História True - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 5
Palavras 2.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


1* : sei que ficou ruim
2* : talvez, so talvez, isso tenha sido inspirado em mim
3* : espero que ninguem leia

Capítulo 1 - Is a true


 

       O dia começou normal, a temperatura nem tão baixa nem tão alto, apenas o calor diário da região do norte do Brasil. Nossa protagonista, Haruka, acorda por volta das 5:20 da manhã, como sua rotina foi decidida anteriormente por seus pais. Tem seus três irmãos : a do meio Akane, sendo três anos mais velha que si, Hayato o mais velho por cinco anos, e seu caçula Chiharu, oito anos mais novo.

 

       Se aprontou normalmente. Um sutiã sem bojo, rosa antigo, e uma roupa intima debaixo preta com pequenos detalhes azuis claro. A calça uniforme azul marinha com pequenos detalhes amarelos enfeitando os cantos, a blusa sendo novamente de uniforme vermelha. O local onde estudava dividia em cores as classes, sendo assim : terceiro do ensino médio até o oitavo usavam a camiseta azul, sétimo até o segundo usavam vermelha, e o resto usava a amarela. Mas voltando ao que interessa. Colocou seu tênis branco e seu inseparável moleton, sendo ele de BTS um grupo famoso de k-pop. Limpou sem vontade a lente de seu ôculos com armação preta, para no fim o sujar novamente com os dedos em quanto o colocava novamente no rosto.

 

       Se jogou na cama já pronta e abriu no aplicativo SPIRIT FANFICS, começando a ler sua história preferida, que tinha como nome " Nop ". Foi tirada de seu concentramento por sua irmã a chamando para irem logo para o carro.

 

       Já a caminho tinha sua mãe a seu lado, a mesma carregava em seu colo o primo da garota já que não tinha mais espaço, por conta de sua irma mais velha estar do outro lado. O mais velho dos irmãos ia tranquilamente na frente.

 

      Era nesses momentos em que Haruka parava para observar tudo em volta. Qual era o sentido de estar ali ? Ela poderia ter nascido no Japão, ter se tornado famosa por algum motivo. Quando crescesse poderia ser uma mangaka de yaoi ou yuri. Mas não, era só mais uma brasileira ligeiramente sortuda por ter nascido em uma classe média e por estar estudando em uma das mais caras escolas da cidade. Não tinha escolhas agradáveis para fazer quanto ao futuro. Não gostava dos colegas de classe. Não se sentia bem em estar ao lado de outras pessoas que jorravam beleza e dinheiro.

 

       Sim, isso era o que mais lhe assombrava. Todas aquelas pessoas eram lindas. As meninas altas, baixas, traços finos, corpos finos, nariz empinado, seios farto, coxas grossas, cabelos de todas as cores... Quanto a si ? Alta até demais, fazendo com que destacasse na multidão, cabelos marrons escuros comuns, olhos puxados e estranhos que não combinavam com nada, nariz levemente grande para seu rosto, a boca era normal. Um pouco acima do peso... Onde é que se encaixava nos padrões ? Ainda por cima usava um óculos que mesmo sendo da mais recente moda, não lhe favorecia.

 

       Sim... teve uma época que era extremamente confiante com sua aparência, mas isso já havia passado. Finalmente tinha abertos os olhos e notado o quão estranha era. Grande parte dessa descoberta veio com a ajuda de outros... Afinal sempre existiu aquele tipo de gente que adora descontar as frustrações da pessoa na cara.

 

      Se lembra sempre que se olha no espelho, de todos os comentários já dirigidos a si. " Você parece um travesti " disse certa vez um novo aluno popular, que foi retribuído apenas com um " obrigada ". Era esse seu papel, fingir não ligar para o que os outros pensavam ou falavam de si... mas a verdade é que isso doía muito, ainda doí. Ter alguém jogando na sua cara que você não merecia estar ali, que ninguém nunca iria se sentir atraído por você, é doentio. Não se sentir aceita e por conta disso se esconder atrás de piadas, roupas, ou até fingir que não liga também é doentio. Padrões de beleza são doentios.

 

       Uma das épocas que mais foi humilhada foi durante o prezinho até o sexto. Se lembra de todas as ofensas... " por que seus dentes são amarelos ? ", " por que você é tão alta ? ", "sua voz é grossa, parece de homem ", "pé grande ", " suas pernas são grossas demais! ", "seu sorriso é feio "..... Você acha certo fazer uma pessoa evitar sorrir, ou a fazer sempre esconder o ato com a mão, só por não achar bonito ? Fazer uma pessoa se privar de uma felicidade apenas por conta de sua opinião é ridículo.

 

       Odiava com todas as forças, quando diziam que devia ser modelo ou jogadora de vôlei/basquete. Só por ser alta ? Seu corpo não iria servir para uma campanha de jeito nenhum.

 

       Antes que pudesse continuar discutindo consigo mesma, foi interrompida por sua mãe dando a ordem para que descesse do carro. Pois já tinham estacionado no estacionamento da escola.

 

       Se despediu juntos dos irmãos e, com sua bolsa rosa da kipling, sozinha seguiu caminho a sala de aula, que ficava no outro lado do enorme lugar. Tinha em seus ouvidos um fone branco, conectado a seu celular. Tocava em tom médio a música "monster " de um rapper brasileiro, que tinha total admiração. Sentia uma miníma vontade de chorar com a música, já que era brasileira dava para entender sobre o que se falava. Segurou com determinação o líquido nos olhos. Sabia que era um pilar para seus amigos, e um píilar não pode cair. Pelo menos não na frente dos que protege.

 

Eu era alguém, que acreditava só no bem

Lutava e buscava o certo como ninguém

Mas veja bem, a verdade é que eu sempre fracassei

E também doeu em mim no dia que te deixei

Por anos eu tentei, mas sei que eu falhei

Não pude cumprir tudo aquilo que jurei

E eu sei (eu sei)

Fui tão longe que cheguei

Ao ponto de ser a dor da pessoa que eu mais amei

(Monster)

 

      Se deixasse que seus sentimentos mais profundos ficassem a mostra podia comprometer os outros a sua volta. As pessoas que amava. Tinha que aguentar. Tinha que cumprir tudo o que tinha prometido. Doía ? sim, doía, mas era melhor do que descontar seus medos e incertezas nos outros. Doía saber que poderia falhar com quem ama, decepcionar uma pessoa importante. Ser a dor de seus amigos.

 

 

Olha o que me tornei

O tipo de pessoa que eu nunca imaginei

O mal que estava escondido alimentei

E agora sinto que esse monstro não dominei

 

E quem vai entender? (quem vai entender)

Se quero pra mim morrer

Eu odeio o que virei, mas me faz sentir tão bem

Pois quando estou nas sombras sou forte como ninguém

 

 

      Assim como comentado antes, tinha seus medos. Seu maior medo, maior do que seu trama por ficar só ou o de lugares escuros, medo de se perder naquele oceano infinito que era sua mente. Tantos becos sem saída, voltas e mais voltas, tentando entender seus próprios pensamentos. Afinal se nem mesmo se entendia, que iria entender ?

 

      Quem iria ligar para o fato de que se machuca ao se sentir imponente ? Que já maltratou de diversas formas seus corpo em momentos de fraqueza ? Que já chegou a rir ao notar que saia bastante sangue em um corte de sua coxa ? Medos... inseguranças... sabia que não poderia dominar tudo aquilo, que estava caindo aos poucos. Quando estava sozinha, em seu quarto ou banheiro era inútil. Seus olhos transbordavam e se encolhia na cama. Fraca... isso que era.

 

       Me sinto quebrado

Caindo em pedaços

Porque sei que estou fora e não consigo voltar

Toda a minha insanidade eu preciso provar

Não dá

Eu já deixei me dominar

Uma fera fora da jaula, quem pode controlar?

Sinto que estou mais forte e nem eu posso parar

Você não pode mais me ver

Pois tem alguém no meu lugar

 

      Estava cansada. Cansada de esconder sua orientação sexual por conta de idiotas que ainda pregavam que quem tem atração pelo mesmo sexo ira para o inferno, ela já estava no inferno. Cansada de se machucar e de chorar. Por seus amigos a excluírem como se não se importassem, mas não poderia deixa-los, até por que era sempre a si que procuravam quando estavam tristes... Psicologo, era isso que achavam de si ? A tratavam como se não tivesse sentimentos, como se nunca tivesse sofrido e como se não entendesse as dores... Hipócritas...

 

      Talvez a única pessoa que pudesse confiar fosse um amigo seu, Seiji que por mais que não soubesse o que se passava em sua vida, era sempre agradável consigo.

 

       Finalmente chegou a porta de sua classe. Jogou sua mochila em um dos bancos e se sentou no outro. Seiji veio em sua direção e começaram uma alegre conversa.

 

       Porém antes que pudessem continuar foram interrompidos por Tatsuo. O pequeno garoto, que batia na altura dos seios de Haruka, se sentou ao lado do outro e começou uma conversa com o mesmo, que logo desviou toda a atenção que tinha para lá, deixando ela sem ninguém.

 

       Eu já esperava. Disse mentalmente. Tatsuo era seu melhor amigo a dois anos, porém durante esse meio ano tinha se afastado. Como todos. E so falava consigo quando estavam sozinhos. Idiota, repetia na mente se impedindo de explodir.

 

       Será que nunca pensavam em seus sentimentos ? Nunca pararam para imaginar o quanto a garota sofria por ser praticamente deixada de lado ?

 

       Se levantou e foi até o banheiro que ficava em frente a própria sala. Se encarou por longos minutos no espelho, que cobria a parede inteira, para logo sair. Sem expressão, como se nada tivesse acontecido. Como se sua vida não estivesse uma merda.

 

       Notou que uma ‘amiga’ tinha chegado, se sentou novamente no banco, e vinha em sua direção. Lançou um Bom Dia, que não foi retribuído pela outras, que apenas sentou ao seu lado e começou a falar com outras amiga sua. Fingiu que nada tinha acontecido, não deixem ver como se sente.

 

       Se levantou novamente e saiu. Se fosse como antigamente as outras teriam ido atrás de si, mas não, tua havia mudado.

 

       Comprou um simples pirulito e ficou em pé, num cantinho não muito afastado dali.

 

      Logo já era o primeiro tempo. Se sentou no fundão como sempre. Uma das amigas já comentadas antes, a que tinha sido chamada para conversar pela outra que havia lhe ignorado, Keiko se sentava em sua frente.

 

 

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Meses haviam se passado. Logo já era a ultima semana de aula, a qual a garota faltou completamente. Você deve estar pensando que tudo já foi resolvido, que ela se aproximou novamente dos colegas como se nada tivesse acontecido... mas não, as coisas pioraram, tinha se tornado ainda mais vazia, se escondendo atrás de telas, digitando mensagens animadas como se sua vida estivesse a mais perfeita das maravilhas. Tinha engordado ainda mais, a ponto de ter nojo de se olhar no espelho, mais pessoas haviam a xingado. Foi deixada de lado como sempre, mas esse era seu papel...

 

Se ignorada, esquecida.

 

Haruka é apenas uma casca vazia. Uma pessoa insignificante em meio ao mar de problemas mundiais. Suas dores eram extensas, mas mesmo assim ignoradas...

 

Tinha começado a gostar de uma pessoa online. Ah, pensara que seria mais fácil se não se vissem... estava enganada. As pessoa gostava de outra, e parecia que fazia questão de jogar em sua cara. E só ela sabe o quão despedaçado seu coração ficou ao ver que ninguém se importava consigo. Mas porque isso ? Bom ela apagou todas as fotos, exclui a foto de perfil e bio. Passado-se dois dias, ninguém tinha perguntado o que aconteceu... As pessoas que diziam que se preocupavam consigo... nem uma notou quando ela sumiu. Nem uma notara quando a garota parecia desanimada em seus textos... nunca notavam seus sentimentos...

 

Ela estava no ultimo estagio... Infiltrou em sua mente que tudo era culpa dela. Ela era a errada para tudo aquilo.. Todas as ofensas jogadas a si, eram sua culpa. Absorveu as mentiras como sem fosse uma esponja passada na água... Guardando no mais fundo e obscuro lugar da mente, que o motivo de ninguém gostar de si, era que ela era a culpada.

 

E por fim estava novamente trancada em seu banheiro... chorando e deslizando a pequena lâmina em sua alva pele, vendo os fios de sangue descerem lentamente por suas gorda e feias pernas. Mas estava tudo bem, afinal era tudo culpa dela.


Notas Finais


... espero que n tenha esperado muito de mim, sou especialista em decepcionar pessoa :D


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