História Tudo acontece e nada se vê - Capítulo 49


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Categorias Originais
Tags Drama, Gay, Religiosidade, Romance Gay, Yaoi
Exibições 247
Palavras 1.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Penúltimo capitulo, nossa vou chorar, domingo vamos dar adeus a essa história que durante seis meses fez parte do meu dia a dia. Pois é, me surpreendi quando vi que eu comecei a escrever em abril.

Adorei escreve-la, assim como amei cada comentário, pensei em desistir quando o site excluiu, mas fico feliz por não ter feito isso, bom...sem mais delongas o capitulo.

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 49 - Ameaça menor


 

Contado por Adam.

William e eu já estávamos a algum tempo abraçados no sofá da minha sala, e por mais que me dissessem que éramos irmãos eu nunca veria ele dessa forma, não conversamos muito, por que no fim não queríamos retomar assuntos que ainda machucavam, as feridas eram recentes demais para serem cutucadas. E acabamos apenas desfrutando apenas da companhia um do outro.

Minhas paranoias e medos ainda mexiam comigo, porém Will tentava amenizar meus traumas com o seu carinho, eu parecia até uma criança sendo cuidado por ele. Deitei sobre o sofá e puxei seu corpo para ele se deitar comigo, William estava quente e por alguma razão eu continuava gelado, William me abraçou quando percebeu que eu tremia um pouco, ele beijava minha nuca e meu corpo reagia apenas por senti-lo respirar sobre mim.

-Você tá frio amor. - Ele beijou meu rosto e eu me aconcheguei melhor nos braços dele. Vendo nós dois ali, juntos, nem parecia que o mundo desabava sobre nossas cabeças.

-Eu não sei se consigo... - Desabafei acariciando sua mão que segurava minha cintura. - As coisas se complicaram tanto.

-Estamos juntos nessa, eu quero fugir disso tudo com você. - William acariciava meus cabelos e eu me concentrava em suas palavras. - Tenho medo que eles te separem de mim.

-Isso não vai acontecer, nunca mais vou me separar de você, isso é uma promessa. - Beijei seus lábios e o que começou calmo se tornou voraz, William me beijava apertando meu corpo contra o seu e minha temperatura finalmente começou a subir.

William me puxou para o meu quarto e pela primeira vez depois da nossa onda de problemas eu estava sorrindo enquanto ele distribuía beijos sobre o meu rosto e pescoço.

Subi em cima dele voltando a beijar sua boca e o mundo parecia cada vez mais distante de nós agora, o frio na barriga ainda era o mesmo e por mais que eu guardasse essas sensações para mim elas sempre se faziam presentes quando eu estava junto ao Will, pode parecer bobagem, mas ele me fazia feliz de um jeito que mais ninguém conseguia.

-Eu quero você...e tem que ser agora. - William falava enquanto se desfazia das minhas roupas.
Ajudei ele a se despir e deitados lado a lado voltamos a trocar caricias, meus dedos passavam por entre seus cabelos enquanto eu contornava seu pescoço com meus lábios sentindo sua pele queimar, espalmei minhas mãos sobre o seu peito voltando a me deitar em cima dele, não precisávamos de muito para mostrar o quanto nossos corpos se desejavam.

-Adam...hoje eu quero você... - William segurava meu pênis e eu sentia ele passar meu membro sobre a sua entrada sugerindo o que de fato ele queria, era a primeira vez que eu via William assim.

Fitei seus lábios entre abertos com o seu olhar cheio de malicia, nunca vi William tão sexy e eu estava louco para ter essa nova experiencia com ele, aquela seria a primeira vez em que eu não seria o passivo com William, Leonardo e eu trocávamos de posição algumas vezes, mas com William era novidade para mim...

 Sua respiração ofegante se misturava com gemidos e eu o penetrava num ritmo confortável para nós dois...Fizemos amor mais uma vez naquela tarde só que dessa vez deixei ele me dominar, não tinha como descrever o prazer que eu sentia quando era preenchido por ele...

Cansados e satisfeitos nos banhamos juntos para terminar dormindo agarrados sobre a minha cama, e eu tinha certeza de que eu estava no lugar certo, e o meu lugar era onde William estivesse.

No entanto, nem todos se alegravam com a nossa felicidade, e mais algumas tormentas estavam por vir, algumas mais ameaçadoras do que outras...O fato é que o destino é imprevisível e os laços da vida e da morte sempre estiveram muito próximos, e naquela noite a morte nunca esteve tão perto de me alcançar...

Acordei sentindo um frio esquisito sobre o meu pescoço, me revirei resmungando e quando abri os olhos minha mãe estava lá com uma faca apontada para a minha garganta, eu podia sentir a lamina me perfurar, arregalei os olhos e segurei seu pulso antes que ela me matasse, ela só podia ter enlouquecido de vez...Mas ela estava longe de ser o maior dos meus problemas, a grande tempestade ainda estava por vir, aquele era apenas um aviso.

-Finalmente você conseguiu o que queria, ele me deixou por sua causa, você seduzia meu marido do mesmo jeito que seduziu o seu irmão.

- Ela não dizia coisa com coisa e eu já estava ficando nervoso com essa conversa maluca, ela tentou me matar e se minha mãe não estivesse tão debilitada é bem provável que tivesse conseguido.

Me levantei tentando arrancar aquela faca das mãos dela e consegui mesmo tendo me cortado no processo, meu corpo tremia mais uma vez e William despertou se assustando com aquela cena maluca, e por mais que eu soubesse que conseguia controlar aquela situação o olhar dela ainda me assustava.

-Adam. - William me puxou para perto dele arrancando aquela faca das minhas mãos e olhando com um olhar assassino para a minha mãe, e a cada minuto eu me convencia que o melhor era fugir daquele mar de loucos em que vivíamos, William tocou o meu pescoço que sangrava um pouco, mas não era nada tão grave, poderia ter sido se eu não tivesse acordado e só de pensar que todo esse tempo minha vida correu perigo eu sentia mais vontade de fugir de tudo.

-Pensa que eu não via o jeito que o Jorge te olhava, você é o próprio pecado, deveria ter tirado sua vida quando tive chances. - Ela jogava essas confissões em mim e sua face parecia cada vez mais distorcida, eu não sabia nem como reagir perante essa situação, pois mesmo sabendo que a sanidade dela estava longe de ser normal as palavras ainda me feriam...

-Você é uma velha doente, como tem a cara de pau de falar essas coisas para o teu filho? - William não media palavras e eu já estava perplexo, segurei William pedindo que ele se calasse e mesmo contra a sua vontade ele fez o que eu pedia.

Peguei meu celular ligando para a policia, aquela era a gota d'água para mim, minha mãe estava fora de si e continuava a jogar acusações sem fundamento em mim enquanto William se controlava para não estrangular aquela mulher como ele próprio me disse, felizmente a policia não demorou a chegar e àquela altura ela já delirava.

Enquanto eles a levavam eu percebi o quanto ela estava acabada, minha mãe parecia bem mais velha do que realmente era, mas diferente do que eu pensava aquela mulher desequilibrada não era nossa maior ameça, haviam coisas bem mais perigosas e eu nem sequer tinha ideia disso...Amores roubados, por exemplo...

E após toda aquela confusão eu já estava de volta ao meu quarto com a mão enfaixada fazendo minhas malas ao lado de William que não me deixava um segundo sequer, como se a qualquer momento eu pudesse fugir dele...Estávamos decididos, William voltaria bem cedo para fazer suas malas e ainda antes do horário do almoço nós dois partiríamos juntos, em busca da nossa felicidade, estávamos a um passo da nossa liberdade...

Encostei minha cabeça em seu peito ouvindo o seu coração palpitar, minha respiração era lenta, o oposto de William que parecia dez vezes mais agitado que eu, mais isso não me importava, o fato é que eu ainda estava ali e acabei rindo ao perceber que eu estava vivo...

-Está rindo do que meu anjo?

-Eu quase quebrei nossa promessa, mas eu ainda estou aqui, mais vivo do que nunca.

William me abraçou forte, ele me apertava tanto que chegava a doer, mas eu continuava calado tendo a certeza de que no dia seguinte nossas vidas mudariam mais uma vez e aquela seria nossa última batalha...






 



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