História True Colors - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Fagosella, Farosella
Visualizações 124
Palavras 1.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei. Amando tudo de vocês 💓
Bora pra mais uma então. haha

Capítulo 7 - Aromas


Chegavam no restaurante contentes. Já se passaram três semanas desde a inauguração, que foi um grande sucesso. O Salito está conquistando a clientela aos poucos. O ambiente é aconchegante, pouco rústico, com tons escuros e claros para contrastar, mesas com toalhas brancas, taças, talheres e um pequeno arranjo com flores.

Aquele dia, não abririam para o jantar. Já estavam perto da finalização do almoço e tanto Bela como Paola, estavam muito satisfeitas com o rendimento de todos que compunham a cozinha.

- Mesa 7, profiteroles com sorvete de baunilha. - Bela cantava o pedido. - Vamos lá pessoal, esse é o último de hoje. - Finalizou.

Roberto, que cuidava dessa praça, começou a rechear a massa com o sorvete, sendo observado por Paola, que esse prato era uma de suas especialidades.

- No, Roberto, faça com cuidado. - Pegou um profiterole, uma faca e partiu a massa ao meio, ensinando com maestria ao colega de trabalho. Pegou o pote de sorvete artesanal que ela mesma fez, e recheou a massa com uma bola bastante generosa. Ela tratava a todos gentilmente e ao contrário de Bela, adorava ensinar o que sabia. A ruiva e ela, dividiam os amores dos funcionários. Uns preferiam a argentina por seu jeito delicado e correto, outros, a francesa por seu jeito descontraído e otimista.


Estava terminando de ajudar Roberto, quando pôde perceber que estava sendo observada por alguém. O local que estava, tinha uma visão da pequena abertura que dava para o salão. Ela apoiou a mão no ombro de Roberto e apertou o local como gesto de que ele fez um bom trabalho. Sorrindo, virou-se e levantou o olhar em direção a escada. Nela, estava Fogaça, apoiado no corrimão vendo todo o movimento, principalmente o dela. Ao perceber que ela tinha o visto, subiu correndo.


Paola sorriu e balançou a cabeça negativamente, se aproximando de Bela.

- Todo dia, mais ou menos esta hora, vejo Henrique no pé da escada olhando aqui a cozinha e nada faz.

- Vai ver ele só está querendo ver como ta o trabalho por aqui.

- Estranho… - Deu de ombros. E todos começaram então a limpeza de tudo.


- Parabéns equipe. Hoje foi um sucesso. - A chef francesa sentiu orgulho.

E todos juntos bateram palmas e se abraçaram como de costume, após todo final de serviço.

- Obrigado chef. Meu próximo profiterole vai ser magnífico. - Roberto cumprimentou a chef argentina, dando-lhe um aperto de mão.

- Por nada! Gosto sempre de ajudar. Hasta manaña! - Acenou com a mão.

Ela terminava de guardar alguns caixotes, as pessoas passavam se despedindo dela.

- Tchau chef! - Paula, Luísa e João falavam juntos.

- Adios amigos. - Levantou a cabeça, sorriu e voltou a seus afazeres.

- Paola, você não vai agora para casa? - Bela perguntou.

- No, vou finalizar aqui...ainda quero cuidar um pouco da minha horta. Pode ir, depois chego lá.

- Tem certeza?

- Si, só me perdi aquela vez - Sorriu - Ahora sei muito bem o caminho. - Transmitiu confiança.

- Está bem, te vejo em casa. - Deu um beijo na bochecha da morena e saiu do restaurante.


Paola estava em silêncio, começava a mexer na terra da área externa onde ficava a pequena horta que estava começando a crescer. Ela sempre gostou disso, mãos na terra, sementes e o desabrochar das pequenas hortaliças.

Cuidava todos os dias, molhando-as sem encharcá-las, mas o suficiente para desenvolver. Dessa vez era dia de finalmente colher as batatas. Primeira vez que tinha plantado na vida e sentiu muito orgulho ao vê-las esparramadas no chão.

- Va a quedarse ahí parado? - Falou em sua língua natal sem tirar os olhos da terra.

Fogaça estava parado na porta a observando e ignorou o que ela tinha falado por não entender. Mas percebeu, claro, que ela havia se incomodado com a sua presença. Sem dizer nada, ia embora.

- No, fique. Acho que temos que conversar. - Falou em tom mais alto para que ele ouvisse, dessa vez olhando-o.

- Desculpa, é que pensei que todos já haviam ido embora. Vi essa luz acesa e vim ver se tinha alguém. - Se encostou na porta, colocou as mãos na calça social e continuou a observá-la.

- Ahora já viu...Vem cá. - Mexeu a cabeça na indicativa dele se aproximar. Ele sorriu de leve e então foi.

- O que está fazendo? - Perguntou curioso.

- Colhendo essas batatas. - Tentou retirar uma que estava difícil de sair. Puxou com força. Ela que estava acocorada, acabou se sentando no chão e a batata saiu, jogando terra pra todo lado. Os dois riram.

- Ai Dios, essas coisas… - Suspirou.- Só acontecem comigo. - O que fez ele rir ainda mais.

- Pelo visto comigo também. Olha como estou cheio de terra. - Olhou o estado da roupa, em alternância em seus braços.

- Desculpe. - Sussurrou e tentou limpar.

- Que isso, meu… - Sorriu.

- Una vez, me disseram: Vá plantar batatas! - Gesticulou com as mãos como haviam falado com ela. - E olha, já estou colhendo.

- Mas acho que não foi bem esse sentido.. - Soltou uma risada gostosa, o que fez a guapa fixar os olhos na boca dele, logo voltando a atenção para a pequena plantação.


- Me dices, por que andas todo “engomadinho”? - Se referiu as vestimentas do homem.

- Aah, meu pai. - Bufou. - Quer que eu seja administrador, bancário...caralho a quatro, como ele. - Fez careta.

- É eso que quer?

- Não. - Pausou. - Quero ser outra coisa, mas ele não apoia.

Paola viu a frustração em suas palavras e o olhou atenta para que ele continuasse.

- Quero ser...Paola, posso te pedir uma coisa? Sei que a gente não se bateu muito no início, mas tu é mó limpeza…

- Pode falar! - Levantou uma sobrancelha e parou de vez o que estava fazendo.

- Você me ensina...é é… A cozinhar? As técnicas e pah?! A gente fica no final do expediente, sem ninguém saber.

Paola entendeu então o que seria de fato que ele quer ser. Se sentiu lisonjeada, mas ficou ainda na dúvida.

- Yo...no sei!

- Mas por que? - Cruzou os braços.

- Sei lá… Depois su padre descobre e me manda ir embora, só dependo disso aqui no Brasil. Mesmo tendo a Bela, ele é majoritário na sociedade ne?

- Aah vamos, ele nunca irá descobrir. Prometo a você isso.

Ao ver o entusiasmo dele, acabou cedendo.

- Tá bien! - Ela riu e continuou. - Pero usted tem que me ajudar no português, cierto?

- Já é mana!!


Ele a envolveu em seus braços e deu um beijo demorado na bochecha alva. Ela se desvinculou dele, com as maçãs pouco coradas.

- Pode começar hoje?

- Mas já? - Deixou a boca entreaberta. - Vamos!

Se levantou, foi para a cozinha. Ele a acompanhou com o olhar. Ela saiu de vista e voltou a beirada da porta. Jogou um avental no ar para ele.

- Vai ficar ai parado mesmo? Lava as mãos. - Sorriu de piscadela.


Paola estava já separando alguns ingredientes no balcão, quando ele, meio sem jeito, se aproximou.

- No é bicho de sete cabeças. - Falou enquanto reproduzia mentalmente que iriam fazer.

- O que vamos aprontar? - Perguntou bastante curioso.

- No olhe. - Tampou os olhos dele com uma das mãos. - Vou colocar esse lenço para usted no ver, feche os olhos. - Ela então colocou com cuidado um lenço que estava amarrado no cós de sua calça, tampando sua visão. - A primeira coisa que vamos hacer é descobrir os aromas. - Pegou no balcão um potinho que tinha um pouco de um líquido incolor e aproximou do nariz masculino. Ele inalou e sorriu.

- Essa é fácil… Vinagre, ne?

- Si, acertou. Vamos para o próximo. - Pegou outro potinho com algumas especiarias. Ele respirou fundo e também sorrindo ao final.

- Porra, está fácil demais… São cravos da Índia.

- Olha, está indo muy bien! - Falou sorridente.

Paola pegou pote que continha dessa vez um líquido na cor amarela. Fogaça estava com as mãos para trás, cheirou uma vez, duas...e nada. Então, no instinto, aproximou seu rosto e como não estava vendo nada, acabou colocando o nariz próximo do braço da chef, virando a cabeça para um lado e para o outro.

- Esse cheiro...




Notas Finais


Eiiita, esse cheiro...vai ficar impregnado haha


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