História Trying To Not Love You - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Nickelback
Personagens Chad Kroeger, Daniel Adair, Mike Kroeger, Personagens Originais, Ryan Peake
Exibições 5
Palavras 3.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Welcome Back to Seattle



Acordo mais cedo do que o normal, acho que o entusiasmo abortou meu sono. Me levanto, coloco uma blusa de malha, um blusão azul, uma calça jeans clara e meu coturno, visto meu fiel sobretudo e vou em direção ao banheiro, faço a higiene, passo apenas um lápis de olho e um rímel  e prendo meus cabelos em um rabo de cavalo, indo para a cozinha em seguida. Tomo um copo de iogurte e como algumas torradas, limpo tudo e volto para o quarto.  Acendo as luzes e Drake apenas se vira, então, pego uma mala e uma mochila de dentro do guarda-roupa, separo as roupas que vou levar, alguns sapatos, roupas íntimas, acessórios... talvez eu devesse levar o guarda-roupa inteiro. Coloco na mochila akgumas bijuterias, minhas maquiagens, minhas coisas de higiene e meu pergume. Pego minha caixa de bombons e coloco na mesma.
            Procuro meus fones de ouvido em baixo do travesseiro, com cuidado para Drake não acordar, mas não obtenho sucesso.
- Você já va? - Drake diz sem se levantar.
- Sim.
- Quando você volta? -  Diz e levanta lentamente.
- Eu não sei. - Digo e me sento na cama. - Olha, Drake... - Respiro funto. - Eu preciso de um tempo, sabe.
            Drake fixa seu olhar em mim, com uma expressão séria, ele apenas balança a cabeça positivamente.
- Você não dá a mínima, não é ? - Pergunto com o olhar baixo.
- Eu... - Ele respira fundo e coça sua nuca. - Claro que eu me importo.
- Eu estou cansada, Drake, cansada de ser a única que faz alguma coisa por um relacionamento, quando ele está no fundo do poço. - Digo e solto meus cabelos, os prendendo novamente e deixando minha franja solta de um lado e uma mecha solta do outro. - Eu não quero terminar, Drake, mas está dificil conviver com toda essa mágoa.
            Drake continua em silêncio, cujo o mesmo é insuportável.
- Fala alguma coisa. - Digo o encarando.
- Eu... não tenho o que falar. 
- Você quer terminar?
- Não. - Diz e se levanta, para do meu lado e envolve seu braço em meu pescoço.
            Eu escoro minha cabeça em sua barriga e ficamos em silêncio, e então eu o quebro.
- E eu vou lutar enquanto eu tiver forças. - Digo o encarando. - Mas não me faça perder as esperanças, Drake.
                Ele mantém o silêncio, apenas fazendo carinho na minha cabeça.
- Bom... - Digo e me levanto. -Eu vou colocar as coisas no carro.
- Eu te ajudo. 
            Drake pega minhas coisas e leva para o carro, enquanto eu pego minha bolsa, coloco meu celular e meus fones dentro da mesma e saio.
- Então, é isso? - Digo e Drake me entrega as chaves.
            Pego as chaves da mão de Drake, ele me puxa pelo pulso e me beija intensamente, me escorando no carro, eu retribuo o beijo e ele envolve seus braços em minha cintura e continua, me colocando entre ele e o carro,
- Drake... - Digo entre beijos. - Eu... tenho que ir.
- Ah... - Ele diz e me dá um beijo rápido.
            Ele se afasta e eu sorrio, entrando no carro, o ligo e abrindo o vidro.
- Se cuida. - Diz se afasta do carro. - E me ligue quando chegar.
- Falou. - Digo e saio com o carro.
            Drake acena para mim e eu buzino, dirigindo rumo à Seattle.
            Ligo o rádio e ajusto na minha estação favorita, presto atenção no que está tocando na mesma.
" S é para a simples necessidade, E é para o êxtase, X é só para marcar o local, porque sexo é o que você realmente quer."
- Caralho, esses merdas me perseguem. - Digo socando a direção.
                Mudo para minha playlist e seleciono  She Will Be Loved em minha pasta de viajem.
- Melhorou. - Digo e aumento o volume.
            Dirijo por um tempo ouvindo músicas e cantando loucamente estrada a fora. 
                Eu realmente amo viajar sozinha, me sinto livre para gritar, cantar, refletir comigo mesma... para mim, é como uma terapia, como se os meus problemas pudessem ser colocados para fora, libertá-los, jogá-los pela janela do carro sem olhar para trás, é uma pena que isso- é apenas uma metáfora, porque os problemas não podem ser simplesmente ignorados e jogados fora, eles nos perseguem por onde quer que vamos.
                    No caminho, me lembro dos momentos que passei em Seattle com minha família, com os amigos, aquelas lembranças que nunca deixamos de dar gargalhadas ao lembrar.
            Paro no posto de gasolina, meu carro está quase sem nada de combustível. Estaciono ao lado da bomba de gasolina e avisto um ônibus logo a frente, uns caras saindo dele e entrando na loja de conveniência. Será que são os caras da banda? ... Não... Eu não acredito... Será que se eu for para o inferno, eles vão junto? Pra onde quer que eu vá, eu sempre cruzo com esses idiotas. 
- Moça... - Uma jovem frentista interrompe meus pensamentos.
- Oh, desculpe. - Digo e me viro para ela. - Enche o tanque, por favor. - Digo procurando a carteira em minha bolsa.
- Certo. - Ela diz sorrindo.
            Enquanto a moça abastece, ey avisto os caras saindo da lojas com algumas Long Necks.
- Eu sabia que eu conhecia aqueles caras. - Digo enquanto entrego o dinheiro para a frentista . - Esses filhos da puta me perseguem mesmo.
- Tenha um bom dia. - A moça me entrega o troco. - Ah, o vocalista gostoso está sorrindo pra você. 
            Eu a encaro incrédula com o que acabo de ouvir.
- Merda! - Digo e soco a direção. - Será que essa seria uma boa hora de fugir?
- Acho que é tarde demais, ele está vindo. - A moça diz e sorri.
            Dou partida e estaciono adiante da bomba de abastecer. Saio do carro e me escoro no mesmo com os braços cruzados.
- Eu sabia que conhecia aquele Sportage cinza. - Chad diz com um sorriso simpático. - Cerveja?
- E ai, cara. - Digo sorrindo. - Não posso beber, cara, estou dirigindo.
- E qual o problema?
- Não quero ser presa.
- Não é tão ruim.
- Ser presa?
- É, tem pessoas legais na prisão. - Chad debocha e faz uma cara de paísagem.
- Não creio que estou ouvindo isso. - Reviro os olhos.
- Tá indo pra onde, cabeça de fósforo? - Chad pergunta
- Vá se foder, Chad! - Digo e aponto o dedo do meio para ele. 
- Sério, pra onde você vai?
- Você sabia que a frentista acha você gostoso?
- Que?
- Que? - Pergunto e tranco o riso.
            Chad revira os olhos e eu dou uma risada baixa. Avostp ps caras de longe e aceno, logo eles vem em minha direção, tomados por sorrisos.
- Fala, ruivinha. -  Ryan diz me abraçando forte. 
- Ry... Ryan... - Digo tentando respirar. - Está me sufocando... me... solta... filho da puta.
- Ah, foi mal. - Diz e me solta. - Onde você vai?
- Seattle. - Digo respirando fundo.
- Está zoando... ? - Daniel pergunta e cruza os braços.
- Por quê ?
- Estamos indo para lá . - Mike diz
- Vamos ficar pertinho de você. - Daniel  diz escorando seu braço em meu ombro..
- Ótimo . - Digo e reviro os olhos. - O que vão fazer lá?
- O que fazemos de melhor.  - Chad responde cheio de si.
- Encher o saco? - Pergunto 
            Chad murcha os ombros.
- Sim, dos fãs. - Mike responde.
- Vão tocar lá? 
- Sim. - Mike responde e rouba a garrafa de Chad, bebendo o último gole. - E você?
- Eu ... vou visitar minha familia. 
- Legal, mande lembranças ao senhor e a senhora Brokwell. - Daniel diz e dá uma risada baixa.
- Ok... - Dou de ombros e sorrio.
- Hey, caras, temos que ir. - Ryan interrompe a conversa. - O Mr Joseph está chamando.
- Boa viajem, baixinha. - Mike diz e me abraça.
- Valeu.
- A gente se vê, anã. - Ryan diz e bagunça meus cabelos.
- Espero que não, idiota. - Digo e soco seu braço. - E parem de me seguir, ok?
            Os caras se encaram, fazendo expressões de confusos, eu gargalho deles e eles sorriem ainda confusos. Eles acenam para mim e logo viram as costas, eu entro em meu carro e o ligo, mas antes de partir resolvo pegar algumas guloseimas na loja de conveniência. Desligo o carro e saio do mesmo, indo em direção à loja. Pego um pacote de Doritos, uma soda e algumas balas de cereja, minhas favoritas, pago e saio da loja. Entro em meu carro, acomodando as compras no banco do carona, abro o pacote de Doritos e a soda, coloco-a no suporte. Ligo o carro,  seleciono Someday - The Strokes em minha playlist e parto sem rodeios.
                Eu escolhi o dia perfeito para viajar,  um dia frio,  típico de inverno,  nublado mas sem chuva, o vento gelado bate em meu rosto, e esvoaçam meus cabelos.
                Depois de algum tempo,  chegou no centro de Seattle, paro no Srarbucks, estaciono,  desligo o carro e desço do mesmo.. Entro no local,  peço um capuccino de canela, me sento em uma mesa e fico esperando. Enquanto espero o pedido,  pego meu celular e ligo para Drake.
- Oi. - Drake diz assim que atende o telefone. 
- Oi, Drake. - Digo sorrindo. - Acabei de chegar no centro de Seattle. 
- Hum...  e como foi a viagem? 
- Tranquila. 
- Hum...  ok,  eu tenho que ir, estou atrasado para o trabalho. 
- Me liga mais tarde.
- Tá. 
- Te amo. - Digo e dou um sorriso.
- Eu também,  Tchau. 
             Drake encerra a chamada e eu observo a nota, é meio dia e vinte e quatro. Me pergunto como Drake pode estar atrasado, se o expediente dele começa uma e quinze da tarde e vai até às oito.  Fico intrigada,  mas logo  Ignoro esses pensamentos inseguros e idiotas que nunca fizeram parte de mim. 
                Mesmo que eu tenha sido friamente traída, eu nunca deixei de ser uma pessoa segura. Eu costumo pensar que, segura ou não, nenhuma mulher está livre de ser traída, e não precisa procurar pela verdade, ela sempre acaba vindo à tona, não que isso amenize o sofrimento que causa uma traição, mas é uma forma de me manter o mais dentro da realidade, na medida do possível.
              Bebo meu capuccino, pago e  volto para o carro. Entro no mesmo sentindo o gosto daquele capuccino, eu senti falta até disso, até o sabor é diferente. Sigo ansiosa por ver meus pais, meu irmão, matar a saudade, dar umas risadas... é, esses dias prometem ser os melhores.
            Alguns minutos depois,  chego na casa dos meus pais,  paro na frente, estaciono, desço do carro e me dirijo á porta. Toco a campainha com um sorriso  largo no rosto,  meu pai abre a porta com expressão séria, mas abre um sorriso assim que me vê com os braços abertos para ele.
- Minha princesa, por que não avisou que vinha?  - Pergunta me abraçando forte.  - Que saudade!
- Queria fazer uma surpresa.  - Digo o abraçando mais forte. 
 - Vamos,  sua mãe vai está terminando o almoço. - Meu pai sorri e adentra a casa.. 
                Sorrio e o sigo, olhando as fotos na estante, aquelas que eu ainda usava o cabelo roxo aos dezessete anos, e uma mais antiga ainda, de quando eu tinha treze e adotei o visual gótico. Sorrio com as lembranças e com o cheiro de  eucalipto que exala na sala.
-  Eva, temos companhia para o almoço.  - Meu pai diz adentrando a cozinha.
            Minha mãe se vira com um pano de prato na mão, me olha e dá um sorriso largo, vem em minha direção e me abraça.
- Oi, minha filha! - Me aperta contra seu corpo. - Como você está?  
- Melhor agora, mãe. - Digo e faço carinho em suas costas. 
- O que deu na sua cabeça pra aparecer assim,  sem avisar? - Minha mãe pergunta voltando a secar os pratos enquanto meu pai se senta.
- Saudade,  só isso. - Digo e me sento.
- Eu estava tentando convencer o seu pai de ir visitar você.
- E por que não foram? 
- Você conhece seu pai,  Isis, sempre contrariando minhas ideias. - Ela diz terminando de secar a louca. - Quer almoçar? - Aponta para a panela.
- Quero sim. - Digo salivando,  comida de mãe é única. - Por que não quis ir me ver,  pai?  - Pergunto. 
- Não entre na onda da Eva, ela sabe porquê não fomos.. 
- O que foi?  - Pergunto preocupada. 
- Eric está em uma péssima fase.  - Minha mãe diz transparecendo decepção. - Pronto,  filha. - Coloca um prato com espaguete em minha frente. 
- Espaguete com bacon? - Pergunto dando a primeira garfada. 
- Você gosta,  não gosta? 
- Adoro, mãe. 
- Seu pai que fez. - Diz me alcançando um copo de suco.
- Mandou bem,  pai. - Digo me deliciando. 
- Obrigado. - Diz e rouba meu suco.
- Me contem mais sobre essa péssima fase do Eric. - Digo bebendo meu suco.
- Ah, em outro momento falamos disso.  - Minha mãe diz. - Me conte, como está a vida em Vancouver?
            Passamos a tarde inteira conversando,  meu pai não ficou todo tempo com a gente,  ele foi descansar em seguida. Minha mãe passou um café e ficamos na cozinha tomando o mesmo. A tarde passou voando,  é muito assunto para poucas horas. Eu precisava desse tempo,  passar um momento com a família,  com as risadas extravagantes da Dona Eva,  a alegria dela era a energia que eu estava precisando.
- Vocês estão afim de jantar fora? - ,Meu pai diz  com uma xícara de café na mão. 
- Ah, eu topo. - 0igo erguendo minha mão em punho. 
- Isis, você pretende ficar até quando?  - Minha mãe pergunta.
- Está me correndo,  mãe?  - Pergunto debochada. 
- Não, imbecil.  - Minha mãe diz, revira os olhos e bufa..
                    Meu pai e eu a encaramos com a mesma expressão.
-  O que foi?  - Ela pergunta olhando um de cada vez.  
                    Então eu e meu pai gargalhamos juntos. 
- Eva sendo Eva,  até parece que você não a conhece, - Meu pai diz.
- O que quer dizer com isso,  Gregory? 
- Que você não ê normal, meu amor. -  Meu pai diz e sai rapidamente da sala. 
- Está me chamando de louca? - Minha mãe pergunta colocando as duas mãos na cintura.
- Certa você não é, mãe.  - Digo debochada  enquanto avisto meu pai fazer sinal de positivo, mostrando apenas a mão através da porta. 
                Minha mãe aponta o dedo do meio para mim e vai para o quarto. 
- Pai, preciso de ajuda pra trazer as malas.  - Grito.
- Estou indo. - Grita do seu quarto. 
                 Então vamos até meu carro,  abro o porta-malas e ele pega minhas coisas,  me olha torto e eu sorrio.
- Vai voltar a morar aqui? - Pergunta com dificuldade de carregar a mala e a mochila. 
- Qual é, pai. São só algumas coisas. - Digo  pegando a mochila. - Deixa eu te ajudar.
                 Levamos as coisas para  dentro, colocamos no quarto que era meu antes de eu ir embora para Vancouver. As paredes são brancas, meus quadros que eu mesmo desenhei e pintei ainda estão na parede,  meu abatjour de luz verde fosforescente está sobre o criado-mudo, como eu costumava deixar.
- Tudo como você deixou . - Meu pai diz deixando a mala. - Agora se vire!
                Ele dá as costas e eu renviro os olhos.  Procuro uma roupa para colocar para sairmos, separo-a, pego a toalha e vou para o banheiro. Me dispo, ligo o chuveiro e deixo a água quase que fervendo, correr pelo meu corpo,  aproveito para lavar meus cabelos.
                Termino o banho,  desligo o chuveiro e saio do box.
- Você está proibido de sair de casa enquanto não arrumar o seu quarto,  Eric!  Eu não sou sua empregada! - Ouço a voz da minha mãe em um tom alto.
- Eu não pedi pra você arrumar nada, o quarto é meu. - Eric diz mostrando desinteresse em seu tom de voz.
- E isso te dá o direito de deixar o quarto virar um lixo?
- Limpa então.
- Chega,  Eric! Vai para o quarto, agora!.
                Ouço os passos,  tais como os de um soldado,  marchando pela casa. 
                Me enrolo na toalha,  enrolo meus cabelos em outra,  saio do banheiro e vou direto  para meu quarto.  Coloco minha calça jeans, meus coturnos, uma blusa de malha e um blusão  cinza,  termino colocando minha jaqueta de couro.   Seco meus cabelos com o senador e finalizo com a chapinha,  me naquilo  com um delineador, marcando levemente meus olhos, capricho no rìmel e marco minha boca com um batom vermelho escuro,  exagero no perfume , o cheiro dele exala  em meu quarto.
- Eu ouvi a voz de Eric? - Digo colocando mais brincos de argola prateada.
- Sim,  ele está no quarto. - Meu pai diz.
- Onde ele estava? - pergunto. 
                     Meu pai  dá de ombros e vai em direção á seu quarto.
            Vou em direção ao quarto de Eric,  bato na porta e ele não abre,  então abro a porta devagar,  vejo que ele está dormindo,  me aproximo de sua cama,  dou um salto e caio direto em cima dele.
- Que porra é essa,  caralho? - Eric pergunta se debatendo. 
- E ai, moleque! - Digo  ainda em cima dele. 
- Sai de cima de mim,  sua louca!  
- Peça com jeitinho. 
- Sai, porra!
- vai ficar ai até amanhã.
- Eu vou derrubar você.
- Tente a sorte.
                Eric  torce seus punhos e segura os meus,   rola seu corpo ainda segurando meus pulsos,  ele consegue me derrubar e ae pôe em coma de mim,  tento me soltar,  mas o desgraçado tem uma força fenomenal.
- Que saudade, maninho. - Digo com os batimentos descompassados.
- E ai, anà. - Diz saindo de cima de mim. - Vem. - estende a mão e me ajuda a levantar. 
                Levanto-me e noto como Eric mudou, está alto, bonito, completamente diferente da última vez que o vi. 
- Como você está? - Pergunto.
- Estou legal, e você?
- Estou ótima. - Sorrio. . - Está afim de sair? 
- Onde? 
- Jantar fora.
- Onde?
- Porra... - Reviro meus olhos.
- É uma nova lanchonete? 
- Quer ir ou não? 
- Não estou muito afim hoje,  amanhã até rola.
- Ok. - Digo e saio do quarto de Eric,  indo para o quarto dos meus pais. 
                Minha mãe está vestindo uma calça jeans,  suas botas de salto agulha,  uma blusa branca e um sobretudo  cinza-claro, com um lenço estampado enrolado em seu pescoço. Meu pai esta vestindo uma calça jeans escura,   um blusão azul-marinho, um blazer preto e um sapato social.
- Vamos?  - pergunto. 
- Esta linda, filha. - Meu pai diz.
- Você também está um gato, pai. - Digo e inspiro sentindo o cheiro de seu perfume. - E cheiroso também. - Sorrio.
                Ele apenas sorri.
- Vamos então.  - Ele diz com a chave do seu  Fusion branco entre os dedos. 
- Wow, deixa eu dirigir? - Pergunto. 
- Não.  - Meu pai diz e sai do quarto. 
                Eu murcho meus ombros,  realmente queria dirigir aquele carro lindo, mas meu pai ama aquele carro quase como um filho. 
            Então saímos de casa, entramos no carro e partmos para ao centro de Seattle. 
- O que estão afim de comer?  - Meu pai pergunta.
- Sopa. - Minha mãe responde.
- Sopa é legal. - Sorrio. 
- Vamos no  Pike Place Chowder ? - Meu pai sugere
- Claro, as sopas de lá são ótimas. - Minha mãe comenta. 
-  Então vamos.
                    Andamos alguns minutos de carro até que chamamos no  Pike Place Chowder, meu pai liga o pisca para estacionar o carro na vaga á direita,   mais uma moto  o ultrapassa  e estaciona na tal vaga.
- Merda! - Meu pai dando um soco na direção e parando o carro.
- Calma, amor. - Minha mãe diz com um tom doce. - Vamos achar outra vaga.  - Ela diz e abre o vidro. 
- Filho de uma puta arrombada! - Minha mãe grita com a cabeça para fora da janela. O motoqueiro diz alguma coisa, mas por sua sorte, meus pais não ouviram. Eu gargalho de minha mãe enquanto meu pai procura outra vaga.
                    Entramos no local,  meu pai ainda está irritado,  balbucia algumas palavras,  resmunga até sentarmos em uma mesa no fundo do lugar. Meu pai é um homem simpático,  carinhoso,  brincalhão, mas também é grosso, se irrita com facilidade e não sabe controlar as palavras quando está irritado,  eu sei,  ele é um doce. Por outro lado,  minha mãe não sabe distinguir brincadeira de estupidez,  sinceridade de grosseria,  mas é verdadeira é honesta e não hesita em falar a verdade independente da situação. 
- Boa noite,  senhores.  - O garçom simpático diz pegando seu bloco e uma caneta. - O que vào querer?
- Sopa para todos,  por favor. - Minha mãe faz o pedido. 
- E para beber? - O negro alto pergunta. 
- Pode ser vinho branco.
- Alguma coisa para beliscar? 
- Uma porção de  fritas, por favor.  
- Certo,  já fica pronto. - O moço bonito deixa nossa comanda na mesa e se retira.
- Nossa,  que moço bonito,  não?  - Digo e olho para minha mãe. 
- Verdade,  não se vê mais homens assim hoje em dia.  - Ela diz e repara que meu pai está olhando para ela. - O único que eu conheço é o meu marido. - Tenta disfarçar. 
                Caio na gargalhada e  mão consigo parar de rir, o garçom entrega a porção de fritas e meu pai o fuzila com os olhos,  continuo a rir e não sei se o garçom se assusta com meu pai, ou se ri com as minhas risadas. 
            Comemos as batatas e ficamos conversando,  eles me falam sobre Eric, que está andando com uns caras barra pesada, ficou em recuperação e quase repetiu de ano, está cada vez mais rebelde. Meus pais  mão sabem o que fazer, não estou em um momento bom, mas prometi  ter uma conversa com ele, tentar colocar juízo onde no momento está em falta. Eu tento os ajudar da melhor maneira possível, mas não tenho solução, sou fotógrafa,  nào sou psicóloga e nem mãe. 
                    Nem terminamos de comer as batatas e os pedidos chegam, comemos ainda conversando,  dando risadas e bebendo daquele vinho maravilhoso.  Terminamos de comer,  eu insisto em pagar a conta, mas meu pai a paga,  pego umas balas de cereja e vamos embora. Saímos do estabelecimento,  entramos no carro,  minha mãe dirige,  pois meu pai não é muito forte para bebidas.
                     Chegamos rápido em casa,  minha mãe coloca o carro na garagem,  coloco o meu carro no pátio,  entramos e meu pai vai direto para o quarto.  Eu e minha mãe tomamos um café,  falamos daquele garçom,  agora com mais liberdade,  terminamos e ela se despede,  vai para seu quarto e eu vou para o meu.
 



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