História Troublesome Life - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Personagens Edward Newgate "Barba Branca", Monkey D. Luffy, Portgas D. Ace, Sabo, Shanks, Trafalgar D. Water Law
Visualizações 85
Palavras 7.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shounen, Slash, Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ok, esse capitulo ficou grande mesmo... Mas eu não queria cortar ele em dois, então vai ficar assim mesmo. Espero que gostem!

Capítulo 15 - Correntes


---- 9 anos ----

Luffy estava olhando por uma das janelas do navio, vendo as bolhas de Sabaody que subiam do chão e estouraram no céu com melancolia. Assim que chegaram até o navio, vários serviçais o pegaram e o levaram para um banho. Não se incomodam que ele a água fazia mal para ele e o afundaram em uma banheira. Usaram escovas duras para esfregar a sua pele até que ficasse dolorida e avermelhada. Quando finalmente o banho terminou, colocaram ele em um vestido que parecia daquelas bonecas de porcelana que ele via nas lojas de brinquedo. Mesmo gritando que era um menino e que não queria usar aquele vestido desconfortável foi ignorado. Assim que estava pronto e começaram a o arrastar para o quarto percebeu algo importante

“Meu chapéu! Ele é meu tesouro! Preciso cuidar dele, eu prometi!” Falou para o homem que o estava levando. Esse fez uma careta de desgosto

“Lady Charlotte não vai aceitar que uma de suas bonecas use um objeto tão sujo quanto aquilo. Vamos jogar fora. Se for boazinha talvez Lady Charlotte te de um outro chapéu” Luffy arregalou os olhos e começou a se contorcer, tentando se soltar e voltar para onde seu precioso chapéu de palha estava.

“NÃO! Eu quero o meu chapéu! Foi Shanks que me deu! EU QUER…” Foi interrompido por um chute que o jogou para frente. O servo o levantou e por um segundo Luffy pensou que ele estava verificando se o menino estava bem, mas na verdade só estava checando se o vestido não estava sujo.

“Escuta aqui pirralho, você agora é um escravo! O que você quer ou deixa de querer não importa mais. Você é uma das bonecas da Lady Charlotte e vai fazer tudo o que ela quiser ou sofrerá as consequência” Começou a torcer o braço do menino quase o bastante para quebrar. Como Luffy estava usando pulseiras de kairoseki seus membros não eram mais de borracha e estavam começando a doer. Luffy não respondeu, mas o servo se deu por satisfeito, soltando o braço e continuando o seu caminho até o quarto da Tenryuubito

Jogou Luffy lá dentro e trancou a porta com a chave. O menino se levantou e olhou em volta. Era um quarto bem feminino, cheio de bichinhos de pelúcia e tinha uma cama enorme no meio. Procurou alguma saída, mas não achou nenhuma. Não que isso importasse enquanto não tirasse aquela coleira, ela explodiria no momento que percebessem que ele fugiu. Suspirou e olhou para a janela que dava para fora do navio. O sol começava se pôr e as bolhas pareciam ainda mais brilhantes, refletindo um tom dourado e bonito conforme subiam até o céu. Será que nunca mais ia poder brincar com elas de novo? Suspirou pensando em Sabo que foi levado por aquele seu pai horrível e Ace sendo vendido para algum outro nobre nojento. Estava pensando na sua família quando ouviu a porta abrir e viu a Tenryuubito entrar. Tremeu quando viu o olhar de superioridade e malicia da mulher. Isso não era bom.

----/----

A alguns quilômetros dali Sabo também estava em uma embarcação, mas não tinha uma janela para olhar. Tinha sido jogado em uma cela nos fundos do navio e a única iluminação que tinham eram as lamparinas que tinham no corredor da prisão. Seu pai o tinha colocado ali para que não pudesse fugir.

“Não vou deixar você solto pelo navio, você já fugiu 2 vezes e eu não vou deixar isso acontecer de novo. Quando estivermos em alto mar vamos soltar você, mas só se você se comportar!” e saiu deixando o loiro para trás, que segurava as barras da cela como se quisesse que fosse o pescoço de seu pai.

Não tinha como escapar dali sem ajuda, não tinha nada para abrir a cela e tinha visto duas pessoas vigiando a saída. Sabia que o navio não ia partir imediatamente, já que preparativos estavam sendo feitos, mas sabia que não ia demorar muito para que eles partissem.

Tirou sua cartola e pegou o Vivre Card dos seus irmãos. Olhou para eles e franziu a testa de preocupação. Eles estavam apontando para lugares diferentes, isso significava que estavam separados. Sabia que a situação de seus irmãos era pior que a sua, afinal eles iam ser vendidos como escravos para algum nobre nojento. Torcia para que sua família os resgatasse antes que o pior acontecesse.

Pegou o Vivre Card de Oyaji e o segurou com força. Esse papel passava uma sensação forte por causa do grande poder que o seu dono possuía. Talvez alguns achassem essa sensação opressiva, mas Sabo a achava relaxante. O fazia lembrar das histórias que o velho capitão contava depois da janta, quando todos se reuniam no convés para ouvir. Luffy geralmente pegava no sono no meio das histórias e Ace era atacado por sua narcolepsia, mas Sabo escutava todas elas no início ao fim com toda a atenção que podia juntar.  A voz do Barba Branca era calma e fazia parecer que tudo ficaria bem, não importasse o problema. O capitão tinha se tornado a figura paterna que Sabo nunca tinha tido de verdade e o menino estava grato por isso do fundo do seu coração. Era bom ter uma família que o amava pela primeira vez.

Sabo segurou o papel com força e mesmo sabendo que não ia adiantar nada, fez um pedido. Pediu para que Oyaji salvasse Luffy e Ace e depois viesse o salvar. Poderia aguentar alguns dias com a sua antiga “família”, mas não se perdoaria se seus irmãos morrerem por sua culpa. Uma lagrima solitária correu pelo rosto do loiro, mas ele logo limpou. Não ia demostrar fraqueza na frente daquelas pessoas. Assim que terminou a sua prece ouviu a porta da prisão se abrir e alguém se aproximar. Rapidamente escondeu os papéis de volta no chapéu e o colocou. Não ia deixar que tomassem uma das poucas chances que tinha de voltar para a sua verdadeira casa.

Franziu o cenho ao reconhecer Stelly, o menino que seu pai tinha adotado quando pensou que estava morto a primeira vez. Fazia três anos que não o via, mas o garoto de 10 anos parecia que continuava sendo o mauricinho mimado de sempre

“Parece que você voltou dos mortos mais uma vez, idiota. Eu tinha certeza que você tinha morrido no incêndio no lixão daquela vez, mas parece que você tem mais vidas que um gato de rua” falou Stelly com um sorriso de escárnio no rosto. Sabo o ignorou abaixando a aba da cartola, não tinha vontade de lidar com nobres metidos a besta agora. “Bem, mas uma vez você volta e estraga tudo. Íamos ficar mais 2 dias aqui e eu estava ansioso para ir no leilão de escravos. Finalmente íamos conseguir comprar alguns, mas o pai resolveu gastar o dinheiro para sequestrar você, um inútil. Agora vamos sair ao anoitecer. Preferia que ele tivesse deixado você com os selvagens que estava, mas ele não ia me escutar mesmo…”

Sabo pensou um pouco e deu um meio sorriso. Já que estava aqui ia infernizar a vida de sua “família” mais um pouco. Se levantou calmamente de onde estava sentado e se aproximou das grades, onde Stelly estava. Não era possível ver seus olhos, apenas sua boca que trazia um sorriso com todos os dentes.

“Hey, Stelly. Quer saber como eu cheguei até aqui? Como um idiota selvagem como eu conseguiu chegar até metade da Grand Line sozinho?” Perguntou com uma voz amigável, como se quisesse puxar papo. O garoto mais jovem ergueu uma sobrancelha

“Devo admitir que estou curioso. Chegamos aqui atravessando o Calm Belt com ajuda da marinha, mas é impossível para um pé rapado como você tenha conseguido autorização para isso”

“Você está certo, eu não atravessei o Calm Belt com a marinha…” Aproveitou que o outro estava distraído e puxou a gola de sua roupa, o trazendo para bem próximo do seu rosto, somente as grades entre os dois “ Eu vim com piratas sanguinários que comem mimados como você no café da manhã” Seu sorriso aumentou ainda mais ao ver o desespero no olhar do outro “Sabe, eu tive sorte de me juntar a um bando que cuida muito bem de seus companheiros. Quero saber quando tempo vai demorar para que eles venham atrás de mim e afundem o barco com você e a nossa “família” junto… Vai ser bem divertido de assistir”

“M-mas temos escolta da marinha! Eles não vão conseguir” Respondeu Stelly já tremendo

“É mesmo? Quantos navios de guerra estão acompanhando essa embarcação? 9? 10?”

“Só um” Tremeu mais ainda quando ouviu a gargalhada de Sabo ecoar por toda a prisão.

“Só um? Oyaji derrota um navio desses com um estalar de dedos. Uma pena que não ver uma batalha e sim um massacre. Quer apostar quanto tempo eles vão durar? Eu aposto em menos de 3 minuto se o meu capitão estiver indisposto” Stelly negou com a cabeça com rapidez. “Talvez eu peça para Oyaji manter vocês vivos, vai ensinar a lição que ninguém nunca esquece” Soltou o menino no chão, que caiu por estar com as pernas trêmulas. Olhou para Sabo assustado.

“Q-Qual lição?” Sabo se afastou das grades e tirou seu casaco tranquilamente, como se estivesse acabado de chegar e ia colocar o casaco no cabide. Olhou diretamente nos olhos do outro menino, que tremeu mais ainda

“Não mexa com os piratas do Barba Branca” e virou de costas, mostrando o símbolo da bandeira de pirata mais forte do mundo nas costas de sua camisa. Stelly ficou branco e não conseguiu se mexer por alguns segundos, até que recobrou as forças e saiu correndo e chorando dali. Sabo deu uma risada enquanto colocava o casaco de volta, isso ia dar uns bons pesadelos para o moleque.

Sorriu ao pensar na marca na camisa. Oyaji sempre pedia para que seus tripulantes carregassem seu símbolo em algum lugar do corpo, mas dizia que as crianças eram jovens demais para fazer isso ainda. Então Izou tinha costurado vários símbolos nas roupas dos meninos, que usavam com orgulho sempre que podiam, só evitando usar em ilhas que não estavam com a proteção do Yonko, para que não fossem perseguidos e se incomodassem por causa disso. Sabo sempre usava o símbolo em baixo do casaco, para caso que precise pedir ajuda para algum aliado do Yonko.

“Ou assustar algum idiota” pensou enquanto sentava de novo e tentava tirar um cochilo. Esperava que viessem o resgatar logo.

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A noite tinha chegado no arquipélago. As bolhas, que durante o dia eram de todas as cores e no anoitecer ficavam douradas como ouro por causa do pôr do sol, agora estavam prateadas, refletindo a luz da lua cheia. Havia poucas pessoas perto de onde estavam os navios dos Tenryuubitos, somente alguns servos e escravos carregando e descarregando coisas dos navios. Um deles saiu de um dos quatro navios que estavam ancorados, levando o lixo para fora.

Assim que chegou onde ficavam as grandes lixeiras da ilha deixou a lata que estava levando lá, mas antes de ir embora percebeu uma coisa. Em cima de todo o lixo tinha um chapéu de palha velho, mas bem cuidado. O pegou interessado, porque alguém teria algo assim no navio dos Tenryuubitos? Não era o estilo deles. Olhou bem o chapéu e percebeu alguns papéis escondidos na fita vermelha que o envolvia. Antes que pudesse tirar os papéis dali sentiu uma coisa pontuda tocar as suas costas e uma mão tapar a sua boca

“Me escute com atenção. Eu vou fazer algumas perguntas e você vai responder. Se tentar fazer alguma gracinha eu vou cortar a sua garganta e você vai estar mortinho antes da ajuda chegar, entendeu? ” Perguntou uma voz feminina atrás de si. O homem só concordou com a cabeça “Ótimo. Agora, me diga, onde achou esse chapéu?” Tirou a mão da boca dele. O servo ficou confuso. Por que um bandido perguntaria sobre um chapéu? Demorou um tempo para pensar e foi apressado ao sentir uma pontada nas costas

“N-N-No lixo dos Tenryuubito”

“Esse lixo veio de qual navio?”

“D-do navio da Lady Charlotte, é o primeiro a esquerda”

“Me conte mais sobre ela… Onde ela mantém suas bonecas?”

“P-Por que você q-quer saber sobre isso?” Perguntou em um rompante de coragem, que logo se desfez quando sentiu a faca fazendo uma pressão maior na sua pele “E-ela mantém em seu quarto, no primeiro andar da popa do navio.. Isso é tudo que eu sei”

“Isso já ajudou o bastante, obrigada. Agora, por gentileza, passe o chapéu para mim”

“O-o chapéu?”

“Eu gaguejei?” Perguntou, mais uma vez fazendo pressão “Sim, o chapéu de palha” o homem então passou o chapéu sem olhar para trás. A pressão sumiu e quando virou não viu ninguém lá.

“Que estranho…” Olhou em volta e então deu os ombros. Talvez trabalhar com os Tenryuubito o estava deixando maluco. Foi embora sem perceber as duas figuras que observavam de cima de um prédio

“Primeiro navio a esquerda, quarto no primeiro andar na polpa, no quarto onde a Tenryuubito dorme. Luffy deve estar lá” falou enquanto segurava o chapéu. Passou para seu companheiro, que assentiu com a cabeça pegando o objeto com carinho

“Muito bem, Haruta. Ligue para os outros, é hora de colocar o plano em ação, Yoi”

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Luffy estava dolorido e irritado. Aquela mulher era maluca! Queria que ele ficasse totalmente parado enquanto ela mexia com ele como se fosse uma boneca. Passava maquiagem nele, colocava e tirava perucas, vestidos e sapatos. Isso não seria tão ruim se ela não batesse nele toda vez que ele se mexia ou fazia qualquer som. Ela o beliscava e puxava esperando alguma reação, e quando o menino se afastava por instinto ou soltava um pequeno gemido de dor ela usava uma vara de ferro para o castigar. Queria fazer o garoto chorar e gritar, mas Luffy não deu esse gostinho para ela. Os golpes doíam, mas não eram fortes como os que o menino estava acostumado nas lutas e treinamentos.

“Você é mais forte que as minhas bonecas anteriores, muito bom” Sorriu satisfeita enquanto o garoto olhava para ela de volta com raiva. Pegou a bochecha dele e puxou o máximo que conseguia, mas menino não reagiu, mesmo sentindo a por causa da pedra do mar. “Vai ser tão divertido te quebrar, bonequinha. Pena que não trouxe o ferro de marcar comigo dessa vez, mas mal posso esperar para chegarmos em Mariejois, vai ser tão bonito ver você recebendo a minha marca” Luffy tentou não tremer depois de ouvir isso, já conhecendo a história da marca dos Tenryuubitos. A mulher percebeu que o menino tinha tremido e deu mais uma pancada com a vara, com força suficiente para que ele caísse no chão. “Pena que eu não trouxe meus outros brinquedos. Adoraria usar minhas facas em você, bonequinha” Deu mais uma risada maliciosa “Vá pro seu canto e não faça nenhum barulho para me acordar, senão você vai sofrer as consequências! Se for boazinha talvez eu deixe você comer amanhã” Apontou para um gaiola que tinha no canto do quarto. Luffy acabou entrando nela por não ter o que fazer, era aquilo ou passar fome. Foi trancado lá e a chave pendurada na parede, longe de seu alcance. Charlotte apagou a luz e foi dormir, deixando o menino no escuro e sozinho.

Luffy se encolheu o máximo que conseguiu e começou a chorar o mais baixo que pode. Estava sozinho e preso. Também estava com fome e machucado, mas essas coisas não significam nada perto do que sentia ao pensar que nunca mais veria a sua família novamente, que ficaria preso pelo resto da vida sem poder realizar seus sonhos. Não tinha medo da morte, mas não era assim que queria morrer, não desse jeito…

Estava quase pegando no sono em meio às lágrimas quando uma grande explosão aconteceu. Fazendo com que todos do navio acordem assustados. A Tenryuubito parecia furiosa

“Quem se atreve a me acordar do meu sono de beleza? Aposto que é mais um escravo idiota tentando escapar” foi voltar a dormir, mas outra explosão aconteceu, seguida de mais duas. Uma porta se abriu

“Lady Charlotte! Os navios estão sendo atacados!” Um servo gritou avisando a nobre, que levantou com pressa colocando um robe

“Então vamos logo! Me tire daqui! Quem está nos atacando?” Perguntou, fazendo com que o servo hesitasse “Me responda, seu plebeu insolente!”

“São… os nossos próprios navios”

“O QUE?”

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O plano de Marco tinha sido inteligente, Thatch tinha que admitir. Às vezes a galinha azul tinha algumas ideias boas.

Tinham que resgatar Luffy e Sabo. Não podiam demorar para resgatar o menino menor das garras a terrível mulher, mas se fizessem isso iam ser atacados por um almirante da marinha. Obviamente podiam lidar com isso, mas não sem baixas e ia acabar demorando muito, o que faria com que Sabo ficasse mais longe. Se resgatasse Sabo antes, Luffy podia acabar morto ou pior, preso na terra sagrada para sempre, condenado a ser escravo pelo resto de sua vida.

Então, Marco veio com a ideia: vamos fazer um ataque falso e sequestrar Luffy. Ninguém entendeu até que ele explicou. Haviam 4 navios dos nobres ancorados no porto naquele momento. Selecionou oito tripulantes do bando que tinham uma aparência mais “decente” e os disfarçou de servos do navio. Foi difícil sequestrar 8 pessoas que tivessem o mesmo tamanho que os piratas escolhidos e roubar suas roupas, mas tinham conseguido. Os piratas iam entrar nos navios, dois para cada um, e iriam ir até onde ficavam guardados os canhões das embarcações. Fariam as preparações necessárias para que os canhões estivessem prontos para explodir e esperariam o sinal.

Enquanto isso Marco e Haruta tinham ficado encarregados de descobrir exatamente onde estava o menino. Já tinham atacado 5 servos sem nenhum resultado quando viram o chapéu de palha na mão daquele homem. Foi um golpe de sorte e agora que sabiam a localização de Luffy, mandaram a equipe de busca para o navio que ele estava

A equipe de busca era composta de Thatch, Rayleigh e Jiru. Os comandantes eram rápidos e podem se disfarçar bem no meio dos outros (Thatch teve que prender o seu cabelo como um rabo de cavalo e Jiru teve que tirar sua armadura, mas sacrifícios tinham que ser feitos). Rayleigh era o único que conseguia tirar o colar antes que explodisse, então o disfarçaram de escravo para que pudesse entrar no navio também. Assim que chegaram no lugar indicado se esconderam e ligaram para o Den-den-mushi de Marco.

“Estamos em posição” Falou Jiru baixo enquanto Thatch vigiava a corredor e Rayleigh dava aquele sorriso que sempre o acompanhava, como se soubesse de tudo que ia acontecer e só estava aproveitando o show

“O Moby Dick também está pronto para zarpar no lugar combinado. Vou dar o aviso para as equipes de ataque. 5 minutos, Yoi” e o Den-den-mushi desligou. O 14° comandante passou as informações para os outros dois, que concordaram com a cabeça e começaram a esperar. Depois do que pareceu uma eternidade a primeira explosão aconteceu.

Assim que viram o servo batendo no quarto e avisando a Tenryuubito do que estava acontecendo, esperaram para ver o que acontecia. Se ela saísse levando Luffy, seria um problema, pois teriam que a atacar e isso poderia trazer complicações. Thatch se sentiu aliviado e irritado quando viu ela saindo correndo sem ninguém junto. Estava aliviado que o plano estava dando certo, mas irritado que ela tinha abandonado seu irmãozinho no meio de um ataque, o deixando para morrer. “Esses nobres são a escória da sociedade” pensou enquanto corria em direção ao quarto que tinha sido deixado aberto

“Luffy!” Gritou ao ver o menino encolhido na gaiola de ferro. Luffy ergueu o olhar e por um segundo pareceu não acreditar, mas depois abriu um de seus famosos sorrisos, de orelha a orelha

“Thatch! Jiru! Rayleigh! Vocês vieram!” Falou emocionado com lágrimas nos olhos enquanto segurava as grades.

“Claro que sim, pequeno, nunca vamos deixar você para trás. Agora temos que abrir essa gaiola” Jiro respondeu enquanto olhava em volta

“Ali, a chave!” Luffy apontou para a chave pendurada. Logo se viu livre a abraçando seus irmãos como se eles fossem desaparecer a qualquer momento. De repente percebeu um detalhe e seu sorriso desapareceu “Não posso sair… o colar”

“Sem problemas Luffy, vou dar um jeito nisso” disse o mais velho se ajoelhando na frente do menino e bagunçando seu cabelo “Você cresceu bastante desde a última vez que te vi. E pelo jeito os problemas que você se mete também cresceram” falou enquanto tirava o colar do menino.  O som da bomba explodindo foi escondido pelo som dos canhões que ainda atiravam.

“Vamos, temos que sair daqui!” Falou Thatch saindo correndo, sendo seguido de perto pelos outros três. Jiru telefonou para Marco para contar sobre o sucesso da missão e logo as explosões pararam. Se misturaram em meio aos servos e escravos que tentavam sair do navio desesperado e correram para fora. Os navios afundavam agora e os piratas esperavam que alguns dos malditos nobres afundassem junto com eles. Foram para o ponto de encontro que ficava no bosque ao lado e encontraram Marco e Haruta esperando

“Ma! Haruta!” gritou correndo para os abraçar. Assim que se soltou notou seu tesouro na mão do primeiro comandante “Meu chapéu!” vibrou. Marco riu e colocou o chapéu na cabeça do menino, de onde não devia ter saído desde o início.

“Tenho que ir andando” Falou Rayleigh ao ver a cena, reconhecendo o chapéu que o menino usava mas não fazendo nenhum comentário. Não ainda. “Tenho que voltar para Shakky e preparar as coisas para revestir o barco de vocês” Foi até Luffy e deu um sorriso “Traga de volta seu irmão e me apresente eles quando voltar, quero muito conhecer Ace e Sabo” o menino concordou com a cabeça e viu o homem velho partir

Logo os outros tripulantes que tinham participado do plano chegaram. Dois tinham ferimentos de batalha e um tinha pulado no mar ao ser descoberto, mas pareciam todos bem a princípio.

“Vamos para o Moby Dick. Ainda falta um pirralho para resgatar e quanto mais demorarmos mais longe ele está, Yoi”

“YOSH” concordaram os outros, partindo em direção ao grande navio. Quando chegaram lá foram recebidos por todos com muito entusiasmo ao ver que Luffy estava são e salvo.

“Luffy!” Gritou Ace correndo para abraçar seu irmãozinho. Alguns segundos depois o menino começou a sentir que Ace estava muito quente e, do nada, os dois foram atingidos por água vinda de um balde que jogaram em cima deles. “Eu já disse pra parar com isso!” Gritou para os tripulantes, que só riram do menino sardento

“Você estava pegando fogo sem perceber de novo. Vai ter que aprender a controlar esse poder rápido antes que queime o navio inteiro” Brincou Izou, que fez todos rirem e Ace ficar vermelho de vergonha

“Hey Luffy” Um dos tripulantes chamou “Por que você está de vestido?” o menino fez uma cara de que não tinha entendido, até se lembrar que ainda estava com o vestido de boneca que a mulher tinha colocado nele. Fez uma careta e começou a se coçar

“Droga… Esse negócio pinica” Se virou para Izou “Como você usa essas coisas? São desconfortáveis” O crossdresser apenas sorriu e negou com a cabeça, levando o menino para dentro do navio para colocar roupas mais confortáveis   

“Gurarara vamos zarpar, filhos! Temos uma lição a ensinar para alguns nobres que resolveram se meter com uma de minhas crianças!” Ordenou Barba Branca, recebendo aprovação em forma de gritos dos seus filhos, que correram para seus postos para partirem o mais depressa possível.

Ace e Luffy, agora com suas roupas normais, estavam na proa do navio quando ele começou a se mexer e se afastar da ilha das bolhas. Ace segurava o Vivre Card de Sabo, que apontava para frente, e olhava para o horizonte com uma determinação no olhar

“Vamos trazer Sabo de volta, Luffy. Custe o que custar”

“Yosh” concordou o menino mais novo com a mesma determinação. Ninguém o separaria da sua família. Nunca mais.

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“Você tem que me escutar papai! Temos que deixar ele para trás ou os piratas…” Stelly foi parado antes que pudesse terminar pela mão levantada do seu pai

“Chega dessa historinha, Stelly. Não sei de onde você tirou isso….”

“Sabo me contou! Ele falou…

“Falou o que?” Sabo perguntou enquanto se aproximava dos dois com um sorriso no rosto. Stelly teve um arrepio, aquele sorriso parecia normal para qualquer um, mas ele sabia o quão estranho era aquele sorriso

“Sobre os piratas do Barba Branca!”

“Piratas?” Sabo fez uma cara assustada “Onde?” o menino mais novo começou a ficar cada vez mais nervoso

“Você disse pra mim que foram eles que te levaram até Sabaody!”

“Quem me trouxe até Sabaody foi um navio mercante, eu nunca vi nenhum pirata” respondeu Sabo com uma cara de estranheza

“M-Mas eu vi o símbolo nas suas costas!”

“Símbolo? Que símbolo? Eu não tenho nada nas minhas costas” disse tirando o casaco e mostrando as costas da camiseta em branco. Stelly ficou perplexo

“M-Mas eu vi…” Foi interrompido pelo pai mais uma vez

“Chega, Stelly. Essa brincadeira já foi longe demais! Você deve ter sonhado com isso. Agora eu tenho que ir trabalhar, não me interrompam” Falou saindo do convés para dentro do navio. O menino mais novo de virou para confortar o outro, só para não o encontrar em lugar nenhum.

Procurou o menino mais velho por algumas horas, mas não o achou. Estava encostado no mastro principal e pensando que realmente tudo não tinha passado de imaginação quando uma criada veio até o convés

“Jovem mestre Sabo! Terminei o que o jovem mestre me pediu” chamou a mulher segurando alguma coisa nas mãos. Stelly já ia avisar que ele não estava ali quando um grito veio de cima do mastro

“Obrigado! Já estou indo ai!” e uma figura pulou de cima das velas, segurando uma corda. A criança mais nova quase morreu do coração ao ver Sabo aterrissando a meio metro da sua frente. O garoto de cartola virou para o outro e com um sorriso malicioso disse “Engraçado, ninguém olha pra cima quando vão procurar alguém, não é?” e se virou para a criada

“Aqui está, Jovem Mestre. Mil desculpas por ter derrubado suco nela”

“Sem problemas, foi um acidente, não é? Muito obrigado por a limpar”

“De nada, Jovem Mestre” se curvou e foi embora, deixando as duas crianças para trás. O mais novo confrontou Sabo

“O que você estava fazendo lá em cima?” Sabo sorriu

“Observando o horizonte para ver se os piratas estão chegando”

“Mas você….” Um grito o interrompeu de novo. Vinha de novo do alto do mastro e pertencia a um dos marinheiros

“PIRATAS À VISTA!” Stelly ficou branco como papel e se virou para Sabo que tinha o maior sorriso até agora, mostrando todos os dentes

“M-Mas você mentiu pra mim!” Gritou apontando para o outro, que jogou o pano que tinha recebido da criada sobre o ombro

“Menti? Não me lembro de mentir para você” Se virou de costas indo em direção a borda do navio, e Stelly viu claramente o símbolo na camisa que o menino tinha sobre o ombro. Era…

“SÃO OS PIRATAS DO BARBA BRANCA”

Stelly desmaiou no meio do convés, soltando espuma pela boca. Isso era demais para ele aguentar.

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Sabo sorriu ao ver os piratas do Barba Branca derrotarem totalmente o navio da marinha em menos de 2minutos. O navio estava afundando e os marinheiros agora estavam se reunindo em pequenos botes salva vidas ao redor dos destroços. Agora o gigantesco Moby Dick se aproximava do navio dos nobres com velocidade, mostrando que era seu objetivo desde o início. Os tripulantes do navio menor que tinham ido até o convés ver o que estava acontecendo estavam desesperados. Alguns tinham voltado para suas cabines para rezar por suas vidas, os outros continuavam no convés olhando para os piratas se aproximando sem saber o que fazer. O pai e a mãe de Sabo se encontravam na última categoria, segurando o filho mais novo desmaiado.

Agora os barcos estavam um do lado do outro, numa distância que dava para pular de um navio a outro sem a menor dificuldade. Os tripulantes olhavam assustados para os piratas que se encontravam no outro barco, todos eles dando sorrisos malicioso e segurando armas. Barba Branca estava entre eles e parecia que um sopro do homem seria suficiente para afundar o navio de passageiros sem nenhum esforço. O capitão do navio, um homem calvo de aparência nervosa, deu um passo para frente

“P-Por favor s-senhor B-Barba Branca, vamos dar tudo que você queira roubar, s-só não afunde o navio” Tentava falar com segurança, mas suas pernas tremiam e gaguejava sem parar. Barba branca deu uma gargalhada tão alta que pareceu fazer o navio menor tremer

“Gurararararara! Eu não vim aqui roubar nada! Vim aqui pegar de volta o que vocês roubaram de mim!” O capitão do navio de tripulantes começou a suar frio. Que idiota tinha mexido com um Yonko? E agora estava no seu barco? Engoliu o seco

“E-eu n-não…” Foi cortado pelo pirata

“Não tenho tempo para lidar com vermes como vocês” Começou a procurar alguma coisa em meio aos tripulantes, até que ouviu uma voz que conhecia bem

“OYAJI!” Gritou Sabo do outro navio, acenando animado. Mas antes que pudesse correr de volta para a sua tão amada família foi segurado por seu pai, que exibia um misto de raiva e medo em seu rosto

“O que pensa que está fazendo, seu moleque? Fique longe desses monstros!”

“Me solta!” O loiro se debatia tentando se livrar do aperto de ferro do homem “Eles são a minha família! Me solta agora!”

“Eu sou seu pai e você vai me obedecer!” Respondeu gritando, ficando cada vez mais vermelho de raiva. Como aquele piralho se atrevia...

“Acho melhor você soltar meu filho, ou vão haver consequências...”A voz do capitão fez todos no outro barco tremerem, mas Outlook III estava tão furioso que todo seu instinto de sobrevivência desapareceu

“Ele é meu filho! Se ele pertence a alguém é a mim! Piratas bárbaros como vocês não percebem a importância do sangue na nossa socied...” antes que pudesse terminar o Yonko ergueu uma das mãos e a bateu no ar. Rachaduras apareceram e o navio menor começou a tremer sem parar com o impacto. Muitos dos passageiros começaram a tropeçar e cair, e o pai de Sabo acabou deixando o menino escapar para se segurar

“Sangue? Quem se importa com sangue? Somos todos filhos do mar e Sabo é um dos meus filhos por escolha própria! Voce perdeu a chance de ser seu pai quando impediu ele de alcançar a sua liberdade” Falou Barba Branca, sua voz causando mais tremores ainda. Estendeu a mão em direção a Sabo “Agora, volte para casa, filho”

Sabo abriu um sorriso de orelha a orelha e começou a correr em direção ao Moby Dick. Toda a preocupação que tinham em seu peito desapareceram ao ver a tripulação pirata toda reunida para o salvar. Sua liberdade estava de volta e nunca mais ia deixar nenhum nobre tentar tirar isso dele.

Outlook estava enxergando vermelho no momento. Não ia deixar aquela criança imunda escapar dele mais uma vez! Precisava de Sabo para que ele casasse com a princesa de Goa! Com seus pensamentos nublados pela raiva e humilhação, não pensou duas vezes antes de puxar uma arma que tinha em seu casaco e apontar para a criança. Se Sabo não fosse dele então não seria de mais ninguém!

“SABO, CUIDADO! ” A voz de Ace ecoou pelos dois navios. O loiro só teve tempo de olhar para trás e ver que o pai apontava uma arma em sua direção. Com os olhos arregalados pulou para o lado e desviou da bala por alguns milímetros do seu lado esquerdo, sentindo o projetil fazer um furo em seu casaco. Mas seu desespero não acabou, e não pode fazer nada enquanto via a bala atingir em cheio um dos barris de pólvora que o navio estava transportando.

A explosão o pegou em cheio e o mandou para o outro lado do navio, desacordado. Por um segundo, todos a bordo do Moby Dick ficaram parados sem acreditar no que acontecia, mas logo um grito os tiraram do transe

“SABO!” Luffy gritou em pleno pulmões e isso foi o suficiente. Marco pulou na mesma hora em direção ao outro navio e foi seguido pelos outros piratas. Viu vários deles correrem em direção ao menino desacordado, então foi em direção ao homem que segurava a arma. Os olhos do primeiro comandante estavam cheios de fúria e seu corpo estava cheio de chamas.

Outlook tentou erguer a arma para atirar na fênix, mas foi impedido pela mesma, que deu um chute certeiro em seu peito, o derrubando para trás e fazendo com que soltasse a arma. Marco pegou o homem pelo colarinho e começou a o socar com os punhos em chamas

“Seu maldito... Atirar numa criança... Atirar no próprio filho... Voce cometeu muitos erros hoje, mas o pior deles...” Falou enquanto socava o homem depois de cada pausa. Segurou a garganta do homem e o levantou, apertando o bastante para que ele não pudesse respirar “Você machucou UM DOS MEUS MENINOS, YOI!” Gritou e arremessou o homem em direção ao um barril. Outlook tentou levantar, mas acabou levando um chute no estomago por Thatch, se também estava com sangue nos olhos. Vários outros tripulantes que não estavam cuidando de Sabo se aproximaram, prontos para dar o troco naquele homem que tinha se atrevido a machucar um de seus irmãozinhos

“Bem...” Ace, que tinha pulado também para o navio checar o irmão e ao ver que ele estava sendo socorrido pelas enfermeiras dos piratas do Barba Branca, se voltou para o odiado homem. Começou a se aproximar enquanto estralava os punhos em chama “Acho que devemos devolver na mesma moeda tudo o que você fez o meu irmão passar, não é?” O nobre engoliu o seco e começou a tremer. Estava condenado

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Luffy olhava preocupado para a porta da enfermaria, que estava fechada e com a luz da emergência acesa. Estava sentado do lado de fora esperando alguém sair para perguntar como estava Sabo, mas ninguém parava para responder suas perguntas. Todos que estravam e saiam da sala estavam com pressa e o menino não queria interromper, com medo que isso atrapalhasse eles a salvar o seu irmão.

Uma hora depois, Marco e Ace apareceram. Os dois tinham expressões preocupadas, Ace estava até com o chapéu pegando fogo, mas parecia não se importar. Marco entrou na enfermaria depois de bagunçar o cabelo de Luffy e dizer que tudo ia ficar bem. Ace sentou do lado do irmão e abraçou os joelhos

“O que aconteceu?” Perguntou o menino mais jovem enquanto limpava as lagrimas com a manga da camisa que usava. Tinha seguido os piratas que foram resgatar Sabo e não tinha visto o que tinha acontecido

“Demos um jeito naquele lixo e Oyaji afundou o barco... Não sei se a antiga família do Sabo sobreviveu ou não, mas duvido que tentem vir atrás dele de novo” Respondeu Ace enquanto tentava se acalmar para fazer as chamas se apagarem “Maldito poder idiota. Nobres desgraçados” Resmungou e suas chamas cresceram mais ainda. Luffy deu uma risada fraca em meio as lagrimas

“Voce vai aprender a controlar isso, Ma vai te ajudar. Eu vou te ajudar a pensar em golpes e o Sabo pode...” Parou de falar e olhou para a porta fechada com tristeza “Será que o Sabo vai... morrer?” Mais soluços surgiram e novas lagrimas começaram a escorrer

“Cala a boca!” Gritou Ace enquanto batia na cabeça de Luffy, fazendo ele reclamar “Sabo não vai morrer! Nós nunca vamos morrer! Vamos realizar nossos sonhos!” Falou com seriedade olhando pro menor, que segurava as abas do chapéu de palha para esconder o rosto e continuava soluçando

“Você promete?” Perguntou o menor com a voz baixa. Ace abriu a boca pra gritar mais uma vez, mas ao ver os olhos desesperados de Luffy suspirou e passou um braço em volta dos ombros do menor, o abraçando.

“Eu prometo” Respondeu enquanto puxava o irmãozinho para o abraço, apoiando o queixo no topo da cabaça do outro. “Nunca deixaremos você sozinho, Luffy. Você é o nosso irmãozinho idiota, temos que tomar conta de você”

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Sabo estava dormindo a uma semana desde então. Tinham conseguido estabilizar a situação do menino loiro, mas mesmo assim ele não acordava. Deu lado esquerdo tinha sido muito machucado e havia queimaduras no seu rosto e torso. Ele tinha entrado em coma e a medica não tinha como saber quando o menino iria acordar. Ele estava com o corpo todo enfaixado e metade do rosto estava escondido pelas faixas.

Luffy e Ace não tinham saído do lado do irmão desde a primeira vez que deixaram que eles entrassem no quarto. Os comandantes tentaram convencer eles a saírem para comer e dormir um pouco, mas nada do que dissessem parecia dar resultado. Começaram a levar as refeições para os dois e arrumaram uma cama para que não precisassem sair da enfermaria. Ficavam lá o dia inteiro, sem tirar os olhos do irmão adormecido por nenhum segundo. Era comum as enfermeiras entrarem no quarto e acharem os dois adormecidos apoiados na cama onde estava Sabo, cada um segurando uma das mãos do loiro

Marco suspirou enquanto colocava o café da manhã numa mesa. Os dois meninos nem se viraram ao sentir o cheiro de comida. O comandante conseguia ver o desgaste e preocupação nos olhos dos dois, mas não havia nada que pudessem fazer que já não tivessem tentado. Essa situação já estava crítica e a tripulação não conseguia mais suportar ver as crianças tão tristonhas

“Luffy, Ace, vocês precisam comer. Consigo ouvir a barriga de vocês roncando lá do convés, Yoi” Os dois morenos concordaram de leve com a cabeça e foram pegar o alimento, mas sem nunca tirar os olhos do loiro adormecido. Marco deu mais um suspiro e sentou em uma das cadeiras enquanto esfregava o rosto. Se Sabo não acordasse logo...

“Comida?...” Um resmungo vindo da cama fez os três congelarem e se virarem para a origem do som. Sabo estava piscando o olho não machucado, como se estivesse totalmente confuso e perdido. Tentou se mexer mas estava dolorido demais, soltando um gemido de dor “O que...?”

Luffy e Ace não deixaram nem o loiro terminar a pergunta e pularam em cima dele, gritando seu nome e falando rápido demais para que Sabo entendesse alguma coisa. Ele se sentou com a ajuda de Marco e olhou para a cara chorosa dos dois morenos, que olhavam para ele com expectativa.

“Luffy...Ace?” Falou enquanto tentava entender o que estava acontecendo. De repente as suas últimas memorias voltaram, do seu pai o sequestrando, dele correndo em direção ao Moby Dick e então... mais nada “O que aconteceu? Onde está todo mundo? ”

“Voce foi atingido pela explosão. A bala atingiu um barril de pólvora” Explicou Ace

“Está sentindo alguma dor? Lembra do que aconteceu, Yoi?”

“Sabo está vivo!” Gritou Luffy, dando um sorriso brilhante que não aparecia a vários dias. “Está vivo!” Se jogou nos braços do loiro, dando a ele um abraço. Sabo deu um gemido de dor e isso fez com que o menor se afastasse “Desculpa”

“Tudo bem, Luffy. Eu sou estou um pouco dolorido, só isso” Falou Sabo tranquilizando o menor e abrindo um sorriso. Logo várias enfermeiras apareceram para examina o menino. Luffy e Ace continuaram contando o que tinha acontecido até que Bay os chutou para fora dizendo que o loiro tinha que descansar. Encararam a porta mais uma vez, só que agora com sorrisos no rosto e lagrimas de felicidade nos olhos

“Vamos, Luffy! Temos que comer alguma coisa e trazer comida para Sabo! Ele deve estar morrendo de fome!”

“Verdade! Ele perdeu...” Começou a contar nos dedos “42 refeições!”

“De onde você tirou esse número, seu idiota?”

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Sabo se recuperou bem dos ferimentos depois disso. Depois de algumas semanas tinha tirado as faixas e só precisava usar uma muleta, já que tinha machucado a perna esquerda na explosão, mas era temporário. Agora tinha uma cicatriz no olho esquerdo e na lateral esquerda no torso, onde tinha se queimado, mas não parecia incomodado com isso, ou pelo menos não demonstrava.

Com a recuperação do menino parecia que a vida tinha voltado a bordo da embarcação. Ace e Luffy voltaram a frequentar o resto do navio, geralmente por pouco tempo para não deixar Sabo sozinho na enfermaria, mas era um avanço daquela semana horrível que ninguém nem viu a sombra dos dois. Quando o loiro foi liberado e finalmente pisou pela primeira vez no convés depois de um mês inteiro foi recebido com uma enorme festa de comemoração.

“M-Mas...” Gaguejou o menino, confuso sobre o que estava acontecendo “Foi culpa minha o que aconteceu... Não sei por que estão comemorando”

“Não seja ridículo! Nada daquilo foi culpa sua! Aproveite a sua festa” Falou Izou enquanto ajudava o menino a ir até a mesa de comida onde Luffy e Ace já estavam comendo como se não vissem comida a semanas

“SABO!” Gritou Luffy com a boca cheia de comida e esticou os braços para abraçar  o irmão “Guardei um prato de carne para você! Vem!” Puxou o mais velho para onde estava a comida. Sabo arregalou os olhos e sorriu. Luffy guardar e dividir comida com alguém era a prova máxima do amor do menor. Sorriu para Ace, que estava envergonhado demais para dar um abraço no irmão, mas estendeu uma carne para ele. Sabo entendeu aquilo como um ‘Estou extremamente feliz que você está bem’ e aceitou o presente

“Estamos aliviados de ver você aqui de novo, Sabo. Esse mês foi terrível sem você correndo por aí fazendo perguntas” Falou Namur enquanto dava um tapinha nas costas do menino, que ficou vermelho

“Sabo esta aqui!” Gritou Thatch enquanto pegava o garoto e o puxava pelo braço “Temos que comemorar! ” Junto com mais alguns tripulantes começaram a jogar o menino para cima pra baixo “HIP HIP!”

“UHAAA” Gritou o resto da tripulação enquanto Sabo dava risadas. Lagrimas de felicidade escorriam em seu rosto de tanto rir. Estava de volta à onde pertencia. Junto a sua família gigante, bobona e forte. A família que fazia festas por motivos idiotas e arriscavam tudo para proteger aqueles que amavam

“PAREM COM ISSO! ELE AINDA ESTÁ MACHUCADO, YOI”

Aquela era com certeza a melhor família do mundo!


Notas Finais


Eu tenho um headcanon (existe um termo para isso em português? Eu só vi essa palavra em inglês até agora…) que o Sabo é meio Yandere, sabe? Acho que é pq sorri demais e tem um olhar meio vidrado...além de ameaçar quebrar um crânio com as próprias mão como se fosse um ovo enquanto sorri. Esquece, ele é totalmente Yandere kkkkkkkkk Ele não é mau ou sádico, nem vai matar alguém a sangue frio. Ele só tem um lado que gosta de provocar as pessoas que ele não gosta, como a antiga família dele, com ameaças de morte sorridentes e brincadeirinhas mórbidas. Não que ele vai ser assim o tempo inteiro, é só quando é alguém que ele não gosta muito…. Talvez com algum pretendente do seu amado irmãozinho *olha em volta e começa a assobiar*
Vou ser sincera: essa é a segunda versão desse capitulo. A primeira era mais curta e Sabo não se machucava, mas não consegui deixar passar a chance de dar a cicatriz para o Sabo e fazer Ace fazer a maldita promessa... “Nunca vou morrer”... Seu maldito idiota... Não faça promessas assim só para morrer daquele jeito *chora num canto*
Então, saímos de Sabaody e do tornado de drama que eu tinha iniciado e não sabia como sair. Próximo capítulo, próximo ano, ano novo, vida nova.
Comentários e criticas são sempre bem-vindos!


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