História Tsumi to Batsu - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Lemon, Reituki, Shimayuu_azumi, Yaoi
Visualizações 68
Palavras 2.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, tudo bom? Olha a TTB!
Boa leitura. ♥

Capítulo 12 - Twelve.


~Aoi's POV~

― Pelo o olhar que ele me lançou, tenho certeza que deu certo. ― Kai comentou em um sorriso pequeno, claramente se divertindo com a situação.

― O que deu certo? ― Indaguei ao decidir parar após dobrarmos o corredor, logo o sinal de início das aulas soaria, não queria ir para muito longe.

― Vocês estão juntos... ― Ele explicou ao parar a minha frente, com o mesmo sorriso de covinhas. ― Era o que queria, certo?

― Sim. ― Assenti, meio constrangido por estar dizendo aquilo a ele. ― Desculpe não poder corresponder seus...

― Ah! Deixa dessa, eu já tinha me dado conta que não rolaria nada entre a gente, só quis ajudar mesmo... Você é um bom amigo. ― Me interrompeu ao dar um tapa em meu ombro. ― Agora vê se aproveita e coloca esse tal “irmão” no lugar dele sim? Você prometeu mudar, ou quer ficar recebendo olhar de pena dos outros pra sempre?

― Não... ― Ditei ao levantar minha cabeça. ― É só que... Eu... Não quero machucar o Uruha...

― Neh... ― Voltou a falar. ― ... Do jeito que as coisas são, é bem mais fácil aquele garoto te machucar do que você machucá-lo.

― Não, ele... ― O interrompi. ― Ele é meio difícil, mas... É extremamente doce e sensível na verdade.

― Hmm... ― Desdenhou ― Se você diz, é você quem vai aturar a peça mesmo. ― Deu de ombros. ― Bem, se aquele garoto o deixar sair algum dia, me avise, podemos ir ver mais umas lojas ... ― Começou a falar, dando-me as costas.

― Kai... ― Chamei e ele apenas olhou por cima do ombro para mim. ― O beijo de ontem...

― Ah! Foi só para abrir os olhos daquele garoto logo. ― Respondeu a pergunta que eu não concluí. ― Não teve nenhum outro significado, há poucos homossexuais nessa escola, sabe... Mas eu arranjo alguém, não fique chateado com isso. ― Voltou a andar, me fazendo mirar suas costas até que dobrasse o corredor para a direita.

Respirei fundo. Kai tinha sido um ótimo amigo e uma pessoa muito importante naquela semana. Sei que Kouyou não ia gostar nada, mas... Com certeza eu não quero perder a amizade dele, talvez eu deva tentar seguir o conselho de Yutaka e realmente começar a me mudar um pouco se ainda não quiser ser motivo de pena para os outros e... se quero realmente ser merecedor de ser amado pelo o Uruha. Eu tenho que parar de ser tão lamentável e me tornar alguém forte.

“Eu vou!”

Voltei para sala e me sentei na carteira ao lado de Kouyou como de costume, Reita sentado na de trás ao lado de Ruki, que estava atrás de mim. Eu sabia que talvez Kouyou ficasse constrangido com aquilo, mas tratei de pegar sua mão de cima da mesa e segurar junto com a minha, impedindo a passagem do estreito corredor entre as cadeiras. Ele me encarou curioso, meio envergonhado e inquisidor com o olhar. Tentei sorrir pequeno e então ele tentou puxar sua mão da minha, mas eu não deixei. Eu seria alguém mais decidido, mais forte. Eu seria merecedor do amor dele.

― Eu amo você. ― Sibilei calmamente e uma felicidade imensa me invadiu quando o vi corar e virar o rosto para o outro lado, puxando a mão mais fortemente e conseguindo se desvencilhar da minha.

Prestei atenção nas aulas, mas não me regrava em olhá-lo frequentemente, às vezes encontrando-o a olhar para mim, eu sorria pequeno todas as vezes que isso acontecia, mas ele apenas corava e virava o rosto. Meu amor com certeza tinha um jeito estranho de mostrar os sentimentos, eu achava... Mas queria saber no que ele estava pensando.

― O que falou com aquele garoto? ― Kouyou me questionou assim que nós dois íamos acompanhados do casal assanhado, sentamos no terraço do colégio, decidimos ir para lá comer nosso lanche aquele dia, já que estava bem aberto e fresco.

― Apenas conversamos, ele queria ter certeza que eu e você... ― Comecei a responder, me sentindo intimidado pelo o olhar quase ditador dele sobre mim. ― Se eu e você estávamos namorando.

― Hmm... E o que você disse? ― Ergueu uma sobrancelha e eu me senti bobamente feliz ao pensar que aquilo era algo como um ciúme.

― Que sim, estamos namorando... Certo? ― Perguntei, pela primeira vez me passando pela a cabeça que talvez tenha acabado por forçar meus sentimentos nele e pressupor coisas baseadas nos meus desejos e anseios.

De repente eu era consciente que ele não havia dito nada em relação a também gostar de mim.

― Sim, somos. ― Ele assentiu, desviando o olhar e mirando o céu.

― Rei... Hmm.... ― Um gemido estranho veio do lado, chamando a minha atenção e eu me senti corar completamente como um tomate quando olhei para o lado e a menos de dois metros estava Ruki sentado no colo do Reita, os dois a se beijarem, as mãos do maior apertando a cintura do pequeno.

“Ah...”

O gemido curto do Kouyou daquela noite invadiu minha mente e eu fechei bem os meus olhos. Estava errado, estava fazendo o mesmo que ela fazia. Eu não podia fazer isso com ele, não com ele. Não assim...

― Yuu? ― Despertei com sua voz meio alta e me virei rapidamente para ele, notando sua face um pouco rubra. ― O que você tem, idiota? Estou te chamando há tempos... ― Brigou em um bico de lado, desviando o olhar.

― Ah... Nada não... ― Murmurei baixinho... Não era tão fácil mudar assim ―... U-uru. ― Gaguejei na hora de chamá-lo, vendo-o me fitar e parei longos segundos, tentando juntar coragem para dizer algo. Respirei fundo. Eu tinha que ser mais firme, tinha que ser mais forte. ― Uru... ― Comecei. ― ... Desculpe por passar do limite essa noite, e-eu... ― Comecei a ficar extremamente nervoso e sem jeito. ― Eu não quero apressar nada, me desculpe...

― Do que está falando? - Ele bufou de um jeito irritado. ― Até parece que você me obrigaria a algo que eu não quisesse, eu não sou uma moça, dá licença... Sou gay, mas não moça... Eu digo quando passar do limite, mas também não vá achando que só por que sou homo vai ser rápido assim, se você for muito engraçadinho, te jogo pra fora da cama. ― Rugiu ao virar o rosto e eu percebi as pontas de suas orelhas se avermelharem.

Um alívio imenso e uma mornicidade confortável me tomou... Eu poderia entender aquilo como um “tudo bem”? Como algum tipo de aceitação em relação a esses malditos devaneios e descontroles de costumes sujos de um passado não muito antigo, mas que eu lutava para ser rapidamente esquecido?

― Uru... Eu amo você... ― Sussurrei, mas sabendo que ele ouviria, tendo minha confirmação assim que ele se sobressaltou e me encarou de volta, ainda com as bochechas rosadas.

― Pare de ficar falando isso sempre, seu imbecil... ― Ele vociferou, mas no segundo seguinte puxou a gravata do meu uniforme e colou seus lábios nos meus, a textura macia, a língua molhada, a respiração quente...

Eu era muito idiota por me sentir a pessoa mais feliz do mundo?

Ainda que ele não tenha dito que me amava também, por enquanto... Só aquilo era mais que o suficiente, mais do que sempre tive... Do que um dia pensei que teria. Mas ainda longe de ser o que em meu íntimo sonhava ter.

― Rei... Para... Ah... ― Os gemidos ao lado chegaram aos nossos ouvidos e eu tive que sorrir da maneira brusca como Uruha separou nosso beijo e fuzilou o casal mais para a direita.

― Dá pra serem menos escandalosos? Escola não é lugar para isso! ― Ele gritou.

― Fica na sua, Kou, não estamos fazendo nada de mais. ― A voz de Reita, meio emburrada me invadiu a audição e eu apenas pude sorrir mais, puxando a nuca de Uruha para mim.

― Não liga pra eles... ― Sussurrei baixinho, sentindo-o estremecer antes de selar nossas bocas novamente e sentí-lo se entregar novamente em meus braços...

“Eu vou merecer o seu amor, Kou... Eu vou...”


~***~


~Uruha's POV~

Ele... Ah... Ele é tão...

― Yuu... ― Chamei, já não agüentava mais o olhar quase hipnotizado dele para mim enquanto eu dedilhava algo na minha guitarra.

Já estávamos em casa, ele havia decidido preparar algo para comermos ao invés de apenas esquentar, e tenho que admitir que senti muita falta da comida dele essa semana. Ele cozinha bem, daria um ótimo marido.... Ah droga! No que estou pensando?

― Sim? ― Ele assentiu, ainda com aquela cara de retardado para mim... Sinceramente, o que ele via tanto em mim?

Não que eu não seja bonito, eu sei que eu sou bonito, mas. Eu sei também que eu sou um porre e um chato. E... depois de tudo ele ainda me olha como se eu fosse a melhor pessoa do mundo.

― Venha aqui. ― Ordenei. ― Eu prometi te ensinar a tocar e até agora nada, venha... ― Chamei ao afastar a guitarra para o lado e colocar as pernas para fora da lateral da cama, abrindo-as e deixando um espaço para que ele se sentasse ali. O vi me fitar atentamente e então corar furiosamente antes de se mover para se levantar de sua cama e andar até mim... No que ele estava pensando?

Abaixou a cabeça e se sentou no espaço entre minhas pernas então coloquei logo a guitarra em seu colo, queria supervisionar bem para ver se ele não arrebentaria nenhuma corda.

― Coloque esses dedos aqui... ― Comecei ai pegar sua mão esquerda e por sobre o braço do instrumento, ajeitando seus três primeiros dedos nas casas certas

― Agora bata sutilmente. ― Ditei ao posicionar sua outra mão na extensão debaixo das cordas.

Senti suas mãos suarem e tremerem, mas ele me obedeceu, arrancando o tom estagnado da guitarra por ela não estar conectada no amplificador pequeno que eu tinha, mas acertando.

― Isso é um dó, é uma nota musical, agora mude seus dedos para cá... ― Ordenei novamente, modificando as posições dos seus dígitos esquerdos, assentindo para que ele batesse novamente ― Isso é um ré...

Passamos cerca de duas horas naquilo, e com o tempo ele foi relaxando, ainda que às vezes eu perdesse a paciência e brigasse por ele por errar alguma das notas simples que eu havia acabado de passar, mas até que ele pegou bem, só precisava tentar ritmar mais as batidas e aumentar a velocidade que trocava os dedos, ao menos já tinha passado a base uma música bem facilzinha do Guns N’ Roses.

Mais tarde nossos pais chegaram e descemos para recebê-los, jantamos em um clima bem animado, cheio de piadas e conversas e história do trabalho deles. Ao final eu e Yuu subimos para fazer nossos deveres de casa, e era incrível como ele sempre vinha me pedir ajuda, ainda que eu soubesse que ele sabia resolver as questões... O que ele ta pensando? Só porque somos namorados ele pode ficar o dia todo me enchendo o saco?

Ligamos para Reita e combinamos de sair à tarde no dia seguinte, ir para algum fliperama ou cinema. Acho que ficou parecendo meio que um encontro de casais, mas neh.

E finalmente a hora de dormir chegou, como de costume tranquei a porta assim que ouvimos nossos pais baterem a porta do quarto deles e corri para a cama de Yuu, me jogando ao seu lado e abraçando-o contra mim como sempre fazia. Era impossível não pensar em nossa conversa aquela manhã. Foi meio estranha, mas eu entendi muito bem qual era o assunto ali.

E novamente o pensamento de que ele não era mais virgem me deixava meio enciumado e... Preocupado. Eu... Eu tenho dezesseis anos, não estou preparado para isso, muito menos em um namoro que tem um dia e além disso, somos teoricamente irmãos. Minha mãe não sabe nem que eu gosto de garotos, imagine se ela descobre que além de ser gay eu namoro o filho do novo marido dela?

Ah droga! Por que eu não pensei nisso antes? Por que eu fui aceitar essa situação? É arriscada demais é...

― Uru? ― Sua voz baixa chegou ao meu ouvido e eu despertei com seus olhos negros me fitando. Seu rosto de frente para o meu.

― Nossos pais não podem saber... ― Sussurrei de um jeito assustado, me sentindo um burro por estar falando aquilo só agora.

― Tudo bem. A gente não conta pra eles... ― Ele assentiu e de um jeito estranho eu me tranqüilizei um pouco. Seus lábios fartos se aproximaram dos meus e foi a ver seus olhos se fechando que eu fiz o mesmo e compreendi o que se passaria.

Deixei sua boca explorar a minha, fazendo o mesmo com a dele, misturando o gosto de sua pasta de dente de hortelã com a minha de menta. Seus dedos se pressionaram em minha cintura e eu apertei mais os meus em suas costas, por cima de seus ombros.

Senti falta de ar e o obriguei a liberar meus lábios, arfando rápido e mordendo meu lábio inferior quando senti sua boca em meu pescoço. Realmente... Ele demonstrava totalmente ter algum tipo de costume com aquilo. E isso é tão bom...

― Hmm... ― Grunhi, sentindo sua língua deslizar pela junção com o meu ombro, a boca explorando minha pele com leveza, afastando o pano da minha camisa folgada pelo o caminho até que já não fosse mais possível afastá-la mais... O que será que a tia fazia com ele para ele ser um garoto completamente sem auto estima, receoso, acuado e carente em uma hora e um completo ousado em outra?

Não percebi quando, mas nossos corpos já estavam colados um no outro, e eu senti algo rígido contra a minha coxa, os dentes se apertando em minha pele do pescoço e então eu me dei conta de que já estávamos avançando demais.

― Yuu... Para... ― Ofeguei, empurrando seus ombros para longe de mim, tendo uma leve resistência antes de ele mesmo se afastar, abaixando a cabeça.

― Desculpe Uru... ― Choramingou em um tom rouco... Droga, sério mesmo que ele ia chorar?

― Ei, eu disse que avisaria quando passasse, esse é o limite por enquanto. ― Ditei, me virando para o lado oposto, também me sentindo queimar em vergonha.

Alguns minutos se passaram e comecei a me sentir incomodado pela a distância, respirando fundo e engolindo seco antes de falar logo o que queria.

― Se seu amiguinho já se acalmou, você pode me abraçar. ― Praticamente cuspi, meio ansioso pelo o que ele faria com aquilo. Demorou apenas alguns segundos para que eu sentisse seus braços se passando por minha cintura e seu peito se moldando as minhas costas.

― Obrigado, Uru... ― Ele sussurrou e eu fechei meus olhos como em um reflexo. ― Eu te amo tanto...

― Boa noite... ― O interrompi e mantive meus olhos cerrados, fingindo querer dormir, abrindo-os apenas quando senti sua respiração compassada contra a minha nuca e sua mão fraca em minha barriga. Já estava dormindo...

Me dei conta de que apesar de ter dito que tudo bem termos aquele tipo de relação, eu não sabia muito bem o que fazer com aquilo. Era novo para mim, era... Diferente e ainda tinha todo esse passado difícil dele. Será que se eu perguntasse...?

Eu quero saber mais sobre ele. Quero poder ajudar, sei lá. Somos namorados, não somos? Deveríamos ser sinceros um com o outro.

― Droga... ― Praguejei. Eu sabia... Eu sabia que apesar de ele dizer me amar, ele não falaria nada sobre aquilo. Eu sabia que ainda que eu queira saber mais que tudo, eu não tenho coragem para perguntar.

“Yuu...”


Notas Finais


Eu não mordo, ó. Podem comentar. ❤


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