História True Colors - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga
Tags Gaahina, True Colors
Exibições 220
Palavras 5.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*VEJAM AS MÚSICAS NAS NOTAS FINAIS*
Essa é minha fanfic de presente para a TeyllaChan, que eu conheço como Andressa xD
É do amigo secreto do grupo Curtidores da SasuHina/Br, apesar de ser uma GaaHina! <3 ela pediu GaaHina e KibaIno, então resolvi fazer duas ones, uma de cada, hentai xD uma mais pesada, essa, e a outra mais leve, a KibaIno, que vai ser postada semana que vem! <3
Não se preocupem, se vcs não gostam de KibaIno, não é preciso ler ela depois xD as histórias são independentes e não se completam, apesar de se passarem no mesmo universo.
Enfiim, Andressa, espero que goste! É muito difícil para mim escrever hentai, mas eu sei que vc curte o gênero :P A fanfic é inspirada na música "The Hills", mas o nome veio da "True Colors", ambos do The Weeknd xD Sugiro que leiam com elas! ;D

Feliz Natal, amor, te vejo na próxima fic, viu? ;)
E para todo mundo um ótimo natal e próspero ano novo!!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction True Colors - Capítulo 1 - Capítulo Único

As Colinas Têm Olhos

 

Capítulo Único

Hinata franziu o cenho, o rosto oval se retorcendo numa careta incômoda. Havia um calendário pendurado na parede, na altura de seus grandes e, agora, impaciente olhos. A única coisa que chamou sua atenção foi o suspiro que Ino soltou alto e pelo nariz.

— Isso é quase depressivo – ela disse – não importa quanto você olhe para essa data, Hinata, ela não vai sumir.

Hinata não respondeu, mas botou a mecha do cabelo para trás da orelha, mordendo o lábio inferior. Ino estava sentada sob a cama do seu quarto, uma agenda sob as pernas seminuas. Hinata voltou a olhar novamente para o calendário, mas ele continuava o mesmo de alguns segundos atrás. 20 de Dezembro. Mais embaixo, marcado por uma caneta permanente vermelha, estava a data que a Hyuuga não deixava de encarar; dia 25. Natal.

— Ele vem para cidade todo natal... – murmurou para si mesma. Ino voltou a tirar os olhos da agenda, onde escrevia e apagava toda hora.

— O que disse?

— Não, nada. – Hinata saiu de perto do calendário e se sentou sobre sua cama, as mãos entre as coxas e a franja quase alcançando seus cílios superiores. Ela estava mais branca do que o normal e pensativa demais para Ino, que nunca via a amiga daquele jeito.

Tudo bem, Hinata não era mesmo a pessoa mais social do mundo, mas todo dezembro, desde que Ino a conhecia – e isso fazia bons quatro anos – era exatamente a mesma coisa. Hinata parecia ficar duas vezes menor do que já era. Ela contemplava a comida sem vontade de comer. Ela esquecia todos os livros que tinha que ler para a faculdade de pedagogia. Todas as músicas eram repetidas pelo menos duas vezes.

Ino se curvou de modo que seus dedos alcançaram as costas de Hinata e ela acariciou levemente, até parar em seus ombros.

— Eu sei que você não gosta do natal, Hina – ela deu uma pausa, sabendo que não deveria perguntar o motivo, mas muito curiosa – mas não é assim tão ruim. Tenho certeza que a testuda vai arranjar coisas legais para vocês fazerem. E a festa dela... – Ino soltou um muxoxo. Ela adorava as festas que Sakura dava, mas esse ano não poderia participar.

Hinata agarrou a mão que estava em seu ombro e se movimentou de modo que estivesse agora ao lado de Ino, não na sua frente.

— Queria que você estivesse aqui, para passarmos o natal e ano novo juntas.

— Nem me lembra disso. Às vezes eu queria que a Anko desaparecesse. Mas aí você ficaria sem minha parte do aluguel, tudo bem? – Ino sorriu.

Hinata fez uma falsa cara pensativa.

— Oh, bem, sendo assim, até ano que vem, Ino!

Ino fingiu estar brava e soltou sua mão da dela.

— Você é mesmo uma péssima amiga!

Hinata riu por alguns segundos, mas logo sua risada despareceu e tudo o que sobrou foi silêncio. A loira segurou, dessa vez, as duas mãos de Hinata. Eram pequenas, porém mais gordinhas que as suas.

— Hina... – “o que acontece em dezembro que te deixa assim?” a pergunta morreu debaixo da língua de Ino. Coçou a garganta. – Você vai ficar bem? – e encarou-a nos olhos, de modo que Hinata tivesse um vislumbre de quão azuis eles realmente eram. Nada demais, Ino sabia, perto dos olhos de qualquer Hyuuga.

Hinata era assombrosamente bonita. Duas vezes mais quando sorria e as maçãs do seu rosto saltavam maduras. Para o seu azar, o mesmo se aplicava para sua face infeliz.

Ela abriu e fechou a boca, incerta sobre as mentiras que queria dizer. Hinata não costumava mentir. Hinata não costumava fazer uma porção das coisas que fazia agora. Ela não se lembrava de já ter mentido para Ino, que a conhecia tão bem. Nunca adiantava, a Yamanaka sempre sabia. Mesmo que não falasse nada, havia um segredo escondido em seus lábios.

— Vou.

 

 

Sakura tinha esses longos e magros braços. Ela estava apontando em todas as direções do seu apartamento, sorrindo como uma boba. Ino tinha lhe dito para não fazer isso na frente de Hinata, mas ela não podia se controlar! Adorava o natal.

— Eu pensei em colocar uma guirlanda ali, e algumas luzes aqui, na porta, sabe? – ela não estava realmente falando com Hinata, por isso não se surpreendeu pela falta de respostas.

Hinata olhava todas as paredes do apartamento de Sakura, pensando que já havia decorações o suficiente. A casa tinha papais-noéis espalhados nas janelas, mesas, sofás, eletrodomésticos. Isso, claro, sem contar os pisca-piscas que fizeram Hinata piscar os olhos sem parar por um minuto inteiro. A animação de Sakura a contagiou um pouco, tinha que admitir.

Sakura estava acostumada a fazer a festa de natal para os amigos e família. Isso queria dizer que o apartamento dela ficava simplesmente cheio de pessoas. Desde que as três tinham se conhecido, era Ino que sempre ajudava Sakura com a festa. Ela costumava ficar animada, pois a Haruno conhecia todos esses caras gatos. Hinata sorria sempre que era convidada, mas ela nunca tinha mesmo participado.

Esse ano, porém, Ino teve que viajar para fazer uma entrevista pelo jornal em que trabalhava. Isso queria dizer, claro, que Hinata é quem ficava encarregada de ajudar Sakura com qualquer coisa que ela precisasse. O trabalho se provou extremamente fácil, considerando que a Haruno já tinha todas as ideias montadas em sua cabeça. 

Hoje já era dia 23.

Não foi permitido Hinata esquecer; Ino lhe mandava mensagens reclamando desde as 6 da manhã. Ela só ia poder voltar no começo do ano, por causa da falta de transportes no feriado. Nesse momento, perto do horário do almoço, seu telefone vibrou pela décima vez. Aproveitando que Sakura tinha se engajado em decidir se a melhor cortina era vermelha e branca ou vermelha e verde, Hinata tirou o celular do bolso da calça.

Você não vem esse ano de novo?

                                               Neji.

Crispou os lábios. Já fazia um mês que não via Neji. Duas semanas que não via a irmã mais nova. Eles moravam no centro da cidade, mas Hinata tinha se mudado para perto do interior quando começara a faculdade. Duas horas de carro o separavam, mas o que realmente pesava era o fato de que os horários de Neji e seu pai não batiam. Se ela via um, geralmente não podia ver o outro. Tinha pensado em viajar naquelas férias e ficar com eles, mas algo a prendeu. Não, alguém. Hinata sentiu seu estômago revirar.

Ela procurou o contato de Neji no telefone.

— Neji? – perguntou quando alguém atendeu. Dessa vez Sakura a olhou, mas apenas balançou a cabeça como se dissesse que entendia e seguiu para a cozinha. Hinata se aproximou da janela, que tinha cortinas brancas com papais-noéis sorridentes.

— Hinata. – Ouvir a voz do primo a fez se sentir bem. Ela gostava muito dele. – Outro ano? – ele indagou, se referindo ao fato dela não ter passado o natal com eles ano passado.

Hinata não costumava mentir.

— Preciso ficar. Ino viajou, Sakura precisa da minha ajuda para organizar a festa. Você sabe como isso é importante para ela – Neji e Tenten tinham namorado por dois anos; a morena era uma das amigas mais próximas de Sakura. Ele estava acostumado com o fato de quê o natal era o evento do ano para a Haruno. 

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, ela nem conseguia ouvir sua respiração. Hinata achava que estava claro, pela sua voz, que ela não precisava realmente ficar para a festa. Pior, ela nem queria. Mas, por fim, seu primo não questionou sua decisão.

— Eu te vejo em janeiro, então?

— Prometo ficar duas semanas com vocês! – Hinata sorriu ansiosa – Manda um beijo para a Hana. E para o papai.

Bom natal, Hina.

— Bom natal, Neji.

 

 

Sakura era melhor na cozinha do que Hinata imaginava. Ela conhecia a amiga há bastante tempo, mas elas sempre comiam em cafés e lanchonetes quando estavam juntas. Hinata passou a véspera de natal ajudando a Haruno a terminar as decorações e arrumar toda a comida. Os convidados chegariam só de noite e Sakura tinha de que Hinata traria um vestido para usar.

Todo mundo que conhecia a rosada diziam que ela vivia em seu mundo; Sakura era tão distraída com as coisas. Não era impressionante que ela não notasse como Hinata não tirava os olhos do celular. Quando mais olhava, menos mensagens apareciam. Isso dava um total de cinco. Duas de Neji e Hanabi, desejando feliz natal. Outra de seu pai, que se resumiu em mandar um “feliz natal.” com um ponto final estrategicamente dramático.  Por fim, uma de Ino com os mesmos dizeres e a promessa de que ligaria mais tarde e uma de Tenten dizendo que logo estaria ali.

A morena chegou em seu carro, ainda em tempo de ajudar as outras duas com as sobremesas e louça. Hinata se distraiu em meio às risadas das outras duas, que diziam besteiras e tentavam adivinhar quem cairia bêbado no fim da festa, qual dos garotos que vinham iriam dar em cima delas e como Ino era azarada por não poder comparecer esse ano. Tenten iria passar a noite lá; assim como os pais de Sakura. As duas compartilhariam a cama da segunda e os pais de Sakura ficariam com o quarto de hóspedes.

 — Você está bonita – Tenten tinha colocado a cabeça para dentro da porta e sorria para Hinata.

— Diga isso para a Sakura, ela vai ficar feliz de saber que a maquiagem está boa – Hinata sorriu de volta para Tenten, que entrou de vez no quarto, revelando que também já estava pronta. Só faltava a maquiagem.

Hinata vestia um vestido coquetel azul marinho e tinha o cabelo preso em um rabo de cavalo alto. O decote em v revelava muito pouco do seu busto, mas ainda era a peça mais chamativa do seu corpo magro. Sakura tinha maquiados seus olhos com dourado e sua boca estava vermelha como um botão de rosa; Hinata não estava acostumada a usar batom e o gosto e a sensação grudenta não eram bons. Mas Tenten e Sakura concordavam que estava bonita, então por ela tudo bem.

Por sua vez, Tenten vestia vermelho e estava com o cabelo solto. Hinata iria retribuir o elogio, por que a Mitsashi estava mesmo ótima, mas nesse momento seu celular vibrou. Ele estava encima da cômoda do quarto de hóspedes de Sakura. As duas sentiram seus olhares atraídos para o objeto, Hinata mais do que Tenten.

Sua boca secou, ela estava pálida. Sua primeira reação foi erguer a mão para pegar o aparelho, mas parou no meio do caminho. 

— Tudo bem? – Tenten perguntou, percebendo o modo estranho como Hinata estava se comportando. Ela tinha ficado curiosa sobre o motivo para Hinata resolver finalmente passar o natal com elas, porém sabia que não era problema seu. 

Hinata não respondeu. Ela tinha que ser honesta, sequer tinha ouvido o que a amiga tinha dito. O desejo venceu o receio; pegou o celular e olhou para a tela. Podia ser só Ino. Talvez Neji, perguntando se ela estava arrependida. Deus. Podia ser qualquer um. Hinata sabia disso; mas era como se houvesse um buraco negro plantado em seu estômago. Estava puxando com força os órgãos e revirando sua cabeça.

Estou em casa.

O que você vai fazer?

 

Hinata releu a mensagem algumas vezes. Várias vezes, até que sua respiração estivesse normal. Tenten a observava com uma calma controlada, mas suas sobrancelhas estavam franzidas. O que você vai fazer?  Ele estava perguntando. Hinata crispou os lábios. Ela levantou os olhos de forma que olhava para Tenten. Se se esforçasse um pouco, podia ouvir o som do chuveiro ligado, Sakura distraída em seu banho quente. Se se esforçasse um pouco, podia sentir o cheiro do peru assando. Nenhuma daquelas coisas lhe interessava. O fato de Ino estar longe não a deixava triste. O fato de não ver sua irmã não a preocupava. Ela não queria estar ali.

— Tenten... – murmurou trêmula, com dificuldade em botar o celular dentro da sua bolsa-carteira – Eu...

— Hina?

— N-Não posso ficar para a festa – Hinata odiou que tivesse gaguejado, mas ela não pôde evitar. Era o que acontecia quando estava tensa. – Me empresta seu carro? – pediu de uma vez, antes que simplesmente perdesse sua coragem e caísse na cama.

Tenten olhou para ela por alguns segundos, bem dentro dos olhos perolados que tinha evitado ver por uma semana depois de seu término com Neji. Era a única característica que os primos tinham em comum.

— Hinata, você precisa me explicar quando voltar – pediu séria. Hinata balançou a cabeça, fazendo seu cabelo se mexer.

— Tudo. Eu não vou demorar.

— Muito bem – Tenten tirou as chaves do carro de sua própria carteira.

Hinata pegou e agradeceu com um braço, antes de se virar para sair do quarto, de repente claustrofóbico. Tenten acompanhou-a até a sala de estar, até Hinata realmente sair.

— Diga para a Sakura que sinto muito.

 

 

— Oh, só isso?

— Só. Aí ela foi embora.

— E você nem perguntou o que tinha acontecido?!  - Sakura exclamou, brava. Tinha acabado de fazer a maquiagem de Tenten, que agora estava sentada tranquilamente em um dos bancos do balcão da cozinha. Elas estavam esperando o primeiro convidado, provavelmente dali 30 minutos ou mais.

— Se fosse algo que tivesse a ver com a gente, ela teria dito. Você conhece a Hinata. – deu de ombros, arrumando os brincos grandes e pesados que a amiga tinha dito para ela usar.

Sakura agradeceu que estivesse de salto, pois conseguiu alcançar o armário de sua cozinha sem preocupações. Ela pegou um vinho com a mão direita e na esquerda segurava duas taças.

— Ela não lembra o Neji quando está agindo estranho assim? – perguntou enquanto servia a taça que Tenten agora segurava. Serviu a sua também e deixou a garrafa sobre o mármore.

Tenten cheirou o vinho só por costume, pois sabia que ele era barato. Girou-o pela haste da taça e finalmente levou-o até os lábios. Sakura, por sua vez, já tinha tomado metade da taça e servia mais.

— Muito.

— Hm... – Sakura olhou como Tenten se servia do vinho, imitando-a só de graça, o que fez as duas rirem cúmplices. – Eu não entendo essa história de vocês dois; você continua gostando dele, sabemos que ele continua gostando de você. O que acontece? – perguntou depois de uns segundos em silêncio.

Tenten bebeu outro gole, pequeno como o primeiro. Ela não tinha a resposta dessa pergunta, mas tinha uma dezena de chutes frutos de noites acordadas pensando sobre. Olhou para o lustre chique que Sakura tinha ganhado do pai e então voltou o olhar para a mulher na sua frente. Usava verde, o que fazia delas uma grande dupla do natal.

— Nem todos os amores foram feitos para acontecer. Não importa o quanto você ame uma pessoa e ela te ame de volta, talvez ela não seja feita para ser sua.

Sakura foi gentil e deixou que Tenten refletisse em silêncio por um momento. Ela olhou para a janela, se perguntando o que Ino e Hinata estavam fazendo agora, ao mesmo tempo que estava ansiosa para que os convidados chegassem. Então piscou confusa quando viu o que estava acontecendo; por fim, sorriu.

— Tenten! É um natal branco!

 

Hinata segurava o volante com as duas mãos e ia rápido sem se preocupar com o trânsito. Estava com frio, mas não podia voltar para pegar uma blusa. Não havia trânsito preocupante, não na direção que ela estava indo. Sua mente estava em completo branco; ela não pensava em nada, nem em ninguém. Só continuava dirigindo, sentindo borboletas voando em seu estômago e o coração pulsante. Batia tão rápido que era irritante.

Ela passou pelo portão do condomínio quando avisou para onde estava indo. Fazia um ano desde que estivera ali e ela não conseguia lembrar o rosto dos seguranças; tampouco eles lembravam dela. Quando passou pelo portão, desacelerou. Mesmo indo lentamente, Hinata não teve tempo para apreciar todas as decorações de natal. Luzes piscavam em todos lugares. Havia grandes papais-noéis plantados em jardins.

Sua boca ficou em linha reta quando finalmente estacionou bem em frente a uma casa. Não havia nada que destacasse ela das outras, a não ser o fato de não ter decoração nenhuma. Era branca e, apesar de grande, sem graça. Hinata encarou a porta fechada e a janela por onde a luz acesa saia. Não havia expressão em seu rosto, mas seus músculos estavam se contraindo lentamente, como uma tortura.

Segundos depois, finalmente saiu do carro, levando só a bolsa-carteira consigo. Ergueu o queixo, mas suas bochechas rosadas revelavam como ela estava se sentindo. Perdida. Como uma garotinha abandonada. A adolescente tímida de anos atrás.

Só reparou que estava nevando quando finalmente entrou, a chave já em sua bolsa.

— Eu achei que você não iria vir.

Hinata ouviu a voz dele quando estava fechando a porta, logo após entrar. De costas para o corredor, não pode vê-lo. Mas ele estava perto. Mais perto do que nunca em meses. Sua respiração ficou pesada; seu peito levantava e descia. O ar escorria como navalha.

— Não... – murmurou, balançando a cabeça de um lado para o outro – Não, você não achava. Você sabia que eu viria. Sempre sabe – respondeu num fio de voz que diminuía a cada palavra.

O ar da casa estava gelada, tão diferente do apartamento de Sakura, que era quentinho e reconfortante. Não havia cheiro de comida. Não havia som algum, a não ser suas respirações. A dele também estava pesada.

Hinata se virou quando percebeu que não haveria resposta. Precisa vê-lo. Deus. Ela necessitava vê-lo. Gaara estava encostado no batente da porta para a sala, uma expressão séria no rosto pálido. Não tinha mudado nada, nem um centímetro. Era um palmo mais alto que ela, tinha a pele branca e sardas espalhadas em seu peito atlético, revelado por ele estar sem camisa.

Ela sentiu as mãos formigando e uma sensação quente já conhecida percorrendo seu baixo ventre. O que gostava nele era seus cabelos, vermelhos como fogo, despenteados e crescendo para todos os lados. O que gostava dele eram seus olhos verdes, que ficavam azuis no sol e musgos em pouca luz. O que gostava nele era a tatuagem em sua testa, que tinha feito com 18 anos quando estava chapado.

Não, Hinata decidiu quando se aproximou dele em passos lentos, analisando seus ombros, o que ela gostava nele era como a fazia se sentir quando a esperava daquele jeito. Quando estava beijando seus lábios e deixando marcas roxas em seu pescoço. Quando estava dentro dela.

Ela tentaria se convencer até o final daquilo tudo que não amava Gaara, mas amava as coisas que ele trazia.

Gaara não esperou que ela chegasse perto; puxou-a pela cintura com a mão direita, roçando sua virilha na dela. Hinata abriu os lábios em “o” e deixou que um suspiro de alivio saísse de seu âmago. Tinha esperado por tanto tempo...

Então Gaara a beijou e foi como se todo o resto tivesse desaparecido. A mão esquerda estava agora em sua nuca, empurrando a boca dele contra a dela. Ele nem sequer precisava disso, pois Hinata estava com os lábios entreabertos, pronta para ele. Suspirou outra vez quando suas línguas se encontraram e então estava perdida.

Enquanto Gaara a beijava, Hinata fechava as coxas com força, esfregando uma contra a roupa, tentando conter o prazer dilacerante. Cravou as unhas cortadas nos ombros dele, arranhando a pele quente, implorando por mais contato. Gaara parecia concordar que eles não estavam bem ali, em pés perto da parede e, com um conhecimento pré-estabelecido do corpo dela, levantou-a pelas nádegas, deixando que Hinata enlaçasse as pernas em sua cintura.

O vestido tinha subido até o meio das suas coxas e Gaara pode sentir sua calça molhada contra seu abdômen. Hinata segurou em seu rosto para beijá-lo, sentindo-o completamente quente, enquanto subia e descia o seu quadril, esfregando sua intimidade contra a pele dele.

Ela já não conseguia sentir mais vergonha dele; não depois de todo o tempo que estavam juntos. Sequer tinham tempo para qualquer sentimento que não fosse o de satisfazer o outro e se satisfazer.

Precisando de tempo para respirar, Hinata se dedicou em beijar o maxilar duro e reto, o gosto salgado entorpecendo-a de modo que levou seus lábios até o lóbulo da orelha dele e mordeu; sempre de olhos fechados. Gaara estava os levando para algum lugar. O sofá, pensou, se ele estivesse com pressa. A cama viria depois. Mais tarde, o chuveiro. Sinceramente, não se importava. Podiam passar para o chuveiro agora mesmo.

Gaara não parecia concordar desse vez, pois a soltou sentada sobre... Hinata abriu os olhos surpresa, pois já não podia esfregar sua intimidade nele. Bem, ali estavam, percebeu. A mesa. Isso não a incomodou. Novamente o ruivo a beijou, mas dessa vez mordeu seu lábio inferior e passou a língua sobre o ferimento. Levou as mãos até os seios dela, apertando-os sem força e rodando os polegares onde estavam os mamilos. Hinata ainda continuava de sutiã e o jeito como ele a provocou só fez com que ela quisesse tirar as roupas depressa e acabar com isso. Queria vocalizar isso, mas tudo o que saiu de sua boca foi um gemido profundo, diferente de sua voz suave.

O Sabaku levou a mão esquerda até as costas dela e achou o zíper, baixando-o depressa, sem vontade de fazer jogos. Não precisava disso. Precisava vê-la nua, gemendo seu nome enquanto seus seios balançavam e os olhos reviravam como acontecia toda vez que ela atingia o orgasmo.  Hinata fincou suas unhas nas costas deles, descendo até sua lombar, quando sentia a mão quente descendo seu vestido. Só o soltou por que precisava tirar as alças.

Gaara jogou a roupa em algum canto e tomou um tempo para olhar a mulher na sua frente. Era difícil acreditar que tinha a conhecido ainda menina; jovem, sorrindo no seu uniforme escolar. A mulher na sua frente era sexy e tinha se vestido para ele. Estava com um conjunto de calcinha e sutiã de cetim roxos, o tecido do sutiã era grosso, mas ele ainda podia ver a forma dos seus mamilos pontudos e excitados. A calcinha, por sua vez, era um fio-dental fino, tão fino e molhado que ele podia ele podia vê-la desenhada sob.

De repente, Hinata tinha um sorriso no rosto. Ela alcançou os cabelos dele e o puxou para mais perto, Gaara teve que conter seus olhares.

— O que foi? – perguntou, dedilhando suas coxas e roubando beijos entre uma palavra e outra.

— Meu batom fica bom em você – murmurou, jogando a cabeça para trás quando Gaara mordeu seu pescoço. Ele estava beijado ou só roçando os lábios. A mão dela puxava os fios de seu cabelo vermelho, como o batom que borrava o rosto dos dois e ia até a orelha dele.

Sem responder, Gaara ergueu uma das mãos que estava em sua coxa e puxou a calcinha dela para o lado, aproveitando como Hinata estava molhada e usando a ponta dos dedos para passar lentamente ao redor do clitóris dela, até finalmente tocá-lo em movimentos circulares. Droga, ele amava a buceta dela, era rosada, macia e completamente encharcada por ele.  Hinata gemeu alto, jogando o quadril para frente, querendo mais da mão dele nela. Querendo ele toda nela. Ela teve um espasmo e suas coxas tremeram, se abrindo cada vez mais, enquanto Gaara a masturbava. Ele entreabriu seus lábios e penetrou dois dedos, aproveitando para esfregar a palma da mão ainda em seu clitóris.

Hinata chamou o nome dele. Não só uma vez. Ela suspirou e gemeu o nome dele, agarrando seus braços e arqueando cada vez mais as costas, de modo que sua cabeça quase tocava a mesa, agora. Gaara aproveitou a mão livre para subir o sutiã, de modo que seus seios estavam livres, mas o sutiã permanecia lá. Sabendo que era um ponto sensível, segurou-a pela cintura com a mão esquerda e se inclinou até tocar suas clavículas com a boca. Então desceu e passou a língua ao redor dos mamilos, duros e inchados. Eram cor-de-rosa e combinavam com a forma como o rosto dela estava corado.  Sua franja grudava em sua testa suada. Hinata entreabriu os lábios e Gaara voltou para o trabalho. Beijou o vale dos seios, chupando os bicos do peito dela, mas sem mordê-los, pois Hinata não gostava disso.

Ela estava quase. Ele podia sentir isso em todo o corpo trêmulo e suado dela. Desceu pelo abdômen, empurrando-a sobre a mesa de forma que suas costas não o matassem. Beijou o umbigo e desceu até o monte de Vênus, passando só a ponta da língua lá. Isso fez Hinata erguer mais o quadril do que já estava fazendo, procurando desesperadamente o cabelo dele com os dedos.

— G-Gaara...

Não precisou ouvir mais nada. Continuou entrando e saindo dela num ritmo controlado, mas agora usava a língua em seu clitóris, chupando-o e roçando. Era salgado. Gaara não podia pensar num sabor melhor. Finalmente, Gaara sentiu-a se contrair com força nos seus dedos e Hinata gozou, revirando os olhos como ele sabia que ela faria e num gemido único e forte. Tirou lentamente os dedos de dentro dela e se ergueu, apreciando o momento.

Ela estava com os olhos fechados, respirando ofegante, um sorriso morno no rosto. Gaara esperou alguns segundos, mas seu membro estava pulsando forte demais; seus testículos começavam a doer. Ele levou os dedos que estavam dentro dela até os lábios da mesma, rodeando-os até que Hinata abrisse a boca e os chupasse. Ela abriu os olhos para olhá-lo quando o fez, chupando-os da base até as unhas, rodeando com a língua como se seu líquido fosse algum doce. Então Gaara sentiu o pé direito dela subindo pela sua calça de moletom, até a coxa, provocando-o com um olhar felino.

Olhou de soslaio, desejando de repente que fosse seu membro, e não os dedos, dentro da boca dela. Até a garganta. Hinata parecia compartilhar do mesmo pensamento, mas Gaara sabia que podiam deixar isso para depois. Havia uma coisa mais importante no momento.

Sem aguentar mais, ele a puxou pelo pescoço para outro beijo e com a mão livre tirou a calça, já sem cueca. Hinata tinha jogado o sutiã na mesma direção que o vestido. Ela ergueu as duas pernas, de modo que estivesse aberta para ele, mostrando como estava pronta. Gaara segurou seu membro pela base e passou a cabeça levemente pela entrada dela, provocando-a. Teve o efeito contrário; ele gemeu de impaciência e, sem aguentar, penetrou-a de uma vez.

Hinata parou o beijo, respirando de boca aberta, todos os sentidos do seu corpo de repente parecendo reverenciá-lo. Ele estava dentro dela. Gaara era só seu. Ergueu as duas mãos e o puxou pelo quadril, rebolando o seu próprio, de modo que as investidas ficaram cada vez mais rápidas.

Fincando as unhas na nádega dele, Hinata mordeu o seu pescoço, sentindo novamente seu ventre se revirando. Gaara levou seus dedos outra vez até o clitóris inchado e delicado dela e, num último gemido, os dois gozaram juntos.

O ruivo descansou a cabeça na curva do pescoço de Hinata, sem sair de dentro dela. Os dois ficaram em silêncio.

 

 

Ergueu os olhos para os fogos que iluminavam o céu. Sua mãe gostava muito de fogos artifícios, era o que Hanabi significava, afinal. Hinata também gostava, o que a deixou mais tranquila quando saiu da casa. Algumas pessoas do condomínio também tinham saído, mas a grande maioria estava dentro de suas casas, aproveitando os fogos pela TV. Não fazia sentido para Hinata, mas ela não podia criticar ninguém.

— Sabe que não precisa ir agora – a voz de Gaara chamou sua atenção. Lembrou-se como ele tinha falado com ela em sussurros roucos em seu ouvido e seu baixo ventre vibrou.

Hinata corou, menina outra vez, e olhou para o chão. Ele estava na porta da casa. Ainda sério, mas não tanto quanto quando ela tinha chegado. Seus olhos gritavam afeição, por isso ela não podia olhá-lo por mais nenhum minuto.

— Sei – confirmou, murmurando outra vez. Além do vestido, agora tinha um casaco negro nos ombros, por causa da neve. Era dele. – Mas eu quero ir – completou, decidida. Ela não era mais uma adolescente, não. Era uma mulher. Pior, era uma mulher provavelmente sem honra alguma. Ao menos tinha que agir como sua idade mandava.

— Hinata... – Gaara chamou, erguendo o braço para tocá-la, mas ela deu um passo para trás, acuada. 

— Shinki? Como ele vai? – perguntou, se lembrando do garoto de repente. Ele tinha os olhos do pai. Hinata só tinha o visto por fotos que Gaara tinha lhe mostrado no decorrer dos anos, mas tinha criado uma afeição verdadeira pela criança.

Gaara crispou os lábios, incomodado com o assunto repentino.

— Bem. Você sabe que...

— A Matsuri o leva todo natal para ver os avós, eu sei. – É só por isso que nos encontramos, a frase ficou seca em sua garganta. Hinata finalmente ergueu o rosto para olhar para Gaara.

Ele tinha três anos a mais que ela. Também tinha um carro, coisa que ela não. Seria só um detalhe, mas Gaara tinha muitas mais coisas que ela. Incluso estava, claro, uma esposa e um filho. Hinata nunca esquecia disso; entretanto ela tinha parado de tentar lutar contra o que sentia há muito tempo.

—Eu... – Gaara tentou, mas foi interrompido. Ela deu outro passo para trás.

— Tenho que ir, Gaara – sussurrou, se direcionando para o carro.

Ele abriu e fechou a boca algumas vezes. No final, não disse nada. Só suspirou.

— Vamos nos ver de novo...? – Gaara perguntou, os olhos tão tristes quanto Hinata nunca tinha visto antes. Ela não era cega; sabia que a Gaara a amava. Sabia que ele nunca tinha sentido nada por Matsuri e tinha se casado com ela por causa da gravidez de um namoro imprudente. Um Gaara inconsequente de uma época distante.

Mas Hinata também sabia que Matsuri era uma boa esposa. E que ela amava o filho, mesmo que talvez não amasse Gaara. Apesar de tudo, eles eram uma família feliz. Era só o que ela precisava saber para que pedisse que Gaara não se separasse de Matsuri por ela. Não, não por ela. Não enquanto Shinki era só um menino sorridente brincando com carrinhos.

— O que você acha? – devolveu a pergunta, entrando no carro de Tenten e fechando a porta.

Hinata acelerou ao mesmo tempo em que seus olhos ficavam nublados com as lágrimas. Não fez o caminho tão rápido quanto quando tinha vindo; não precisava disso. Chorou silenciosamente, percorrendo as ruas agora completamente vazias. Os fogos pararam. Seu coração se acalmou e, de repente, seu telefone estava tocando.

Hinata o atendeu sem olhar quem era, pois sabia que Gaara não a ligaria.

Hinata! Feliz natal! – ouviu a voz animada de Ino, que tinha um ar de algo mais em seu tom. Hinata arqueou a sobrancelha e sorriu em meio as lágrimas, era bom ouvir uma voz conhecida. Ainda mais a voz de Ino, que de repente parecia ter algo para contar.

Procurou o relógio, só para ver que já era 01hrs00min da manhã.

— Feliz natal, Ino – respondeu sorrindo, depois de engolir o choro, verdadeiramente feliz.

Desculpa não ligar antes, eu estava, hm.... Ocupada. Digamos que tenho algo para te contar. A Sakura vai ficar doida quando ouvir!  – Hinata mexeu a cabeça, já imaginando que tipo de notícia era para Ino estar tão animada – Não consigo ligar para o apê da Sakura, como tá a festa aí?

Hinata estacionou na frente do prédio de Sakura, já tirando o cinto de segurança.

— Muito divertida. Você deveria estar aqui para ver.

 


Notas Finais


Música The Hills: https://www.youtube.com/watch?v=yzTuBuRdAyA
Música Often, que não tem True Colors no youtube ainda KKK: https://www.youtube.com/watch?v=JPIhUaONiLU
Eita, que coisa, Hina :O
Espero que tenham gostado! <3
Quem quiser ser avisado quando eu postar a KibaIno, é só me avisar ;) ela é bem mais engraçada e fofinha.
E espero que tenham gostado do hentai, não é meu gênero preferido KKKKKKKKKK


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