História Try again ;; TaeGi. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Suga, Taegi, Vsuga, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu demorei, mas tá aí.

Capítulo 7 - Sixth ;; A


Yoongi estava tão assustado que, por Deus, não sentia esse frio na barriga há anos. Taehyung estava ali na sua frente, se sentia bem assim. Mas é tão estranho ter ouvido aquelas palavras saírem sem cuidado algum, sendo cuspidas direto para o seu peito, formando um aperto e ao mesmo tempo uma dúvida imensa. O que estava acontecendo, afinal? Estava sendo vítima das palhaçadas de um semideus malandro, daqueles bem filhos da puta? É uma possibilidade, só precisamos achar uma estaca de madeira e enfiar no desgraçado. Ok, vamos parar de assistir Supernatural e voltar para a realidade. >> Tae olhava Min com aquele tipico sorriso assassino e o pálido fixava seu olhar na cor negra de seus olhos, sendo audível um suspiro sair dos seus finos lábios. Estava pronto para dizer algo, quando a voz de Kim o interrompeu antes que abrisse a boca.

— Eu sei de tudo, hyung. Tudo.

Cruzou as suas pernas, encarando o mais velho como se fosse socar seu rosto. O mesmo direcionou sua atenção à uma mulher com um cardápio na mão, que logo foi tomado com brutalidade por este, resmungando um "Macchiato de caramelo, por favor". Tenho certeza que a mulher foi obrigada a se esforçar para conseguir ouvir Taehyung. O alto estava calmo, com uma expressão amena no rosto, ao contrário de Yoon, que tremia descontroladamente, era dificil até levantar seu olhar. Não estava entendendo, de verdade.

— Não precisa tentar explicar nada. Me deixe falar sem interrupções, não dite uma palavra até eu terminar. — Fez uma pausa e apoiou seus cotovelos sobre a mesa, inclinando seu corpo para frente afim de ficar mais perto do garoto. Jurava que tinha visto um Taehyung decepcionado, mas em questão de um ou dois segundos, estava sério, quase que com uma feição maldosa. Mas não era possivel ele ser ou ficar assim.

— Uma parte de você, Yoongi... — Colocou seu indicador do peito do garoto, soltando uma risada nasal. —...Sabe que eu fiz aquilo de propósito. Sabe por que? Porque você mereceu. Acha que eu sou o quê? Tenho que ficar do seu lado naquele lugar com cheiro de roupa velha so porque você quer? — Voltou a se sentar encostado na cadeira, de olhos cerrados. — Ah coitado... acha que o mundo gira em torno dele. Você acha que eu não estou cansado também? De reviver tudo de novo por sua causa? Eu quero ir embora, droga! Eu não quero mais isso, Yoongi! E para isso não acontecer de novo, você precisa me deixar em paz, por bem ou por mal, entendeu? — A voz grave ecoou por toda a cafeteria e em um piscar de olhos Yoongi acordou.

Deus.

Era um sonho.

Um pesadelo.

Seu rosto era cutucado por Taehyung, avisando que a chuva já havia passado. Estava literalmente em cima do garoto. Uma de suas pernas estavam sobre o seu colo e a outra entrelaçada na sua cintura, seus braços contornavam o pescoço do mais alto como se estivesse o segurando para não fugir. Imediatamente se afastou, ofegante. Fechou seus olhos por longos segundos e engoliu em seco limpando a garganta antes de se levantar.

— Ah, sim. Vamos.

Sentiu um toque na sua mão e logo Kim pronunciou-se novamente.

— Não vai pedir alguma coisa para beber? Sei lá, pra se esquentar...

Se levantou também, ficando na frente do mais velho, que mais parecia uma criança perto de si, Yoongi era tão pequeno, se encaixaria certinho nos braços de Taehyung.

— É, eu... já ia fazer isso. Certo.

Tropeçava nas palavras, lembrando-se do sonho que tivera. Foi andando até o balcão, esbarrando em algumas cadeiras no caminho, olhando o cardápio.

— Um macchiato de caramelo, por favor.

Sussurrou, tirando a carteira do bolso, mas logo Tae chegou ao seu lado e colocou uma cédula no balcão, pagando a sua bebida. Yoongi desviou seu olhar para baixo, limpando a garganta em seguida.

— Você tá estranho, hyung...

O ruivo resmungou, fazendo Yoongi comprimir os lábios. Soltou uma risada forçada e negou com a cabeça.

— É só impressão sua.

O olhou de canto por um breve momento, pegando a bebida com as duas mãos, afim de se esquentar, tomando um pequeno gole.

Taehyung andou ao seu lado até a saída, e então passaram a caminhar juntos em direção ao leste. Ambos amavam aquela sensação do vento gelado sobre a pele, o orvalho das plantas caindo como pingos de chuva, o silêncio da noite e o barulho da respiração, que saía junto àquela fumaça gelada.

A estrada foi silenciosa de palavras, algumas vezes trocavam olhares despercebidos, por serem disfarçados sempre que se encontravam. Taehyung ria sozinho, resultando em uma gargalhada de Yoongi, logo em altas risadas dos dois, finalizadas de um sorriso bobo.

O Min parou de caminhar ao chegarem em um lugar mais afastado, onde a lua era a única iluminação. Sentaram-se no gramado plano, com pequenas flores espalhadas em uma distância razoavelmente grande. O lugar era muito bonito pela manhã, mas à noite era como um lugar mágico. Vagalumes circulavam por ali, piscavam sem parar, como luzes de natal; a lua parecia maior e mais brilhante, as flores pareciam dançar com a força do vento mínimo, mas o suficiente para levar toda a tristeza embora ao se fundir com aquelas tantas sensações.

— Gosto desse lugar. — Comentou o pálido, com um fraco sorriso nos lábios. — É calmo. Isso me deixa com um sentimento estranho, como se... como se fosse a minha casa.

— Também sinto isso. Mas por que acha estranho? — Perguntou, virando-se para o mais velho, com um olhar curisoso.

— Porque eu não tenho mais certeza do que é certo ou errado. Sonho ou realidade. Bom ou ruim... Agora é tudo tão incerto que eu tenho medo.

Sabia que Kim não entenderia, mas a sua pergunta foi clara, então não hesitou em responder.

— Se sua sensação é essa, então deve seguir em frente, hyung. Eu, durante todos os meus anos, tive uma vida repetitiva de acordar e encarar as mesmas coisas sempre. Sabia o cotidiano, sabia como seria tudo. Não é ruim ter incertezas, sabia?

Suspirou e deitou-se no chão, esticando o seu corpo, e logo Yoongi fez o mesmo.

— Talvez. Mas tenho medo do desconhecido.

Assoprava o vento enquanto brincava com aquela fumaça fria, virando seu rosto em direção ao do garoto ao lado.

— Olhe as estrelas como possibilidades. — Apontou para o céu, sem desviar o olhar do mesmo. — São infinitas. — Sorriu.

— Ah, Taehyung... As possibilidades não são rotina pra mim. Não tem ideia de como é difícil encarar tudo isso. — Pronunciou baixo, porém num tom audível à ele, se surpreendendo com uma risada.

— As possibilidades também são uma novidade pra mim. Mas como eu disse, precisamos seguir em frente. Podemos morrer a qualquer momento. Amanhã, talvez. Já parou pra pensar nisso?

Por alguns minutos, Yoongi pensava em uma resposta, mas era impossível. Realmente, nunca havia pensado em nada daquilo. Tinha medo de fazer coisas novas, pois estava acostumado com aquela coisa de "hoje será isso, amanhã aquilo", e deixava de aproveitar essa nova vida.

Taehyung virou-se para Yoon, que estava perto também. Ambos se encaravam, reparavam em cada detalhe do rosto um do outro. O maior sabia que Min não reagiria, então tomou o espaço que restava, levando uma de suas mãos até o rosto do garoto, e em questão de curtos segundos, juntou seus lábios aos de Yoongi, dando início a um ósculo calmo. Juravam ter sentido um choque percorrer por eles, como se uma coisa desse início a outra, um novo começo, que como uma bomba relógio, estava prestes a explodir, e que com certeza não deixaria sobreviventes.


Notas Finais


vou tentar escrever outro capítulo amanhã AAAaaaA
/voa


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