História Trouxa aos 21. - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Got7
Personagens Jackson, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Amor, Bts, Drama, Trouxa
Visualizações 33
Palavras 2.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi♡
Fiquei muito feliz pelos comentários de vocês, de verdade muito obrigada pelo carinho♡ Obrigada por continuarem acompanhando a fic ♡
Como tinha dito antes: " Se não for para rolar treta e desgraça eu nem volto..."
Ajshajsjjs vamos ver o desfecho dessa palhaçada...

Capítulo 65 - Sem seu perfume.


Fanfic / Fanfiction Trouxa aos 21. - Capítulo 65 - Sem seu perfume.

Por Valentina.

Não lembro muito da minha infância, assim como todo mundo. Apenas flashes de memória, cheiros, sabores, semelhante a um filme com cenas cortadas. Lembro muito menos da minha mãe. Quando eu tinha seis anos ela morreu num incêndio, parece que as coisas no laboratório onde trabalhava saíram do controle. Ela e meu pai se davam muito bem apesar da nítida diferença entre ambos: ele, um herdeiro de uma empresa bem sucedida, e ela, uma simples garota do interior que foi tentar a vida na cidade grande. Quando se conheceram na faculdade parecia ser amor a primeira vista. Mas é claro que a vida não ia deixar o mar numa calmaria eterna. Ela sempre foi má vista por parte da minha família paterna, eles desejavam uma mulher de classe alta, que pudesse acompanhar o grande herdeiro em eventos sofisticados, alguém com uma etiqueta refinada e blá, blá, blá. O amor dos dois driblou muitos problemas, e quando todos souberam de mim, a filha indesejada do casal indesejado, não preciso dizer o que pensaram. Acho que aborto foi a primeira sugestão. 

Mesmo com tamanha rejeição meu pai amou-a como o mundo nunca mais vira. Decidiram colocar o nome da criança de Valentina, um nome forte, de uma garota guerreira (ou era para ser). Passaram pelos problemas juntos, como uma família de verdade, então veio a tragédia, e a partir desse dia as coisas nunca mais foram as mesmas. Lembro-me do paletó negro de meu pai, das mulheres sorrindo no canto da sala, do caixão fechado e cercado de flores que eu admirei inocentemente, sem saber que nunca mais veria aquela doce mulher em toda a minha vida, e nem em como ela faria falta.

E como fazia...

- Não ouse! - eu disse por fim com os dentes trincados de tanta raiva.

Meu pai foi o primeiro a levantar para brigar comigo, enquanto tudo a volta virou um alvoroço total:

- Você ficou maluca Valentina? - ele me encarou incrédulo com os filhos da loira ajudando-a a limpar-se. - Tem noção do que está fazendo?

- E você tem alguma? - perguntei abusada pondo a taça em cima da mesa novamente. - Se não me quiser mais na sua vida, tudo bem, mas não deixe ela falar assim da minha mãe! É a minha mãe e ela não tem direito algum! - gritei sentindo o queixo tremer. 

- Vá embora! - ele se virou de lado, sem me olhar nos olhos, cobrindo a boca com a mão, como se não quisesse tocar no assunto.

- E você, já percebi que não quer me ouvir e não vou mais insistir. Só não preocupe tantos os outros, ok? Não quero mais receber ligações dos seus amigos falando o quanto estão preocupados com você, que ela está acabando com sua vida etc, eu realmente não quero mais saber! Que se foda você e essa sua mulherzinha ai. - disse puxando o vestido longo e sai pisando forte, deixando o grupo para trás.

Taehyung ainda estava sentado na mesa observando tudo de longe. Me aproximei dele recebendo o olhar assustado de todos em volta, virei para Marcos e disse:

- Eu tentei, ok?

Este apenas concordou com a cabeça, um tanto triste e confuso. Talvez ele não esperasse que eu fosse fazer algo do tipo. Mas lá estava eu, mais uma vez, surpreendendo as pessoas.

Taehyung me acompanhou até a saída segurando minha mão com força. Saímos até a calçada, onde eu inspirei uma boa quantidade de ar e em seguida entramos no carro. Pus as mãos na cabeça, tentando manter o controle:

- Vai ficar tudo bem, meu amor... - Tae disse calmo acariciando meu cabelo. - Eu sei que esta irritada e preste a matar alguém, mas, por favor, mantenha a calma...

- Eu esperava isso de qualquer pessoa Tae, menos dele... - expliquei olhando o garoto tristinho.

- Eu sei bebê, mas você sabe que até mesmo as pessoas mais próximas podem nos desapontar... - ele explicou ligando o carro.

Ele estava certo, eu já deveria saber disso. Respirei fundo, deixando as ideias mais claras em minha mente. Taehyung engatou a primeira marcha e pisou no acelerador e quando estávamos prestes a sair alguém bateu forte no vidro do carro, me assustando e fazendo Tae frear bruscamente:

- Pai? - perguntei confusa vendo o homem do lado de fora tentando recuperar o ar perdido na corrida da sala de reuniões até ali. - O quê você...?

- Da para sair dai de dentro e falar comigo, Valentina? - aquilo soou como uma ordem, mostrando o lado bruto o qual eu tinha puxado. 

Ouvi o barulho da trava e revirei os olhos, abrindo porta e ficando ao seu lado:

- O quê você quer? - perguntei de braços cruzados sem o olhar nos olhos.

- "O quê você quer?" - ele repetiu irônico. - Como tem coragem de me fazer passar por uma situação dessa? 

- Como você tem coragem de se colocar numa situação dessa? - corrigi-o recebendo um olhar de desgosto.

- Me envergonhou completamente na frente dos meus amigos, humilhou minha esposa, desrespeitou-a. Pelo amor de deus, Valentina, eu não te eduquei assim...

- Se você veio até aqui só para me dizer essas coisas por favor não perca seu tempo, e nem me faça perder o meu... Já ouvi demais... - disse abrindo a porta do carro novamente prestes a entrar.

- Eu senti sua falta... - ele disse logo atrás em um tom sério.

Ergui o rosto de súbito, assustada com a frase. Eu ouvi certo? Ele disse que sentiu minha falta? Virei-me lentamente para encará-lo sem dizer uma só palavra. Encontrei seus olhos tristes e um queixo travado, tenho certeza que foi difícil para ele dizer aquelas palavras:

- Pai... O quê você... ? - perguntei confusa vendo o homem sério e evasivo agora demonstrar suas fraquezas.

- Tudo o que você disse mais cedo naquela sala, eu já sabia. - ele declarou me deixando mais confusa ainda. - Que ela gasta meu dinheiro com besteiras, que ela mente para mim, tudo isso eu sei.

- Então por quê você...? - perguntei intrigada com suas palavras.

- Eu sei que nunca fui o suficiente para você Valentina, e não te culpo por nada. Quando me disse que queria ir para a Coréia eu não fui contra mesmo me sentindo mal. Achei que seria bom você conhecer novos lugares, realizar seus sonhos, eu deveria me sentir feliz por você. Mas quanto mais você se afastava mais chateado eu ficava, e sabia que era um comportamento errado. Eu precisava seguir minha vida, precisava deixar você seguir a sua também. Eu pensei que seria melhor assim, para nós dois. No começo eu vi aquela mulher como uma companhia e, realmente, desde então eu nunca estive sozinho, mesmo que fosse só por interesse. Sei que ela gasta todo o meu dinheiro e na verdade não me importo porque eu não preciso dele...

- Pai... - disse me sentindo mal por tudo que aconteceu.

- Não preciso de todo aquele dinheiro Valentina, eu só... Só preciso que você esteja aqui comigo. Por isso, perdoe os meus erros. - ele disse me abraçando forte. 

- Desculpe-me...Por te deixar sozinho, por não ter te ligado, eu também passei por muita coisa. Eu também precisei muito de você. Eu também senti muito a sua falta... - disse entre soluços lembrando de tudo o que aconteceu na Coréia. 

- Oh, minha filha! - ele agora tinha lágrimas no olhos.

Parecia que um grande peso estava saindo das minhas costas naquele momento. Eu percebi o quanto estava com saudade dele, do seu perfume, das suas blusas alaranjadas, tudo. Percebi também o quanto tinha sido egoísta, sem entender como o velho se sentia durante todo esse tempo em que estive fora. Como ele também sentiu falta de ir me deixar na escola, do meu arroz queimado, do meu comportamento irritante, de mim.   

- Eu nem queria dizer nada porque não quero prender você a mim, não quero que sinta pena ou culpa por alguma coisa. Mas não podia deixar você ir embora de novo achando que eu não me importo mais contigo. - ele explicou acariciando meu cabelo.

- Você... Sinceramente... Eu ia sair daqui com muita raiva de você. - expliquei enxugando as lágrimas que acabaram descendo durante a conversa. - Não queria mais nem olhar na sua cara...

Ele riu separando nosso abraço, aquela conversa foi muito importante naquele momento, eu precisava dela mais que tudo, precisava saber que ele não tinha desistido da nossa família, que ainda tinha um lugar para mim em seu coração.

Esperei um pouco até que nossos corações pudessem matar a saudade um do outro. Depois olhei para Taehyung que ainda estava dentro do carro, mas agora mostrava um grande sorriso no rosto, parecia muito feliz por eu ter me acertado com meu pai. Abri a porta do carro revelando sua presença:

- Ah, tenho alguém para te apresentar... Esse é Taehyung, meu namorado...

Por Jin.

- Não Jin... Fica só mais um pouco, hun? - ouvi a voz rouca de Namjoon dizer rente ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

- Namjoon... Já está na hora de acordar... - eu disse tentando livrar-me de seus braços, que de forma rígida agarraram minha cintura e me impediram de sair daquela posição.

Dormir de conchinha era realmente a melhor coisa do mundo, adorava sentir o corpo do maior colado no meu. Mas também era perigoso, já que podíamos facilmente passar o dia inteiro ali sem reclamar:

- Namjoon... - eu sussurrei novamente no intuito de acordá-lo.

- Sim... Sim... - ele confirmou por fim e afroxou os braços ao meu redor.

Senti o colchão afundar, ele sentara de frente para mim, coçando os olhos e bocejando, o que me fez rir brevemente. Ele era tão grande e ainda agia como uma criancinha:

- Você está muito cansado? - perguntei acariciando seu cabelos.

- Sim, você é muito cruel por me acordar assim... - ele fez um bico engraçado.

- Aish Nam, não vou te deixar dormir o dia inteiro, hun? Além do mais, temos que aproveitar esses dias para nos divertir,  já que logo voltaremos a Coréia para trabalhar duro... - expliquei tomando a atenção do garoto.

- E que dia com você não é divetido? - ele perguntou beijando minha testa suavemente com um sorriso nos lábios carnudos.

- Você adora me deixar sem jeito... - comentei mantendo um sorriso envergonhado no rosto.

Levantei-me e fui em direção ao banheiro fazendo minhas higienes matinais (bem fanfic mesmo kkk), estava cercado de  sabonete e shampoo de hotel por todos os lados e decidi usar algum. Eu brinquei ao pedir à Namjoon para me levar ao parque aquático durante o casamento da Alice, só que eu não contava que o garoto fosse levar aquele comentário a sério. Algumas horas de viagem e cá estávamos nós, apreciando a vista da praia ao longe e aproveitando as piscinas e tobogãs do enorme parque aquático. Era fantástico! E a visão de um Namjoon só de sunga me deixava ainda mais animado, por algum motivo o garoto decidiu experimentar a moda brasileira:

- É confortável! - ele disse de longe olhando o próprio corpo. - Posso bronzear minhas coxas agora. Você deveria experimentar!

- Não obrigado... - disse sentado na borda da piscina apenas sentindo a água aos meus pés enquanto Namjoon mergulhava na piscina.

Era engraçado ver o garoto tão animado, parecia uma criança nadando de um lado para o outro. Fiquei observando-o por um tempo apenas rindo de seu comportamento e notei sua aproximação:

- O quê foi Jin? Não está se divertindo? - ele perguntou jogando os cabelos para trás na tentativa de me ver.

- Claro que eu estou... - disse ajudando a arrumar seus cabelos.

- Então por quê não entra? - ele perguntou fazendo bico e ri.

- Não sei, gosto de te olhar daqui... - comentei recebendo um olhar maldoso.

- Você está aproveitando meu sunga não é? Jin seu safado... - ele disse parecendo ofendido e tentando cobrir o corpo de um jeito engraçado.

- Não, claro que não! - disse em minha defesa o que saiu mais alto do que deveria. - Quer dizer... Também, mas, aish, você sabe que não é só isso... 

- Você está se complicando hyung... Você parece estar com muito calor, deixe-me lhe refrescar. - ele disse puxando minhas pernas de uma vez me fazendo cair na piscina com tudo. 

Subi rapidamente encarando o garoto que agora ria de mim, senti vontade de batê-lo mas decidi deixar minha vingança para mais tarde:

- Nam seu.... 

- Você fica tão lindo bravinho...- ele comentou me puxando para um abraço de desculpas.

- Nem venha com esse charminho, não vou deixar barato... - eu disse aproveitando o abraço.

- Ei, venha brincar comigo, hun? Não quero ficar aqui sozinho. - ele disse nos separando. 

Pensei um pouco e vi um grande tobogã a direita então sugeri que fossemos. Ele concordou e subimos as escadas. Era realmente alto e senti minhas pernas falharem por alguns segundos, ouvi uma risada de Namjoon que percebeu meu nervosismo mas segurou minha mão para irmos juntos. O percurso foi repleto de gritos e risadas nervosas, a adrenalina percorrendo nossas veias livremente até alcançarmos a grande piscina que esperava no fim do tubo, vindo com ela a calmaria:

- Uau, incrível! - comentei tentando recuperar o fôlego. 

- Vamos de novo, por favor! - ele pediu insistentemente até que eu concordasse. 

- Ta, tudo bem... - respondi recebendo vários beijinhos de agradecimento que me fizeram sorrir.

A noite lá estava ele morrendo de febre e com a pele toda queimada, com compressas de gelo cobrindo o corpo:

- Não sei mais o que fazer, já te dei remédio, já coloquei essas compressas de gelo, você já tomou banho e mesmo assim a febre não diminui Nam. Eu acho que a gente deveria voltar e ir ao hospital, sei lá, algo assim. - eu disse tão rápido que quase não deu entender enquanto ligava para Alice repetidas vezes, talvez ela soubesse o que fazer.  

- Jin, você precisa se acalmar ok? - ouvi sua voz rouca dizer. - Eu vou ficar bem logo...

Ele ergueu a mão em minha direção, pedindo para ficar perto dele e foi o quê fiz:

- Eu vou dormir agora, promete que vai ficar aqui? - ele perguntou me fazendo rir um pouco e concordei com a cabeça.

Deitei ao seu lado olhando o garoto que logo fechou os olhos e dormiu. Não adiantava ligar para Alice pois a mesma não atendia, nada mais justo já que estava em sua lua de mel. Decidi deixar o garoto dormir, esperar o remédio fazer efeito e se não melhorasse levaria-o na primeira hora da manhã para o hospital. 

Depois de alguns minutos olhando-o acabei percebendo que também estava cansado e mesmo não querendo adormeci ao seu lado, com os dedos entrelaçados ao seus desejando que Namjoon melhorasse.


Notas Finais


Namjoon dodoi 😳😷 , Jin vai ter que cuidar agora... 😌
Que isso Valentina, que audácia! 💆💅
Ainda bem que tudo deu certo com o pai dela né? Agora é só o Tae agradar o sogrão... 😂😂
Gostaram do cap? Revisei isso tantas vezes que nem sei mais...
Bjos amores, posto o próximo depois💜


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