História Truth - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Shitsuricchi

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baeksoo, Chenbaek, Ella-mikorinkaisoo, Kaisoo, Xiuchen
Exibições 108
Palavras 6.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom demoramos (como sempre ) mas chegamos... desculpem msm a demora e infelizmente nem eu e nem a Carol podemos prometer que não vai se repetir, pois querermos sempre vim com capítulos cada vezes melhores para vocês. Esperamos que a demora valha a pena.

Boa leitura ♡

Capítulo 7 - Monitorando de perto



O cômodo estava parcialmente escuro, onde, vez ou outra, risos psicóticos ecoavam pelo quarto. O local estava abafado com um quase insuportável cheiro de tabaco e álcool. Perto da imensa janela, encontrava-se um jovem loiro deitado confortavelmente no acochado negro do sofá. Kris Wu não poderia estar mais contente, desde que havia acabado com aquele maldito radialista, o chinês estava com o melhor dos humores. Seus problemas haviam acabado.

Não soube quanto tempo passou apenas observando a as luzes noturnas da cidade parisiense, apreciando um bom vinho e sentindo a nicotina o relaxar aos poucos. Agora que o caminho estava livre, traçava inúmeros planos para expandir seus negócios. Sem o locutor na sua cola, poderia em fim ter paz novamente, parecia que enfim as coisas voltariam aos seus eixos. E isso era o suficiente para arrancar sorrisos satisfeitos do mafioso.


Três leves batidas na porta interromperam os pensamentos de Yifan que revirou levemente seus olhos mandando a pessoa entrar, sentou-se corretamente e encarando a pessoa que ousava atrapalhava sua linha de raciocínio e incomodá-lo. Tratava-se de um de seus empregados, era um rapaz jovem com a aparência tipicamente francesa, ele trazia consigo um rádio e suas mãos tremiam absurdamente ao segurar o pequeno aparelho. O mafioso demorou para raciocinar e interpretar o que escutava, mas uma voz terrivelmente familiar chegou aos seus ouvidos, fazendo-o arregalar os olhos em total descrença.


— Eu espero que você em especial esteja me ouvindo senhor K. — A voz aveludada chegava em seus ouvidos fazendo Kris praticamente tremer em raiva. — Pois saiba que só um idiota como você para acreditar que  eu publicaria uma matéria daquelas. — Escutou uma risada provocativa e sarcástica. — Mais uma coisa. Desejo-o uma feliz noite e que aproveite enquanto pode, não gaste toda a madrugada pensando em mim, certo? —  Riu debochado. — Bem, depois desse aviso, meus caros ouvintes, peço perdão por fazerem vocês esperarem. Vamos, telefonem, vamos conversar - D.O falava enquanto o número de celular para comunicarem-se com ele era ditado por uma voz eletrônica.


Kris permaneceu estático por alguns segundos antes de uma onda de pura fúria tomar seu corpo. Seus dentes rangiam em raiva enquanto ele arremessava com força o rádio portátil contra a parede, destroçando-o. O loiro gritou alto em frustração, sentindo a garganta arranhar no ato, ele não tardou em sacar seu inseparável revólver, que se encontrava em cima da enorme mesa no centro do quarto. O chinês apressou-se em mirar a arma na direção do empregado, que estava desesperado a essa altura do campeonato. Engatilhou a arma com maestria antes de atirar a centímetros de distância do rosto do serviçal, que gritou em puro horror.


— Chame Chen aqui, agora! — Ditou raivoso, seus olhos frios focavam no rapaz, não havia qualquer hesitação na sua postura e ele não duvidava que loiro era capaz de matá-lo sem qualquer remorso. O garoto apressou-se e saiu do local o mais rápido possível para acatar a ordem que lhe foi designada.


O mafioso abaixou a arma pegando o garrafa de vodka de cima de sua cômoda e tomando um generoso gole antes de jogá-la em qualquer canto, estilhaçando o vidro em diversos pedaços. Ele gritou injúrias de ódio contra o radialista enquanto andava impaciente de um lado para o outro. Não acreditava que havia caído em um truque como aquele, tudo tinha sido planejado por aquele odioso locutor? Ele não podia saber. Apenas sentia seu sangue esquentar e o ódio genuíno brilhar em seus olhos. Aquilo não podia estar acontecendo, ele não poderia ter sido enganado daquela forma.


Jongdae já estava dormindo quando o empregado passou a bater fortemente na porta de seu quarto, de forma até desesperada, o parisiense estava em pânico e temia pelo que seu patrão era capaz de fazer. O Kim saiu do quarto apenas de calça moletom, vestindo uma camiseta enquanto detinha ainda um ar sonolento com seus cabelos desgrenhados apontando para várias direções, olhava questionador para o serviçal a sua frente, o qual gaguejava tanto que nada que ele dizia era compreensível para si. Apenas distinguiu três palavras: rádio, louco e Kris. Não precisou pensar muito para entender que Yifan havia descoberto que D.O estava vivo.


Se apressou em andar a passos rápidos, descalso mesmo, indo até o escritório de seu chefe, bateu na porta e nada, tentou abrir e não conseguiu. O empregado veio correndo em sua direção, totalmente atrapalhado e Chen teve que se controlar para não rir do desespero do garoto. 


— O senhor Wu está no quarto dele... — Tentou falar o mais calmo que pode, tremendo com as pernas bambas.


O moreno se limitou a assentir com a cabeça andando a passos rápidos até a porta da frente, batendo-a suavemente, a mesma foi aberta por Kris, o qual estava visivelmente alterado naquele momento. Chen rodou o terreno em que pisava para tomar cuidado com os estilhaços e rastros de destruição pelo chão, observou o rádio quebrado em vários pedaços no carpete rubro, assim como também reparou no um buraco de tiro na parede. Pelo visto, Yifan estava extremamente furioso e instável, teria que tomar cuidado.


O quarto estava uma bagunça, os moveis haviam sido revirados com fúria e o lugar fedia a bebida e cigarro. Chen manteve a expressão displicente, por mais que um sorriso faceiro quisesse pintar seus lábios, precisou manter o controle. Seu chefe, Wu Yifan, estava de costas para si, observando a paisagem contida em sua enorme vidraça. Jongdae não precisou se pronunciar, o loiro já sabia prontamente da sua presença  no cômodo.


— Diga-me, eu pareço idiota? — Perguntou com uma voz aparentemente calma. 


— Creio não ter entendido a pergunta.


— Estou falando desse maldito radialista, Kim Jongdae! Ele acha que pode me fazer de idiota?! — Virou-se bruscamente enquanto despejava palavras brutas em bom som. Chen pode analisar pela primeira vez o estado o mafioso, seus cabelos sempre tão impecavelmente arrumados agora estavam desgrenhados e desordenado, seu rosto estava vermelho e sua respiração alterada, talvez pelo esforço ao praticamente destruir seu quarto. O menor quis rir da situação, nunca havia visto o chefe daquele jeito. Fez uma nota mental para ligar para D.O agradecendo por tal façanha. — Se ele pensa que vai me fazer de bobo, está muito enganado.


— Então voltamos para o começo, sem saber quem de fato é D.O e com ele atrapalhando seus planos. — Jongdae comentou andando em direção a Yifan ficando mais perto da fera, testando seus limites e correndo o risco de Kris se descontrolar pela sua usual e ousada forma de falar, mas aquele era exatamente o Chen que Yifan conhecia, completamente desprovido de medo e sentimentos, moldado pelas suas mãos. 


— Não diga o óbvio e volte a correr atrás desse maldito. — Pegou-o pelo braço marcando a pele pálida com os seus dedos em um aperto firme e doloroso.


— Certamente, deseja algo mais? - encarou o maior nos olhos, demonstrando apenas um grande vazio. E era tudo o que Kris sempre queria ver nos olhos de Jongdae, ele era a sua marionete favorita.


— Prepare uma bebida para mim. — Mandou, soltando-o.


O mais novo assentiu saindo do quarto e seguindo para a cozinha, já que o quarto de Yifan estava um verdadeiro caos e não havia sobrado nenhuma garrafa intacta. Após preparar um copo com whisky e gelo voltou para o quarto de Yifan, vendo-o sentado em sua enorme cama, Chen encostou a porta após entrar e estendeu o copo para o mais velho que o pegou junto de sua mão, um ato completamente proposital o qual fez Chen sentir-se confuso com a situação.


Decidiu apenas ignorar aquela ação e saiu do quarto sem direcionar um último olhar para o loiro, deixando sozinho com suas amarguras. Kim caminhou com passos serenos e silenciosas até seus aposentos mais uma vez, não demorando para chegar no cômodo e trancá-lo. Encostou a costa na porta e não suportou mais segurar a risada. Chen gargalhava em pura satisfação, aquilo havia sido melhor do que imaginava. Ele sacou o celular do bolso discando o número que sabia de cor. Caminhou pelo quarto ainda com um sorriso genuíno no rosto, limpando as lágrimas causadas pela recente crise de risadas. Escutou a linha chamar algumas vezes antes de ser atendido.


"O que você quer, Chen?"


— Byun, passe a ligação para D.O. — Disse com voz baixa sem desmanchar o sorriso.


"Telefone para você, é o Chen" 

Escutou a voz de Baekhyun mais distante e abafada, após isso, ouviu mais alguns murmúrios que ambos davam e escutou um leve bip no aparelho, entendeu no mesmo instante que a ligação estava no viva-voz, mas não se incomodou e tratou de contar tudo que havia ocorrido, de como Yifan havia se descontrolado, explicava detalhadamente em meio algumas baixas risadas sem conseguir se controlar. Baekhyun, do outro lado da linha, gargalhava copiosamente.


"Então, ele escutou a minha provocação na rádio" 


— Sim.— Respondeu após o comentário do radialista. — Tenho que admitir que nunca me diverti como hoje, eu vou desligar só passei para dar boas noticias nessa maravilhosa madrugada, bons sonhos. — Disse, despedindo-se e ouvindo um exagerado "boa noite,  Chen-Chen " de Baekhyun que o fez revirar os olhos. Não admitia, mas algo no mais velho lhe tirava do sério, aquela sua animação sem medida e principalmente os apelidos ridículos.


Jongdae riu consigo e bagunçou os cabelos, quando decidiu unir-se a D.O, nunca imaginou que o radialista seria tão útil. Havia embarcado naquela tentativa insana de vingança contra o cruel mafioso Wu Yifan a tempos, entretanto, era algo extremamente perigoso e difícil para ele fazer sozinho. Foi nessa época que ele conheceu D.O, ele era exatamente o que procurava, parecia ter uma vasta rede de informações e era completamente eloqüente e destemido. Foi perfeito, demorou muito para Chen ter conseguido uma forma de comunicar-se com ele, mesmo que nunca tivessem se visto pessoalmente. Ambos trabalhavam bem juntos, Jongdae chegava com as informações e o radialista tornava-as públicas, certas vezes até dizendo coisas a mais sobre o mafioso que Kim não fazia ideia de como adquiria tais coisas, era surpreendente.


[...]


O relógio marcava pouco mais das sete horas de uma manhã dominical, Jongin dormia sossegado em sua casa, naquele dia da semana especialmente, seus pais iam a missa e a casa ficava em completo silêncio. Porém, aquele domingo amanhecera um tanto inusitado, a campainha não parava de tocar desde as seis e cinquenta e cinco, obrigando o jovem Kim a acordar e levantar-se a contragosto para atender a porta sem desfazer a expressão sonolenta é claramente irritada. 


Deparou-se, para a sua surpresa, com dois homens bem apresentados, logo reconhecendo-os como os mesmos detetives do interrogatório de dias atrás, encarando-os totalmente confuso. Piscou atônito quando, após todo o diálogo de falas prontas e ensaiadas pelos oficiais, descobriu a insanidade da proposta que recebera. Ele soube que não teria muito direito de escolha quando os investigadores explicaram rapidamente a situação, o estudante de jornalismo teria que arrumar suas coisas e dirigir-se com eles até a residência dos Do, onde passaria os próximos dias enquanto a investigação ocorria, para sua própria segurança. O Kim tentou questionar completamente indignado antes de ver que não levaria a nada contrariar uma ordem judicial, o moreno estava completamente frustrado e enraivecido, jogava as peças de roupas em sua mala socando tudo com brutalidade. 


Junmyeon, apenas acompanhava a cena sem esboçar uma única reação, enquanto Chanyeol claramente se contorcia para manter a compostura, queria rir do pirralho todo revoltado, a ideia de aparecer ali tão cedo fora sua, amava irritar as pessoas e se fazer de sonso depois, era engraçado, Park sentia prazer em ser a tormenta da vida alheia e não negava isso.


O trajeto até a residência de Kyungsoo foi feito entre risos contidos de Chanyeol e murmúrios indignados de Jongin. Por mais que o moreno repudiasse aquela ideia, não podia recusar devido a situação que se encontrava, e, de acordo com os detetives, aquilo era necessário para a investigação. Ele só não sabia como falaria com seus pais já que o detetive Kim deixara claro que o verdadeiro motivo devia ficar em completo sigilo. O estudante de jornalismo se perguntava se aquela loucura realmente tinha lógica, afinal, ninguém havia o explicado qual era a finalidade de morarem juntos. E Jongin realmente odiava não saber de algo. 

Kai não soube ao certo o momento em que chegaram à casa do menor, mas lá estavam eles a mais de 5 minutos tocando a campainha e sem qualquer resposta. Era de se esperar que ninguém estivesse acordado, afinal, era domingo de manhã e ninguém em sã consciência estava acordado a essa hora. Entretanto, antes que eles pudessem tomar alguma atitude, a porta foi aberta por um rapaz loiro com uma expressão completamente hostil e nada convidativa. 


— O que vocês querem? — Perguntou com um timbre rouco de sono e era perceptível a irritação em sua voz, Byun Baekhyun simplesmente não tinha paciência quando era acordado de seu precioso sono. 


— Perdoe-nos, essa é a residência de Do Kyungsoo? — Baekhyun encarou o ruivo, direcionando-o um olhar carregado e sério, era impressão sua ou ele estava se divertindo com aquela situação? O menor havia reconhecido os detetives de primeira, a única coisa que se perguntava era o porque de estarem ali. Limitou-se apenas em concordar mudo. — Bem, ele se encontra? Precisamos conversar com ele. 


— Ele está dormindo. — Respondeu curto e grosso, estava sem saco pra ser gentil. 


— Sinto muito, mas é um assunto inadiável. — Junmyeon disse calmo. — Podemos entrar? 


O loiro ponderou a situação antes de abrir caminho e deixá-los entrar à contra gosto, percebendo pela primeira vez Jongin que estava tão mal humorado quanto ele próprio.


— Baekhyun. — Jongin cumprimentou sem desfazer sua expressão irritadiça. 


— Jongin. — imitou-o. Por mais que não aparentasse pela forma seca de falarem, estavam sendo amigáveis um com outro, mas o momento estava fazendo-os agir de tal maneira, ambos estavam irritados por serem incomodados em plena manhã de um domingo. — Eu vou chamar o Kyungsoo. — Avisou caminhando em direção às escadas subindo degrau por degrau, andou pelo enorme corredor e ao chegar no quarto de D.O, entrando no mesmo e deparando-se com o radialista vestindo uma calça moletom, já que era acostumado a dormir apenas com a parte superior dos pijamas.


— Acompanhei tudo pelas imagens na câmera de segurança. — Avisou e Baekhyu então notou o computador ligado, na tela mostrava o que acontecia na sala de estar. Identificou Jongin sentado no sofá ao lado de Chanyeol, que olhava tudo com atenção, e Junmyeon sereno apenas esperando a presença do dono da casa. 


— Que saco, eu vou voltar a dormir depois me conta tudo. — Avisou se jogando na cama.


— Nada disso, tranca a porta, coloca os fones e assista tudo. — Mandou fazendo o mais velho choramingar.


Kyungsoo saiu do quarto e desmanchou a sua expressão de irritação, deixando uma feição de dúvida em seu lugar. Desceu as escadas lentamente, o Park parou de xeretar o lugar no mesmo seguido.


Jongin encarou o menor descer as escadas ainda de pijama e com um semblante confuso no rosto, a situação era um tanto cômica e o moreno quase riu no processo. Kyungsoo não tinha abandonado a expressão sonolenta e seus cabelos estavam desgrenhados dando a ele um ar mais casual do que costumava ver na faculdade. Vestia um conjunto de dormir comprido o qual cobria boa parte de seu corpo. Ele parou nos pés da escada e encarou todos os visitantes com um ar de dúvida genuína. 


— Detetives? Jongin? O que fazem aqui? —Precisou esforçar-se mais que o normal para não tornar sua voz reconhecível como D.O, afinal, era meio difícil controlar seu timbre logo após acordar. Manteve a cordialidade para não demostrar seu total aborrecimento por ter sido acordado.


— Desculpe-nos virmos sem avisar, mas é um assusto de suma importância. — Kyungsoo ouviu o Kim mais velho dizer e redirecionou o olhar ao ruivo, a expressão de diversão contida contradizia completamente a seriedade de Junmyeon. 


— Certo, não tem problema. — Mentiu, estava terrivelmente irritado e se pudesse esganava todos presentes ali naquela sala. — Vocês gostariam de algo para beber?  


— Não, mas agradecemos. — Junmyeon respondeu educadamente. — Vou explicar,  precisamos garantir a sua segurança e e de Jongin enquanto prosseguimos com a investigação, mas não podemos os colocar em um programa a testemunha, reconheço que existem falhas na segurança e informações poderiam vazar colocando ambos em risco. Precisamos também acompanhá-los de perto, portanto teremos que passar alguns dias aqui aqui com você e seu colega, entenda que este é o melhor local e o mais grande também, não podemos simplesmente alugar um apartamento isso chamaria atenção...  


— É o que? Eles vão morar aqui?! — Baekhyun gritou do andar de cima fazendo Kyungsoo revirar os olhos mentalmente pelo surto do melhor amigo, ele deveria saber se controlar melhor.



Chanyeol precisou cobrir a boca em uma tentativa falha de conter o riso, sendo repreendido pelo olhar de Junmyeon. Jongin que escutava tudo em silêncio, quase acompanhou Chanyeol na risada caso não estive tão irritado com a situação. O detetive Kim limpou a garganta sem jeito antes de continuar. 


— Eu sei que é meio inesperado, mas peço que confie em nós, estamos fazendo tudo isso para mantê-los seguros. — Aquilo não era uma mentira mas estava longe de ser o único motivo para tudo aquilo. O investigador sentiu o olhar pesado e profundo do menor em si, como se o avaliasse e visse por trás das meias verdades que contava. Sentiu-se levemente incomodado pelo olhar penetrante do outro e continuou. — Nos registros da faculdade consta que vc mora sozinho aqui, por isso foi a melhor opção achamos.


— Vou mostra os quartos de hóspedes para vocês. — Kyungsoo suspirou sabendo que não teria saída e todos os três se surpreenderam com a rapidez do menor aceitar tão facilmente aquilo, com Jongin haviam tido tanto trabalho para fazê-lo entender.  — Os senhores detetives preferem um ficar juntos em um quarto ou separados? - Perguntou andando em direção às escadas. Sua casa havia quatro cômodos para específicos para dormir, o seu, o que um dia havia sido dos seus pais e dois de hóspedes. 


— Caramba, que casa enorme! — Chanyeol comentou recebendo um olhar feio de seu parceiro.  


— Sim, um pouco. — o menor sorriu gentil para o mais velho. 


Kyungsoo subiu as escadas estando na frente, sendo seguido prontamente. A primeira porta que ele abriu era o quarto de hóspedes maior, havia duas camas de casal, era o lugar onde seus primos costumava dormir quando Do ainda era uma criança. Junmyeon e Chanyeol logo entraram para arrumar suas cosias. Em seguida, seguiram para o cômodo da frente, Kyungsoo abriu a porta deixando Jongin entrar, este era igualmente igualmente, porém tinha apenas uma cama. 


— Se precisar de algo me fale, Jongin. — Avisou.


— Certo. — Assentiu monossilábico, não entendia como alguém conseguia ser tão passivo e aceitar tudo calmamente. Aquilo lhe surpreendia ao mesmo tempo que o irritava. 


— Bem, se me dão licença, eu vou me trocar, acabei sendo pego desprevenido. — Comentou encarando seu próprio pijama e rindo sem graça, sabia que os detetives tinham escutado por estarem com a porta aberta. 


Kyungsoo andou em passos serenos até seu quarto, onde trancou devidamente a porta e encarou Baekhyun. Sua expressão calma se desmanchou completamente, ganhando uma expressão irritada e nervosa. Puxou seus fios com força de forma agitada, e respirou fundo. Byun foi a seu encontro rapidamente, retirando as mãos de seus cabelos e o repreendendo em silêncio por aquele mal hábito. 


— O que faremos? — O loiro comentou baixo, por mais que soubesse que as paredes daquele quarto eram suficientemente grosas para abafar qualquer som, era sempre bom prevenir. Escutou o menor exasperar xingamentos e murmúrios irritados.


— Não faremos nada, por enquanto. — Disse já menos alterado. — Está mais que óbvio que seu motivo não é apenas "nossa segurança". Eles querem nos vigiar, Baek, manter-nos perto para limitar nossas ações. — Respirou fundo enquanto era puxado para um abraço compassivo, inspirando o perfume do maior, que já estava devidamente arrumado. 


— Nós damos um jeito, não vai ser fácil com nós cinco morando juntos. Mas já escapamos de situações piores.


— Cinco? — Questionou confuso. 


— Claro, ou você acha mesmo que eu vou te deixar sozinho com três homem em uma casa? — Comentou brincalhão arrancando um riso genuinamente sincero do menor. Aquele era seu sorriso preferido, o que formava um lindo formato de coração, sem qualquer outra intenção disfarçada, sem ironia ou sarcasmo. Um sorriso límpido e brilhante que somente seu Kyungsoo sabia dar, e ele era inteiramente direcionado para si.


— Você é o mais perigoso entre eles. — Kyungsoo revirou os olhos, mas o sorriso ainda estava ali fazendo Byun sorrir mais uma vez e de forma aberta e retangular. 


— Tem toda razão. — Baekhyun aproximou-se de si, tomando os lábios do mais novo em um beijo lento e castro. 


[...]


Kyungsoo sussurrava enquanto Baekhyun fazia muito barulho rindo com o nada, tudo isso para que D.O conseguisse conversar com segurança com Minseok, este que trazia notícias quentes para o programa da rádio. Xiumin era um intermediário entre Kyungsoo e uma grande parte de seus informantes, era o mais velho que fazia toda a rede de informações ser tão segura,  a maioria sequer sabia que trabalhava para D.O, Minseok era de extrema importância para os objetivos de trick&truth.


O menor desligou o celular apressado, precisavam sair antes que acabassem desconfiando de algo. Abriu a porta e respirou fundo sendo acompanhado pelo loiro, o mesmo que ainda mantinha-se enfezado com a situação mas voltava aos poucos ao seu habitual bom humor. Ambos desceram juntos as escadas, notando um clima estranho na sala. Tudo se resumia a Chanyeol tentando inutilmente quebrar o gelo enquanto Jongin permanecia calado e Junmyeon acompanhava vez ou outra as conversas do ruivo. A atenção foi toda voltada aos garotos no pé da escada. Kyungsoo estava aparentando estar visivelmente acanhado e Baekhyun dispunha de um sorriso gentil nos lábios mas mostrando descontentamento com os presentes na sala. 


— Bem, eu irei preparar o café da manhã, vocês desejam nos acompanhar. — O jovem Do disse educado, era certo que ele e o loiro estavam famintos, mas nenhum deles desejava companhia, apenas tinham que manter as aparências. Por dentro, Byun rezava para recusarem, ainda guardava certa magoa por terem o despertado tão cedo. 


— Oh, muita gentileza sua, ficaríamos felizes em os acompanhar. — Disse Junmyeon.


Ambos os garotos deram um sorriso falso, a diferença era que o de Kyungsoo era convincente, enquanto Baekhyun nem fazia questão de esconder a insatisfação, a verdade seja dita, havia demonstrado falsidade de propósito. Jongin que reparava em tudo começou a rir e Chanyeol não evitou em acompanhá-lo, exceto pelo Kim mais velho que sequer havia reparado em Byun, sua atenção era completamente focada no dono da casa que a essa hora já havia ido para a cozinha começando a preparar o café da manhã.  Baekhyun foi o "ajudar", porém mais o atrapalhava e obviamente por querer, o que rendia vários beliscões de Kyungsoo em seus braços.  


— Parecem duas crianças. — Jongin comentou adentrando a cozinha, roubando um dos Bacon fritos e o comendo, acabando por receber um tapa na mão de Kyungsoo, o que pegou-o p desprevenido já não esperava uma reação assim de alguém tão sem graça.  


— Tem certeza que as crianças são só os dois, Jongin? - Chanyeol riu se levantando e entrando na brincadeira de tentar roubar comida. Estava com fome além de ter achado a situação engraçada.


Baekhyun observava tudo entre risos contidos, seu melhor amigo estava um passo de esganar todos ali, não costumava ter muita paciência pra quem o atrapalhava em serviço. Anos de convivência com o menor, o loiro sabia perfeitamente do seu gosto pela culinária era mais parecido com um hobby para ele. Lembrava-se com graça das frequentes vezes em que suplicava para o mais novo preparar algo, que era sempre rebatido com uma reclamação falsa, afinal, Byun sabia que o mesmo amava cozinhar. 


Depois de mais algumas tentativas de furto à comida, Baekhyun decidiu ajudar o menor que estava à beira de uma explosão. Quase o parabenizou pelo incrível auto-controle. Levou todos sem muita dificuldade para sentar-se na mesa e quase riu do suspiro aliviado que receber de Kyungsoo. Junmyeon ajudou-o a pôr os pratos, levemente envergonhado pela atitude infantil do ruivo, mesmo que seus lábios estivessem puxados em um sorriso contente. Não demorou muito para que a comida estivessem em suas frentes, era uma incrível diversidade de cores que compunham os doces e salgados na mesa. Todos estavam surpresos por toda aquela comida essencial para um café da manhã reforçado, sentindo seus olhos brilharem em expectativa.


— Você fez tudo isso, Kyung? — Chanyeol exasperou admirado. 


— Sim. — Kyungsoo riu sem graça, estranhando aquele apelido, não o considerava íntimo suficiente para tal coisa. Ou o ruivo era extremamente sociável, ou um completo abusado. Entretanto, quis rir verdadeiramente do olhar enciumado que Baekhyun direcionou ao maior que pareceu nem notar. — Bom, por favor, podem se servir.


Após o pedido de Kyungsoo todos começaram a comer e, com exceção de Byun, ficaram surpresos com o sabor da refeição, era algo único, tanto que Chanyeol começara a suspirar e fazer sons esquisitos enquanto comia, deixando Junmyeon envergonhado pela inconveniência de seu parceiro, Baekhyun irritado e o jovem Do em um misto de diversão e satisfação, amava ter sua comida elogiada. Jongin por sua vez estava apenas comendo em silêncio sem prestar atenção no que ocorria na mesa, o moreno estava pensativo, perguntava-se em como falaria para os pais que sairia de casa por alguns dias sem levantar suspeitas, além de tentar entender aqueles oficiais e sem sombras de dúvidas o radialista D.O o não saia um só segundo de sua mente. Sua voz... Sua voz era tão familiar, mas de onde já havia a escutado? Aquele homem... como ele seria? 


No fim, Jongin esqueceu de todos os seus problemas e em sua mente estava apenas naquele famoso locutor. Como sempre aquele homem tomava todos os seus pensamentos, dominava sua mente deixando o Jongin achei-o ao que acontecia ao seu redor, por causa dele as vezes era incapaz de prestar atenção nas coisas. 


— Você está bem, Jongin? — Baekhyun perguntou ao notar que o moreno estava a bons três minutos segurando uma torrada perto dos lábios, sem sequer piscar e de lábios entreabertos. Congelado no tempo enquanto pensava em certa pessoa que dominava sua mente.


— Ah? — Chacoalhou com a cabeça voltando a realidade. 


Baekhyun riu negando com a cabeça, já havia visto Jongin fazer muito isso na faculdade, ele simplesmente deixava de prestar atenção na aula e, olhando para um ponto qualquer, ficava praticamente petrificado com uma cara de bobo. Chanyeol e Junmyeon se entreolharam desconfiados, e Kyungsoo tudo o que fez foi prosseguir com a sua refeição não se alarmando por pouca coisa, também sabia como Jongin era na sala de aula.


Antes que qualquer coisa fosse dita, o Kim mais velho escutou seu celular tocar não tardando a atende-lo. Pediu licença antes de retirar-se da mesa sob os olhares intensos de todos presentes. Acabou por voltar segundos depois encarando sério seu parceiro.


— Chanyeol, precisamos ir, surgiu um imprevisto na delegacia. — Disse com um olhar irritado, odiava como a incompetência de certos policiais afetava seu trabalho. Olhou para os garotos sentindo-se mal por terem que sair tão bruscamente. — Sentimos muito por isso, logo estaremos de volta. Obrigado pela refeição, estava maravilhosa. — Curvou-se respeitosamente. 


— Obrigado, Kyung. — Disse levantando-se às pressas e bagunçando os cabelos negros e macios do menor, que franziu o cenho com a ação. O rosto emburrado do mais novo só serviu para arrancar um sorriso divertido de chanyeol, que despediu-se mais uma vez dos garotos e seguiu Junmyeon até a saída da residência. 


— Que cara abusado. — Comentou Baekhyun não gostando nada daquilo, D.O quis rir do amigo, mas conteve-se e levantou-se começando a andar sereno até o sofá. Byun suspirou emburrado antes de começar a recolher os pratos, fazia parte do trato que havia feito com o menor a muito tempo: Kyungsoo cozinhava, ele lavava. Observou Jongin levantar-se fazendo questão de se afastar, encarando indignado aquela ação e puxando-o pelo braço. — Ei, o que pensa que está fazendo? 


— Saindo…? 


— Negativo, você vai me ajudar com toda essa louça! — Comentou com um sorriso faceiro no rosto. 


— Mas, Hyung! — Exasperou preguiçosamente, não estava nem um pouco a fim de fazer aquilo. 


— Sem mas, Jongin, vamos logo com isso. — Disse divertido, nem morto que lavaria toda aquilo sozinho. 


Kyungsoo que apenas escutava tudo enquanto mexia em seu celular, não conteve um riso baixo diante da cena. Ainda conseguia escutar os murmúrios irritados de Jongin da cozinha junto com as repreensões exageradas de Baekhyun.


[...]


Domingo passou relativamente rápido, a casa ainda era silenciosa, Chanyeol praticamente passou o dia todo fora trabalhando e cobrindo Junmyeon que voltou para cuidar e vigiar os adolescentes, quando Park voltou, estava tão cansado que apenas tomou um banho e se jogou na cama totalmente exausto. Jongin não saiu de seu quarto em nenhum momento, nem mesmo para comer algo. Baekhyun ficou choramingando pelos cantos  sentindo falta de Kyungsoo, o mais novo não correspondia nenhum toque seu por conta da lotação dentro da casa e quase obrigou-o a dormir em outro quarto, acabando por mudar de ideia com a insistência do amigo. E por fim, Junmyeon passou o dia sentado em uma poltrona na campainha do dono da casa, ambos lendo livros grossos e usando óculos para leitura.


O real problema começou na segunda feira, a principio tudo ocorreu bem, os universitários foram para a faculdade e os detetives para a delegacia, mas quando voltaram para casa no fim da tarde, o caos se fez presente, Chanyeol não estava cansado como da última vez, ele era completamente himperativo, ficava perturbando todos na casa querendo conversar e irritar. Se já não bastasse isso, Kyungsoo e Baekhyun precisavam organizar o roteiro do programa da rádio de terça feira. O quarto de D.O estava trancado com ele e o loiro lá dentro.


Normalmente, planejar o roteiro de gravação não era uma tarefa difícil, chegava até ser bastante divertida para os estudantes de jornalismo em questão. Entretanto, com toda a confusão em que se encontravam, aquele trabalho acabou se tornando um completo estresse. Ambos não concordavam com nenhum tópico proposto um pelo outro a ser abordado, discutindo e acabando por não decidir nada. Byun estava a ponto de um ataque de nervos enquanto o menor respirava fundo na tentativa de manter o controle e não acabar levantando suspeitas. Realizavam todo o serviço na surdina, com conversas repletas de sussurros e múrmuros, não podiam arriscar serem descobertos. Era comum sentirem-se toda a hora monitorados e observados pelos detetives, agiam com mais cautela que o acostumado e, mesmo em poucos dias, já sentiam-se completamente irritados com a situação. 


— Baekhyun, não chegaremos a lugar nenhum se você  continuar recusando todas as minhas opiniões para finalizar o roteiro.


— Mas não podemos expor as verdadeiras intenções do plano R.C.K das forças armadas hoje, a condição que o informante nos passou era de esperar pelo menos uma semana. — Suspirou fundo tentando manter a calma, sabia que o mais novo odiava que levantasse a voz para si. — Em vez disso poderíamos comentar o suposto suicídio que o major Choi-Hyun lee na província de Gyeonggi, sabemos que se trata de um crime político. 


— Não, temos duas informações divergentes de dois informantes sobre esse assunto, por enquanto não sabemos qual dos dois está correto, precisamos investigar isso por nós mesmo e falarmos quanto tivermos precisão. — Kyungsoo também estava cansado daquilo, eles precisavam fechar o último tópico para então passarem para o próximo e real problema: como passariam despercebidos e fariam o programa.


Nesse exato momento o telefonei mais velho tocou, o loiro olhou para o número com desgosto por se tratar de uma pessoa que lhe dava nos nervos. Minseok era arrogante demais, não pensava direito e vivia em um mundo sem cautela, pensava tomar todos os cuidados, mas para Byun, ele apenas fazia o mínimo. Honestamente, nenhum dos dois se davam bem, principalmente por conta dos ciúmes de Baekhyun, ele sempre achava que o Kim queria roubar o seu lugar perante a D.O e por conta disso existia uma rivalidade gigantesca.


— Diga. —  Baekhyun falou em tom baixo assim que atendeu o telefonema.


"Seunghee informou notícias sobre traiçao, Taozi se aliou ao governo da Coréia do Norte em um meio de derrubar os pilares do nosso governo." Xiumin havia ido direto ao ponto por não ter empatia com Baekhyun e assim sempre falava somente o necessário.


Byun analisou bem as informações que havia escutado, sua mente trabalhava rapidamente e ligava aquelas palavras com seus próprios conhecimentos, apenas para confirmar seu sentido. O loiro franziu o cenho levemente frustrado, irritava-o o fato daquele informante parecer saber o exato momento em que eles precisavam de algo. Suspirou fundo, doía admitir mas aqueles dados os ajudariam bastante. 


— Certo. — Concluiu breve, queria acabar logo aquela conversa, fazendo menção de desligar o celular. 


"Ah, mais uma coisa," Baekhyun ergueu a sobrancelha com a mudança do tom de voz, agora totalmente provocativo e sarcástico "passe o telefone para D.O, sinto falta da sua lin–"


Apertou o botão de encerrar a chamada com raiva. Como poderia existir alguém que o irritava tanto? Encarou Kyungsoo que esperava algum tipo de explicação sobre aquela ligação. 


— Sério, Soo, por que nós precisamos dele mesmo?! — Exasperou frustrado. — Ele poderia ser um pouquinho menos idiota, já ajudaria! 


— Ele quem? — Perguntou genuinamente confuso.


— Kim Xiumin. — Jogou-se para trás deitando no carpete aveludado. 


— Ele disse algo, Baek?


— Ele sempre diz. — Respirou fundo. — Felizmente, ele não é um completo inútil. Pelo visto já temos como encerrar o programa de hoje.


— Qual o assunto? — perguntou interessado. 


— Sobre a R.C.K, pelo jeito realmente Taozi fará uma traição ao se aliar com a Coréia do Norte.   — O informou.


Um brilho maligno se fez presente nas orbes escuras de D.O, essa era a confirmação que mais ansiava receber.  A muito tempo queria desmascarar aquele ditador traidor, mas nunca conseguia provas concretas, não poderia se sentir mais contente com a ligação de Minseok como naquele momento. Por isso precisava dele, Baekhyun, apesar de não o suportar, entendia a situação.


— Soo… Agora que eu paro para pensar, foi estranho o Xiumin ligar para mim e não para o Chen… 


— Baekhyun, Xiumin tem permissão para ligar para você ou para o Chen, ele apenas lhe escolheu dessa vez. — Kyungsoo não ligou muito para constatação do amigo. 

— Ele só escolhe ligar para mim quando o Chen não atende o telefone. — Murmurou baixo.


— E o que tem isso? 


— Estou preocupado, não aconteceu nada com ele, certo? — Perguntou.


Kyungsoo suspirou, tocando nos cabelos loiros do outro gentilmente em um afago carinhoso. Sempre odiou ver o semblante abatido do amigo, era uma expressão que definitivamente não combinava com alguém tão alegre e brincalhão quanto Byun.


— Não se preocupe, Baek, estamos falando do Chen, — deixou um pequeno sorriso pintar seus lábios — aquele cara nunca seria pego tão facilmente. 


Sentiu seu coração falhar por alguns segundos, em todos os anos que passaram juntos, Baekhyun nunca pôde explicar o efeito que o menor tinha em si. Era absurdo como apenas a presença dele fazia todas as suas frustrações desaparecerem. Sempre havia sido assim, apenas um olhar e um sorriso eram suficientes para que ele estivesse completamente à mercê do outro. Kyungsoo tinha-o na palma da mão, Byun sabia muito bem disso. 


Nada mais precisou ser dito, o toque em seus cabelos permaneciam interruptos antes de Baekhyun segurar delicadamente sua mão, depositando singelos selos em cada um dos dedos macios e delgados do outro. Acabou por puxar lentamente D.O para perto, esse que não reclamou em nenhum momento da súbita aproximação. Segurou suave o rosto do menor, enroscando deus dedos nas mechas morenas e perfumadas. Selou os lábios do outro, sentindo saudade daquele toque tão quente e cálido, Kyungsoo sempre teve um gosto único que o loiro nunca soube identificar. Era doce sem ser enjoativo, o viciava de tal forma que eram quase impossível separar-se uma vez que os provava. Sorriu pequeno com aquele pensamento.


O beijo foi profundando-se ao poucos naturalmente, não perdendo o ritmo lento e saudoso. Era um toque fluindo e suas bocas encaixavam-se tão bem que era como se fossem feitas uma para a outra. Baekhyun inclinava-se para trás a medida que o toque continuava, acabando por deitar-se novamente naquele carpete aveludado, mas dessa vez com o menor deixado em cima de si prolongando o beijo. 


Foi apenas com um riso intercalado com suaves selinhos nos lábios do maior que o ato se findou. Baekhyun ainda permanecia de olhos fechados, temia abri-los e acabar perdendo o resto do controle que tinha. Entretanto, não demorou muito para que topasse com os olhos profundos e penetrantes do mais novo, eles o encaravam com apreço e paixão. Talvez aquela relação nunca mudaria, Byun sempre estaria completamente preso em seus olhos assim como Kyungsoo sempre estaria inteiramente perdido em seu sorriso.


— Não estávamos atrasado? – Riu brincalhão. 


— Cala a boca. — Riu junto ao loiro. 


Provavelmente eles nunca mudariam, mas nenhum dos dois estavam descontente com aquilo. 


(...)


Eram exatas onze e trinta e cinco da noite e Jongin estava do lado de fora da casa, no jardim meio escondido encostado em uma árvore admirando para o céu. Naquela escuridão, não era visível sequer a sua silhueta. O Kim havia saído para dar uma volta e esquecer um pouco do sono, já que hoje teria o amado programa da rádio e não poderia perde-lo. Precisava manter-se muito bem acordado até lá. 


Tudo estava tranquilo até que Kai notou um movimento estranho, chamando-o a atenção imediatamente. Teria simplesmente deixado pra lá se sua curiosidade não falasse alto o bastante. Aproximou-se com passos suaves e lentos na direção que vira as sombras suspeitas. Jongin franziu o cenho, forçando-se a identificar os vultos, que começavam a ganhar formas familiares. Estranhou aquilo. Irritou-se por não conseguir identificar devido à escuridão noturna.


— Eu não deveria mas…— Jongin murmurou para si mesmo dando a volta pela árvore correndo em direção onde havia deixado sua moto, pronto para seguir as sombras que entraram rapidamente em um carro parado a uma quadra dali. Ele havia buscado o veículo no domingo, aproveitando para explicar o motivo de sua mudança repentina, uma desculpa bem vagabunda que sua mãe apenas ignorou e fingiu acreditar, como se seu filho fosse morar com uns amigos sem mais nem menos por alguns dias de fato fizesse sentindo. Kai subiu em sua moto, mesmo sem capacete, dando partida da maneira mais silenciosa que podia. 


Nada se passava pela sua cabeça a não ser a incontrolável curiosidade. Não deixaria aquilo passar, tinha que descobrir o que estava acontecendo e o que eram aqueles vultos suspeitos.


Notas Finais


E foi isso...

Quem será que o Jongin tá seguindo hen? :v

Que acharam?

Até o próximo capítulo beijos amores.


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