História True Love Way - Capítulo 45


Escrita por: ~ e ~MsMorgan

Exibições 768
Palavras 5.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoal!
Demoramos né?!
Pedimos desculpa por essa demora, mas é que ultimamente estamos meio sem tempo. Prometemos não demorar tanto assim daqui pra frente.
Vamos ao capítulo?

Quaisquer erro corrigimos depois.

Boa leitura!

Capítulo 45 - Dream


POV Lauren

Terminei de fechar minha última bagagem e fitei a cabine. Eu sentiria falta do meu veleiro. Passaria longos meses longe dele. Minha ideia inicial era ir para Nova York e em poucos meses mandarem trazer meu veleiro para Nova Jersey. Eu já estava até olhando um lugar para ele ficar ancorado. Camila não pode sonhar com a minha ideia de viver novamente no veleiro, caso contrário, eu estarei frita.

– Lauren, podemos ir? – Vero entrou na cabine me pegando de surpresa. – O que está fazendo ai? – sorri puxando a mala que estava sobre a cama.

– Estava aqui pensando em como será quando chegarmos lá. – Vero sorriu e veio me abraçar.

– Simples! Já combinamos. – alcei a sobrancelha. – Você vai ver a sua namorada e nós vamos encher a cara na nova boate do Sergue e do Gabe. – rolei os olhos escutando sua gargalhada.

– Vero, eu não sei se você se lembra, mas eles ainda estão montando a boate. – informei fazendo Vero sorrir.

– Eu sei, mas ainda tenho a esperança de chegar e poder ir beber de graça. – gargalhei a empurrando para o lado. – Vamos? Nosso voo sai daqui duas horas e nós não podemos nos atrasar. – eu suspirei e fitei toda a cabine novamente.

– Vou sentir falta. – comentei um tanto nostálgica. Vero maneou a cabeça e pegou minha bagagem.

– Vou esperar lá fora. – assenti sorrindo agradecida. Ela sabia que eu precisava me despedir do meu querido Jolly.

Aproveitei meu tempo sozinha naquela cabine para me despedir de cada pedacinho do que eu conquistei com o esforço do meu trabalho. Com lágrimas nos olhos eu toquei cada detalhe daquele barco. Eu sentiria falta dele. Com certeza eu sentiria. Ao passar pela cozinha e pela mesa de jantar, eu me lembrei de diversos momentos que passei ali. As várias vezes que fiz encontro com meus amigos ali. As brincadeiras que fizemos naquela mesa, as vezes que Vero lotou minha geladeira e os armários de bebidas. Os momentos que se passavam em minha cabeça estavam sendo reproduzidos em frente aos meus olhos. Continuei a me despedir do veleiro passando pelas outras cabines. Gargalhei lembrando-me do dia em que peguei Ariana dormindo abraçada a um rapaz e Theo surtando ao encontrá-los juntos. Fechei a porta indo para deck. Chequei se as velas estavam recolhidas e sorri passando a mão sobre o timão.

– Vou sentir falta de você, Jolly. Você sentirá minha falta? – perguntei olhando o painel do veleiro como se ele fosse me responder.

Dei pelo menos duas voltas pelo deck antes de saltar para dentro novamente. Peguei minha mochila e estava me encaminhando para fora quando vi o porta-retrato da minha família. Engoli a saliva e não hesitei em pegá-lo. Subi rapidamente e sorri acenando para o vigia da marina. Ele estava em sua ronda diária. Fechei a porta checando se estava mesmo fechada pelo menos duas vezes. Cobri o timão e saltei para o deck da marina.

– Já vai, dona Lauren? – sorri admirando a grandeza do Jolly.

– Sim! – me virei para o vigia que sorriu.

– Boa viagem então. – agradeci com um aceno de cabeça. – Vamos cuidar dele. – assenti com a cabeça.

– Por favor? Esse veleiro é a minha vida. – o vigia sorriu e estendeu a mão. Apertei me despedindo dele. – Passe aqui todos os dias, tudo bem? Posso contar com você para manter meu Jolly inteiro? – ele gargalhou e assentiu com a cabeça. – Obrigada! Agora eu tenho que ir. – soltei sua mão e ajeitei a mochila no ombro.

Passei os olhos pelo porta-retrato e sorri focando o rosto do meu pai. Encostei o porta-retrato na barriga e continuei meu caminho até o carro que Ally disponibilizou para nos levar ao aeroporto. Vero e Lucy já estavam se matando dentro do carro. Afivelei o cinto e olhei para o motorista dando a ele o sinal para irmos para o aeroporto.

– Nova York, ai vamos nós! – Vero disse animada.

Já estávamos acomodadas dentro do avião, em nossas poltronas apenas esperando o piloto levantar voo. Eu pensei em Camila e em como eu iria encontrá-la. Estava ansiosa para colocar meus olhos nela. Minha intenção era ir até ela assim que pisasse em Nova York, mas eu precisava passar no hotel para a minha apresentação. Bear já estava me esperando atrasando meus planos. Em com tais pensamentos, o piloto levantou voo nos levando para a cidade que eu estava desejando estar desde que Camila foi embora.

Lauren. Lauren. – eu escutava a voz de fundo me chamando, mas eu não conseguia identificar quem chamava. – Lauren. – a voz foi ficando mais evidente. Uma balançada em meu ombro me despertando. Abri lentamente os olhos focando Vero. – Vamos? Já chegamos. Temos que ir para o hotel. – assenti soltando o cinto.

– Que horas são? – perguntei ainda perdida no tempo. Vero soltou uma risadinha e olhou por cima do banco.

– Quatro da tarde. – assenti pegando minha mochila debaixo do banco. – Precisamos ir para o hotel. – ela falava atrás de mim.

No corredor até a saída, Vero falava sem parar que tínhamos um compromisso com Bear no hotel e eu só tinha um pensamento na cabeça. Ajustei a hora no relógio de pulso. Peguei o celular tirando do modo avião e sorri quando vi a foto de Camila no monte de Mônaco. Eu estava um pouco perdida em meio aquela multidão de pessoas no aeroporto de Nova York. Olhava para todos os lados buscando a saída. Vero e Lucy atrás de mim falavam sem parar que estávamos começando a nos atrasar. A reunião no hotel estava marcada para as cinco. Chegamos finalmente à saída do aeroporto. Sorri vendo a fileira de táxis amarelos.

– Lauren, nós…

– Vero e Lucy, vocês vão indo para o hotel. – entreguei minhas duas malas para Vero que me olhou surpresa.

– Onde é que você vai? – sorri acenando para um táxi.

– Ver a minha garota. – Vero deixou o queixo cair. Lucy sorriu e pegou minha mala que estava tombada sobre a perna de Vero.

– Vai lá, Lauren. Nós enrolamos o chefe enquanto você não chega. – assenti agradecida. Abri a porta do táxi jogando minha mochila lá dentro. Fitei Lucy que veio até mim me dando um beijo na bochecha. – Manda um beijo para ela. – pisquei um dos olhos para ela e acenei para Vero que ainda estava meio chocada. – Só não demora, Lauren. No máximo meia hora de atraso. – assenti entrando no carro.

– Se eu demorar mais que isso, você pode pegar meu lugar. – Lucy gargalhou e bateu a porta. O taxista estava me olhando através do retrovisor central. – Para a Top Model Magazine. – ele assentiu e logo engatou a marcha para fora do aeroporto.

Eu estava ansiosa para chegar logo à revista. Queria encontrar minha garota logo. Abraçá-la, beijá-la e apertá-la até que ela estivesse sem ar. A saudade apertava a cada segundo que eu me aproximava de Camila. Durante o caminho até a revista, pude observar a cidade de Nova York. Me perdi nos enormes prédios que rodeavam a cidade. As pessoas andando de um lado para o outro parecendo formigas. Todos andando apressados pela cidade sem nem prestar atenção no que está ao seu redor.  Passei um bom tempo distraída olhando a cidade, conhecendo aos poucos o lugar onde eu iria morar.

Arregalei os olhos quando o táxi parou em frente a um luxuosíssimo prédio. Engoli a seco quando coloquei a cabeça para fora e vi a logo da revista no alto do prédio. Passei a mão nos cabelos sentido minha garganta secar. Eu já me encontrava em desespero. Acertei a corrida até ali e desci um pouco receosa. Acabei trombando com uma moça. Me desculpei acenando com a mão e ela assentiu seguindo seu caminho sem se importar comigo. Respirei fundo tomando coragem para entrar no prédio. Meu coração batendo na boca, minha respiração mais ofegante que a de um jogador de futebol, minhas pernas tremendo, meu corpo começando a ser banhado com uma fina camada de suor. Contei até dez controlando meu nervosismo, minha ansiedade. Lentamente entrei no prédio me perdendo no saguão. Do lado esquerdo uma bancada enorme com pelo menos sete pessoas. Dois homens usando ternos azuis com a logo da revista no bolso. As mulheres muito bonitas, bem vestidas.

– Com licença, Srta. – saltei de susto com a voz grossa ao meu lado. Virei em direção à voz encontrando um careca alto usando um terno preto. – A Srta precisa de ajuda? Está perdida? – arqueei as sobrancelhas. Respirei fundo e olhei ao redor.

Em todas as pilastras havia telões de led reproduzindo ora o nome da revista, ora reproduzindo imagens da capa da revista. O piso branco brilhando chegava a espelhar a imagem da pessoa. Havia algumas catracas no fim do saguão e ao lado dela havia uma recepção e a cada lado das catracas um segurança. Do lado esquerdo uma espécie de sala. Um sofá em forma de L acompanhado de três poltronas. Havia algumas pessoas confortavelmente ali completamente distraídas.

– Err… Eu estou procurando uma pessoa. – disse quando o careca pigarreou.

– Qual o nome, Srta? – sua voz grossa estava me assustando um pouco.

Talvez o pai de Camila contratasse esses grandões e com essa voz grave para assustar quem quer que entrasse na revista pensando em fazer alguma coisa. Olhei as horas novamente me praguejando por estar perdendo tempo olhando como é o saguão ao invés de ir atrás da minha garota. Olhei para o grandão que me olhava de cima.

– Camila Cabello. – informei a ele que projetou um sorriso.

– Por aqui, senhorita. – assenti e o acompanhei até a recepção. – Louise, esse senhorita está procurando a senhorita Cabello. – informou para uma loira. Ela abriu um sorriso e levantou-se ajeitando a saia de linho azul escuro. – Ela irá ajudá-la, Srta. – assenti agradecida. Coloquei minhas mãos sobre o balcão brilhante e engoli a seco. Passei a mão sobre a testa limpando um pouco do suor. Nem o ar condicionado daquele saguão estava aliviando minha tensão.

– Em que posso ajudá-la? – a voz doce da recepcionista me arrancou um sorriso.

– Err… Eu estou procurando Camila Cabello. – a loira assentiu.

– Qual o seu nome? Tem horário marcado com a senhora Cabello? – arqueei as sobrancelhas e neguei com a cabeça. – O que a Srta deseja com ela? A sra Cabello é muito atarefada e não é muito de…

– Meu nome é Lauren Jauregui e eu sou a namorada dela. – informei perdendo um pouco a paciência. Quando ela me perguntou se eu tinha horário marcado com a minha garota, em pensamento eu já a mandei se foder. – Posso saber onde eu encontro a minha namorada? – ela parecia chocada. Fitou a tela do computador, fixou seus olhos em mim e os desviou para algo atrás de mim.

– Flaca, não é assim que se fala com as pessoas. – minha expressão séria se transformou em um sorriso e me virei para trás. – Oi! – tomei ar para poder abraçá-la.

Oi. Que saudade. – Taylor gargalhou e me deixou apertá-la em meus braços.

– Eu também estava. Você morava do lado de Roma e nunca foi lá me ver. – revirei os olhos recebendo um tapa de Taylor. Nós nos afastamos e eu me permite fitar minha irmã dos pés a cabeça. – Louise, eu cuido dela. – olhei para a loira que sorriu assentindo. – O cartão de visitante, por favor? – pediu e logo a moça estava me entregando o cartão de acesso ao prédio.

Acenei para a loira e segui minha irmã. Conversamos o máximo que deu até chegarmos ao quarto andar daquele enorme prédio. Taylor estava feliz em me ver e eu mais ainda por reencontrá-la. Até que não foi tão ruim assim Taylor virar acionista da TMM.

– Tay, não é querendo interromper nosso reencontro, mas…

– Lauren, eu sei que não está aqui para me ver. – eu cocei a nuca totalmente sem jeito. – Nós vamos marcar um jantar depois, certo? – assenti. – Antes, você precisa vê-la. – meu coração saltou no peito. Taylor abriu a enorme porta de correr e apontou para dentro do que era uma sala.

– Ela está ai dentro? – Taylor sorriu.

– Estamos no setor dela. – disse apontando para o lugar onde estávamos.

O corredor coberto de quadro com capas das diversas edições da revista. A parede do lado direito era pintada de amarelo e a da esquerda de azul. Cada porta daquele corredor era de uma cor. Eu estava me sentindo em um lugar feito para crianças.

– Isso é um estúdio de fotos? – minha irmã sorriu e me empurrou para dentro. – Taylor! – a chamei quando a vi dar as costas. Minha irmã virou-se para mim com uma expressão confusa. – Obrigada! – minha irmã sorriu e piscou para mim.

– Nos vemos amanhã, Lauren. Quero você aqui para conversarmos. – assenti batendo continência. A Jauregui mais nova sorriu e caminhou graciosamente para o elevador.

Girei os calcanhares adentrando o estúdio. Olhei para a minha esquerda onde uma jovem ruiva me olhava curiosa. Sorri para ela acenando com a mão. Apontei para o estúdio caminhando lentamente até lá. Pensei que ela fosse levantar e me interromper, mas não. Estreitei os olhos buscando minha fotógrafa e sorri vendo-a trabalhar. Mani ao seu lado lhe ajudando a fazer daquele ensaio uma coisa bela. Em minha opinião não era a modelo que deixaria as fotos lindas e sim a fotógrafa. Olhei para o lado e arregalei os olhos ao ver Nina cochichando algo com Caroline. O que ela está fazendo aqui?

Me assustei com a voz de Camila, mas logo abri um sorriso. Encostei o ombro no biombo laranja e fitei Camila instruindo a modelo. Passei longos minutos ali. Não estava nem me lembrando da reunião com Bear. Com certeza tomaria uma bronca de Lucy por demorar demais, mas eu não interromperia Camila. Queria fazer surpresa. Fiquei acompanhando seu trabalho até que Mani informou.

– Mila, terminamos. – abri um sorriso aliviado. Eu teria mais dez minutos antes de realmente estar atrasada para abraçar minha princesa. Entrei em estado de alerta quando ouvi a voz de Mani. – O que aconteceu? No meio do ensaio você se perdeu. – estreitei os olhos em direção a Camila que sorriu e entregou a câmera para Mani. Sorri lembrando-me da câmera e dos momentos com ela em Mônaco.

– Nina, acabamos. Vou editar as fotos e envio para o seu email coorporativo. – arregalei os olhos vendo Nina se levantar. Vi Nina vindo em direção a onde eu estava e rapidamente me escondi.

– Ainda bem que essa sessão acabou. Eu estava farta de ter que ficar no mesmo ambiente que a Camila. – ouvi a voz de Nina resmungar. Revirei os olhos.

– Você não gosta mesmo da sua irmã, não é? Tenho minhas duvidas se você a odeia por ela ter tomado Lauren de você ou por você ter inveja dela. – arregalei os olhos e sutilmente me virei para enxergá-las. Nina estava parada no meio do corredor segurando o queixo de Caroline. – N-Nina está m-machucando. – a loira tentou se soltar, mas Nina apertou com mais força.

– Fala isso de novo e você vai sair dessa revista pela janela está entendendo? – Caroline balançou a cabeça e eu uma baixinha encarar o chão ignorando o que Nina estava fazendo com Caroline. Ué? Pensei que elas fossem amigas. – Idiota! – Nina empurrou o rosto de Caroline e saiu marchando do estúdio. Respirei fundo ignorando a cena que acabei de ver.

Voltei para onde acompanhei a sessão de fotos e sorri vendo Camila de costas para mim. Diferente da Camila que eu havia deixado quando me escondi, minha garota havia prendido os cabelos em um coque deixando sua nuca visível. Minha boca salivou. Eu queria encher aquela região de beijos.

– Manizinha, será que você poderia me trazer um café? Vamos passar horas editando as fotos e… – meus ouvidos escutavam a voz de Camila e a cada palavra que ela falava, era uma batida a mais em meu coração. Que saudade da minha patricinha. Tão linda, tão delicada. Eu só queria tê-la em meus braços. Nem mesmo a deixei terminar de fazer seu pedido a Mani e fui logo a chamando.

– Camila? – chamei fazendo minha garota interromper sua fala de maneira bruta. Abri um sorriso quando a vi aumentar a base para não cair. Era bom saber que eu causava nela as mesmas coisas que ela causava em mim. Camila virou-se para mim com uma expressão surpresa, mas sem abandonar o sorriso. – Oi! – disse vendo seus belos olhos castanhos se arregalarem e sua boca se abrir em um O perfeito.

A-amor… – abri os braços e não contei dois segundos para tê-la agarrada a mim. – Meu amor! Meu amor é você mesma. – Camila afastou nossos corpos pegando meu rosto em suas mãos. Ela analisou cada detalhe do meu rosto e lotou minha boca de selinhos. Eu não parava de sorrir. Cheguei a gargalhar tamanha sua afobação em me ver. – Amor! Lauren…

– Camz. – desci meus olhos por seu corpo e sorri. Ela estava linda. – Você está linda! – elogiei vendo suas bochechas ganharem uma coloração rosada. – Que saudade, Camz! – a puxei pela cintura enterrando meu rosto em seu pescoço.

– Amor! Eu também estava morrendo de saudade de você. – Camila embrenhou seus dedos por entre meus cabelos e os puxou para trás. Sorri encantada pelo brilho em seus olhos. – Por que não me contou que chegaria hoje? Eu ia buscá-la no aeroporto. – neguei com a cabeça. Ela abriu a boca para reclamar, mas eu fui mais rápida. Choquei nossos lábios deixando-a sem reação.

Cala a boca e me beija. Eu estou morrendo de saudade do seu beijo. – murmurei contra seus lábios. Camila balançou a cabeça e se entregou ao beijo.

Enquanto nos beijávamos graciosamente, matando toda a saudade que estávamos sentindo, meu coração batia rápido de tanta felicidade. Sentir aquele gostinho de morango que Camila tinha era a melhor coisa do mundo para mim. Eu poderia beijá-la para sempre. Entrelacei meus braços em sua cintura a levantando do chão. Ela soltou um gritinho me fazendo sorrir. Girei nossos corpos sem desgrudar nossos lábios. Ela tinha os olhos castanhos focados nos meus durante todo aquele segundo. Trocamos um, dois, três, quatro selinhos entre sorrisos e vi seus olhos lacrimejados. Sorri colocando-a no chão. Subi minhas mãos até seu rosto pegando-o delicadamente entre meus dedos. Aproximei meus lábios de seus olhos depositando selinhos aliviando o choro de felicidade.

– Eu te amo! – Camila se declarou me tirando o ar. Sorri a abraçando apertado.

– Não mais do que eu. – ela revirou os olhos e me abraçou pelo pescoço. – Eu te amo. – me declarei beijando sua testa. Ela sorriu fechando os olhos. – Oi, Mani. – cumprimentei a namorada de Gabe que acenou para mim.

Passei alguns segundos abraçada a Camila até que meu celular começou a vibrar sem parar no bolso da jaqueta. Camila franziu o cenho e enfiou a mão no bolso pegando o aparelho. Minha garota sorriu e me mostrou a tela. Revirei os olhos quando vi a foto de Lucy. Ela estava jogada sobre mim beijando minha bochecha.

– Posso? – Camila perguntou e eu assenti. – Tudo bem! – ela arrastou a tela e colocou no viva-voz. – Celular de Lauren Cabello-Jauregui. – soltei uma risada e a puxei para mim.

Mila? – a voz de Lucy soou contente. Camila assentiu roçando sua bochecha entre meus seios. – Awn! Já está agarrada ao amor, não é?! – minha namorada corou e escondeu o rosto entre meu peito. Gargalhei massageando a carne de sua cintura.

– Lu, ela está envergonhada. – Lucy gargalhou e pareceu comentar com alguém. Camila mordeu meu peito me fazendo saltar. Olhei para baixo encontrando seus olhos me fuzilando. Pisquei para ela e beijei a pontinha de seu nariz. – O que manda, Lu? – perguntei levando uma de minhas mãos até os cabelos de Camila soltando os fios.

Então, eu não queria estragar o reencontro do casal, mas Lauren… – suspirei frustrada. Camila me olhou com um ponto de interrogação no meio da cara. Sorri um pouco sem jeito. – Você já entrou na meia hora de atraso. Bear já está rodando o saguão a sua procura. – eu suspirei e assenti.

– Já estou indo. Segura ele ai por mais quinze minutos. – pedi soltando-me de Camila. Abri o Waze digitando o endereço do The Plaza.

Tudo bem! Vem rápido. – assenti e finalizei a ligação. Olhei para Camila que me encarava buscando entender o que estava acontecendo.

– Eu tenho que ir, amor. – ela bufou e se agarrou a lapela da minha jaqueta. – Camz, eu tenho uma reunião no The Plaza. Bear veio de Paris para me apresentar aos funcionários. – minha garota assentiu sem se soltar de mim. – Amor, eu prometo que quando sair de lá, eu venho te buscar. – ela assentiu novamente, mas nada de me soltar. – Camz! – engrossei a voz.

– Amor, você acabou de chegar. – eu franzi o cenho. – Nós trocamos um beijo. Um beijo, Lauren. – revirei os olhos.

– Camz, eu te dou quantos beijos você quiser, mas eu preciso ir. Amor é o meu trabalho. – minha namorada assentiu fazendo beicinho. – Amor, não faz assim. Eu prometo que passo aqui para te buscar. Que horas você sai hoje? – perguntei com a esperança que ela fosse me soltar.

– Agora! – arregalei os olhos. Busquei Mani com o olhar e ela tinha a mesma expressão que eu. – Vou com você. – prontamente neguei. Eu não permitiria que ela atrasasse seu trabalho por minha causa. – Lauren, você acabou de chegar. Nós acabamos de nos reencontrar depois de seis meses longe. Acha mesmo que eu lhe deixarei ir assim, sem mais nem menos? – maneei a cabeça fazendo-a bufar. – Não! Eu vou com você. – alcei as sobrancelhas surpresa. – Eu não vou desgrudar de você pelos próximos mil anos. – sorri desmanchando a carranca.

– Amor, você tem seu trabalho e… – ela selou nossos lábios me calando completamente.

Eu vou com você. – murmurou contra meus lábios. Assenti sem argumento algum. Se ela não estivesse ocupada, eu pediria mesmo para que ela me acompanhasse. Trocamos um beijo antes de Camila se afastar indo até Mani. – Mani, vou ir com a Lauren, mas não vou deixar de editar essas fotos. – a negra franziu o cenho.

– E posso saber como irá editar essas fotos estando em um auditório de hotel? – Camila sorriu pegando sua câmera, seu celular, uma mochila preta e o notebook com o símbolo da revista. Normani revirou os olhos.

– Te amo! Se meu pai ou a Dinah perguntarem por mim, diga que estou vivendo a melhor parte do meu dia com o amor da minha vida. – sorri apaixonada. Mani fez expressão de tédio, mas depois sorriu. – Bye! – acenei para Mani e me prontifiquei a ajudar minha garota. – Você veio de carro? – Camila perguntou dentro do elevador. Abri a boca algumas vezes, mas só consegui sorrir sem jeito e balançar a cabeça em negação. – Que bom que eu sou daqui. – cerrei os olhos.

– E posso saber o por quê? – ela sorriu apertando o botão que levava a garagem. – Camz, nós vamos de táxi. – informei apertando o botão da portaria.

– Lauren, você pode, por favor, ficar com as mãos em mim ao invés de usá-las para fazer merda? – arregalei os olhos encolhendo-me. – Eu estou de carro. Você tem… – ela olhou as horas no painel do elevador. – Dez minutos para chegar ao Plaza. Vamos no meu carro. A não ser que você queira se atrasar? – ela disse me olhando sob o ombro. Olhei as horas no meu relógio de pulso e neguei. Camila sorriu beijando meu pescoço. – Ótimo! Chegamos lá em oito minutos. – soltei uma risada abafada por seus cabelos.

Que saudade da minha patricinha. – sussurrei contra os fios castanhos de seus cabelos. Camila gargalhou jogando a cabeça contra meu corpo relaxando completamente.

Chegamos à garagem em menos de um minuto. Foi à descida mais rápida da minha vida. Continuei abraçada a Camila até chegarmos ao seu carro. Não fiquei nenhum pouco surpresa quando vi o Range Rover. Camila destravou o carro e comigo ainda entrelaçada a seu corpo abriu a porta de trás jogando suas coisas lá dentro. Ela virou-se de frente para mim pegando minha mochila e a jogando lá dentro também. Selou nossos lábios fechando a porta com o pé. Abri a porta do motorista para que ela entrasse, mas Camila me jogou dentro do carro agarrando meus cabelos.

C-Camz o que… – não consegui terminar. Sua língua quente já estava sendo introduzida dentro da minha boca com pressa. Trocamos um beijo extremamente gostoso e excitante. Se eu não estivesse atrasada para a reunião com meu chefe, eu a teria ali mesmo. – V-você me paga. – Camila gargalhou e me empurrou para que eu me sentasse no banco do motorista. – Camila, eu não conheço Nova York. – informei quando ela entrou no carro afivelando o cinto de segurança.

– Amor, você está com Camila Cabello como copiloto. – a olhei com desdém a fazendo rir. – Vai, Lauren! Você está começando a se atrasar. – assenti analisando o painel do carro. Wow! Carrão viu.

Liguei o carro apertando o acelerador para ouvir o ronco do motor. Sorri animada. Camila soltou uma risada revirando os olhos. Dei de ombros ajustei o cinto. Engatei a marcha, soltei o freio de mão e acelerei para longe dali. No meio da avenida eu notei que ainda estava com o crachá de visitante da TMM. Olhei culpada para Camila que gargalhou pegando o crachá. Ela abriu o porta-luvas o jogando lá dentro. Repousou a cabeça no encosto do banco e me guiou pelas ruas de Nova York tão bem quanto um maestro guia sua orquestra.

Chegamos ao The Plaza nos oito minutos que ela prometeu. Não porque a revista era perto do hotel e sim porque Camila me fez corta caminho por algumas vielas. Me senti a Queen Latifah no filme Táxi. Saltamos do carro rapidamente. Camila pegou seu notebook e a câmera enquanto eu peguei minha mochila. Os manobristas do hotel ficaram me encarando esperando pela chave do Range Rover. Fitei minha namorada que já estava na entrada do hotel. A olhei surpresa. Camila mostrou o manobrista com a cabeça e eu sorri para ele lhe passando a chave do carro. Subi os degrauzinhos e cumprimentei os mensageiros e os seguranças do hotel.

– Lauren, até que enfim! – vi Lucy respirar aliviada. Sorri para ela e olhei ao redor. Fiquei sem palavras. Era um puta hotel. – Mila! – Camila desajeitadamente abraçou Lucy.

– Oi, Lucy. Você parece desesperada. – Camila comentou segurando a risada. Lucy passou a mão na testa e sorriu sem graça.

– É! Eu estava um pouco. – franzi o cenho. Olhei em direção a Vero que enrolava Bear. – Ele já estava começando a se estressar. – assenti colocando minha mão sobre seu ombro.

– Relaxa! Eu estou aqui. – Lucy revirou os olhos bufando. – Vamos!

– Vamos! Vero está contando piadas e… – estalei a língua negando com a cabeça. Vero contando piadas não era nada boa. Tenho até dó dos ouvidos de Bear.

Ainda admirando a beleza do saguão do hotel, nós fomos até Bear. Ele olhou para mim e sorriu abrindo os braços. Soltei Camila para abraçá-lo. Bear murmurou parabéns em meu ouvido e eu sorri. Voltei a abraçar Camila. Não queria ficar longe dela tão cedo.

– Bear, não sei se lembra da Camila, minha namorada. – o dono da rede de hotéis sorriu estendendo a mão para Camila.

– Claro! Ela quase me matou quando você sofreu aquele trágico acidente. – fitei Camila que estava envergonhada. – Prazer revê-la, Srta Cabello. – Camila sorriu apertando a mão de Bear.

– Prazer é meu, senhor. – meu chefe assentiu e voltou sua atenção para mim.

– Lauren, você demorou. – meus neurônios começaram a trabalhar em alguma desculpa, mas minha sensacional garota salvou minha pele.

– Culpa minha, Bear. Peço perdão. – Bear franziu o cenho e fitou Camila. – Eu pedi a ela que assim que pisassem em Nova York fosse me ver e não contávamos com o tamanho da saudade que estávamos sentindo uma da outra. – disse fazendo Bear ficar sem graça.

Prendi a risada. Eu não conhecia aquela Camila, mas já estava adorando ela. Minha garota era tão segura de si. Evitou que eu tomasse uma bronca. Ela entrelaçou nossos dedos e sorriu descaradamente para Bear que envergonhado coçou o colarinho. Atrás dele Vero ria silenciosamente. Lucy lhe acertou uma cotovelada fazendo-a se encolher, mas mesmo assim ela não parou de rir.

– Certo! Tudo bem, Srta. – Camila assentiu mantendo o queixo erguido. Eu tive que buscar forças dentro de mim para não rir escandalosamente. Camila conseguiu deixar Bear desconsertado. – Vamos entrar? Estamos começando a nos atrasar, Lauren. – assenti ajeitando a alça da mochila. – Vamos! É por aqui. – troquei olhares com Camila que piscou para mim exibindo aquele sorrisinho de canto que a deixava fofa e sexy.

Seguimos Bear até o centro de conferências do hotel onde a maioria dos funcionários do hotel já se encontrava. Nas duas primeiras fileiras estavam alguns acionistas da rede de hotéis que Bear fundou e minha amiga e ex-chefe, Ally Brooke. Ela sorriu assim que me viu. Acenou para Camila que estancou na sétima fileira. Franzi o cenho e busquei seu rosto.

Vou ficar por aqui, meu amor. – neguei e abri a boca para protestar. – Lauren, essa reunião é sua. Eu estou muito feliz por você. Estou em festa por você ser apresentada como gerente-geral do hotel, mas eu preciso trabalhar também. – fiz beicinho. Eu a queria ao meu lado no palco. – Amor, não faz assim. Eu prometo que na hora do seu discurso, eu vou estar prestando atenção. – respirei fundo e assenti.

– Tudo bem! Senta aqui. – apontei o lugar onde eu gostaria que ela se sentasse. Abaixei a poltrona vermelha para ela que sorriu. – Te amo! – beijei seus lábios antes de ir para o palco.

Sentei-me onde meu nome estava e encarei Vero que sorria abertamente para o fotógrafo que registrava cada pedacinho daquela reunião. Perguntei-me o que ele fazia ali, mas lembrei-me que Bear Fairmont era um dos empresários mais influentes da Europa. Tomei um gole de água correndo meus olhos por todas aquelas pessoas que ali estavam. Bear discursava perfeitamente bem. Falava com alegria sobre seus hotéis, sobre o respeito e admiração que tinha por seus funcionários e frisou diversas vezes sobre o plano de carreira que a rede Fairmont oferecia para os funcionários. Usou como exemplo Ally que discursou falando como chegou ao cargo que ela ocupava no Fairmont de Monte Carlo. A palavra voltou para Bear que falou e falou. Eu já estava cochilando de olhos abertos quando ele anunciou Verônica Iglesias como gerente de administrativa do hotel.

Acompanhei o breve discurso de Verônica que quando se sentou ao meu lado, estava com as mãos pingando. Sorri para ela e beijei sua têmpora. Bear anunciou Lucy que assumiria o mesmo cargo que Ally ocupava no Fairmont de Monte Carlo. A ex-bartender e agora gerente de todo os ambientes sociais do hotel. Fitei Camila que ora ou outra desgrudava os olhos do computador para me encarar. Sorri para ela que me mandou um beijo no ar. Voltei minha atenção a Bear que sorriu encarando-me.

– E agora eu apresento a vocês, a sua nova chefe, Lauren Jauregui. – uma salva de palmas explodiu no centro de conferência me deixando sem jeito. Acenei para todos enquanto me levantava. – Parabéns, Lauren! Você merece. – sorri apertando sua mão. Ele me puxou para um abraço antes de me entregar o microfone.

Eu nunca fui boa com discursos. Quando me virei para os funcionários do The Plaza, lembranças da minha infância em Londres invadiram meus pensamentos. Lembranças de meu pai discursando para centenas de pessoas. Lembranças da minha mãe acenando para as pessoas enquanto seguimos em carro aberto até nossa casa. Lembranças de pessoas gritando o meu nome com tanta emoção e o alvoroço que as pessoas faziam quando nos via. Os seguranças cercando nosso caminho enquanto tentávamos chegar a algum lugar. Recordações de não poder ir ao colégio sem ser reconhecida como…

– Lauren, tudo bem? – pisquei algumas vezes voltando à realidade.

Respirei fundo e busquei Camila. Ela estava de pé me olhando preocupada. A voz de Bear soou no fundo dos meus pensamentos perguntando-me novamente se eu estava bem. Eu não estava bem. Eu não conseguia discursar. Não sem recordar-me da minha infância. Não sem me lembrar da minha origem.

– Lauren, toma! Bebe. – Vero me entregou um copo de água. Com as mãos trêmulas eu peguei o copo bebendo um grande gole. – Melhor? – engoli a saliva com força e encarei os funcionários do hotel. Todos me olhavam confusos. – Lembrou-se de…

– Lauren, tudo bem? – Bear parecia extremamente preocupado comigo. Abri um pequeno sorriso a fim de tranquilizá-lo.

– Estou bem! É que eu não estou acostumada a falar em público. – disse tentando dissipar o clima estranho. O centro explodiu em pequenas risadas. Bear respirou aliviado.

Consegue dizer algo? – perguntou receoso. Respirei fundo e busquei nos olhos castanhos a calma que eu precisava para discursar alguma coisa. Não deixaria meu passo me afetar.

– Claro! – ele assentiu com a cabeça e eu me virei para os funcionários. Eles sentaram-se me olhando com expectativa. – Err… Olá! É um prazer conhecer todos vocês. Não esperava que fossem tantas pessoas. – disse os fazendo rir. – Err… Eu queria agradecer a oportunidade que o Bear está me dando e dizer que se isso está acontecendo comigo, no futuro pode ser com um de vocês. Basta que todos trabalhem muito e de forma honesta. Err… Queria dizer também que… – minha garganta começou a secar e novamente as imagens das pessoas em Londres me vieram à cabeça. Controlei meu nervosismo e minha respiração que começava a se alterar. Pelo canto do olho vi que Camila já estava no pé da escada que levava ao palco. – Que eu sei reconhecer um trabalho bem feito. – todos sorriram. – E gostaria de pedir a ajuda de vocês para me ajudar nessa nova experiência. Diferente de muitos que estão ai, essa é a minha primeira vez nesse cargo. Antes eu só fazia bebidas. – sorri arrancando sorriso de todos. – E aqui estou eu. Trabalhei muito e tive meu trabalho reconhecido. Isso serve de exemplo para todos. – uma salva de palmas soou desconcentrando-me um pouco. Fechei os olhos afastando as lembranças da infância. – Gostaria de contar com a ajuda de vocês para fazer do The Plaza Hotel o melhor hotel da franquia. – terminei meu discurso praticamente jogando o microfone nas mãos de Bear.

Todos os funcionários se levantaram batendo palmas e assobiando. Olhei para Bear que sorria abertamente para mim. Ele parecia contente com as minhas palavras. Fitei Ally que batia palmas, animada. Parecia orgulhosa por estar me vendo ali. Após mais algumas apresentações, nós fomos relocados para o pub que ficava dentro do próprio hotel. Recebi alguns abraços, alguns “boa sorte” e muitas, mas muitas congratulações. Me juntei a Lucy, Vero e Ally para brindarmos meu novo cargo dentro da rede. Tive meus olhos cobertos por mãos suaves.

– Queria saber se posso parabenizar o amor da minha vida agora por essa alavancada na carreira? – gargalhei fazendo Camila rir também. Ela desceu as mãos pelo meu rosto, ombros, peito chegando até a cintura. – Parabéns, meu amor. Você não tem noção do quanto eu estou feliz por você. – eu sorri abraçando apertado.

– Obrigada! Eu também estou feliz. Feliz por agora poder te dar um pedacinho da vida que está acostumada. – Camila bufou revirando os olhos.

– Lauren, eu não estou com você por dinheiro.

– Até porque você tem demais, né?! – disse soltando uma risada.

– HA.HA.HA. Engraçada você, sabia? – sorri selando nossos lábios. – Aliás, o que foi aquilo lá no palco? Por que ficou daquele jeito? – senti meus músculos se enrijecerem aos poucos. – Lauren? – engoli a seco um pouco assustada por ser questionada sobre aquilo.

– Err… E q-que… – comecei a gaguejar deixando Camila em estado de alerta. Minha respiração se alterou e eu tive que soltá-la para cobrir o rosto contando até dez para me acalmar.

– Amor, tudo bem! Não precisa falar. Vem cá. – Camila pegou minhas mãos colocando-as em sua cintura. – Tudo bem, ok? Não precisa ficar assim. – assenti ainda tentando tomar o controle do meu corpo.

Eu não conseguia pensar na minha infância. Era pensar que eu me desesperava. Não que eu não gostasse dela, mas de alguma forma eu desenvolvi uma fobia pelo que carregava nas costas. Um dos motivos de eu ter fugido de Londres e quase nunca visitar minha família estava ali, escondido entre meus medos e segredos. Só espero um dia conseguir dividir com Camila o meu passado.


Notas Finais


É isso ai pessoal.
Esperamos que tenham gostado.
Nós nos vemos no próximo.
Beijinhos


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