História True Colors - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Shotacon, Truecolors, Yaoi
Exibições 334
Palavras 5.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, antes de começar o capítulo, gostaria que prestassem a atenção aqui um pouquinho. Como todo mundo sabe, o Tao foi citado na história. E o que aconteceu entre ele e o Sehun, é de extrema importância para a fanfic. O personagem do Zitao será de grande importância para ChanBaek, então, mostrar como tudo aconteceu era mais do que necessário. Essa capítulo será narrado pelo Sehun. Espero que gostem ♡ se tiver qualquer erro, relevem. Não foi betado.

Capítulo 7 - Sempiterno Primeira parte


Sempiterno (adj)

Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre - que é eterno.

Meu coração colidia contra minhas costelas na mesma velocidade em que meus dedos tamborilavam na madeira envernizada da mesa da sala, seguindo o ritmo de Welcome to the Jungle que reproduzia em minha mente, me fazendo bater os pés no assoalho.

Já fazia um longo tempo em que meu coração não surtava daquela maneira, ansioso para deixar o timbre de sua voz beijar meus ouvidos. Havia namorado com Luhan por exato sete anos, e seria mentira se eu dissesse que não o amei. Contudo, com ele o sentimento era calmo, como quando você liga o rádio numa tarde de domingo e ouve Selter enquanto desfruta uma caneca de chá.

Eu poderia facilmente comparar Huang ao outono, pois o outono era uma estação que causava uma grande bagunça, espalhando várias folhas de diversas cores por ai. Apesar de todo o caos que causava, ninguém ficava bravo com o mesmo, porque assim que percebiam o que o outono havia feito, ele já havia ido embora, e se não fosse, por mim, ele poderia tornar-se uma estação interminável, já que, ao mesmo tempo em que bagunçava tudo, representava a calmaria. Ele apenas deixava tudo como tinha de ser.

O outono era como uma primeira antecipada, cada folha que caia era uma flor que nasceria mais tarde; por esse e outros mil motivos, agora, eu gostava do outono, porque foi naquele dia frio que nossos olhares encontraram-se pela primeira vez, e um singelo sorriso apareceu no rosto de Huang, fazendo-me apaixonar imediatamente.

No final, Huang fora como o outono, levou todas as folhas e deixou as árvores secas; assim como o meu coração.

Logo veio o inverno, e junto as chuvas frias, eu chorei por vários dias, até receber um safanão da minha mãe e prestar a atenção em suas palavras "Quando algo que você goste acabar ou simplesmente partir, lembre-se de que as flores de outono não caem porque querem, e sim, porque chegou a hora"; desde então, eu nunca mais chorei por Huang, pois havia entendido que era hora de deixá-lo partir.

Huang era a tempestade; aquela música do Aerosmith que inunda sua mente e te afoga, e eu adorava me molhar. Lembro perfeitamente da quentura dos teus lábios até hoje, e de como o conheci como se fosse ontem, mesmo que estivesse acontecido há quase dez anos atrás .

Cerca de dez anos atrás.

A bebida fazia-me mover o corpo com uma sensualidade quase inexplicável. Meus fios loiros voavam para cima e para baixo em um frenético bate-cabeça. Ninguém saberia explicar como alguém conseguia ser sexy dançando The Offspring, que era tocado por uma bandinha cover qualquer. Deixei um sorriso malicioso pintar meus lábios, sabendo que havia alguns olhares parados em mim.

Sorri ao ver um moreno aproximar-se com um cigarro preso entre os lábios. 

– Estava pensando. – Meu corpo inteiro arrepiou-se ao sentir Taemin sussurrar contra meu ouvido – Poderíamos ir para casa e foder até não aguentarmos andar. – Deixei uma gargalhada escapar enquanto pegava o cigarro amassado no bolso e aproximava-me da boca de Taemin, para que pudesse acender meu cigarro com a brasa do dele.

– Hoje não, Minnie-ah. Já transamos ontem, vá atrás de outra bunda que eu tô procurando um pau. – o moreno franziu o cenho soltando um palavrão qualquer e deu-se por vencido. Sabia perfeitamente que não adiantava discutir comigo. Eu era teimoso como uma mula.

Deixei meus olhos vaguearem pelo local até que eles encontrarem-se com os de um rapaz de baixa estatura com a pele extremamente pálida e o corpo repleto de músculos, que dava-se para ver por aquela regata transparente que usava embaixo da jaqueta de couro. Aquela tez branca parecia ter sido meticulosamente feita para ser marcada. Nada discreto, abri um sorriso em direção ao do rapaz, que sorriu-me em resposta.

E aquela noite terminou numa bagunça de beijos, gemidos e roupas espalhadas pelo quarto de Joonmyeon.

...

– Hey, hyung, te contar uma coisa que aconteceu. – Disse deitando-me sobre a grama verdinha do jardim, prendendo um cigarro entre os dedos enquanto assoprava a fumaça cancerígena, fazendo a atenção de Chanyeol prender-se em mim. Os olhos negros desviaram do violão parado em seu colo e viajaram até meus lábios, fazendo-o estalar a língua no céu da boca quando assoprei a fumaça em seu rosto.

– Já disse pra você parar de fumar essa merda, vai se meter em encrenca se alguém te pegar fumando na escola.

– Nada que um pouco de dinheiro não resolva. – Soltei um riso baixo. Meu pai já havia sido chamado várias vezes naquela escola. Da primeira vez foi por eu ter caído no soco com Chanyeol por causa de uma remelenta no ensino fundamental. Foi a primeira e a última vez. A segunda, foi porque eu fui para a escola chapado. Eu estava tão louco que confundi a máquina de refrigerante com o banheiro e fiz xixi ali. Nada legal; mas, dando continuidade, meu pai era militar. Um capitão do exército, para ser mais específico, e raramente alguém ia contra suas vontades. Os professores se mantinham calado quando me viam fazendo algo de errado, bastava apenas algumas notas de dinheiro. Vez ou outra isso chegava nos ouvidos do meu pai, e claro, eu levava uma bela de uma surra e ficava sem mesada por alguns meses.
Mas, Chanyeol hyung tinha dinheiro para o tubão nos finais de semana, então, estava tudo bem.

– E vê se não me corta mais, hyung! – O repreendi, sentando na grama em posição de lótus. – Você sabe que minha mãe me obriga a ir na igreja toda semana, achando que o espírito homossexual que existe dentro de mim irá embora... Velha maluca... Mas, enfim, sabe aquelas salinhas bizarras que existem dentro da igreja? Sala das promessas, ou algo assim. – Franzi o cenho, tentando me lembrar do nome. – O padre me expulsou da igreja depois de me ver beijando o Joonmyeon ali dentro. – Comecei a gargalhar, colocando a mão na barriga.

– Cara, você não pode beijar outro cara dentro de uma igreja. – Chanyeol alertou, rindo descrente. Dei de ombros e voltei a me deitar, tragando o cigarro e soltando a fumaça pelo nariz.

– E por que não?

– Porque eles consideram um pecado.

– Mas igreja deveria ser um lugar de perdão. Se não gosta de homossexuais, perdão, me deixe entrar. Chega a ser engraçado como esse povo que se diz puritano fala que devemos amar o próximo e jogam pedra no primeiro homem que diz amar outro. Cadê o amor? – Desabafei, apagando o cigarro na sola do meu coturno.

– Esperai ai, quem você disse que beijou? – Seus olhos se arregalaram.

– Joonmyeon. Te disse que transei com um cara no sábado, não disse? – Ele assentiu.

– Você transou com o Suho?

– Bingo!

– Caralho, o namorado dele não vai gostar nada dessa história.

– Bom, isso já não é problema meu. Sou solteiro, livre e disponível. Ele que tem que rever seus conceitos de fidelidade. – Dei de ombros.

– Vamos para a aula, o sinal do intervalo já vai tocar. – Chanyeol levantou-se e limpou a sujeira imaginária da calça. – Ainda tenho que ir no refeitório encontrar com Dara.

– Menina chata do caralho. – Reclamei, indo atrás de Chanyeol. Por mais que eu não gostasse de Sandara, eu tinha que a aturar, já que aquele apanhador de estrelas resolveu a pedir em namoro. A garota tem uma sisma comigo, acha que a qualquer minuto eu vou tentar roubar o boy dela. Eu lá ia querer um relacionamento com o Chanyeol? Já não basta uma vez ter enchido o rabo de um whisky barato e ter deixado o orelhudo tirar minha virgindade? Foi quase um incesto, Deus me livre.

Deixei o remelento com a lambisgoia e fui em direção a sala de aula, planejando como dormiria quando chegasse nesta. Havia alguns alunos pelos corredores, mas, como ainda não havia tocado o sinal, a maioria estava reunida no refeitório ou no pátio, sobrando somente alguns nerds que ficavam na sala, lendo. Eu costumava ser um deles, mas é quase impossível fumar dentro da sala sem deixar cheiro. Melhor não arrumar confusão, tenho um show de rock para ir daqui uns dias.

Estava passando perto da arquibancada quando senti meu pulso ser puxado bruscamente, fazendo meu corpo seguir o puxão, quase me levando ao chão. 

– Ora, ora, não é Oh Sehun? – Sua voz saiu debochada.

– O que você quer, Jongdae? – Perguntei arrumando minha postura e o encarei. Jongdae era um veterano do segundo ano, da mesma sala que Joonmyeon e também, era namorado dele. Eu torcia mentalmente para ele não querer arrebentar minha cara ou coisa do tipo, a última coisa que quero é me envolver em uma briga. Cruzei meus braços rente ao peito, adotando uma expressão séria. Ele deixou os braços cair ao lado do corpo e soltou uma risada baixa, jogando a cabeça para trás.

– Sinceramente, que você morra. Joonmyeon me contou tudo, que você o agarrou bêbado e o levou para cama. Você não tem vergonha de abusar de um incapaz, Sehun? – Desmanchei a expressão séria e desatei a rir, achando ridícula aquela acusação. 

– Então foi isso que seu namoradinho te contou, Dae-ah? – Questionei divertido. – Ele te contou que foi ativo? Que disse várias vezes como eu era mais gostoso que você? Que meteu bem fundo dentro de mim enquanto me beijava e dizia que era louco por mim? – O vi fechar o punho enquanto cravava as unhas curtas na palma da mão. Fechei os olhos quando ele ergueu a mão, esperando por um soco que nunca veio.

– Você sabe muito bem que eu poderia quebrar a sua cara agora, não sabe? – Fiz cara de deboche e assenti. – Mas eu não acredito em nada que você diz.

– Não? Então isso prova alguma coisa? – Levantei o rosto e mostrei-lhe uma marca em minha mandíbula, por algum motivo, Joonmyeon tinha certo fascínio por mandíbulas, e adorou marcar a minha. Não demorou muito para um soco acertar minha mandíbula, me fazendo ir para trás com o impacto. Suas mãos pequenas seguraram a camisa do meu uniforme e ele socou meu corpo contra a arquibancada, olhando nos meus olhos.

– Eu sempre imaginei como seria socar essa sua carinha linda. – Deu dois tapas fracas em meu rosto. Fodeu. Eu sabia que Jongdae fazia parte do clube de luta. Fazia alguns anos que o bonitinho lutava kung-fu, e não teria dificuldade alguma em quebrar os ossos de um sedentário como eu.

– Larga ele, Jongdae. – Uma voz baixa ecoou pelo local silencioso, nos fazendo olhar para trás da arquibancada, onde um garoto que, provavelmente, estava dormindo, sentou-se, despreguiçando-se.

– Vai defendê-lo? Pelo visto, você foi outro que caiu nas garras do Oh... Esperava mais de você, novato.

– Não estou o defendendo. Mas por que você só briga com pessoas indefesas? – O garoto levantou-se, vindo em nossa direção. Era um dos novatos do programa de intercâmbio, não lembrava seu nome, a única coisa que eu sabia era que ele carregava um Ranch Boss consigo; ouvi um garoto que estava com Jongdae sussurrar que aquele garoto era encrenca, que já havia brigado com uma gangue e saído vencedor. Eram apenas boatos, mas é melhor não abusar, não é, não?

– Vou dar dez segundos para vocês vazarem daqui. – Avisou, acendendo um cigarro. Jongdae olhou para ele algumas vezes, parecendo pensar. Logo o aperto em minha blusa cessou e ele me soltou, antes de sair sussurrou:

– Você está morto, entendeu? Quando esse maluco não estiver por perto, vou dar um jeito de deformar sua cara. – E saiu. Levei a mão até a mandíbula, sentindo uma ardência no local, e merda, eu tinha quase certeza que ficaria uma marca.

Maldita mania de querer pegar o namorado dos outros. Eu era realmente um cafajeste.

– Não se preocupe, cão que ladra não morde. – Disse jogando uma garrafa de água em minha direção. – Está congelada, acabei esquecendo de tirar do congelador. – Deu de ombros. – Coloque no rosto, diminuirá o inchaço e não ficará tão roxo assim, não como se fosse fazer diferença, afinal, você continua bonito. – Elogiou antes de dar as costas. – Até qualquer dia, Sehun. – Seu sotaque forte não escondia que ele era chinês. Pude ver um pedaço de algo que julguei ser uma tatuagem em seu braço quando ele prendeu o cabelo em um rabinho, penteado que não combinava nada com a jaqueta de couro que trajava. Por algum motivo, a visão do vento frio bagunçando seus cabelos pretos fez meu coração dar um solavanco do peito e deixou minhas pernas moles.

Merda. Eu realmente espero que seja um infarto. Mil vezes um infarto do que estar apaixonado.

Acabei voltando para sala depois de meia hora, alegando para o professor que estava atrasado por ter passado na enfermaria, dizendo que estava passando mal. O velho nem ligou para as minhas explicações e me mandou aquietar o pacová na cadeira. Eu nem sabia que porra era pacová. Deixei meus olhos viajarem pela sala, notando só então, que aquele garoto chinês estava sentado no fundo da sala, com um fone de ouvido enquanto dormia. Mas que raios? Como eu nunca havia reparado nele antes? Tudo bem que eu durmo em quase todas as aulas, mas, isso não é justificativa.    

– Então, pessoal. Vamos fazer um trabalho em duplas. – Quando ele terminou de falar, a sala já fazia um alvoroço escolhendo os parceiros. Troquei alguns olhares com Yixing, representante de classe. Nós sempre fazíamos trabalhos juntos, quer dizer, ele fazia os trabalhos e eu roubava uns beijos dele. O garoto era uma gracinha, rosto angelical e um sorriso de covinhas que deixava qualquer um apaixonado. E as coxas... Meu amigo... Grossas e macias. Nem te conto como descobri isso, só digo que seus gemidos e chinês eram muito gostosos de ouvir. Sei que não presto. – Eu vou escolher as duplas. Da última vez, uns espertinhos escolheram os garotos mais estudiosos da sala e simplesmente não fizeram nada, não é, Oh Sehun? – Me encarou, enquanto algumas pessoas riam baixinho.

– Sem provas não tem como dar o veredito. – Respondi, fazendo-o revirar os olhos.

– Continuando, eu vou escolher as duplas. Começando pelo nosso representante, Yixing, você fará o trabalho com o Yifan. – Franzi o cenho imaginando o Yixing fazendo trabalho com aquele troglodita mal humorado e capitão do time de basquete – E você, Sehun, fará o trabalho com o Huang.

– Quem é Huang? – Perguntei mais para mim mesmo, mas alto o suficiente para que o chinês do fundo levantasse a mão, um pouco entediado e levantasse a cabeça, tirando os fones de ouvido. O resto da aula ocorreu de forma tranquila. Zitao dormia tranquilo na carteira enquanto eu rabiscava a capa dura do meu caderno, fazendo alguns desenhos de naves espaciais. Eu ainda tinha esperanças que conheceria um alienígena um dia. As vezes eu desejava ser um ano mais velho, assim, estaria na mesma sala que Chanyeol, mas, infelizmente, meu pai foi lerdo em engravidar minha mãe. A vida tem dessas, né.

Quando bateu o sinal, joguei meu material intocado dentro da mochila e sai da sala, indo em direção a sala de Chanyeol, mas acabei esbarrando com alguém assim que parei. E caralho, eu havia acordado com o pé esquerdo. Dei de cara com Jongdae, ele olhou para mim, provavelmente estava querendo me matar, mas não faria isso em um corredor cheio de gente, afinal, ele estava na lista dos melhores alunos e aquilo não pegaria bem, então, ele apenas desviou e foi embora. Chanyeol demorou oitenta e quatro anos para sair da sala de aula, estava beijando Sandara, o que me deu ânsia de vômito. Vou nem mentir, parecia um desentupidor de pia. Pigarreei, chamando a atenção do casalzinho e ambos me encaram surpresos, com os rostos corados. 

– Você vai para casa ou vai trepar aqui na sala? – Perguntei zombeteiro.

– Pode ir, eu vou para a empresa com a Dara. – A garota sorriu de canto, debochada, como se estivesse debochando pelo namorado dela ter a escolhido ao invés de mim.

Conto para ela que o namorado dela já me comeu ou?

– Beleza. Vou dormir na sua casa hoje, até depois. – Lancei um olhar malicioso para Sandara enquanto Chanyeol dizia que estaria me esperando.

Chupa, remelenta!

Joguei a mochila nas costas e sai pelo corredor, agradecendo a Deus pelos corredores estarem vazios. Quando estava perto do portão, encontrei Huang encostado na parede, com um pirulito na boca. Ele cantava baixinho, pelas poucas palavras que consegui escutar, era The Cramberries. Uma música com um ritmo gostoso da qual eu não lembrava o nome. Aproximei-me sorrateiramente e antes de chegar perto de si, ele abriu os olhos e me fitou por alguns segundos antes de tirar o pirulito da boca. 

– Seu amigo bonitinho não vai voltar com você hoje? – Sussurrou, voltando a enfiar o doce na boca.

– Não, ele me trocou por um rabo de saia. Mó vacilão. – Respondi estalando a língua no céu da boca, fazendo Huang soltar um riso abafado. – Sobre o que aconteceu mais cedo... Obrigado. – Agradeci coçando a nuca, constrangido. Ele apenas sorriu e negou com a cabeça, dizendo mudamente que não havia sido nada demais.

Huang sempre fora taciturno; seu jeito silencioso combinava com a minha falta de vontade de falar.

– Hm.. Você vai ficar aqui ou irá para a casa?

– Casa. Estava te esperando. – Arqueei a sobrancelha e o encarei por breves segundos. – Moramos no mesmo bairro. – Deu de ombros, começando a andar. Eu realmente odiava quando as pessoas me davam as costas. Logos minhas pernas longas me levaram ao seu encalço. Andávamos juntos, lado a lado enquanto um silêncio, digamos que confortável, pairava no ar. Ainda com o palitinho do doce na boca, ele tirou do bolso da calça um aparelho celular e pegou um dos fones, estendendo em minha direção. Encarei-o por alguns instantes e peguei o fone, levando até o ouvido. Matt Walst gritava contra nossos ouvidos em Animal I Have Become. Não pude deixar de sorrir, afinal, eu adorava aquela música.

No one would ever change this animal I have become... – Cantarolei baixinho, seguindo o ritmo da música. Eu não costumava me aproximar das pessoas daquela maneira, mas havia algo em Huang que me desarmava, baixava a minha guarda. Me sentia confortável ao seu lado.

– Você quer me contar o que fez para deixar o Kim tão irritado? – Perguntou passando a música.

– Ah, não fiz nada demais... Só dei para o namorado dele. Coisa simples. – Dei os ombros, voltando a prestar a atenção na rua. Zitao caiu na gargalhada e meu Deus, sua risada era estranha demais. Estranhamente bonitinha.

– Você não vale nada.

– É. Minha mãe fala a mesma coisa... Mas sabe como é, ele estava dando sopa e bem, eu tinha uma colher.

– Sei bem... Aliás, sobre o trabalho... Podemos fazer na sua casa? É que estou morando em uma pensão aqui perto, e eles têm algumas regras chatas sobre levar amigos e tal. – Ele revirou os olhos, bufando.

– Relaxa, amanhã vou te esperar em frente da escola. Vamos ir direto para a minha casa. Combinado? – Ele aquiesceu. Depois de alguns minutinhos, chegamos em frente a pensão que ele estava ficando durante o intercâmbio. Devolvi-lhe o fone esquerdo e ficamos nos encarando por alguns segundos, antes dele sorrir e se afastar.

– Bom, até amanhã, Sehun. – Sem me dar chances de responder, ele deu-me as costas e entrou na pensão. Eu já disse que odeio essa mania dele?

Eu deveria ter percebido naquela época, que Huang é do tipo que parte quando você menos espera.

Foi inevitável não deixar um sorriso pequeno adornar meus lábios pelo seu jeito ímpar. Ele, com certeza, era o garoto com a personalidade mais incomum que eu já tinha conhecido. Naquele dia, enquanto ia para casa com um cigarro nos lábios, eu me permiti pensar naquele estrangeiro esquisito, que por alguma razão, começou a invadir meus pensamentos mais do que se era saudável.

...

Uma vez, eu vi num lugarzinho qualquer que nem sempre o amor da sua vida será sua alma gêmea. Não lembro exatamente onde vi, talvez seja um provérbio de um país qualquer, ou, alguma fala de um dorama bobo; eu nunca fui do tipo romântico, sempre acreditei mais em atração do que em paixão. Contudo, duas pessoas que entraram na minha vida fizeram-me pensar de outra maneira. Eu tinha total certeza de que Luhan era o grande amor da minha vida. Aquele do qual eu seria feliz se entrasse em um casamento, mas, não aquele que me transbordaria quando junto. Eu soube disso a primeira vez que me perdi olhando para Huang. 

Estávamos deitados no carpete do meu quarto, enquanto olhávamos para as estrelas fluorescentes coladas no teto. Quando eu e Chanyeol éramos pequenos, nós enfiamos na nossa cabeça que iríamos acampar. Eu estava tão feliz e eufórico quando fomos pedir para nossas mães. Planejávamos passar alguns dias no meio do mato, caçando animais e dormindo olhando para as estrelas. Era mais do que óbvio que elas não deixariam, mas crianças são esperançosas. Ficamos decepcionados quando ouvimos um "não" de uma das partes e um "Acampar no meio do mato? Por que não acampa no seu quarto? Está tão bagunçado que está parecendo uma selva. Entrei lá hoje e vi um macaco com uma cueca na cabeça" da minha mãe; resultado: levei um belo de um não e ainda tive que arrumar meu quarto. Naquele mesmo dia, deitados na minha cama enquanto ouvíamos um disco de vinil que roubamos do pai do Yoongi, o vizinho do lado, Chanyeol arregalou os olhos e abriu um sorriso estranho, que dizia que ele tinha tido uma ideia. 

Ele disse que poderíamos dormir olhando para as estrelas. Então, colamos essas estrelinhas fluorescentes no teto. Algumas estavam perdendo a fluorescência, talvez fosse horas de trocá-las; puxei o cigarro aceso dos lábios finos do chinês e traguei fundo, sentindo o gosto de cravo invadir meu paladar. Eu gostava daqueles cigarros onde o filtro adocicado mascarava o gosto do tabaco. Era uma característica do Black. Depois de soltar a fumaça azulada pelos lábios, tive o tabaco roubado da minha mão, voltando os lábios do chinês. Já fazia cerca de meia hora que havíamos almoçado e, consequentemente, era para estarmos fazendo o bendito trabalho, mas sabe aquela lombeira que bate depois do almoço? Então, essa preguiça nos fez deitar no chão e ficar em silêncio ao tempo que desfrutávamos um cigarro. Eu sei todo esse lance de que cigarro faz mal e o caralho a quatro, mas amar também faz. E vejam só, tem mais gente sofrendo por amor do que por um câncer no pulmão.

– Hm... Vamos jogar alguma coisa? – Perguntei para Huang, tentando quebrar aquela quietude. Ele tirou o cigarro da boca e o apagou na sola do coturno, me mirando com o olhar.

– Pode ser.. Mas e o trabalho?

– Sinceramente, quero mais é que aquele velho chato se foda. – Ele deixou um riso baixo escapar e se sentou ao lado do meu corpo.

– Você é um delinquente, Oh?

– Bom, considerando que não há polícias no meu encalço, não. Sou só um preguiçoso com a boca suja.

– Eu acho sua boca bem bonita. – Respondeu de modo simples, me fazendo quase engasgar com a saliva. Maldito epiglote que abaixa na hora errada. Eita, espera aí, sou eu quem canta as pessoas. Não sei o que fazer. Socorro; ri baixinho tentando dissipar aquela vergonha e sentei, apoiando as mãos no chão enquanto encarava Zitao. Estávamos próximos, a ponto de eu sentir o perfume forte que exalava de si, um aroma predominante floral, masculino.

– Só a boca? – Indaguei sorrindo, aproximando meu rosto do dele enquanto fechava os olhos, mas antes que pudesse encostar nossos lábios, senti sua falange ser pressionada contra minha boca. Abri os olhos e topei com seu sorriso ladino, parecia se divertir com aquela situação.

– Eu disse que sua boca era bonita, não que queria te beijar. – Nossa, acertou meu estômago com esse fora.

– Tem certeza que não quer experimentar? Pode ser uma oportunidade única. – Passei a língua nos lábios, incitando-o a me beijar.

– Tenho certeza que haverá outra oportunidade. Agora, levanta essa bunda do chão e vamos fazer o trabalho. – Ele apoiou-se nos próprios joelhos e se levantou, esticando a mão em minha direção. A única coisa que fiz foi pegá-la e me direcionar aos livros pesados que tínhamos pegado na biblioteca. Eu realmente odiava história. Não sei para que ficar estudando coisas do passado. O que passou, passou. Hora de seguir em frente, não é, não?

Como era um trabalho extenso, fizemos uma resenha apenas do primeiro capítulo do livro. Era fucking sete capítulos. Pelo amor de Deus, acho que a mulher daquele professor anda dormindo de calça jeans, não é possível! 

Já era a quinta vez que eu e Huang passávamos o dia juntos. Ele estava jogado no chão do meu quarto, – como sempre – com as coxas em cima das minhas, que estava sentado encostado na cama enquanto lia, pela terceira vez, as primeiras páginas do capítulo quatro. Haviam tantas palavras difíceis que eu tive que pegar um dicionário na biblioteca. Durantes todos aqueles dias, havíamos nos aproximado bastante, sem quaisquer segundas intenções. Quer dizer, as vezes eu pensava em como seria bom dar uns beijos loucos na boca dele, mas, além disso, tínhamos nos tornado amigos. E claro, Chanyeol estava morrendo de ciúmes dessa amizade repentina. Ele fica me trocando por um rabo de saia e eu não posso fazer arrumar um amigo? Ah, se foder. Tô nem aí.

Ali dizia que um tal de Taejo Yi Seong-gye foi o fundador e o primeiro rei da dinastia Joseon.

– Chega. Eu não aguento mais ler isso. – Resmungou Huang, jogando o livro no chão e suspirando fundo. – Acho que vou embora. Já são seis horas... Meu colega de quarto é bem chato com horários. – Ele tirou as pernas de cima das minhas e levantou, pegando sua mochila em cima da cama.

– Vai fazer o que amanhã? – Perguntei deixando meu corpo tombar para o lado.

– Ainda não sei, só não quero ficar enfurnado fazendo trabalho... Por quê?

– Hm, é que vai ter um showzinho cover num bar aqui perto. Queria saber se quer ir comigo...

– Não sei... Não posso chegar tarde na pensão. – Fez uma careta.

– Você pode dormir aqui. – Propus, o encarando esperançoso. – Ah, qual é... É sábado. Passamos a semana toda enfiados nesse quarto cheirando bunda, fazendo essa porra de trabalho. Precisamos de um pouco de diversão. Não acha? Por favor... – Pedi manhoso. Huang revirou os olhos, mas acabou rindo baixinho.

– Okay. Eu passo aqui às seis para irmos. Esteja arrumado, ou vou chutar sua bunda. – Disse antes de abrir a porta do quarto e sair. Nesses poucos dias, Zitao já tinha sido considerado de casa. Minha mãe adorou ele, disse que era diferente daqueles amigos bocas sujas que eu levava para casa. Mal sabia ela que aqueles palavrões eram proferidos na hora do sexo; Huang quase não falava palavrões, na verdade, ele era meio monossilábico, falava somente quando era necessário e era extremamente educado. Aquele tipo de garoto que qualquer mãe quer ter como genro.

Agarrei o travesseiro que ele havia se apoiado enquanto ficou deitado, aspirando o cheirinho gostoso que ficou. Credo, eu até pareço aquelas garotinhas de treze anos, virgens e apaixonadas. Deus me livre. Mas uma coisa era fato: Zitao era diferente de tudo que eu já havia visto. Sua personalidade era única. Nossos gostos eram praticamente os mesmos, tínhamos como Deus, Jimi Hendrix e como santa, Cindy Lauper. Ela fazia um milagre incrível sobre mim, eu viraria hétero fácil somente para dar uns beijos nela. É um milagre, irmãos.

Naquela sexta-feira, fui a uma lojinha do centro e comprei estrelas fluorescentes para colar no teto, e peguei a lata de tinta azul royal que estava no porão; fazia um tempinho que estava querendo pintar a parede do meu quarto. Aquele lugar todo branco estava me deixando louco, tirando os pôsteres da parede, era tudo sem vida. Eu até pensei em pedir para Chanyeol me ajudar a pintar, mas eu sabia que o vadio participaria de um jantar na casa de Sandara, então, nem valia a pena tentar. 

...

Vagueei os olhos pelo quarto, procurando onde tinha deixado minha jaqueta. Tudo bem, não era minha, meu pai tinha algumas roupas camufladas que usava para trabalhar, e aquela jaqueta ficou maneira com minha calça rasgada. Então, nem devolvi. E ele, nem percebeu. Olhei para o espelho, arrumando com os dedos os fios descoloridos bagunçados; a raiz preta estava parecendo um pouco, mas estava bonitinha, até.

Meu cabelo estava com um corte estranho, parecia uma cuia. Chanyeol havia o cortado alguns dias atrás, usando uma tigela mesmo. Ou era isso, ou eu teria que pagar para um cabeleireiro cortar e bom, o dinheiro do tubão era importante. Então, que se foda, sei que continuo bonito.

Ouvi a campainha tocar e fiquei procurando meu coturno dentro do quarto, só então lembrei que havia deixando na soleira da porta, de tanto minha mãe falar. Logo sai correndo, quase caindo da escada por estar de meia e o chão estar liso demais. Huang estava parado no batente da porta, com um pirulito na boca enquanto conversava com a minha mãe. Ela me olhou de cima a baixo, e antes que ela pudesse perguntar o motivo de eu estar usando aquela jaqueta, puxei Zitao pela mão e fechei a porta, gritando para ela não me esperar acordada. 

A noite já caía enquanto andávamos lado a lado, quietos. Huang estava cantarolando uma música em chinês, que eu entendia uma coisa ou outra por Yixing ter tentando me ensinar uma vez, mas depois de eu começar a roubar uns beijos dele e o deitar em minha cama, ele desistiu. Acabei aprendendo como se diz "me fode logo" em chinês, e gente, foi bem gostoso. 

Comecei a olhar Zitao pelo rabo do olho. Seus olhos estavam marcados por uma maquiagem escura, deixando seu olhar felino ainda mais sexy e, céus, aquela calça preta apertada estava tirando a minha atenção. Tentei tirar aqueles pensamentos acendendo um cigarro. E não, eu não fumo muito. São só quatro ou cinco cigarros por dia. Ninguém morre por isso; olhei para o céu que estava um degrade bonito, variando do azul-cobalto ao ciano por causa do pôr do sol, havia algumas pinceladas laranja também. Meu coração quase parou quando Huang me segurou pelos ombros e aproximou o rosto do meu. Esbugalhei os olhos, vendo-o encostar seu cigarro apagado na brasa do meu.

– Esqueci meu isqueiro em casa. – Alertou, se afastando. – Sua mãe disse que você sismou de pintar seu quarto.

– Uhm. Faz um tempinho que estou querendo pintar. Aquelas paredes brancas estão me deixando pirado. – Huang riu, soltando a fumaça pelo nariz.

– Se tu ficar mais louco, vai ter que ser internado. – Tirei o pseudo câncer da boca e lhe dei a língua. – 'Tá ligado que quem mostra a língua pede beijo, não é, não?

– Eu já pedi, você que não quis dar. – Respondi chegando em frente ao barzinho. Uma bandinha ruim tocava um cover de Sweet child o' mine e meu deus, a menina gritava feito uma cabrita. Pagamos 1 won para entrarmos e fomos direto para a beirada do palco, encontrando Taehyung ali. Ele já estava meio alto, e abriu um sorriso quadrado bonitinho quando me viu.

– Sehunnie! – Aproximou-se e pulou no meu pescoço. – Hyung! Que saudade da porra! Por que sumiu desse jeito?
– Sabe como é, as vezes dar uns roles diferentes faz bem.

– Ô se sei! E esse garoto? Teu namorado novo? Caramba, hein, tu é rápido no tranco.

– Ele é meu amigo... Zitao, esse é Taehyung. Estávamos na mesma sala, mas ele foi expulso da escola por ter colocado fogo no chão. – Huang arqueou a sobrancelha.

– Como que você fez isso?

– Então, aquela porra de chão é de madeira, sabe? Eu tava fumando com o Sehun e bebendo um licorzinho que tinha conseguindo, ô delícia. Acabei derrubando o cigarro e pegou fogo. Foi maneiro... – Ele sorriu enquanto olhava para a entrada do bar. – Olha, foi um prazer te conhecer, Zitao, mas Jungkook chegou. Vou indo nessa, e ah, Sehun, vê se aparece lá em casa qualquer dia, o velho comprou umas bebidas importadas e mano, um copo já deixa loucão. Falou! – Saiu correndo, deixando-nos com uma expressão divertida para trás.

– Todos os seus amigos são estranhos assim?

– Diz isso porque ainda não conheceu o Heechul. – Declarei rindo. – Vem, vamos pro bar, vou te pagar uma bebida.

– Está querendo me embebedar? – Questionou divertido, não deixando de me seguir. – Saiba que não precisa me embebedar para ganhar um beijo meu.

– Então eu posso te beijar? – Perguntei de costas para ele, pedindo duas doses de tequila.

– Eu não disse isso. – Disse entre risos, pegando o copinho descartável. – Então o Sr. Oh é realmente um cafajeste? Pensei não que fizesse jus ao título. Já teve muitos namorados?

Nah, namorados não. Acho que para namorar preciso ter algo a mais, sabe? Tive uns lances que só se resumiam a sexo. Zero sentimento. Nunca namorei, e você?

– Não sou muito sociável, raramente deixo alguém se aproximar de mim, então, não. Nunca namorei. – Após ele dizer isso, começaram a tocar It's My Life do Bon Jovi, Huang sorriu animado. – Eu adoro essa música! Vem! – Entrelaçou minha mão tão rapidamente que quase me fez derrubar o restante da bebida. Eu não sabia o que estava mais quente, minha garganta que era queimada por aquela bebida etílica ou minha mão, que formigava com o toque morno de Huang. Paramos de frente para o palco, onde algumas pessoas cantavam junto ao vocalista, num inglês ruim que só, enquanto balançavam a cabeça.

O rabinho que Huang costumava usar estava quase solto, o elástico pendendo para o lado, deixando alguns fios escaparem e avoaçarem conforme ele balançava a cabeça. Ele inclinou o pescoço para trás, deixando a música invadir seus sentidos enquanto seu corpo movia-se sedutoramente. Olhei embasbacado para ele por alguns segundos. Maldito chinês de traços perfeitos. Queria esfolar a cara dele por ser tão bonito, sério.

Quando ele percebeu meu olhar sobre si, sorriu ladino, aproximando os lábios do meu ouvido e sussurrando, fazendo meu corpo inteiro estremecer ao ouvir sua voz:

– Eu nunca beijei ninguém. – Foi um sussurro quase inaudível, que eu só consegui entender por ele estar com a boca colada no meu ouvido. – E também nunca fiz nada dessas coisas todas que as pessoas fazem. – Fechei os olhos enquanto prendia o lábio inferior com a ponta dos dentes.

– Para tudo tem uma primeira vez. – Afastei meu rosto minimamente do seu, roçando nossos narizes. – Você disse que teria outra oportunidade de me beijar, por que não aproveita essa? – Sorri.

Ele levou a mão com dedos finos até meu queixo e o segurou. Sentia sua respiração morna chocar-se contra meu rosto, seus olhos fecharam-se vagarosamente enquanto ele selava meus lábios. Foi um selar tão rápido que eu quase não senti, porém, causou uma sensação de borboletas no estômago enorme dentro de mim. Ele abriu os olhos, olhando para o lado como se estivesse pensando em algo.

– Hey. – Ele me encarou, seu rosto estava rubro de vergonha. – Isso não é um beijo. Isso é um beijo. – Segurei sua nunca com uma das mãos enquanto a outra cercava sua cintura com firmeza.

Eu simplesmente o beijei com toda a alma que me pertencia, com todo o desejo que havia reprimido naquela semana. Segurei sua nuca e o beijei com vontade, como nunca tinha feito com ninguém. Seus lábios eram como eu imaginava, macios, com um gosto de cravo misturado com cereja, e eu tive a certeza que poderia passar a noite toda o beijando. Sentindo seu corpo curvilíneo com a palma das mãos.

Foi naquele momento que tive a certeza de uma coisa que eu estava temendo há alguns dias:

Eu estava completamente apaixonado por Huang Zitao.  
 


Notas Finais


Gente, o capítulo ficou enorme! Por isso, dividi em duas partes. Por esses dias ainda posto o resto, e já vai ter Chanbaek amorzinho de novo ♡ espero que tenham gostado, porque escrevi com muito amor ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...