História Troublemaker - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Ashley Benson, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Encrenca, Jelena, Justinbieber, Selenagomez
Exibições 353
Palavras 2.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Effects.


Selena Gomez Point Of View

— Você está bem mesmo? — distinguo a voz de Vanessa, sendo proferida em um tom alto, em meio à música agitada que preenche toda a extensão do local escuro. 

— Estou ótima. — asseguro-a, levando mais uma vez o gargalo da garrafa aos lábios, sinto em seguida o líquido transparente arder ao passar por minha garganta, contudo, a leveza que este traz ao meu corpo é reconfortante.

Sem dar atenção à um possível protesto da morena, percorro o caminho até a pista de dança, onde movo-me sem pressa, apreciando o embalo que a melodia me carrega a cada batida. Gradativamente, o objeto em minhas mãos tem seu peso diminuído pelo conteúdo sendo ingerido em meu corpo com rapidez. Enquanto tento esvair todos os meus pensamentos turbulentos, vez ou outra, sou pega desprevenida pelo meu próprio cérebro.

Há alguns dias, as mesmas palavras ainda persistiam em ecoar diariamente, trazendo-me o mesmo desconforto que me fora causado na primeira vez que foram proferidas. A parte mais sensata de mim deseja ignorar, entretanto, a menor e mais instável, acumula o sentimento de desgosto próprio. É isso o que sou, afinal? Apenas uma mulher egocêntrica? Pergunto-me, como querê-lo poderia me tornar alguém fria se eu estive passando constantemente por cima do meu orgulho para conseguir o seu perdão. 

Onde eu estive errando?

O último gole na garrafa de vodca sentencia o fim da noite e da minha redenção. Dolorosamente, a reflexão concreta do que estou diante me atinge, agredindo todas as fibras do meu corpo. Talvez eu não esteja fazendo algo errado, de todo modo. Isto é apenas a verdade sendo arrastada em minha face. Justin não me ama. 

[...]

Não reconheço de qual temporada pertence o episódio de Os Simpsons que é exibido na minha TV, contudo, este entretém total atenção da mulher, que até mesmo havia parado de mergulhar sua colher de alumínio no pote de sorvete. Estico-me no sofá, sobrepondo as minhas pernas no colo de Vanessa, ela não parece se incomodar.

Algumas grandes quantidades da substância cremosa são direcionadas à minha boca, resfriando todo o meu corpo ao passar pelo canal da minha garganta. Por detrás das persianas esvoaçantes, a porta da sacada está aberta, permitindo-me enxergar o dia nebuloso que se faz neste sábado. O céu está subjugado à uma cor acinzentada, prejudicando a iluminação natural dada às ruas da cidade.

O som de uma das falas do Bart é cortado pelo volume da campainha que se espalha por todo o apartamento. Vanessa e eu nos entreolhamos, decidindo mentalmente quem deverá se desfazer da posição confortável no estofado fofo para ir até a porta.

— Não deve ser importante. — suponho com manha, descartando a possibilidade de livrar-me do acolho do edredom.

— Eu acho que é a Ashley. — avisa, entretanto, não é algo que acabe me motivando. — A casa é sua.

— Como ela sabe que você está aqui?

— Enviei uma mensagem à ela.

Sorrio de maneira triunfante, notando que o meu argumento não poderá ser rebatido.

— Então a responsabilidade de atendê-la é toda sua.

A morena reflete uma resposta por alguns segundos, entretanto, se da por vencida e empurra as minhas pernas para o chão, posteriormente, põe-se de pé e caminha até a porta.

— Quer dizer que as mocinhas foram para balada ontem e não me convidaram?

A loura adentra ao apartamento, repousando as mãos na cintura e, de modo questionador, intercala o olhar entre nós.

— Era a noite das garotas solteiras. — Vanessa explica, devido à irritabilidade camuflando o ciúme evidente na Benson, esta que detesta ser descartada.

— Eu ainda sou solteira. Legalmente. — argumenta, desfazendo-se da alça de couro da bolsa pressionando seu ombro direito.

Ao largar o objeto em um canto qualquer, ela corre até o sofá no qual me encontro e impulsiona seu corpo contra o mesmo, posteriormente, abraçando o meu corpo.

— Por que você esteve me evitando à semana inteira? — suas grandes esferas azuladas fixam-se em meu rosto à procura de alguma falha na minha expressão indiferente.

— Eu não te evitei. Só estive ocupada.

Fortaleço o contato visual para firmar o que alego, socando-me internamente por descontar na minha melhor amiga um problema que nem eu mesma conseguiria explicar.

— Você nem se despediu de mim na festa, foi embora com o Charlie sem falar nada...

— Hm, eu nem imagino o que ela possa ter ido fazer. — Vanessa comenta com malícia e, logo está ocupando o espaço vago no sofá.

Sinto-me encurralada pelo par de faces curiosas que me interrogam no silêncio.

— Não, eu passei mal e pedi para ele me trazer em casa. Foi apenas isso.

— E por que não saiu pra almoçar com a gente, na quarta? — a loura torna a questionar-me, devido à minha instabilidade.

— Porque eu já tinha marcado com o Charlie.

— Vocês trabalham no mesmo prédio, podem almoçar juntos todos os dias.

— Agora é diferente...

— Diferente, como? Você irá trocar os seus amigos por ele?

— Ashley, você está com ciumes do meu ficante? — num tom um pouco mais ameno do qual ela havia proferido sua última pergunta, permito que a minha surpresa com sua reação flua por todo o ambiente.

— Não, claro que não. — ela suspira longamente. — Eu só estou te achando estranha, fiquei preocupada, apenas isso. Ele pode ser um psicopata que está de obrigando a fazer coisas enquanto ameaça a sua vida. Eu me sentiria uma burra se algo acontecesse debaixo do meu nariz e eu não percebesse.

— Benson, eu já falei que você não deveria assistir Criminal Minds e coisas do gênero, você sabe que fica impressionada! — Vanessa ralha, fazendo com que ela ria.

— Hey! Vamos à Mammoth Lake no feriado? Chaz convidou todo mundo.

— Ah, não posso. Eu terei que ir para a casa da minha mãe. Ela ainda não me perdoou por ter passado o dia de ação de graças do ano passado com o meu pai.

Observo a conversa paralela que é iniciada, mantendo-me em abstenção de opiniões. Eu não teria alguma para dar, de todo modo. Contudo, a minha falta de atenção no assunto não demora à ser notada, logo enxergo os dedos finos de Vanessa estralarem à minha frente.

— E você? Vamos?

Acabo não obtendo sucesso em disfarçar a minha hesitação, mantenho o foco nas imagens multicoloridas da tv, enquanto idealizo uma desculpa plausível para fugir dessa situação. 

— Ah, eu não sei...

— Nem começa, Selena! Você não tem uma boa desculpa, eu sei muito bem que não irá até o Texas ver os seus pais!

Incapaz de formular alguma resposta rápida e incontestável, dou-me por vencida e arrisco perguntar o que me aflige em relação à essa viagem, rezando para que não seja mal interpretada. 

— Quem irá conosco?

— Ryan e Chaz.

— Só? O Justin não vai?

— Não.

O suspiro aliviado que escapa dentre os meus lábios é incontrolável, algum peso parece ser retirado do meu corpo e eu me permito sorrir um pouco.

— Ah, então tudo bem.

— Por que você fez isso? — erguendo uma sobrancelha, a loura indaga desconfiadamente. Engulo o seco, odiando-me por ter deixado transparecer uma reação tão óbvia. 

— Isso o que? — desconverso, forçando o timbre inalterado da minha voz.

— Esse suspiro que só damos quando o cara fedido sai do nosso lado no ônibus. 

A gargalhada que provém da morena ao meu lado distrai-me por algum tempo, submeto-me à uma risada falsa em tentativa à uma aliviação do clima tenso que se propaga. 

— Aconteceu algo entre vocês?

A dúvida se eu deveria, ou não, omitir o acontecimento da festa preenche os meus pensamentos, levando-me à crer que a vergonha pelo o que me foi dito acaba me assombrando de alguma maneira. Entretanto, Ashley e Vanessa permanecem fitando-me com curiosidade, à espera de algum relato.

— Não, eu...

— Aconteceu algo sim! — Ashley deduz, apontando o seu dedo indicador em minha direção. — O Justin sumiu por um tempo e você também! Logo depois você foi embora e ele apareceu de um jeito muito estranho... Ai, meu Deus! Marie, eu não acredito que você transou com ele!

— NÃO! Pare de ser louca, Benson!

— Então o que aconteceu?

Explicá-las o sentimento que esteve habitando em mim nos últimos dias seria como resolver a equação mais complexa que já existiu. Vez ou outra, ainda pego-me refletindo se as palavras de Justin não foram fruto da minha imaginação, visto que, em todo o tempo em que nos conhecemos, ele nunca havia sido tão rude comigo. Talvez esse tenha sido o motivo do meu choque e o posterior choro patético que se multiplicou pelo resto da noite, causando um inchaço incômodo em meu rosto.

— Nós tivemos uma briga, nada além disso. — falo brevemente e torço para que o meu desconforto seja tão contagioso que elas não deem importância em prosseguir com o assunto.

— Uma briga? Como isso aconteceu?

Recuo o meu corpo para baixo, sentindo-me extremamente inferior e subjugada à pergunta de Vanessa.

— Eu não quero falar disso. Mas eu já entendi que ele não irá me perdoar e eu decidi que não forçarei mais a barra. É a decisão dele e eu aceitarei isso.

Oculto toda a mágoa espessa em minha fala, deixando a indiferença esvair-se. Logo, inicio outra conversa, dando por fim à este caso. 

 

Justin Bieber Point Of View

— Como assim "não"? — questiono, a minha incredulidade craveja o ambiente.

— Não, Justin. É a minha resposta.

Acabo soltando uma risada sarcástica perante à sua resposta desinteressada, evidentemente desconsiderando todo o meu entusiasmo com a proposta.

— Eu posso saber o porquê?

— Eu tenho que trabalhar.  — de maneira plana, seu timbre soa altamente decidido e impermeável. Ultrapassando o meu corpo, a loura segue à outro cômodo e eu acompanho seus passos, ainda insatisfeito com o suposto final da nossa conversa.

— São só dois dias, o que custa você sair um pouco dessa sua bolha de trabalho? — insisto em um gesto birrento e consigo ouvi-la bufar ao adentrarmos na sala.

— Dois dias são quarenta e oito horas perdidas de estudo que podem salvar ou condenar a vida de alguém, você consegue entender isso?

— Você está o tempo inteiro trabalhando, não pode se dar ao luxo de passar dois dias comigo?

— Justin, a minha resposta é não! — com a alteração de sua entonação vocal, o irritabilidade se torna perceptível em suas íris esverdeadas e flamejantes. — Além disso, eu sempre faço as suas vontades, será que você pode aceitar a minha decisão pelo menos uma vez?

— Ah, claro! As minhas vontades que não ultrapassem dez quilômetros de distância da nossa casa. — debocho, criando uma questão que, de fato, eu não gostaria. — É um feriado, Natalie! E você prefere ficar enfurnada no escritório trabalhando do que viajar comigo!

— Estou lhe dizendo que eu não irei. Já que faz tanta questão, por que não vai sozinho?

Conhecendo-a tão bem, tenho total consciência de que sua frase fora mais uma daquelas sem fundamentos, que proferimos apenas na emoção do momento. Entretanto, devido à minha falta de paciência e compreensão, acato prontamente à sua sugestão e, em passos largos, dou meia volta e sigo ao andar superior.

— Ótimo.

[...]

Recolhendo algumas peças essenciais para serem postas na mala, a culpa dá indícios de que possa se abranger em meu peito, esta que é rapidamente oprimida pela raiva que ainda nutro da minha esposa. Embora que deseje tê-la comigo, me recuso a ficar implorando-a algo que não deveria ser repensado pela mesma. Apesar de toda a sua atenciosidade, Natalie continuamente põe seu trabalho à frente do nosso casamento, o que acaba deixando-me deveras aborrecido. Talvez seja fruto de algum egoísmo da minha parte, porém, não é como se tal não viesse dela também.

Aleatoriamente, checo a caixa de mensagens e, ao vê-la vazia como estivera todos os dias, bufo com frustração. Eu repudio integralmente a angústia que surge vez em outra em minhas fibras, contudo, os pensamentos que me levam diretamente à latina são indomáveis. A mesma que não havia deixado nenhuma ligação ou, se quer, uma mensagem boba com algum emoji em meu celular. Algumas horas após a festa, mantive a minha estabilidade perante ao que foi dito por mim de maneira tão natural, entretanto, não poderia imaginar o modo efetivo que estas fluiriam.

Liberto dos vestígios da ira e do monstruoso - eficientemente reprimido - ciúme, reflito com mais clareza o poder de minhas palavras e, por alguns momentos, até arrisco à me arrepender de algumas delas. Aparentemente, Selena havia obedecido ao meu pedido de se afastar e, de alguma forma, me sinto intrigado com isso. Desta vez, nem mesmo a parte sensata se dispôs a fazer presença, agradecendo pelo sumiço da morena. Apenas o receio de ter sido tão impactante à ponto de magoá-la esteve ocupando algum espaço em meu corpo. 

Incontestavelmente, a sombra da preocupação surgira a cada vez em que não pude encontrar algum sinal de vida de Selena, contudo, esta nunca seria mais corpulenta do que o orgulho encobrindo os meus sentimentos. 

Pela última vez, confiro que nada mudou na tela levemente iluminada e, ao deslizar o polegar pelo número fixado na cor preta, constato que sinto vontade em apertar a tecla de discagem. Eu só quero ouvi-la rir de algo, mesmo que seja de mim ou por um mísero segundo. E, merda, eu sinto falta dela.

 

Flashback

Pendo a cabeça para trás, obrigado a ser um mero espectador da cena preocupante. Seu corpo é protegido com tecidos leves demais para a baixa temperatura da noite e, sob seus músculos frágeis, noto a inconsistência nos movimentos que fazem. A feição está concentrada, sobrancelhas são enrugadas à todo instante e os lábios permanecem presos entre os dentes, apesar disto, não me sinto menos em alerta por assistir Selena tentando descer de seu quarto pelo tronco de uma árvore. 

— Sel, desista disso, volte para o seu quarto e amanhã nos vemos. — peço, da forma mais encarecida que encontro de convencê-la. 

— Não, eu não irei voltar, Justin! Os meus pais estavam loucos de não me deixarem sair com você. — ela protesta, escorando suas costas entre um caule e outro. Suas mãos estão agarradas à um galho, porém, já dão indícios de fraqueza.

— Não seja louca! Você vai acabar caindo e se machucando. — argumento em meu último fio de desespero. 

— Mesmo que eu caia, você estará ai embaixo para me segurar. Agora cale a boca, antes que você acorde os meus pais.

Embora sua imprudência me cause indignação, não evito que um sorriso se alargue em minha face, tanto por sua confiança em mim, quanto por sua determinação admirável. Selena nunca fora uma garota maleável, contudo, quando algo era posto em seu subconsciente, não sairia de lá até que seu desejo tivesse sido cumprido. 

A coragem da autenticidade é uma das maiores virtudes do ser humano, afinal.

Entre um escorrego e outro, esbarrões que, provavelmente, acarretaria em alguns avermelhados e arranhões em sua pele clarinha,  ela chega à metade do tronco e seu percurso é finalizado por meus braços que seguram-a firmemente até colocá-la em solo firme. 

A morena envolve a minha nuca, beijando-me brevemente com o gosto de pasta de menta. 

— O que nós faremos agora? — sussurro, incapaz de produzir alguma distância entre os nossos corpos mornos. A pele de Selena parece mais macia em alguma proporção e meus dedos acabam fazendo círculos contínuos nesta.

— Você está de carro.

— E dai?

Meus ombros são empurrados com leveza e, posteriormente, redirecionados à calçada onde o Dodge Challenger está estacionado.

— Vamos para algum lugar!

— Para onde você quer ir?

O sorriso que toma forma em seus lábios deixa-me extasiado à ponto de não produzir uma reação imediata ao que ela diz.

— Para onde você quiser me levar, capitão.

Estático, permaneço na mesma posição por alguns segundos, até ouvir a porta do passageiro sendo fechada, indicando que a morena já havia entrado no carro. 

Sorrindo de maneira abobalhada, faço o mesmo e, ao olhá-la de soslaio, vagueio em pensamentos sentimentais sobre a mesma. Deus, eu amo essa garota.

 

"E eu estou preso com meus pensamentos em você e sua memória. E como toda música me lembra de como costumava ser." - Ne Yo.


Notas Finais


That's all folks!

OI GALERINHA DO MAL! Como estão?
Antes de tudo, quero me desculpar NOVAMENTE por erros, pois não revisei o capítulo. Na verdade, o escrevi correndo agorinha, estou tentando postar toda quarta e domingo, como podem perceber, para adiantar um pouco mais o processo.

Bem, eu li todos os comentários de vocês e, como estamos em uma democracia, a maioria optou que a fanfic tenha capítulos maiores, ao invés de uma quantidade normal de palavras, porém, um número superior de capítulos. Mas, não pensem que isso irá encurtar a estória. É só até chegarmos ao ponto principal que vocês tanto desejam, nem preciso dizer qual é, né?

E, já deixo avisado que POSSA HAVER alguma surpresinha antes do domingo. Aguardem.

É só isso mesmo, obrigada à todos os comentários lindíssimos de vocês e façam mais destes pois eu sou carente da opinião de vocês, falo mesmo.

Até o próximo! Um beijo e um queijo! ❤


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