enfiar a gororoba pela goela de sua irmã mais nova e inocente, que não merecia ter de provar coisa tão nojenta. Encarando toda cena com sua melhor cara de tédio, seu irmão nem se permitia ouvir as palavras proferidas pela mulher, trocando-as assim por qualquer música que viesse a tocar em seus fones. Jackson já vestia o uniforme escolar, com a gravata posta de forma larga e desleixada, coisa que a dupla de irmãos não negava ter em comum.

O olhar do mais novo sobre o frasco metálico nas mãos brancas demais do irmão foi de repreensão. Nunca gostou dos hábitos de Yoongi para se livrar das lembranças ruins, mas ainda assim não o impedia, sabia o quanto o mais velho não dava a mínima para a opinião alheia e tinha seu próprio jeito de distrair a si mesmo. O chinês não ousaria se opor ao irmão nem se quisesse, seu hyung tinha poder sobre suas decisões e sabia disso, poderiam não ser a fraternidade mais única já vista, eles não eram os Kim e nem sequer andavam juntos, mas um sabia que poderia contar com o outro, guardavam angústias e segredos apenas seus e sabiam que de alguma forma, eram a única família um do outro, pelo menos se composta por alguém maior de sete anos.

Um tapinha no ombro foi o suficiente para que os dois pegassem um pacote de bolachas saíssem pela porta silenciosamente com suas mochilas, depois de proferir um beijo dos cabelos da irmã mais nova.

-Sabe que um dia você vai se foder graças a esse maldito vício, não sabe? - Jackson proferiu assim que entrou no carro, com duas bolachas já na boca.

Yoongi revirou os olhos, dando partida no carro enquanto também roubava algo do pacote cilindrico.

-Sabe que skatistas não dão a mínima para babões que os assistem andar em tábuas com rodinhas, não sabe?

Tais palavras calaram o mais novo, arrancando de si apenas uma cara feia e uma bufada, que fizeram Yoongi alternar a fraca risada com o frasco de prazer que não saia de suas mãos nem durante o trajeto de carro.

A verdade é que o platinado de sentia um lixo. Um verdadeiro pedaço inútil de bosta que ao invés de encarar seus problemas, escondía-se atrás de um líquido transparente demais para o camuflar. Tinha a mais completa noção de que sua estadia na terra não tinha um verdadeiro objetivo além de irritar professoras velhas ou rir das piadas de Hoseok. Sentia-se um lixo quando pegava os olhares frequentes de seu irmão sobre si, quando seus olhos encontravam os da madrasta ou quando deixava as lágrimas rolarem livremente pelo rosto pálido na calada da noite, mas tinha certeza de que era um quando fazia o inevitável para si e tomava mais um gole de seu remédio diário para as lembranças, quando sua garganta ardia e seu cérebro entorpecia aos poucos, em resposta a bebida, trazendo o tão esperado efeito.

-Yang Mi disse que acharam o corpo daquele garoto... - Jackson recomeçou, estendendo o jornal semanal que ganhara da madrasta - Ela acha que você pode gostar de saber sobre...

Yoongi tomou o papel em mãos com certa força ao estacionar em frente a intituição velha e nem um pouco bem cuidada pelo tempo de ensino. Qualquer ser vivo que já tivesse trocado mais de duas palavras com o platinado, sabia sobre sua fascinação por mistérios e horror, mas o mesmo não gostava da ideia de Yang Mi sabendo mais sobre si do que o nome e sobrenome, qualquer contado com a mulher o apertava o coração, esquentava a cabeça e originava u ranger de dentes involuntário.

-Eu acho que foi suicídio. - Disse enquanto lia a matéria - Mesmo que achem que alguem o matou, eu duvido muito. Talvez ele tenha se tocado de que não assustava ninguém com aquela cara de pinguim emburrada e desistido de viver, pra que lugar melhor que uma casa abandonada? De quebra já deixa uns trouxas assustados ao quadrado.

-Do jeito que morreu, acho difícil ter sido suicídio. Sabe o quanto aquela casa é sinistra, não duvide dela. - Jackson disse com última bolacha do bacote sendo enviada a boca.

Yoongi revirou os olhos, abrindo as portas do carro vermelho e estralando os dedos finos, mania que sabia incomodar o irmão.

-Você é muito cagão Jackson. Não existe nada naquela casa além de poeira e agora, sangue de adolescente em gotas. Talvez se alguns fantasmas morassem lá até fosse mais divertido, lembra do quanto gostávamos dos filmes do Gasparzinho?

Yoongi não deixou seu irmão responder. Apenas saiu do veículo a bateu a porta, sorrindo ao sentir ser abraçado por trás pelo rapaz de sorriso alegre.

     -Bom dia! - Hoseok depositou um beijo estalado da bocehcha do mais baixo.

     -É segunda feira Hobi, nunca é um bom dia - O platinado riu fraco.

     O biquinho que Jung fez, tentando amolecer o coração do amigo foi maior que seus sorrisos. Seus olhos se encontravam com os do mais baixo sem qualquer desvio durante longos minutos, o que ainda assim não fez o mais velho ceder. Sentia-se cansado, irritado, arrependido por não ter bebido mais álcool.

    Hoseok apertou sua cintura de forma carinhosa, piscando os olhinhos brilhantes:

    -Não deseja nada para mim? - O biquinho adorável não o deixava.

    Enfim, o Min suspirou, abandonando por segundos sua irritação e proferindo um sorriso, com os braços envolvendo o pescoço do mais novo. Essa era uma das coisas que Yoongi mais amava em Hoseok, ele conseguia o fazer sorrir mesmo quando sentia-se esgotado, e para isso bastava um toque.

     —Bom dia, Hobi. — Encostou seus narizes e sorriu.

    O Jung abandonou o bico e deu lugar ao sorriso novamente, não aguentaria o contrário por muito tempo.

    A típica mesa de pedra em que se sentavam era a mesma, as pessoas que aos poucos se aproximavam e sentavam-se, os babacas problemáticos que chamavam de amigos, também, assim como a conversa maçante que passava devagar e nem por um segundo, além de quando o novato de voz pornô tentou tomar seu melhor amigo, conseguiu tirar a mente de Yoongi do jornal que o irmão lhe havia dado. 

Tinham poucas informações sobre o garoto quieto de sua turma, e menos ainda sobre sua morte ou o local dela. Na cabeça do Min, aquilo tudo fazia cada vez menos sentido, assim como a maldita casa, que estava ali a mais tempo que qualquer habitante da cidade, mas ainda assim nunca teve seus mistérios revelados. Isso sempre foi algo que atraia o platinado, uma das poucas coisas que se mostravam mais interessantes que o álcool: Segredos. E disso ele entendia muito bem.

-Acharam o corpo do garoto-pinguim. - Murmurou em meio ao falatório típico da mesa, atraindo os olhares para si.

-Mais respeito com os falecidos - Seokjin murmurou com a boca cheia de comida.

O Kim de cabelos rosados não se importava - ou fingia o fzer - Com os olhares de estranhamento ou repulsa sobre si, que tão delicado como aparentava ser, poderia comer mais que um cavalo e ainda pedir sobremesa. Ele não media esforços para sentir seu estômago roncar e parar qualquer atividade, por mais importante que fosse, para um lanchinho. Nesses momentos ele relaxava, esquecia todas as preocupações de sua cabeça e apenas saboreava qualquer que fosse o manjar dos deuses que dançavam em combinação de sabores na sua língua. Isso até todo o bolo alimentar descer garganta abaixo e transformar toda a boa sensação em mais preocupações. A ânsia já era automática. Quanto mais comia, mais se culpava, e quanto mais se culpava, mais comia, repetindo assim o ciclo vicioso sem fim. A sensção de prazer era pouca, assim como sua paciência para comentários inoportunos de pivetes entediados e enciumados.

-Não se sentem curiosos? - O Min exclamou, apoiando seus dois braços na mesa - Um colega de escola misterioso e chato morre na casa onde mil segredos habitam, acham o corpo depois de um tempo e toda a informação que têm é de que ele tinha ferimentos pelo corpo e aparentava estar sozinho? Fala sério! Eu não acreditaria nisso.

Por fim, Yoongi cruzou os braços. Os ali presentes em geral mantinham sua cara de tédio, como quem dizia “Deve estar bêbado de novo para pensar assim”, mas Taehyung, Jimin e Jongin, eram exceções. A cara do Park era de completo horror, piscando os olhinhos e imaginando como deveria ser perder algum colega de forma tão brutal. Jimin nunca entendeu como algumas pessoas poderiam simplesmente não se importar com o próximo, ou ao menos se sentirem abaladas com o fato de que alguém que via todos os dias na escola, nunca mais estaria ali. Ele não entendia que o grupo de amigos e a vítima, nada tinham a ver além do branco dos olhos, e que para eles, sua morte era mais um mistério ou fonte para histórias de terror contadas ao redor de uma fogueira, do que uma perda. Poucas pessoas eram sensíveis como Park Jimin, ou pelo menos demonstravam isso.

Jongin, por sua vez, sentiu um frio na espinha. Todo e qualquer assunto ligado a morte do garoto baixinho do último ano, não o fazia bem algum e apenas piorava sua situação o fato de que nos últimos tempos, parecia ser o único assunto presente nas rodas de conversa de qualquer área da escola. Seus companheiros de time tiravam sarro, alegando nunca terem ouvido falar sobre o baixinho antes do acontecimento, o que acabou o tornando bom. Os skatistas costumavam mencionar o quão corajoso e “aventureiro” deveria ser o falecido, coisa que fazia Jongin e qualquer outra pessoa se perguntar do porquê diabos alguém usava o adjetivo “aventureiro” para tudo, como se estivesse em um desenho animado sobre uma garota cega que fala com macacos, mochilas e mapas mágicos. Já seus amigos de verdade, ou assim esperava, faziam suposições ridículas e teorias profanas sobre o local da morte e suas causas. Como sempre estranhos,

Taehyung, esse encarava Yoongi com um sorriso ladino e uma baixa risada irônica, que incomodava por demais o platinado. O Kim loiro não desviou seu olhar dos vibrantes olhos negros por longos segundos, que para o outro pareceram minutos. Sempre amou joguinhos, de qualquer tipo, amava causar surpresas, manipular os merecidos ou apenas balançar corações por diversão. Desde pequeno aprendeu essa resistência a demonstrar seus sentimentos por inteiro, ocultando tudo que pensava a menos que quisesse espalhar e tornando-se o melhor mentiroso que qualquer um poderia conhecer. Confiante, ágil e mentiroso, essas são três das palavras que qualquer um que conhecesse o garoto com mania de mostrar a língua diria para o definir. O que eles não sabiam, é que sua parte real, a da mentira, na verdade cobria o seu verdadeiro eu e o protegia dos demônios que a qualquer momento poderiam vir e o fazer desabar em choro. V, o garoto de lábia mentirosa que não perdia uma chance de balançar corações e conquistar, fazer e dizer o que bem entendesse, na verdade escondia Kim Taehyung, o garoto frágil, sensível e com saudades do que um dia foi seu.

  -Você fica adorável bancando o detetive irritadinho... - Apoiou o queixo nas mãos, o olhando com um sorriso ladino.  

     Yoongi apenas revirou os olhos e ignorou. Taehyung não estava nem a dois dias na escola e já havia ultrapassado todos os seus limites.

      -Deveríamos investigar. Pode ser a única coisa interessante que acontecerá em nossas vidas! 

      -As vezes eu acho que deveria parar de comer - Jin começou - Mas ai eu paro e penso: Nhee, isso é ruim. Assim como sua ideia.

    O resto da mesa concordou, dando risada da piada mal feita do mais velho. 

        -É, e suas piadas também. Vocês são tão medrosos, parecem um Hoseok. Sem ofensas, querido.

    O platinado bufou, se levantando. Se seus amigos  não eram corajosos ou divertidos o suficiente para fazer algo interessante a respeito o pinguim falecido, ele mesmo faria. Sozinho.



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