História Tudo Junto e Misturado - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Grey's Anatomy, Rizzoli & Isles
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jane Rizzoli, Maura Isles
Tags Calzona, Rizzles, Rizzoliandisles
Exibições 12
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não sei se já perceberam, mas sou péssima em colocar títulos nos capítulos kkkkk Então, me desculpem. BOA LEITURA!

Capítulo 3 - A Festa


A relação de Jane e Arizona atualmente não estava tão boa. Na noite anterior , quando Arizona foi ao hospital e ficou de plantão, Jane ficou irritada com a loira, pois isso vinha acontecendo muitas vezes. Parecia que Arizona já não sentia o mesmo por Jane como de quando se conheceram há um ano atrás e agora sempre que podia ela arrumava coisas para não ficar junto da morena. 
Jane sentia falta dos momentos que compartilhou com Arizona nos primeiros meses que começaram a sair. Sentia falta de quando resolveram morar juntas, depois de dois meses que tinham se conhecido. 
Hoje Jane percebia que talvez elas se precipitaram ao levar a relação para outro nível em tão pouco tempo.
Sentia falta das conversas que tinham antes de dormir. Arizona quase sempre estava junto da morena na cama antes de dormir, hoje em dia , era muito raro as duas dormirem no mesmo horário que a outra.
Sentia falta de assistir um jogo do Red Sox com Arizona reclamando do seu lado, falando que o jogo estava chato. Hoje elas nem compartilhavam mais desse momento. 
Sentia falta de ir na casa de sua mãe Angela, e as duas ficarem discutindo com Jane por coisas bobas. Hoje Arizona nem tinha tempo de visitar a mãe de Jane com ela.

Enfim, Jane sentia falta de tantas coisas que as duas faziam juntas. Quando as coisas começaram a mudar entre elas, Jane pensou que era pressão do trabalho de Arizona, que passaria, mas não passou. Jane também ficava muito de plantão na polícia, mas ainda assim tinha tempo para aproveitar as coisas de casa, com a mãe, para sair. 
Jane esperava que a relação das duas voltasse a ser como era antes, pois não aguentava mais de saudade.

 Jane ficou entediada sem Arizona em casa, mas isso não era a primeira vez. O tédio foi tanto que seus pensamentos foram para aquela noite , quando se encontraram pela primeira vez.

Mas então, seus pensamentos tinham sido interrompidos quando escutou o som do seu celular tocando. Olhou para o visor e viu a foto de Arizona, ela gostaria de não atender, mas como já era tarde e poderia ser algo importante, resolveu atender. 
— Aló! Aconteceu alguma coisa? — perguntou, pois Arizona não costumava ligar quando estava trabalhando.
— Liguei para saber se vai a festa amanhã mesmo? E também para avisar que devo demorar mais algumas horas.
— Sim, irei.  — respondeu. 
A morena esperava que após a festa que as duas iriam , o relacionamento delas mudasse. Jane queria muito que isso acontecesse.
— Ok então. Era só isso.  — disse sem saber mais o que falar. 
— Ok.
— Então boa noite e até.
— Boa noite. — sua voz estava um pouco triste.
— Ahhhhh não esquece do macacão, por favor, faz um esforcinho e usa.
— Ok Arizona, irei usar.  — Jane retrucou.  — Beijos, fique bem .
— Você também.
Se despediram e Jane resolveu ir dormir , para não ficar pensando mais nessas coisas que só a fazia sentir triste, com nostalgia.

Miranda chamou o pessoal do hospital para fazer a festa para arrecadar fins lucrativos, que no fim seria repartido para cada departamento no hospital. 
Usaram um salão do hospital onde cabia muitas pessoas e improvisaram um bar para a festa, com muitas bebidas e comida também. A decoração estava linda. Colocaram um palco, várias cadeiras na frente para o pessoal sentar e no lado, um pouco longe do palco, estava o bar improvisado, que quem estivesse no bar, dava para ver o palco, tudo foi muito organizado.

Todos estavam ansiosos para a festa que aconteceria naquela noite. Cada médico e enfermeira ganharam quatro convites e de menores não entrariam. 
Miranda convidou Callie para cantar. Tinha ficado impressionada com a voz dela quando a ouviu cantar semana passada em uma das salas do hospital. Callie cantava sem perceber que Miranda a estava observando. Quando terminou, a mulher a parabenizou bela bela voz e pediu para ela cantar na festa, Callie tentou dizer não, mas Miranda insistiu .

Já na festa, Callie andava de um lado para o outro, seus braços estavam agitados e sua respiração estava forte.
— PARA DE ANDAR.  — gritou Miranda.
— Não posso, quando fico nervosa, eu fico assim.
— Senta agora. — a morena respirou e se sentou. Miranda ficou na sua e a encarou.  — É difícil? Sim, eu sei que é. Eu nunca fiz isso em minha vida e nem quero fazer, não sei se daria conta, mas você, você sim vai dar conta, já te vi fazendo isso e é maravilhosa. Finge que está consertando ossos, e que todos são seus pacientes.  — afirmou Miranda sorrindo para Callie.
— Tudo bem, eu posso, eu posso. Ahh não posso, não posso!
— CALLIE TORRES, se você não der o seu melhor hoje, você nunca mais vai relar a mão em um osso, me entendeu? —  disse brava com Callie que arregalou os olhos e concordou com a cabeça.

                                                           ***

Maura segurava o convite entre os dedos e o chacoalhando, não sabia se queria ir, estava cansada e sem vontades, mas ao lembrar da amiga quase ajoelhando para ela ir, sentiu um aperto no peito, pois Callie estava conseguindo muda-lá completamente.

Maura, aquela mulher de 40 anos, sem amigos, que não gostava ser tocada ou intimidada, estava perdendo o seu jeito de durona e estava amolecendo.

Tomou um banho gelado, não demorando muito e foi ao quarto se arrumar. Ficou em dúvida entre um vestido preto que ia até seus joelhos com um decote que deixava seus belos seios a mostra e um vermelho longo, aberto nas costas e com uma renda transparente na barriga. Experimentou outros vestidos também, mas acabou escolhendo o preto com decote. No rosto, passou uma maquiagem leve, lápis de olho, delineador, uma sombra nos olhos, nada muito chamativo e nos lábios resolveu usar um batom vermelho escuro, destacando sua boca. Nos cabelos, tinha ido cedo ao salão, fez uma escova e os deixou soltos.

Terminou de se arrumar e esperou o táxi que ela tinha chamado à alguns minutos atrás. Ela resolveu ir de táxi, pois Callie foi de carro e elas voltariam juntas. Quando o motorista do táxi buzinou indicando que tinha chegado, ela apagou as luzes, deixando a do jardim acesa e saiu rumo a festa.

                                                   ***

Jane colocou o macacão que Arizona tinha lhe presenteado, para ela usar nesse dia. Era preto, tomara que caia, deixava a mostra um pouco da parte de cima dos seus seios, com uma rendinha transparente ao lado de ambos os seios. Passou um lápis de olho, só para destacar um pouco os olhos e deixou a pele sem maquiagem, pois ela odiava. Bateu um pouco o cabelo para ganhar volume e se olhou no espelho.

Ficou feliz ao se olhar no espelho e ver como tinha ficado bonita naquela roupa. Jane não era uma mulher que gostava muito de se arrumar igual "mocinha", mas era muito bonita e ficava linda de qualquer jeito. Os terninhos que usava no dia-a-dia, em outra pessoa provavelmente não ficaria muito bom, mas nela ficava muito lindo, chamando a atenção de homens e mulheres.

Jane saiu de casa no seu carro , já alguns minutos atrasada e seguiu em direção a festa.

Quando Jane chegou no lugar da festa foi procurar a sua loira pela multidão. Ela se sentiu um pouco deslocada no meio daquela gente toda. Não gostava muito de eventos assim. A começar pelas roupas que tinha que vestir para eventos assim, resolveu vestir aquele macacão mesmo por Arizona que a convidou tão feliz, então não queria decepciona-lá. E algumas pessoas nesses eventos eram tão metidas e chatas, ela realmente esperava que com Arizona ao seu lado, ela pudesse aproveitar a noite .


Arizona estava conversando com um interno, longe da festa, pois Jane não tinha chegado . 
— Doutora Robbins, por que não vai aproveitar a festa? — disse o interno. — Está sossegado e se tiver alguma emergência te chamamos.
— Obrigada Jamie, mas me chame mesmo, não quero meus baixinhos pensando que os larguei.  — sorriu
— Tudo bem.
— Ok, então até mais. — falou e saiu indo em direção ao salão onde a festa estava acontecendo.

Maura chegou na festa e foi para o bar do salão, pois sabia que Callie estaria ocupada, então resolveu esperar pela morena ali mesmo. Se sentou em um banco com uma ótima visão para o palco e viu uma mulher se apresentando e sendo bem aplaudida.
— Boa noite senhoras e senhores. Sou Miranda Bailey, não vou ficar com muito blá blá blá, quero que se divertem muito e obrigada pelas contribuições, será bem gasta pelo hospital. Eu quero chamar a Callie Torres que nos alegrar com sua alegria e bela voz, aplausos para Callie.  — afirmou

Callie entrou e uma luz a seguia, estava estonteante com aquele vestido azul com um corte até a sua coxa esquerda, deixando a mostra sua bela perna, sua beleza realçou ainda mais com o cabelo preso em um coque meio que frouxo.
— Boa noite.  — falou envergonhada. 
Seus olhos procuravam Mark Sloan e quando o achou, ele gesticulava mandando ela seguir em frente.
— Bem como muitos sabem ou não.  — disse ela. A plateia riu. — Vim do México e hoje vou lhes mostrar o nosso gingado, mas não se assustem, teremos boas músicas também.  — continuou arrancando mais risos.
Maura se sentiu aliviada por ter ido, ver sua amiga ali quase que cantando , estava a cativando. Um amor crescera entre elas, mas um amor de irmãs, amigas e admiração.
— Quero todos dançando!  — Callie pediu.
Com o começo da música ela se requebrava , fazendo com que os convidados dançassem também. É claro que eles não tinham aquela ginga toda. Mark Sloan não tirava o olho do seu quadril e imaginou coisas que o deixou animado, sabia que teria uma festinha privada depois com ela.

    Amor de mis amores
          vida mía, qué me hiciste?
          que no puedo consolarme
             sin poderte contemplar
      ya pagaste mal a mi cariño tan sincero
lo que conseguirás, que no te nombre nunca más

Jane avistou Arizona sentada no bar, quando se aproximou lhe deu um beijo no rosto e se sentou. Lá a luz estava um pouco fraca.
— Sabe Arizona, até que eu gostei do lugar, é tudo tão diferente do que eu imaginava. Tem muitas pessoas divertidas, boas bebidas.
— Prazer, me chamo Maura, me desculpe não ser a tal de Arizona. — disse Maura encantada com a mulher que tinha confundido ela com outra pessoa.
— Opa, me desculpe, pensei que era uma amiga. — se desculpou Jane .

Se levantou, seu rosto queimava, uma coisa que nunca sentiu, vergonha e pela primeira vez sentira isso, ao tocar aquela desconhecida.
— Também não precisa sair, fique não tem ninguém ai. — pediu a loira educadamente.
Jane a olhou e olhou, percebendo o por que a confundira. Ela e Arizona eram um pouco parecidas e a pouca luz ajudou para confundir Jane.
— Sou a Jane, muito prazer Maura. — disse Jane também encantada com a mulher que tinha acabado de conhecer. 
— Você não é a Jane Rizzoli detetive da Seattle Police Department? 
— Eu mesma. Me conhece?  — perguntou. — Por acaso fica me vendo na TV ou na internet?  — brincou. — Sabe, eu saio em muitas entrevistas. 
— Haha, não é isso. Eu vou começar a trabalhar lá também, sou legista criminal. Semana passada fui lá para conhecer o lugar e te vi, um homem que estava perto de mim, disse que você era a melhor detetive de lá, e mencionou seu nome. — explicou.
— Entendi. Você podia ter ido falar comigo. 
— Eu já estava de saída, fui lá rapidinho, só para conhecer o lugar mesmo.
As duas conversaram sobre coisas relacionadas ao departamento de polícia. Maura disse a Jane que iria começar a trabalhar na próxima semana, pois era quando o médico legista atual não iria mais trabalhar, pois ia se aposentar. Jane falou um pouco de como funcionava o local de trabalho. Comentou sobre alguns casos que solucionou também. Ficaram conversando por um bom tempo. A conversa entre ambas fluía tranquilamente.

Callie começou a cantar outra música quando Arizona encontrou a amiga com a tal desconhecida. Elas se apresentaram, Jane comentou sobre ter confundido Maura com ela. Arizona achou graça de Jane falando. 
Arizona se sentou perto das duas e olhou para o palco, onde a bela morena cantava a música "The Story" e não conseguiu parar de admirá-la.
— Quem é essa morena? — perguntou .
— Callie Torres, ela mora comigo.
— Ahh, então vocês são, um...  — Jane disse
— Não, somos amigas.  — interrompeu Maura. — Sabe, nada contra, mas somos amigas.


Callie canta mais duas músicas e Arizona não consegue tirar o olhar dela . Jane percebeu isso, algo dentro de si dizia que estava perdendo a amiga, a namorada, aquele olhar era de caçador e quando Arizona queria alguma coisa ela conseguia.
— Bonita ela, não é?  — perguntou Jane, tocando o braço dela.
— Oi, quem é bonita?
— A moça que canta.
— Sim muito linda, Maura você que conhece bem ela, sabe se tem namorado?
— Se não me engano ela sai com o Mark, Mark Sloan, é médico também.

— Ah o Sloan, sim, conheço ele e não tem uma fama muito boa. — disse Arizona.

Callie se aproximou, pedindo algo para tomar.

— Callie senta aqui, vou apresentá-las, Jane e Arizona. — Apontou primeiro para a morena, depois para a loira.  — Você sabia que a Arizona trabalha aqui no hospital também? E Jane trabalha no mesmo lugar que eu irei trabalhar.

Maura já tinha bebido uns copos de vinho e era fraca para bebidas alcoólicas .

— Oi, sou a Callie, espero que estejam aproveitando a festa.

— Estou aproveitando muito a festa, ela está ótima. — Arizona disse a encarando.

Callie ficou envergonhada, não sabia como reagir diante daquele olhar e sentiu que Arizona a olhava de um jeito diferente. Então, Mark chegou a abraçando por trás e depositando um beijo em seu pescoço.

— Callie Torres, assim você acaba com o papai aqui, sabia disso?

— É o meu charme.

Arizona forçou uma risada, Jane percebendo a situação, a chamou para ir até o banheiro. 

Chegando no banheiro que estava desocupado, Jane pediu explicações.

— Por que está fazendo isso? Não liga mais para mim, parece que está me evitando constantemente.  — afirmou com a voz alterada.

— Jane, eu não sei. Senti algo quando a vi...

— Você sempre senti isso quando ver mulheres bonitas. Sim, ela é muito linda, atraente, mas já tem acompanhante.  — afirmou.

— Mark Sloan não é uma boa pessoa, sai com qualquer uma e...

— Você também. — retrucou, mas se arrependeu do que disse. — Me desculpe! Mas é que estou com ciúmes. Você é minha amiga, namorada, a gente vive juntas, mas ultimamente você está me deixando de lado em todos os momentos.

— Me perdoe Jane, eu te amo, isso você tem que saber, mas é que ... — exitou.  — É que precisamos conversar.  — Arizona disse e Jane percebeu que o que vinha pela frente não era uma coisa boa.
 



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