História Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec, Lemon, Magnus, Malec, Shadowhunters
Visualizações 478
Palavras 2.129
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI AMORES!!

Esse cap era pra ter saído mais cedo, sorry😅

Aproveitem😘

Capítulo 53 - Capítulo 51


Fanfic / Fanfiction Tudo que ele sonha [Malec] - Capítulo 53 - Capítulo 51

# Flashback (1 ano antes)

Alec saiu do banho e se enxugou lentamente. Olhou-se no espelho e sorriu ao perceber como seu olhar no espelho o fazia lembrar da mãe. Olhou o smoking em cima da cama e suspirou, estava fazendo aquilo apenas para atender aos caprichos de Magnus que insistia em levá-lo a sua festa de formatura.

Vestiu a cueca e riu quando lembrou-se dos comentários de algumas garotas e garotos do colégio. Alec passava tão despercebido pela maioria das pessoas que muitas delas nem se davam ao trabalho de interromperem a conversa quando ele entrava na sala ou passava pelo grupo. Segundo eles, a noite de formatura é importante para qualquer formando porque é quando a maioria perde a virgindade, seja com o namorado, namorada ou com seu par para a noite. Por que mesmo havia comprado uma cueca nova? Não tinha namorado e as chances de perder a virgindade com seu par eram nulas.

Admirou o smoking por algum tempo antes de finalmente vesti-lo. Desejou que ele tivesse o mesmo efeito em Magnus que tivera no dia em que o comprara. Se aquela noite não serviria para que ele perdesse a virgindade, que pelo menos mostrasse a Magnus que ele não era mais nenhum garotinho.
Alec pensou em sua mãe e no quanto ela ficaria orgulhosa por ver o filho se formar. O destino tinha mesmo de ser tão cruel? Lembrou dos conselhos que Isabelle havia lhe dado sobre como pentear o cabelo sem ficar parecendo um idiota de cabelo repartido, Alec apenas desejava não ficar parecendo uma palhaço no final.
Às sete horas em ponto ouviu uma buzina e olhou pela janela, mesmo sabendo que era Magnus, pontual como sempre.

Deu uma última olhada no espelho e sentiu-se satisfeito com o resultado final, saiu do quarto e desceu as escadas, respirando fundo e tentando controlar a ansiedade.
Encontrou o pai na sala, com uma cerveja em uma mão e o controle da televisão na outra. Percebeu como ele se assustou ao vê-lo e, por alguns segundos, sentiu medo do que ele poderia dizer. Atravessou a sala, agradecendo pelo silêncio e, quando chegou à portam ouviu a voz dele.

- Você está muito parecido com ela. – Alec se virou e o olhou, sem entender. – Você está parecido com a sua mãe. – Explicou.

O garoto sorriu, mesmo sentindo um nó se formar em sua garganta. Mordeu o lábio, sem saber o que responder, mas não foi necessário dizer nada, seu pai continuou falando.

- Divirta-se. Eu estou orgulhoso de você. – Seu olhar estava vidrado na televisão e Alec podia perceber o constrangimento na voz dele. Aquele não era o tipo de relacionamento que eles tinham.

- Obrigado. – Alec sussurrou antes de abrir a porta e sair para o ar frio do lado de fora.

- Ei. – A voz de Magnus atingiu seus ouvidos e Alec o olhou, assustado. Aquela conversa o fizera até esquecer o garoto do lado de fora da casa. – Tudo bem? – Magnus se aproximou, o olhando com preocupação.

- Tudo bem. – Alec sorriu, disfarçando. – É só nervosismo.

- Vai dar tudo certo. Não se preocupe. – Magnus beijou sua bochecha e, só quando o perfume inebriante dele o atingiu, Alec reparou realmente nele.

Vestia terno e calça pretos, camisa branca e uma gravata azul escura. Seu cabelo estava desajeitadamente penteado pra trás, dando um ar mais jovial à roupa. A tulipa em sua mão combinava com a gravata e um sorriso brincava em seus lábios quando ele estendeu a flor para o menino.
Se o resto da noite for como o começo, Alec pensou, então tudo vai ter valido a pena.

Finalmente, depois de quase duas horas, que Alec julgou serem as duas horas mais entediantes e lentas da sua vida, Alec desceu do palco com o diploma na mão. Procurou Magnus no meio da multidão de pais e familiares e comemoravam a formatura de seus filhos. Quando o avistou, percebeu que ele conversava com uma garota que, a principio, não reconheceu, mas quando chegou mais perto conseguiu ver direito o rosto dela.

- Isabelle! – Alec gritou, andando mais rápido até onde eles estavam. – Não acredito que você tá aqui!

- Acha mesmo que eu perderia sua formatura? – Isabelle riu, abraçando o amigo. – O Magnus me mandou um e-mail há algumas semanas, agradeça a ele.

Alec o olhou e sorriu, dispensando as palavras naquele momento.

- Então, vamos? A festa já deve estar começando.

- Vamos. – Um garoto moreno que estava logo atrás de Isabelle se pronunciou. Alec o olhou, sem conseguir reconhecê-lo.

- Ah, Alec, esse é o Raphael, meu namorado. – Isabelle apresentou.

- Ah sim, você falou sobre ele em um dos e-mails que me mandou no começo do ano. – Alec apertou a mão de Raphael e sorriu.

- Apresentações feitas, agora vamos para a festa. – Magnus colocou a mão na base das costas de Alec e o guiou pelo meio das pessoas que ainda se encontravam no teatro onde a cerimônia ocorrera.

A casa que fora alugada para a festa de formatura já estava lotada quando os quatro chegaram. Cada formando tinha direito a mais dois convites, Alec não sabia como eles entrariam com uma pessoa a mais, mas quando saiu do carro viu que todos estavam com um convite na mão.

Não demorou muito para que a área coberta da casa já estivesse abafada pela quantidade de gente ali dentro. A parte de fora também estava cheia e praticamente todas as mesas pareciam estar tomadas. As luzes coloridas e a fumaça dificultavam a visão, mas ninguém parecia se importar com isso, não havia uma só música que o DJ tocasse que não fosse aprovada pelos jovens animados que dançavam como se não houvesse amanhã.

- Pensando na vida? – A voz de Magnus fez com que Alec se sobressaltasse. Estava tão perdido em suas memórias que não percebeu ele se aproximando.

Agradeceu o copo de refrigerante que ele colocou na mesa à sua frente e balançou a cabeça, negando a pergunta dele.

- Estava só... lembrando. – Alec deu de ombros.

- Algo em especial?

Ele estava pensando no quanto aquela pista de dança o lembrava da última festa do colégio que fora, mas sabia que a menção daquela lembrança traria um clima pesado. Olhou Isabelle e Raphael dançando juntos perto de onde eles estavam e sorriu sozinho, não deixaria aquela lembrança estragar a noite de ninguém.

- Nah, deixa pra lá. – Alec levantou-se. – Vem, vamos dançar. – Riu da cara que Magnus fez quando falou em dançar e o puxou pela mão até onde Isabelle e Raphael  ainda dançavam.
 

I am in misery

Eu estou na miséria

There ain't nobody who can confort me

Não há ninguém que possa me confortar

Why won't you answer me?

Por que você não me responde?

The silence is slowly killing me

Seu silêncio está me matando lentamente

Girl you really got me bad, you really got me bad

Garota, você realmente me deixa mal, você realmente me deixa mal

I'm gonna get you back, gonna get you back

Eu vou ter você de volta, vou ter você de volta

Magnus dançava fazendo movimentos engraçados e arrancando risadas de todos. A música tinha uma pegada sensual e, por vezes, ele encostava o corpo no seu e fazia alguma gracinha. Alec não conseguia saber se ele fazia de propósito, apenas para provocá-lo, ou se não havia má intenção por detrás de seus atos.
Percebeu algumas garotas atrás dele, fazendo comentários com as amigas e rindo das besteiras de Magnus. Há tanto tempo não saia com ele para algum lugar que já havia esquecido a facilidade com que Magnus atraia olhares de outras pessoas. Magnus não pareceu notar que as pessoas o observavam e, se notou, não demonstrou isso, pois continuou a brincar de provocá-lo.
A hora das músicas lentas finalmente chegou, muitos casais rapidamente se formaram e a pista de dança pareceu ficar mais vazia, ou talvez era a apenas a impressão causada quando as pessoas se juntavam para dançar. Magnus fez uma reverência exagerada e segurou a mão de Alec, fazendo com que ele desse uma voltinha antes de puxá-lo para perto de si e começar a se movimentar tão lentamente quanto o ritmo da música. Alec passou um braço pelo pescoço dele e encostou o rosto no dele, aproveitando para fechar os olhos e deixar que Magnus o guiasse.

So lay here beside me, just hold me and don't let go

Então deite-se aqui ao meu lado, abrace-me e não solte

This feelin' Im feelin' is somethin' I've never known

Esse sentimento que estou sentindo é uma sensação que eu não conhecia

And I just can't take my eyes off you

E simplesmente não consigo tirar os olhos de você

And I just can't take my eyes off you

E simplesmente não consigo tirar os olhos de você

O relógio no painel do carro marcava quase duas e meia da manhã quando Magnus parou o carro em frente àquela casa já tão conhecida. Alec já estava adormecido no banco do carona, com o cabelo todo bagunçado. Magnus o cutucou, tentando acordá-lo, mas ele nem se mexeu. Magnus riu sozinho, pensando em como Alec poderia ter entrado em um sono tão profundo em tão pouco tempo.

- Alec. – Chamou, baixinho. 

Alec resmungou alguma coisa antes de abrir os olhos e o olhar, ainda desorientado.

- Já chegamos? – Alec perguntou, esfregando os olhos.

- Já, já chegamos. E você tá todo descabelado. – Magnus riu.

Alec riu baixinho e deu de ombros, já estava em casa mesmo.

- Obrigada pela noite, Magnus.

- Se arrependeu de ter participado da formatura? – Magnus brincou, lembrando que algumas semanas antes Alec não queria ir de forma alguma.

- Não, não me arrependi. Obrigado por isso também, se você não tivesse me convencido, teria passado essa noite em casa e nem teria visto a Isabelle. – Alec sorriu, observando as próprias mãos que brincavam com o tecido fino da calça.

- Não queria que você perdesse essa experiência só porque acha que ninguém na escola gosta de você.

- Eu não acho, tenho certeza disso. – Alec o olhou.

- Você nunca deu uma chance a eles, deu?

Ele não precisou responder.

- Bom, agora é tarde demais. – Alec levantou os ombros. Pelo vidro do carro pôde ver as nuvens carregadas no céu. – É melhor eu ir antes que essa chuva caia. Obrigado mais uma vez.

- Não tem problema. Você mereceu tudo isso.

Alec sorriu e se aproximou e inclinou para dar um abraço em Magnus. O olhou uma última vez e saiu do carro, estremecendo por causa do vento gelado. Tirou a chave de casa de dentro do bolso e olhou as luzes todas apagadas. Seu pai deveria estar dormindo, ou talvez nem estivesse em casa. Não iria ao quarto dele checar, estava cansado demais para fazer qualquer coisa que não fosse trocar de roupa e cair na cama.

- Ei. – Magnus saiu do carro e correu até onde ele estava.

Alec se virou, assustando-se com a pressa dele.

- Quase esqueci o mais importante. – Magnus riu, lhe entregando uma caixa vermelha. – Seu presente de formatura.

- Magnus! – Alec sorriu, sem acreditar que ele tinha mesmo comprado algo para ele. – Não precisava ter comprado um presente. Você ter me levado lá e ainda ter chamado a Isabelle já foi o melhor presente de todos.

- Isso não foi nada, foi só pra te ver feliz. O presente é pra mostrar o quão importante você é pra mim e o quão orgulhoso eu estou de você.

- Para! Você vai me fazer chorar. – Alec riu.

Alec abriu a caixinha vermelha e sorriu ao ver o Iphone na caixa.

- Gostou? Eu sei que o fim do seu último celular não foi muito legal, então...

- Você ainda pergunta? Claro que gostei. – Alec o abraçou, sentindo-o beijar seu ombro e o apertar contra si. – Obrigado.

- Eu prometo não deixa-lo cair na privada. – Alec falou rindo, e sentiu Magnus o acompanhar ainda abraçado a ele. Uma lágrima solitária desceu por sua bochecha, mas antes que chegasse até a metade do caminho, Magnus a limpou.

- Não chora.

- Desculpe. Eu só... Desculpe. – Alec respirou fundo, lutando para afastar todas as lágrimas que insistiam em embaçar sua vista.

- É melhor eu ir, você está cansado. Sem choro, promete? – Magnus estendeu o dedo mindinho.

- Magnus, não tenho mais dez anos. – Alec riu, afastando a mão dele.

- Shiu, promete! – Estendeu novamente o dedo.

- Prometo, vai. – Alec rolou os olhos. – Tchau, se manda!

- É, eu também te amo. – Magnus brincou, beijando a testa dele. – Tchau.

Alec acenou, observando-o entrar no carro e se afastar rapidamente. Sorriu novamente antes de entrar em casa e começar a repassar aquela noite na cabeça.

# End of flashback


Notas Finais


Para aqueles que estão se perguntando se o Alec e o Magnus ainda vão conversar, a resposta é SIM. Aguardem.

Espero que tenham gostado do cap.

Até qualquer hora💗💗


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