História Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec, Lemon, Magnus, Malec, Shadowhunters
Visualizações 326
Palavras 2.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi Amores😍

Música do cap:

Mecca Kalani - Feel me
https://www.youtube.com/watch?v=dFPzGZfT9pE

Aproveitem😘😘

Capítulo 52 - Capítulo 50


Fanfic / Fanfiction Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 52 - Capítulo 50

Alec caminhou entre as pessoas, esbarrando sem querer em algumas e pedindo desculpas desajeitadamente. Certo, como ele iria encontrá-los no meio daquelas pessoas? Havia esbarrado em Jace por acaso, não fazia ideia de onde eles podiam estar. Continuou caminhando na esperança de esbarrar com alguns deles de novo, mas depois de quase dez minutos rodando pela casa, cansou e sentou-se em um dos banquinhos do bar.

- Champanhe, senhor? – Um garçom sorriu, mostrando-lhe a bandeja com taças de champanhe.

- Hm, não, obrigado. Preciso estar sóbrio para lembrar o que vai acontecer essa noite. – Alec respondeu, mais para si mesmo do que para o garçom. Ele o olhou sem entender e voltou a oferecer champanhe pela festa.

Alec deu uma última olhada em volta, quando seus olhos passearam pelo fundo da enorme sala, viu um rosto conhecido, rindo de alguma coisa que outro rosto conhecido havia falado.

- Licença! – Alec praticamente berrou, afastando as pessoas e caminhando em direção ao grupo de amigos. – Não sumam. Não sumam. – Implorava, tentando não errar a direção.

Antes que pudesse perceber, estava parado em frente a três garotos. Um deles lhe olhava com um sorriso no rosto e os outros dois arregalaram os olhos ao vê-lo.

- Então vocês são o Rock Solid? – Alec perguntou, sem conter um sorriso.

- Tá brincando? – Ragnor o abraçou, levantando-o um pouco do chão.

Simon repetiu o gesto do amigo e o fez dar uma voltinha para ter certeza de que era ele mesmo.

- É ele mesmo. – Jace riu. – Já belisquei pra ver se era real.

- Claro que sou eu, idiota. – Alec reclamou, sem esconder um sorriso no canto dos lábios. – Como eu não fiquei sabendo sobre o Rock Solid? – Perguntou, incrédulo.

Os três ficaram calados, sem saber o que responder, e Alec percebeu o que tinha falado. Não ficara sabendo sobre a banda porque deixara de falar com Magnus há muito tempo. Lembrou quando ele disse que os garotos tinham assinado com a gravadora, mas depois daquilo os e-mails e telefonemas trocados foram ficando mais curtos e raros, até pararem completamente.

- É tão bom ver vocês. – Alec mudou de assunto, sorrindo para os três garotos à sua frente.

Três.

Não quatro. Três.

Onde estava o quarto, afinal?

- Ei, Magnus! – Jace acenou para alguém atrás dele.

Alec sentiu seu sorriso congelar, assim como todo o resto de seu corpo. Não sabia se conseguiria virar e encará-lo. Não sabia o que iria acontecer, mas não iria fugir novamente. Observou os rostos apreensivos de Simon e Ragnor e engoliu em seco, virando-se lentamente. Quando seus olhos encontraram os dele, sentiu o ar lhe faltar e o coração acelerar, quase rasgando seu peito. Não conseguia mais ouvir a música ou as vozes das pessoas ao redor. Tudo havia sumido. De repente estavam sozinhos, estavam novamente vivendo no mundinho impenetrável deles. Era como se nada tivesse acontecido. Os olhos de Magnus estavam cravados nos seus e era só isso que Alec conseguia ver.

Mas a realidade o atingiu em cheio quando um casal ficou entre os dois, quebrando a troca de olhares. Alec virou novamente de frente para Jace, Ragnor e Simon e puxou o máximo de ar que pôde. Mais um pouco e ele jurou que poderia desmaiar.

- Oi. – Uma voz suave e neutra atingiu seus ouvidos. A mesma voz que atormentou sua mente durante dois longos anos.

Alec olhou para sua direita e o encontrou, mais próximo do que esperava. Sorria!, ouviu a voz de Catarina gritar em algum lugar de sua mente.

- Oi. – Alec sorriu da melhor forma que pôde.

Olharam-se durante alguns segundos, apenas para confirmarem que aquilo estava mesmo acontecendo. Alec pigarreou, sentindo o rosto esquentar.

- Parabéns pelo hm... Rock Solid. – Apontou os garotos.

Magnus não respondeu, apenas acenou com a cabeça em forma de agradecimento. O silêncio se instalou entre os cinco. Alec tentava disfarçar o nervosismo direcionando o olhar para todos os cantos, menos para o garoto ao seu lado. Mas ainda assim podia sentir o olhar de Magnus o perfurando. Arriscou olhar para o lado e, mais uma vez, seus olhos encontraram os dele que o observava tão concentradamente. Alec percebeu que Magnus não estava com vergonha por olhá-lo daquela forma, seus olhos analisavam cada detalhe de seu rosto, cada movimento que ele fazia.

Alec sentiu vontade de beija-lo, abraçá-lo, de sentir seu perfume de novo, de sentir a pele quente dele contra a sua. Queria sentir todas aquelas sensações que não sentia há muito tempo. As sensações que ele sabia que nunca sentiria com nenhum outro homem. Perguntou-se se era isso que Magnus estava pensando enquanto o analisava. Alec perguntou-se se Magnus podia perceber que era isso que ele estava pensando enquanto o olhava. Não sabia se Magnus queria que ele dissesse alguma coisa. Um pedido de desculpa talvez? Mal conseguira dizer oi, um pedido de desculpa estava fora de questão naquele momento.

- Ei. – A voz de Catarina o fez desviar os olhos do rosto de Magnus. – Você demorou, estava ficando preocupada. – sorriu sem graça, olhando o rosto dos garotos que estavam ali.

- Cat. – Alec falou, um pouco histérico. Sentiu um alivio imediato ao ver o rosto da amiga. – Meninos, essa é a Catarina. Cat, esse é o Rock Solid. – Riu. – Ragnor, Simon, Jace, - apontou cada um dos meninos. – e Magnus.

- Olá. – Catarina acenou. – O show foi incrível. 

- Obrigado. – Os quatro responderam ao mesmo tempo.

Catarina apertou a mão de Alec, apenas para mostrar que estava ali caso ele precisasse. Alec agradeceu com um sorriso discreto. Uma garçonete aparentemente ainda adolescente apareceu com mais uma bandeja de champanhe, fazendo Alec se perguntar quantos litros de champanhe havia na festa e se não havia nenhuma outra bebida. A adolescente sorriu, observando os garotos e parecia se controlar para não gritar.

- Sou fã de vocês! – Disse, rápido, ficando corada em seguida.

- Obrigado. – Ragnor respondeu educadamente. – É bom saber que temos fãs japoneses. – Sorriu.

- Claro, claro. Eu e minhas amigas amamos vocês. – Um riso nervoso escapou por seus lábios. 

Alec sorriu sozinho. Será que era sempre assim agora? Fãs histéricas, dizendo o quanto os amava e querendo autógrafos e abraços.

- E você é muito lindo. – A menina sorriu para Magnus e o suas bochechas adquiriram um tom quase vermelho. 

- São seus olhos. – Magnus sorriu, um pouco sem graça, fazendo a garota soltar um suspiro e os garotos rirem. 

- Champanhe? – Ela finalmente ofereceu.

Magnus pegou duas taças e ofereceu uma para Alec, deixando-o sem reação. Magnus sorriu, tranquilizando-o e o viu sorrir de volta, pegando a taça. Viu a garçonete acompanhar a cena e olhar de um para o outro, desconfiada. Um silêncio constrangedor se instalou enquanto eles bebiam a champanhe e se entreolhavam, ainda sem saber direito o que fazer ou dizer. Catarina ainda segurava com firmeza na mão de Alec, mas os constantes apertões que a amiga dava estavam começam a incomodá-lo. Catarina queria ir dançar e sair logo daquele ambiente pesado. Não que não tivesse gostado dos garotos, eles lhe pareceram simpáticos, mas podia sentir o desconforto de todos naquela roda, nem mesmo a garçonete havia se livrado.

- Hm, Alec, você pode ir comigo até... ali? – Catarina apontou pra trás, sem dar muita importância para o que havia ali.

- Ah, claro. – Alec sorriu.

- Foi um prazer conhecer vocês. – Catarina acenou para os garotos.

- Eu falo com vocês depois. Acho. – Alec ia se afastar com apenas um sorriso, mas viu Jace o olhar carinhosamente e abrir os braços, num pedido mudo por um abraço.

Merda.

- Senti sua falta. – Jace sussurrou.

- Também senti sua falta. – Alec confessou no mesmo tom.

Abraçou Ragnor e Simon rapidamente, desejando poder sair correndo depois, mas lá estava Magnus, com um sorriso misterioso no canto dos lábios, confundindo-o ainda mais.

Passou os braços em volta do pescoço dele e sentiu um abraço firme em sua cintura. Sentiu seu perfume inebriante atingi-lo e, deixando-o tonto mas não se importou fechou os olhos e tentou aspirar o máximo que conseguia, assim como o contato com a pele dele, que fez seu corpo esquentar de imediato. A respiração pesada de Magnus batia em seu pescoço, arrepiando-o por inteiro.

Alec poderia ficar ali nos braços dele pelo resto da noite. Poderia adormecer daquela forma, como já fizera muitas vezes. Poderia até enterrar o rosto no pescoço dele, deixando-se levar pela maciez de sua pele. Mas apenas deixou que seus braços o soltassem e se afastou, vendo o olhar dele seguir calmamente seus movimentos.

 

 

Alec observava Catarina dançar animadamente, atraindo a atenção dos homens ao seu redor, enquanto praticamente virava taças de champanhe de uma só vez. Alec não estava no clima para dançar, mas ficar sentado naquele bar já estava ficando depressivo. Dois caras já haviam se aproximado dele, mas dera um fora neles apenas com o olhar.

Pegou mais uma taça e finalmente se levantou, juntando-se a amiga no meio das pessoas. Com um sorriso sensual no rosto, ele mexeu o corpo no ritmo da música e percebeu alguns olhares se virarem para ele. Sentiu-se satisfeita por saber que os caras o achavam interessante. Música depois de música Alec dançou e bebeu. Cat já havia arrumado um pretendente e havia sumido há alguns minutos, deixando-o sozinho, entretido demais para parar de dançar. Olhou ao redor, tentando achar um garçom para encher novamente sua taça e encontrou um par de olhos verdes o encarando com intensidade. Um nó se formou em sua garganta, mas Alec não estava disposto a deixar que ele percebesse isso. Como num filme, uma música, que de tão ideal para o momento pareceu irônica, começou a tocar. Alec deixou que um sorriso malicioso aparecesse em seu rosto e se aproximou de onde Magnus estava, mas ainda mantendo distância. O álcool que corria em seu sangue lhe dava ousadia suficiente para fazer aquilo, mas um aviso de perigo ainda apitava em sua mente.

Feel me

(Sinta-me)

I am still here and you're still there I know

(Eu ainda estou aqui e você ainda está lá, eu sei)

I am still here and you're still there I know

(Eu ainda estou aqui e você ainda está lá, eu sei)

And I'm scared you'll leave me with no way home.

(E eu tenho medo, você vai me deixar sem caminho para casa.)

Feel me

(Sinta-me)

Feel me

(Sinta-me)

Alec podia sentir os olhares das pessoas ao redor sobre si. Apenas um deles realmente o interessava e era esse olhar que acompanha o movimento do seu corpo e dos seus lábios que acompanhavam a música. Ele podia ver claramente a tensão no corpo de Magnus, a censura em seus olhos estava explícita, mas Alec estava se deliciando com aquele momento. Queria que Magnus sentisse exatamente o que ele estava sentindo, queria deixar claro sua vontade.
 

See I've got so many keys to these doors.

(Veja, eu tenho tantas chaves para essas portas.)

I feel trapped in here, but I still want more...

(Eu me sinto presa aqui, mas eu ainda quero mais...)

Let me out of here and please don't ignore me.

(Deixe-me sair daqui e por favor, não me ignore.)

 

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Alec mal podia acreditar no quão conveniente aquela música estava sendo. Todas aquelas palavras, aquilo era tudo que ele queria poder dizer para Magnus e sabia que não teria coragem. No meio da música ele já nem se dava mais conta do que estava acontecendo ao seu redor. Seus olhos estavam cravados nos de Magnus e seus movimentos já haviam saído do seu controle, apenas acompanhava o ritmo e a letra da música.
 

In my perfect world you're happy with me.

(No meu mundo perfeito você está feliz comigo.)

When I picture it, it's all heavenly.

(Quando eu imagino, é tudo celeste.)

But this fairytale is just a story, see?

(Mas esse conto de fadas é apenas uma história, viu?)

Life is such an unpredictable dream...

(A vida é um sonho tão imprevisível...)

Feel me

(Sinta me)
 

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Feel me

(Sinta-me)

Feel me

(Sinta-me)

Baby, can you feel, feel me?

(Baby, você pode sentir, me sentir?)

Alec assustou-se ao perceber que um cara estava dançando em sua frente, interrompendo seu contato visual com Magnus. Alec o olhou com raiva pronto para soca-lo se fosse preciso, mas viu que ele sorria malicioso e dançava aproximando-se dele. Alec tentou dar alguns passos e se afastar, mas ele segurou sua cintura e apertou contra si.

- Que porra é essa cara? Me solta! – Alec falou alto, empurrando o peito do cara, o fazendo cambalear. O homem o olhou e, soltando um palavrão, se afastou.

Alec olhou em volta, esperando encontrar novamente aqueles olhos, mas a música terminou e as luzes que antes iluminavam a pista de dança diminuíram quando uma música lenta começou. Alec passou a mão pelo cabelo, sem se importar com o quão suado ele estava e sentiu a respiração ficar mais pesada. O que ele havia feito?

- Magnus. – Alec sussurrou, implorando para que ele estivesse por perto. – Magnus. – Alec chamou, sentindo as lágrimas chegarem até seus olhos.

Um grupo de pessoas animadas passou, esbarrando-se nele, fazendo-o se desequilibrar e cair no chão. Nenhum deles sequer olhou pra trás. Ali, sentado no chão e sozinho, Alec deixou que as lágrimas caíssem e o choro infantil e desesperado que ele vinha tentando prender há tempos finalmente se libertasse.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do cap.

Até qualquer hora💗💗


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