História Troublesome Love Stories - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Shikadai Nara, Shikamaru Nara, Temari
Tags Shikadai, Shikatema, Shikatemadai
Exibições 39
Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drabble, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Titulo: Pergunta Indiscreta
Tipo: Oneshot
Gênero: Romance
Classificação: +12
Sinopse: Shikamaru sabia que Temari era uma pessoa direta, mas não tinha ideia do que ela pretendia com uma pergunta indiscreta como aquela.

Capítulo 4 - Pergunta Indiscreta


Shikamaru escutou o farfalha de tecido, tão obvio no silencio absoluto em que estavam. Seus olhos se perderam do relatório que lia e rapidamente chegaram nas pernas da mulher a sua frente, que tinha acabado de se descruzar e cruzavam novamente. Ah, aquelas pernas! O Nara encarou de soslaio por um tempo, mas se repreendeu internamente por isso e voltou ao relatório, antes que a loira dona daquelas pernas maravilhosas percebesse seus olhares.

Conhecia Temari a quase três anos. E, depois da luta que tiveram no Exame Chuunin e do episódio que ela o salvara da garota do Som, trabalharam constantemente juntos. Temari dividia seu tempo entre Suna e Konoha, tratando de assuntos referentes a aliança entre as duas vilas e o Exame Chuunin e ele, além de ser seu guia, acabava envolvido por Tsunade nos assuntos que Temari vinha resolver.

Ele não entendia esse efeito que a kunoichi de Suna tinha nele. Se sentia um pervertido perto dela. Ele sabia que não era o único que achava ela atraente, a última vez que ela estivera na vila, foi comentário nas rodas de conversa dos shinobi durante o tempo que estava na vila e até um pouco depois, mesmo ninguém se atrevendo a mexer com ela, tanto por conta de seu temperamento, tanto por sua fama, tanto por ser irmã do recém-nomeado Kazekage. Mas parecia que cada vez que ele deixava de vê-la por um tempo, fosse duas semanas ou três meses, ela voltava para Konoha um pouco mais atraente. Ele analisava cada uma das amigas ou conhecidas, e não conseguia entender porque justamente Temari era quem mexia com ele dessa forma. Não se sentia do mesmo modo perto de nenhuma outra garota, fosse de sua vila ou de outras que as vezes ele tinha que interagir.

Shikamaru tentava entender o porquê ela chamar tanto sua atenção. Cada vez que eles se viam, ela parecia que provocava mais os seus sentidos, tanto pela sua aparência, quanto pela sua personalidade dominadora, direta, irônica e que o tirava dos eixos. Ela distribuía farpas e ele achava extremamente problemático, mas se divertia respondendo e deixando ela irritada as vezes. Ela era tudo que ele mais queria distancia, ao mesmo tempo que era tudo que mais o atraia. E eles trabalhavam bem juntos, apesar de tudo. Ele podia dizer facilmente que ela era a pessoa que ele mais tinha facilidade de trabalhar, que melhor sabia interpretar seu raciocínio. E ele aprendeu a ler ela de uma forma que, ela uma vez admitiu, nem mesmo seu irmão do meio conseguia.

-Você quer transar comigo? –a voz de Temari rompeu o silencio de repente.

Shikamaru levantou os olhos do relatório e dessa vez olhou diretamente para ela, se perguntando se escutou corretamente o que ela disse.

-O que você perguntou? –ele questionou, o cenho se franzindo.

-Se você quer transar comigo. –ela repetiu com naturalidade.

O Nara sentiu o rosto esquentar, mas se esforçou para não mudar sua expressão usual de tédio. Ele sabia que Temari era uma pessoa direta, mas não tinha ideia do que ela pretendia com uma pergunta indiscreta como aquela. Sabia também que não era um convite: Era quase uma constatação. Se perguntou se a kunoichi estava fazendo algum jogo com ele. Analisou a situação e as possíveis respostas que podia dar, mas todas pareceram comprometedoras demais. Pensou em negar, mas ele queria entender o porquê da pergunta, mesmo que em seu íntimo ele já tivesse certeza da resposta

-Que tipo de pergunta é essa? –ele disse por fim.

-Você estava secando minhas pernas com os olhos dois minutas antes da minha pergunta. –ela começou –Toda vez que eu me espreguiço, você parece hipnotizado pelos meus peitos, toda vez que eu bebo do chá, você lambe os lábios como se quisesse estar no lugar da xicara, quando eu ando na sua frente, sinto seu olhar preso na minha bunda. –ela deu de ombro –Esses são os únicos momentos que seu rosto deixa essa expressão preguiçosa e eu me sinto um suculento pedaço de carne que você está doido para comer.

Os olhos de Shikamaru se arregalaram levemente e ele sentiu o rosto esquentar mais. Ele tentava ser discreto. Tentava não olhar cada vez que ela cruzava ou descruzava as pernas, ou quando os seios dela balançavam quando ela se espreguiçava. Ele tentava não encarar demais a boca rosada dela, e não acompanhar o balançar dos quadris dela enquanto ela andava. Ele tentava não sentir vontade de beija-la toda vez que ela começava com suas provocações e tentava não olhar a mulher de Suna com desejo. Mas ele falhou miseravelmente em todas as tentativas.  E ela percebeu.

Ele suspirou pesadamente.

-Que problemático! –exclamou –Se você já tem uma conclusão, porque pergunta?

Temari sorriu. Era aquele sorriso assustador e bonito que arrepiava toda sua espinha.

-Porque quero ouvir da sua boca, Nara. –ela responde –Você quer transar comigo? –ela repetiu a pergunta se inclinando levemente pra frente, o decote do quimono abrindo um pouco e revelando um pedaço a mais de pele.

Shikamaru engoliu em seco, pensando novamente em todas as respostas que podia dar. Ele podia ser o covarde que sempre foi, e negar veemente e dizer que ela estava louca. Seu orgulho doía de ter sido pego tão facilmente em seu desejo. Ao mesmo tempo, ele queria saber o que Temari faria se ele dissesse a verdade. Também temia por sua integridade física caso a resposta a ofendesse ou desagradasse e pensou nas implicações que a que teria no trabalho e na amizade que construíam. Pensou mais um outro tanto de possibilidades e situações e martelou em sua cabeça o porquê raios Temari queria uma resposta para aquilo.

Temari continuava o fitando com aqueles olhos desafiadores, esperando. Ele grunhiu, se sentindo frustrado por não conseguir escapar da situação. Temari tornou a se afastar na mesa, cruzou os braços e depois as pernas, os olhos dele caíram imediatamente para elas, como sempre fazia ao escutar o farfalhar do quimono que indicava que ela estava se mexendo. Ele desviou os olhos rapidamente de volta ao rosto dela, que levantou uma sobrancelha e o olhou com escarnio. Inferno! Aquela mulher estava o provocando de propósito!

-Quero. –ele responde por fim, sem desviar o olhar. Se ela queria jogar, dois podiam fazer aquele jogo.

Ela levantou as duas sobrancelhas, surpresa que ele finalmente havia dado uma resposta e talvez surpresa dele não negar. Se encararam por um momento e ele se perguntou se o leve rubor que notou nas bochechas dela eram fruto de sua imaginação. Ela não parecia ofendida, nem que iria zombar dele. Ela tornou a descruzar e cruzar as pernas, ele se esforçou para manter o olhar nos olhos dela.

-Certo. –ela disse por fim, descruzando os braços e voltando ao seu relatório.

Ele franziu o cenho, tentando entender o que se passou ali. Resolve que deixaria para lá, era menos problemático. Voltou ao seu relatório e tentou se controlar a não olhar cada vez que ela se mexia. Teve certo sucesso na missão, lembrando das palavras um tanto irônicas dela toda vez que se sentia tentado. Mesmo assim, a indagação dela não sumiu de seus pensamentos e dificultou sua concentração.

Trabalharam noite a dentro e, quando finalmente o último relatório foi colocado numa pilha, a lua já podia ser vista alta no céu pela janela. Shikamaru bocejou, cedendo a tentação de espiar Temari pelo canto dos olhos pela primeira vez depois de sua resposta. Ela se espreguiçava de olhos fechados, os seios de tamanho médio se projetavam para frente e ele desviou os olhos antes que ela abrisse os dela e pegasse ele no flagra novamente.

Trancaram o escritório e saíram sem falar uma única palavra. Shikamaru já estava ficando irritado com todo aquele silencio. Eles sempre conversavam sobre os mais variados assuntos e agora, com toda aquela situação estranha entre eles, se preocupou novamente com o impacto de sua resposta no relacionamento profissional e de amizade deles. As ruas de Konoha, àquela hora da noite, já estavam bem vazias e andaram tranquilamente todo o caminho até o hotel onde a loira estava hospedada.

-Bem, boa noite. –ele disse quando chegaram na porta do hotel e Temari se virou para ele –Amanhã a gente começa no mesmo horário.

-Boa noite. –ela respondeu depois de assentir.

Shikamaru ainda a fitou por um momento, esperando que ela dissesse mais alguma coisa. Pensou em pedir para ela esquecer sua resposta, apesar dela própria insistir que ele respondesse, e dizer que a amizade deles era importante para ele, que ele não queria estragar aquilo e que era importante manter o profissionalismo também. Mas não disse. Virou as costas e levou as mãos para trás da cabeça, começando a fazer o caminho para sua casa, ainda aturdido com os pensamentos sobre a pergunta dela, sua resposta e o efeito daquilo nos dois. Deu dois passos, a voz dela chamou:

-Shikamaru.

Virou-se lentamente. Temari estava com aquele mesmo sorriso de mais cedo estampado nos lábios, os olhos verdes, que ele achava particularmente peculiares e bonitos, brilharam levemente.

-O que? –perguntou tentando entender a expressão da loira.

-Quarto dezessete, vou deixara a janela aberta. –ela respondeu e entrou no hotel sem que ele pudesse responder.

Seu estomago deu uma volta e ele encarou as costas de Temari até ela desaparecer na curva do corredor. Um sorriso de canto brotou em seus lábios e ele mentalizou rapidamente uma planta do hotel em sua mente, sem querer correr o risco de entrar pela janela errada, finalmente entendendo a finalidade daquela questão.


Notas Finais


Olááá! O que acharam da one de hoje? hauhauhauha'
Estou tentando manter um padrão na postagem das ones, da pra notar? huahuha'
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