História Trying Not To Love You - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avril Lavigne, Nickelback
Personagens Avril Lavigne, Chad Kroeger, Daniel Adair, Mike Kroeger, Personagens Originais, Ryan Peake
Visualizações 9
Palavras 4.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - To My Home



   Chegamos na arena e então, os caras se organizam, também me ponho a postos e então eles começam a testar os instrumentos.
   É difícil fazer boas fotos com Chad nesse estado, ele parece realmente ter fumado maconha. Chad não consegue se concentrar, não se anima a cantar, e muito menos a testar as guitarras.
- Caras, não tem condições. - Mike diz e ergue as mãos em rendimento. - O cara continua encarando o microfone.
- Chad! - Ryan grita.
- Hum... - Chad sacode a cabeça várias vezes. - Foi mal.
- Foi mal nada, Kroeger! - Mike diz e se aproxima de Chad. - Essa passagem de som é perda de tempo, e a culpa é toda sua!
- Hum. - Chad resmunga como quem não dá a mínima.
- Passou a noite inteira se masturbando e não consegue parar em pé de tanto sono! - Mike continua fingindo irritação e fala num tom mais alto.
- Shhhh! - Chad o abraça de lado e repousa a cabeça em seu ombro.
- Contei seu segredo, não é? - Mike pergunta num tom debochado.
- Não. - Chad diz ainda deitado sobre o ombro de Mike. - A sua voz está me irritando.
   Mike estala os lábios, Daniel, Ryan e eu gargalhamos disso.
- O que você deu para ele, Isis? - Daniel pergunta. - A droga do estupro?
- É bem a sua cara, ruivinha. - Ryan passa a faixa da guitarra por seu corpo, ajustando-a no mesmo.
- Vá se foder. - Reviro meus olhos e dou uma risada baixa. - Ele passou a noite em claro.
- Não teve nada de estupro então. - Ryan dá um sorrisinho debochado.
   Aponto o dedo do meio para Ryan e ele ri.
- Podemos terminar isso e ir dormir? - Chad pergunta irritado.
- São cinco da tarde... - Daniel diz.
- Foda-se a hora, cara. - Chad revira os olhos. - Só quero dormir. - Entrega a guitarra para uma das roads e faz um sinal de positivo para a mesma.
- Melhor irmos, porquê alguém está insuportável por estar com sono. - Daniel usa sua baqueta para indicar Chad.
- Ele já não é muito... suportável, fica pior quando está com sono. - Mike comenta.
- Pau no cu de vocês. - Chad revira os olhos e mantém sua cara de poucos amigos.
- Viu? - Ryan pergunta com uma sobrancelha erguida, também tira sua guitarra e a entrega para a road que eu não lembro o nome.
   Os caras finalizam a passagem de som, então deixamos a arena.
- Ryan! - Grito seu nome e o alcanço dando passos mais rápidos. - Vamos trocar uma ideia?
- Fala, ruiva chata. - Ryan me abraça de lado e continuamos andando.
- Me diz que você não tem conversado com ninguém ultimamente.
- Sim, tenho. - Ryan dá de ombros.
- Merda. - Bufo. - Só me fala que essa pessoa não vai estar no show de amanhã.
- Como você sabe? - Ryan me encara com as sobrancelhas arqueadas.
- Porra, Ryan. - Reviro os olhos.
- Por quê?
- Nada não. - Sorrio sorrateiramente.
- Isis... - Ryan me encara sério. - O que você quer?
- Eu quero te apresentar uma amiga.
- Você podia ter dito antes.
- Oh. - Digo e murcho meus ombros. - Mas você vai ficar dez dias em Vancouver.
- E você acha que vamos ter tempo?
- Posso contar com a sorte?
- Melhor não, você vai acabar se decepcionando. - Ryan diz.
- Falta esperança nesse coração, bonitão.
- Cai na real, ruivinha, o trabalho não para só porque estamos em Vancouver.
- Ok, você venceu. - Espalmo minhas mãos no ar demonstrando rendimento. - Topa fazer um trato?
- Hum?
- Se vocês tiverem um dia livre, a gente inventa algum programa e eu te apresento ela, topa?
- Não acredito que estou topando isso. - Ryan bufa.
- Ryan, um dia você vai me agradecer. - Digo num tom debochado.
- Vou agradecer se você largar do meu pé. - Ryan revira os olhos.
- Ah, confessa que você me ama, Ryan.
- Haja amor, ruivinha. - Ryan larga todo o seu ar. - Haja amor.
   Dou uma risada baixa.
   Volto para o ônibus com Chad, o mesmo está sentado no sofá com um copo de café entre as mãos. Pego um café também e sento ao seu lado.
- Está tudo bem? - Pergunto.
- Sim. - Chad responde tranquilamente.
- Você passou a noite em claro, passou o dia mal. - Digo e bebo um gole do meu café. - Tudo por minha culpa.
- Foi você que enviou aquela mensagem? - Chad pergunta franzindo o cenho.
- Não. - Respiro fundo. - Mas se eu não tivesse insistido em uma relação que não tinha futuro, provavelmente eu não estaria assim, e você não estaria assim.
- É verdade. - Chad bebe o último gole do café.
- E se eu não tivesse tomado as decisões pelo sentimento, nada disso estaria acontecendo.
- As pessoas fazem o possível e o impossível quando gostam de alguém, ruivinha. - Chad diz. - Independente das decisões.
- É. - Digo e abaixo o olhar.
- Mas não adianta se arrepender das atitudes do passado, Isis, o lance é seguir.
   Não o respondo, apenas puxo todo o ar e o solto pela boca.
- Só confie nas pessoas que estão do seu lado, porque elas gostam de você e nunca vão te deixar. - Chad joga seu copinho direto na lixeira e se levanta. - Preciso mijar.
   Acho graça da delicadeza de Chad, e fico pensativa sobre o que ele falou. Chad tem razão, talvez seja tarde demais para se arrepender, e a dúvida me assombra: a quais pessoas ele se refere? Talvez ele esteja com tanto sono, que não está falando coisa com coisa, ou talvez esteja dizendo: "eu gosto de você e nunca vou te deixar"... agora não sei no que crer.
   Ficamos por ali até uma certa hora, depois fomos jantar em um restaurante há algumas ruas dali. Logo voltamos para o ônibus, pois Chad está exausto e precisa descansar para o show de amanhã.
   Tomo meu banho, visto um pijama confortável e arrumo a cama para dormirmos.
- Chad. - Me sento no pé da cama ao lado dele. - Posso perguntar uma coisa?
- Fala. - Chad diz.
- A Alice vai ao show amanhã, e... a Rachel... e... o Lucas. - Digo e a sensação que tenho é de que vou levar um tapa.
- Hum, e ai?
   Encaro Chad com expressão incrédula.
- Nada, só... pensei que a gente fosse brigar por causa disso.
- Hum. - Resmunga indiferente. - Você já terminou?
- Já. - Digo lentamente, um pouco impressionada.
   Chad levanta, faz a volta na cama e se deita de lado.
- Vem. - Chad alisa a cama, me encara com um olho aberto e a cabeça levemente inclinado.
   Sorrio e também me levanto, indo em direção a ele.
   Deito ao lado de Chad, ele me abraça e logo dorme, então, tento me concentrar nos braços de Chad ao meu redor, ele realmente me faz bem até quando está dormindo. Então me sinto sonolenta, confortável e segura, é nesse momento que o sono me domina e eu adormeço.
   Acordo com o ônibus em movimento, raciocino rapidamente que estamos indo para Vancouver, sorrio vitoriosa, pois é a primeira vez que eu não me assusto com o fato de me acordar em movimento. Olho pela janela do ônibus, o sol ainda não apareceu, e já estamos na estrada. Me viro e olho para Chad, ele dorme pesadamente, e seu semblante tranquilo me passa segurança e alívio, então o abraço e durmo novamente.
   Chegamos em Vancouver de baixo do mal tempo, e por isso, o dia acabou sendo cheio, agitado e corrido. Sem falar na ansiedade de finalmente estarmos em Vancouver e querermos ver nossos amigos, os caras ficaram rodeados de paparazzi, não que nos outros lugares não houvessem, mas o Nickelback tem uma grande concentração de fãs no Canadá, principalmente na cidade de Vancouver.
   Comemos pouco, preferimos contar com a ajuda do café, a tensão se tornou um pouco maior. Hoje é dia vinte e seis de junho, aniversário de Mike. Demos os parabéns rapidamente, ele mal pode responder, pois estava sem tempo, então prometeu uma comemoração em sua casa durante esses dias.
   Por sorte, Chad dormiu perfeitamente bem, e eu cuidei dos mínimos detalhes para que ele se sentisse bem durante o dia, e mandasse bem, como sempre. O dia se passou tão rápido, que quando nos damos conta, já estamos em cima da hora de nos arrumarmos para o show.
- Não demorem, já estamos atrasados. - Mike diz enquanto caminhamos em direção ao ônibus.
- Pensei que o nosso relógio fosse o Ryan. - Daniel indica Ryan com o dedão.
- Ele está sem pilhas. - Chad diz e dá uma risada debochada.
- Vão se foder. - Ryan os repreende.
   Gargalhamos da conversa estranha deles.
   Nos separamos novamente, Chad e eu vamos para o ônibus, Chad pega algumas roupas e vai em direção ao banheiro.
   Vou até minhas coisas, procuro peça por peça, até achar minha camiseta do Nickelback, a que ganhei de presente quando me demiti, a mesma que ainda não usei.
   Flashback On:
    Chad  abre um sorriso debochado no rosto, ele tira uma sacola da gaveta e me entrega, fico sem entender, não parece ser as fotos.
- Abre ai, nervosinha. - Chad diz e os rapazes tentam conter o riso.
   Continuo sem entender, mas abro a sacola, dentro dela, tem uma camiseta com uma foto de nós todos juntos, com a legenda " melhor fotógrafa de todos os tempos". Sorrio e sinto meu coração querendo voltar ao ritmo novamente.
- Vocês são muito idiotas. - Digo e coloco a mão em meu peito, tentando me acalmar. - Eu quase morri do coração.
- Essa era a intenção. - Ryan diz fazendo sinal de positivo.
- Me matar?
- Te assustar.
- Eu devia saber que o Chad estava sério demais para ser verdade.
- Hey, eu sou muito sério, ok? - Chad pergunta.
- Ah, claro! - Daniel diz. - Se você é sério, o cabelo do Mike é azul.
- Mas... ele não tem cabelo. - Ryan diz  coçando a nuca.
   Daniel faz sinal de positivo e todos caem às gargalhadas.
- Cara, não precisava! - Digo levantando e abraçando Chad.
- É em nome da banda. - Ele diz me dando um abraço apertado.
- Nossa, valeu caras. - Digo abraçando cada um deles.
   Flashback Off:
   Sorio lembrando daquele dia, e desde o mesmo, eu prometi a mim mesma que ia guardar essa camiseta para um momento especial, e ele chegou. Pego mais algumas roupas e espero Chad sair do banho.
   Assim que Chad sai do banho, eu prendo meus cabelos e entro. Tomo um banho rápido,  lavo meu rosto e logo saio. Me seco, visto roupas de baixo, a camiseta, uma calça jeans rasgada quase branca, calço meus coturnos, coloco minhas argolas e me maquio levemente, apenas marcando meus olhos com lápis preto, bastante rímel e termino com um batom vermelho escuro. Prendo melhor os meus cabelos,  deixo apenas minha franja e uma mecha solta e prendo o resto em um rabo de cavalo.
   Saio do banheiro e  guardo minhas coisas. Vou até a peça principal, onde encontro Chad distraído.
- Chad... - Chamo sua atenção.
   Chad ergue o olhar para mim, abre um sorriso largo quando bate os olhos em mim.
- Mandou bem, ruivinha. - Diz com um sorriso orgulhoso.
- Achei que seria legal... sei lá. - Sorrio.
- Esse é o espírito. - Sorri de um jeito que me prende a atenção.
   Me aproximo dele e me sento ao seu lado.
- Vou usar essa camiseta mais vezes só pra você sorrir assim. - Digo num tom divertido.
- Como se eu não sorrisse para você. - Chad me repreende.
- Eu não disse isso.
   Chad não me responde, eu apenas abraço o braço de Chad e escoro minha cabeça no mesmo.
- Nós precisamos ir. - Chad diz e faz um carinho em meu rosto.
- Bom, então vamos. - Me afasto e me levanto. - Ah, espera ai. - Digo e corro até o quarto.
   Chegamos na arena, eu me separo dos caras e me preparo, me posicionando no palco.
  Posso dizer que esse foi o melhor dos shows, não por ser em Vancouver, mas eu parto do princípio de que: todo mundo se sente mais à vontade quando está em casa, Vancouver, o lar de todos nós.
   A cada show, me pergunto como podem odiar o Nickelback, e esse últomo álbum é um dos melhores. Creio que esse ódio ao Nickelback seja gratúito, ou pura falta de competência para fazer o que eles fazem. Os shows são sempre lotados, o público não só canta, como interage com os caras, gritam, vibram numa intensidade fora do normal. Aposto que esses haters são adoradores covardes demais para admitir que amam essa banda.
   Finalmente o show termina, e então nós nos dirigimos para o backstage. Passamos pela multidão, e entre gritos e assédios, finalmente entramos.
- Eu só queria entender por quê sempre tem alguém mostrando os peitos nos shows. - Digo enquanto fecho a porta.
- É melhor não pensar muito a respeito disso. - Ryan diz com seu dedo indicador erguido.
- Falou e disse, cara. - Daniel ergue o polegar.
- É verdade. - Chad diz com cara de paisagem.
- Por que, Chad? - Fito-o com expressão de ódio.
- Ah... é... - Chad se enrola para responder.
- Gente, os fãs... - Mike olha em direção à porta.
- Valeu, cara. - Chad diz com expressão de alívio.
- Eu vou te matar. - Digo entre os dentes, com a mesma expressão.
   Então entram os primeiros fãs, e o trabalho continua o mesmo: convocar os fãs, registrar os momentos, auxiliar na organização, forçar um sorriso para as fãs que acham que podem abusar do corpo dos caras, sentar no colo deles...
" Vocês realmente precisam muito de sexo", " Já pensaram em bonecos infláveis ou pênis de borracha?", " Enquanto vocês imaginam como é ser tocada por ele, eu fui tocada, e já o tive dentro de mim", " Isis... se concentre no trabalho... seja profissional, Isis Brokwell!", " Se o Chad der um meio sorriso, eu vou matar ele!", " Eu queria que a Rachel e a Alice estivessem aqui pra dar um jeito nessas vadias!"
- Só os três. - Ryan faz um gesto com a mão para o segurança.
   Então olho em direção à porta, vejo Lucas, Rachel e Alice entrarem pela mesma.
- Eu estava mesmo pensando em você. - Aponto para Rachel com um sorriso largo.
- Espero que seja do melhor jeito. - Ela me abraçça e me dá um beijo na bochecha. - Como você está, gatinha?
- Resspeita o meu ambiente de trabalho, por favor? - Pergunto e ergo uma sobrancelha.
- Foi mal. - Rachel cobre a boca e arqueia as sobrancelhas.
- Oi, minha latinha de Heineken. - Daniel abre os braços para Alice.
   Todos paramos e o encaramos com expressão confusa.
- O que? - Daniel pergunta com uma sobraancelha erguida. - Eu amo essa cerveja. - Encolhe os ombros.
- Já estou acostumada. - Alice dá de ombros. - Semana passada, ele disse que eu era o saquinho de Doritos dele. - Alice comenta.
- Cara... - Ryan o fita com as sobrancelhas arqueadas.
   Daniel apenas encolhe os ombros e nós rimos.
- Viram por quê eu chamo ele de esquisito? - Alice pergunta e o abraça.
- Pode crer. - Chad e eu falamos ao mesmo tempo.
- Oi, delícia. - Rachel dá um beijo em Mike e alisa a lateral do seu corpo. - Que saudade desse corpo quente.
   Mike arqueia as sobrancelhas, depois simplesmente finge demência, nós caímos às risadas.
- Caras, precisamos achar alguém para o Peake. - Chad indica Ryan com o dedão.
- Relaxa, foi por isso que a Ray e a Aly trouxeram o Lucas. - Digo e o abraço de lado.
- Que papo é esse, ruivinha? - Lucas arqueia  as sobrancelhas.
- Relaxa, eu aposto que ele é a sua alma gêmea. - Sussurro para ele.
   Gargalhamos da expressão de pavor de Lucas e Ryan.
- Sabe uma coisa que eles tem em comum? - Mike pergunta. - Os dois tem a mesma cara de panaca.
   Chad e Daniel soltam uma risada sonora, eu tranco o riso principalmente quando vejo Lucas e Ryan olharem um para o outro com as suas famosas caras de panaca.
- Fala, cara. - Lucas cumprimenta Chad com um tapa na palma de sua mão.
- Tranquilo, parceiro? - Chad o cumprimenta tranquilamente. - Você pintou o cabelo?
- Ah... é. - Lucas responde e dá de ombros.
- Tá bonitão, cara. - Chad diz num tom sarcástico.
- Ah... obrigado. - Lucas diz com um sinal de positivo e uma expressão perdida.
- Acho que a alma gêmea do Chad é o Lucas. - Ryan sussurra para Daniel.
- É só tesão, cara. - Daniel sussurra de volta.
- Eu estou ouvindo, panaca. - Chad dá um tapa na cabeça de Daniel.
- Vocês estão lindos vestidos com a camiseta do Nickelback. - Digo reparando em Rachel, lucas e Alice, ambos com camisetas da banda, porém, cada um com um estilo diferente.
- Obrigado. - Lucas sorri cheio de si.
- Não fode. - Repreendo-o e ele ri.
- Cara, eu não tinha reparado que você deu um jeito naquela franja azul. - Digo para Lucas.
- Fiz isso semana passada. - Lucas diz.
- Eu gostava da franja azul. - Rachel diz. - Acho que o Mike deveria fazer uma franja e pintar de azul.
- Primeiro ele precisa de cabelo. - Ryan diz num tom debochado.
- Vá se foder, Peake. - Mike o repreende e nós caímos às risadas.
- Eu vou pensar meu cabelo de azul. - Chad diz.
- Não faça isso. - Lucas diz em tom de ameaça. - Sério, é bizarro.
- Quando você descobriu isso? - Daniel pergunta.
- Semana passada. - Lucas tranca o riso.
- Oh! - Chad arqueia as sobrancelhas. - Missão abortada. - Termina e nós caímos às risadas.
- Gente, nós... precisamos dar atenção aos outros fãs. - Digo e faço uma expressão triste. - Vou ignorar o fato de que a minha melhor amiga não me mandou nem para o inferno.
- Manda ela agora, manda. - Daniel sussurra para ela.
   Aponto o dedo do meio para Daniel, o mesmo cai às risadas, e Alice balança negativamente e ri.
- Espera, e a foto? - Lucas pergunta erguendo uma sobrancelha.
- Oh, verdade. - Digo e sorrio. - Se ajeitem. - Pego a câmera e coloco em frente aos meus olhos.
   Então eles se posicionam e eu capturo o momento, mostro a foto e todos dão risadas das caretas que fizeram.
- Ok, vocês precisam ir. - Eu digo.
- Amor, por que essa ruiva está nos mandando sair? - Rachel pergunta num tom manhoso.
- Ignora essa louca, querida. - Mike dá um abraço em Rachel e me encara como se eu não pudesse me aproximar.
   Estalo os lábios e vou em direção a eles, seguro-a pela nuca e a puxo, afastando-os e me pondo entre eles.
- Nunca mais faça isso. - Rachel diz num tom de ameaça, - Eu vou acabar explodindo de tesão por essa garota. - Rachel diz e tomba a cabeça para trás com expressão debochada.
   Caímos às gargalhadas, eu fico ruborizada, mas não deixo de rir.
- Vamos? - Alice pergunta.
- Depois de quase dormir escorada no Daniel, vamos. - Lucas diz num tom debochado.
- Isso é ciúme, cara? - Daniel pergunta com os olhos semi cerrados. - Quer dormir aqui também?
- Eu não. - Lucas arregala os olhos.
  Daniel solta uma risada sonora, nós apenas os fitamos em silêncio.
- Eu preciso muito de você, querido. - Rachel espalma sua mão nas costas de Mike.
- Hum. - Mike sorri pervertidamente.
- Meu chuveiro queimou, eu preciso que você conserte-o. - Rachel diz séria.
   Mike murcha os ombros, deixando tudo mais engraçado.
- Tchau gente. Tchau Michael. - Rachel acena com um sorriso largo e dá as costas enquanto todos nós a respondemos.
- Valeu por vir. - Sorrio largo e abraço Lucas. - Que saudade.
- Pode crer. Não falo com você desde...
- O meu aniversário. - Sorrio.
- É. - Lucas se afasta. - Mas a gente se vê, falou?
- Uhum.
- Também vou, meu anjo. - Alice dá um beijo rápido em Daniel. - Até amanhã.
- Até. - Daniel sorri.
- Tchau gente. - Alice acena para nós.
- Tchau, desnaturada. - Respondo séria.
- Eu juro que não fiz por mal. - Alice diz num tom manhoso.
- Depois a gente conversa. - Repreendo-a.
- Oh. - Lucas arregala os olhos.
- É, vamos logo. - Ela diz e se afasta rapidamente.
   Lucas a abraça de lado, se despedem e deixam a sala.
   Então eles vão embora e nós continuamos o nosso trabalho.
  Depois de mais algumas visitas, uma entrevista e algumas cervejas, finalmente tudo acaba, os dias de descanso finalmente começam, e que ejam os melhores.
   Saimos da arena e nos dirigimos aos ônibus.
- Ryan... - Cantarolo seu nome.
- Hum. - Ryan epenas resmunga.
- Eu não vi nenhuma Kameron no backstage. - Digo com um sorriso sorrateiro.
- Como você sabe o nome dela? - Ryan me encara apavorado.
- Vi no seu celular. - Dou de ombros.
- Leu minhas mensagens? - Pergunta om as sobrancelhas baixas.
- Não, só vi escrito "mensagem de Kameron".
-  E você olhou a identidade de todas as fãs para saber se ela não estava?
   Reviro meus olhos e ele dá uma risada baixa.
- Ainda está de pé o nosso trato, não é?
- Sim, ruivinha. - Ryan diz depois de bufar. - Como você aguenta essa mulher, Chad?
- Haja paciência, cara. - Chad dá um tapa de leve no ombro de Ryan.
- É muito amor na causa, bonitão. - Digo e dou uma risada debochada.
   Ryan concorda com a cabeça e Chad sorri.
-  Eu não quero ver vocês amanhã. - Mike ergue o dedo indicador. - Fiquei dois meses e meio vendo vocês todos os dias.
- Não se preocupe, cara. - Rtan diz. - Você vai estar muito ocupado trocando o chuveiro da Rachel amanhã.
   Caímos às gargalhadas enquanto Mike nos encara sério.
- Pegou pesado, Peake. - Daniel diz entre risos.
- Pegou pesado, Peake. - Mike diz com a língua para fora.
   Gargalhamos mais um pouco, e então, nos separamos.
   Chad e eu voltamos para o ônibus, onde o senhor Joseph já está nos erperando.
- Onde querem ficar, filhos? - O senhor Joseph pergunta.
- Eu vou...  - Digo pausadamente, me lembrando que agora estamos em Vancouver, e que Drake recentemente tentou invadir minha casa. - Para... casa.
- Quem te deu folga do trabalho, Isis? - Chad pergunta com uma sobrancelha erguida.
- Eu pensei... - Tento explicar.
- Não estamos de férias. - Chad diz.
- Mas esses dias... - Tento explicar novamente.
- Esses dias não são de folga.
- Deixa eu falar, caralho! - Digo num tom alto.
   O senhor Joseph arqueia as sobrancelhas e recua alguns passos.
- Prossiga. - Chad diz e se escora no ônibus.
- Eu pensei que nós iamos ficar parados durante esse tempo, que cada um iria para a sua casa, descansar, curtir um pouco... - Digo rapidamene, com medo que Chad me interrompesse novamente. - Não exatamente... parar com tudo, mas... sei lá, sem shows, sem trabalho, não?
- Não. - Chad me repreende. - Não temos shows, mas nós não paramos totalmente.
- Ah. - Sorrio de canto. - Mas...
- Você vai comigo, sacou? - Chad me encara sério.
- Isso... significa...?
- Ficar comigo, na minha casa. - Chad dá de ombros.
   Fico pensativa e meio sem jeito, Chad apenas se vira e entra no ônibus, não demoro muito, entro logo atrás.
- Cadê o senhor Joseph? - Pergunto.
- Pensei que ele estivesse com você. - Chad responde.
- Ele não está lá fora.
   Chad se levanta,  caminha até a cabine e abre a porta.
- Achei. - Chad volta o olhar para mim e sorri. - Para minha casa, senhor.
- A moça ruiva vai com você, rapaz?
- Sim, senhor. - Chad faz um sinal de positivo e volta para a peça principal.
   Me sento no sofá e Chad se senta do meu lado.
- Eu n~~ao vou passar dez dias com você, Chad.
- Por quê? - Chad pergunta. - Não gosta da minha companhia?
- Não é isso, idiota. - Dou um soco em seu braço. - É que não faz sentido, só isso.
- E o que faz sentido nessa vida, Isis? - Chad pergunta.
- Contagem regressiva para o drama... três... dois... um! - Ergo meus braços e espalmo minhas mãos no ar.
   Chad me encara com expressão de repreensão.
- Foi mal. - Abaixo meus braços num só movimento.
   Chad dá uma risada baixa, e eu o acompanho.
   Chad me faz levantar do sofá e sentar em seu colo, ele me escora em seu ombro e me beija. Eu não tenho vontade de parar de beijá-lo, e se eu tivesse, não pararia. Ele é tão... perfeito, perfeito como ele mesmo, ele manda bem em ser o Chad Kroeger, ele manda melhor ainda em ser o meu rockstar. Ele consegue fazer eu me apaixonar até pelas grosserias dele, ele consegue me fazer perder a noção de tempo quando estou aqui envolvida em seus braços.
 



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