História Tudo Por Esse Bebê. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Calum Worthy, Laura Marano, R5, Raini Rodriguez, Vanessa Marano
Personagens Calum Worthy, Ellington Ratliff, Laura Marano, Personagens Originais, Raini Rodriguez, Riker Lynch, Rocky Lynch, Ross Lynch, Rydel Lynch, Vanessa Marano
Tags Bebê, Caini, Gravidez, Mãe, Pai, Raura, Rinessa, Rydellington
Exibições 93
Palavras 3.963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, guys! Devo dizer, que tenho quase certeza que esse capitulo está curtinho. Mas eu decidi posta-lo, espero que gostem do caps. Beijinhos.

Capítulo 3 - Pequena traidora


Fanfic / Fanfiction Tudo Por Esse Bebê. - Capítulo 3 - Pequena traidora

Enquanto comia uma panqueca e bebericava o leite morno, Laura procurava por algum filme na televisão. A pequena Anna dormia tranquilamente no sofá ao lado da Marano.

— Cheguei. — Ela ergueu os olhos para porta, Ross entrou com sacolas penduradas nos dois braços. — Encontrei Kevin no caminho, ele me ajudou com as compras.

— O que você comprou? — Perguntou.

— Tem alguns pacote de fraldas, chupetas e uma mamadeira.

— Ah. — Murmurou, largando o controle ao seu lado e se levantando. — Eu preciso ir para casa, nos vemos mais tarde.

— Certo, obrigado por me ajudar Laura. — Agradeceu. 

— Está me devendo uma. — Disse brincalhona, inclinando-se para deixer um beijo no rosto do amigo. — Me ligue se precisar.

— Ligarei. — A morena sorriu antes de sair do apartamento, encostando a porta atrás de si. Pegou o elevador, esperou pacientemente chegar na recepção. Comprimentou o guarda e o porteiro, desligou o alarme do carro e entrou, dando partida até a casa de seus pais. Estacionou o carro em frente a grande e bela casa e desceu, abriu a porta com a chave que sua mãe insistia que ela tivesse.

— Mãe? — Chamou, livrando-se das pantufas. Pendurou o roupão no cabide e caminhou pela espaçosa sala de televisão. — Mãe! — Chamou mais alto, e fora surpreendida pela jovem senhora de cabelos loiros compridos e olhos azuis.

— Bebê! — Ela exclamou, correndo em em seus saltos até Laura. Abraçou a menina e beijou o seu rosto. 

— Oi, mãe. — Ela sorriu. Ellen Marano era uma mulher moderna. Gostava de vestidos colados, que realçavam a beleza de seu corpo e lhe dava um ar mais jovem, usava saltos, dizia o que vinha a sua mente e era uma grande feminista.

— Achei que você tinha se esquecido do caminho de casa. — A loira disse, pousando as mãos em sua cintura. A jovem revirou os olhos, afastando-se da mãe.

— Eu estava ocupada, mamãe. 

— Sei. — Murmurou, puxando os cabelos louros para cima e prendendo em um rabo de cavalo alto. — O que foi? Você parece um pouquinho abatida.

— Podemos conversar depois? No momento eu preciso de um banho.

— Tudo bem. — Ela disse. — Tem roupas suas dentro do closet. — Laura assentiu, subindo os degraus da escada. Ellen pousou as mãos no quadril e caminhou até a cozinha.

Com um suspiro baixinho, Laura entrou no seu antigo quarto, estava como ela havia deixado. A cama perfeitamente arrumada, o violão antigo sobre a cama, os ursinhos alinhados na prateleira, taco de hoquei e as sapatilhas de ballet. Abriu o closet, e observou as roupas dobradas e alinhadas. Pegou uma blusa vermelha e um short jeans, seguindo para o banheiro, tomou um banho longo e relaxante, secou-se e vestiu a roupa separada. Secou o cabelo na toalha, deixando-o natural e colocou o óculos no rosto, voltando para o quarto.

— Sente-se aqui, bebê. — Ellen disse, batendo ao seu lado na cama de casal. — Eu trouxe achocolatado. — Cantarolou, estendendo a caneca de porcelana branca para filha.

— Obrigada. — Agradeceu, sentando-se ao lado da mãe e bebericando o leite.

— Pode falar. — Disse Ellen, dando uma golada em seu achocolatado.

— É... — Suspirou, passando o polegar na bochecha, secando uma lágrima que escorreu. — Ah, mamãe. — Ela deitou a cabeça no colo de Ellen, que colocou as canecas na comoda e afagou o seu cabelo. Laura soluçou, abraçando o corpo da mulher e deixando as lágrimas escorrem.

— Tudo bem, bebê. — Ellen murmurou, passando as mãos no cabelo da filha. A loira deixou que a filha chorasse em seu colo, até a jovem se acalmar. Secou as lágrimas da menina e deu-lhe um sorriso acolhedor.

— Um bebê. — Ela disse. Ellen lhe encarou por alguns segundos, antes de soltar um gritinho e cobrir a boca.

— Você está grávida, de novo? — Ela perguntou.

— Não, não, não! — Exclamou. — Não é isso. Tinha um bebê na porta de Ross.

— Abandonaram um bebê na porta do Ross? — Ela assentiu. — Continua.

— Ross ligou-me pedindo ajuda. Eu fui até a casa dele, ajudei ele a cuidar do bebê. — Ela sussurrou. — Ele deu um nome a ela, mamãe. Eu sei que ele irá se apegar a ela, e consequentemente, eu irei me apegar a ela também.

— É uma menina. — Ellen disse. Laura assentiu.

— Anna. — Murmurou. — Ele chamou-a de Anna. Eu não consigo, mamãe. Eu não quero me apegar, eu não posso me apegar, por que eu sei que ela será tirada dos meus braços como a Rachel foi.

— Laura, minha filha, você não pode pensar assim. Eu sei que é dificil, muito dificil. Aquela bebê precisa de um lar, ela precisa de amor e carinho, ter um colo para acalentar o seu choro. Se Ross quer adota-la, apoie ele, ajude-o. O bebê não será retirado dos braços de vocês, e se for, vocês irão superar, tenha em mente que você cuidou dela, amou ela até ela ter outro alguém para ama-la. Não digo que será facil, bebê, por que não será, mas você deve tentar.

— Eu vou pensar. — Murmurou.

— Ok. — Ellen disse, levantando-se e beijando o rosto da filha. — Descance, meu amor. Estarei lá em baixo. — Piscou o olho direito para filha, pegou as canecas e saiu, apagando a luz. Laura chorou mais um pouco, até cair no sono.

•••

Laura sentiu a cama afundar ao seu lado, piscou algumas vezes e virou-se, encontrando o rosto alvo de sua irmã mais velha. Vanessa sorriu, circulando a ponta do nariz da irmã com o indicador.

— Oi. — A mais nova murmurou, grogue.

— Oi, baixinha. — Vanessa sussurrou. — Como você está, uhm? — Indagou.

— Levando. — Respondeu. — Mamãe ligou para você?

— Ligou. Estava levando Aiden para o parque.

— Ele está aqui? — Vanessa balançou a cabeça.

— Está lá em baixo com a mamãe. — Laura sorriu. Aiden era o seu único sobrinho, uma garotinho esperto de dois anos. Tinha os cabelos escuros e compridos até a linha do queixo, uma franja até as sobrancelhas, nariz largo e empinado, as bochechas coradas e os lábios largos e cheios. — Eu soube do bebê.

— Eu não quero falar sobre ela. — Vanessa assentiu.

— Então, não vamos falar sobre ela. Agora levanta daí, eu liguei para as meninas, vamos sair e fazer algo.

— Ahn, Vanessa. — Resmungou.

— Deixa de ser reclamona, garota. — Vanessa pulou da cama, arrumando o short jeans e colocando as mãos na cintura. — Levante logo.

— Você é muito chata. — Laura reclamou, levantando da cama. 

— Não é o que dizem. — A mais velha cantarolou, tirando um vestido azul do closet e entregando para irmã. Laura revirou os olhos, puxando a camiseta pela cabeça e tirando o short, vestiu o vestido, fez um coque no cabelo e passou um gloss vermelho nos lábios.

— Vamos. — Ela desceram e Laura sorriu quando Aiden correu em sua direção.

— Tia! — Exclamou, levantando os braços para ela pega-lo.

— Oi, gatinho. — Ela disse, beijando a bochecha do menino.

— A mamãe me levou no paque

— É? E você se divertiu?

— Muitão. — Ele sorriu. Aiden era uma gracinha de menino, Vanessa era uma incrivel e independente mãe solteira. Havia engravidado de um namorado da faculdade, aos 22 anos, o rapaz nem quis saber do bebê, deixando a Marano sozinha. Mas, ela conseguiu enfrentar tudo, com a ajuda de Riker, que estudava na mesma faculdade que ela. Apesar dos dois não terem um relacionamente, Aiden vê Riker como um pai.

— Oi! — Laura sorriu, indo até a amiga de braços abertos, após passar Aiden para sua irmã.

— Raini. — Raini sorriu, dando um apertãozinho na amiga.

— Eu quero saber o que aconteceu para você precisar levantar o astral, mas não se preocupe — Continuou, ao ver a careta que se formou no rosto da amiga. — Não é agora.

— Onde está Delly? — Vanessa perguntou, trocando o peso do corpo de perna.

— Ela deve estar chegando. — Raini disse, olhando em seu celular. — Mandou-me uma mensagem há três minutos.

— Ok. — A Marano disse, sentando-se no sofá, equilibrou Aiden nos joelhos, agitando as pernas e tirando gargalhadas do garotinho.

— É claro que é da minha conta. É sobre as minhas filhas, é da minha conta. — As três viraram-se para porta da cozinha, onde Ellen caminhava com a mão na cintura e o celular na orelha, discutindo com o Ex marido. Ellen e Damiano haviam se separado há quase quatro ano, mas pouca coisa havia mudado, já que eles sempre estavam discutindo, seja ao celular, seja ao vivo.

— Delly já chegou. — Raini disse, após checar o celular outra vez. — Vamos.

— Tchau, mamãe. — As Maranos disseram, enquanto a Rodriguez acenou sorridente para mulher, que mandou á elas um beijo no ar.

— Melhorar o astral é comigo mesmo. — Rydel disse, quando avistou as meninas. Abraçou Laura, beijou o rosto das meninas e pegou Aiden no colo.

Durante a tarde, as meninas passaram no shopping, fizeram o cabelo, lancharam na praça de alimentação, assistiram ao filme de aventura que estava no cartaz, levaram Aiden para brincar no playground, compraram algumas coisas, depois se reuniram no apartamente de Vanessa. A morena deu banho no filho, amamentou e o colocou no berço. Depois, fizeram maratona de filmes, comendo besteiras e adormeceram espalhadas pela sala.

•••

Laura soltou um resmungo baixinho quando o som estridente de um celular atrapalhou o seu sono. Sentou-se, tirando a perna de Raini de cima das suas e se levantou, tateou o sofá a procura do aparelho. Encontrou o seu celular em baixo da almofada, atendeu e o levou até a orelha.

— Oi. — Resmungou.

Oi, Laura. Pode vir até a minha casa, por favor? — A Marano bocejou, esfregando a mão no rosto.

— O que houve? — Disse, enquanto enfiava o par de all star's nos pés.

É a Anna, ela não quer pegar a mamadeira, eu não sei o que fazer. — Ele disse, desesperado. Laura soltou uma risada baixinha, jogando a bolsa sobre o ombro.

— Eu esqueci de te avisar, a garotinha não mama na mamadeira.

Ah, meu Deus! — Laura pode ve-lo andar de um lado para o outro com a mão na testa, desesperado. Ela cutucou a melhor amiga, que bufou, balançando a mão no ar.

— Pode ir. — Raini sussurrou.

— Estou chegando, Ross. — Desligou o celular, pegando a chave do carro da irmã e desceu, deu partida e dirigiu pelas ruas em direção ao apartamento do amigo. Estacionou, e saiu digitando uma mensagem para Vanessa, avisando que havia pego o carro dela. Acenou para o porteiro, que lhe deixou entrar sem ter que interfonar. Pegou o elevador e esperou chegar ao andar do loiro, abriu a porta do apartamento dele, ouvindo o chorinho sofrego da garotinha. — Ross. — Chamou, colocando a bolsa no sofá e tirando os all star's dos pés.

— Estou no quarto. — Gritou. Ela largou suas coisas na sala, e caminhou descalço até o quarto do loiro. Ross usava apenas uma calça de moleton cinza, pés descalços e balançava a garotinha de uma lado para o outro. — O que eu vou fazer? — Indagou, virando-se para amiga. — Eu tentei todas as formas, mas ela não quer. — Ele disse. Laura caminhou até ele e esticou os braços, tirando o bebê de seus braços.

— Você tem uma garotinha muito manhosa, Ross. — Disse, sentando-se na poltrona branca, descendo a alça do vestido e começando a amamentar Anna. O loiro suspirou, sentou-se na cama e cobriu o rosto.

— Eu me meti em um grande problema. Calum está estudando os papeis da adoção, tenho que passar em alguma pediatra que me diga como amamenta-la. — Ele disse.

— Então você decidiu adota-la. — Afirmou.

— Sim, eu decidi. — Confirmou. — Estou esperando Calum me dizer alguma coisa, segundo ele, é muito dificil um homem recem formado na faculdade e solteiro conseguir adotar uma criança. Mas, ele está tentando e Dr. Allen está ajudando ele. 

— Ah. — Murmurou, abaixando os olhos para Anna, que examinava o seu rosto com seus grande olhos avelãs.

— Ela gosta de você. — O loiro disse.

— Nem comece. — Laura resmungou.

— Eu não disse nada. — Ross disse, rindo.

— Eu conheço você muito bem, Lynch. — Apontou o indicador para ele. — E sei o que está tentando fazer. — O garoto riu, jogando a cabeça para trás.

— Você está paranoica, baixinha. — Bagunçou o cabelo dela, levantando-se. — Vou preparar algo para comermos. — Avisou, saindo do quarto.

— Paranoica, é claro. — Sussurrou, encarando os olhinhos de Anna que insistiam em ficar abertos. — Você é uma comilona, sabia. — Disse, baixinho. — E eu não vou me apegar a você, não mesmo. — Anna piscou, segurando firmemente a alça da blusa da Laura. Em poucous segundos, ela fechou os olhos e suspirou cansada. Laura ergueu a alça da blusa, balançando o corpinho da bebê. Em seu sono tranquilo, Anna bocejou emitindo um som agudo e soltou um leve sorriso. 

A Marano comprimiu os lábios, piscando rapidamente para evitar que as lágrimas chegassem aos seus olhos. Seus lábios subiram em um pequeno sorriso, por mais sufocante que fosse a vontade de explodir em lágrimas. Era impossivel não pensar em Rachel nos seus braços, aninharia o corpo de sua garotinha, amamentaria até que ela estivesse satisfeita e velaria o seu sono, para ter a certeza de que ela estava bem. Mas não podia fazer isso, Rachel havia sido tirada de seus braços. Lembrava com clareza dos olhos triste da jovem enfermeira loura, e de suas palavras. " Eu sinto muito, o bebê não resistiu.''  

Laura balançou a cabeça, afastando aqueles pensamento. Levantou-se da poltrona, deitou Anna na cama, tirou a roupinha que ela usava - a mesma que usava quando chegou - soltou a fralda e caminhou até o banheiro. Abriu a torneira da banheira, deixando a aguá quente cair. Fechou quando achou que estava cheia o suficiente. Ajoelhou-se e molhou o corpo de Anna, que abriu os olhinhos, lhe observando.

— Laura. — Ouviu o amigo lhe chamar.

— Estou no banheiro. — Disse. O loiro empurrou a porta que estava entre aberta e sorriu. — Pegue o sabonete para mim, por favor. — Pediu. Ele assentiu, abrindo o gabinete e pegando um sabonete fechado, abriu e colocou na mão da jovem. Ela molhou o sabonete, passou no corpo de Anna, que agitava as mãos e os pés. Após ensaboar todo o pequeno corpo da menininha, enxagou e a tirou da banheira.

— Aqui. — O loiro disse, quando ela se virou com Anna rente ao seu corpo. Ele colocou a toalha sobre o bebê, e deu espaço para Laura sair. — Ah, deve ser o Calum. — O rapaz disse, saindo do quarto e seguindo para cozinha, onde seu celular tocava. Laura enrolou Anna na toalha e seguiu para o quarto ao lado. Abriu a porta e parou na entrada, suspirando. Engoliu a imensa vontade de chorar, e entrou no quartinho de bebê. O comodo estava impregnado com o perfume de bebê que Raini havia lhe dado durante a gravidez, as paredes pintadas de vermelho, com desenhos florais, o berço de madeira, a poltrona branca, comoda com diversas roupas femininas e unissex, trocador, chupetas, mamadeiras, fraldas, e pelúcias. 

Abriu a primeira gaveta da comoda, pegando um macacão rosa, pegou uma fralda, talco, pomada e meias. Secou o corpo de Anna e lhe vestiu, pegou-a no colo novamente e saiu do quarto, suspirando e secando o canto dos olhos.

— Ei. — Ergueu a cabeça, encontrando os olhos esverdeados de Ross. Ele abraçou-lhe, tomando cuidado com a garotinha entre eles. — Eu sei que não está sendo facil, eu também queria que ela estivesse aqui. — Sussurrou. Laura soluçou, afundando o rosto no peito do amigo. — Está doendo em mim, também. — Murmurou, deixando um beijo no topo da cabeça dela. — Vou coloca-la na cama. — Afastou-se da amiga, pegando Anna dos braços dela e seguindo para o quarto. 

Laura seguiu para cozinha, abriu a geladeira e pegou a jarra de suco. Pegou dois copos no armário e serviu, sentou-se na cadeira, inclinando a cabeça para trás. Ross entrou na cozinha, pegando a frigideira do cima do fogão e colocando a panqueca salgada no prato e entregando para a amiga. Colocou a outra em seu prato e sentou-se em frente á ela. Comeram em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro.

 

•••

Alguns dias se passaram, Ross e Laura haviam estabelecido uma pequena rotina com Anna. O loiro apresentou o bebê para a familia Marano, que se encantou logo de cara com a garotinha, e Ellen, logo tratou de marcar um consulta no pediatra de Aiden.

— Nós temos tudo, não é Borboletinha. — Ross disse, erguendo a cadeirinha de bebê que Ellen havia lhe entregado. Ele segurou a cadeirinha com firmeza, checando mais uma vez a bolsa com fraldas, roupas, chupetas e brinquedos. — Vamos, se perdemos essa consulta as meninas me matam. — Desceu até o hall, distraindo Anna com um brinquedo, seguiu para garagem e destravou o carro.

— Ross! — Ele virou-se para direita e sorriu para Valentina a sua vizinha. Valentina era uma pré-adolescente de 11 anos, pele negra, cabelos cacheados, olhos escuros e nariz levemente arrebitado.

— Oi, Tina. — Sorriu para a menininha, que usava uma roupa preta de ballet.

— Quem é esse bebê? — Perguntou curiosa, sorrindo para o bebê.

— Essa é a Anna. — Eles sorriram. A menina examinou o bebê por alguns segundos antes de voltar os olhos para o mais velho.

— Ela é tão lindinha.

— Tina, vamos filha. — A menina acenou com a mão para o pai.

— Vou indo Ross, nos vemos depois. Tchau princesinha. — Sorriu, saltitando até o pai.

— Até mais. — O loiro abriu a porta do carro e colocou a cadeirinha lá, prendendo com cinto. Entrou no carro e deu partida até o hospital de California.

Estacionou o veiculo e desceu, pegando o bebê e checando o celular. Respondeu uma mensagem da irmã, que perguntava se ele já havia levado Anna ao médico e enfiou no bolso, entrando no hospital. Comprimentou a recepcionista, arrumando o corpinho de Anna contra o seu.

— Bom dia, em que posso ajuda-lo?

— Bom dia. — Sorriu. — Eu tenho uma consulta com o Dr.Sykes. — A mulher assentiu, começando a digitar em seu computador.

— Nome, por favor. — Pediu. O rapaz suspirou, olhando para a garotinha, ainda não havia registrado a bebê, o doutor estava fazendo um favor.

— Licença, Angela. — Ross suspirou aliviado, quando o homem ruivo com jaleco branco aproximou-se. — É a minha paciente especial. — Sorriu, comprimentando o garoto com um aperto de mão. — Eu tenho duas pacientes, se você não se importar em esperar.

— Não, imagina doutor. — Disse.

— Certo, venha. Aguarde na sala de espera. — O Lynch seguiu o doutor, que pediu gentilmente para se sentar entre as três mulheres com crianças. — Lilian, por favor. — Chamou a garotinha ruiva que estava agarrada a mãe, as duas entraram no colsultório. O loiro aguardou pacientemente o doutor atender os dois menininhos que aguardavam depois de Lilian, e então chama-lo para entrar.

— Licença. — Ross pediu, encostando a porta.

— Vou cuidar muito bem desse princesa, ordens de Ellen Marano. — Os dois sorriram. O doutor pegou Anna no colo, colocou-a na balança apenas de fralda e meias. Anotou na prancheta, e colocou o aparelho para ouvir o coração dela, examinou seus ouvidos, e pediu para enfermeira coletar uma pequena amostra de sangue para exames. — Anna está pesando 2,5, um pouco magrinha para idade dela, o tamanho dela também não é proporcional, ela tem o tamanho de um bebê prematuro, vamos aguardar o resultado do exame e veremos.

— Mas, ela está bem? — Perguntou, acomodando Anna entre seus braços.

— Pode melhorar, traga ela no proximo mês, Anna tem que engordar 3 kilos.

— Certo. — Anna começou a chorar, o rapaz levantou balançando o seu pequeno corpo. — Shiii.... — Murmurou.

— Quando foi a ultima amamentação dela? — O doutor perguntou.

— As 06:00 da manhã.

— Já é 09:10, ela está com fome. — O ruivo disse.

— Droga. — Resmungou. — Anna não pega mamadeira, só mama no seio.

— E a mãe? — Perguntou.

— A minha amiga está amamentando ela, mas eu disse que daria um jeito. — Respondeu.

— Me siga. — O homem disse, abrindo a porta e saindo. Ross o seguiu, balançando Anna levemente. — Aqui na maternidade, nós temos mães que se prontificam a amamentar crianças que precisam.

— Certo. — Disse, continuando a seguir o homem. Ele parou em uma porta branca, com o desenho de duas corujas rosas de diferentes tamanhos, com a escrita "Maternidade". Passaram alcool em gel nas mãos e entraram, era um lugar tranquilo e lotados de brinquedos, havia mulheres gravidas e com crianças no colo passeando de um lado para o outro. O homem bateu na porta de um dos quartos e uma moça abriu, ela sorriu para o doutor e deixou os dois entrarem.

— Oi, doutor.

— Oi, Cecilia. — O homem sorriu encantado para a mulher baixa de cabelos negros e olhos levemente puxados. — Esse é Ross, o pai adotivo da pequena Anna.

— Oi, é um prazer. — Ross disse, a moça sorriu murmurando um 'O prazer é meu'.

— E como está o nosso pequeno? — Ele disse, aproximando-se da encubadora. Um bebe prematuro, com varios fios ligados ao seu corpo ressonava tranquilamente.

— Ele teve uma crise hoje, mas está bem. 

— Eu trouxe... — Cecilia interrompeu.

— É, eu acho que já sei. Se importa? — Disse, estendendo os braços para pegar Anna. O loiro colocou o bebê em seu colo, ela sentou-se na poltrona e desceu a alça da blusa.

— É, eu vou... esperar ali fora. — Ross murmurou encabulado, causando riso nos dois.

— Não tem problema, Ross, pode ficar. — Ele assentiu, olhando para os pés. Cecilia acomodou Anna em seus braços, e depois de muito insistir, conseguiu fazer Anna mamar um pouco. — Bom, eu acho que ela não gostou muito de mim. — Ela disse, devolvendo Anna para o loiro. — Eu diria para leva-la até a sua amiga. — Ele assentiu.

— Doutor? — Os três viraram-se para a porta, a enfermeira negra sorriu para eles, entregando um papel para o homem.

— Obrigado, April. — Ela assentiu, saindo. Ele abriu o exame, observou por algum tempo antes de se virar para o loiro apreensivo. — Sua garotinha tem uma fraca anemia, Ross. Vamos tratar com sulfato ferroso e uma boa amamentação. — Ele assentiu.

— Obrigado, doutor. — O homem sorriu, entregando a ele o exame e a receita que havia rabiscado. — Tchau, Cecilia. Foi um prazer. — A mulher sorriu.

Ross despediu-se deles e voltou para fora do hospital, entrou no carro e fez o caminho para a casa de sua amiga, enquanto cantarolava alguma canção agitada. Estacionou o veiculo em frente a casa da amiga e desceu, pegando Anna. Com a sua chave, ele abriu a porta e entrou, largando o casaco no armário.

— Hey, bom dia. — Saudou. A morena que comia sorvete assistindo a 3°temporada de Flash, virou-se para ele.

— Bom dia. — Comprimentou. — Como foi a consulta?

— Foi tudo bem. — Disse, sentando ao lado dela, brincando com os dedinhos de Anna. — Ela está com anemia. 

— Sério? — Perguntou, tentando esconder a repentina preocupação.

— É, preciso comprar os remédios. Se importa de tomar conta dela? — Ela negou, colocando o pote de lado e recebendo o bebê em seu braços. — Ah, o pediatra nos levou para cohecer uma moça. — Comentou, levantando-se e puxando o celular.

— Para que? — Indagou, com um leve franzir de sobrancelhas.

— Amamentar Anna. — Disse.

— Oh. — Murmurou, apertando o bebê contra o seu peito. — E ela mamou?

— Uhum. — Disse, olhando para a amiga por sobre os ombros, reprimindo um riso ao ver o bico em seu lábios, o franzir de sobrancelhas e o olhar enciumado.

— Pequena traidora. — Sussurrou, com o rosto proximo ao da garotinha.

— Na verdade, ela mamou só um pouco. Chorou a maior parte do tempo. — Riu, virando-se e seguindo para a porta. — Eu não irei demorar. — Disse, seguindo para fora.

Laura acenou para ele, e observou o rostinho sereno da menininha. Anna era um bebê encantador, tinha os lábios pequenos e avermelhados, nariz arrebitado, olhos grandes e castanhos, com um pequeno traço verde, sobrancelhas castanhos e ralas, pele clara com pequenas sardas na região do nariz até o pescoço. A Marano tentou ignorar a sensação de paz que lhe atingiu, e o calor em seu peito, voltou os olhos para televisão e sorriu vendo uma cena 'SnowBarry', baixou os olhos novamente quando Anna começou a resmungar. Sabia que ela deveria estar com fome, baixou a blusa e começou a amamentar a pequena, que mantinha os olhinhos presos ao seu.

— Você continua sendo uma pequena traidora. — Sussurrou, deixando ela segurar o seu dedo indicador.


Notas Finais


Hey, gente. A maternidade desse hospital, é algo que eu criei, sabe? Eu queria algo com mais espaço, mais conforto, e foi o que consegui escrever. Dr.Sykes e Cecilia não irão sumir, eles irão aparecer, vocês irão conhecer o bebê e descobrir sobre esses sorrisos que o ruivo estava mandando a ela. Hahah. Espero que tenham gostado, beijinhoos. ♥♥♥♥


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