História Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 51


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec, Lemon, Magnus, Malec, Shadowhunters
Visualizações 424
Palavras 1.977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores!

Aproveitem💗

Capítulo 51 - Capítulo 49


Fanfic / Fanfiction Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 51 - Capítulo 49

Alec entrou no táxi apressado, desejando que a cidade não estivesse tão engarrafada quanto geralmente estava naquele horário. Deu o endereço para o motorista e se acomodou no banco tentando ficar calmo e não pensar no quanto Catarina iria xingá-lo pelo atraso. Ele não teve culpa se a lavanderia havia demorado tanto para entregar suas roupas. 

Observou as luzes da cidade e sorriu sozinho. Depois de tantos meses de intenso estudo, estava finalmente indo à uma festa, merecia um descanso. 

O celular vibrou e ele leu a mensagem de Catarina; “Cadê você?”. Alec preferiu não dizer exatamente onde estava ou a amiga iria saber que tinha acabo de sair do flat. “No táxi, estou a caminho”, respondeu simplesmente. 

Depois de quase meia hora entre alguns pequenos engarrafamentos, o táxi parou em frente a um casarão iluminado, cheio de fotógrafos e seguranças na frente. Uau, essa banda é mesmo famosa, pensou. Pagou o motorista e desceu do carro se ajeitando. 

- Convite. – O segurança pediu, o olhando sem expressão. Alec mostrou o convite VIP que Catarina havia lhe dado, e insistido que não esquecesse de forma alguma, e entrou pelas enormes portas brancas, sem nem notar o cartaz com a foto da banda que pendia na parede. 

Teve que esperar alguns segundos para se acostumar com as luzes que atingiram seus olhos e a música tão alta que faziam sua cabeça latejar. Olhou em volta, procurando por Catarina, mas percebeu que encontrá-la por ali seria tarefa quase impossível. Alec desviou de algumas pessoas que conversavam animadas e outras que dançavam sem se preocupar com qualquer outra coisa e passeou pela casa tentando se familiarizar. Algumas pessoas sorriram para ele, fazendo-o se perguntar se era assim que pessoas VIP’s se tratavam nas festas. 

Um garçom ofereceu champanhe e ele sorriu, pegando a taça e agradecendo. Resolveu descansar um pouco no bar e observar com mais atenção as pessoas no local. Pensou ter visto dois rostos conhecidos passarem, mas a única pessoa que conhecia na festa era Catarina. Ou champanhe era forte demais, ou sua resistência ao álcool estava muito fraca. Sentiu uma mão em seu ombro e se virou sorrindo. 

- Aí está você! – Catarina o abraçou um pouco esganiçada. 

- Calma, já cheguei. – Alec brincou. Podia jurar que a amiga estava um pouco em alerta e nervosa demais. 

- Cat, o que houve? Você tá pálida! 

- Nada. Eu, pálida? Deve ser o álcool. – Catarina riu disfarçando. – Opa, mais um aqui! – Pediu, vendo o garçom se aproximar com uma bandeja de champanhe. 

Alec apertou os olhos observando a amiga, mas acabou esquecendo o assunto, talvez fosse mesmo o álcool. Catarina o puxou para dançar e Alec se rendeu a alegria contagiante dela. Um DJ tocava as músicas animadas do momento e parecia que todos por ali estavam gostando. Deixou-se levar pelo ritmo e dançou o máximo que pôde. Precisava mesmo esquecer os estudos e finalmente se divertir. 

Alec se abanou com as duas mãos. Era impressão ou há meia hora o clima estava mais fresco? Catarina riu, ajudando-o a se abanar. 

- Como você aguenta dançar tanto? – Alec perguntou, vendo Cat dar de ombros. – Eu vou passar uma água no rosto, devo estar parecendo um louco suado. 

- Eu vou pegar mais champanhe. Encontro você no bar. – Catarina mandou beijos no ar e se afastou, ainda dançando animadamente. 

Alec sorriu observando a amiga e desejando ter metade da disposição que ela tinha para festas. Catarina definitivamente sabia como se divertir. Alec caminhou pelo casarão, desviando de pessoas que dançavam tão animadas quanto ele e Cat dez minutos antes. Não havia reparado na quantidade de gente que estava ali e nem o quão imensa aquela casa era. Desceu alguns degraus e entrou em um ambiente completamente diferente do que estava antes. As luzes eram menos violentas em seus olhos e a música mais baixa, as pessoas também não pareciam tão animadas e sim mais sérias. Era quase como se estivesse entrando em outra festa. 

- Com licença. – Alec tocou no ombro de uma senhora que usava uniforme. – Pode me dizer onde fica o toilet? – A mulher o instruiu a seguir até o final da sala e entrar no corredor. Sorriu agradecido e caminhou lentamente, ainda observando ao redor. 

Assustou-se um pouco ao ver seu reflexo no espelho. O cabelo estava desarrumado, o rosto brilhava de suor, começou secando o rosto com um papel depois de ter jogado água pela segunda vez pra ver se melhorava seu estado. Alec saiu do toilet se sentindo muito melhor do que antes. Mais uma vez um garçom o ofereceu champanhe e ele aceitou, sabendo que já estava ficando um pouco bêbado, ou talvez só alegre demais.  Voltou para a parte da casa onde as luzes eram fortes demais e a música preenchia completamente o ambiente. Avistou facilmente Catarina conversando com um homem alto e muito bonito e sorriu sozinho. Pelo menos alguém iria se dar bem aquela noite. Alec não se importava de ir embora sozinho, não seria a primeira vez de qualquer forma. Uma garota como Catarina chama realmente a atenção, se fosse ficar chateado por ela abandoná-lo para sair com um cara, teria que cortar a amizade ou viveriam brigando. 

Quando foi beber um gole do champanhe, alguém passou apressado, esbarrando em suas costas e o fazendo derramar o liquido, por sorte no chão e não na própria roupa. Ouviu uma voz masculina pedir desculpa, mas quando olhou, ele já havia sumido de vista. 

- Idiota. – Alec xingou baixo, abanando a mão molhada. Alguém tocou seu ombro, soltando uma risada baixa. 

- Desculpa, meu amigo estava apressado. 

Alec virou-se, já pronto para dar um sorriso amarelo e pedir para que ele mandasse o amigo para merda, mas ao encontrar um rosto conhecido, deixou que a taça caísse no chão. O volume alto da música abafou o som, apenas algumas pessoas próximas olharam assustadas. O garoto o olhou, tão assustado quanto ele mesmo. Alec sentiu uma pessoa varrer rapidamente o vidro espalhado pelo chão, mas seus olhos estavam presos no menino a sua frente. Aquilo não podia ser efeito do álcool, era real demais. Piscou os olhos mesmo assim, apenas para ter certeza. 

- Alec! – Jace finalmente falou. – Não acredito. – Antes que ele dissesse qualquer coisa, Jace o abraçou, deixando-o ainda mais sem reação. 

- O-oi. – Alec conseguiu dizer quando Jace o soltou do abraço. Podia sentir seu rosto congelado, incapaz de transparecer qualquer emoção. – Eu... Você... – Balançou a cabeça, tentando formar a pergunta e fazê-la sair corretamente por sua boca. – O que você está fazendo aqui? 

- É a after party do show do Rock Solid! – Riu. 

Alec o olhou sem entender. Que Rock Solid? 

- A banda. Minha banda. – Jace explicou, entendendo a confusão no rosto dele. – Quer dizer, nossa banda. Eu, o Ragnor, o Simon e o Magnus. 

Havia tanto tempo que Alec não ouvia aquele nome fora dos seus pensamentos que pôde jurar que o coração pulou algumas batidas. Sentiu suas mãos tremerem e uma leve tontura o dominar por breves segundos. 

- Opa. – Jace segurou seu braço. Talvez a tontura tenha durado mais do que ele imaginou. – Tudo bem? – Perguntou preocupado. 

Alec tentou sorrir para deixar claro que estava tudo certo, mas seus músculos faciais ainda estavam congelados. Abriu a boca, tentando dizer alguma coisa, mas as palavras estavam presas em sua garganta. 

- Rock Solid? – Alec acabou dizendo. 

Fechou os olhos por um segundo e lembrou-se de uma garota que vira com a camisa de uma banda que ele pôde jurar conhecer os rostos, mas não teve tempo de verificar já que a garota sumira rapidamente de sua vista. Rock Solid era o que estava escrito, por isso teve a estranha sensação de conhecer os rostos estampados no tecido. Ele os conhecia de fato, mas como poderia saber?  

- Vocês são a banda... – Alec apontou para qualquer lugar, esperando que ele entendesse o gesto. 

- Sim, fomos nós que nos apresentamos. Você não viu? – Jace perguntou, confuso. 

- Eu, hm... – Alec não queria dizer que nem se interessou em conhecer a banda e só queria mesmo ir à festa. – Cheguei atrasado. Coisas do curso. – Explicou. 

Jace o olhou sorrindo, um sorriso bobo que ele já nem se lembrava de sentir falta. Podia quase ver as memórias passando pela cabeça dele, ninguém deixava transparecer tanto o que estava pensando como Jace. Sorriu de volta, um pouco sem jeito. 

- Cara, nem acredito que você é real. – Jace tocou seu braço, como se quisesse confirmar que não era imaginação. 

- Pensei a mesma coisa alguns minutos atrás. – Alec sorriu amarelo.  

Precisava sair logo dali, sabia o que viria a seguir e não estava certo de que estava preparado. Procurou por Catarina e viu que ela o observava do bar. Seu olhar era de espanto e seu rosto estampava um pedido de desculpa. Ela sabia, pensou. Por isso toda aquela afobação no começo da festa, por isso estava pálida e tentou disfarçar. 

- Jace, eu... – Alec apontou para Catarina, mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa a mão de Jace segurou seu braço. 

- Achei os caras. Vem, eles vão adorar te ver. 

- NÃO! – Alec gritou, o assustando. – Quer dizer... Eu meio que deixei uma amiga sozinha e er... Tenho que encontrá-la. – Alec apontou o lado oposto de onde Jace o estava  levando. Jace olhou ao redor, desconfiado. Observou o rosto em pânico de Alec e soltou seu braço, entendendo o que ele queria dizer. 

- Tudo bem, não vou te obrigar. – Jace sorriu amigável. 

Alec pôde sentir seu rosto esquentar, estava agindo como uma criança e sabia disso, mas tudo havia acontecido muito depressa. Não sabia se podia aguentar o que viria a seguir. 

- Desculpe. – Alec respondeu sincero. – Fico feliz por saber do Rock Solid. Boa sorte com isso. – Deu um abraço em Jace e se afastou o máximo que conseguiu. Lançou um olhar para Catarina que entendeu imediatamente o que ele queria. 

- O que aconteceu? – Cat perguntou, segurando o amigo pelos ombros quando chegaram do lado de fora do casarão. – Me conta! 

- Nada! Não aconteceu nada. – Alec suspirou. – Aquele é o Jace. 

- Eu sei, reconheci das fotos que você já me mostrou. Não consegui reconhecê-los no show, mas quando cheguei aqui e vi aquela foto – Catarina apontou para o cartaz preso na parede. – Reconheci o Magnus na hora. 

- Não sei o que fazer. – Alec confessou, mordendo o lábio com força. 

Sua mente gritava para que ele fosse embora, mas seu coração sabia que ele não iria conseguir parar de pensar nisso. Queria voltar lá, queria encontrar os garotos, queria mais do que tudo poder ver Magnus, mas tinha medo da realidade. E se ele não fosse mais seu? E se ele o odiasse? 

- Espero que você não esteja se perguntando se ele te odeia. – Catarina segurou sua mão. Alec deixou um riso escapar, às vezes podia jurar que ela lia sua mente. – Alec, olha pra mim. – Pediu, carinhosa. – O Magnus não te odeia, ele não vai sair correndo quando te ver e aposto que não vai te ignorar. 

- Mas e eu? O que eu vou fazer? – Alec desesperou-se. – Cat, é o Magnus! Sei que pode parecer drama, mas é ele. O cara que eu amei a vida inteira e perdi. O cara que eu ainda amo; o cara que atormenta meus sonhos e que eu chamo durante a noite... 

- Eu sei, eu sei! – Catarina o interrompeu. – E é por isso mesmo que você vai entrar nessa casa agora e vai atrás dele... Ou deles. Tanto faz. – Balançou a cabeça. – Você não vai fugir e nem se esconder. Vai encarar a realidade e vai fazer isso de queixo erguido, entendeu? Alec concordou com um aceno de cabeça e respirou fundo. 

- Me deseje sorte. – Alec olhou para a amiga que o empurrou em direção a porta da casa.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do Cap.

O que será que vai acontecer?

Até qualquer hora♡


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