História Tulipa Negra - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Visualizações 57
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Tulipa Negra - Capítulo 2 - Chapter Two

Quinta, novembro, 2014.

Estados Unidos, New York City, 00:57 AM.

Point Of View – Narrador’s

Três anos atrás...

As fortes rajadas de chuva só serviam para deixar o primogênito da família, de apenas dezoito anos, mais aflito. Sua namorada teria desparecido na manhã do dia anterior, e até o momento não se tem noticias, deixando-o ainda mais preocupado, ele sabia que algo de errado havia lhe acontecido. Tulipa, como o mesmo gostava de chama-la, já tinha comentado sobre sua conturbada vida.

Enquanto o pobre garoto não parava de andar de um lado para o outro querendo saber o paradeiro da namorada, a mesma estava em uma corrida contra o tempo. A jovem garota de apenas dezessete anos corria pela extensa floresta, com destino a casa do namorado. Seu corpo estava encharcado pela agua da chuva que continuava a cair dificultando que tivesse uma visão clara do caminho que deveria seguir, suas roupas e sapatos estavam cobertos de lama, seus braços e rosto estava cheio de arranhões feito pelos galhos no meio do caminho.

Suas pernas latejavam de tanta dor, sua corrida teria iniciado a cerca de uma hora e meia e até o momento ela não se atreveu em parar nem mesmo para respirar, pois sabia que se o fizesse eles a pegariam e esse seria o fim, o seu fim. Ao escutar um galho ser quebrado a menina tratou de olhar para trás, mas mesmo assim não parou de correr, uma sombra alta e forte apareceu no seu campo de visão deixando-a desesperada a ponto de esquecer suas dores e correr ainda mais rápido, Tulipa saiu do caminho que a levaria para a casa de seu amado, na intenção de despista-los e conseguir chegar viva até o mesmo para que desse tempo de ao menos lhe dar adeus, a adrenalina corria em suas veias tornando aquele momento assustadoramente excitante. Longe o suficiente da grande mansão a menina parou subitamente e tratou de tentar escutar algo, a chuva tinha diminuído, tendo-se apenas pingos fracos caindo sob seu corpo, ao longe ela escutou passos rápidos e pesados, vendo que essa era sua chance, tornou a correr o mais rápido que conseguia, só que agora de encontro a seu amado.

Ao avistar a mansão do namorado a dez metros do fim da floresta, a garota tratou de correr ainda mais rápido, temendo pela própria vida.

O jovem garoto ao escutar uma forte batida na porta dos fundos, não pensou duas vezes antes de correr até lá, implorando no meio do caminho que fosse sua amada. Ao abrir a porta e ver o pequeno e frágil corpo da namorada tremendo pelo frio, ele a puxou para seus braços, a fim de esquenta-la, e ter certeza de que ela finalmente estava ali, na sua frente e em seus fortes braços.

- O que aconteceu? Por onde esteve? Por que desapareceu de repente e só apareceu agora? – suas perguntas foram disparadas contra a namorada que tinha os lábios roxos, devido o frio que sentia.

- Me perdoa – sua voz estava fraca e rouca, o jovem garoto colocou suas mãos delicadamente em cada lado das bochechas de sua amada, tirando seu delicado rosto de seu peito e olhando em seus olhos claros. As escleras de seus olhos estavam intensamente vermelhas pelo uso excessivo de drogas que injetaram na corrente sanguínea da mesma, mas que não fez efeito, pois quando começaram a treina-la certificaram-se de que seu corpo fosse resistente a qualquer tipo de droga ingerida.

- Me conta o que aconteceu – implorou para a pequena e aparentemente frágil menina em seus braços.

- Eles – engoliu seco, a pobre menina havia corrido muito para estar com o namorado agora. Estava cansada, com sede, corpo doendo, e sentia sua cabeça pesar. Notando seu estado, o garoto colocou-a sentada sobre a bancada da cozinha e pegou um copo de agua entregando para ela em seguida. Após ingerir todo o conteúdo com rapidez, a mesma começou a se explicar.

- Eles descobriram tudo, e estão vindo atrás de mim – o desespero em sua voz era perceptível. 

- Eu não vou deixar que eles te tirem de mim – segurou o rosto de sua garota entre as mãos olhando em seus olhos avermelhados, e sentindo seu estomago se contorcer com tamanha maldade.

Um estrondo foi-se ouvido na porta de entrada da grande casa, Tulipa pulou do balcão logo cambaleando pela tontura que lhe atingiu. O jovem garoto correu em sua direção impedindo-a de cair. Passos pesados eram ouvidos se aproximando, o desespero tomou conta dos dois jovens, e por puro instinto o garoto pegou a namorada no colo e se preparou para correr para longe daquelas pessoas, mas antes mesmo de alcançar a porta da cozinha, um homem negro e alto fechou sua passagem o deixando encurralado. Dando passos para trás sem desviar o olhar do homem a sua frente, ainda com a garota em seus braços, sentiu seu corpo másculo bater em algo rígido atrás de si, ele não precisou se virar para saber quem estava ali, ele sabia que todos os homens presentes em sua casa naquela hora da madrugada estavam atrás de apenas uma coisa.

Sua Tulipa.

- Solte a garota – uma voz grave ordenou, mas só serviu para que seus braços apertassem com mais firmeza o corpo mole da mesma.

- Vocês não podem fazer isso, ela tem o direito de escolha, e ela escolhe não ir com vocês – falou com tom de voz sério, tomando uma postura ameaçadora, mas que para os homens presentes ali não passava de uma cena patética onde um adolescente tolo se apaixona pela garota errada.

- Ou você a solta, ou seremos obrigados a te matar.

- Pode me soltar, não tem saída – a voz fraca de sua namorada preencheu seus ovidos e o pequeno corpo da menina se moveu em seus braços para sair do mesmo. Ao por os pés no chão, novamente a tontura lhe atinge, mãos fortes segura firme em sua cintura, seu namorado mais uma vez lhe impediu de cair. Ao ver dos homens que ali estavam, aquela simples tontura não era normal, mas afinal o que eles queriam, entupiram a pobre menina de drogas. Richard reconhecido pela garota caminhou até a mesma puxando seu braço, mas seu namorado impediu puxando-a de volta para ele, e colocando-a atrás de seu grande corpo.

- Por favor, vocês não precisam fazer isso. Independente do que querem dela, vocês não irá conseguir, ela não quer ajudar, e não pode, deixe-a em paz eu imploro – o desespero era nítido em sua voz e olhar, ele já não sabia o que fazer para impedir que sua amada fosse levada por aquele bando de brutamontes.

- Isso não é da sua conta garoto, é melhor sair da frente, e nos deixar leva-la. Ela precisa entender e aprender que o lugar dela não é aqui, e nós iremos mostrar a ela, a sua verdadeira família.

- Não – seu grito fez com que o homem a sua frente arqueasse as sobrancelhas surpreso pela coragem e desempenho para ficar com ela – ela não vai, ela não pode ir. Essa é a família dela agora, nós sim somos a família que ela merece ter, e não um bando de psicopatas que nem vocês, ela não é assim, não é como vocês.

A garota já não tinha forças para relutar, o que fosse para acontecer não teria como evitar, suas forças estavam esgotadas, a única coisa que ela desejava era uma cama quente para que pudesse dormir sem tempo estimado. Mas no momento isso não estava sendo possível, não com toda essa discussão, de quem ficaria com ela. Se não fosse pela circunstância que se encontrava ela com certeza teria gargalhado e mandado todos se foderem, ela não era uma mercadoria para ser tratada assim, mas era desse jeito que os membros da Federação tratavam a todos. Suas pequenas mãos tocaram os ombros tensos do namorado chamando-lhe atenção.

- Não tem saída, eles vão me levar e se você tentar impedir te mataram e eu não quero isso – sussurrou em seu ouvido – Olha se for para te perder que não seja para sempre – virou o corpo do namorado de frente para si para que pudesse olhar em seus olhos que tanto lhe fascinava – Eu vou com eles e não terá como impedir, eu não sei o que querem de mim, mas sei que não desistiram e que farão o possível e o impossível para conseguir, e eu não quero ser culpada pelo sofrimento de ninguém – suspirou sentindo a garganta doer pelo choro que queria vir – Eu serei eternamente grata por você e sua família...

- Nossa família – corrigiu-a com os olhos cheios de lágrimas. A menina soltou um pequeno riso, orgulhosa por saber que conseguiu encontrar e manter pessoas tão incríveis em sua vida, mesmo que tenha sido por pouco tempo, ela seria eternamente grata a tudo o que fizeram por ela, e lhe ensinaram.

- Sim, a nossa família – murmurou derramando algumas lágrimas, segurou as duas mãos do futuro ex-namorado, mas que ela se lembraria para sempre com todo amor que lhe foi ensinado dentro daquela família – Eu só quero dizer obrigada. Obrigada por tudo o que fez por mim, não só você mas todos que disponibilizaram um pouco do seu tempo para me ensinar o que eu nunca tive a oportunidade de ter. Nesses dois anos que estive aqui com você, não podia ter sido melhor, você me fez pela primeira vez me sentir uma adolescente normal, e eu sempre quis isso. Eu sempre rejeitei quem eu era, porque eu não queria ser o que eles me obrigaram, não queria ser que nem eles, mas eu não tive direito de escolha, igual agora. Mas você soube despertar o melhor de mim e eu agradeço por isso, esse meu “eu” de agora só me deu orgulho, graças a você, e eu prometo me esforçar o máximo pra deixa-lo vivo, eles podem fazer o que quiserem comigo, mas não vou deixar que tirem isso que vocês me deram, jamais. E sempre que eu me lembrar desse meu lado bom ou até mesmo usa-lo com alguém eu irei me lembrar de você, todos os dias da minha vida.

- Não faz isso, por favor. Eu não quero ter que me despedir de você, eu não quero te perder – as lágrimas desciam por seu belo rosto.

- Shh, vai ficar tudo bem – passou seus dedos trêmulos pelo rosto de seu amado, limpando suas lagrimas – se lembra, nada é para sempre – relembrou o que lhe falará a um ano atrás – o fim sempre vai chegar, independente do que aconteça, é inevitável – as lágrimas desciam por seu rosto delicado deixando todos os homens presentes na casa enraivecidos pela garota ter se deixado levar a tal ponto, e descumprido com as regras – Infelizmente o nosso fim chegou, eu sempre soube que não iria durar, mas é que estava tão bom o que vocês me proporcionaram que não tive coragem e nem forças para me afastar e acabar com tudo, desculpa por todo transtorno que lhe causei, eu juro que não foi minha intenção. E por favor, nunca duvide do que senti por você, eu te amei, te amo, e irei te amar até o fim de minha vida, e nada nem ninguém vai mudar isso.

- Já chega – um grito foi dado, Richard já tinha perdido a paciência com tanta “frescura” – vamos embora agora.

Seu pequeno corpo foi puxado com brutalidade atiçando ainda mais a raiva de seu agora ex-namorado, ao tentar ir para cima daquele que lhe tirou sua amada, homens o seguraram impedindo tal ato.

- Eu vou achar você, eu te prometo que te trarei de volta, isso ainda não acabou – falou aos prantos para sua amada que lhe olhava com misto de tristeza, frustação, e esperança de que um dia pudesse lhe ver novamente.

O homem apenas soltou uma risada debochada e saiu arrastando a menina até o carro preto que lhe esperava para manda-la de volta as origens. Ao ser solto pelos homens, o jovem garoto correu até a saída de sua casa, e viu a garota ser amarrada e jogada com brutalidade no porta malas do carro. Seu sangue ferveu, mais nada ele poderia fazer.

Dentro do estreito porta malas do carro, a menina se deixou pela primeira vez em toda sua vida se desabar em lágrimas, desde que o conheceu ela temeu que esse dia chegasse, pois sabia que seria difícil, mas que com o tempo eles a fariam esquecer tudo de bom que viveu e sentiu, pois isso era inadmissível, ela foi criada para não sentir. Mas o que a pobre menina não sabia era que não ficaria apenas com as lembranças de seu amado, mas que aos dezessete anos carregava em seu ventre fruto do amor mais puro e verdadeiro.


Notas Finais


Comentem, favoritem, gritem, faça o que quiserem sou uma tia de boa, a bagunça tá sempre liberada heheh
Link do style: https://spiritfanfics.com/personalizar/style/barbara-palvin-tulipa-negra-9664008


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